terça-feira, 29 de março de 2011

Notícias de mim

Acho meio prepotente, arrogante, pedante, postar um texto com este título. Embora eu não seja o José Alencar e embora ninguém abra o computador para saber notícias de mim, as notícias estão sendo postadas para as pessoas que se interessam, sejam poucas, sejam muitas.

Ontem retornei à cardio com 27 laudos. Só um exame que não havia ficado pronto.

Os tumores existem, e segundo a médica, o do ovário é bem grande, o do útero pequeno. Encaminhou-me ao meu gineco (parte boa: ele é lindo!), mas disse que esta é a última parte a ser vista. Parte boa 2: não deve ser grave. Perguntaram-me se é mioma. Não é. Se é benigno. Não sei. Por ora, este assunto ficará dormindo por uma ou duas semaninhas, até que eu agende a consulta no gineco.

A pressão consegue ser controlada com remédio, desde que eu não fique nervosa, ansiosa ou irritada. Ou seja, a pressão só é controlada por remédios se eu estiver deitada, vendo tevê, sem filhos em casa, sem telefones e longe do computador. Contudo, foi afastada qualquer possibilidade secundária de aumento de pressão. Vamos tratar a causa: Prozac. Diminui a ansiedade, a irritabilidade, me deixa feliz, dando risada o tempo todo e mexe com a minha libido e vai ajudar a controlar a pressão. 

O coração vai bem, obrigada. Apaixonado pelo mesmo homem há nove anos e batendo forte por ele. Assim continuará. Nenhum risco com ele. TG.

A dor de cabeça persiste. E hoje descobrimos a causa dela: eu não durmo.

Mas antes de falar especificamente de mim, queria deixar um alerta para as pessoas que tem insônia: ela pode acarretar vários outros problemas de saúde: pressão alta, dor de cabeça, alteração nas funções renais e hepáticas. Não se convenceu? Procure um médico da área. Ele chama-se Especialista do Sono. É uma função relativamente nova na medicina, desconhecida por muitos, com poucos médicos disponíveis na área, mas que podem resolver nossos problemas.

Minha polissonografia: é um exame feito para monitorar todo o sono e o comportamento do indivíduo durante o sono: se baba, se ronca, se solta puns, se mexe as pernas, as mãos, a cabeça, quantas vezes pisca, acorda, dorme, por quantos segundos. Enfim, jamais imaginei que o resultado era tão complexo. A médica me perguntou porque eu durmo do lado esquerdo, e quando viro para o direito me incomodo e já volto para o esquerdo. Pensei rápido e respondi: porque durmo do lado esquerdo da cama e gosto de dormir com o braço direito (que fica por cima do corpo) dentro da gaveta do criado-mudo. É a mais pura verdade. Quando marido vai viajar, durmo do lado dele e, portanto, do lado direito da cama (e com a mão esquerda dentro da gaveta dele).

O resultado do meu exame mostra que, em sete horas, dormi apenas 10% deste tempo. Tive 100 (CEM mesmo, ninguém leu errado) micro-despertares, 13 despertares completos e nenhum descanso. Diagnóstico: não durmo. Logo acordo com dor de cabeça. Logo sobe a pressão. Logo altera o funcionamento do meu rim e fígado. Que afeta o funcionamento do pâncreas e da vesícula. Assim, acordo cansada. Logo quero ficar deitada. Logo não consigo fazer nada, pois falta ânimo. Logo a única coisa que faço é comer. Logo engordo. Logo fico com uma papada dentro do pescoço que trava minha língua pra dormir. Nem sei explicar direito a história da língua, porque é complexo demais para mim. 

Toda a culpa é por eu não conseguir dormir.

Próximos passos: liberada para começar a acupuntura (começo hoje). Amanhã vou colocar o aparelho para fazer o monitoramento da pressão arterial (e continuo com os 3 medicamentos). Estou tomando as vitaminas que fugiram de mim: B12 e D. Por isto fiquei careca e as unhas não cresciam. Segunda-feira tenho consulta com o Especialista do Sono. É o papa da ciência no Brasil, o precursor dos estudos, e vou ao consultório particular (pois é óbvio que ele não atende convênio) pela quantia de tantos dinheiros que nem escreverei aqui. Depois vou ao neuro, ao endocrino (a obesidade é a segunda culpada de tudo), ao gineco e ao gastro. E depois de tudo resolvido, viveremos felizes para sempre mesmo que com a conta bancária estourada.

Fica um alerta: nosso corpo é uma máquina, preparada para funcionar perfeitamente. Se a unha não cresce, algo está errado na máquina. Devemos estar atentos ao menor sinal de mudança.

Boa sorte para todos nós!

domingo, 27 de março de 2011

Casos reais na vida de uma família que consome

Há exatos quinze meses, meu microondas que tinha catorze meses de uso quebrou. Geralmente, as coisas quebram em casa logo que a garantia vence e com o microondas não seria diferente. 

Meu primeiro aparelho de microondas, comprado dezenove anos atrás, ainda está vivo. De uma marca que só vi aquele eletrodoméstico, e nunca mais: Goldstar. Depois deste, tive mais uns cinco, seis, ou mais. Juro que não consigo contar. Todos duraram pouco.

Quando o aparelho quebrou, liguei na assistência técnica da Brastemp. Eles vieram em casa e depois  me ligaram para aprovar o orçamento de duzentos e vinte e oito dinheiros, pela troca da placa. Não aprovei, claro.

O aparelho ainda funciona. Só que apenas um botão funciona. O botão de "um minuto". Então se preciso usar o aparelho por um minuto e trinta, tenho que desligá-lo da tomada para "reiniciar" o seu computador interno. Sim, porque o botão "desligar" não funciona.

Este aparelho durou um mês a mais que o seu antecessor, da marca Panassonic. Troquei de fabricante por recomendação de um técnico, que disse que esta marca não prestava.

Hoje, depois de mais de um ano ligando e desligando o microondas da tomada, resolvi comprar outro. Mentira, resolver eu já tinha resolvido há muito tempo, mas primeiro não tinha dinheiro, segundo que não era prioridade, terceiro que ele ainda funcionava, cumprindo sua única função aqui na nossa casa: esquentar a comida.

Para minha surpresa na pesquisa de preço, este aparelho da Brastemp, idêntico ao "quebrado", custava duzentos e noventa e nove dinheiros. Vou pagar quase que o mesmo preço cobrado pela empresa pela troca de apenas uma placa. Apesar da raiva pelo roubo deles, e concluindo que nenhuma marca presta, optei por este aparelho básico e barato, que vai me servir por mais um ano e pouco, me fazer sentir raiva de novo e partir em busca do próximo. 

E assim caminha a vida de quem consome...

Notícias atualizadas

Perdoem-me os que aguardaram por notícias. Na sexta-feira estava tão mal que tudo que consegui fazer foi deitar e chorar o dia todo. Mas passou. Chorar faz bem e limpa nossas angústias. Chorei todos os litros que precisava e agora estou em pé, firme e forte para encarar o que for preciso.

Nesta mesma sexta, terminei de fazer o último exame, o mais preocupante para mim. Além de detectar que tenho uma vesícula "muito pequena e murcha" (palavras dos médicos), foram detectados dois tumores, um no útero e outro no ovário esquerdo.

(neste momento perguntam-se como de uma dermatologista que detectou problemas no coração cheguei a um tumor no útero)

Dentre os muitos exames que minha cardiologista solicitou para este check-up mais que completo, havia uma ultrassonografia abdominal total e pélvica com doppler. Bingo. Vesícula e útero na área de risco da minha saúde.

Ainda na sexta sairam outros resultados de exame. Fiquei impressionada com o monitoramento do meu sono, que detecta que em sete horas de sono, eu tive 100 (CEM, e não há zero a mais) despertadas leves e 13 profundas. Apenas 10% do meu sono atinge nível satisfatório. Ponto para finalmente detectarem o porquê de minha cabeça doer. Quem não dorme, não descansa nunca, logo, a cabeça dói. Isso é o que posso chamar de insônia profunda detectada.

Já digeri tudo e já parei de chorar. Estou pronta para tratar o que for preciso. Da forma que for preciso.

A notícia boa: chegaram todos os resultados dos meus 28 exames e todos os exames do coração foram bem, obrigada. Nenhuma alteração em nenhuma válvula mitral ou suas amiguinhas. 

Amanhã retorno à médica para avaliação final e início de novas etapas. Faz parte da vida iniciar sempre novas etapas, e minha vida é composta de 36 anos de pura adrenalina.

Estou muito feliz com a oportunidade de ter feito este tão completo check-up. Primeiro porque o problema com a vesícula pode explicar minha fome constante, e logo, o porquê de eu engordar (engordo porque como). Segundo porque minha cabeça dói desde que eu sei falar. Durante anos e anos, corri pelos papas da neurologia em Sampa, gastei horrores de dinheiros com médicos particulares, fiz ressonâncias e tomografias computadorizadas e nada, nunca apareceu nada na minha cabeça. Agora está lá, comprovado e laudado por médicos do melhor laboratório do país: eu não durmo, não desligo, não relaxo. E isso me deu um alívio enorme, pois finalmente encontrou-se o mapa da mina, a chave do problema.

A minha pressão está sob controle já pelo sexto dia. Acordo, tomo os três medicamentos e dali duas horas posso medí-la: 10x7 é a média. Assim, espero que a doutora me libere para começar a nadar em poucos dias, para frequentar o pilates, para fazer acupuntura, drenagem e ser feliz.

Agora é tocar a vida e deixá-la me levar, mas em ritmos muito diferentes dos tocados outrora. "Eu só quero ser feliz..."!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vale tudo?

O grande momento de distração que tenho diariamente é quando paro por alguns minutos frente a televisão para assistir a novela Vale Tudo. 

Escrita há vinte e três anos atrás, vejo-a como atemporal.

Gosto de analisar cada um dos personagens e fico pensando como é que três autores são capazes de criar tipos assim. Alguns frágeis e ingênuos. Outros falsos e dissimulados.

Novela nada mais é que um retrato da realidade interpretado por outras pessoas. Para mim, autor de novela é uma pessoa completamente atenta às outras, e capaz de transcrever cada indivíduo para seus personagens.

Hoje estou divagando com a personagem mais famosa da telenovela brasileira, Odete Roitman: fria, calculista, dissimulada, falsa, sórdida. Capaz de passar por cima de tudo e de todos pelos seus interesses.

Quantas Odetes não cruzam nossas vidas? 

O ser humano é egoísta por natureza, diria que por instinto de sobrevivência. Pouco se pode confiar em um semelhante e cada um precisa ter em si o seu melhor amigo.

Calma, não estou descrente, muito pelo contrário, estou mais crédula que nunca, menos cética que antes. Estou acreditando, mas acreditando que precisamos sempre dar ao próximo o nosso melhor, desde que o próximo esteja pronto e apto a receber este melhor.

Imagina uma situação: você e seu melhor amigo estão em alto-mar, sobreviventes de um naufrágio. Há apenas uma bóia um pouco distante dos dois. Só quem chegar primeiro sobrevive para sempre, mesmo que saibamos que para sempre não existe. Você se afoga e deixa seu amigo sobreviver? Não, vai nadar de braçada em busca da bóia, em busca da vida.

Muitas pessoas traem por falta de caráter, por soberba, por vaidade. Outras traem apenas por sobrevivência. Nos dois casos, porém, o traído sairá ferido, magoado e crendo cada vez menos nos seus semelhantes.

Nestas horas é bom saber que a linha entre a ficção e a realidade é muito tênue, e que ao fim e ao cabo, tudo que fazemos de bom por aqui soma pontinhos para ganhar passaporte VIP para o céu. 

Eu quero o meu. Por mais que eu sofra com tantas Odetes que passaram ou que passarão por minha vida, ainda creio, ainda tenho esperança, e aposto sempre no melhor de cada pessoa. Para mim, não vale tudo só por ter ou por ser. Vale tudo por deitar a cabeça no travesseiro todas as noites e ter a certeza de que, por mais um dia, plantei minha semente do bem. E que assim seja...

terça-feira, 22 de março de 2011

Que país é este?

Tenho alguns amigos ao redor do mundo, e todos saíram pelos mais diversos motivos. Fato é que ninguém voltou, o tempo foi passando e continuam todos mundo afora: Estados Unidos, Europa, Oceania...

Independente do lugar do mundo em que se vive, temos que buscar a felicidade, e se as pessoas não voltaram, é porque de alguma maneira estão felizes. E por que foram? 

Todas as pessoas que saíram foram em busca de um mundo melhor. Uns com mais recursos, outros com menos. Uns com mais sonhos, outros com menos. Uns com mais idade, outros com menos. 

Lá fora, os jornais anunciam que a economia do Brasil está melhor. Que a construção civil cresceu. Que o povo tem mais dinheiro. Tudo verdade. Mas quem disse que este mesmo Brasil, que já nem é mais o mesmo de outrora, tem condições de receber pessoas que vem de lugares mais desenvolvidos?

O ensino no Brasil é um dos piores do mundo. Não só o público, mas principalmente o privado, que custa duas vezes para quem paga. 

A saúde no Brasil é cada vez pior, e não há sequer luz no fim do túnel para melhorar. Mais uma vez, o sistema público é podre, e o privado caminha cada vez mais para a podridão. Assistências médicas, planos de saúde e convênios impõem suas burocracias para realização de exames, os médicos se descredenciando cada vez mais dos planos e a dificuldade absurda em conseguir agendamento de uma consulta. Eu preciso de um endocrinologista. Consegui marcar hoje para dia 18 de maio, ao valor de 350 dinheiros pela consulta, que deve durar no máximo vinte minutos, segundo as opções de horário neste dia passados pela secretária.

Particularmente em São Paulo, as coisas estão pela hora da morte. Saímos no sábado para almoçar no shopping. Dois pratos em uma lanchonete de shopping. Três sucos e uma água com gás. Sem sobremesa. 120 dinheiros. A comida estava ruim e saímos todos com fome, não porque não comemos a comida ruim. É porque a porção que servia em outros tempos a duas pessoas, já não serve uma criança.

A prestação de serviço é uma coisa descabida. Não existe punição. Então compra-se um apartamento de uma construtora conceituada, e perde-se a vida pelo nervoso que se passa com ela. Compra-se geladeira descartável e só colocando a boca na internet para conseguir sanar o problema. Ruas esburacadas, ladrões em todos os faróis, bandidos assaltando carteiras em restaurantes, na base do arrastão. Não há transporte público decente. Não há espaço para andar tanto carro. Não há fiscalização para carro velho que quebra na rua e atrapalha a vida de milhares de pessoas. 

Isto é um bom país, para onde querem voltar aqueles que partiram e hoje acham que tudo é muito bom? País bom e decente é país que cuida do seu povo através da saúde e da educação. E povo sem educação, ambiguamente falando, é mato por aqui.

Não, as coisas não estão boas no Brasil. E se você pensa que vai voltar, ou vai chegar pela primeira vez, e vai encontrar um país em desenvolvimento...melhor tomar cuidado para não se decepcionar!

p.s.: este texto estava sendo pensado, mas saiu após a leitura do texto da amiga Glenda

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tem que ser na marra

Sabemos de tudo que ocorre de errado com nosso organismo. Claro, somos seres pensantes e temos o controle da situação, principalmente quando ela sai do controle.

Eu sei há muito tempo que há muita coisa errada, mas não sabia por onde começar. E comecei. Sábado fiz exames pela manhã, a noite internei no hospital dia-e-noite do Fleury para realização de mais exames, tenho exames a realizar durante toda esta semana que se segue.

Hoje retornei à médica, que já estava de posse de alguns resultados. Meu organismo está completamente descompensado, mas por ora, o que mais apavora é o risco eminente de um enfarto ou AVC. Minha pressão não está baixando com medicação. Temos agora que aliar a alimentação e o repouso. Tipo "me isolar deste mundo que me estressa e que me faz sofrer" para tocar adiante. Então estou em repouso total em casa, até segunda ordem. Só estou autorizada a sair de casa para fazer exames. Na segunda-feira, retorno à cardio para nova avaliação. Trocamos a medicação hoje.

O colesterol está bem elevado, mas o bom colesterol também, o que, segundo a médica, equilibra um pouco.

As funções renais um pouco comprometidas, e fiquei em dúvida sobre "quanto é um pouco". O próximo exame só posso fazer daqui há algum tempo, pois é preciso tomar contraste e neste momento, tomá-lo representa risco.

Meu organismo está com ausência total de vitamina b12. Isto explica o porquê de eu andar triste, melancólica e deprimida, chorando pelos cantos por tudo. Preciso aprender que ninguém com histórico pessoal e familiar de depressão chora pelos cantos à toa. São sinais. Mas não vou tomar antidepressivos, não nesta semana. Todo o tratamento será acompanhado dia após dia, e a qualquer momento tudo pode mudar.

Aproveitarei os momentos para estudar, aprender, e não ter tempo de procurar o dr. Google. Definitivamente, ele é um médico que pode matar. A cardiologista que está me atendendo tem mais (bem mais) de vinte anos de medicina prática, fora os oito anos entre formação e residência. Não é o dr. Google que me ensinará tudo em alguns minutos pesquisando. Portanto, preciso me conter.

Entre um livro e outro, vou orar, e continuar agradecendo à Deus pela vida, pela oportunidade de continuar criando meus filhos por mais um dia, pois cada dia é uma vitória, para todos nós.

Quando tiver novidades sobre minha saúde, prometo atualizações. Obrigada a todos pelo carinho, preocupação e pelas orações!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Voltas que a vida dá

A vida da gente é só neste instante e agora. O próximo segundo pode não existir. Muitas vezes passamos tempos adiando projetos ou imaginando coisas a longo prazo. Pode até ser legal, mas nada substitui o agora, pois o amanhã pode não chegar.

Eu espero que meu amanhã chegue, vou lutar para isto a partir de agora, quando adentro definitivamente em uma nova fase da minha vida, que começou ontem no consultório da dermatologista.

Devido à minha alergia da pele, estou fazendo acompanhamento médico e tinha retorno. Ao sair da consulta, a médica me achou meio estranha, "alterada", e pediu para que eu voltasse para medir a pressão, que estava excessivamente alta. Naquele momento, ela queria que eu fosse imediatamente para o pronto socorro, mas como estava com as crianças, abortou esta hipótese. Conseguiu com uma colega cardiologista que me atendesse hoje pela manhã, e lá fui eu.

Foi o caminho mais longo da minha vida. Para chegar da Zona Norte até Higienópolis, simplesmente não consegui sozinha. Contaria com a ajuda do GPS, que resolveu pifar no meio do caminho e me levou para a Praça da República. Eu, que tenho pânico de multidões, aglomerações e afins, comecei a passar mal dentro do carro. Imaginava que seria assaltada por um dos dezoito motoqueiros que rodeavam meu carro no cruzamento da Rio Branco com a Duque de Caxias. Cheguei à consulta sã, salva e ilesa. 

Infelizmente já passei por inúmeros médicos na vida. Felizmente alguns deles foram bons. Mas nunca tive o privilégio de ser consultada por uma médica tão boa como a de hoje. Valeu cada dinheiro pago pela consulta, e valerão todos os próximos que sei que terei de gastar, já que ela não atende convênio.

A médica começou pedindo todo o meu histórico, pessoal e familiar. Leu a carta que a dermatologista lhe enviou e preocupou-se. Começou a me examinar. Rins alterados. Pressão elevada. Problema de formação de adiposidades ao redor da língua. Pressão ocular alterada. E eu já chorando. Enfim, coisas da vida. Após todo o exame clínico em noventa minutos de consulta, ela me medicou ali, na hora, com três medicamentos diferentes. Preencheu vários papéis, solicitando vinte e quatro exames diferentes. Amanhã, pela manhã, começo pelos de sangue e urina. Ela pediu que eu informasse a senha da internet assim que realizar os exames, pois ela precisa dos resultados ainda amanhã para alterar a medicação se necessário. E na segunda-feira tenho retorno as dez horas da manhã. Tudo muito rápido que nem consegui pensar ainda direito.

Cheguei em casa e agendei já todos os exames. Passarei a semana que vem fazendo-os. Amanhã, 19 horas, serei internada para a realização de um deles. Domingo volto pra casa. 

O lado bom: tenho recursos materiais para fazer tudo o que precisa ser feito.

Outro lado bom: consegui uma médica a qual estou confiando totalmente.

Lados negativos: nunca imaginei que pressão alta alterasse rim. Nunca associei minha retenção de líquidos e meu inchaço à pressão. Nunca pensei que o fato de eu viver o dia cansada e ter insônia a noite tivesse que ver com a hipertensão. Para mim, eram dias de vagabundagem que não terminavam.

Fui encaminhada também ao oftalmologista com urgência. A médica disse que ainda dá para evitar danos irreversíveis na visão.

Eu tenho muita fome. Logo como. Logo engordo. Este problema de fome é causado por esta adiposidade ao redor da língua. A mesma não me deixa dormir. Como não durmo a noite, tenho sono durante o dia. Fico irritada, estressada e cansada. Meus cabelos caem. Minha cabeça dói. Então vou à psiquiatra para tomar remédios para dormir, que não desconfia de nada. Vou à dermato para resolver a alergia na pele e o cabelo. Vou ao endocrino para emagrecer. Vou ao oftalmo porque não enxergo direito. Todos cuidam das suas especialidades e me medicam. Só não vou a um médico que cuide de inchaço, porque não sei qual é. E de repente, todos os problemas da minha vida estão na minha pressão.

O melhor de tudo é que na semana passada eu iniciaria minhas aulas de pilates, e graças aos meus dois filhos doentes, fui adiando. A médica disse que eu poderia ter enfartado na primeira aula.

Então eu fico por aqui hoje, na minha enorme reflexão sobre a vida e sobre os avisos que ela nos dá. Grata por um dia ter me irritado com minhas coceiras, ter pedido uma dermatologista no Facebook, ter escolhido exatamente a médica que desencadearia todo este cansativo processo que viverei agora. Mas que salvará minha vida.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Inveja ou o quê?

"O que você fez durante todos estes anos enquanto eu trabalhava?

Perfeito se respondeu que também trabalhou. Que acordou tão cedo quanto eu e teve turnos de trabalhos iguais ou, muitas vezes, maiores que os meus. E hoje estou eu nesta vida confortável de dondoca, podendo ter tudo o que quero, podendo desfrutar de um lar com boas instalações, realizando viagens pelo mundo enquanto você continua acordando cedo todos os dias e levando uma vida injustiçada.

Você só esqueceu de anotar detalhes. Durante todos estes anos tivemos sim cargas horárias parecidas. Será, contudo, que a energia foi a mesma? Será que você não esteve na zona de conforto aguardando que algo acontecesse, enquanto eu aproveitava toda e qualquer folga que tinha para investir nas mudanças?"

A cena narrada pode ser mais comum do que imaginamos. Muitas pessoas não se conformam com a vida daquele que está próximo ter mudado, ter se tornado uma vida mais próspera, enquanto sua vida continua a mesma de outrora, muitas vezes beirando a mediocridade.

Para que consigamos levar nossas vitórias sem cobranças internas, pois as externas não há como abortar, temos que saber exatamente o ponto em que nos distanciamos das pessoas. Em que momento aquele grande amigo que caminhava junto conosco ficou para trás. Não foi no momento em que você sempre acordou as cinco da manhã enquanto o amigo dormia até as oito. Não foi no momento em que você voltou tarde para casa por anos a fio, aprimorando seus estudos para conquistar o status de hoje, enquanto o amigo investiu o dinheiro dos estudos em viagens, passeios e afins. O momento da distância é o momento da decisão de trilhar um caminho diferente.

Eu trilhei o meu caminho diferente e hoje posso gozar e fruir do conforto que busquei ao longo deste distante caminho.

A inveja pode ser destrutiva para quem a recebe, mas é muito pior para quem a emana, pois o indivíduo está tão preocupado em ver o que o outro está vivendo de bom, que esquece de trilhar o seu próprio caminho.

Procuremos cada vez mais viver nossas próprias vidas, pois a viagem que um segue pode não ser boa para outro. Pense a respeito!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mudanças

É clichê dizer que ninguém muda ninguém com o passar do tempo de uma relação. Fato é que esta máxima já é sabida por toda a humanidade. Mesmo assim, as pessoas entram em relações com seus opostos acreditando que eles se complementam. Acredito que só os semelhantes se atraem, que é preciso muita coisa em comum para levar uma relação adiante. E não falo aqui da relação homem-mulher. Falo de relações humanas. Por quantas vezes não deixamos nossos desejos de lado apenas para satisfazer a um amigo, seja num bate-papo, seja num desabafo, só para não passarmos por chatos? Pior é quando trata-se de um amigo "de favor". Sabe o que é o amigo "de favor"? Aquele que temos amizade por piedade. Que ouvimos ou toleramos por pena. É o pior dos sentimentos. Relações precisam ser pautadas nas semelhanças, e mesmo assim, haverá infinitas diferenças para uma boa troca.

Somos nós os únicos responsáveis por nossa felicidade e decidimos a cada instante se queremos ou não que ela faça parte do nosso caminho. Quando nos anulamos por alguém, colocamos esta nossa felicidade em segundo plano, não sendo, assim, capaz de fazer ninguém feliz. Muita infelicidade? Talvez.

Pessoas têm medo da solidão. Há anos e anos que ouço histórias de pessoas que sofrem em relações por medo da solidão. Toleram um companheiro ou um amigo que suga todas as suas forças e energias, por medo de ficar só. A solidão quem constrói somos nós.

Uma década atrás, descobri que tinha medo da solidão. Vivia rodeada de pessoas e não admitia estar sozinha. Sim, eu era feliz. Muito feliz. Uma felicidade muito diferente da que vivo hoje. Era uma felicidade sem compromisso. Mas precisava me encontrar, e comecei a busca. Dei um tempo em uma relação com uma pessoa especial, com a qual eu tinha todas as afinidades, o verdadeiro homem romântico que conquista uma mulher a todo instante, só para me encontrar. Deu certo. Encontrei-me, e desencontrei-me daquele parceiro. Descobri então que aquela relação não era verdadeira. Que aquela pessoa era tudo que eu sempre sonhei e idealizei como um companheiro, mas talvez eu não fosse alguém de verdade naquele momento. Tudo se transformou.

O ser humano precisa se renovar, se reinventar a todo instante. Hoje sou apaixonada pelo Twitter, ferramenta que em um passado muito próximo, já abominei. Hoje não saio mais para dançar às terças-feiras, nem sei mais se o Charles Edward ainda existe. Não vou mais ao Gallery às quartas-feiras com aquele grupo de amigos curtir os "flash backs" de outrora. Há uma década que não assisto a um show no Bourbon Street, coisa que gostava tanto. Deixei de frequentar teatros e bons restaurantes. Foi a minha reinvenção. E esta é uma pequena amostragem de coisas que eu ainda gosto, mas que não faço mais, porque o mundo gira, a vida roda, os ciclos se fecham para outros começarem.

A vantagem de escrever e registrar cada um dos ciclos, é poder no futuro confrontar as mudanças que tivemos ao longo da vida. Mas mudar nem sempre significa evoluir. Ou não. Quem sabe?

Ciclo

Para que haja verdade nas coisas, é preciso que elas tenham um ciclo: início, meio e fim.

Oito anos atrás deixei o Brasil com minha família. Após três meses fora, conseguimos comprar nosso primeiro computador e foi lá que criei o primeiro blog, cujas notícias eram dadas através de fotos para tantos amigos e poucos familiares que longe estavam. Aquele blog durou um ano, deixando de existir com o advento do Orkut,  que deixou a comunicação com o mundo muito mais próxima.

Mais um ano e criei outro blog, que só eu tinha acesso, para desabafar o momento mais difícil que vivi até hoje: a gravidez do meu filho caçula. Momentos de dor, angústia, sofrimento e solidão total. Mas passou, assim como tudo passa na vida.

Em maio de 2008 veio o Blog da Pandinha, que em março de 2009 ganhou um contador de visitas e recebeu, nestes dois anos ainda não completados, noventa mil visitas. Foi através do Blog da Pandinha que fiz novas amizades, que contei detalhes da minha vida, dei em primeira mão notícias diversas, fiz homenagens, publiquei fotos, receitas, dicas de português, reflexões e pensamentos. Só que o ciclo acabou.

Ando muito incomodada com algumas coisas. Uma delas é a exposição excessiva das nossas vidas. Outra é a liberdade que as pessoas acham que tem nelas. Amizade é uma coisa linda, desde que seja conservado o espaço que cada um ocupa dentro dela. 

Estou em mudanças internas e isto é bom, faz bem. Renovando amigos, como sempre. Aqueles já distantes deixam lembranças boas, aqueles novos entrando intensamente. Novos anseios, novas angústias, transformações, descobertas, reflexões, desejos. Pode ser a síndrome dos quarenta se aproximando? Talvez.

Se eu conseguir atingir a estatística do tempo médio de vida dos brasileiros, estou chegando ainda a metade da minha vida. Quero viver a outra metade aproveitando tudo que construí e conheci até hoje em meu favor. 

O Blog da Pandinha não morre. Ele, assim como eu, renasce. É um novo recomeço!

Tenho muitas idéias para um blog. Infelizmente, não tenho conhecimento técnico para aplicar algumas coisas que queria. Então troquei o fundo dele para uma cor escura, que vai se clarear de acordo com o evoluir do clareamento das minhas idéias.

Um novo ciclo se inicia!

Receita da Pandinha - brigadeiro de banana

Dia desses tinham seis bananas estragando na cozinha. Quando as moscas começaram a querer habitar o Solar dos Hummel, cortei as bananas em três pedaços com as mãos. Joguei todo o açúcar que tinha no açucareiro (por pura preguiça de abrir o armário). Liguei o fogo baixo e deixei apurar. Na hora em que deu ponto de doce de banana, tive a grande idéia. Por que não aproveitar a moda de brigadeiros de sabores, e fazer um brigadeiro bem brasileiro? Naquela mesma panela joguei uma colher de margarina light, uma lata de leite condensado e duas colheres de chocolate do padre. Liguei o fogo novamente até dar ponto de brigadeiro, o que levou muito menos que cinco minutos (uma vez que a panela já estava quente e o doce borbulhando). O resultado foi este da foto, um brigadeiro de banana que fez um tremendo sucesso com a turma toda. Pode experimentar, é delicioso!


segunda-feira, 14 de março de 2011

Vale o quanto custa?

Uma viagem para os EUA para um casal e dois filhos = um carro zero!

Criança sabe das coisas?

Dia primeiro, meu pai completaria 55 anos se estivesse vivo. Orei por ele quando acordei e passei o dia em paz. Final do dia, fui buscar Peteleco na escola. Quando ele entrou no carro, contei que seria aniversário do vovô, se ele estivesse com a gente. Na sabedoria infantil, ele questionou:
- E por que ele não faz mais aniversário, se está no céu?
- Porque aniversário é comemoração da vida, e não da morte.
- Mas olha só que chuva, quanto trovão. Ele está fazendo o aniversário lá no céu, junto com Deus, São Pedro e os anjinhos. Aposto que o seu pai está brincando de pega-pega e todo feliz!

*****

No dia seguinte ao ocorrido, vou levá-lo à escola. Entro no carro e falo sozinha, em voz alta:
- Mochila do inglês: livro, livro de exercício, caderno, agenda, lanche para o inglês. Mochila da natação: óculos, chinelo, sunga, roupão, toalha, shampoo, sabonete, touca, escova de cabelo. Mochila da escola: roupa reserva, agenda. Ah, como é duro ser mãe. Na próxima vida vou nascer pai!
Com aquele humor ácido que toda criança tem intrinsicamente, ele respondeu na lata:
- Se você nascesse pai, ia ter que trabalhar o dia todo, e não ficar só em casa que nem você fica.
Argumentei:
- Mas filho, você pensa que eu não trabalho? Quem lava roupa, cuida da casa, faz comida, compra tudo que precisamos, paga as contas da família toda, leva e busca na escola, prepara lanche, mochilas? Tudo eu. Na próxima vida, quero ser pai, que só tem um chefe pra encher o saco, ao invés de marido e filhos.
- Credo mamãe, você não ama eu e minha irmã?
- Claro que amo.
- Então é melhor ser mãe. Porque quando o papai está trabalhando, a gente te dá muito mais beijo e abraço do que ele, que só vê a gente "de noite" ou "de férias".

*****

Preciso dizer algo?

domingo, 13 de março de 2011

Discurso de uma professora no primeiro dia letivo do ano

"Prezados alunos,

Bom dia!

Meu nome é Úrsula e antes que algum engraçadinho faça piada, já adianto a vocês que não me importo. Podem me chamar pelo nome, por teacher, maestra, prô, ou qualquer outra coisa. Mas me chamem, pois só poderei ajuda-los quando me acionarem.

Teremos aulas todos os dias da semana, portanto, é melhor gostarmos uns dos outros e nos esforçarmos em conjunto para tornar este ambiente de troca de conhecimentos mais agradável. Aqui, aprenderemos sempre juntos.

Aviso que não sei muitas das coisas que me perguntarão. Assim, será uma boa oportunidade para que possamos ir atrás e aprendermos.

Podem sentar-se onde quiserem. Inclusive no chão. Podem tirar o tênis se nao tiver chulé. Podem mascar chicletes, tirar fotos na aula, gravar a aula, ouvir música, ir ao banheiro e nao precisam anotar nada do que eu disser.

Se acharem prudente, tragam caderno. Só quem quiser.

Nao vou mandar bilhetes para os pais de quem chegar atrasado, desde que nao atrapalhem a aula.

Quando quiserem, podemos sair da sala e ter aula fora dela, é só pedir.

Caso tenham interesse em algum assunto fora do conteúdo, tragam para discutirmos em grupo.

Contudo, faço duas exigências:

1. Tomem conta apenas das suas vidas;

2. Aprendam tudo o que eu ensinar e mais um pouco.

Que tenhamos um excelente ano."

Saudades da minha turma do sétimo ano em 2009, cujo discurso que fiz no primeiro dia de aula foi muito parecido com este aqui descrito. Tenho orgulho em ter dado aula para uma turma que só tinha alunos inteligentes, esforçados e geniais. Tenho a certeza de que ainda vou ouvir falar muito de cada um deles. E me sentirei honrada por um dia ter passado por suas vidas, e ter feito a diferença nelas. Diariamente, recebo recadinhos no Twitter ou no Facebook de vários deles. É uma maneira de estarmos próximos, apesar da distância que nos separa.

sábado, 12 de março de 2011

Idéias legais para casa

Há cerca de um ano, comprei este lindo porta tudo para escritórios, que eu amei! Marido acha um trambolhão, mas ele deixa todas as minhas tranqueiras à mão, o que acho ótimo, pois minha mesa de trabalho fica completamente livre.

Folheando a revista Vida Simples, encontrei outra coisa bem interessante. Este jogo de xadres político, que vem embalado em uma caixa de pizza, e cujas peças imitam os políticos da vida real.
Você gosta de idéias diferentes para a casa? Então corra para o site da Desmobilia. Por mim, faria várias decorações diferentes com coisas desta loja. Adoro!

sexta-feira, 11 de março de 2011

E a vida? É bonita, é bonita e é bonita...

As coisas começam a caminhar. Nesta curtíssima semana, fiz tantas coisas que fica um pouco impossível achar que a semana teve só dois dias.

Comecei ontem comprando o Herbalife. Minha "coach", quem me acompanhará no tratamento é a Bianca, uma japinha super fofa. Trouxe ontem Shake, sopa, barra de proteína e chá. Hoje voltou com umas cápsulas para eliminar a gordura ingerida (porque se fosse a estocada, compraria a fábrica delas.

Foi no dia de ontem também que resolvi fazer uso da enorme lista de dermatologistas que arrecadei no Facebook. Determinei o critério "distância de casa" como principal. E como quando estamos bem, o universo conspira ao n osso favor, consegui uma médica sensacional, doutoranda na área a qual mora meu problema, membro da academia de dermatologia e do Hospital das Clinicas. Consegui um horário ontem mesmo. E lá fui eu munida de todos os outros diagnósticos já recebidos, mais varias fotos de todos os estágios da minha alergia. A médica é super didática. A gente nem precisa dizer que não entendeu. Ela vai e desenha. Futuramente farei uma biópsia, para saber a profundidade do caso. Por ora, meu quadro foia diagnosticado novamente como sensibilidade total ao sol: erupção polimórfa à luz. 60mg de corticóide diariamente até a alta, mais vários crmes, loções, xampus. Gostei muito da médica. Dra. Fátima Mendonça Jorge Vieira. Consultório em Santana. Consulta: 300 dinheiros mega bem gastos. Retorno em uma semana.

Passei o final do dia muito preocupada com o meu quadro dermatológico. Deitamos para dormir. Bibizoca passando mal a noite inteira. Uma da manhã e eu ainda me virava na cama feito panqueca. Duas horas e nada. Levantei, comi, vi tevê, deitei-me de novo. Quatro da manhã e filhota piora. Cinco da manhã e marido se levanta para trabalhar. Seis da anhá e comecei a cochilar. Dez para as sete e vejo que a Bibizoca perdeu o transporte escolar. Ou quase. Deu tempo de chegar. Mas ao chegar na escola, ligou chorando de dor no ouvido. Liguei para a Homeopata. Mediquei. Nada. Inalação. Piora. Nada. Levei à médica: suspeita de dengue. Examina daqui, tira a roupa, aperta, amassa, espreme, pergunta, diagnostica como forte gripe. Casa. Repouso.

Comecei a tomar o Herbalife. Escolhi dois shakes, um de baunilha e outro de frutaas tropicais. Porre vai eer nego daqui uma semana achando que enxuguei 60 quilos. PQP. Agora estou preocupada com a minha saúde. Se aliado a ela vier o emagrecimento, legal. Senão, paciência. Neste primeiro dia tomei Shake com leite no café da manhã. Almocei quibe assado com muito trigo e cebola, receitinha minha secreta. Lanche da tarde tomei um Addes de maça. Não quis jantar o Shake, comi quibe de novo e acabo de comer uma banana. Cozida no microondas com açúcar 50%. Também sou filha de Deus.

Minha BFF foi comigo levar Bibizoca ao médico, conversamos bastante e matei um pouco das
saudades que sinto dela.

Amanhã tem aniversário do Thomaz e do meu sobrinho Felipe. Domingo comemoraremos os cinco
aninhos da Aline e do Bruno.

Segunda-feira, se eu estiver afim, conto sobre o final de semana. E que ele seja ótimo para todos nós!

Expatriados

Outro dia conversava com a dentista da minha filha. Nas nossas infâncias, achávamos o máximo ouvir alguém falar que foi para o exterior. Hoje, com a globalização, toda e qualquer pessoa tem a possibilidade de sair da sua pátria para conhecer novos horizontes.

É cada vez mais comum ver não apenas jovens, mas pessoas com mais idade amarrando suas trouxas e saindo em busca do desconhecido.

Muitas destas pessoas acabam tornando-se blogueiras. Algumas se julgam aptas a dar dicas para aquelas que lá ainda não chegaram. Outras não precisam se julgar, pois simplesmente estão aptas.

Este segmento de blog é algo pelo qual muito me interesso. Tem blogs, porém, que se tornam chatos e sacais. O intuito não é o de ser algo jornalístico ou documentário. Para estes fins, o viajante compra livros e guias. A intenção é passar a informação de forma leve, suave e divertida. E isto, minha amiga Karine faz como ninguém.

Ela mora na Irlanda. Tudo começou com um intercâmbio para estudar inglês. O intercâmbio lhe rendeu mais que um idioma. Rendeu-lhe uma linda família, e hoje, com o seu bom humor, ela registra dicas e situações que viveu na pele, para ajudar aqueles que lá pretendem chegar. Na Irlanda ou em qualquer lugar do mundo.

Se você está pensando em um intercâmbio, não deixe de conhecer seu blog.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Viva o início do meu 2011

Eu sou responsável pela minha vida e minha felicidade. Só eu posso fazer e mudar. Só eu posso ser feliz por mim e jamais posso responsabilizar alguém ou atribuir a outrem a minha felicidade. Assim, resolvi mudar.

Dentre tantas resoluções que fazemos, pensamos em ter, mas e o ser?

Depois de uma crise existencial no mês passado, recebi a visita de uma amiga muito querida, que veio só com bons conselhos para mim. Disse-me que preciso gostar de mim, preciso cuidar de mim, preciso pensar em mim, pois só se eu estiver inteira, conseguirei continuar me doando para minha família. 

Passei bons dias digerindo a informação, e estas pequenas férias de quase uma semana no interior me fizeram refletir e agir. Durante a viagem, desliguei-me da maior parte das minhas responsabilidades diárias. E o resultado foi ter percebido que meus cabelos caíram muito menos, quase nada comparando às quedas diárias que venho tendo. Ponto para a médica, que diagnosticou minha queda capilar como estresse.

Conheci um casal de hóspedes do hotel, ele médico cirurgião gástrico, ela nutricionista. Após conversas e conselhos, fui apresentada à Herbalife.

No dia do nosso embarque, recebi em casa a visita de uma amiga querida, que me convidou para fazer pilates com ela. Disse que começaria em abril. Mas mudei de idéia. Ainda me incentivando, ela disse para eu começar amanhã, sexta-feira, e não na segunda. Mais uma decisão tomada.

Consegui encaixe na médica dermatologista de outra amiga e vou hoje à consulta. Quero cuidar da minha pele.

Também decidi fazer uma cirurgia bucal que estou adiando há muito tempo. Até aqui contei com ajuda. A dentista que está cuidando da minha filha, que é mãe de dois amigos do meu filho, conversou muito comigo sobre esta cirurgia, e me deu uma segurança que nunca outro dentista tinha me dado. Amanhã começo o processo de documentação para resolver isto também.

Chegamos ontem de viagem, e a irmã da minha vizinha Noel já arrumou para mim a vendedora de Herbalife, que entragará hoje a noite, na porta da minha casa, o meu kit. Se conseguirei seguir ou não, não sei. Mas vou tentar. Não quero ter como objetivo EMAGRECER. Meu objetivo é MUDAR.

Assim começo 2011. Espero que tantas decisões venham para que eu possa definitivamente entender que faço muito por todos, mas só eu posso fazer por mim, afinal, sou mulher e toda mulher precisa cuidar de si, ao contrário de todo homem que tem na mulher a extensão materna para ser cuidado.

Feliz 2011 para todos!

Para minha melhor amiga

Li o post no blog da Tâmara, que por sua vez leu algo no blog da Bel. E assim consegui desvendar um mistério que atormentava meu ser: quem é minha melhor amiga?

Foi através desta leitura que após quase trinta e sete anos de vida, descobri que não tenho uma melhor amiga, mas sim, várias melhores amigas.

Tenho amigas que amam ler. Outras que detestam. Eu amo ler, mas não é por isto que não serei melhor amiga daquelas que detestam.

Tenho amigas que tem filhos. Outras que não os tiveram. Não posso abrir mão em hipótese alguma da companhia daquelas que não tiveram filhos, pois são especiais independente do que optaram para suas vidas.

Tenho amigas baladeiras. Eu já passei dessa fase. Mas será que por isto não temos mais nada em comum?

Tenho amigas psicólogas e outras professoras. Nossas afinidades são profissionais, adoramos falar de seres humanos em desenvolvimento, seja emocional, seja intelectual. E as pessoas que não estão neste grupo? Também são minhas amigas.

Tenho amigas cozinheiras. Outras que passam longe de um fogão. Vou comer na casa daquelas que cozinham bem, e convido as que não cozinham para comer na minha casa.

Tenho amigas blogueiras. Tenho amigas completamente avessas à internet. Nem preciso dizer que tenho assunto até morrer com as amigas blogueiras. E com as não blogueiras, converso os assuntos que colhi com as blogueiras.

Tenho amigas que falam muito. Delas, meus ouvidos são grandes amigos. Outras que ouvem demais. A elas empresto minha voz.

Sou uma pessoa muito mais feliz depois que descobri que posso ter várias melhores amigas, e que o meu eu se faz com aquilo que troco com cada uma delas!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Receita da Pandinha - canja

O inverno se aproxima (ou pelo menos assim temos a ilusão de ser).

Para ele, nada melhor que uma sopinha fácil, rápida e saborosa.

Minha amiga Jaquerida está há tempos me pedindo a receita da canja. Todo mundo que toma a minha canja, gosta. Então, eis aqui a canja da Pandinha.

Ingredientes: peito de frango desfiado, abobrinha e cenoura raladas no ralo grosso, arroz, batata e mandioquinha bem picadinhas, cebola e alho para temperar, óleo para fritar o tempero, caldo de galinha, cheiro verde.

Modo de preparo: cozinho o peito de frango e desfio todo, reservando a água do cozimento. Em outra panela, refogo a cebola e o alho em bem pouco óleo. Jogo o frango já desfiado, a abobrinha, a cenoura, a mandioquinha, a batata e o arroz. Cubro tudo com água, deixando a água um pouco acima dos ingredientes. Coloco caldo de carne. Deixo tudo cozinhar em fogo brando. Coloco, depois de cozido tudo, o cheiro verde e pimenta do reino a gosto. Sirvo bem quentinho. Todo mundo adora.

As proporções: não há quantidades nesta sopa. Se você vai fazer só pra uma pessoa, uma unidade de cada leguminosa será o suficiente, assim como um punhado de arroz. A mandioquinha cozinha inteira e desmancha, deixando o caldo saboroso demais. Costumo colocar as coisas de acordo com o que tenho na geladeira. Também vale colocar tomate, para quem gosta.

Bom apetite!

terça-feira, 8 de março de 2011

As Viagens de Gulliver

Foi um passeio despretensioso. Férias de janeiro, final de semana. Saímos de casa para assistir a outro filme, o qual já nem me lembro mais. Devido a mudança da grade de horários, marido acabou comprando três entradas para a primeira sessão daquele sábado. Estávamos eu, ele e o Peteleco.

Entrei na sala sem expectativa positiva nenhuma. Para mim, seria apenas mais um filme. E me surpreendi. Porque: o filme foi muito bem feitinho. Os produtores conseguiram pegar uma obra escrita em uma Irlanda da idade média e trazer para os Estados Unidos dos dias atuais.

A obra original é uma sátira, escrita pelo irlandês Jonathan Swift em 1735 (há controvérsias sobre a data, que também se discute o ano de 1726). O escritor criou uma ilha imaginária, levou até ela o náufrago Gulliver em meio a uma guerra entre franceses e ingleses e... você precisará ler a obra, narrada em três partes, para conhecer a história.

Ou apenas assistir ao filme, esta fantástica adaptação que entrete às crianças e aos pais!

#ficadica  

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sustentabilidade é não consumir por consumir

Estou longe de ser um exemplo de pessoa sustentável. Mas faço o que posso.

De um ano para cá, venho refletindo muito no quesito "consumo" e vejo que, apesar de ainda ser consumista, melhorei bastante e aprendi a pensar se realmente preciso daquilo que quero.

Quando deixamos de adquirir "perfumarias", poupamos para conquistar as coisas grandes.

Tem cerca de uns três meses que acessei pela primeira vez um site de compras coletivas. Minha calma por consumo vai mais longe. Eu nunca tinha me interessado por um. Cadastrei-me no Saveme e uma vez por semana acompanho as ofertas.

Por várias vezes fiquei tentada a adquirir "coisas". E durante tanto tempo, mantive-me firme no propósito de não consumir o desnecessário.

Espero continuar com minha "bravura" por muitos e muitos meses, e daqui há algum tempo, olhar para trás e perceber o quanto economizei.

Confesso que tenho medo do amanhã, não só dentro da minha casa, mas dentro do mundo em que eu vivo, em que você vive.

Vamos consumir com consciência? É um desafio que faço a mim, e um convite a você!

domingo, 6 de março de 2011

Refletindo

Relendo o blog do meu irmão, vi um comentário de uma leitora que resumiu tudo que eu queria dize mas nao tinha palavras.

Para viajar, nao basta ter dinheiro. E preciso ter também inteligência para se fazer bons roteiros, e acima de tudo coragem ppara segui-los.

Aliás, coragem é preciso para tudo na vida!

sábado, 5 de março de 2011

Dica de português - março

Neste mês, gostaria de deixar uma dica muito importante.

Todo mundo pensa automaticamente, quando falamos em Língua Portuguesa (ou qualquer outra língua), que o importante é escrever. 

A língua, qualquer que seja, vai muito além de escrever. Envolve ler, entender, pensar, raciocinar.

Quantas vezes não fui obrigada, na escola, a ler obras da literatura portuguesa ou brasileira e que odiei? Muitas. O professor chegava com o título de um livro. Minha mãe comprava. Eu lia. Decorava os nomes dos personagens e as principais características de cada um deles, fazia um resumo da história e tirava dez na prova. Depois, tudo caia no ostracismo e a única lembrança que guardava era da chatice e do tédio que tinha sido aquela vivência. 

Sugiro a leitura de uma das obras primas da nossa literatura: Machado de Assis e suas Memórias Póstumas de Brás Cubas. Pode fazer careta, cara feia, ficar de mal humor. 

A obra é pequena, é grátis. Só não lê quem não quer. Daqui há um mês, quando eu voltar a tocar neste assunto, deixarei então a minha análise desta obra. Para quem leu, poder comparar. Para quem não leu, conhecer um pouco.

Todas as vezes que começo a ler um livro "difícil", busco sobre ele na internet. Leio opinião em diversos sites.

Antes de começar a ler, porém, valem as dicas:

- Procure saber em que período que a obra foi escrita
- Qual o contexto do país na ocasião
- Como era a sociedade
- Qual foi a receptividade da obra na época
- Por que a obra se tornou um clássico

Em abril estou de volta com a análise da obra. Boa leitura. Aproveite a dica!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sobre apelidos

Em um passado muito distante, contei aqui sobre a origem de alguns apelidos. Na ocasião, disse o quanto gosto de apelidar as pessoas. Quando coloco um apelido, é como se eu criasse uma cumplicidade com a pessoa, pois eu e apenas eu irei chamá-la daquela maneira.

Outro dia liguei para minha amiga Pops. Ela atendeu ao telefone e quando eu disse "oi Pops", ela não precisou sequer perguntar quem era. Quem mais a chama assim? Só eu, a criadora do apelido.

Muitas pessoas, porém, perguntam-me o porquê do apelido do marido. Claro que quando o chamo de "Toru", todo mundo pensa em "touro", e o nome remete, primeiramente, remete à virilidade. Assim, a mente poluída das pessoas pensa no objeto fálico. Há ainda os engraçadinhos que pensam em chifres.

Quem se lembra de uma novela da Glória Perez, chamada "América"? Naquela novela, havia um touro como personagem, o touro bandido, que ficou famoso mundialmente junto com a novela.

Foi talvez a última novela das nove que assisti, porque adorava-a. E sempre que aparecia o Touro Bandido, chamava meu marido da mesma forma. Com o tempo, o apelido pegou, e de tanto eu chamá-lo de "Toru", mudei para "Toruboi", e marido me chama de "Tora".

Como fica claro, não há conotação pejorativa nenhuma no apelido. É apenas mais um apelido da minha lista interminável!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Bruna Surfistinha

Poderia ter sido apenas mais um filme na minha vida. Este, porém, mexeu com o meu interior mais do que qualquer outro. 

Não era a Úrsula mulher, a Úrsula mãe, a Úrsula professora ou a Úrsula psicanalista em formação que estava ali, como mais uma espectadora. A pessoa que estava ali era um ser humano pensante, capaz de sentir as dores mais profundas e se colocar na pele daquela personagem de uma vida real.

Talvez por ser uma apaixonada por histórias reais, o filme tenha mexido tanto comigo. Ele não traz nenhuma mensagem. Não tem nenhuma moral da história. Pois tudo que o filme pode dizer, está dito nas entrelinhas, e vai depender do contexto de vida de cada um para fazer a sua leitura.

Sempre digo que uma mulher, ao transar com um homem, pode prolongar aquela noite por uma vida, já que dela pode ser gerado um fruto. Assim nasceu uma criança, cujo nome dado não sei qual foi, mas que um dia teve o privilégio não só de ser adotada, mas também por ser adotada por uma família com boas condições financeiras.

A dúvida: boa condição financeira é sinônimo de felicidade? Não. A rejeição intra-uterina estava cravada no DNA daquela criança, que trilhou um caminho infeliz, até o dia em que criou coragem e fugiu de casa. O caminho que seguiu? A prostituição. Inventou-se. E depois, reinventou-se. Infelizmente, neste triste caminho, encontrou com a cocaína. Ao meu ver, se não fosse ela, o caminho teria sido diferente. E o final? O outro final das histórias reais nós nunca saberemos.

A personagem luta o tempo inteiro com o seu eu, com seus falsos valores, está machucada pela família que um dia a magoou, e a qual ela também muito magoou. Assim rompeu-se uma relação para uma vida.

E o final da Bruna/Raquel? Será que é um final feliz? Ao meu ver, sim. Já que ela foi capaz de abandonar o vício, e mesmo entre dores e mágoas, seguiu seu caminho.

Ainda existem tantas outras Brunas ou Raquels mundo afora. Nem todas tem o privilégio de ter conseguido esticar o braço, muito menos de ter alguém lá em cima para puxar o braço e sair do fundo do poço.

Esta é apenas a minha leitura do filme. Agora quero comprar os três livros já lançados pela autora, assim como o de Samantha Moraes, a ex-aeromoça que perdeu o marido para a garota de programa, e casou-se com um produtor de televisão, e cujo livro também está em vias de se tornar filme.

Neste jogo da vida, não existe culpado ou inocente. Existe apenas consequência pelo caminho escolhido. Espero ter escolhido o meu melhor caminho. Quem saberá? O tempo...só o tempo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A criança que vive em mim

Tem uma coisa muito particular e que nunca contei aqui no blog: sou fanática por brinquedos.

Apesar da infância simples, sempre tive acesso a brinquedos. Tinha três tias, um avô, minha madrinha e meus pais para presentearem-me, bem mais pessoas do que meus filhos tem.

Infelizmente nunca gostei de brincar de nada que não fossem brincadeiras sem brinquedos. Escolinha era a preferida. Colocava meus dois irmãos e três primos sentados na minha escola imaginária e todos éramos felizes; divertia-me horrores brincando de gato mia, esconde-esconde, polícia e ladrão, barra manteiga.

Fisicamente, cresci. E aquele lado meu que não explorei na infância, invadiu minha vida adulta.

Quando minha filha nasceu, me realizei. Eu e todo mundo ao meu redor. Ela foi o tipo de criança difícil de presentear, pois graças a Deus tinha de tudo e principalmente muitos brinquedos. Hoje, acabo me culpando pelo tanto de brinquedo que dei a ela e que permiti que ela ganhasse. Marido sempre achou exagerado, mas lá estava eu comprando. Dez Barbies, dez caixas de Playmobil, dez fantasias diferentes, o mundo das Polly. Comprava tudo de monte. Com isso, nao permiti que ela desejasse, que ela aguçasse o desejo de ter. Ela foi uma criança (pois já é uma pré-adolescente) como eu, que não gostava de brincar; sempre doei seus brinquedos novíssimos e sem uso.

Quem pensa que eu aprendi, enganou-se. Com o Peteleco foi pior, por alguns motivos: ele nasceu em uma época com mais opções de brinquedos (a explosão da Mattel/Fischer Price no Brasil), nossas condições financeiras eram diferentes e ele não tem ninguém além dos pais para lhe comprar brinquedos. Salvo a tia paterna que lhe presenteia em aniversário e Natal, resta quem? Eu (e o marido). 

(um adendo: por isto ele AMA minha vizinha Noel. Não é que ele seja interesseiro, mas ela foi a primeira pessoa, além de mim, que o encheu de brinquedos, imagens que ele guarda muito fortemente na memória e no coração, excitação mais que natural para uma criança que pensa que só a mãe dá brinquedos aos filhos)

Ao contrário de mim e da irmã, Peteleco saiu ao pai, e ama brincar. Não importa com o que. Ele brinca muito e por horas a fio. É o menino das coleções. Coleciona Bakugan, Gormit, Might Beanz, Gogo, Playmobil, Hot Wheels, Lego, Max Steel. E eu que achava que meninos só brincavam de carrinhos. Ledo engano.

Brincar desenvolve a criança, estimula a imaginação, permite explorar vários campos cognitivos. É saudável e faz bem. Em tempos de videogames, fico feliz por ver meu filho brincando por tanto tempo, e melhor, convidando a irmã para fazer parte do seu mundo imaginário. E envolvendo a família inteira nas suas brincadeiras, marcando momentos importantes também em nossas vidas.

terça-feira, 1 de março de 2011

Quem paga a conta?

Semana passada, o jornalista Marcelo Rubens Paiva postou em seu blog sua revolta e indignação sobre o descaso da concessionária de energia elétrica no Estado de São Paulo. 

Vivemos no empurra-empurra. O culpado nunca é encontrado, mas quem paga a culpa é sempre o contribuinte, o usuário, o cidadão, o eleitor. 

Milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica por um período longo. Daqueles que são capazes de descongelar geladeiras, freezers, e ainda deixar estragar toda a comida armazenada em seus interiores.

Olha o absurdo: o indivíduo é obrigado a pagar para a AES Eletropaulo, pois não há outra que preste o serviço. É obrigado a pagar impostos, senão é preso por sonegação. É obrigado a votar, senão paga multa por não comparecer. Este mesmo indivíduo trabalha e abastece sua geladeira, para depois jogar tudo fora por conta das obrigações anteriores que teve. Sim, o indivíduo teve sanção nas vezes em que não cumpriu com suas obrigações. E o governo, quem pune pela falta de cumprimento das suas?

A (atriz) Mel Lisboa estava a caminho do aeroporto de Guarulhos. Após encenar por meses uma peça em São Paulo, e se desdobrar por mais duas cidades para a gravação da série Sansão e Dalila, chegou a hora das férias. Pegou seu bebê e o marido e rumou ao aeroporto, de onde embarcaria para Londres. Devido às chuvas na cidade, não chegou. Porque a única via de acesso, a Marginal Tietê, alagou. De novo. Pelo milésimo ano consecutivo. Sem que NINGUÉM pague pelos prejuízos, além do contribuinte. Ela não conseguiu chegar. Perdeu o vôo. A (companhia aérea) TAM alega não ter culpa. A atriz também não. Quem paga a conta?

Semana passada foi a baixaria da vez. Milhares de palhaços brigando para manter o salário mínimo miserento que tem nosso país. Venceu o menor salário. Na mesma semana em que, novamente, houve aumentos milionários nas contas-salários dos vagabundos cidadãos eleitos para o Executivo e para o Legislativo.

Ainda no mesmo período, a mídia noticiava o aumento do salário mínimo para a jornada de 40 horas para um professor. Quase mil e duzentos dinheiros. Valor pago em pinga por estes cachaceiros sem-vergonhas que o povo vota e coloca lá para tomar conta deste país de merda. Pois a educação é a base para qualquer sociedade sair deste limbo que o Brasil se encontra. Mas quem paga a conta? Nós, sempre nós, cidadãos que acordam cedo diariamente para engolir sapos, lagartos e aranhas dos chefes que cobram por resultados e resultados. Claro que o lucro também não vai para as mãos deste proletariado.

Se o povo parar para pensar um pouco, vai se dar conta de que estamos regredindo, voltando às sociedades feudais, ou quiçá para regimes de escravidão, mas com nome diferente para não ferir a Constituição.

Não seria a hora de o povo reagir? ACORDA BRASIL!