terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu ganhei na loteria

"Querido Deus,

Todos os dias cruzo com pessoas que anseiam por ganhar na loteria. Queria agradecê-lo, pois eu ganhei sem nunca ter jogado.

Nasci perfeita, com todos os membros e órgãos em pleno funcionamento, dotada de capacidade de andar, falar, pensar, agir.

Quando criança, sonhava em me casar com um homem que usava gravata e terno. E me casei. Também sonhava em conhecer o Rio de Janeiro, Paris e a Disney. Também queria cursar uma faculdade e acabei cursando várias. Realizei todos estes sonhos.

No campo material, idealizei até os 30 anos de vida comprar minha casa própria e ter um carro zero. Meu primeiro carro zero consegui oito anos antes do que sonhava. E aos 30, comprei minha casa própria.

Sonhava em ter filhos e tive o privilégio de ter um menino e uma menina, e aprender com suas diferenças sexuais tão latentes. Além de tudo, eles nasceram perfeitos e apesar de serem alérgicos e ficarem tantas vezes doentes, em todas pude socorrê-los em bons hospitais, dar-lhes acesso a bons médicos e comprar-lhes os medicamentos necessários.

O homem de gravata com o qual casei é uma pessoa de bem, honesta, trabalhadora e sem vícios. Além de tudo é lindo, inteligente, fiel, amigo e companheiro. Eu e ele formamos, junto com nossos filhos, uma família linda e feliz.

Por tudo que narrei aqui, posso dizer que há 36 anos ganhei o bilhete premiado e todos os dias sou contemplada com os benefícios que ele me trouxe: uma vida feliz e saudável.

Obrigada, Papai do Céu, por tudo que eu sou e por tudo que tenho. Amém."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Expatriados

Definição: indivíduo que encontra-se fora do seu país de origem.

Motivo de estar fora de seu país de origem: busca de uma vida melhor, busca de conhecimentos de qualidade, busca de crescimento pessoal, etc.

Nos dias de hoje, é muito mais comum do que outrora, sair do Brasil (aqui, especificamente vou focar estes expatriados).

Durante dois anos, morei fora do meu país de origem. Saímos, eu, Toruboi e Bibizoca, em busca de uma vida melhor. A empresa que Toruboi trabalhava era uma multinacional européia, uma das maiores no mundo dentro da sua área de atuação. Primeiramente fomos para Santiago, Chile. Apesar de amar aquele país, sofri muito por um único motivo: comida. Foi difícil encontrar o alho para cozinhar o arroz com feijão com gostinho daquela comida a qual crescemos habituados a comer. Lembro-me que vizinhos batiam à minha porta para perguntar do que era aquele cheiro tão bom. "Porotos". Ou "frijoles". Para os brasileiros, simplesmente feijão.

Depois do Chile, fomos para Portugal. Sonho de consumo número 1 do brasileiro que tem um pouco de ambição: morar na Europa. Imagina ter este sonho realizado com tudo pago: passagens aéreas na classe executiva, apartamento de alto-padrão, qualquer escola paga integralmente aos filhos, assistência médica ilimitada em qualquer lugar do mundo. Assim chegamos na Terrinha.

Eu, Ferreira de Almeida por parte de mãe, Vieira Lemos por parte de pai. Marido, Vasconcelos Quinteiro por parte de mãe, e Bernardino Hummel por parte de pai. Como pode-se perceber, nossa árvore genealógica é bastante portuguesa, apesar de carregarmos apenas a parte alemã da família do Toruboi.

Jamais imaginávamos sofrer os preconceitos e discriminações que vivemos naquele país. Portugal é um país lindo para viajar a turismo. O povo de lá acolhe brasileiro turista com amor, alegria e carisma. Contudo, morar lá são outros quinhentos. Fomos discriminados e maltratados, e por isto, voltamos. Mas não que no Brasil as coisas fossem diferentes. Aqui, só estávamos livres da xenofobia.

Conheço pessoas por este mundão afora. Tenho amigos morando em várias partes do mundo. Alguns foram e ficaram; outros foram e voltaram pra cá. Fico enlouquecida com o clichê: "o Brasil é o melhor país do mundo". Se é o melhor, por que é que você foi embora? Para se torturar?

O Brasil está muito longe de ser o melhor país do mundo. E se ele fosse tão bom, ninguém daqui saia. O que acontece, é que quando estamos fora, sentimos falta de conhecer cada lugar, cada restaurante, o bom clube, a boa academia, os melhores lugares para compras. Sentimos falta dos laços, dos vínculos, não do país.

Estamos muito longe de viver no Brasil como um país decente. Sinto-me profundamaente envergonhada quando vejo cenas como a que vi hoje no Jornal Nacional: um morador do Complexo do Alemão, trabalhador (desempregado), que teve o dinheiro da sua rescisão trabalhista ROUBADO por policiais que invadiram sua casa em busca de drogas, de armas, de dinheiro ilícito. Ele mostra o documento que comprova  a legalidade daquele singelo valor que tinha em casa para manter sua família até encontrar um novo trabalho. Este é o país o qual quero me expatriar, para não voltar nunca mais.

Pontualidade: seu nome é Úrsula

Fui levar o Peteleco à escola. Na volta, notícia repetida na CBN notícias: depoimentos dos vestibulandos que chegaram ontem para fazer a prova da FUVEST atrasados, reclamando que se prepararam por um ano e perderam o vestibular mais importante do país, pois os portões já haviam se fechado; outros ainda reclamavam por ter chegado a um lugar, quando seu nome estava em lista de outro local.

Falta comprometimento das pessoas. Falta planejamento. Falta ordem.

Durante uns dez anos, trabalhei em regime CLT, e, portanto, tinha horário para entrar no trabalho (e nunca um horário para sair). Se o horário era oito da manhã, nunca chegava ao trabalho em cima da hora, sempre com vinte minutos (pelo menos) de folga para conseguir chegar, fazer xixi, tomar água, ligar o computador, organizar minha mesa de trabalho e assim, estar pronta para o início das minhas atividades às oito.

Tem gente que pensa que oito é a hora de parar o carro no estacionamento. Não. A empresa está pagando para que os trabalhos se iniciem pontualmente naquele horário. E não tem desculpa.

Festas de aniversário: o convite vem marcando a hora do início e término da festa. Geralmente, chego pontualmente no horário marcado. Na festa de ontem, fomos os primeiros a chegar (como quase sempre). A mãe da aniversariante agradeceu. Disse que se a festa está marcada para iniciar às 18h30, temos de chegar no horário marcado, senão o dono da festa está pagando para o buffet e a festa não está acontecendo porque ninguém chegou.

Quem marca alguma coisa comigo, já sabe que não existe atraso. Uma amiga minha até brinca que se a festa começar e eu não chegar junto com os anfitriões, significa que não irei à festa.

Horário existe para ser cumprido. As pessoas precisam aprender a programar suas vidas, já que tempo é dinheiro em qualquer situação.

Costumo explicar à Bibizoca que uma pessoa que se atrasa, atrasa uma cadeia. Um exemplo? Sou uma médica. Preciso sair para trabalhar. O horário da babá chegar: oito da manhã. Meu primeiro paciente? Nove. A empregada sai de casa cinco minutos atrasada e perde o ônibus. Estes cinco minutos fazem com que ela tenha que esperar o próximo ônibus, e ela chega no seu trabalho próximo das nove da manhã. Assim, saio de casa com quase uma hora de atraso. Minha paciente das nove marcou um compromisso com o cliente às dez. Sai do meu consultório depois das dez, devido ao atraso da minha empregada, que me atrasou, que atrasei a paciente, que chegou no seu cliente atrasado, que atrasará todos os compromissos do seu dia.

Não dá para atrasar. Faz parte da responsabilidade das pessoas chegar na hora marcada. 

Para os vestibulandos, fica uma dica básica: programe-se para chegar ao local de sua prova com PELO MENOS uma hora de antecedência. Assim, dá tempo de familiarizar-se com o local, passar no banheiro, lavar o rosto, desestressar, enfim, dá tempo de errar quando as coisas são feitas com programação e folga no horário. 

Eu odeio quando marco algo com alguém e a pessoa se atrasa, me deixa esperando. Quem é que gosta de esperar? 

domingo, 28 de novembro de 2010

Tolerância: ZERO

Nunca escondi minha admiração pela polícia novaiorquina, que com a política de tolerância zero, conseguiu reduzir drásticamente a onda de crimes no estado de Nova York. Sempre acreditei que, se resolvessem fazer algo parecido do lado de cá, crime seria algo em extinção; claro que a longo prazo.
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Revolto-me todos os dias ao sair nas ruas. Carros estacionados em locais proibidos, motoristas indecisos nas tomadas de ações e ao mesmo tempo com a certeza de serem os donos do pedaço. Se falta emprego, por que não empregar pessoas para sair multando por aí, transformando, ao menos a cidade de São Paulo, numa indústria de multas, com tolerância zero? No dia 7 de outubro, fomos a uma festa de aniversário. A cidade estava tomada pela chuva, muitos pontos de alagamento e outros tantos pontos sem energia elétrica, e lá fomos nós, atravessá-la para conseguir chegar até a festa. Passados 30 dias, chega a multa. Passar por farol vermelho. Em um momento daqueles em que carro não anda, nem pra frente, nem pra trás, e chega no meio do caminho, o farol fecha.
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Há oito anos, estive no RJ trabalhando. Hospedei-me em um hotel vizinho do Copacabana Palace, de frente para o mar. O trabalho? Do outro lado da cidade, na avenida das Américas, Barra da Tijuca. Viajamos de carro em uma tarde de domingo e chegamos à Cidade Maravilhosa ao final do anoitecer. Estranhamos o movimento policial, o Rebouças travado. O tempo levado entre Sampa e Rio, foi o mesmo levado entre adentrar a cidade e chegar em Copacabana. No dia seguinte, surpresa: não podíamos deixar o hotel. Os traficantes desceram o morro e tomaram a cidade. O comércio fechou, as pessoas se aprisionaram em suas residências, e nós lá, presos em um hotel, refém de algo que nem sabíamos direito o que era. Foi aterrorizante e, graças a Deus, não houve (para nós) maiores consequências.
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Já comentei em algum momento, acho, sobre o livro Abusados, do jornalista Caco Barcellos. Ao término da leitura, fiquei do lado dos bandidos. Incrível, mas a leitura de qualquer cidadão é esta: pena dos bandidos no desenrolar da história.
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Estou assistindo a cobertura completa da invasão ao Complexo do Alemão. As forças armadas brasileiras unidas para tomar uma atitude. Pessoas de bem presas dentro das suas casas. A polícia comemora vitória, por ter "tomado" o morro sem resistência por parte dos bandidos. O país todo assiste ao "evento" e comemora a vitória do "bem".
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Ontem, assistindo ao Profissão: Repórter, em reprise na Globo News, havia a denúncia em hospitais públicos em todo o país. Pessoas morrendo sem assistência médica, direito constitucional do indivíduo.
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Tenho V E R G O N H A de ser brasileira. Sempre tive. Não bato a mão no peito cheia de orgulho, dizendo que SOU BRASILEIRA, como vejo tantas pessoas fazendo. Moro em um país cuja menor corrupção é esta que hoje está acuada no Rio de Janeiro. A corrupção mora muito mais em cima. Pago diariamente impostos altíssimos, e NADA tenho em troca. Não tenho uma escola decente para meus filhos estudarem. Não tenho assistência médica e hospitalar. Não tenho segurança. Não tenho uma rua em bom estado para trafegar. Não tenho direito a lazer nenhum. Que bom que no Brasil não existem catástrofes da natureza. Que bom que é um povo alegre, hospitaleiro e gentil. Mas E AS PENAS? Que pena que aqui tanto se rouba e as atitudes só são tomadas quando há algum interesse maior. Neste momento, o interesse é mostrar ao mundo que o país sede da próxima Copa do Mundo, e a cidade que sediará as Olimpíadas de 2016, é um país seguro, cujas atitudes  diante de uma onda de crime são imediatas. Se o governo era tão capaz de fazer algo, por que foi que esperou veículos serem incendiados, pessoas serem mortas, para tomar atitude?
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A tolerância no país é total, pois existe interesse de algum lado. Claro. Hoje temos um circo armado contra a corrupção. Corrupção esta que existe com a conivência da polícia, aquela mesma que deixou o assassino do filho da atriz Cissa Guimarães fugir, após extorquir dez mil dinheiros em julho passado. Alguém se lembra? Fica aqui mais uma pergunta: a quem recorreremos, para prender os grandes bandidos, aqueles que assaltam diariamente nossos bolsos, em prol da roubalheira que existe no governo brasileiro?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Princesa Úrsula

Muita gente pode nunca ter ouvido falar desta princesa. Na verdade, acho que só eu que ouvi, ou melhor, só eu sei da verdade sobre meu parentesco com a Coroa Britânica.

Eu tinha meus sete aninhos de vida, e toda a ingenuidade de uma criança com tal idade. Meu pai me contou que o primo dele se casaria naquele dia e o casamento passaria na televisão. Grudei meus olhos naquele aparelho único que tínhamos em casa, e tenho até hoje as imagens em mente.

Não acreditava que eu era prima de um príncipe. Eu nem ligava muito para o príncipe, mas a princesa...ah, como ela me fez sonhar.

No dia seguinte, contei para todo mundo na minha escola que eu era prima daquele príncipe. Minhas amigas não acreditavam muito, mas sei que era pura inveja.

Não tenho idéia de com quantos anos descobri a verdade. Já era tarde. Já tinha incorporado o sangue nobre às minhas veias, e desde então, nunca mais deixei de ser nobre.

Em 2004, o príncipe da Espanha casou-se com a plebéia Letícia. Letícia Lemos, antes de entrar para a realeza. Mais uma vez, alguém da minha família entrando para a nobreza. 

É o mito do conto de fadas. Acho que toda mulher já sonhou um dia em ser um pouco princesa. Não é todo mundo que tem a minha sorte, de ser prima da realeza britânica e de certa forma, também membro da coroa espanhola.

Mas como sou uma pessoa simples e humilde, não fico divulgando muito a notícia por aí, senão, o que vai ter de gente querendo se aproveitar do meu status de nobreza...

Se eu der uma sumida daqui, é porque estou pesquisando o estilista que fará meu vestido para o casório do meu primo, Willian. Inglaterra, 29 de abril de 2011, lá vou eu!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sobre futebol, carnaval, política, profissão, religião, influências e afins

Minha vida não foi marcada por futebol. Filha de mãe sem time e de pai sem time, não me recordo de uma tarde sequer de domingo que havia reunião frente à televisão para assistir a um jogo. Neta de palmeirense desencanado por parte de pai, e de corinthiano fanático por parte de mãe, nunca me liguei em futebol. Até que um dia senti-me na obrigação de escolher um time e o eleito foi: Portuguesa. Por quê? Porque foi no estádio da Lusa que vi o primeiro grande show da minha vida, e foi lá que a Xuxa pegou na minha mão (ok, eu tinha 15 anos). Quando estava no 3o ano de Mercadologia, meu pai me perguntou se eu tinha interesse em conhecer os escritórios do nada mais, nada menos que Washington Olivetto (alô alô, W Brasil). CLARO! Mas descobri que o cara era corinthiano e perdi o interesse. Daí nasceu minha birra com o Corinthians. Depois virei sãopaulina, por achar que era um time chique e de elite (pois já não basta nascer pobre e ainda ter que conviver no meio deles). Assim nascia uma torcedora tricolor paulista! Só que estou pouco me lixando se o Tricolor ganha ou não. Nada muda em minha vida, só muda mesmo a conta-corrente dos jogadores, que enriquecem mais a cada dia, enquanto eu me mato de estudar para ser alguém na vida.

A grande paixão da minha vida sempre foi o Carnaval. Que eu me lembre, desde uns 10 anos de idade era fanática. Recortava as letras dos sambas enredos das escolas cariocas (pois são as únicas que gosto) e sabia todos os sambas de traz para frente. Mangueirense alucinada, delirava ao assistir a entrada da verde e rosa. Nunca me simpatizei com a Portela, tampouco com o Salgueiro. De vermelho e azul, só mesmo Garantido e Caprichoso (outra coisa que amo!). Raiva mesmo eu tinha da Beija Flor, ainda mais quando foi classificada na frente da minha Mangueira fazendo um carnaval sobre lixo e luxo. Me poupe! De tanto a Mangueira perder, fui perdendo o fanatismo e hoje só tenho boas lembranças de bons sambas que marcaram minha vida, dentre eles, o de 1995, quando a Estácio de Sá cantou em alto e bom som o meu time carioca: Mengão! Só que desde o último sábado, troquei o Flamento pelo tricolor carioca. Em outro post direi o porquê.

Política? Nem pensar. A influência familiar é muito grande e fica por toda uma vida. Meu avô era Janista fanático, Malufista alucinado. Eu, por minha vez, adorava eleições, pois era a época em que meu avô materno trazia vários broches em formato de vassourinhas e eu enchia minhas camisetas com elas. Lembro-me da minha mãe dizendo que um certo partido não prestava, pois seu fundador era um aproveitador de meia tigela. Como sempre digo para meus filhos, mães são tão sábias. Com o passar dos anos (e de tanto ver malandragem), me afastei cada vez mais deste tema, assim, não voto, não tenho candidato, não tenho partido e nem me influencio por mais ninguém (só em política).

Acabei não me tornando publicitária. Acho que a história da W Brasil realmente mexeu com o meu futuro profissional. O importante é que na busca de uma profissão, estudei várias e não me tornei nada, apenas alguém com mais conhecimento, o que me instigou a buscar sempre mais. Assim, concluo que morrerei estudando.

Uma das coisas que gosto de estudar é religião. Nasci no seio de uma família católica. Mais uma vez, a forte influência do meu avô materno. Fiz minha primeira comunhão aos 10 anos de idade. Aos 18, casei-me na igreja católica. Aos 19, descobri que não acreditava em Deus. Aos 20, conheci uma senhora evangélica que falava sobre Deus de uma forma que me instigava. Aos 24, conheci o Deus dela e fui batizada pela Igreja Bíblica da Paz. Aos 27, conheci meu marido, filho de pai católico e devoto de todos os santos, e de mãe estudiosa da doutrina espírita; passei a me interessar por esta e daí entendi muitas coisas. Só que dentro de mim havia o preconceito com a umbanda e com o candomblé. Para mim, era algo do mal. Aos 34 anos, num trabalho sobre Discurso Religioso, na disciplina de Análise do Discurso, aprendi que não era nada daquilo que eu pensava. Aprendi a respeitar cada religião, cada credo, e, acima de tudo, aprendi a crer em um Deus que é único para mim, que não tem sexo, não tem forma, não torce pra time nenhum (e nem é brasileiro como dizem por aí), não se importa com o carnaval e não tem religião, apenas é o Meu Deus, a maior verdade da minha vida.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O dia em que conheci a Thalita Rebouças

foto: Carlos - marido da Thalita
Já era a quarta vez que a Thalita vinha autografar em Sampa. Nas três primeiras, por mais que eu tivesse me programado, os imprevistos surgiram. Quando ela lançou "Fala Sério, Pai", comecei a me programar com dois meses de antecedência para comparecer à FNAC Pinheiros, em plena sexta-feira, 18hs. E lá veio o imprevisto. Desta vez, não planejei, não programei, não me iludi.

Marido Toruboi chegou do trabalho na sexta-feira, comunicando-me que trabalharia no sábado. E em casa. Logo, eu teria que arrumar o que fazer com as criancinhas Hummel. Assim, levantamos, tomamos café, banho e...shopping, lá fomos nós. Chegamos ao Center Norte e o relógio marcava 09h45. Isso mesmo, as portas sequer estavam abertas, mas uma grande multidão de pessoas aguardava do lado de fora, mais exatamente próximo ao cinema, onde sempre paro meu carro. 

As portas se abriram e lá fomos nós à Playland. Criancinhas brincaram, divertiram-se, mamãe Panda junto provando que não basta ser mãe, tem que participar e às 13 horas estávamos famintos. Fomos comer em uma trattoria que há ao lado da Saraiva. Almoçamos lentamente e falei pra Bibizoca: "filha, a Thalita Rebouças chegará na Saraiva daqui duas horas. Se a gente conseguir enrolar o Peteleco até lá, esperamos por ela". Não sei qual o par de olhos que brilhava mais de ansiedade, Panda mãe ou Panda filha.

Almoçamos, paradinha básica na Starbucks para um frapuccino e a sessão infantil da Saraiva nos aguardava. Enquanto eu lia zilhões de livros para o Peteleco, Bibizoca foi se informar se precisava ficar na fila, onde aconteceria, como seria o evento. Descobriu que só teria acesso ao auditório pessoas que adquirissem na loja, NAQUELE EXATO DIA, o último título da escritora. Detalhe: Bibizoca ganhou o livro no dia do aniversário e terminou de lê-lo no dia seguinte. Só que como sempre digo, quem tem mãe, tem tudo. Dei o dinheiro para que ela comprasse um novo exemplar. Faltavam vinte minutos para as três horas e fomos para o tal auditório. Os seguranças nos pediram para formar fila e de repente, começou a juntar gente sem parar atrás de nós. Auditório liberado, sentamos de frente à mesa que ela autografaria.

Um misto de ansiedade e dor de barriga se misturavam dentro de nós e eis que surge a nossa deusa. Sorridente como ela só, adentrou o auditório, acompanhada do marido Cal (um fofo igual a ela). Dentro de poucos minutos, ela voltou e começou um delicioso bate-papo com os leitores e fãs presentes.

Thalita é igualzinha na vida real e nos livros. Quem está diante dela, sente-se dentro das suas obras. Quem está lendo seu livro, sente-se diante dela. Simpática, cordial, natural, enfim, só coisas boas. Bibizoca mal conseguia conter a emoção. Gravou, filmou, fotografou. E finalmente, chegou a hora do autógrafo. Claro que não me contive em ser a "mãe da miss"; tive que ter meu momento "miss", ao pedir também para fotografar com ela, ganhar botons e beijinhos.

Espanta-me mães de adolescentes que não acompanham, tampouco incentivam os filhos em uma vida literária. Não é devido à minha formação que ensino meus filhos a gostar de livros, e a importância da leitura. Sempre achei que a leitura é o grande passaporte para viajar o mundo, sem necessidade de visto, e que todo mundo pode ter acesso. Basta querer. O resto é poder.

Aqui em casa, procuro inserir nas crianças, além do desejo de conhecer livros, o gostar dos livros. Ruth Rocha, Ziraldo, Ana Maria Machado, Monteiro Lobato, Marcos Rey e outras dezenas de escritores fazem parte da nossa biblioteca pessoal. E claro, toda e qualquer coleção de livros "teen", uma febre recente e que dominou quem gosta de ler: toda a obra da Thalita Rebouças, Querido Diário Otário (já está no número 10), As Garotas da Rua Beacon (que, infelizmente, só teve até o momento cinco livros traduzidos para o português), Diário da Princesa (e todas as ramificações). 

Para mim, estar diante de um escritor que gosto, é o mesmo que estar diante de um ídolo musical. Para se ter uma idéia da minha fascinação pelas Letras, vivi dois momentos que me marcaram muito: o primeiro deles foi estar diante do túmulo de Camões, dentro do Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa. E o segundo, foi entrar em uma sala de aula dentro da Universidade de Coimbra. Fiquei imaginando quanta cultura caminhou naqueles corredores, quantas pessoas ilustres sentaram naquelas cadeiras e deixaram história escrita para uma humanidade.
Foto: Fotógrafo da Saraiva Mega Store Center Norte

Como diz minha amiga (reparem na ousadia) Thalita, "LER É BACANA". Experimenta só pra ver se não vicia!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Delírios de uma Panda - parte 10000001

Ontem, ao voltar da festa de aniversário (pra variar), conectei-me ao Twitter e percebi que uma amiga blogueira estava desesperada por falta de inspiração para blogar. Uma pena estarmos a milhas e milhas distantes (leia sentindo a voz do Evandro Mesquita ao fundo). Eu, ao contrário, estou cheia de inspirações, vários temas se acumulando no meu cérebro e uma preguiça fenomenal de passar tudo para o computador.

Final de ano é sempre assim... a gente já está se arrastando, não aguenta mais e este ano, particularmente, foi um ano atípico. Ou não.

Estava refletindo a vida desde que me casei com o Toruboi, em 2002. Foi um ano muito difícil, o mais difícil da minha vida. Depois veio 2003 e o mundo virou de cabeça pra baixo. Nossa, nunca vi ano tão complicado. E mal entramos em 2004, e já tinha a certeza de que o ano seria marcado pelas dificuldades. E foi. Mas 2005 começou e que ano difícil. Gravidez dificílima, mudança de casa duas vezes, instabilidade emocional (ok, esta já dura 36 anos). Bom, que venha 2006, e ele veio cheio de dificuldades. Nossa, inventei obra no apê antigo, Bibizoca operou, Leleco teve suspeita de meningite e quase morri quando ele teve que tirar líquido da medula. Que 2007 seja melhor. Claro, a esperança é a última que morre, mas naquele ano perdi meu pai. E meu chão. Mesmo assim, mantive a tal esperança e entrei em 2008. O ano prometia ser o melhor, mas de repente, tudo virou e comecei meu anseio pela chegada de 2009. E ele chegou. Com a promessa de um sonho que se transformou no maior pesadelo. Pesadelo este que se arrastou em 2010. 

Durante toda a reflexão, percebi que o momento mais difícil das nossas vidas é marcado pelo momento em si que estamos vivendo. Pois quando os problemas se vão, ficam as lembranças e sempre me pergunto: "será que foi tão difícil assim? Porque dificuldade é o que estou vivendo agora.

Conclusão: viver intensamente cada momento, fácil ou difícil, pois na vida, tudo passa, até aquela dor infinita que sentimos com a partida de alguém que amamos, para o reino de Tão Tão Distante (leia com entonação do Shrek) passa e se transforma em lindas lembranças e eternas saudades.

O que fica de tudo é a lição, e o saldo positivo, que se eu fosse contar ano a ano, escreveria um livro para cada um deles que se passou.

Que venha 2011, com delírios e devaneios de uma Panda feliz, mas que está cansada e se arrastando até para escrever!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sete Pecados

Dos sete pecados capitais, quais te levarão direto ao inferno? Eu, sem qualquer sombra de dúvidas, vou fazer minha visita ao vermelhinho, morador daquelas bandas, por muito tempo. A não ser que eu deixe a gula e a preguiça de lado.

Se neste momento eu precisasse iniciar uma tese, seria sobre os sete pecados, principalmente sobre os meus. Gostar de comer pode ser considerado GULA? E gostar de ficar deitada na cama vendo televisão pode ser considerado PREGUIÇA?

Espero que, ao menos aqui na Terra, eu seja absolvida por tais delitos, pela regra da compensação (que acabei de criar). A regra da compensação consiste em anular os castigos destes dois pecados que cometo, através da benfeitoria nos outros cinco.

Vamos exemplificar: não sou uma pessoa avarenta, não tenho apego material, me desfaço de tudo que não me serve, gosto de ajudar ao próximo dando aquilo que as pessoas necessitam. Só aí, já estaria livre da preguiça.

Mais uma coisa: quem comete o pecado da GULA, não pode ser castigado pela luxúria/vaidade. Pois quem é guloso fica gordo e, portanto, não dá a menor importância à aparência. Então cometer um pecado compensa o outro.

Não estou querendo jogar Jogo da Vida e roubar na hora de girar a roleta. Só estou cansada e com muita fome, portanto, preciso pecar sem peso na consciência!

E você, qual é o seu pecado?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sobre negros, preconceitos, escravidão, cotas e afins

Estou eu aqui assistindo ao Happy Hour (GNT). Peteleco precisa urgente de ajuda para fechar o macacão da fantasia do Cascão. Bibizoca precisa que eu imprima agora, neste exato momento, o trabalho de geografia para amanhã. Toruboi está chegando e vai pedir a roupa dele para o futebol. E eu ávida por ter atenção total no programa que fala sobre racismo.

Você é a favor ou contra as cotas para negros em universidades? (pergunta mote do programa)

Sou contra. Acredito que tal atitude crie o preconceito. Fodam-se negros, brancos, índios, mulatos. Todo mundo nasceu da mesma maneira, de uma barriga, e vai morrer e feder. Então porquê de tanta polêmica?

Fala-se sobre os resquícios da escravidão no Brasil. Hoje existe outra maneira de escravidão. É uma escravidão  camuflada e não adianta taparmos os olhos. Existe exploração de mão de obra, existe discriminação não apenas no Brasil, mas no mundo. Eu e minha família, brasileiros, sentimos o preconceito na pele quando moramos em Portugal, onde diziam na escola da minha filha, na época com quatro anos, que no Brasil só tinha índio, macaco e ladrão.

O que temos de comemorar não é o dia da consciência negra, ou o dia do índio, ou o dia internacional das mulheres. O que temos de ter é educação, é formação de caráter e de valores dos indivíduos. 

Abaixo ao preconceito, pois em pleno ano de 2010, acho tal discussão de uma ignorância sem limites.

domingo, 14 de novembro de 2010

Prêmio Dardos

Recebi o selinho da Gi, do blog Mensagens, uma blogueira querida, carismática, doce, meiga, cheia de sonhos, batalhadora e que corre atrás daquilo que quer.



O Prêmio Dardos é o reconhecimento aos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

O Prêmio Dardos tem as seguintes regras: 

- Exibir a imagem do Selo no blog
- Revelar o link do blog que me atribuiu o Prêmio
- Escolher blogueiros para premiar.
- Avisar os escolhidos

Eu dedico este prêmio à todos os blogs que se encontram no meu blog rol, já que são os blogs que sigo, curto, e indico.

As controvérsias da vida

Todos os dias reclamo por viver no Brasil, uma terra de malandros e sem lei. Porém, apesar da malandragem, há por aqui pessoas de bem e pelas quais ainda vale a pena estar por aqui. 

Por dois anos, vivemos como expatriados e sentíamos falta de muitas coisas. Quando a Bibizoca completou cinco anos, vivíamos em Portugal, e achei uma das coisas mais absurdas não encontrar kits com todos os temas possíveis para fazer seu aniversário. Tive de inventar. Achei uns guardanapos vermelhos com o Piu Piu desenhado. Aqueles guardanapos serviram para que eu fizesse toda a decoração da festa, comemorada na escola com os amigos e familiares (no caso eu, Toruboi e a filha mais velha da minha prima). 

Quantas vezes não senti vontade de comer bife? E quando morávamos no Chile, o quão difícil foi saber onde encontrava alhos e o básico feijão? A primeira vez que cozinhei feijão, morávamos no flat. As camareiras sentiram o cheiro e começaram a bater em nossa porta. Queriam saber o que era aquilo que cheirava tão bem. Mostrei a elas que era simplesmente feijão. Quiseram experimentar e desacreditaram ao saborear o "poroto" brasileiro. Virei atração no flat.

Não é fácil estar longe e sentir tanta faltas de coisas que crescemos consumindo. Por isto, o expatriado sofre. Acredito que se o indivíduo não tivesse estômago ou paladar, não sentiria tanta saudade.

E por que estou dizendo tudo isso? Porque recebi a ilustre visita de um expatriado brasileiro, morador hoje da cidade de Lyon, na França, país que sempre tive sonho de morar. Ele comenta sobre os adultos no aniversário das criancinhas Hummel, afirmando que lá na França, os pais não participam das festinhas infantis.

Fiquei morrendo de vontade de me mudar imediatamente para aquele país. Afinal, não há silhueta materna que resista à maratona de festas que enfrentamos.

Mas faz parte da vida... sempre desejamos estar onde não estamos, e o melhor seria uma máquina de teletransporte, para os momentos nos quais queremos estar no reino de tãotão distante, com a chance de voltar assim que a vontade passasse.

Dedico este post a todos os amigos e familiares que estão distantes do arroz com feijão brasileiro, das coxinhas e pães de queijo, das comilanças em festas infantis, porém em busca dos seus sonhos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Algumas fotos do aniver das criancinhas Hummel

Instituto Rodrigo Mendes e Grupo Pão de Açúcar

Para quem não conhece ou nunca ouviu falar no Instituto Rodrigo Mendes, vale a pena uma visita no site. Para quem não conhece a história do fundador, vale a pena pesquisar. O Rodrigo é tetraplégico, não movimenta nenhum membro do corpo, precisa de alguém 24hs por dia em sua vida e sequer leva um copo de água à boca. Criou o instituto que leva seu nome e faz inclusão social através da arte.

O gerente da área de não-alimentos do Grupo Pão de Açúcar, Milton Hummel, desenvolveu um lindo trabalho em parceria com o Rodrigo e agora começa a surgir nas lojas dos supermercados Pão de Açúcar o resultado desta parceria, um trabalho lindo.

Para quem gosta de ajudar, vale a pena. Para quem gosta de artes à mesa, vale a pena. Para quem tem bom gosto, vale a pena. Vale a pena de todas as formas, pois as peças ficaram maravilhosas e custam bem pouquinho. Corra até a loja Pão de Açúcar mais próxima da sua casa e faça parte desta ação!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O aniversário das criancinhas Hummel

Todos os anos é assim: eu fico pensando o quão cansada vou ficar durante o aniversário, o quão sem educação serei com os convidados (afinal, sou uma só para receber tantas pessoas queridas), saio esbugalhada da festa, mas a alegria dos meus filhos compensa tudo, já que tive a sorte de os dois nascerem com seis dias (e seis anos) de diferença.

Ontem comemoramos os 5 aninhos do Peteleco e os 11 da Bibizoca de uma maneira especial, e nem a chuva conseguiu tirar o brilho da noite.

Agradeço a todos os nossos familiares: minha mãe, meu sobrinho Kbeção, minha cunhada, minha sobrinha, as bisas, minha Dinda, a Dinda dos meus filhos, meu sobrinho Felipe, por estarem conosco neste dia.

Agradeço a todos os meus vizinhos, amigos os quais criamos importantes laços e vínculos durante este ano e que esperamos poder levar por uma longa vida: Claudine, Fernando e os filhos Gustavo e Guilherme; Helô e Marcelo; Deinha, Ri e o filhote Erick; Juli, Cyro e o pequeno Lorenzo; Léo, Sheilinha e a doce Mayara; Van com as pequenas Malu e Col; Paty, Mimo e o filhote Vitor; Renato, Flavinha e o pequeno Lucas; Dani, Miguel, a Rafinha e o irmão que está na barriga; o pequenino Príncipe Samuca com seu vovô, representando toda a família; a Sarinha, o Ivo e a filhotinha Luana; o Alê (aquele dos automóveis, lembram?), com a Si e minha norinha princesa Belinha; a Cris com o Wander, o pequenino Thomás e o Miguel que está a caminho; minha amiga baiana Carol com a pequena Larinha e a Maria que também está na barriga; o Luquinhas e a Isa, filhos da Nara e do Júlio, família muito querida; a família Montoza, que nos deu a honra de ter o patriarca presente, o mesmo que há poucos dias estava na UTI e com a graça de Deus esteve comemorando conosco; o Chris com os gêmeos Isa e Vini (só faltou a mamãe Fabi que estava lá no Uruguai); minha amiga querida Vivi com a pequena Victoria; as crianças mais sorridentes do planeta, Ana Luiza e João Victor, com a mamãe Amanda e a babá Quitéria; minha amiga querida Célia com o pequeno príncipe Gabriel; as amigas da Bibizoca: Ju Comite, Duda, Thaís e Nathy. Essas pessoas são chamadas por nossa família, carinhosamente, de AMIGOS!

Um agradecimento mais do que super ultra mega especial para minha querida e amada amiga DaniDani e o Ed, seu marido fofo. Espero que eles consigam ter a noção do quanto fiquei agradecida pela presença deles, vindos do reino de tãotão distante. São uns fofos, apaixonantes, pessoas que valem a pena em nossas vidas!

Obrigada às minhas amigas queridas Mida com a filhota Ludi, e a Jairinha que veio na chuva com os dois pequenos Murilo e Lorena!

Muitíssimo obrigada pela amiga Jacquerida que trouxe o delícia do Yurinho e a vovó Irene para curtirem, e para a amiga Marcinha com meu amado Gabriel.

Obrigada às amigas da Bibizoca, Giulia (por ter passado a noite do seu aniversário na nossa companhia) e Maricota, que fizeram nossa alegria.

Muitíssimo obrigada às mamães queridas dos amigos queridos da ex-escola do Peteleco: Lucianta e Jilmento com o Pedroca; Sandra com a Pietrinha e a Giulia; Márcia com a Gabizinha e Ana e Odilon com o Luquinhas.

Espero que possamos comemorar muitos e muitos aniversários com essas pessoas em nossas vidas!

FAMÍLIA HUMMEL

(logo mais seguem as fotos, e hoje há uma comemoração especial lá em Dublin, com o tio Kid e a tia Jú almoçando na casa dos Smith)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Renasce uma Panda

Andei meio sumidinha por três semanas (ou mais?). Criança doente, óbitos, problemas, mais problemas, cansaço, correrias, e mais problemas. Só que tudo que é ruim fica pra trás e só restam as coisas boas. Durante todo este sumiço tivemos: aniversário do nosso vizinho lindo Gabrielzinho, aniversário da nossa vizinha Larinha (festa delícia), aniversário da nossa vizinha Luana (no Buffet Show Park, sensacional), aniversário da nossa vizinha, a princesa Belinha (que me fez chorar de emoção), aniversário de várias crianças que não são vizinhas, chá de bebê da Than (eu quase cheguei lá, mas não vou divulgar aqui o porquê do "quase") e ontem tivemos a festinha do príncipe Lorenzo, filho dos nossos vizinhos amigos Juli e Cyro. 

Fora tantas festinhas, ainda tivemos o casamento da minha "filhinha" Margareth, que foi um espetáculo e quero fazer um post só pra falar dele; e vários almoços e jantares gostosos com vizinhos queridos: churras na mansão dos Turkowski, jantar na mansão dos Jassous-Queiroz, churras na mansão dos Franchi Andrade, pizzada na mansão dos Freitas, noite de queijo e vinho no solar dos Hummel e a tradicional feijoada da Pandinha. E dá-lhe regime depois de comer coisas tão leves!!!!!

Vou continuar sem atualizar pensamentos, comentários, notícias e afins por mais alguns dias, pois na próxima quarta-feira comemoraremos em grande estilo o aniversário das criancinhas Hummel: Petelequinho fará 5 aninhos (no próprio dia) e Bibizoca completará 11 no dia 16 (mas comemoraremos e bebemoraremos tudo junto). 

Este dia vai ser muito especial, pois aniversário de filho é especial e a alegria deles também. Além das nossas pequeninas famílias, contaremos com a presença de algumas amigas minhas da faculdade de Letras, os amiguinhos das crianças da antiga escola, minha amiga querida DaniDani Mulher Maravilha com o seu incrível Homem Aranha, minha Dinda e a Dinda dos meus filhos (amadas infinitamente por nós), e principalmente com pessoas muito especiais, as quais passamos nossos dias, nossas noites, nossos finais de semana, nossos queridos vizinhos/amigos que fizemos ao longo deste ano e que se tornaram parte das nossas vidas. Até a criancinha mais pequenina que tem aqui vai me dar a graça da presença com seu vovô: o amado Samuca!

Agradeço muito tantos emails legais que tenho recebido de blogueiros queridos, telefonemas dos vizinhos reclamando que não blogo mais, mas estou por aqui!!! Não desistam, persistam, que voltarei com força total!