domingo, 11 de março de 2012

Clichê?

Dizer que o tempo passa depressa já deixou de ser clichê faz tempo. Porque o tempo realmente voa e já estamos nós chegando à metade do mês de março, quase encerrando o primeiro trimestre do ano.

Ao contrário do ano passado, este primeiro trimestre foi produtivo demais. Estou firme nos meus exercícios físicos, que não têm o intuito de perder peso (se bem que seria um 'plus'), mas sim, de fortalecer meus músculos, de me fazer ganhar resistência, força, e acima de tudo, saúde!

O plano de mudança de casa, que começou a florescer há dez meses, finalmente vai se concretizar. Devemos nos mudar nas férias de julho, para um apartamento maior, no mesmo bairro, mas para um lugar limpo, organizado e, aparentemente, sem confusões. A área de lazer é maravilhosa, com o sol batendo pela manhã na área infantil, com muito verde, com piscina sob o sol o dia inteiro. O cheiro de mata virgem dentro do condomínio é o que mais me encanta. Enfim, 'habemus tetus'. 

Março é um mês agitadíssimo. Muitos aniversários acontecem e a conta do cartão chega em abril completamente fora da curva. Começa com meu paizinho aniversariando no início do mês (que ganha de presente nosso amor e nossas orações, o que vale mais que qualquer presente, e não nos custa nada). Depois, dia 5, é aniversário da minha Dinda. No dia 8, aniversariam os gêmeos mais fofos do planeta (e hoje vamos comemorar numa grande festança). Dia 9 é dia do meu sobrinho Felipe, que fez 11 anos já (sim, sou uma velhinha e cada vez que vejo os filhos e sobrinhos crescendo tanto, a idade pesa sobre mim). Amanhã é aniversário da minha secretária do lar, meu braço direito e esquerdo, que já foi devidamente presenteada. No dia 19, temos os 2 aninhos do bebê Samuca e os 3 aninhos do não tão bebê assim, Erick. Ainda teremos os 6 aninhos da Gabi, amiga do Peteleco, para comemorar, e no final do mês os 8 anos do Gian, outro amiguinho dele! Sei que estou me esquecendo de alguém, pois fui tantas vezes ao shopping comprar presentes...e teremos o mês inteiro de festas. Mas o 'alemão' parece dominar meu cérebro às vezes.

Falando em alemão...meu filhote está amando estudar no colégio alemão. Apesar do alto custo, tenho a certeza de que estamos investindo no negócio certo!

Ontem foi um dia muito gostoso, que gostaria de deixar registrado aqui. Fomos à festa do meu sobrinho Felipe, e é sempre muito bom reencontrar tantas pessoas que conheço desde a infância. São 30 anos de vida em comum, de histórias pra contar. Meu sobrinho mais velho está prestes a fazer 20 anos, namorando sério. Juro que doeu o coração. Ver as filhas das minhas amigas fazendo 15 aanos é de doer. Mas ver que uma amiga, quase da minha idade, pode ser avó a qualquer tempo, me faz enxergar rugas onde não existe. É o tempo, voando, voando, e sem querer, muitas vezes, deixamos passar coisas importantes.

O importante de tudo é poder estar em paz com a minha família, ver que estamos criando filhos saudáveis, que podemos prover a eles educação, estudo, valores, alimentos, diversão, e acima de tudo, nossa companhia sempre que precisam, e principalmente quando não precisam.

Um brinde ao tempo!

sexta-feira, 2 de março de 2012

2 de março

Desde o domingo de carnaval, sabia que no dia de hoje escreveria este texto, com o que me viesse à cabeça. 

Como me afasatei muito do universo blogueiro, não tenho visto nada além daqueles links que a galera posta no Facebook. Então hoje, quando vim escrever, dei uma passadinha no blog do meu irmão, e assim resolvi qual o nome teria este texto.

Naquele domingo, resolvemos levar as crianças para conhecer o SESC Belenzinho, por recomendação de uma pessoa muito querida. Endereço no GPS e lá fomos nós. Pegamos a Marginal, a Salim Farah Maluf e quando contornamos quase que a quadra inteira do cemitério da Quarta Parada, meu filho perguntou o que era aquilo. Respondi que era um cemitério, um dos maiores que existe. Ele quis saber mais. 

Disse pra mim que tinha achado cemitério um lugar muito bonito, e perguntou se eu poderia levá-lo para visitar o vovô Ernani no cemitério que ele estava. Respondi que um dia iríamos, mas ele não se contentou. Questionou tudo: como se morria, como foi a morte do meu pai, como é um enterro, e quis saber se poderíamos abrir o caixão, só pra ele ver como o vovô era. Respondi a tudo chorando muito, e sob a ótica espiritualista, o pai explicou-lhe que o espírito do vovô já estava no céu, e no caixão só estavam ossos, porque os bichinhos comeram toda a carne. E eu chorando.

Ele parou, refletiu um pouco e perguntou: "Nossa mamãe, a vovó Vera é que deve ter ficado muito triste quando o vovô Ernani morreu. É triste morrer um pai, mas também é triste morrer um marido né?".

Então expliquei que a vovó e o vovô já eram separados há muitos anos quando o vovô foi embora. E foi neste momento que ele se emocionou e chorou muito. Ficou sentido, magoado. Creio que naquele momento, ele só pensava em um dia seus pais se separassem. Que a separação escolhida pelo homem dói bem mais que a separação escolhida por Deus. 

Ambas as separações dóem. Ambas precisam do seu momento de luto. A separação dos meus pais foi triste, os dois estavam infelizes juntos, e continuaram infelizes separados. A vida, com toda certeza, tinha uma missão para com eles, e espero que esta missão tenha sido cumprida.

Meus pais se separaram no dia de Natal, no ano de 1991. Não dá pra esquecer esta data. Mas também não dá pra esquecer que eles se casaram no dia 2 de março, de 1974, ano que eu nasci, e um dia depois do meu pai completar 18 anos. Desta união nasceram três filhos, e destes filhos já são quatro netos, dos quais, infelizmente, meu pai não pode fazer parte do crescimento.

Contudo tenho minhas convicções de que ele está lá, em algum lugar, vendo como ele é presente nas nossas vidas, inclusive na vida do neto que ele não conheceu, mas que eu não tenho dúvida, seria a pessoa que ele mais amaria nesta vida. 

É triste ver que há tantos avôs por aí que podem fazer parte da vida de um neto, e ver meu filho sem avô presente na sua vida, quando meu pai teria com ele a mais perfeita simbiose, a mais completa cumplicidade, pois ele é a cara de tudo que o avô gostava.

Coisas da vida, que a gente não entende, mas vai vivendo e levando...