segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aviso aos navegantes

Este blog estará com textos programados durante a primeira quinzena de março. Em breve, estarei de volta "ao vivo".

Fui ali ser feliz e já volto!

Alguém viu o meu fevereiro?

Fevereiro foi um mês que andou em sentido contrário ao de janeiro.

Mês passado durou bastante, rendeu pacas e este mês voou. 

Minha nova secretária do lar começou. E veio pra ficar. Por mais que a gente sempre ache que tem prazo de validade, o que vale é o hoje e ela está indo super bem. Lava, passa, cozinha, limpa, lustra, dá brilho e ainda é manicure, ou seja, faz minhas mãos e pés no conforto do meu lar, pela bagatela de vinte dinheiros. 

Passei o mês solteira. Por conta disto, tive que me virar para dar conta das crianças em todos os finais de semana, estes sim, intermináveis.

Tivemos festas de aniversário as quais fomos, outras as quais cabulamos. 

Minhas aulas de psicanálise começaram e descobri um mundo que sempre sonhei estar dentro, mas que não enxergava direito a luz para chegar até lá.

Para coroar o fim do mês a jato, marido voltou hoje de viagem, o salário caiu na conta, vou pagar todas as contas e fim. Do mês e do dinheiro.

Cem coisas essenciais

Diariamente me conecto ao Twitter. E ao Facebook. E a diversos blogs, pessoais e jornalísticos. E faço a leitura de diversos jornais ou revistas. E troco emails com diversas pessoas. E converso pessoalmente com muita gente. E? E...eu não me lembro onde foi exatamente que eu li uma matéria que muito me chamou a atenção. A jornalista daquele meio de comunicação foi convidada a fazer um teste, que consistia no seguinte: passar trinta dias, ou um mês, com apenas cem objetos.

A iniciativa original veio dos Estados Unidos, e o autor da idéia teve um desafio bem maior: passar um ano cmo apenas cem objetos.

Durante o desafio, a jornalista precisou eleger cem objetos imprescindíveis para viver. Como ela vive em uma casa com outras pessoas, os objetos de cozinha foram dispensados, pois tratavam-se de coisas de uso coletivo. 

Gostei da "brincadeira", e apesar de não ser uma pessoa que acumula tralhas e tranqueiras, sou alguém bem consumista. Então resolvi elencar meus cem objetos para viver trinta dias, o que não significa que eu vá fazer tal brincadeira. E você, será que conseguiria viver trinta dias com apenas cem coisas? Olhem minha lista:
  1. Alicate de cutículas (não posso viver sem um)
  2. Lixa para unha
  3. Lixa para pés
  4. Notebook
  5. Fonte do notebook
  6. iPad (e dentro dele várias 
  7. Fonte do iPad
  8. Celular
  9. Carregador do celular
  10. Uma bolsa
  11. Carteira Nacional de Habilitação
  12. Cartão de débito
  13. Cartão de crédito
  14. Carteirinha da assistência médica
  15. Colchão
  16. Um lençol (que eu lavaria de manhã e voltaria a noite para a cama)
  17. Um travesseiro
  18. Outro travesseiro
  19. Uma fronha
  20. Outra fronha
  21. Máscara para dormir (posso esquecer TUDO, mas não vivo sem ela)
  22. Um edredon
  23. Desodorante
  24. Hidratante para corpo
  25. Hidratante para mãos
  26. Sabonete líquido
  27. Shampoo
  28. Condicionador
  29. Batom
  30. Lápis para olho
  31. Um par de brincos
  32. Um par de Havaianas
  33. Um par de tênis
  34. Um vestido
  35. Outro vestido
  36. Mais um vestido
  37. Uma calcinha
  38. Outra calcinha (ainda bem que são laváveis no banho)
  39. Uma calça jeans
  40. Uma calça mole
  41. Uma blusinha
  42. Outra blusinha
  43. Uma camiseta
  44. Um par de meias
  45. Um par de meias de dormir
  46. Uma camisola
  47. Uma televisão (não vou levar controle remoto para poupar espaço)
  48. Conversor da NET
  49. Um sofá para ver tevê
  50. Ventilador
  51. Máquina de fotografia
  52. Carregador de bateria da máquina
  53. Remédio para dor de cabeça
  54. Remédio para dormir
  55. Escova de cabelo
  56. Elástico para prender os cabelos
  57. Outro elástico para prender os cabelos
  58. Uma mala para colocar tudo dentro
Ao fazer esta lista, notei que: carregadores precisam ser universais, urgentemente. O mesmo que carrego o computador, preciso usar para carregar as câmeras, os telefones e equipamentos da Apple. Isso pouparia ao mundo muitos recursos, não me resta dúvidas.

Notei também que preciso de bem menos para viver do que possuo dentro de casa.

Sobraram ainda quarenta e duas possibilidades, portanto, viver trinta dias só com as coisas acima é moleza. Ou não.



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Resgatando a infância - Os Smurfs

Quem tem idade próxima aos 40, teve os mesmos prazeres que eu na infância. Sempre gosto de resgatá-los com as crianças e nosso último resgate está sendo um sucesso: OS SMURFS.

Neste ano, haverá o lançamento de um filme dos pequenos bonequinhos azuis, que encantaram tanto minha infância. Criancinhas Hummel estão encantadas com os arcaicos desenhos, mas o que mais lhes chamou a atenção foi o último presente: Mega Bloks dos Smurfs.

Como educadora e como mãe, sei o quanto é importante para a criança estimular a imaginação. Blocos, independente da marca, faz a alegria aqui em casa, dos meus e dos que nos visitam. 

Anos atrás, marido trouxe dos Estados Unidos os Mega Bloks dos carros. É uma febre com os meninos. Já tivemos os blocos do Pooh, que foram doados para crianças menores, dando espaço aos novos blocos do Go Diego e da Dora Aventureira. E agora, tãtãtãratãtã, tãtãratãtã....

Peteleco brincando com a ilha dos Smurfs, montada carinhosamente pela Bibizoca,
 antes de ela ir viajar com uma amiguinha para passar o domingo!

Pouco mais de dois anos atrás, meu irmão e minha cunhadinha estiveram na Bélgica, terra natal dos Smurfs, e fizeram uma matéria bem legal sobre eles. As crianças amaram saber que os tios já visitaram a casa dos Smurfs. Claro que como boas crianças felizes, tiraram fotos com os anõezinhos azuis e se divertiram. 



E você, se lembra de alguma coisa que marcou sua infância, e que tenha trazido para qualquer criança nos dias presentes?

O segundo roubo da vida do meu filho

Quando aconteceu o primeiro roubo, não achei graça. Ao contrário, fiquei muito brava e chamei-lhe a atenção, minha obrigação como mãe para educar.

Ontem não ficou só na bronca, houve castigo. E depois do roubo de ontem, que contarei logo mais, fiquei a pensar onde estou errando, ou se é algo espiritual. Será que na última vida meu filho foi um pedinte de rua, que vasculhava lixos em busca de comida? Quem sabe?

Na noite de sexta-feira, minha amiga Dani estava em casa com a Rafinha. Fizemos brigadeiro, cachorro quente, pipoca, batatinha sorriso, suco e uma grande festa. Portanto, meu filho não passa fome, e nem estava passando vontade de brigadeiro. A noite foi curta, dormimos como anjos, mas os anjos em forma de criança acordaram antes das cinco da manhã e lá fomos nós para a diversão do sábado.

Estávamos na Starbucks, final de dia e minha amiga resolveu trazer para casa quatro brigadeiros, um para cada criança. Chegamos em casa, ela tirou os doces da sacola e colocou sobre a mesa. Meu filho pegou um, a Rafa outro, minha filha outro e sobrou o do Gabi. Antes que o coitado pudesse chegar ao seu doce, meu filho roubou o brigadeiro e enfiou inteiro na boca, escondido atrás do sofá.

Senti o maior misto de vergonha e raiva. Vergonha não da minha amiga, vergonha da situação. Como castigo, ele ficou sem o bichinho de pelúcia que havia ganhado no parque, e não foi a festa do amigo a noite. Chorou muito, chorou magoado, mas não sei se arrependido.

Minha filha teve a feliz idéia que me salvou: pediu dinheiro, foi até a padaria e comprou um mega brigadeiro para o Gabi, que havia ficado chupando dedo. O pequeno nem comeu o doce, está lá, dentro da geladeira. Ele não é uma criança de doce, e a mãe nem queria que comprássemos. Fizemos o certo. 

Agora preciso entender o porquê de meu filho roubar a comida alheia, uma vez que, graças ao bom Deus, temos uma casa farta, não lhe falta nada, tampouco lhe nego nada para comer. E roubo de comida, nem Freud explica.

Minha vida é especial

Se minha vida é especial, devo ser especial. Ou não, talvez seja apenas sorte. Talvez ainda seja apenas um acaso. Quem sabe?

Semana passada, uma amiga do coração e gêmea separada no nascimento, H.J., me ligou. Era sexta-feira. Já tinha explodido em choro ao telefone com o marido. Depois de voltar de uma consulta médica, tive outra crise de choro. Já era o terceiro dia que minha cabeça doía sem parar. Ao final do dia, minha amiga veio na minha casa. Chegou do trabalho, parou o carro na garagem e subiu para meu apartamento, antes sequer de descarregar sua bolsa em sua casa. Quando entrou, viu que meu rosto parecia uma bola. Uma bola maior que a habitual. Não sei porque, mas meu rosto incha inteiro quando a cabeça dói. Quanto maior a dor, maior o inchaço. Conversamos por horas. Deitadas no sofá da sala, coisa que amo de paixão. Ouvi tanta coisa boa, com tanto amor sincero. Minha cabeça parou de doer. Tive uma noite de sono maravilhosa.

Naquela noite, combinamos de ir ao grupo de orações da última quarta-feira. A quarta-feira chegou e houve até tentativa de incidentes acontecendo. Mas Deus é mais forte, e nos mostra que o caminho é sempre de luta e batalha, e como lutamos, chegamos lá. Fomos eu, minha amiga e o marido dela, que temporariamente não é meu amigo, mas me ama e não sabe viver longe de mim.

Podemos dar muitas coisas materiais aos amigos. Eu mesma já dei muitas, já ganhei outras tantas. Este casal de amigos pela metade (já que ele não está meu amigo agora) acabou de voltar da Argentina. Ganhei deles um licor de doce-de-leite maravilhoso. Também um pote enorme de doce-de-leite argentino, mas não destes que vendem no Brasil, um super hiper mega especial. Só que eles não imaginam que nenhum presente material será maior que a companhia naquela noite de orações. 

Como o grupo de orações era na nossa rua, deixei as crianças dormindo e fomos. Celular em punho, levaria um minuto para voltar pra casa se necessário. Deixei Deus protegendo-os. Quando voltei, estava leve. Não de corpo, que este entreguei aos Céus mesmo. De alma. Estava sublime, serena, em paz e feliz. Simplesmente feliz, aceitando os desafios que Deus me dá para que eu possa evoluir e seguir em frente. Dormi a noite inteira sem nenhum remédio. Horas de sono tranquilos e abençoados.

Ontem passei o dia com uma amiga muito querida. Encontramo-nos logo cedo, brincamos com as crianças no parque de diversões, almoçamos em restaurante bem legal, viemos pra minha casa e conversamos mais um monte. Minha amiga M.M.M. é uma pessoa de muita luz e que opera milagres na minha vida. 

Durante anos na minha vida frequentei a igreja católica, sem saber quem era Deus. Um dia, uma senhora evangélica me ensinou quem era aquele Deus no qual ela tinha tanta devoção. Daquele dia em diante, frequentei várias religiões e em todas encontrei um defeito. Ou mais. Mas no meu coração, encontrei um Deus que me guia, que me protege, e que coloca anjos em formas humanas na minha vida para me acompanhar.

Obrigada minhas amigas H.J., M.M.M. e meu ex-amigo temporariamente M.B.Q. por existirem em minha vida e fazerem a diferença nela!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A primeira vez

Nossas vidas são permeadas por tantas primeiras vezes, que fica difícil elencar a todas. Muitas delas ficam para sempre nos nossos registros, outras não tão importantes acabam se perdendo no tempo.

A primeira vez dos filhos é mais importante que cada primeira vez de uma mãe. O primeiro sorriso, o primeiro dente, o primeiro passo, o primeiro aniversário. É um serzinho bem pequenino que saiu de dentro de nós e que estamos preparando para este mundo cruel no qual vivemos.

Minha filha sempre foi muito dada. Ia no colo de todo mundo, estendia os bracinhos para qualquer pessoa que se postasse à sua frente e isso me fez criá-la com muito medo de perdê-la. Não de perdê-la para a vida. De perdê-la para o homem mal, para o bicho papão, para o homem do saco.

Sofri muito da primeira vez que precisei me afastar dela. E por ela vieram tantos e tantos outros sofrimentos. A primeira vez que dormimos longe uma da outra, morri. Renasci cada vez que ela retornou aos meus braços, e morri tantas outras vezes, esperando o reencontro com minha pequena.

Segundo filho acaba sendo mais largado. Talvez não seja esta a palavra, mas com o segundo é muito diferente do primeiro. Quando meu filhotinho foi dormir pela primeira vez fora de casa, fiquei feliz. Não chorei, não sofri e dormi a noite inteira. Pode ser que eu já tivesse vivido minha cota de sofrimento. Pode ser que eu já tivesse aprendido que filhos vão e voltam, como uma onda em meio ao oceano.

Ele já dormiu na casa das duas avós, da tia materna, do amiguinho Yuri, do amiguinho Gabi e, mais recentemente, dormiu na casa de uma menina. A Rafa.

Quando nos mudamos para o Solar dos Hummel, a primeira família a habitar o condomínio, aguardávamos ansiosos pelos primeiros vizinhos. E eles chegaram oito dias depois. Os Turkowski. Com o tempo, percebemos que as pessoas que estavam vindo morar aqui tinham sempre conhecidos, parentes, amigos, mas os Hummel e os Turkowski não tinham. Então decidimos ser uma família.

As afinidades são interessantes. Os maridos, Milton e Miguel. As mulheres, uma psicóloga, outra psicanalista em formação. Os valores são aqueles que respeitam a moral e os bons costumes. Os Hummel tem um casal de filhos, com seis anos de diferença entre as crianças. Os Turkowski encomendaram uma criança para nascer com seis anos de diferença da sua primeira filha. Rafaela e Isabela. São nossas meninas. Leonardo e Davi, os nossos meninos. Assim passamos os últimos catorze meses, com troca, com amizade, com aprendizado.

A Dani é minha irmã mais próxima. Apesar de eu ser a mais velha, é ela que me ensina, me dá conselhos, me ajuda, está ao meu lado em todos os momentos. Foi ela quem me deu a valiosa chance de tratar meus filhos pela homeopatia e encerrar o ciclo de antibióticos e corticóides que cercava suas vidas. Gratidão eterna.

No último mês, perdi minha secretária do lar. Ganhei outra da minha vizinha. E a Dani pediu a minha nova secretária do lar para ela, dando a dela em troca para mim. A troca deu certo e as pessoas custam a acreditar. 

Trocamos também farinha de trigo, revistas, livros, pratos quentinhos com comida recém preparada. 

A troca mais importante ocorreu nos últimos dias. Semana passada, emprestei a ela o meu Petelequinho. E hoje, a Rafinha está dormindo na casa de um amigo pela primeira vez.

Foi uma noite muito importante. Para prepará-la, abortei coisas do meu dia. Desliguei-me do computador. Ignorei emails e tweets. Preparei uma festa com direito a pipoca, cachorro-quente, batatinha, nuggets, pão de queijo, suco, refrigerante e brigadeiro. Com direito a filminho.

Enquanto a Dani foi embora triste e sofrendo, com o pequeno Davi na barriga prestes a nascer, a Rafa nem percebeu a mamãe partindo. Assistimos A Bela e a Fera. Minha Bibizoca não quis nenhuma amiga. Dormiu no meio do filme. Antes disso, fez a caminha para a Rafa ao lado da cama do Peteleco. Ofereceu seu travesseiro da Hello Kitty. Escolheu seu lençol de cachorrinho. Deixou tudo arrumado, uma mocinha linda, e eu me surpreendi quando fui preparar tudo.

Os pequenos oraram. Agradecemos juntos ao Papai do Céu por termos uns aos outros. Uma família sem sangue que se forma. Mais uma, dentre tantas que a vida vai formando.

Acabei de olhar os três dormindo. Como sou uma pessoa abençoada, por ter três anjinhos perfeitos dormindo de maneira tão sublime. Obrigada, Papai do Céu, pela vida, pelos amigos e pela alegria destas crianças neste meu sagrado lar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sobre nomes e sobrenomes

A notícia que mudou minha vida aconteceu hoje, por volta da hora do almoço. Nasceu em Nova Iorque o pequeno Lorenzo Gabriel Gimenez de Carvalho, ou simplesmente, o filho da Luciana Gimenez.

Piadas a parte (inclusive da minha parte), admiro muito a Luciana. Foi humilhada mundialmente quando todos achavam que seu primogênito não era filho do velho inglês. E era. Veio para o Brasil e tomou o lugar da Adriane Galisteu na RedeTV. Enquanto todos criticavam seus erros de português, apelidando-na inclusive de Lucianta, ela rebateu elegantemente, dizendo que quem fala seis idiomas não tem nada de anta. Mostrou que não mesmo. Fez um nome, está há anos a frente do programa, casou-se com o patrão e isto também é da conta dela. Uns tem beleza, outros tem dinheiro. Quando tudo se junta, pode-se nascer uma bela sociedade. Esta sociedade nasceu oficialmente hoje, com a chegada do primeiro filho do casal.

Coloquei um comentário no Facebook sobre o nome composto. Mas quem sou eu para falar do nome de alguém? Afinal, me chamo Úrsula.

Na vida adulta, pode não ser tão horrível estranho ter este nome. Só que não nasci adulta e sofri horrores com os maldosos apelidos na infância. Hoje sofro apenas com as diferentes grafias que insistem em dar para meu nome, dentre as quais já vivenciei: Hursula, Urssula (esta é uma das piores), Urçula, Hurçula. Sem contar quando me perguntam: com um L ou dois? Além do mais, só não fui a última da chamada em todos os meus anos como estudante quando era contemplada por ter algum colega na sala com os seguintes nomes: Vanessa, Vera, Viviane, Wilson e William. De resto, já fui até número 139 (na faculdade de Direito, no primeiro ano).

Já quis chamar Sônia. Por causa da música. Depois quis chamar Mariana, mas não Mariana Fatiminha. Só poucos anos atrás descobri que a Mariana não era Fatiminha, mas sim, Parte Minha. Delirei com o Humberto Gessinger cantando Ana, e lembro-me de mim e da minha prima Tati desejando chamar Ana. Aquela Ana passou e veio a Ana Júlia, nome que virou moda em todas as crianças nascidas naquela época. Nem ligava por ser pagode, pois também já quis chamar-me Caroline e até mesmo Jéssica. Quando pensei em me chamar Natasha, pensei até que o Dinho Ouro Preto cantaria para mim. Camila eu descartei, já que sofreria com os trocadilhos. Conceição nem pensar, é muita desgraceira para uma pessoa só (que me desculpem as "conceições", mas aprendi que este nome é matemático). Madalena eu já achava simpático e me identificava. Por não ir com a cara do Roger e nem do resto da banda, descartei Zoraide também, até porque só a Zuleika me salvaria do fim da fila. Decidi que, como não podia mudar meu nome, meus filhos se chamariam Léo e Bia, e assim, cantaria para os dois o Oswaldo Montenegro por horas e horas. Desejei completar minhas dezoito primaveras, assim mudaria meu nome para qualquer um destes.

Não, não mudei meu nome. Já tenho 36 anos e não mudei. Continuo com um nome estranho, não sou filha do Mick Jagger, nem da Gimenez, nem do marido dela. Então inventei a minha música, apropriando-me da Beth do Camisa de Vênus. Vesti minha camisa de força e cantei: "Úrsula bonita, gostosa...". Meu filho adora, e acha mesmo que existe uma música com meu nome.

Do mesmo jeito que fui feliz, e sou feliz, mesmo com o histórico de zombações lá atrás, espero que este bebezinho que veio hoje ao mundo seja muito feliz, assim como todos os bebezinhos e adultinhos, de nomes bonitos ou estranhos. 

Observação: li em algum site hoje, uma entrevista que a Gimenez deu e que serviu para calar a boca do entrevistador, que perguntou a ela se o enxoval do Lorenzo Gabriel havia sido comprado nos Estados Unidos. Ela respondeu que não, que no Brasil há muita coisa de boa qualidade, que criança pequena perde roupas rapidamente, e que ainda tinha muita coisa guardada do primeiro filho. Se é verdade, não sei. Mas que mandou bem, mandou!

(texto sem pé e nem cabeça, sem eira e nem beira, sem lenço e sem documento, na quase vigésima noite de solidão)

Sobre a dissertação da Bel

Quando ela me convidou a ler sua dissertação de mestrado, fiquei sem palavras. Aliás, sempre fico. Sinto-me honrada quando um amigo me pede uma revisão de dissertação.

Primeiro, por confiar em me entregar algo de tamanha valia. Segundo, por confiar em meu senso crítico e conhecimento da língua para ajustes necessários.

Revisar um documento não significa corrigí-lo. A correção é muito mais complexa, uma vez que o revisor não está na alma do autor para saber o que ele quis dizer; um mesmo texto pode apresentar cem leituras diferentes, se lido por cem pessoas diferentes. Revisar é estar atento à detalhes, e buscar a explicação do autor em cada dúvida surgida, para então poder aplicar a norma técnica àquele determinado trecho examinado.

A última revisão que havia feito foi no final do ano. Literatura comparada, pós graduação lato sensu. É muito mais fácil fazer revisão de um texto de uma pessoa que escreve mal, que de uma pessoa que escreve bem. Em um texto mal escrito, há correção o tempo todo. Porém, nesta minha primeira revisão de dissertação de mestrado, simplesmente não encontro erros.

O tema também é fascinante, pois foge completamente dos meus objetos de estudo. Dentro do turismo, da fotografia, da cultura cacaueira em diversos aspectos, surge este trabalho de extrema qualidade feito pela minha amiga.

A fotografia em si é algo de uma complexidade sem tamanho. É preciso grande sensibilidade, e também profundo conhecimento para saber ler uma imagem. Pois ler textos é bem mais simples, mesmo que não sejamos capazes, muitas vezes, de interpretá-los. O campo da semiótica é, para mim, um dos mais complexos para se entender.

Tenho orgulho de ter bons amigos, mas quando vejo o quão culto são alguns, sinto-me agraciada por Deus, pela oportunidade de aprender com eles.

Desejo sorte para minha amiga, para que ela obtenha nota máxima, com louvor, em sua defesa.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Uma ode à minha calça jeans

Amo minha calça jeans. E sempre que ela nao me cabe porque calças jeans encolhem, compro uma uma nova.

Amo minha calça jeans lavadinha, pois aperta todas as minhas gordurinhas e eu fico mais linda.

Amo contudo minha calça jeans depois de usada, por ficar larga e folgada.

Calças jeans, obrigada por existirem na minha vida.

O que esperar de um blog?

Meu blog não tem fins comerciais. Também não tem publicidade. E não ganha por visita recebida. Porém...

Sempre tem que haver a adversativa...tem gente que escreve blog e precisa de audiência. Problema da pessoa. Já estou na campanha pela vida, onde cada um cuida da sua, muitos anos antes de o Facebook lançar a moda. Mas acho ridículo gente que fica pedindo visita, "audiência", quórum, número. Acho que é coisa de gente carente e com a auto-estima abaixo da linha do inferno.

Quando escrevo aqui, escrevo para mim. Por ser um blog aberto ao público, as pessoas acabam passando por aqui e lendo, as vezes comentando. E só. Não fico contando o número de seguidores e acho bem simpático das pessoas me seguirem. Sim, porque sou uma louca desvairada e a pessoa vem aqui e me segue, lê meus textos e por vezes deixa comentário. Se eu respondo? Vezes sim, vezes não. Tenho a sensação de estar falando sozinha quando respondo a algum comentário deixado no blog. Por quê? Porque eu comento em vários blogs e jamais volto ao mesmo lugar para ver se o autor deixou algum comentário sobre o meu comentário. Seria isto uma espécie de metalinguagem bloguística? 

Neologismos a parte, eu adoro ler blog. Sigo a vários. Leio todos os que sigo. Comento algumas vezes sem nenhuma obrigatoriedade. Há blogs que gosto muito. Outros gosto um pouco menos. Mas não leio blogs que não gosto.

Porém, e sempre um porém...há um blog que me identifico. Claro que a pessoa não chega a um décimo do meu grau de loucura, mas há uma grande identificação, sim, da minha parte. É o blog da Nívea. Gosto do blog dela porque nele não há publicidade, não há puxação de saco, não há campanha para seguidores, não há carência exacerbada, não há campanha no Twitter e nem no Facebook para alguém ficar lendo. Ela simplesmente escreve. De maneira coesa, coerente, sucinta e gostosa de ler.

É isso que espero de blogs. Diários da vida privada abertos ao público. E você, já parou para pensar em que tipo de blog gosta mais?

Quando termino um texto deixando uma pergunta ao leitor, dá a sensação de incoerência depois do texto escrito. Contudo, dado o número de visitas que este blog recebe diariamente, sim, há pessoas que passam por aqui e leem meus textos. Então, por que não provocar o leitor?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A chuva de ontem

No domingo, houve grande devastação aqui no condomínio, não só nas áreas comuns, mas também em alguns apartamentos. 


fonte: UOL

Ontem a situação foi de medo e pânico, pois jamais imaginava viver tamanha brutalidade da natureza. Esta foto mostra meu condomínio duas e meia da tarde, quando tudo escureceu. Para muitos, a escuridão durou mais ainda, pois houve lugares que ficaram sem luz por mais de dez horas.

São Pedro, dá uma trégua para o povo da Terra!

Educar: a missão

Educar um indivíduo vai além de mandar à escola. Vai além de ensinar bons modos. Educar é uma missão 360 graus.

Temos de estar atentos o tempo todo aos nossos gestos, nossas falas e nossas atitudes, que precisam condizer com aquilo que ensinamos às crianças.

Criança é esperta e a cada ano que passa, as novas crianças que chegam são mais e mais evoluídas. Comprovo isto diariamente com meus filhos, cuja diferença de idade é de seis anos completos. Ela, a mais velha, era um gênio quando nasceu. Depois, quando ele chegou, aquela genialidade sumiu perante ele. Não quer dizer, contudo, que ele seja mais esperto que ela. É só a evolução.

O segundo filho é sempre passível de menos erros de criação. Minha filha dormiu na minha cama até os dois anos de idade. Ele foi para o berço quando chegou da maternidade. Errei com ela? Talvez, segundo os manuais. Mas nem sempre os manuais contém aquilo que o coração manda. Os dois anos foram suficientes para que ela não criasse dependência afetiva. Pois se eu tivesse continuado com ela em minha cama, estaria sendo egoísta e pensando apenas em mim, e não prevendo os danos de dependência que poderiam causar nela. Hoje, vejo os dois, aos 11 e aos 5 anos, tão independentes.

O fato de o pequeno nunca dormir comigo faz com que tenhamos bons momentos na minha cama. Ele adora acordar e se "en-minhocar" sobre meus lençóis. E sempre temos algo legal a fazer. Hoje, após tomarmos café na cama juntinhos, viajamos no túnel do tempo.

Tudo começou quando ele me perguntou se eu, quando criança, preferia Discovery Kids, Cartoon ou Nick. Expliquei que nada disso existia na minha infância. Ele então ficou feliz: "puxa, então você só assistia a Fox?". Minha resposta foi negativa, e ele ficou horrorizado. Como uma infância pode existir sem Fox? Foi a deixa para brincarmos no Youtube por boas horas. Assistimos ao Bozo, à Família Dinossauro (que ele amou), aos Barbapapas e até a Turma do Lambe Lambe. Tudo com grande encanto e brilho nos seus olhos. Ele queria saber o número do canal que tudo passava, e fui dizendo o que lembrava. Foi uma manhã mágica.

Eu não sou daquelas mães que senta no chão para brincar. Meu tempo com meus filhos são outros. Minha filha gosta muito de cultura, e procuro dar o máximo que posso. No domingo, separamos vários filmes clássicos, os quais assistiremos juntas a um por semana. Começamos por Doutor Jivago. Aproveito a deixa para contar sobre a Revolução Russa e introduzir um pouco de história. Tudo tem seu fundamento. Já temos nove grandes filmes separados para vermos juntas, pedacinho por pedacinho, para termos a oportunidade de conversar sobre a obra como um todo. Um filme por semana nos rende muita cultura.

No último domingo, fomos ao Teatro Bradesco assistir ao musical Aladim. Muita gente deixa de fazer programas culturais com os filhos por preconceito, por achar que custa caro e que não é acessível. Pagamos dez dinheiros por cada meia entrada e tivemos uma tarde maravilhosa. Levamos as crianças bastante ao teatro, mas foi a primeira vez da minha filha em um teatro grande (o pequeno já tinha ido ao Teatro das Artes assistir ao Charlie e Lola). Eles ficaram encantados. Comprei lugares no balcão, pois eram os mais baratos. Por sorte, eram excelentes lugares, não havia ninguém a nossa frente e conseguíamos visualizar o palco inteiro bem de pertinho. Foi muito divertido, custou pouco e rendeu muito. Depois do espetáculo, conversamos sobre a montagem, sobre as histórias das Mil e Uma Noites, sobre a antiga Pérsia. É assim que criança aprende. É assim que a gente ensina. Participando, dando asas para que eles voem.

Quero que meus filhos cresçam grandes pássaros, aptos a voar este mundo enorme que temos ao nosso redor, sem medo, sem dependência, e com grande responsabilidade sobre ele.

Obrigada, Deus, por ter me dado dois passarinhos tão especiais! E por me ensinar que livros são acessórios para educar meus passarinhos, pois temos um horizonte infinito para voar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Meu filho é do peru

Em um trajeto de meia hora no carro com Peteleco, sou capaz de ouvir boas pérolas, e preciso registrá-las.

CENA 1:

Saímos do elevador e comentei com ele que o moço vestia uma camisa de zebra, por ser listrada. Ele me devolve:

"- Mamãe, sabia que existem vários padrões de listras nas zebras?"

Oi? Padrões? Listras? Cinco anos?

CENA 2: 

Paro em um cruzamento cujo farol está quebrado. Parece rotina em SP, e resmungo: 

"- Guarda burro, fica segurando os carros na avenida enquanto não vem ninguém da outra rua."
"- Mas mamãe, se fosse guarda mulher não ia ser burra, porque as mulheres nascem mais inteligentes que os homens!"

Uau, e saiu da minha barriga!

CENA 3:

Já quase chegando em casa, ele dispara:

"- Mamãe, eu queria chamar Mário."
"- Mário? Porque filho? De onde você tirou Mário:"
"- Ué, do videogame, você é velha e não conhece o Mário?"
"- Conheço filho, mas porque chamar Mário?"
"- Pra fazer festa de aniversário junto com meu amigo Luiggi, assim a gente sempre ia ter o mesmo tema!"

Então tá. Ainda bem que estamos em casa e ele foi assistir a televisão!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sobre a carta para a escola

Prezados leitores, visitantes, amigos, parentes, serpentes e afins,

Eu não enviei a carta para a escola. E eis os porquês:

Mudei meus filhos de escola algumas vezes. Cada vez que vence o prazo de validade, vou lá e mudo de escola. O que ganhei com tantas mudanças? Experiência e sabedoria. Descobri que todas as escolas são ruins. Pois são prestadoras de serviços, são entidades educacionais com fins lucrativos, e não fins educacionais. Nestes nove anos que vivo a tortura de conhecer escolas (desde que a Bibizoca foi para sua primeira escola - hoje está na 12a.), é sempre a mesma coisa: o prazo de validade vence.

Só que agora decidi que vou comer comida estragada, pois o resultado é sempre o mesmo: dor de barriga.

Cansei de quebrar o pau nas escolas, de me indispor com professor, coordenador, diretor, dono de escola. Cansei da prostituição do ensino no Brasil. E exatamente por estar cansada, que queria tanto criar meus filhos em algum lugar decente.

Não enviei a carta, pois depois de escrevê-la e imprimí-la, e até colocá-la dentro da agenda do meu filho, lembrei-me de que ele tem cinco anos e pode sofrer represálias, podendo traumatizá-lo de várias maneiras. Dei-me conta de que a professora é apenas um número dentro da escola e não é a culpada ou a responsável.

Culpados e responsáveis são os pais, que acham o máximo ver o filho recebendo oito apostilas diferentes no final do ano, com várias atividades feitas, enquanto a criança deveria, na verdade, estar brincando. Então a escola não tem mais o que arrumar. A coordenação faz o planejamento, a diretoria aprova, os professores executam e os pais aplaudem. Não é justo ofender a pobre professora por conta deste sistema falido que é a educação no Brasil.

Em outros tempos, teria ido pessoalmente à escola desabafar minha ira. Já evolui, uma vez que desabafei com o computador. Evolui mais ainda não enviando a tal carta. A pobre professora está dentro de uma sala de aula com vinte e uma mini-pestinhas atormentadas e cheias de energia para gastar, tentando passar-lhes alguns valores, tentando fazer bem feito aquilo que lhe é atribuído, para receber seus suados 700 dinheiros ao final do mês. Não é justo culpar a segunda pessoa mais inocente deste sistema que chamam de educação. Pois a primeira vítima é sempre o nosso filho.


É o amor

Não é título de música sertaneja. É apenas o título do meu coração.

Sou uma pessoa completamente apaixonada, cujo coração nunca deixa de amar. Lembro-me ainda na pré-escola, quando estava sendo alfabetizada, escrevi minha primeira carta de amor para o Paolo, meu pseudo-pretendente. O que me fez gravar tão bem a imagem daquele tempo tão distante, foi a gozação da minha mãe com meus erros de português. Freud está certo, as mães são sempre culpadas.

Depois do Paolo, gostei de outro menino. Deste já não me lembro, pois para não ser chacotada de novo, não escrevi carta. Uma pena. Preferiria ter na memória aquele amor que vivi na escola Fernão Dias Paes, lá na Pedroso de Moraes, quando morávamos na Rebouças. Mudei-me aos nove anos para o Gastão Moutinho e lá vivi várias outras paixões. 

O grande problema que tenho é que perco o tesão quando conquisto aquilo que quero. Assim, ia conquistando minhas paixões, desinteressando-me de todas e encontrando novas "vítimas" por quem suspirar.

Os anos se passaram e vivi intensamente muitas paixões. Até que fiquei adulta. Minha primeira grande paixão na vida adulta veio aos 23 anos. Outra aos 25. E a derradeira aos 27, quando encontrei o meu marido.

Nunca pude me imaginar apaixonada por tantos anos pela mesma pessoa. O melhor é ter a certeza de que esta paixão não tem fim, pois a cada dia que passa só se fortalece.

Lembro-me da minha adolescência e do meu caderninho de versos: "prefiro sofrer de amor, a sofrer por não amar". Uma máxima, verdadeiríssima. 

A paixão é a bateria para o coração. É muito bom amar, estar apaixonada, viver momentos de intensidade quando o coração bate forte e acelera.

O ser humano é gregário, precisa de seus semelhantes para viver. Eu preciso do meu amor, meu marido, amigo, companheiro. Aquele ser que fez minha vida mudar para sempre, em todos os sentidos. Aquele ser por quem eu choro de saudades, com quem eu divido minhas angústias, em quem desconto minhas raivas, aquele que chamo de marido.

Amar é saudável. Amar e ser amada é elixir da vida. Pois quando tudo dá errado, temos um ombro para chorar, alguém para ficar junto em silêncio, para dizer coisas que só dizemos quando amamos. Amar nos dá essa liberdade.

Por isso que amo...profundamente...infinitamente. Amo e sou amada. E que assim sigamos felizes por todos os nossos dias!

Falta de leitura do manual - caso grave

Sou uma mãe rigorosa. Diria que ao extremo. Crio meus filhos com rédeas curtas e cobro em demasia a educação dos dois.

Entretanto...

Minha filha é uma pré-adolescente. Fato. E como tal, registrou-se em todos os órgãos competentes: Ordem dos Adolescentes do Brasil, Conselho Regional de Adolescentes, Associação Brasileira de Adolescentes, Confederação Nacional dos Adolescentes e mais outras tantas que não vou ficar por aqui citando.

Na minha eterna mania de jogar coisas fora, joguei o manual de criação dos dois, assim que nasceram. Isso faz com que eu cometa erros, erros e mais erros, sem conseguir encontrar o norte para que meus filhos saibam se comportar distante dos meus olhos, da mesma maneira que se comportam próximos deles.

Estávamos em uma festa de aniversário, dentro de um dos buffets mais badalados de Sampa. Tenho vários momentos para educar meus filhos, e definitivamente, estes momentos não são em festas de aniversário. Nestes eventos, deixo-os livres para brincar. Eis que de repente, vejo minha filha quase que debruçada sobre uma mesa cheia de pessoas que graças a Deus ela nunca viu na vida, para pegar uma bexiga no arranjo de centro de mesa. Contei até dez para não gritar. Meia hora depois, exatamente enquanto todos cantam parabéns, passo os olhos nas duzentas e cinquenta pessoas que se amontoavam próximas à mesa do bolo e vejo minha filha arrastando cadeira, subindo na cadeira e tentando pegar uma bexiga de gás hélio que está pendurada no teto. Contei até mil. Deu para me conter até entrar no carro e o trajeto da Vila Romana até o Horto Florestal não foi suficiente para dizer tudo que precisava.

Eis que agora vou deixá-la na escola de inglês. Correndo feito louca, já que São Pedro resolveu fazer complôzinho contra mim (não sei porquê) e manda baldes e mais baldes de chuva todos os dias a tarde, na exata hora em que tenho que sair de casa. Já tentei enganá-lo e trocar meus horários. Bobagem. Lá estava o Santo de plantão pelo buraco do Céu me espionando. Paro o carro no estacionamento da escola. A secretária (aquela que fala meio-dia e meio) estava ocupando metade do espaço da entrada da escola, e educadamente acenou para mim. Quando estou retribuindo o aceno, entra minha educada filha na escola empurrando a professora, naquelas cenas típicas de adolescente, sem qualquer educação ou modo.

Liguei o motor do meu barcomóvel e voltei pra casa. Estou aqui exaurida de tanto pesquisar na internet onde posso fazer download de um novo manual. Alguém me ajuda?


Da série "coisas que eu odeio": ESCOLA

Definitivamente: se eu tivesse a capacidade e o governo me permitisse (porque o governo não dá escola decente, mas obriga-nos a mandar filhos às escolas), educaria meus filhos em casa.

Porque uma das coisas mais irritantes do mundo é escola.

Falta tudo: falta educação, falta formação, falta treinamento, falta planejamento.

Segunda-feira fui levar o Peteleco ao inglês. Pergunto à recepcionista o horário do término da aula e ela me responde: "meio-dia e meio". O que é MEIO? Será que uma escola não poderia treinar seus funcionários nos erros básicos? Trata-se de MEIA, pois é MEIA hora. E que a minha vizinha Dona Maria não saiba disso, ok. Que a minha secretária do lar não saiba disso, ok. Que a minha melhor amiga não saiba disso desde que ela não seja professora, ok. Mas uma professora NÃO PODE FALAR MEIO-DIA E MEIO.

Dentro das coisas que odeio em escola, tem aquelas que irritam master. Pedidos semanais de tranqueiras me irritam mais que master blaster.

Segunda-feira chegam as criancinhas Hummel da escola e lá vou eu ler as agendas. Cada professor de inglês pediu uma foto 3x4. Será que a escola não sabe que só usamos fotos 3x4 para documentos? Lá vou eu e providencio as duas. Ontem chegam do espanhol com outro pedido de foto 3x4. Antes que eu gritasse dentro do estacionamento, Bibizoca - conhecendo a mãe histérica e louca que tem - disse que a "maestra" falou que poderíamos fotocopiar a foto da segunda-feira.

Chego em casa e abro a agenda do Peteleco. "Mamãe, favor enviar: uma foto 3x4 para atividade, uma foto 10x15 recente, revistas diversas com figuras de animais e paisagens, revistas em quadrinhos diversas, objetos antigos e materiais de apoio para a aula de canto, como fantasias, perucas, gravatas, óculos etc. Grata".

Minha resposta:

"Prezada Professora, gostaria de informar à escola que minha casa não é estúdio fotográfico. Por gentileza, transmita o recado à coordenação da escola, pois para dois filhos foram seis fotos em dois dias. A escola deve estar de brincadeira. Se não está, então surtou. Se é que pessoa jurídica surta. Na minha casa não compramos revistas em papel, apenas digitais. Por gentileza, peça à escola para enviar o iPad de atividades que baixo minhas revistas nele. Revistas em quadrinhos pertencem ao passado, meus filhos lêem livros, frequentam livrarias para folhear revistas em quadrinhos, mas não as compro pelo fato de há tempos terem perdido seus encantos. Já ouviram falar em Mangá? Pois então. É a nova versão de revistas em quadrinhos nos tempos de hoje. Quanto aos objetos antigos pedidos, gostaria de dizer que minha casa é organizada e trata-se de uma casa, não de um museu. De verdade, não consegui entender o que vocês querem com objetos antigos, tampouco que tipo de objetos. De qualquer maneira, não os tenho. E por último, mas não menos importante, o quesito fantasia. Ao decidir que meu filho de 5 anos cursaria o último ano da educação infantil nesta escola, paguei 600 dinheiros pela matrícula. Mensalmente desembolso o mesmo valor pela mensalidade. Em janeiro, estive na escola e dei um cheque de 900 dinheiros pela lista de material, e complementei ainda com duas caixas de lápis com 24 cores cada, estojo de 24 canetinhas hidrográficas, potes de gliter, purpurina e lantejoulas, papel espelho, crepon e celofane. Na primeira semana de aula vocês enviaram o nome da livraria, a única da cidade, onde posso comprar o livro paradidático. Trata-se da livraria mais cara do planeta, cujo custo chega a ser mais que o dobro que qualquer outra livraria. Ainda investi 400 dinheiros em uniforme, 350 dinheiros pelo material anual de inglês e mais um cheque de 1000 dinheiros pela anualidade do curso extra de inglês. Agora vocês me pedem fantasia? Para aula? Vou mandar a fantasia sim, só que estará vestida no meu corpo e o tema será o mais adequado no momento: PALHAÇA. Obrigada."

Preciso dizer mais alguma coisa?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O caso do pudim do Vanderlúcio

O título parece meio título de livro da Agatha Christie. Mas não é. Vanderlúcio é meu vizinho e tudo começou em um churrasco de vizinhos.

A sra. Vanderlúcio trouxe para casa um pudim, segundo ela naquela ocasião, o melhor pudim do mundo. A finalidade do pudim era uma só: sobremesa do churrasco.

Mas meu vizinho Vanderlúcio, muito do esfomeado, negou à sua senhora o direito de levar o pudim e compartilhar com seus amados, idolatrados, salve, salve, vizinhos. Assim, saímos do churrasco naquela sexta-feira calorosa de um mês de janeiro sem saber qual era o gosto do pudim.

Acontece que Papai do Céu castiga quem não divide pudim com vizinhos, e no caso do meu vizinho Vanderlúcio, o castigo veio em forma de diarréia. Então Vanderlúcio passou uma semana levando vida de rei, sentado no trono, lembrando do amargo gosto do pudim.

Para se redimir deste horrendo pecado, Vanderlúcio foi condenado a caminhar por uma hora diariamente pelas torres do condomínio, acompanhado da sua esbelta e elegante senhora, até que todas as calorias de todos os pudins que ele tem comido a vida inteira deixassem seu corpinho de atleta.

Um dia, durante as caminhadas, Vanderlúcio e senhora avistam minha pessoa pela janela e anunciam que no próximo dia, chegará um pudim fresquinho na minha residência. E foi o que aconteceu na última quarta-feira. Agora BABEM!


P.S.: desculpem os vizinhos que não ganharam pudim, mas ele realmente é o melhor pudim do mundo!

P.S.: os vizinhos não ganharam pudim porque não são legais e PHENOMENAIS e pedintes como eu!

Dicas de português - fevereiro

Você sabe o nome deste sinal gráfico: *

Durante muitos anos, para mim, ele chamava-se asterístico. Até que um dia, com a graça do Papai do Céu (e eu só tinha 21 anos), alguém me ensinou o nome correto: asterisco. O que vejo, porém, é que muita gente não sabe o nome correto deste sinal. E pessoas que sabem o nome certo, nem sempre tem intimidade ou coragem para corrigir o interlocutor que fala errado. Pode parecer prepotência, arrogância, e a pessoa que está sendo corrigida pode se ofender. 

Sou a favor de praticarmos a humildade no que tange à escrita e à fala. De aceitarmos e recebermos dicas de maneira positiva. Somos nós mesmos quem ganhamos, não é verdade?

Outra coisa que ouço e leio muito com erro, é o gênero da palavra DÓ. Sabemos desde que a professora de português da antiga 2a. série do também antigo primário, que substantivo é a palavra que dá nome às coisas, variando em gênero (feminino ou masculino), número (singular ou plural) e grau (aumentativo, diminutivo). O que pouca gente sabe é que o substantivo DÓ é masculino. Portanto, quando queremos mostrar compaixão ou demonstrar pena de alguém, dizemos: estou com MUITO DÓ de fulano. Muita dó, só se for a nota musical (dó, ré, mi... aí sim, palavras femininas, pois trata-se de notas musicais).

Continuando, outra coisa que leio com muita frequência, e que demonstra erro gráfico, é quando as pessoas querem se referir a elas mais outras. Então dizem: "agente gosta de passear". Se "agente" gosta de passear, então estamos falando  pessoa agente, que age, que opera, que agencia. No caso, o correto seria dizer: "a gente gosta de passear". A expressão "a gente", que usa o verbo conjugado na terceira pessoa do singular sempre (jamais a gente gostamos), substitui o pronome nós. Só. 

Vamos ver um erro super comum de flexão verbal? Flexão é a possibilidade que uma palavra tem de flexionar. Os verbos, assim como os substantivos, também são flexíveis, e flexionam quanto ao número (singular e plural), entre outras flexões. Demos então uma atenção especial ao verbo "fazer". Todas as vezes que este verbo exprimir tempo, ele não flexiona para o plural. Assim, temos: "faz dez anos que estou casada", "faz trezentos dias que não faz frio em Sampa", e "faz três séculos que o Brasil espera por mudanças". Jamais use FAZEM. Para tirar a prova dos nove, substitua o verbo fazer pelo verbo ter. Olha só: "tem dez anos...tem trezentos dias...tem três séculos...". Se a substituição for perfeita com o verbo TER, significa que o verbo FAZER está exprimindo tempo, e será usado sempre em terceira pessoa do singular.

Por hoje é só. Ficam aqui as dicas de fevereiro. Espero que todo mundo que passar por aqui, e que não conheça estas pegadinhas da nossa difícil língua, pratique o modo correto. Em março tem mais.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Reclame no Blog - não compre na Shoptime

Devido a tantos "casos de descasos" que vivo e vejo meus amigos viverem, decidi que a partir de hoje postarei tais reclamações aqui. Assim, meus amigos e leitores poderão pensar e repensar sempre antes de fazer negócios com empresas que não prestam. Para participar da sessão "Reclame no Blog", envie a mensagem para o email ursulahummel@hotmail.com, contendo as informações sobre seu "caso" (a compra) e sobre o "descaso" (o que a empresa não fez por você).

Para iniciar, publico aqui a reclamação da minha amiga, a jornalista e apresentadora âncora do jornal das 20h na RedeTV - o RedeTV News - Rita Lisauskas. Shoptime para mim e para ela, NUNCA MAIS! (segue a íntegra da reclamação já postada no Reclame Aqui - www.reclameaqui.com.br)

"SHOPTIME VENDE O QUE NÃO EXISTE

Compramos uma máquina de lavar nova pelo Shoptime.com e não podíamos esperar muito - quem tem filho pequeno sabe o quanto eles sujam de roupas. O prazo de entrega era de 7 dias úteis. No dia da entrega prevista um email avisava que haveria atraso na entrega, mas não dava uma nova data para a tão sonhada máquina chegar. Telefonamos para a central de atendimento e uma mensagem eletrônica avisava: "Sua entrega pode sofrer atraso devido às fortes chuvas". Pensei: "Será que a máquina de lavar vem de Teresópolis ou Nova Friburgo?". Daí começou a enganação. A primeira atendente, na hora que perceber o tamanho da confusão, deu aquele "jeitinho" que só os operadores de telemarketing têm para derrubar a ligação. A segunda veio com o manjado [editado pelo Reclame Aqui] de colocar a culpa no "sistema". "Engraçado", rebati, "O sistema nunca apresenta problemas na hora de passar o nosso cartão de crédito". Ela, sempre naquele português sofrível que só a classe tem, disse que "estava abrindo" uma reclamação e que "estariam entrando em contato" comigo em 1 dia útil para confirmar a nova data de entrega. CLARO que ninguém telefonou, claro que eu liguei de novo, claro que derrubaram minha ligação, claro que vieram mais desculpas esfarrapadas. Agora o sistema (sempre ele, né?) tinha "travado" o meu pedido. "Como assim???". Depois de mais 15 minutos de informações desencontradas e agressões ao bom português pedi para conversar com o supervisor. Meia hora depois ele me diz tudo diferente do que a subordinada dele disse. A culpa era da Jaraguá, empresa transportadora contratada pela empresa para fazer a entrega. Argumentei com ele que eu não comprei nada da Jaraguá e sim da Shoptime, portanto a responsabilidade era deles. Mais um pedido de reclamação aberto, mais um protocolo de atendimento, e mais uma vez entrariam em contato em 1 dia útil para me passar a data de entrega da nova máquina de lavar. Afinal, segundo o "supervisor Ezequiel", como ele fazia questão de se apresentar, a minha máquina "estava no estoque, a nota fiscal já tinha sido emitida, blá, blá, blá". Ligaram pra você? Nem pra mim. Mais um telefonema ao Shoptime, que delícia, afinal não tenho mais nada pra fazer da vida. Contei a mesma história pra atendente e ela veio com a resposta inesperada do dia: "Senhora, o seu pedido foi cancelado por indisponibilidade do produto em nossos estoques". "O QUÊ?", urrei ao telefone. "Senhora, A Shoptime pede desculpas e quer saber se a senhora prefere um vale compras ou o estorno do valor no seu cartão de crédito". Pedi para falar com o "Supervisor Ezequiel". "Só um minuto por favor" - pausa para mensagem irritante que entre outras coisas agradece por você (ter sido burra) escolhido o Shoptime. Adivinha? O "Supervisor Ezequiel" não está. E eu, 15 dias depois, continuo sem máquina de lavar e com pilhas e mais pilhas diárias de roupa de criança, minhas e de marido pra lavar. Agora? Você acha que esse estorno vai ser feito de forma simples ou eu vou gastar mais o preço de uma eletrodoméstico em telefonemas pra ter o meu dinheiro de volta?"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A vida de um estudante universitário com o advento do iPad

Desde dezembro, quando me dei de presente um iPad, passei a imaginar como os últimos anos frente à faculdade teriam sido mais fáceis com o aparelho.

Primeiro porque eu não teria que carregar o trombolho do meu notebook, que me acompanhou durante todos os anos da graduação. Sair com ele todos os dias pela manhã, mais os fios e fontes, mais duas crianças, duas lancheiras, duas mochilas, bolsa e livros, transformava-me diariamente na mulher polvo.

Depois veio a questão dos livros. No mínimo gramática e dicionário são elementos obrigatórios para um graduando em Letras. No meu caso, cuja habilitação era em línguas portuguesa e inglesa, exigia então mais que uma gramática e mais que um dicionário.

Ainda tinha o tal portfólio, um documentário que tínhamos de fazer bimestralmente para a disciplina de Metodologia e Prática de Ensino. Recortes de jornais e revistas juntavam-se aos resumos de livros, às resenhas de filmes e peças teatrais. 

E por último, mas não menos importante, tinha a questão da internet. Sou tão dependente química de internet, que ela é a solução para quase todos os meus problemas. Por isto preciso estar conectada o tempo todo, mas alguns anos atrás, a internet 3G, ainda novidade, não era tão acessível. Até porque vivíamos um período de contenção total de despesas por conta da compra do Solar. 

Sábado tive um dia inteiro de aula. E assim serão todos os sábados letivos, até o final da minha formação como Psicanalista, que durará de dois a três anos*. Eu e meu iPad fomos companheiros constantes um do outro. Sinto que o aprendizado fluiu muito mais, pois quando a professora colocava algo que eu tinha dúvidas, colocava no Google na mesma hora, e a resposta estava ali. Assim, ao mesmo tempo que tinha aula, aprendia com complementos necessários, citações importantes, fontes de livros. Agora, os livros que necessitar para o desenvolvimento profissional e formação ao longo do curso, comprarei online, via iPad, pois será este meu único companheiro durante todos os anos de curso. 

Prático, rápido, leve, fácil de carregar, vai camuflado dentro da minha bolsa, que é uma bolsa pequena, não necessita de fonte para carregamento, já que a bateria dura cerca de dez horas. Apesar de o preço ser um pouco salgado, recomendo a compra em várias vezes, pois mesmo com o anúncio da chegada do iPad 2, mesmo assim este meu aparelho será um aparelho novo e moderno ao menos até o final do meu curso.

E viva o Steve!

Sobre apelidos

Em um passado muito distante, contei aqui sobre a origem de alguns apelidos. Na ocasião, disse o quanto gosto de apelidar as pessoas. Quando coloco um apelido, é como se eu criasse uma cumplicidade com a pessoa, pois eu e apenas eu irei chamá-la daquela maneira.

Semana passada, liguei para minha amiga Pops. Ela atendeu ao telefone e quando eu disse "oi Pops", ela não precisou sequer perguntar quem era. Quem mais a chama assim? Só eu, a criadora do apelido.

Muitas pessoas, porém, perguntam-me o porquê do apelido do marido. Claro que quando o chamo de "Toru", todo mundo pensa em "touro", e o nome remete, primeiramente, remete à virilidade. Assim, a mente poluída das pessoas pensa no objeto fálico. Há ainda os engraçadinhos que pensam em chifres.

Quem se lembra de uma novela da Glória Perez, chamada "América"? Naquela novela, havia um touro como personagem, o touro bandido, que ficou famoso mundialmente junto com a novela.

Foi talvez a última novela das nove que assisti, porque adorava-a. E sempre que aparecia o Touro Bandido, chamava meu marido da mesma forma. Com o tempo, o apelido pegou, e de tanto eu chamá-lo de "Toru", mudei para "Toruboi", e marido me chama de "Tora".

Como fica claro, não há conotação pejorativa nenhuma no apelido. É apenas mais um apelido da minha lista interminável!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Nunca teremos tudo na vida

Eu era magra. E tinha cabelos lindos. E era casada com um marido porcaria. E não tinha filhos. E trabalhava feito louca. E não sei se eu era feliz.

Então um dia eu deixei de ser magra. Mas meus cabelos eram lindos. E aquele marido porcaria fazia parte do passado. Tinha um marido bom. E uma filha linda. E já não trabalhava feito louca. E já não sabia se era feliz como em outros tempos.

Mais um pouco de tempo passou e eu fiquei magra de novo. E meus lindos cabelos caíram. E o marido novo foi ficando cada vez melhor. E a filha ganhou um irmãozinho. E eu chorava pelos meus cabelos.

Aí fiquei gorda de novo. E os cabelos nasceram lindos. E o marido se aperfeiçoou na técnica de ser um bom marido. E os filhos ficaram saudáveis. E eu chorava a felicidade de tempos de outrora.

De repente continuei gorda. E os lindos cabelos nascidos caíram. E caíram muito. E o marido ora tem defeitos, ora tem qualidades, mas o importante é que eu o amo. E os filhos enchem o saco, me deixam louca, mas como seria a vida sem eles? E eu já nem sei o que é ser feliz, o ontem, o hoje, ou o amanhã, pois descobri que não existe felicidade plena. E resolvi ser feliz hoje, pois amanhã pode não acontecer...

Esta é a quantidade de cabelos que perco todos os dias, já há um mês.
 A mesma quantidade pela manhã e pela tarde. 
Ficar careca de novo me deprime e me entristece. 
Então vou viver com felicidade por aquilo que tenho e deixar ir embora aquilo que a mim não pertence

Qual é a escola certa para o seu filho?

Primeiramente, vale lembrar que um filho nunca é igual ao outro. Conheci esta teoria quando ainda estava grávida do Peteleco. Já tinha cogitado a Bibizoca estudar no Porto Seguro, mas devido a nossas distâncias geográficas, ficou só na cogitação. Outro colégio que sempre simpatizei é o Humboldt, mas fica lá em Interlagos e morar por aqueles lados era fora de cogitação.

Então nos mudamos para a Zona Norte. Infelizmente, não há nenhum colégio bom por aqui. Há colégios suportáveis, mas bom, nenhum. Os colégios bons ficam para outros lados da cidade.

Se morássemos em outra região, ou se tivéssemos continuado em Moema, não me resta dúvidas de que a escola seria o Porto Seguro, a única escola realmente construtivista que existe em São Paulo. Não adianta, contudo, ficar lidando com hipóteses.

Temos aqui na região um rol de escolas particulares, que estão relativamente na mesma linha de "ruindade". Digo isso como educadora, que dá aulas particulares para alunos "inteligentes", mas que não desenvolvem por conta da falta da capacidade da escola em ensinar.

O ensino hoje é totalmente conteudista. Em cinquenta minutos de aula, um docente não consegue ensinar para trinta e cinco, quarenta alunos, um tópico completo. Porque alunos tem* dúvidas, e não há tempo hábil para saná-las. 

Bibizoca se acertou na escola que está desde o segundo semestre do ano passado. Turmas com vinte alunos apenas, e sala com professor titular e mais um auxiliar, fazem toda a diferença. Assim deveriam ser todas as escolas. Contudo, acho que a escola podia puxar um pouco mais.

Surge meu dilema para os próximos anos, pois ainda tenho outro filho, e não significa que se esta escola deu certo para ela, dará também para ele. 

Não queria que meus filhos estudassem em escolas renomadas, em regime semi-prisional, para sofrerem toda a sua infância e pré-adolescência, para no final das contas acabarem ingressando em uma faculdade qualquer.

Infelizmente, por conta da cultura da nossa sociedade, ainda se educa um filho pensando no ingresso ao ensino superior, e enquanto eu ainda estiver vivendo nesta sociedade, terei esta cultura.

Já cogitamos mudar as crianças para as grandes escolas. Mas depois de anos e anos de estudo, dedicação e investimento financeiros, ver nossos filhos ingressando numa "PUC" da vida seria de chorar.

Não é que a PUC seja uma faculdade ruim. Mas JÁ FOI boa. Bem no passado. Faculdades boas são aquelas inseridas dentro de universidades públicas.

Marido estudou todo o ensino fundamental em escolas públicas. Teve a sorte e o privilégio de cursar o ensino médio em uma escola boa: o Etapa. Assim, entrou na USP e na UNESP. E eu, que não tive a mesma oportunidade, passei a vida ingressando nas faculdades da vida...

Meu primeiro sobrinho completou dezoito anos no ano passado. Neto de médico e filho de dentista, resolveu seguir a área da saúde. Terminou o ensino médio no Colégio Santa Marcelina (um excelente colégio), e lá foi ele para o cursinho. Quase dois mil dinheiros por mês. No início, logo de cara, descobriu que sua vocação era mesmo a Engenharia. Ingressou este ano na Mauá. Apesar de particular, é A faculdade. Em engenharia, só perde para a Poli. Mas ainda está na fila de espera para tentar a pública.

Não sei que caminho daremos aos nossos filhos. Quiçá o caminho da felicidade. E que eles pudessem retribuir a nós fazendo-nos felizes também. Nossa felicidade? Vê-los ingressando em uma boa universidade. Ainda falta tempo, mas a semente está sendo plantada. Esperamos colher frutos, e frutos doces e saudáveis, que façam de todas as nossas vidas um caminho eterno para a felicidade.

E existe felicidade eterna?

Amizades na blogsfera

A internet é um caminho mais que certeiro, a meu ver, para resolver qualquer coisa de maneira rápida. Vai desde reclamação até casar. A única coisa que não se faz pela internet é filho.

Já fiz muitos amigos pela internet, amizades que preservo há anos. Meu primeiro amigo virtual mora no RJ e nos conhecemos em 1998. Vivemos juntos várias aventuras, temos grandes histórias para contar, juntos nos separamos, juntos nos casamos de novo, tivemos novos filhos. Mas até hoje não nos conhecemos pessoalmente.

Pela internet também conheci muitos executivos que, em dado momento, ou foram meus candidatos (quando trabalhava como Head Hunter), ou foram fontes para os cargos os quais buscava.

Tive um amigo, que também temos contato até hoje, que foi minha amiga que conheceu no chat. Ela achou ele engraçado, e como me achava engraçada também, nos apresentou. Conhecemo-nos virtualmente, e depois pessoalmente. Saímos várias vezes juntos, sozinhos, em turma, e ele ficou amigo dos meus outros amigos, os conhecidos pelo mundo virtual e os conhecidos pelo mundo real. Ele é vice-presidente financeiro da segunda maior empresa no mundo naquele ramo de negócio e assim como o amigo carioca, também vivenciamos juntos nossas separações, novos casamentos, chegada dos filhos.

Até que um dia virei blogueira. Mas não virei blogueira porque escolhi ser blogueira. Virei blogueira porque morava fora do Brasil, e foi uma maneira que encontrei de enviar notícias para a família. Tive vários blogs até chegar a este, que milagrosamente dura três anos. 

Não sei como as pessoas foram chegando até mim. Sei que foram chegando. E chegando. E chegando. Nunca cheguei até um blog e deixei um comentário do tipo: "passa no meu blog". De verdade, nunca me interessei por leitores, meu blog é apenas um momento de registrar momentos e pensamentos da vida. Para não dizer nunca, houve sim, uma única pessoa a qual fui eu que cheguei ao blog: a Isa. Estava lendo o blog de uma amiga de infância (quase), que tinha outra amiga acompanhando, que seguia o blog da Isa. Tínhamos em comum a perda recente dos nossos pais. Assim, virei amiga da Isa.

Depois da Isa veio a Than, alguém que vicia, pois ela realmente é muito engraçada. Pelo blog da Than, chegou a DaniDani ao meu, que também virou minha amiga. E pelo blog da DaniDani veio a Carolzinha (o blog dela é VIP).

Foi por causa das madrugas em claro do meu irmão que conheci a Karine (doida de pedra, comediante inata), a Karina (a quem ele diz que sou irmã gêmea), a Nívea (totalmente ponderada - quero ser assim quando crescer - e escreve deliciosamente bem), a Bel (queria tanto que estivéssemos mais perto, pois tenho tanto a aprender diariamente com ela), a Tatá (quero do meu lado também, ela é bárbara).

Não sei como, mas algum dia também chegou a mim a Lilly, que é a Sra. Decoração, Sra. Educação, Sra. Tudo, que adoro muito, e tive a oportunidade de conhecê-la ao vivo, mas não pessoalmente. Foi ao vivo, pois estava eu vendo um programa de televisão, quando de repente lá vem a Lilly.

Sei que muita gente resiste ao mundo virtual, tem medo, tem cautela. Mas eu só tenho a agradecer a este mundo e a tudo que ele me trouxe. Sabe o que eu tenho? Sorte! Alguém duvida?

Quando o blog não responde questões da vida

Tenho uma nova amiga de blog: a Elisângela. Começou a me seguir e disse que vai ler o blog inteiro. Logo no primeiro comentário que deixou, disse que várias coisas ficaram sem respostas e respondi a ela que muitas vezes, respondo diretamente à pessoa, não deixando resposta aqui no blog.

Mas as respostas que ela espera são outras...são respostas da vida!

Como sou uma pessoa reflexiva, me peguei a pensar o porquê de muitas vezes deixarmos alguma coisa no ar. 

No momento em que as coisas acontecem nas nossas vidas, sejam elas boas ou ruins, vem carregadas de grande emoção. Depois a emoção passa, já que o ser humano está constantemente em busca de algo. Em se tratando de problemas, esquecemos aquela dor imensa depois da solução dada aos mesmos. Quando a questão é alegria, ela é mais momentânea ainda, pois precisamos sempre de novas alegrias.

Talvez seja por isso que "coisas" vem e vão e deixam de ter importância para nós, como naquele momento do ocorrido.

A amiga Bel ensinou-me um exercício: reler todo o blog. Estou ávida por começar, para reviver algumas coisas, sofrer de novo algumas dores, chorar as mesmas alegrias já vividas, e de tudo isso, tirar novas emoções.

Pois a vida é assim: um turbilhão de emoções, de idas e vindas que se sucedem, mas que jamais retrocedem, já que o passado não volta. Passou. Só não acabou, uma vez que sempre haverão lembranças...

p.s.: Elisângela - não, não houve cirurgia! GAD! E o apelido do marido...vou te deixar curiosa mais um pouco e logo, porei um post especial ok?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Quando o marido quer mandar no blog da esposa

Na minha última madrugada de insônia, estava lendo o blog da Dri Viaro. Quem não conhece, corre lá. É blog de menininha, mas menininha inteligente, ativa, etc e tal.

Comecei a ler os comentários, os textos e descobri que a Dri deu uma entrevista para um outro blog. Nesta entrevista, ela conta que o marido não gosta que ela coloque fotos dos filhos no blog.

Minha pergunta: o marido da Dri tem blog? Resposta: não. Então porque diabos ele tem que dar palpite no blog dela?

Meu marido também dá pitaco no meu blog. Não gosta que eu fale de sexo. Caramba, sexo é algo que todo mundo normal faz. Em pleno ano 2011 tratar sexo ainda como tabu é demais. Mas tudo bem, o que não fazemos para deixarmos os maridos felizes para sempre até que a morte nos separe? 

No caso da Dri, ela posta foto das crianças sim, pois, segundo ela, adora exibir as coisas lindas que Deus lhe deu. No caso da Pandinha é mais complicado. Pois se o marido da Dri quiser tirar os filhos dela, basta fazer novos filhos, mas se o marido da Pandinha quiser tirar o sexo dela, como é que fica?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O primeiro roubo da vida do meu filho

Dai que na porta de casa tem uma padaria simples, mas limpinha.

Daí também que uma vez por semana...mentira...vou contar a verdade... todas as vezes que não estou com vontade de fazer janta, finjo que é um dia livre e faço lanche.

Daí ainda que quando não estou com vontade nem de esquentar a salsicha, compro o lanche pronto na padaria.

Daí que peguei o Peteleco na escola e paramos na padaria. Eu e a Bibizoca escolhemos x-burger. Papai gosta de misto quente (o lanche deles parece aqueles de mortadela do Mercadão). E Peteleco escolheu um pão com manteiga na chapa (odeio pobre).

Daí que eu tinha reunião no condomínio. Bibizoca comeu metade do seu lanche e deixou o resto pro papai, pois disse que não aguentaria tudo. Pandoca comeu todo o seu e ficou de olho no dos outros e ficou satisfeita. Peteleco decidiu que comeria o seu mais tarde. E eu fui pra reunião de condomínio.

Daí que a reunião terminou tarde e cheguei em casa perguntando pro marido se o lanche estava bom. Ele me olha com cara de azeitona (eu não sei como é uma cara de azeitona, mas foi a cara que ele fez) e pergunta: QUE LANCHE?

- Como QUE LANCHE? O misto quente que comprei pra você.

- Não tinha lanche nenhum. Tinha meio x-burguer que a Bibizoca me deixou e um pedacinho do resto de um misto quente que o Peteleco comeu. E tem esse pão com manteiga no saquinho em cima da mesa da cozinha.

Será que este moleque saiu da minha barriga? Porque comer é uma coisa, mas roubar o lanche do pai é pilantragem!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Consumidor = palhaço da vez

O consumidor está cada dia mais a mercê do fornecedor. E não bastou toda a evolução com o Código de Defesa do Consumidor, instituído desde 1990 no Brasil.

Temos cada dia menos direito e cada dia mais deveres. E se quisermos fazer o Código do Consumidor valer, temos que correr atrás. Com a morosidade da justiça brasileira, muitas vezes é mais barato esquecer. 

O rapaz que divulgou um vídeo no youtube reclamando da Brastemp não foi o único a ser lesado pela empresa. Quando nos mudamos, compramos todos os eletrodomésticos, salvo a máquina de lavar e secar roupas, da Brastemp. Para concluirmos a instalação de tudo foi um parto. O serviço de atendimento deixa a desejar, paga-se muito caro para instalar cada um dos eletrodomésticos e os prestadores de serviço...melhor deixar pra lá para não lembrar e estressar de novo.

A Cyrela nos vendeu um apartamento de alto-padrão. E nos entregou uma alta dor-de-cabeça. Piscina aquecida e coberta, mas não é aquecida, e sim, climatizada. E a cobertura...é só a cobertura, pois a piscina é aberta por todos os lados, o que nos custou quarenta mil dinheiros para o fechamento e grandes problemas.

Ao montarmos nossos apartamentos, eu e meus vizinhos tivemos inúmeros problemas. Podemos listar aqui infinitas listas de problemas. Realmente não foram poucos.

Lembro-me seis anos atrás quando compramos um fogão Eletrolux com dois fornos. Um para fazer o doce e outro o salgado. Eis que um dos fornos funciona por termostato. Ou seja, não funciona. Não assa nada.

Cada vez mais ouvimos histórias de pessoas que compram coisas que não funcionam. Com a nossa família já aconteceu muitas vezes. A gente compra e chega em casa...nada. Transtorno total para ir atrás da solução do problema. 

As propagandas são enganosas por todos os lados. Final do ano passado, o Walmart, tentando ganhar "share" na região Sudeste, anunciou promoções diárias. Como dona de casa que conhece preço das coisas, fui ao mercado um dia antes. Voltei no dia seguinte, após a abertura da loja Pacaembu ao meio-dia, para acompanhar: PREÇOS IGUAIS. Consumidor é palhaço? Pior ainda...enganar dona de casa, que muitas vezes se ocupam de irem atrás de promoção para conseguir esticar seus orçamentos. Acho sacanagem.

Assim funciona também várias promoções de sites de compras coletivas. Sou super antenada em preço de várias coisas. Sei quando a promoção é real, quando é tudo lorota. Tenho acompanhado valores de pousadas, hotéis, pacotes de viagem, tudo com 50% de desconto. Infelizmente, já cotei em alguns deles fora da promoção e pude constatar: a promoção é balela.

E vários outros sites que colocam promoções mirabolantes em suas "home pages". Quem acompanha sempre, sabe o quanto custa e sabe quando a promoção não é real. Mas E QUEM NÃO ACOMPANHA?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Qual é a origem do seu nome?

Você, que está lendo este texto neste exato momento, sabe qual é a origem do seu nome?

Nunca parei para pensar mais a fundo na questão, uma vez que a questão era meio matemática: Almeida é português, Lemos também e Hummel é alemão, assim como Úrsula.

Até que um dia...minha amiga Nívea resolveu fazer uma profunda e complexa explanação sobre a origem do seu sobrenome. 

ATENÇÃO: só continue a ler este texto após ler o texto da Nívea

Fiquei impressionada com a pesquisa da minha amiga e resolvi buscar mais a fundo a origem do meu nome. Foi aí que descobri a verdade:

- Úrsula é um nome que vem dos ursos. Bicho comilão, esfomeado e morto de fome.

- Almeida foi um povo que passou fome em várias vidas, assim, todo mundo que nascesse Almeida nasceria fadado a comer muito

- Lemos faz parte de uma maldição jogada pelos portugueses ainda na época da colonização, de que toda e qualquer mulher brasileira que tivesse este sobrenome ao nascer, seria gorda quando adulta

- Hummel é uma coisa meio estranha...o H significa nada, já que é uma letra sem som. A letra U tem a ver com os ursos também. Os Ms simbolizam melancia, fruta grande e redonda. O resto é o resto. Assim, Hummel é um sobrenome de pessoas redondas.

Imaginem só a catástrofe que é levar todo este peso nas costas, ou no RG?