sexta-feira, 24 de maio de 2013

Eles consomem todo o meu tempo. Eles consomem todo o meu dinheiro. Eles consomem toda a minha paciência. Eles consomem todo o meu amor. Eles são a razão do meu viver. Meus filhos!

Mais vale um gosto que uma casa chique

Eu estou na dúvida com vários detalhes para enfeitar o Solar. Já disse e repito, eu sou mais básica que calcinha de malha, mais básica que azulejo branco. Mas, contudo, porém, entretando, na minha atual faseadesivototal, preciso colocar mais um adesivo em casa... personalizado... marido vai ODIAR, mas se ele ODIAR o tanto que eu imagino que ele ODIARÁ, eu arranco tudo e pinto a parede. Pronto. Uma dessas duas fotos será a escolhida para a parte superior da nossa cama. Vai sobre um painel. Só preciso decidir qual das duas...

Dica de português?

Não! Não é uma dica. É um desabafo. Já cansei de dizer que odeio gente que escreve errado. Calma, queridos leitores, espero que seja entendido o que quero dizer. Ontem, estava navegando pelo Orkut, coisa que não faço há muito tempo. Sei lá, perdeu completamente a graça e não tenho mais vontade de Orkut. Havia visita de várias pessoas desconhecidas na minha página inicial, e fui ver quem era. Uma pessoa foi levando a outra e ao final de uma horinha no site, fiquei boquiaberta com o número de coisas horrorosas que vi. O que mais me impressiona, pasmem, é a palavra ANSIEDADE, que insistem em grafar ANCIEDADE. Meu espanto foi de uma moça que se diz escritora, leitora voraz de várias obras, ter várias vezes ANCIEDADE escrita em sua página. Deu uma coceira, uma vontade de escrever para ela e dizer: "psiu, já que você gosta tanto de ler, que tal prestar atenção no que ler e aprender a escrever?".

Confiança

O pior sentimento não é aquele que nos magoa quando alguém trai nossa confiança, mas sim, o sentimento da impotência por não ter feito nada para não ser traído.


E continuo dizendo: vou morrer sendo decepcionada e traída pelas pessoas as quais deposito minha confiança, mas em momento algum deixarei de crer no ser humano, pois desperdiçaria as chances de conhecer tantas pessoas boas que surgem no meu caminho!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Um conto de fadas

Era uma vez, uma menina que aos dezoito anos, decidiu casar-se com o namorado que tinha desde os catorze. Os pais, em particular o pai, foram contra; mesmo assim, assinaram a documentação necessária para o casamento da filha. Após onze anos (no total) de relacionamento e sete de casamento, tudo se acabou e ela, uma independente e bem sucedida profissional, estava grávida de dois meses, com malas semi-prontas para embarcar para a América. O anúncio da vinda do bebê fez com que sua vida e seus planos mudassem totalmente. Assumiu a filha, foi “demitida” durante a gravidez, enfrentou preconceitos e discriminações das pessoas, pois ninguém sabia o real motivo do fim daquela união. Em meio a tudo isso, ainda tinha o irmão caçula, completando os seus dezoito e rebeldes anos, para criar e encaminhar na vida. Encarou tudo com coragem e em mais sete meses, saiu de seu ventre uma linda princesinha, cercada por todo o amor materno que uma criança precisa e merece. Quando sua filha tinha pouco mais de dois anos, conheceu um sapo. Mas a menina, que a esta altura já era uma madura mulher, conheceu o sapo sem conhecê-lo na realidade. Até que em 15 de junho daquele ano de 2002, o sapo convidou a mulher para um passeio na lagoa. Ao olhar para o suposto sapo, nossa protagonista descobriu que se tratava do mais belo príncipe. Naquele mesmo dia, passaram a morar juntos, tamanha a chama acesa entre os dois; a princesinha agora tinha um rei, a quem passou a chamar de papai; nossa menina que virou mulher, agora se transformara na mais feliz das rainhas. Claro que nem tudo foi simples, afinal, o sapo que virou rei acabara de sair de uma relação havia somente quinze dias. O sonho do sapo que nunca foi sapo era construir uma família, ter seus herdeiros e ser muito amado por todos; nossa agora rainha, porém, não acreditava que um dia tentaria reconstruir um castelo. Após enfrentar todas as adversidades, um ano havia se passado e a família real foi morar em outro reino, não tão distante ainda. Passaram quase um ano longe de tudo e todos, casaram-se de papel passado e só não viveram felizes para sempre ainda, pois muitas coisas ainda estavam por vir. Mais um ano se passou e a família foi então morar em outro reino, desta vez já tão tão tão distante. E durante todo esse ano, tentaram de todas as formas completar a realeza daquela família, pedindo a Deus que lhes desse um príncipe. Para realizar o desejo, Deus fez com que eles voltassem todos para junto de seus familiares e naquele mesmo ano, já em 2005, o príncipe herdeiro do trono chegou. E todos viveram felizes para sempre. E colorim colorado.

Essa história é real. É a história da minha vida. Meu Rei, dono incondicional do meu amor, meu respeito e meu coração, chama-se Milton Hummel. Há sete anos, quando o conheci, senti algo que nunca havia sentido antes. Tive pulsações diferentes e disparadas durante meses. Até hoje, passados tantos anos, dá um friozinho na barriga quando o dia vai terminando e sei que terei meu castelo completo, com todos os personagens dentro dele. Deus me deu muito mais do que pedi. Eu só desejei na vida ter uma carreira bem sucedida, nunca nada além. Mas como devo ter sido muito boa menina, Deus me contemplou com uma família linda, com dois filhos perfeitos e um marido muito além de qualquer expectativa ou perspectiva. Alguém além de qualquer sonho.

Quando conheci o Milton, virtualmente, ele tinha trinta e dois anos. Quase um mês após o encontro virtual, encontrei-o pessoalmente e se existe algo chamado “amor a primeira vista”, foi o que sentimos naquele momento; logo soube que ele era o homem da minha vida. Porém (e toda história tem que ter um porém), achava utópico me relacionar com um rapaz tão jovem para meus padrões da época. Hoje, meu marido completa quarenta anos. E o que aprendi nestes anos ao seu lado? Que ele é o homem mais honesto, mais íntegro, mais sensível, mais amigo, mais fiel, mais bonito, mais tudo que eu já conheci na minha vida. É a pessoa que quero passar toda a minha vida, sonhando, construindo, crescendo, aprendendo, amando e sendo amada. É o pai mais perfeito que já conheci.

Nossa história transcende ao conto de fadas, ultrapassa as barreiras da realidade. Não passo um dia sequer sem agradecer a Deus por reencontrar meu grande amor, que não tenho dúvidas, está comigo há muitas e muitas vidas. Não há dia da minha vida que não peça a Deus para proteger meu marido, meus filhos e abençoar sempre o respeito e amor que temos um pelo outro. Não há dia algum em que eu não me sinta a pessoa mais importante do mundo, por tamanha graça concedida. E todos os dias, ao amanhecer, meu amor pelo meu marido consegue ser maior do que no dia anterior, quando foi dormir.

Se eu usasse Oswald de Andrade para falar do meu marido, usaria “O Rei da Vela”, pela luz que ele representa em minha vida; se usasse Shakespeare, seria “King Lear”, pela bravura com a qual ele defende e protege a nossa família. Mas como sou simplesmente Úrsula Hummel, desejo-lhe uma vida plena, eterna, com sabedoria infinita.

Meu amor, que seus próximos quarenta anos de vida sejam ao meu lado e que nosso amor, respeito e admiração continuem infinitos e duradouros. Te amo ontem, hoje, amanhã, sempre.

Refletindo

É diante de tragédias como a que o mundo está vivendo no dia de hoje, que se comprova o quanto o ser humano é pequeno, é impotente e precisa fazer da sua estadia na Terra algo glorioso, para que um dia, possa descansar em paz. Que Deus conforte o coração dos familiares das mais de duas centenas de pessoas desaparecidas com a aeronave que fazia o trajeto Rio de Janeiro/Paris.

É hora de refletir sobre cada ação, sobre cada atitude, sobre cada palavra que sai de nossas bocas. É hora de agradecer por estarmos aqui, escrevendo, lendo, respirando, vivendo. É hora de fazer o bem, sem olhar a quem, tampouco sem esperar retorno. Apenas pela gratidão de estarmos aqui.


Úrsula Hummel
O fim de semana acabou. Que pena! Há muito tempo que não tinha um final de semana tão gostoso e tranquilo. Apertei a tecla DANE-SE para os problemas e para as obrigações. E assim, consegui fazer até minhas obrigações, sem pressão nenhuma.

Ontem, minha filha teve prova. Já acho terrível criança ter prova. Eles passam por uma tensão desnecessária. As escolas deveriam avaliar a construção do conhecimento dos alunos ao longo do bimestre. Mas lá foi o super pai levá-la as sete da matina para a escola. Quando a prova terminou, ela ligou em casa... hora do passeio!

Fomos fazer nossa peregrinação até a nossa obra, que continua sendo construída por uma equipe de tartarugas burras: moles e sem planejamento algum, já que houve mais um atraso. Já sabemos o final da história, e será igual a história do apartamento da minha cunhada, só que com a GAFISA: quando o prazo acabar, e ele se expira em um de dezembro, a Cyrela entregará o apartamento, pronto ou não. E passarão os cinco anos que a empresa dá de “garantia”, fazendo manutenções, enquanto nosso apartamento estará pago, quitado, sem dívida e cheio de problemas. Faz parte.

Na sexta-feira a noite, recebi um telefonema da Vivara, pedindo que eu levasse meu aparador de alianças; o diamante será reposto sem custo algum. Não me garantirão nenhum prazo, portanto, pegarei o anel e guardarei a sete chaves. Um anel cujo diamante já caiu duas vezes, não pode dar sopa para cair a terceira. Levei o anel na loja, que foi enviado para a execução de um trabalho manual, em envelope especial e separado de qualquer outro. Espero que dê certo.

As crianças foram brincar no Parque da Mônica, enquanto eu e meu marido fazíamos compras. Consegui comprar umas sapatilhas para mim, de várias cores. Não consigo dar aulas de salto, pois fico quatro horas andando sem parar. É impossível dar aulas sentada e as sapatilhas me quebram um galho bem grande. Comprei os presentes de dia das crianças da minha sobrinha e do meu sobrinho. E também os presentes dos meus filhos. Ah...ainda tinha dois amiguinhos do meu filho que fizeram aniversário e eu estava devendo o presente. Matei tudo!

Fomos para nosso reduto sagrado familiar: a livraria. Saímos de lá com as crianças felizes. Eles amam comprar livros. Minha filha ficou feliz, já que chegou ao Brasil mais um livro da série “Garotas da Rua Beacon”. Nos EUA, são muitos os livros da série já lançados; aqui, ainda estamos no quarto. Mas chegaremos lá. Meu marido também comprou livros que ele queria muito e achou por um bom preço.

Almoçamos pelo shopping, ainda compramos alguns chocolates para as crianças (foi realmente o fim de semana da besteira) e viemos para casa. Quando cheguei, foi a vez de comprar coisas para mim. Havia alguns áudio-livros que há tempos que eu estava atrás. Encontrei todos e comprei. Também dei um presente para meu marido: a coleção inteira do Seinfeld. Ele adora e, sem querer, soltou que “um dia, ele faria o investimento da sua vida, comprando toda a série do Seinfeld”. Para que esperar um dia? O dia é apenas aquele o qual estamos vivendo.

Hoje, todos acordaram cedo. As crianças foram com o papai para a evangelização dominical infantil, enquanto a mamãe, euzinha, fiquei em casa. Joguei paciência, tomei um demorado banho, fiz tratamento nos cabelos com alguns produtos novos da linha Loreal Profissional que comprei e AMEI. Já uso outros produtos da mesma linha e não foi surpresa ver como meu cabelo ficou macio e brilhante.

Meu marido voltou para me buscar e fomos almoçar na minha sogra. As crianças já tinham ficado por lá. Não via minha sobrinha desde o aniversário dela, em maio. Minha cunhada preparou um almoço delicioso. Ainda deu tempo de discutir um pouco de política e a performance do nosso querido (??????) presidente!

Desde sexta-feira, estou sem cozinhar. Cachorro-quente no jantar daquele dia. Almoço no shopping ontem. Janta? Pizza. Almoço na sogra hoje. E a janta? Meu marido está preparando vitamina de frutas para a família, já que todos estão com a barriga cheia, de tantas vezes que repetimos o almoço da titia. E como já está quase na hora das crianças dormirem, será a hora de deitar juntinho com meu marido para assistir a uma de nossas séries favoritas.

Estou descansada e renovada. Precisava há muito tempo de um fim de semana assim, tão relax. Que a semana seja cheia de bênçãos e glórias, para mim e para todos que passarem por aqui!

O fantástico caso da lagartixa "de verdade"

Tem história que parece episódio de “comédia da vida privada”, pois só através de encenação, é possível tornar real aquilo que vivemos. Quiçá eu fosse uma verdadeira contadora de causos e conseguisse transferir a veracidade de um momento apenas com palavras. Quiçá. Por ora, tentarei narrar o episódio mais engraçado da minha vida nos últimos tempos.

Estávamos nós na Fast Shop sábado passado. Meu marido foi comprar um dock station e enquanto ele olhava e refletia, eu comprei um mixer da Cozinart MARA, que já estava namorando havia tempos. Aproveitei também para comprar um novo filtro digital da Philips que amei. Paguei minhas compras e estou aguardando os pacotes em frente ao café da loja. De repente, vejo uma lagartixa branquinha, que se destacava no preto do saco de lixo em que a “calanga” repousava. Chamei meu filho, que estava grudado ao pai desde que entramos na loja. Meu calanguinho, que nunca tinha visto uma “companheira” de perto, olhou, recuou e avançou para bem pertinho da bichinha. Perguntou para mim se era de verdade e respondi que sim. Disse para ele colocar a mão para ver que era mesmo de verdade. Eis o episódio cômico que parou por uns dez minutos funcionários e clientes da loja. Quando meu filho encostou na lagartixa, a bichinha se assustou e pulou longe. O mesmo fez meu filho, que também se assustou e pulou mais longe ainda. Não sei dizer o que foi mais engraçado: a dúvida dele sobre a veracidade do bicho, o susto dele, o susto da lagartixa ou as tiazinhas que aproveitavam o mega saldão da loja, rindo e exclamando: “que menino bonzinho, obedece tudo que a mãe manda; ela mandou colocar a mão na lagartixa e ele colocou”.

Sei que a história pode parecer sem graça para quem não estava presente, ainda mais sendo contada de maneira escrita. Mas precisava deixar registrado este cômico momento da infância do meu filhote, que promete ser um bom caçador... de formigas!

Pedidos de Natal

Assim como meu irmão, DETESTO NATAL. Odeio árvore de Natal, morro de preguiça de montar, fico irritada com o pó que junta em presépio e enfeites natalinos. Não gosto do consumo exagerado que invade o espírito das pessoas. Só que nem tudo é ruim. Há um detalhe na história do Natal chamado TENHO FILHOS. E filhos exigem Natal.
Minha filha já não acredita mais em Papai Noel, está no seu segundo ano. Mas meu pequenino ainda tem alguns anos de crença pela frente. E seus pedidos foram engraçados. Ele começou pedindo UM PINGUIM DE PELÚCIA, que depois foi trocado por uma RENA DE PELÚCIA. Como o pinguim já estava comprado, disse para ele que o Papai Noel não trocaria presentes. Depois, ele descobriu que precisava MUITO de um NOTEBOOK (ok, ele tem quatro anos, mas é uma criança geração computador). Como tenho um HP que trouxemos da Europa quando o moleque não era nem projeto, darei o LENTBOOK para ele. Embrulhado, claro. Mas ele não sabe. No condomínio novo, há uma ciclovia, pequena, mas suficiente para ele. E a bike dele, que foi do meu sobrinho, já foi para doação. Assim, comprei a bike nova, mas ele também não sabe. E comprei vários bonecos de Max Steel, para complementar um pouco mais a coleção dele. Tudo surpresa. Para minha filha, comprei um celular da chinoca. Vi várias alunas minhas, da faixa etária dela, com o tal telefone. É um MPTUDO. Tem televisão (e pega super bem), cabem dois chips (ela não tem nenhum), toca música, tem rádio, filmadora, gravador, enfim, várias bobagens. O preço foi um pouco salgado, por ser um chinoca, mas se fize-la feliz por um dia, para mim, valeu o preço. Ela também ganhará o seu note, só dela. Branquinho, para combinar com o quarto branquinho que estou fazendo para ela (e que ela ainda não viu). E mais perfumes do Boticário de meninas de 10 anos, alguns jogos que ela estava querendo. Mas ela não sabe de nada. Como andou pisando na bola com a escola, perdeu o direito de escolha. Só que uma aluna que fecha com a média menor 8,5 (não vou considerar a imbecil da professora de educação física que puniu minha filha de forma persecutória por um ano inteiro), merece vários presentes.
Sei que meu marido ABOMINA meu exagero natalino com as crianças. Também sou consciente de que não é o mais correto o que faço. Mas meus filhos são bons filhos, crianças que doam seus brinquedos antigos sem apego algum, que fazem o bem, que merecem ter o que eu posso dar e enquanto estou ao lado deles. A felicidade dos meus filhos é a minha.