segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Festas, festas e mais festas

O final de semana dos Hummel foi agitadíssimo. Teve apresentação na escola do Peteleco sábado pela manhã, festinha a tarde, despedida do irmão e da cunhada no sábado a noite, aniversário de um aninho da Lorena ontem na hora do almoço, festa do Luquinhas e da Isa a tarde e hoje foi a festa do trio Murilo, Gabriel e Yurinho.

A festa no sábado foi do amigo da Bibizoca. A Lorena, que ontem completou um aninho, é filha de uma amiga muito querida, a Jaira. Foi muito legal estar na festa dela e matar as saudades das minhas amigas de faculdade. 

A festa de ontem a noite foi dos filhos de uma vizinha que eu adoro, a Nara. Foi muito bom ver a delicadeza com que ela preparou a festa das crianças, com antecedência, e mesmo com a chuva, não foi possível perder o brilho da festa. Toruboi se deliciou com um prato de sushis e sashimis preparados especialmente para ele. Eu gosto muito de toda a família da Nara, e são daquelas pessoas que queremos levar para sempre.

Hoje foi festinha no buffet. As mães se juntaram e como os convidados eram comuns para todos, fizeram uma festa única. As crianças se divertiram muito, mas eu me diverti muito mais. Fica o registro da foto de hoje, com pessoas tão amadas: Jaquerida, Marcinha, Lucianta e Linda Lívia! Amo até o céu!

Cosme, Damião e Doum

Que delícia que eram os meses de setembro, mais especificamente os dias 27, quando era criança. Tive o privilégio de morar em bairro da periferia, onde as crianças podiam desfrutar da infância.

Hoje é dia dos santos protetores dos médicos e das crianças. Há pouco comprovado sobre a vida e morte dos irmãos gêmeos Cosme e Damião, e pouco se fala do terceiro irmão, Doum. 

Sabe-se que viveram em 300 d.C., na antiga região da Síria. Estudaram medicina e exerceram a profissão por caridade, sem cobrar nada de ninguém.

Após suas mortes, conta-se que os irmãos apareciam para as crianças, sempre em defesa delas frente às dificuldades.

A igreja católica comemora, na verdade, o dia deles em 26 de setembro, e outras religiões, como Candomblé e Umbanda, celebram hoje.

Um viva para todas as crianças abençoadas pelos santinhos! Um dia cheio de doces para todos nós!

sábado, 25 de setembro de 2010

Saudades

Tantos poetas já versaram sobre ela. Não consigo transformar esta palavra em poesia. A poesia da saudade é intrínseca. Palavra curta que não se traduz para nenhum outro idioma do mundo. Sentimento que não se mata, que não se destrói. Saudade é saudade. Como matá-la? Não há como. Há a saudade infinita, aquela que sentimos de alguém que temos a certeza de que nunca mais veremos. Há a saudade de alguém que está longe, e que não podemos estar juntos. Há a saudade de alguém que está perto, mas vai para longe, sem data para um reencontro. Minha saudade é tão peculiar. Acho que a de todo mundo é. Saudades dos tempos de outrora, quando eu e meu irmão deitávamos na cama, no chão, no sofá, no mato e matávamos o tempo rindo, contando, trocando. Coisa de irmão. Ainda bem que pude dar para cada um dos meus dois filhos um irmão. Para que um dia, eles possam sentir saudades um do outro, e mesmo que este sentimento traga dor e sofrimento, é um sofrimento gostoso, uma dor boa de sentir, pois só sente saudades quando se ama, quando se constrói história com alguém. Eu construí uma história com meu irmão que só pertence a nós dois. Aquela coisa gostosa de falar através dos pensamentos, de um saber o que o outro está sentindo. É coisa de irmão. De quem já estou com saudades...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Isabela Bieber Hummel

Peteleco é a criança mais observadora que já vi. Presta atenção em tudo, nos mínimos detalhes. Peguei a Bibizoca na escola hoje e a levei para fazer um corte bem moderno nas madeixas. Ela ficou uma princesinha (prometo uma foto amanhã). Toda ansiosa, foi comigo buscar o irmão na escola, ávida por saber o que ele acharia do seu novo visual. Chovia muito, a professora o colocou dentro do carro e ele viu algo diferente só de relance, comentando entusiasmado: "você está bonita, Tatá". Entramos na garagem, descemos do carro e os dois saíram juntos, um louco para ver o cabelo, outro doido para mostrar. Quando ele olhou para cara da irmã, desembestou a rir. Comecei a rir junto, pois a risada dele estava muito engraçada. Ela, irritadíssima, questionou o irmão sobre o motivo da gargalhada. Sem cerimônias, minha pestinha mirim respondeu: "você está igualzinha ao Justin Bieber". Ela também não aguentou a tirada e se rendeu aos risos. Família feliz! 

Internet e a velocidade da notícia

Se você é o tipo de pessoa que se diz "desligada" do mundo virtual e caiu neste blog por algum acaso da natureza, preste muita atenção: é hora de mudar sua forma de pensar. Quem está desligado hoje do mundo virtual, está desligado do mundo. Ponto.

O Twitter foi a ferramenta que chegou com grande timidez, e vem tomando espaço na mídia dia após dia. É a maneira mais rápida de saber sobre tudo e sobre todos. Basta seguir as pessoas certas e pronto: você estará por dentro de tudo.

Desconectei-me do Twitter hoje para fazer o jantar. Coisa de 20 minutos. Sentei-me no sofá e comecei a assistir ao Happy Hour/GNT. Ouço a apresentadora confirmar a morte do senador Romeu Tuma. Não fez diferença alguma em minha vida.

Ao término do programa, fiquei impressionada ao ver o que aconteceu no Tú (para os íntimos) durante minha ausência. As discussões estavam formadas e o nome do suposto senador morto já se encontrava entre os tópicos mais acessados.

Interessante mesmo é ver a criatividade das pessoas:

"Romeu Tuma ressucitou, pois não tinha autorização do Neymar para morrer"

"Folha e DataFolha explicam morte do Senador: está tudo dentro da margem de erro"

"Romeu Tuma deu um control + Z na morte"

"Jesus levou três dias para ressucitar. Romeu Tuma apenas alguns minutos"

"5 ministros do STF acham que Romeu Tuma morreu. 5 acham que não. A decisão sai na 2a.feira"

Difícil mesmo é manter a profissão de publicitário, em tempos como os de hoje, onde a criatividade do povo estrapola. E olha que já tinha sido uma festa a semana inteira, com as gozações sobre o jogador do Santos, Neymar. Não sabe do que estou falando? Corre para o Tú, abre uma conta e me segue: @ursulahummel.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O dia em que descobri que fui trocada na maternidade

Sempre me achei um pouco diferente. Nunca pareci nem com minha mãe, nem com meu pai. Como nunca conheci os vizinhos dos meus pais, da época em que eu nasci, então, nunca tive identidade com ninguém. Até que minha filha nasceu, e todos dizem que ela é parecida comigo (e dou graças a Deus) e penso: que bom, alguém se parece comigo, já que eu não me pareço com ninguém.

Até que um dia... numa manhã qualquer, estou eu na administração do condomínio conversando com uma moradora. Chegaram mais duas moradoras, e nossa conversa se dispersou. Até que uma delas me conta que é obstetra, do hospital do servidor público Estadual, aquele no qual eu nasci. Naquele momento, como que num flash de cinema, minha memória rebobinou trinta e seis anos. 

Consegui visualizar o exato momento em que me pegaram no berço e me tiraram de uma família tradicionalíssima (e rica), para me colocar no bercinho que marcava: "Úrsula de Almeida Lemos". Tudo porque nasci feia. Fui rejeitada por minha própria família biológica, e perdi a chance de ser rica.

Tudo bem, pelo menos fui trocada e colocada em uma família de malucos. Pois só louco para ter um papo como este!

Eleições 2010

O assunto da semana no Brasil foi apenas um: o jogador do Santos Neymar. O Twitter bombou falando do cara, várias piadinhas foram lançadas e com isso, mais uma vez, a atenção do povo se desvia às vésperas das eleições.

Moro em condomínio fechado já há muitos anos. Sempre fui inquilina, até que cinco anos atrás compramos nosso primeiro apê. Fiquei feliz, não só por garantir um lugar para a família morar, mas por saber que eu poderia participar de reuniões de condomínio e ter voto, sem precisar de procuração do proprietário. Cinco anos se passaram e eu nunca fui a nenhuma reunião. O condomínio era totalmente bem administrado e a síndica já estava lá há anos. Se não dá para ajudar, que também não atrapalhe. Assim, fiquei sempre em casa.

A primeira reunião de condomínio em que participei na vida foi aqui, onde moro hoje. Dia 30 de novembro do ano passado. Prontifiquei-me a ser a presidente da mesa, e por falta de outro candidato, fui eu mesma a escolhida. Candidatei-me a conselheira, e havia muitos candidatos, mas por algum motivo acreditaram em mim, e fui a conselheira mais votada. Agora sou sub-síndica, já que renunciei ao cargo de conselheira para poder exercer a nova função.

Como é difícil administrar um condomínio. São 248 famílias morando em um lugar comum a todas, que precisam de regras claras e rígidas, senão vira bagunça. A maioria é como eu sempre fui: ausente. Só na hora de resolver os problemas, pois na hora de trazê-los, todo mundo sabe trazer. 

Na semana passada tivemos uma assembléia e um novo conselho consultivo fiscal foi eleito para o condomínio. Os candidatos se apresentaram. O critério de votação? Cada um teve o seu, mas me indignou quando as pessoas votaram em uma moradora só pelo fato de ela ser a única mulher candidata. 

Estou muito chateada desde quinta-feira, e acho que o que me chateou foi essa postura das pessoas. Foi saber que daqui dez dias haverá eleições, e ninguém está preocupado com a coletividade, apenas com seus interesses. E se o critério para eleger o presidente de uma nação for o mesmo que meus vizinhos usaram aqui? Onde está a consciência política das pessoas?

É preciso informar, para conseguir formar. O Brasil é feito de um povo alienado, desconhecedor, e que vai tocando com a barriga, até quando der. Tenho medo do que será este país daqui alguns anos.

Estendendo-me um pouquinho, lembro-me quando tinha 17 anos. Trabalhava na Líbero Badaró, em um andar bem alto, e lembro-me muito bem dos caras pintadas tomando as ruas do centro de Sampa. Por muito menos do que o Governo Lula fez, Fernando Collor de Mello foi retirado de cena. Hoje, o PT joga para todos os lados, comprou os sindicatos, beneficia grandes empresários, dá 100 reais aos pobres pelo voto na próxima urna. E o país, para onde vai?

Fica a pergunta aqui para que cada um faça a si mesmo, e para que as pessoas busquem mais informações, para formarem suas opiniões e votarem com consciência. 

Boa sorte, Brasil...

Tarô, cartomante e afins

Sou uma pessoa bastante cética. Preciso de coisas concretas para acreditar nelas. Ao mesmo tempo, sou também muito influenciável. Acredito facilmente nas pessoas e a credibilidade que dou à elas não faz bem para mim.

Tudo começou dezoito anos atrás. Lembro-me como se fosse ontem, minha mãe estava lavando roupas em um domingo, quando parei na porta da cozinha e falei para ela: "quero ir morar nos EUA, você deixa?". Ela disse que sim, que não tinha condições de me ajudar financeiramente, mas me ajudaria no que pudesse. Decidi contar para meu namorado que eu iria embora. Não sabia como, nem quando, apenas que iria. Fomos para o parque do Ibirapuera.

Ao andarmos pelo parque, uma cigana pediu para ler minha mão. Relutei, mas ela disse que não me cobraria nada. Colocou-me sob a tenda e começou: "você se casará com este moço, mas ele não é seu destino. Você vai voar bem longe daqui". Poucos dias depois daquele encontro, marcamos a data do casamento. E aquele moço realmente não era meu destino.

Estava grávida da Bibizoca e minhas amigas resolveram ir ao "Mago" ler as mãos. Pediram para que eu agendasse o horário para elas e assim o fiz. Três horários, eu e minhas amigas. Quando chegamos, o "Mago" tinha tido um problema e só poderia atender a uma pessoa naquele sábado. Abri mão da minha vez, já que não acreditava em nada. Elas decidiram quem iria primeiro. Eis que o "Mago" entra na sala de espera, olha as três e aponta para mim: "você, pode vir". Expliquei que voltaria outro dia, mas ele esticou minha mão esquerda ali mesmo e começou: "porque ainda usa esta aliança, se a pessoa não está mais ao seu lado? Tire-a. Trará sorte. Você terá muitas paixões. Daqui três anos, você encontrará o homem da sua vida, e daqui quatro anos você vai embora daqui. Sua criança é uma menina. Será muito amada por todos ao redor dela e será o anjo da sua vida, enviada por Deus para te guiar".

Na ocasião, não sabia ainda o sexo do bebê. E foi menina. Ok, ele poderia ter chutado e arriscou em 50% suas chances. Desde aquele dia, tive muitas paixões, e sempre encontrava "o homem da minha vida", o que acabou virando gozação entre amigos. Completados três anos do dia em que estive no "Mago", conheci o Toruboi. E um ano depois, mudamos do Brasil.

Ontem, uma amiga falou que tem uma prima que é "adivinha", e me veio tudo a cabeça. Nem lembrava mais dos dois episódios anteriores, mas acho que, neste momento, minha vida está precisando de um bom mago para me ajudar no destino a tomar. Pena que nunca mais saberei chegar até onde "aquele" "Mago" atendia. 

E você, acredita nessas coisas? Acredita em destino? 

Algumas coisas são muito mais ligadas à física quântica, são questões cósmicas, que nada tem a ver com religião. Infelizmente, pessoas se apegam a um único credo e não abrem suas mentes para tantas coisas que a vida nos proporciona. Só que ninguém brota das cinzas, e ninguém sofre por sofrer. Acredito na lei da causa e efeito, e que tudo de bom que eu fizer, eu terei de bom na minha vida, independente de religião. Fazer o bem, sem olhar a quem, sem medir esforços, é minha obrigação na Terra, enquanto esta me oferecer tantas coisas.

Plantemos sempre o bem, sem pensar na colheita, pois esta acaba acontecendo sem que sequer percebamos. E sejamos felizes, sempre.

Delírios de uma Panda

Estou numa fase totalmente down. Tão insuportável, que nem eu mesma estou me aguentando. Comecei a fazer regime pela enésima vez em oito anos. Sinto-me impotente por ter recuperado cada quilo perdido, sinto-me fraca por não ter coragem de fazer logo uma cirurgia do estômago, sinto-me perdida por ter tantas festas e saber que AMO comer, mas terei de comer pouco para o resto da vida!

Entre meus devaneios, vem mais uma vez o questionamento sobre amizades. Já sofri tantas traições na vida, que tenho medo de me aproximar das pessoas. Isso é péssimo, mas é o que faz parte do meu eu hoje.

Fico pensando em tudo que estudei na vida, e o que estou fazendo hoje? Pensando no que estudar. Para quê? Não sei. Não consigo ficar em casa, preciso produzir. Por enquanto, só produzo idéias, uma mais louca que a outra. Queria ser mais corajosa, mais ousada, menos medrosa, menos covarde. Queria mergulhar de cabeça em cada uma das minhas loucuras, pois, quem sabe, um dia uma delas dá certo!

Sem contar que existe a instabilidade. Daqui dois anos, tudo vai ser diferente. Então porque vou investir agora, para viver uma reviravolta muito em breve?

Nos últimos nove anos, muita coisa aconteceu, e minha vida se transformou por completo. Onde será que estarei daqui nove anos? O que estarei fazendo?

Esteja onde estiver, quero estar junto do meu porto seguro, minha família: marido Toruboi e criancinhas Hummel. Seja onde for, mas sendo com eles, sei que conseguiremos remar sempre até o próximo destino.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um apelo para todos os brasileiros

Recebi este vídeo do meu vizinho. Para quem assistiu ao VMB ontem, na MTV, com certeza assistiu também a premiação deste jovem. Para quem não assistiu, eis a oportunidade. Invista dez minutos do seu tempo. Fico feliz, de verdade, por saber que não sou a única que pensa que o Brasil está caminhando para um caminho sem volta.

Peço também para todos os leitores que passarem por aqui, que copiem o link e divulguem para sua lista de contatos. Pedindo para que todos façam o mesmo.

Recentemente, vivi uma situação na qual eu era apenas eu, frente a um enorme problema. Comecei de um e um, e fui fazendo crescer um grupo. Atingi meu objetivo com paciência e sabedoria. Quem sabe esta atitude agora não faça diferença amanhã? Quem sabe?

Como o Papai Noel sabe o que se faz por aqui?

O Peteleco tem, nos últimos dias, exercendo sua autonomia. Pode ser que ele esteja amadurecendo a idéia de que não é mais bebê, uma vez que vive tentando "ganhar" todos os outros membros da família, alegando que é o "mais pequeno". Como viu que não cola mais, resolveu crescer. Aprendeu a colocar o cinto de segurança do carro sozinho, já desce a rampa da escola sem que eu tenha que levá-lo pelas mãos, toma banho sozinho, lava o cabelo, o bumbum, e até atrás da orelha. Como já é um homenzinho, decidiu que era hora de ganhar um novo Bakugan. Enumerei para ele quantas coisas faço todos os dias e não ganho nenhum prêmio por meus feitos. Deixei-o na escola e voltei pra casa.

O dia acabou, fui buscá-lo na escola e ele entrou no carro filosofando:

"nossa mamãe, o Papai Noel é bom mesmo né?"
"claro filho, ele é um velhinho muito bom."
"nossa mamãe, no outro Natal eu só pedi um pinguim de pelúcia de presente e ele me trouxe dois pinguins, todos os meus Max Steel e uma bateria."
"filho, o Papai Noel olha lá do Pólo Norte e fica anotando no caderninho dele se as crianças estão obedecendo, se comportando, comendo tudo, não fazendo manha. Aí ele anota pontos para tudo que as crianças fazem e você ganha mais presentes se ganhou muitos pontos."
"mas mamãe, como ele consegue ver todas as crianças do mundo? quando ele não era Papai Noel, ele se comportou e ganhou muitos olhos de presente porque se comportou bem, aí ele consegue ver todas as crianças do mundo todo?"

O que salva as mães das suas invenções, muitas vezes, são outras invenções. Naquela hora, em meio ao trânsito de final de dia e saída de escola, percebi que o Homem Aranha escalava um prédio, mas as criancinhas Hummel não conseguiram vê-lo a tempo... que pena!

A artista Tarsila Krüse

Já faz MUITO tempo que estou ensaiando para falar sobre ela. Não gosto de "gastar" minhas fichas em vão, pois sempre poderemos usar mais sabiamente lá na frente. E hoje surgiu a oportunidade.

Em meio ao redemoinho que se passa na minha cabeça, pensando no que vou fazer profissionalmente da vida quando morar no Canadá, acabou surgindo a Tarsila como exemplo.

Todos os dias, pessoas deixam suas pátrias em busca de uma vida melhor, em busca de conhecimento, de aventura. Com o passar do tempo, acostuma-se com a vida que aquele lugar lhes proporciona, e nem percebem que o tempo passou e você continua trabalhando no sub-emprego que o mundo lá fora oferece.

A Tarsila deixou o Brasil e foi morar em Dublin. Lá, desenvolve seu trabalho de criação, transformando-o em um símbolo da Irlanda. Sim, isso mesmo, a Tarsila é a criadora de maravilhosos trabalhos, mas em especial, as ovelhinhas irlandesas me encantam muito.

Quando pedi para minha cunhadinha me trazer algo desenvolvido pela Tarsila, ela não imaginava que a nossa amiga blogueira Tarsila fosse a "mãe" das ovelhinhas que estão em tantas e tantas casas irlandesas. E agora, no Solar dos Hummel também!

Para quem acha que é pouco, ela ainda escreve um blog sobre o país que adotou, dando várias dicas para quem está por lá.

Ficou curioso? Então corra para conhecer o trabalho da minha amiga!




Sobre barriga de grávida


Eu, com 35 semanas de gestação do Peteleco, indo para a maternidade,
após a punção ter me colocado em trabalho de parto

Confesso que admiro mulheres grávidas, como minha amiga blogueira Isa, que curtem muito a gravidez e ficam radiantes, seja de alegria, seja de beleza. Amo meus filhos até o infinito, mas ODIEI ficar grávida. Ah, eu já disse isso antes? Ok, então fica o reforço.

Tive enjôos, fiquei deprimida, passei mal, tive duas gravidez super desgastantes, então não curti. Pior ainda, MORRIA de medo da hora de botar os bebês para fora. Parto normal? Sou por acaso a Mulher Incrível? No way. Sempre tive a certeza de que eu teria filhos de cesárea. Assim foram os dois partos.

Só que antes de chegar os partos, meu ventre foi ocupado por dezessete meses pelas criancinhas Hummel. Nove pela Bibizoca, oito pelo Peteleco. E a cada crescida de barriga, mais aflita eu ficava.

Mesmo com trinta e seis anos nas costas e dois filhos, tenho a sensação de que ainda não caiu minha ficha quanto ao milagre da vida: como pode o meu corpo produzir um bebê? Magia divina!

Fato é que sai traumatizada das duas gestações e tenho muita agonia de barriga. Sinto, porém, que quando uma mulher grávida se aproxima de mim, ela "pede" para que sua barriga seja acariciada. E eu sofro. Não quero por a mão na barriga de ninguém. E se a barriga explodir na minha mão? Sim, pois a Bibizoca fez o favor de chutar a bolsa 20 horas antes da minha internação para sua cesárea e quase morri de tanta dor. Comecei a ter contrações fortes, dilatações e foi tudo tão rápido, que a bolsa estourou exatamente às 22h04 e ela nasceu 00h39. Considerando que eu morava no Horto Florestal e tive bebê no Evaldo Foz (Campo Belo), considerando que eu ainda fui tomar banho, lavar a cabeça, e fui uivando da ZN até a ZS a cada contração, considerando a distância percorrida, a burocracia para ser internada e o fato de o anestesista ter quebrado a ÚNICA agulha que ele tinha disponível nas minhas costas, e o almoxarifado TRANCADO, e minhas contrações aumentando... foi tudo muito rápido.

Eis que uma amiga muito querida escreveu ontem no blog dela que ODEIA que as pessoas passem as mãos na sua barriga. Claro que DELIREI com o post e fiquei pensando na minha "leitura" das grávidas: será que quando olho para elas e vejo um pedido desesperado, do tipo "acaricie minha barriga", elas estão querendo dizer "pelamordegodinho, não toque na minha barriga, pois pode explodir"?

Pelo sim, pelo não, me senti aliviada e NUNCA MAIS terei de passar a mão em uma grávida para fazê-la feliz. Quero mais é ser feliz!

Um post só de fotos da chegada do meu irmão e da minha cunhadinha


Minha mamys, na expectativa


Chegaram! Olhem quantas malas!

Sogra e nora


Pronto: não conseguiu conter a emoção quando me viu!


A família Yonezawa


Minha obra de arte

Quem quer presente??? Euuuuuuu!!!!


Obrigado Tia Jú. Obrigado Tio Kid. Agora que tal nos levar pra Irlanda para praticar?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sobre barulhos intermináveis

Sei que muita gente sonha com a casa própria. Para quem já galgou este patamar, surge o novo sonho que é comprar um imóvel na planta, ter uma casa "todinha sua". Todos estão no seu direito, afinal, eu também um dia sonhei assim.

Além de todos os problemas pelos quais passamos, que não quero narrar agora, existe um problema de OBRA INTERMINÁVEL.

Na próxima vida, quando eu comprar um apartamento na planta (só se eu nascer louca de novo, claro), juro que só me mudo depois de dois anos de entregue o empreendimento.

Já faz tempo que não reclamo do MAMAMA: marcelo, marreta e Makita. Mas o trio continua me atormentando e hoje, quando encontro um futuro vizinho que me diz todo contente que vai dar início à sua obra, me transformo completamente, pensando na vida daqueles que já moram aqui e viverão meses com o trio MAMAMA nas suas cabeças.

Bom, mas o pulso ainda pulsa!

A evolução do telefone


Quando eu era criança, apenas pessoas com boas condições de vida é que tinham linha telefônica em suas casas. As companhias telefônicas eram estatais e não conseguiam atender a demanda.

Chegou o celular. Primeiro foi (para SP) a Telesp Celular (hoje Vivo), operando na banda A. Depois chegou a BCP (hoje Claro) operando a banda B. Bem depois chegaram TIM e finalmente a OI, que veio fazendo barulho e levou muitos clientes das concorrentes.

Minha avó, que sempre morou no centro da cidade, possuia uma linha de telefone comprada pela minha tia em um plano de expansão. As concessionárias abriam, de tempos em tempos, inscrições para o plano de expansão e quando ocorressem as expansões das linhas, os inscritos eram chamados para adquirir uma, a um preço muito menor que o praticado no "mercado negro".

O número dela era 665591. O prefixo 66 (e também o 65) eram prefixo do centro de Sampa. O telefone da minha tia, que morava no Jaguaré (e hoje mora no céu), era 869 alguma coisa. Outra tia, que mora hoje em Portugal, tinha o 579, da região de Moema. Estes eram os números que eu precisava guardar, além, claro, do telefone do Bozo, para quem eu tentava ligar sempre que estava na casa de um desses familiares: 2360873.

Sempre tive por hábito olhar um número de telefone e já localizar a região daquela residência ou comércio. Com a portabilidade, já não posso mais fazer isso. Também não posso mais "adivinhar" se o celular é Telesp Celular ou BCP, e se a linha é pré ou pós. Sim, lá no início, isso era possível. Os telefones iniciados por 91, 92, 93, 94 e 95 eram Banda B, BCP. O restante, Banda A. 91 e 92 eram pós pagos e o restante pré. Com a Telesp Celular, os iniciados por 98 e 99 ficavam para os pós pagos e o restante para as linhas "de cartão".

Com o advento da OI, houve ainda outra restruturação para os números: todos os lugares que tinham seus telefones iniciados por 6, mudaram-se para 2. Pois tudo que era 6, era OI. Até isso a portabilidade mandou embora.

E agora, como vou saber para onde estou ligando?

domingo, 12 de setembro de 2010

Agenda dos Hummel


Descobri que não conseguimos mais sair de uma festa sem um convite para uma próxima festa. Para quem acha que tenho exagerado na dose, eis a agenda dos Hummel até dezembro:

  • 24 de setembro – tarde – Murilo Francesco, Yurinho e Gabriel – Buffet
  • 26 de setembro – almoço – Lorena – Buffet
  • 26 de setembro – fim de tarde – Isa e Luquinhas – no condomínio
  • 07 de outubro – tarde – Luana – Buffet parque
  • 09 de outubro – almoço – Gugu – Buffet[
  • 16 de outubro - chá de bebê da Anna Laura - salão de festas da avó (acho)
  • 24 de outubro – jantar – Belinha – Buffet
  • 30 de outubro – chá de bebê da Lara – no condomínio
  • 31 de outubro – casamento da Maguinha – sítio
  • 10 de novembro – criancinhas Hummel – noite – no condomínio
  • 13 de novembro – Lucas e Davi – durante o dia
  • 21 de novembro – noite – Giulliana – Buffet
  • 03 de dezembro – almoço – Pedro Vicentini – Buffet
Para que ninguém pense que é desculpa, antes de nos convidar para alguma ocasião festiva, por favor, consulte nossa agenda, que será atualizada a cada novo aniversário!

sábado, 11 de setembro de 2010

O custo do Brasil

Nem tinha a intenção de comentar nada sobre o custo do Brasil. Eis que hoje conversei com a minha cunhadinha, que está simplesmente CHOCADA com os preços daqui, e resolveu converter tudo em Euro para não surtar. Aí chego em casa e vejo minha amiga blogueira Cath comentando a mesma coisa. Este alto custo é um dos principais fatores que farão com que a família Panda Hummel se mude do Brasil "forever".

Para quem não sabe, brasileiro que trabalha registrado e paga direitinho seus impostos, trabalha até o dia 27 de maio apenas para pagar impostos. Além dos muitos dinheiros pagos para o governo, que não faz ABSOLUTAMENTE NADA POR NÓS, ainda existe o imposto embutido em tudo que consumimos. No Chile, a geladeira side-by-si
de top das tops custa algo em torno de 1,500 dinheiros brasileiros. E outro exemplo absurdo é carro: uma Captiva que aqui chega aos 100 mil dinheiros, lá custa em torno de 40 mil. Dinheiros brasileiros. Claro que é absurdo. Surdo, cego e mudo, se não for aleijado dos dois braços e manco de uma perna.

Ok, já falei sobre isso antes não é mesmo? É só para expressar o quanto odeio o

PT, o quanto odeio a roubalheira que é o Brasil.

De que adianta as pessoas dizerem que o Brasil é um país maravilhoso, cheio de pessoas felizes e sorridentes? O povo sorri para não se matar. O povo sorri para espantar a tristeza. O povo sorri, pois muitas vezes o sorriso é a única maneira de
conseguir vencer mais um dia de 12, 13, 14 horas de trabalho, das quais aproximadamente 40% vai DIREITO para o bolso daqueles ladrões safados que habitam Brasília. Aqui, até gatinho é roubado!

Projeto Canadá 2012, aí vamos nós!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A difícil tarefa de ser mãe em tempos de aniversário dos filhos

Em pleno mundo capitalista (essa palavra tem me perseguido insistentemente), as festas de aniversário deixaram há muito de ser um momento em que as pessoas se reúnem para celebrar mais um ano de vida do aniversariante.

Hoje, mãe precisam ser verdadeiras banqueteiras profissionais para conseguirem dar conta do recado: convite personalizado, tema da festa, decoração, a festa da escola (que geralmente é OUTRO tema), e o mais complicado - a lembrancinha.

Conversando com o marido Toruboi, relembramos os bons tempos de infância, quando a mãe assava um bolo e cobria com leite condensado cozido, a tia fazia brigadeiro, a outra tia cozinhava uma carne louca ou sanduíche de pão de forma com sardinha em lata e virava uma grande festa. Vinham os tios e os avós para comer e trazer os presentes. Quem tinha lembrancinha era gente rica: saquinhos de plástico cheios de cacarecos de plástico que iam para o lixo antes da primeira faxina. Mas faziam as crianças felizes.

Quando a Bibizoca fez um ano, o buffet oferecia um despertador com a foto dela. Incluído no preço. O segundo aniversário foi no salão do condomínio. Tive a infelicidade de aceitar a idéia da pão dura da minha chefe, que disse que ficaria tudo muito mais barato. Contratei a decoração da mesa de uma empresa, a filmagem de outra, tive que arrumar garçom para servir, minha mãe fez o bolo, encomendei os doces de uma doceria, os salgados vieram de outra fonte e no dia da festa foi uma loucura, pois tive que fiscalizar todo o serviço e fazer as vezes de "gerente de festa", morrendo de medo de perder um dos tantos envelopes com cheque que eu carregava. Saldo final: gastei mais que o aniversário de um ano. Mas a lembrancinha.... ah, essa fiz questão de eu mesma fazer. Confeccionei velinhas perfumadas em formato de coração, todas delicadamente colocadas em uma caixinha de acrílico cujo fecho se transformava em uma borboleta.

Muitos anos se passaram, muitas idéias eu tive, e ano passado a festa foi do Mágico de Oz. Mandei fazer caixinhas com a foto das crianças, a Bibizoca vestida de Dorothy e o Peteleco de Mágico. Dentro, enchi de docinhos, mas o toque peculiar ficou por conta do livro, que encomendei e montei dentro da caixinha, com a história do Mágico de Oz. Eis que ainda estou com a magia do ano passado na cabeça e lá vem as criancinhas Hummel fazer aniversário de novo.

Já tinha decidido que este ano eles teriam aniversários separados. Mas a logística (ok, mas os custos) me fizeram mudar de idéia. Como deixei tudo para última hora (pois hoje temos que reservar buffet com seis meses de antecedência, NO MÍNIMO), dancei. Solução: fazer a festa no condomínio. Hoje já existem empresas que fazem todo o serviço em domicílio, trazendo decoração, filmagem, garçons, comida, recreadores e até locação de brinquedos. E o custo? Bom, o custo é algo em torno de muitos dinheiros que fazem doer o bolso de qualquer um. Mas VALE A PENA só por ver a cara das pestinhas tão felizes!

Então, qual é o problema? O problema é a lembrancinha. Acho um saco que o maldito capitalismo tenha feito com que hoje em dia, as lembrancinhas que as crianças recebem nos aniversários, muitas vezes, custam mais dinheiro que o presente oferecido ao aniversariante. Como assim? Pois é... é assim e ponto. Problema é que www.eunaotenhodinheirosobrando.com.br. E não posso convidar 30 crianças para cada filho e gastar dez dinheiros por lembrancinha.

Das duas uma: ou eu superpovoei o mundo quando resolvi ter dois filhos, ou o mundo está fora da realidade com as tradições e preços praticados. Faça sua escolha!

Sobre a língua portuguesa

Você que está lendo este texto agora, responda rápido: já estudou outro idioma? Se a resposta for "sim", e o idioma estudado não foi mandarim, japonês, alemão ou qualquer língua dos países da antiga União Soviética, com certeza já sacou que o português é um dos idiomas mais difíceis do mundo.

Primeiro por uma questão semântica: nunca vi um idioma no qual uma única palavra possua tantos e tantos significados. Um exemplo? Rosa: substantivo próprio, substantivo comum, adjetivo.

Depois por uma questão fonética. O linguista suíço Ferdinand de Saussure escreveu sobre a arbitrariedade do signo linguístico. Quando "desenhamos" uma letra, aquele símbolo não possui nenhuma relação com o som que produzimos. A mistura do "desenho" com o som é conhecido como signo linguístico, que é dividido entre significado e significante. Ok, é complexo e são anos de estudo linguístico para conseguir entender algo tão profundo, então fiquemos aqui apenas com a fonética, ou seja, com o som. Quantos sons diferentes produzimos com a letra S? E com a X?

Do ponto gramatical, o que mais "pega" para mim é a morfologia. A gramática de uma língua é "basicamente" dividida entre morfologia e sintaxe. Para não complicar, a morfologia é a parte da gramática que se divide em verbos, artigos, pronomes, substantivos, advérbios e blábláblá (são onze grupos). Alguém já parou para contar quantas conjugações diferentes temos para um único verbo? Como alguém pode achar tempo verbal difícil em inglês, com a variedade infinita que temos no português?

Quem aprende a língua portuguesa, está apto a aprender qualquer outra língua latina. Quem sabe português e inglês, consegue aprender o alemão sem maiores dificuldades.

Mas que tudo poderia ser mais simplificado, e principalmente, unificado, quanto a isso, não tenho dúvidas. Afinal, quem é que gosta de viver nesta Torre de Babel?

Sonhos


Adoro sonhos, principalmente os de padaria. Comidas a parte, acredito que as pessoas que não sonham acabam levando a vida muito a ferro e fogo, e quando percebem, a vida passou e nada aconteceu.

Tem gente que sonha coisas intangíveis. Meus sonhos são mais concretos. Não fico sonhando em ganhar na loteria, até porque nunca jogo. Como sou cheia de contradições, sonho também com um mundo melhor.

Uma das coisas que mais me incomoda na vida são pessoas. Na minha utopia, no meu momento "tudo que quero é intangível e não está ao meu alcance", sonho com um mundo de pessoas boas, onde ninguém vai querer tirar vantagem sobre ninguém, onde todos estarão sempre prontos para ajudar ao próximo, e perceberão que o bem estar de uma humanidade é o nosso próprio bem estar.

Delírio total? Concordo. Vivemos em um mundo totalmente capitalista e a busca desenfreada pelo dinheiro faz com que pessoas atropelem pessoas. Faz com que não exista mais a singularidade de um sentimento tão bom: o amor!

Eu amo imensamente. Apesar de ser traída por pessoas durante toda uma vida, apesar de estar sempre ressabiada com as segundas intenções que existem por detrás de todo alguém, mesmo assim, eu amo intensamente.

O amor é algo puro e sublime, é o sentimento mais profundo e mais singular que temos. Para amar, basta amar. E o amor não se escolhe, já que nosso coração é quem manda.

Amo muitas pessoas, amo muitos lugares, amo muitas coisas. Pode parecer materialismo se referir ao amor ligado às coisas. Mas amo minha cama, amo um computador conectado na internet, amo o conforto que o trio geladeira/microondas/máquina de lavar roupas me proporciona. E daí? Todo tipo de amor é possível. Todo tipo de amor vale a pena. Mesmo que seja tudo um grande sonho...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sobre o bom uso da internet

Especificamente, o que gostaria de falar hoje é sobre responder a mensagens eletrônicas. Diariamente, caixas postais são invadidas por inúmeras mensagens. Pela boa educação que recebi, sei que é de bom tom responder mensagens. Pena que nem todo mundo recebeu a boa educação. Tenho até uma pasta que se chama 'pendências'. Todas vez que vejo minha caixa de mensagens lotando, separo imediatamente o que é lixo, o que é documento, o que é algo relacionado com telefone e endereço de alguém ou de algum lugar, e tudo que preciso responder, deixo na pasta de 'pendentes'. Assim, vou respondendo de acordo com a minha disponibilidade. Mas respondo TUDO.

Acho que quando escrevemos uma mensagem, paramos certo tempo para pensar no que escrever para determinada pessoa e não ter minhas mensagens respondidas é, além de falta de educação, um total descaso.

Tenho muitas mensagens que não são respondidas. Faz parte. Só acho um porre quando alguém me cobra resposta, depois de ter me dado vários "balões virtuais"!

Sobre estresse

Já que estou vivendo meus dias de Isaura, prefiro levantar cedo da cama e ficar logo livre das obrigações. Tenho até a sensação de que meus dias rendem mais. Ainda não conheci alguém que viva com a empregada o casamento perfeito. Gente estranha em casa enche o saco, mesmo que a tal gente estranha já esteja há anos na família. Como sei que vou ter que levantar e faxinar, mando bala, e acabo ficando com a casa livre para mim a tarde toda. Hoje, antes das 10, já estava com todas as minhas obrigações "faxinísticas" zeradas. De modo que pedi à minha patroa, ou seja, eu, folga o resto do dia.

Lá fui eu para a padoca. Fiquei até quase duas da tarde tomando café da manhã com uma amiga muito querida e as horas de conversa me fizeram muito bem. Fizeram com que eu colocasse um pouquinho a razão em ordem, pois tem vezes que nem eu mesma aguento a minha emoção. Uma das nossas pautas foi o estresse. Chego em casa agora para assistir o meu amado, idolatrado, salve-salve programa Happy Hour, na GNT, e qual é o tema? Estresse.

Há tantos motivos para que um indivíduo se estresse, que seria massante tentar enumerar. Claro que também há a peculiaridade, o que estressa José, pode fazer Maria feliz. Eu tenho várias coisas que me estressam:

0. Trânsito.
1. A falta de comprometimento das pessoas.
2. Atraso. ODEIO.
3. Música alta.
4. Grosserias.
5. Trânsito.
6. Telefone tocando. Aqui, especialmente, preciso fazer um adendo. Telefone tocando me irrita. Acho que telefone é um instrumento que deveria ser usado apenas em caso de emergência. Vivemos num mundo onde tudo é corrido, e as pessoas estão sempre ocupadas. Quando o telefone toca, perdemos o foco do que estamos fazendo para dar atenção à conversa. Pronto, perdi a linha de chegada e vou ter que começar tudo de novo.

E você, o que te estressa?

Temos que ter atenção às coisas que nos estressam e pensar naquilo que nos felicita, que nos satisfaz, para tentar reverter o jogo. Fica a pergunta: é possível?

Uma coisa que me ajuda muito nos momentos de estresse é assistir novela. Pena que nem sempre que estou estressada, posso me dar o luxo de parar a frente da televisão e, melhor ainda, ter "aquela" novelinha sagrada me esperando na telinha. A solução é contar até 10, até 100, até 1000, respirar fundo e seguir em frente. Afinal, é comprovado que estresse mata. Morri.


Entre a Razão e a Emoção

Queria muito chamar "Razão". Mas fui batizada como "Emoção". Não posso ser ingrata e dizer que ser emoção me faz infeliz. Também não posso ser hipócrita ao achar que como "Razão" eu teria menos sofrimento. Quiçá eu pudesse escolher, não teria dúvidas ao eleger-me "Meio Termo".

Sobre telefones e empregadas domésticas

Eis duas coisas que ODEIO: telefone e empregada doméstica. Porém, não consigo viver sem nenhuma das duas. E quando as duas resolvem dar pau ao mesmo tempo...

Aliás, estou precisando ir a uma benzedeira. Nunca acreditei nessas coisas, mas começo a sentir algo conspirando contra mim.

Primeiro foi o Hotmail. Meu amigo foi instalar um "outlook genérico" e deu pau no Hotmail. Desde então, mensagens são perdidas, extraviadas, ficam pela nuvem sem retornar ao destinatário ou chegar ao remetente. O problema já melhorou, mas ainda não foi totalmente sanado. Acontece que não quero criar outro endereço eletrônico. Este que tenho é minha identidade.

Depois foi o telefone. Sempre comprei telefones baratinhos, daqueles que parecem ter vindo de brinde no ovo de Páscoa. Eis que há uns cinco meses, resolvi comprar um telefone melhor. E minha vida nunca mais foi a mesma. Acontece que de um mês pra cá, o telefone não identifica quem liga, e cansei de ouvir pessoas dizendo que me ligaram e eu sequer recebi chamada. Treva!

Agora é a empregada. Sei que faz tempo que não reclamo da classe, mas não sou de ferro. Estou com a mesma há quatro meses. Só que de repente, ela resolveu faltar. Está na terceira falta em quatro semanas. Fico desnorteada, pois acordo contando que haverá alguém em casa e NADA. Minha empregada não cozinha e não lava roupa. Desisti de ter um milagre em casa e resolvi delegar apenas algumas tarefas. Só que quando tenho que abraçar todas, fico louca. Agora, entre uma faxina na cozinha, de olho no relógio para acordar o Peteleco, entre uma máquina e outra, entre esfregadas de roupa no tanque, entre uma reunião e outra que terei hoje (pois trabalho na ONG), resolvi passar por aqui pra desabafar. Afinal, só um blog pra entender tanta zica na vida de alguém.

Sobre ganchos


Há coisas que não estou preparada para enfrentar. Aliás, há várias coisas. A filha da minha amiga, uma adolescente de quatorze anos, pediu para a mãe se pode namorar. A mãe respondeu que era melhor não.

"Filha, se você começar a namorar agora, vai querer transar!"
"Credo mamãe, que nojo!"
"Não tem nada de nojo filha, é gostoso, você vai ver, o namorado vai passar a mão em você, você vai sentir uma coisa gostosa e vai querer transar, e depois não vai parar mais!"

Fiquei boquiaberta com a conversa. Mais ainda, com a sabedoria de uma mãe para se colocar tão claramente, tão abertamente, para a filha.

Não estou pronta ainda para ter conversas tão abertas com a minha filha. Brinco com ela às vezes sobre beijo na boca. E só. Nossa conversa para por aí. Tudo bem que ela ainda vai fazer onze anos, ainda é precoce falar sobre transas. Mas dos onze até os quatorze é um pulinho. Tenho muito a evoluir.

Aproveitando o gancho e falando em evolução, fui assistir "Nosso Lar" com o marido no final de semana. Há muitos bons livros transformados em filmes. A saga "Harry Potter", ao se transformar em filme, foi fiel até nos diálogos. Uma das mais fieis adaptação que já assisti no cinema foi "Código Da Vince". Agora "Nosso Lar"...

A mensagem é bem clara: não é uma filmagem da obra, e sim, um filme baseado na obra de Chico Xavier, o que, para mim, já peca um pouco. Achei o filme ruim, deixou muito a desejar. A obra do finado Chico é muito rica para uma adaptação cinematográfica tão pobre em conteúdo. Confesso, porém, que a produção é muito boa. Somando prós e contras, não recomendo. Salvo para quem queira falar mal.

E já que estamos falando em ganchos, vale uma colocação sobre religião. Sou Cristã, nascida, criada, batizada e casada na igreja católica, mas não sou católica. Tampouco sou evangélica ou espírita. Acredito na lei da causa e efeito e encontro na metafísica muito mais explicações para tudo o que vivemos, que em qualquer religião. Mas sou Cristã e como tal, sempre procurei conhecer um pouco de todos os segmentos do cristianismo. Há um ponto no espiritismo que não me convence: por que temos que viver novas vidas para consertar erros das vidas passadas, se não sabemos quais foram para irmos direto ao ponto? Eu e minha objetividade.

Para encerrar com um último gancho, desta vez religioso, estamos em pleno feriado judaico. Eu já quis muito ser judia, afinal, eles aproveitam os feriados católicos, os judaicos, os pátrios, e mais alguns que ainda não conheço. Viva o feriado!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

(anti)Patriotismo

Sete de setembro. Que diferença faz em minha vida? Que diferença faz ser brasileira? As escolas ensinam cada vez menos sobre esta pátria. Os alunos estão cada vez mais interessados em crescerem rapidamente, para morar fora do Brasil. Vejo minha filha de dez anos: quer terminar o ensino fundamental e morar na Irlanda. Felizmente, antes disso, a família toda estará fora do Brasil. Seria antipatriotismo? Não vejo assim. O Brasil é um país lindo. O Brasil é um país podre. Assim como o Brasil, há vários outros países pelo mundo, lindos e podres. Então por que não continuar onde estamos? Simplesmente porque o mundo é enorme, e nós devemos ser como grãos de areia, soprados pelo vento para toda e qualquer parte.

Sempre fui defensora de um mundo livre. Não entendo o que o limite territorial pode mudar. Minha nacionalidade? Terráquea. Serve? Conta? Não consigo ter outra.

Quero a liberdade de poder ir e voltar para qualquer lugar. Enquanto muitos sonham com os Estados Unidos, sonho simplesmente com o mundo. Um mundo gigante que pertence a mim, a você, a todos nós.

Tenho vergonha de muitas coisas que ocorrem no Brasil. Sei que tais coisas ocorrem em qualquer lugar do mundo. Então, por que comemorar a liberdade do Brasil? Independência? Quero a minha independência, o meu direito de ir e vir sem precisar passar horas, dias, semanas na fila do consulado para pedir gentilmente que me recebam de portas abertas.

Entre Portugal e Brasil não houve guerra. Comemorar o quê? Será que se ainda fôssemos colônia de Portugal, eu teria hoje o direito de ir e vir para a Comunidade Européia, sempre que bem entendesse? Fica a dúvida. Sobra o desejo de buscar a minha independência. Esta sim, teria muito a ser comemorada.

Projeto Canadá 2012


Parece distante, mas está pertinho. Podemos alcançar tudo que desejamos na vida. Para tanto, é preciso planejar e projetar. Nada melhor do que começar a ir mais a fundo do desejo, para planejar melhor e projetar a viabilidade. Para quem planeja o Canadá, mesmo que a longo prazo, que tal conhecer a Mirella? Entre uma lida e outra, dê uma passadinha no site do consulado para ver qual é a sua possibilidade de viver em um país tão lindo, de forma legal. Conhecer novas pessoas, novas culturas, novos sofrimentos, novos problemas, novas alegrias, novos amigos. Enquanto 2012 não vem, deixa eu correr com o projeto!

Comunicado


A partir do próximo ano, a família Hummel não dará mais presentes em aniversários, casamentos, noivados, chás de todas as espécies (bar, de bebê, de cozinha, de quarto, de camomila, etc.).

Acabamos de decretar a falência total do caixa reserva para presentes.

Confesso que não aguento mais festas, não aguento mais eventos que me custem além das minhas possibilidades. Nenhuma família como a nossa, que sobrevive com o salário de uma única pessoa para sustentar outras três, consegue manter a vida social neste ritmo.

Quem quiser nos convidar agora para eventos, saiba que estaremos abertos. Apenas a carteira permanecerá fechada.

Acordamos hoje, tomamos café da manhã e fomos pensar no que fazer. Tive a idéia de irmos comprar os presentes para as próximas cinco festas. E todas ocorrerão até o próximo domingo. É insano. Não tenho mais inspiração para comprar presentes, não sei mais o que presentear as pessoas e estou ranzinza ao ponto de não querer receber presentes. Fico pensando no motivo que gera tamanho consumismo.

Lá em Pasárgada, não há lojas, não existe embrulho, não chegou o laço de fita, inexistem comemorações. Lá em Pasárgada, nós somos os reis!

O retorno

Muita gente tem me perguntado o porquê de eu ter parado de escrever. Na verdade, no fundo, bem lá no fundinho, me senti como um peixe fora d'água quando abandonei este blog. Parece estranha a sensação, até para mim que a sinto, deveras para quem sequer pertence ao mundo blogueiro. Deixei de ter inspiração e por mais que os assuntos aflorassem na minha mente, pareciam permanecer por lá armazenados.

Todos os dias são dias de mudanças, de recomeços. Faço aqui hoje o meu recomeço, a minha reestréia no Blog da Pandinha, lugar o qual o mundo continuará cor-de-rosa. Mas cheio de verdades, carregado de transparência. Doa a quem doer!

Pasárgada que nos aguarde!


Agora é definitivo. Vamos embora para Pasárgada. Mesmo sem qualquer rei, pois decidimos que seremos nossos próprios reis e rainhas. Decidimos que a felicidade existe no reino, e este reino é feito por nós.

Quantos momentos de reflexão a vida nos leva. Reflexões nos trazem opções e opções exigem escolhas. Fizemos a nossa. Escolhemos pela felicidade.

Estamos cansados do mundo capitalista, do excesso de consumo, das exigências que a vida nos traz. Lá em Pasárgada não há nada disso. É um mundo simples, feito de flores e amores. Criado por nós, afinal, somos nossos próprios reis.

Vamos embora pra Pasárgada?