quarta-feira, 30 de junho de 2010

URGENTE

DaniDani, a Pandinha está tentando postar no seu blog e NADA. Deixa recadinhos do coração cheio de amor e nunca estão publicados. Não, você não disse nada que me magoou, pois sou alguém bem resolvida e não fico de mal.... ha ha ha... este post se apagará automaticamente, assim que você postar aqui que leu. Mande-me um email, pois achando que você já tinha voltado ao trabalho, enviei um email para você no comercial, e não acho o seu email pessoal. Já te mandei vários recados que não estão entrando. Não vamos deixar que o blogger acabe com o nosso amor! Lov ú, Pandoca

terça-feira, 29 de junho de 2010

recadinhos

Seguinte caros leitores: respondo uns 200 emails por dia. Leio todos os bloguinhos. Comento quase sempre em todos. Posto neste blog. E ainda assim, não consigo esvaziar minha caixa de mensagens. Vou ficar duas semanas sem responder aos recadinhos do coração, mas não deixem de escrever! Estou pensando em algo inteligente para otimizar minha vida de blogueira!!!!

Poupa tempo dos outros

Tenho a ligeira sensação de que se eu começasse a ganhar dinheiro pelos programas de índio que me enfio, estaria rica. Só de festa de aniversário, marido e eu somamos uma grande quantia já.

Tudo começou quando alguém inventou que a carteira de habilitação precisa ser renovada há cada cinco anos. Estaria de acordo com todo o transtorno, caso realmente a renovação fosse capaz de deter os maus motoristas, mas vejo apenas como mais uma prática de tirar dinheiro dos... índios!

Gosto de resolver tudo com muita antecedência, e sabia que minha carteira venceria neste mês de junho. Só que pensei que venceria no dia do meu aniversário, e fui protelando tudo que pude (na verdade, pensei que se minha habilitação vencesse, eu seria presa dirigindo sem ela e marido contrataria um "James" para mim). Ontem, descobri que hoje era o dia do vencimento, assim, teria trinta dias, a contar de amanhã, para a renovação.

Junto ao meu problema, tinha que encontrar um despachante para transferir o carro do marido de nome, já que quitamos o bichinho com a financeira tem três meses. E por último, mas não menos importante, meu irmão chega no Brasil dia 5 de setembro com a CNH vencida.

A luta começou pela internet: achar um despachante. Levantei endereço e telefone de oito e fui atrás do primeiro. Lugar inexistente. Tentei o segundo e deu certo. Sorte. Parei o carro no estacionamento do supermercado Dia, e lá vem o cara me pedir dinheiro para parar no estacionamento do supermercado. Fiquei emputecida, mas sem saída. Cheia de esperança, dirigi-me sem rodeios à atendente: "preciso de três coisas: transferir o documento do carro, renovar minha CNH e a do meu irmão, que não mora no Brasil". Fui questionada sobre o tal exame CFC. Não tenho. Exame médico? Idem. Então procure o lugar para fazer exame médico, tenho um para indicar na Vila Nova Cachoeirinha, o CFC você pode fazer no Carandiru (e ficar presa por lá com as detentas) e depois de tudo pronto, traga aqui que são 48hs. Do seu irmão não tem jeito, pois é preciso de fotografia e as digitais dele. Ainda tentei argumentar: "nem pagando? Meu irmão paga qualquer valor, pois é um renomado jornalista internacional e está nadando no dinheiro, tanto que vai me dar uma filmadora". Não tem como. "Há algum lugar que tem como? Automóvel Club, Rotary, Lions, Presidência da República?". A mulher não acreditou em mim. Lá fui eu atrás do exame.

Achei que faria tudo no CFC (que não lembro o que significa a sigla e nem vou procurar). "Bom dia, gostaria de renovar minha CNH". A senhora já tem o exame médico? "Não". Então, dirija-se ao outro lado da rua, e pela bagatela de 55 dinheiros, terá seu exame. Chego ao local do exame e sou questionada se tenho as fotos. Com a negativa, sou informada que ao atravessar a rua, voltando para o lado em que eu estava, e pela bagatela de 10 dinheiros, obtenho as fotos. Tirei as bichinhas. Deu medo, juro, mas não pude correr de mim. Voltei ao lugar do exame médico, paguei, coloquei as digitais, fui atendida por um médico em dois minutos, que foram os mais rápidos da minha vida. Aprovada. Volto ao CFC.

Apresento o exame médico e a moça me pergunta quais dias quero fazer aulas. Três aulas, de quatro horas e meia cada uma, pela bagatela de 75 dinheiros e não sou reprovada na prova. Ou agendo o exame, por 28 dinheiros e mais 10 dinheiros por uma apostila que sou obrigada a levar, e se for reprovada, só posso remarcar o exame dali quatro dias.

"Moça, posso pagar os 75 dinheiros e não fazer nem aula, nem prova, nem nada?". Não. "Posso pagar 150 dinheiros pelo mesmo pacote de benefícios?". Não. "Moça, não trabalho na televisão, não estou gravando nossa conversa e não tenho três dias para ficar fazendo cursinho, tampouco tenho tempo para ficar estudando caderninho." Senhora, não tem jeito, gostaria de agendar a prova para hoje a tarde? "Nem a pau. Vou estudar o livrinho e volto terça da semana que vem.". Trevas!

E depois de ter tudo? Bom, ou vou até o Poupatempo, na Praça da Sé, tomo metrô, corro o risco de ser assaltada, passo mal na multidão e tiro a CHN lá, ou pago 170 dinheiros para o despachante gago do outro lado da rua, que me indicaram enquanto eu caminhava.

Peguei o carro no estacionamento: 7 dinheiros a mais levados do meu bolsinho. Se eu sumir, é porque estarei concentrada nos meus estudos. Até breve.

obs.: preciso contar que meu irmão dançou? Deveria eu ainda, em nome da filmadora que ganharei, gastar interurbano e ligar para Dublin, dizendo que não tem solução? Dêem suas opiniões, participe. Sua participação é muito importante para dirimir uma lide tão importante dentro de mim.

Prá lá de Marrakech

Minha amiga Mirelle, com o marido Léo, foram passear no lugar dos meus sonhos. Por isto, vale um post especialmente para chamar a atenção das pessoas para a viagem dos dois.

Tenho certa fascinação por algums países, e dentre eles, Marrocos. Já li biografias de pessoas lá nascidas e de lá fugidas, já assisti novela cujo cenário principal se deu naquele país, sem contar que "Casablanca" sempre estará na minha memória.

Alguns anos atrás, fomos viajar para a região de Andalucia, na Espanha. Estivemos há poucos quilômetros do Marrocos, mas a falta de tempo e de uma programação maior, fez com que não atravessássemos o continente europeu, rumo ao africano. Agora, com a narrativa da Mi, as fotos postadas, aliadas ao meu antigo desejo, fizeram com que aumentasse minha curiosidade em conhecer o país.

Ficaram curiosos? Leiam o texto dela!

Sobre crianças

Aqui no Solar, cada andar tem quatro apartamentos. Temos duas entradas em cada apartamento, sendo que só a entrada de serviço é comum aos quatro apartamentos, e a entrada social conta com um elevador para cada dois apartamentos.

Nosso andar é habitado ao todo por dezesseis vidas, o que dá uma média de quatro por unidade. Mas a conta não é bem assim. No nosso Solar somos em quatro, os vizinhos da frente são dois, um casalzinho lindo recém-casado, ao lado deles uma família de pai, mãe e um casal de filhos, mais o cachorrinho, e minha vizinha Noel com o marido, o lobinho e os dois filhos.

É um andar formado por muitas crianças, todas lindas e inteligentes. Os filhos da vizinha Noel são muito engraçados e me divirto quando encontro com os dois. O pequeno, de sete anos, é o cara que vai se juntar com o Peteleco no futuro para incendiar este condomínio, pois os dois não são flor que se cheire. Outro dia, pegamos a dupla espionando a Bibizoca pelo buraco da fechadura. É mole? O mais velho, já é mais sério, mais intelectual, e costumo brincar que vai casar com minha filha. Ontem cruzei com a dupla, com carinha de criança aprontando e já dou risada só de olhar na cara deles. O pequeno correu todo arteiro para me dizer: "o lobinho está em casa". Lobinho, aliás, já está todo adaptado à casa nova, e nem late mais.

Fiz este texto todo para falar que a coisa que me deixa mais feliz por aqui é saber que estes dois meninos, que são os meus vizinhos de hall social, portanto, somos os únicos que ouvimos o barulho um do outro, são crianças saudáveis; como toda criança saudável, fazem com que os pais soltem bons gritos com eles.

Minha vizinha Noel é uma pessoa calma e tranquila, e desde que nos conhecemos, ela diz que grita com os filhos, mas é mentira, não ouço-a gritando nunca, o que me deixa culpada na porta de cá, já que dou vários berros por aqui e fico me odiando por isto. Já o pai, ah, este faz minha alegria. Vibro cada vez que ouço seus berros, e sinto-me livre dentro da minha própria casa, para dar bons berros do lado de cá.

Admiro pessoas que criam filhos sem gritos. Acho que o grito é uma maneira de não infartar, pois a turminha é da pesada. Não falo palavrão em meus berros, só "puta que pariu", mas já aprendi que "puta que pariu" não é palavrão, então pode.

Meu vizinho é mais educado e polido, não fala nem "puta que pariu", e acho que meus gritos são bem mais altos que os dele. Agora chegaram as férias, vamos ver quem vai gritar mais, quem vai ganhar o troféu paciência.

Se as criancinhas Hummel e mais as criancinhas Noel se juntarem, vão escolher fazer parte do "Troca de Esposas" e ficarão com os pais que não gritam. Aí não vai mais ter graça o nosso tão animado andar...

Restart

Quem já ouviu falar na banda citada no título deste blog? Claro que qualquer indivíduo que conviva com o público pré e adolescente hoje em dia. Trata-se de uma versão Menudo/Tremendo/Dominó dos dias de hoje: meninos cabeludos, música ruim, meninas enlouquecidas que sonham com os integrandes da banda dia e noite. E sim, minha filhinha de dez anos aderiu a paixão aos meninos emos mais famosos e amados do Brasil neste momento.

Quando meus alunos começaram a "restartmania", até tentei corrigir a pronúncia deles, mas todos foram enfáticos: "Professora, não se pronuncia em inglês, é em português mesmo". E o que uma banda quer com um nome em inglês, e pronúncia completamente em português? Sei lá, não sei nem o que eles pensam, quando chamam aquilo que cantam de música!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sobre o Brasil x Chile

Sei que ninguém é capaz de me entender. Sou do contra com relação ao futebol, sempre fui, e acho engraçado torcer contra. Isso não é ser louca, é apenas ser diferente. Só que hoje não torci contra o Brasil, torci para um time que eu queria mesmo que ganhasse. Sonhei chegar no Chile e ver aquele povo humilde e simplório vibrando como nunca vi vibração nenhuma no Brasil. Chileno é um povo que ama brasileiro. Eles vibram quando encontram um. É um povo receptivo com o nosso povo, é um povo de uma simplicidade que só convivendo com eles, no dia-a-dia, para saber.

Estou triste, e como até hoje, todos os times que torci perderam, vou torcer para o Brasil na próxima sexta-feira. Vamos colocar o povo brasileiro de volta em seus postos de trabalho e acabar com a festa.

E aviso aos engraçadinhos, nada de me ligar para rir da minha desgracinha viu? O telePandinha encontra-se temporariamente fora de área!

Vida a dois

Enquanto todo o país grita pelo terceiro gol do Brasil, estou deitada, metade do jantar programado na cozinha, com uma reunião pesadíssima para participar às 19hs, mas relaxada vendo "Por Amor". É a quarta vez que assisto a mesma novela. A primeira foi em sua versão original, depois assisti no Chile, quando morávamos lá, e por ironia do destino, chegamos em Portugal e a GNT local ia começar a passar a novela, que agora reprisa no canal Viva.

Estou aqui refletindo na relação homem x mulher. Seja qual for o sexo da pessoa, uma relação só consegue ir pra frente se é uma relação inteira, com as partes envolvidas totalmente dedicadas a satisfazer as necessidades do outro, de forma incondicional, integral. É preciso que nenhuma das duas pessoas deixem o seu eu de lado. Pois na relação, não adianta fazer o outro feliz, e se tornar infeliz.

Vejo muitos casamentos sendo desfeitos. Outros, em vias de. A situação me entristece. Vejo mulheres que se anularam em função do casamento, e hoje, levam uma vida vazia e infeliz.

Tudo o que vemos em novelas, são reflexos das tantas vidas espalhadas mundão afora. E os desfechos são do modo que vemos.

Duas pessoas namoraram por treze anos. Eu convivi com ambos do começo ao fim, de maneira muito próxima. Ambos gritavam aos quatro cantos que não queriam se casar. Primeiro tinham que fazer faculdade. Depois a pós. E aprender a falar inglês. Resolveram conhecer vários lugares do mundo. Veio o MBA. Nunca entendi porque os dois se negavam tanto, um ao outro, enfaticamente. Um dia, ele conheceu uma mulher que queria se casar. Largou a que não queria (ou que isto dizia) e casou-se com a outra. Quem já não vivenciou uma história assim?

A grande jogada de mestre é mostrar sempre para o outro aquilo que queremos, gostamos, desejamos, cobrar, exigir. Quem não é transparente com aquele que está ao seu lado, corre o risco de deixá-lo ir embora para sempre. E aí, vai ser tarde demais.

Daqui há alguns anos....

Você já pensou como será sua vida daqui dez anos? Dez anos atrás, tinha minha filha menos de ano de vida. Casar de novo era o plano mais remoto da natureza. Ter outro filho, só em outra vida. Continuava firme no meu propósito de morar nos Estados Unidos, mas com uma bebê recém-nascida, as coisas tinham que ser realmente bem planejadas. Retomava meu trabalho após o término da licença maternidade, desta vez, em carreira solo. Fazia o horário que bem entendia, ganhava muito mais dinheiro, trabalhava feito uma camela e vivia a saga das babás.

Cinco anos atrás, neste exato dia, estava grávida do meu Peteleco. Estudava Administração de Empresas na UNIB de Interlagos, morava em Moema, mas havia comprado o apartamento de Santana há vinte e oito dias e me preparava para mudarmos de casa. Já levava alguns anos de casada com o marido Toruboi. Tinha morado um ano no Chile, outro em Portugal, abandonado minha carreira de executiva empresarial, para virar executora do lar.

Dois anos atrás e eu começava a dar uma reviravolta na minha vida. Graduando-me em Letras, planejando retomar a vida profissional, tinha passado por um regime rigoroso, estava linda, maravilhosa e de bem com a vida. Tinha perdido meu pai um ano antes, e aguardava ansiosa pela entrega do Solar, programada para dali um ano. Fomos viajar com um casal de amigos, fizemos vários planos.

Hoje: meus amigos se separaram, e minha amiga já tem um bebê, com três dias de vida, cujo pai não é o ex-marido. O sonho do Solar transformou-se em um pesadelo, que me deixou hipertensa, trouxe-me uma obesidade de apenas trinta quilos, e tornou-me uma pessoa muito desconfiada e com medo de comprar qualquer coisa, de investir em qualquer projeto. Sou professora, de inglês, espanhol, português e literatura portuguesa e inglesa. Minha filha fará onze anos, meu filho cinco. Tenho quase uma década de casada com o marido Toruboi. Tenho planos para o futuro: morar no Canadá.

Não dá para prever nada em nossas vidas, até porque, não sabemos até quando ela irá existir. Podemos sonhar. Devemos sonhar. Como já disse Marcelo Rubens Paiva, em sua obra "Feliz Ano Velho", "a vida é apenas um grande sonho, sem despertador para acordar...". Temos que viver intensamente cada momento, sem planejar muito, pois o livre arbítrio, para mim, é relativo.

O que eu quero hoje? Eu só quero ser feliz...

Eu!

O dia em que ganhei uma nova filmadora

Minha história com filmadoras é uma saga. Sempre tive sonho de ter uma, mas o dinheiro era sempre menor que o desejo. Até que um dia, marido estava no Chile trabalhando, antes de irmos morar lá, e trouxe-me uma. Nossa, acho que foi um dos presentes mais esperados da minha vida. Durante meses, anos, usei-a e juntei fitinhas e mais fitinhas. Tenho uma caixa gigante delas. Só que vídeo cassete é algo que não existe mais, e começou a ficar complicado ter aquela filmadora. No ano passado, meu amigo vagabundo Murillowisky comprou uma filmadora na Santa Efigênia. Só que resolveu ir morar em Dublin, e só não vendeu a mãe, pois ela era uma das agentes financiadoras da sua viagem. A filmadora sobrou para mim. Novinha, sem uso nenhum, meu objeto dos desejos chegou em casa e foi acolhido com muito amor e carinho. Naquele mesmo final de semana, usei-a para filmar o aniversário das criancinhas Hummel. Ela também nos acompanhou nas vistorias do apartamento, na mudança, nas férias de verão até que... foi roubada de dentro da minha própria casa. Um dia cheguei até a contar, e mais de cem pessoas entraram na minha casa no período de obra e reforma. Assim, fica praticamente impossível precisar em que momento minha maquininha foi roubada. Ao invés de rogar praga no miserento que levou meu sonho embora, pedi a Deus para que abençoasse a pessoa que teve a coragem de me roubar. E hoje ganhei uma máquina filmadora novinha. Quer dizer, não é assim, novinha, na caixa, mas é uma máquina que funciona, que é moderna, que não vou pagar nem um centavinho sequer por ela, e que chegará, diretamente de Dublin, no próximo dia cinco de setembro, ou seja, logo aí. Não vejo a hora, meu coração está batendo bem forte. Prometo tirar foto da máquina e postar aqui, assim que a bonita botar os pézinhos no Brasil. E máquinas filmadoras possuem pés? Desde quando?????

Entre tapas e beijos

Se há algo que tenho certeza de que nasci com, foi: VIRGINIDADE E ALERGIA. Senhor, como alguém pode ser tão alérgica quanto eu? Simples, sendo meu filho, e filho do marido Toruboi, que é tanto ou mais alérgico que eu. Fato é que as criancinhas Hummel já começaram as crises de inverno. E não fiquem pensando que quando a primavera chegar, a crise vai embora. Não, começa a crise de pólem das flores, a crise do calor do verão, enfim, as crises aqui são contínuas e infinitas.

Enquanto as pessoas vivem, nós sobrevivemos. Estou ruim desde sábado. Febre, dores no corpo, tosse, dor de cabeça (mas não aquela do nervoso, outra, de sinusite mesmo), falta de ar. Hoje tomei coragem e decidi ir ao Pronto Socorro. Eu e mais todo o restante da população. Decidi então que, já que os sintomas eram os mesmos da última crise, usaria a mesma receita médica. Passei na farmácia e voltei pra casa munida de antibiótico, corticóide, xarope, antitérmico, antisinusite. O máximo que vai acontecer é eu morrer por overdose.

Já que estou vegetando aqui (e esperando um aluno particular que chegará em 10 minutos), resolvi dar uma olhadinha no Sitemetter e descobri, curiosamente, que há um novo perfil de visitas por aqui. Visitas vindas de bairros, digamos assim, empresariais. Tem gente que, ao invés de trabalhar, fica lendo meu blog. E ao final do dia, e finais de semana, as visitas se direcionam para a região da Paulista, Jardins e adjacências. Será que meu blog está tão interessante assim, que as pessoas não conseguem perder um só capítulo da minha vida?

Bom, tem gente que acha que me exponho demais. Problema de quem? Meu. Ah bom. Tem gente que se incomoda quando eu fale do meu marido. Que bom que é ter marido. Aliás, privilégio para poucas, já que tem gente encalhada desde que nasceu.

Seguinte galerinha, não quer ler o blog, não leia. Faça-me este imenso favor. Agora se quer ler, leia e engula minha alegria, minha felicidade, e mais ainda, meu poder em ser verdadeira e dizer sempre, sempre, sempre a verdade, doa a quem doer.

Recado dado? Espero. Agora vou colocar a camisa do Chile, pois meu aluno vai embora um minuto antes do jogo começar!

Fui

sábado, 26 de junho de 2010

Um blog inteligente

Levarei as crianças hoje para um encontro com amigos no Mc Donalds. Os dois estão afoitos pelos brinquedos novos do Shrek Para Sempre, que a rede está vendendo. De repente, Bibizoca vira e fala que não vai comer Mc Lanche Feliz, mas sim, o Mc Itália. O irmão disse que também vai, sem saber que a nova opção não vem com brinquedo.

Brinquedos a parte, fiquei curiosa para saber do que era feito o Mc Itália e "googlei". Dentre os resultados da pesquisa, descobri um blog sensacional.

Trata-se de Erros de Marketing, um blog muito bem escrito, com textos curtos, inteligentes e fundamentados.

O autor não se identifica, mas deixo aqui a recomendação para leitura, e os meus parabéns pela idéia fantástica, pela informação prestada ao público, e pela variedade de marcas mencionadas, sendo um blog que interessa ao pai, à mãe, aos filhos, aos avós, aos amigos, aos vizinhos...

Mágoa e rancor: armas letais

Quem nunca ouviu dizer que mágoa, ódio e rancor são sentimentos cancerígenos? Eu já ouvi, e muito.

Há muito tenho comentado sobre as amarguras das pessoas que visitam meu blog, seja para destilar comentários amargos com o vizinho, seja para deixar comentários indesejados por aqui mesmo.

Hoje recebi um recadinho cheio de rancor. Quando fazemos algum comentário no blog de alguém, usa-se o bom tom e as doces palavras. Costumo dizer que são "recadinhos do coração".

Tenho recebido inúmeros recadinhos do coração. No post em que falo sobre o universo dos blogueiros, recebi recados lindos de todo mundo, e como não tive tempo para responder, deixo aqui o meu agradecimento para tantos leitores queridos.

Mas o comentário de hoje fez com que eu dedicasse um post só para ele. Meu irmão, sangue do meu sangue, cujas fraldas eu passei quando ainda era tão criança quanto ele, para quem eu, carinhosamente, presenteei com um casal de peixes e que ele detestou, aquele mesmo irmão que, enquanto eu aguardava ávida por ganhar um Adidas vindo diretamente da Alemanha, trouxe uma blusa feia para se vingar dos peixes. O mesmo irmão que eu peguei na rua pra criar quando ele nem casa tinha. Dei casa, comida, biskrok, ração, comprei ossinho de sabor. E quando ele fez dezoito anos eu o presenteei com uma festa. Sim, eu, SÃOPAULINA de sangue, de raça e de coração, fiz uma festa daquele time que me recuso a escrever neste bloguinho tão lindo e limpinho, daquele time que nem estádio tem, e que fica lá na Zona Leste. Sim, eu fiz. E meu irmão me retribuiu com o recadinho malvado, torcendo claramente para que minha seleção, a CHILENA, perca o jogo para aquele timinho que jogou peladinha, futebolzinho de várzea, com o time dos Portugas ontem.

É muita mágoa em um coração só.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sobre blogs e causas

Além de tantas maravilhas citadas no post anterior, preciso falar sobre uma específica, da vantagem de ser blogueiro: abraçar causas!

Já tinha postado o texto quando fui visitar minha amiga blogueira lá de Portugal, Hazel, e li um texto absolutamente bem escrito, sobre a causa que ela defende.

Meu irmão, lá da ilha dele, também tem a causa dele, divulgada tanto por seu blog, que luta por nossa querida Aline Barros, brasileira que ficou paraplégica após ser atropelada lá em Dublin, dias antes de voltar ao Brasil.

Abraço causas as quais acredito, causas verdadeiras, causas fundamentadas. Não levanto bandeiras só para segurar um mastro. Abraço causas. Para que eu faça parte de alguma, preciso acreditar. Preciso conhecer, preciso saber que tudo está documentado, fundamentado legal e juridicamente, pois não entro em frias (quer dizer...).

Gosto, dentro do universo blogueiro, das mulheres que são conhecidas por aqui de "tentantes": aquelas que decidem que chegou a hora de ser mulher por completo, aquelas que decidem que chegou a hora de serem mães! Gosto do universo das "noivinhas", e este universo é infinito na blogsfera. Recentemente, conheci o universo das "glastroplastizadas" ou em vias de... não é minha intensão fazer a cirurgia, mas já disse e repito: admiro quem tem coragem.

As causas citadas por último não são causas sociais que podem movimentar a humanidade. São causas específicas, mas são causas. Quando um grupo de pessoas se unem com um mesmo propósito e finalidade.

Neste momento, estou engajada em uma causa, muito grande, com muitas pessoas. Acredito nesta causa, pois é algo fundamentado e documentado. É verdadeira. É séria. Afinal, não estou na vida a passeio...

Sobre blogs e blogueiros

Sou apaixonada pela blogsfera e a cada dia que passa, minha paixão aumenta. Recebo regularmente emails da Jemima, do www.vizinhosdeutero.blogspot.com. Hoje, recebi a indicação do blog da atriz Susy Rêgo.

A atriz criou o blog especialmente para seus dois filhos gêmeos, que em breve completarão um aninho de vida. Lá, ela conta tudo, como foi engravidar, como foi o nascimento dos bebês, e posta até foto amamentando os dois. Lindo, puro, sublime, sereno.

Só quem tem blog sabe o que é ser blogueiro e o quão enriquecedor é a vida de um. Através de blogs é possível conhecer pessoas maravilhosas e fazer muitas amizades.

Confesso que quando criei meu blog, tantos anos atrás, jamais imaginei que alguém, além da minha família que estava a um oceano de distância da gente, pudesse ler. Hoje chego a receber 500 visitas por dia (claro que este número é só nos dias em que as pessoas estão absolutamente sem nada pra fazer).

Tem gente que tem medo de blog, medo de se mostrar, medo de se expor. Respeito totalmente. É como Orkut, Twitter e qualquer outro lugar deste mundão virtual que rodeia nossas vidas nos dias atuais, que expõe MESMO a vida.

Minha comadre foi fazer um curso. Trabalha na área de Vendas. O palestrante, renomado na área e docente em diversas universidades, disse aos alunos o quão é importante ter um blog hoje em dia.

Mas não é para qualquer um. Marido falou outro dia: "para que eu teria um blog? O que eu escreveria nele?". Não é falta de dom para a escrita em si; para blogar, é preciso saber. Sim, pois é preciso tomar várias decisões para se tornar blogueiro. O blog será aberto ao público? Vou escrever o que no blog? Postarei fotos? Posso correr risco de vida?

O medo é uma das coisas que apavoram as pessoas que ignoram a blogsfera. Precisam, porém, entender que o mundo é perigoso ao vivo e a cores, ou por detrás de um computador. O risco de qualquer coisa existe em qualquer lugar do mundo.

Há pessoas que criam blogs para postar poesias. Outras, fotos. Outras, reportagens. Um dos blogs mais famosos que existe é o do jornalista Ricardo Noblat. Quem nunca leu o Blog do Noblat, que atire a primeira pedra. Globais possuem uma blogsfera própria, os bloglogs que tanto gostamos de ler. Mortais, como eu, fazem simplesmente do blog a sua finalidade principal: o querido diário.

Quanto aos perigos, o blog também possui ferramentas de rastreio. Como bem colocou poucas semanas atrás minha amiga blogueira Mirele, do www.13anosdepois.blogspot.com, sabemos quem passa por aqui, rastreamos o IP da máquina que passou por aqui, quantas vezes por dia a pessoa aquele determinado computador acessa nossa máquina, de onde vem o acesso. Portanto, em caso de algum acontecimento "estranho", a informação está toda armazenada no Sitemetter!

Ontem meus alunos vieram me dizer que descobriram minha identidade secreta. "Professora, eu leio o Blog da Pandinha". Que bom! Pois assim terão mais uma oportunidade de saber o quanto amo de verdade tê-los em minha vida!

Tanta divagação para concluir apenas o que tanta gente já sabe: AMO MEU BLOG E AMO SER BLOGUEIRA.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mais um dia, ou um dia a menos?

Sai tão cedo pra trabalhar hoje, que achei que ainda era noite. Trabalhinho light, o professor de História faltou e apliquei as provas dele, AMO! Primeiro fiz revisão com a turma do oitavo ano, delícia retomar coisas que amo tanto, os ideais do Iluminismo, os ideais que permearam as revoluções européias, a independência americana, temas que se encontram com a Literatura Inglesa e só complementam minha paixão.

Havia uma reunião no condomínio a noite, e por conta dela, desmarquei meu neurologista. Sim, deixei de ver o Papa para doar por mais uma noite o meu ilustre e nobre tempo. Em vão. A mesma reunião foi desmarcada pela terceira vez na mesma semana. Como? Não sei!!!!

Médico desmarcado, mas dia não perdido. Busquei as criancinhas Hummel na escola, fomos preparar as bolinhas homeopatas, passei em casa para trocar de computador, já que no carro não tem tomada que carrega computador e zarpamos para o shopping. Fomos assistir ao "Toy Story 3".

Sobre o filme: ao final, eu e minha "prima"/vizinha/amiga Dani ficamos refletindo sobre a temática, as abordagens, e a faixa etária a qual o filme é indicado. Eu amei a história toda, há momentos de grande tensão, de muita emoção, mas definitivamente, não é um filme que uma criança de quatro ou cinco anos consigam assistir numa boa. A carga de informação e de emoção é muito forte para eles.

Sobre a toca de ninja: as criancinhas Hummel são extremamente alérgicas, não podem tomar friagem. Então o que é preferível? Viajar para a neve e passar dez dias curtindo quarto de hotel, ou viajar com criancinhas ninjas e fazer tudo uma grande curtição? Jaquerida, CLARO que quero a touquinha. Tatá, 25 de Março? Amiga, eu tenho fobia de multidão, vou ter que esperar pela próxima vida! DaniDani, espera um pouquinho, volto já! E sobre os medos, acho que medo é a fraqueza humana; contra ele, só o tempo mesmo! Fiquei de verdade muito assustada com o assalto ontem. Ainda preciso me adaptar com os perigos desta cidade louca, na qual vivo há tantos anos, e da qual tanto quero sair. Mas falta pouco! Tanto para o temporário, quanto para o definitivo.

Agora vou receber meus vizinhos amadíssimos para uma boa noite de prosa. Espero que caiba todo mundo na minha casinha sempre, pois se há algo de positivo em tudo que passamos nestes últimos meses, digo e repito, são tantos amigos que estou fazendo, que só somarão aos tantos outros que acumulei na vida!

UM BRINDE ÀS AMIZADES, REAIS, VIRTUAIS, VERDADEIRAS E FELIZES!!!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Patriotismo

Sou repetitiva, muitas vezes, mas minhas repetições se fazem necessárias para contextualizar novos textos. Vou dizer novamente que não sou nada patriota, que para mim é indiferente o que acontece ou não no Brasil. É o país que moro, mas não é o país que escolhi para viver. É o país que nasci, mas minha mãe não ouviu meus gritos na barriga dizendo que queria nascer no Chile.

Assim, para mim, voltar para o Chile, é como se estivesse voltando para casa. Amo aquele país, aquele povo e nossos amigos influentes de lá (o chimpanzé do zoo, o ex-Presidente e a gerente do flat que vamos nos hospedar). Contudo, o que mais me chama a atenção por lá é o patriotismo do povo.

Brasileiro pode, sim, achar que é patriota; fica só no achismo, se comparado ao povo chileno. Fiquei muito impressionada ao ver a multidão de pessoas que se amontoam em praças públicas para ver a "nossa" seleção chilena entrar em campo. Aí sim, é o momento que fico arrepiada.

Nem preciso dizer que vou torcer (e vestida a carater) muito para a minha seleção no próximo jogo.

As criancinhas Hummel me perguntaram: "mamãe, se a final da Copa for entre Brasil e Chile, para quem você vai torcer?".

Aproveitei a oportunidade para ensinár-lhes o grito de guerra do meu país: CHICHICHI, LELELE, VIVA EL CHILE!!!!!!

U.R.G.E.N.T.E.


Gente, a pediatra homeopata disse que só posso sair do país se tiver toucas ninja para as criancinhas Hummel. Alguém por caridade, teria como me indicar ONDE SE ENCONTRAM TOUCAS NINJA? Fala sério, como disse minha cunhadinha, eu já tenho TANTOS problemas e agora vou ter mais um: encontrar toucas ninja. Ajudem uma pobre mamãe panda a proteger seus filhotinhos. Para quem não entendeu nada, assim como eu quando a médica falou, as toucas ninja ajudarão os remelentinhos que pari a permanecerem com o nariz quentinho, e, segundo a doutora, eles receberão o ar um pouco mais quentinho nos pulmoões. Quem se habilita?

Sobre medos

São poucas as coisas na vida as quais tenho medo. Tenho medo da morte, assim como todo mundo deve ter. Tenho medo de assalto. Acho que só. Sou tão corajosa, que nem a loira do banheiro me assusta. Fui levar as crianças ao médico hoje, voltei, passei na padoca, bati um papo com um casal de vizinhos queridos que lá estavam e voltei para casa. Como assalto é uma das duas coisas que entram na minha lista do medo, tenho que confessar que fiquei bastante tensa hoje com o número de helicópteros e viaturas de polícia que circulavam pelo condomínio, tudo graças a mais um assalto em banco. Ainda bem que tudo terminou bem, e sem vítima. Orei muito por todas as pessoas que estavam envolvidas, principalmente pelos assaltantes, para que tivessem o bom senso de não disparar nenhuma arma, para que tudo corresse bem. Juntando tantas outras orações bairro afora, deu tudo certo. Amém.

p.s.: também tenho medo de incêndio

Viagem agendada

Queridos leitores do Blog da Pandinha, estarei visitando o meu querido país, Chile, no período de 01 até 10 de julho. Infelizmente não mandarei notícias de lá, pois devido ao período tenso e turbulento que estou passando, preciso realmente desligar de tudo e descansar. Darei uma sumida, pois ainda tenho providências a tomar antes da viagem, inclusive preciso fazer procurações para uns probleminhas que deixarei pendentes. Prometo muitas notícias no meu retorno. Beijos em todos (vou começar as malas!)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ou dói a cabeça, ou o bolso

Minha cabeça dói. Dói. Dói. Diariamente há alguns muitos dias. Nem sei mais o que pensar, pois tenho dores de cabeça desde a infância. Uma hora é enxaqueca, outra é sinusite. Agora, sinceramente, não sei dizer o que é. Já fiz tantas tomografias, já fiz ressonância, e nunca apareceu nada na minha cabeça, além dos montinhos de cocô que nasce na cabeça de todo mundo. Até que surgiu na minha vida... UMA VIZINHA. Viram só como vizinhos são bons? Ela me deu o telefone do papa da neurologia. No sábado, conheci a nora dele no chá de bebê. Pesquisei sobre o médico e ele só não é Deus, pois Deus é um só. Mas é, sim, o papa da neurologia. Acabei de marcar a consulta. E quando estava QUASE desligando o telefone, lembrei-me de perguntar o valor da consulta. DOEU... mas vai passar. Marquei consulta para 4a. feira. Acordo cedo, deixo as criancinhas Hummel na escola, vou trabalhar, dou seis aulas, saio correndo lá da City Lapa, vou até Santana, pego as criancinhas Hummel na escola, tomo banho, troco de roupa e lá vou eu até Higienópolis! Passarei os próximos três dias rezando, para que o doutor descubra o porquê de minha cabeça doer tanto. Quando a descoberta chegar, e minha cabeça não doer mais, nem me lembrarei dos dias de sombra os quais tenho vivido...

Só gosto dos gols

Para quem não gosta de futebol, já está esgotando com o assunto por aqui. Fazer o quê? Eu não gosto de jogo de futebol e nunca, em toda a minha vida, assisti a uma partida inteira. NUNCA. Onde está escrito no "livro da vida" que eu preciso assistir ao menos os jogos de um mundial? Nenhuma página. Só que tem uma coisa que adoro em futebol: gols. Bobinha eu? Pode ser. Adoro gols. Por isso, sempre torço para que uma partida precise de decisão por penaltys... aí vibro acompanhando cada chute e grito a cada gol, não importa de quem seja. Por aí, pode-se ver que não sou tão avessa assim ao esporte. Então estou eu aqui, ainda trabalhando, e resolvo ver quanto foi o jogo dos purtugas hoje. SETE A ZERO. Gente, delirei de emoção. Assistiria, sim, a primeira partida da minha vida, se eu soubesse que haveria sete gols. Sensacional. Estou pensando sobre a próxima sexta-feira. Se a lusa continuar nessa sede de gols, e o Brasil vier preparado para combater, vai ser um jogaço. Mas acho que não vou assistir, deixarei para ficar arrependida depois. Ou não.

Gás vicia?

Amo chocolates. Como sempre que posso e, principalmente, quando não posso. Nunca fumei. Nunca vi como é maconha. Aliás, foi minha filha que me ensinou, ano passado, que cocaína não se fumava (pois eu achava que sim). Não tomo cerveja, caipirinha ou qualquer outra bebida alcóolica. Mas tenho um vício: GÁS. Não sou viciada em Coca-Cola, em Guaraná, ou qualquer outra bebida gaseificada. Sou viciada no gás, e pode ser até água com gás. Começo a sentir arrepios, de verdade, com necessidade de tomar gás. Estou aqui concentrada trabalhando no projeto "novidades", mas alguma coisa não vai bem. Lembro-me de que ainda não tomei café, mas ainda não tenho fome. Levanto-me e vou até a cozinha. Abro a geladeira. Há uma garrafa com soda, que sobrou do almoço e jantar de ontem. Será que ainda tem gás? Abro a garrafa. Faz o barulhinho. ALÍVIO TOTAL, TEM GÁS. Deu para encher um copo, que tomei ávida por sacear meu desejo. Enchi o segundo. A garrafa se esvaziou. Preciso passar no mercado, não posso ficar sem gás. Há dúvida do vício?

domingo, 20 de junho de 2010

Sobre o poder

Sempre fui e espero ser para sempre, defensora da descentralização do poder. O poder não pode, jamais, concentrar-se nas mãos de uma única pessoa. É preciso que exista sempre um órgão colegiado, que seja proporcional ao número de pessoas que representa, para decidir sobre todas as questões.

De que adianta o Legislativo passar meses lutando por uma lei que melhore algo em um país, sendo que a decisão para que a lei entre ou não em vigor fica nas mãos do Executivo, que se resume a uma pessoa?

De que adianta câmeras espalhadas por um estádio, e um jogo tão absurdamente violento acontecendo em campo, um jogo esportivo, quando esporte deveria se associar à coisas boas, se o juiz é um ladrão descarado? Não deveria haver mais pessoas, que através da visão de outros ângulos, pudessem decidir entre a razão, a emoção, e o roubo?

A mesma coisa acontece em um condomínio. Não se pode concentrar o poder das decisões nas mãos de um síndico. Mais uma vez, é preciso que haja representatividade para votar e resolver as lides, sempre proporcional ao número de pessoas representadas.

Pode ser utopia de uma tarde de domingo, ao fim de um semestre exaustivo, de uma doidivanas como eu, mas que seria melhor, ah, seria!

De novo sobre a Copa

Se o Brasil perder e tudo der errado para o Dunga como treinador de futebol, ele tem grandes chances na dramaturgia, pois em 45 minutos de jogo é capaz de interpretar todos os anõezinhos, sem trocar de roupa!

Comendo canjica...

... enquanto há mais um jogo do Brasil rolando em campo. Eu e a Lilly no MSN falando sobre fotos, obras, torcidas contras, mulheres aproveitadoras e afins. Recebo um email do meu irmão que quer falar comigo. Em pleno jogo, claro que ele não estará disponível. Entro no blog dele para ver o que acontece.

Antes de ligar o computador, recebi uma mensagem no blog e li pelo iPod. Uma pessoa dizendo que desistiu de comprar um apartamento, após ler em meu blog e em outros lugares na rede mundial, reclamações da empresa. Senti certo alívio, sensação de cidadã, de dever cumprido.

Como já disse anteriormente, a Constituição Federal de 1988 nos assegura a liberdade de expressão. Desde que o meu direito não infrinja no direito do meu próximo, posso me expressar. E quando se diz a verdade, não se fere o direito de ninguém.

Pensei o quão bom é ter um blog, e poder prestar um serviço ao próximo, pois quando busco informações pela internet, também sinto gratidão aos cidadãos que deixam suas experiências ruins registradas para poder ajudar ao próximo. Viva a mídia, sempre.

Mas voltando ao meu irmão, fiquei muito feliz com o que li sobre a nossa querida Aline.

Nem de longe quero ser medíocre, ou mesquinha, ao tentar comparar nosso calvário com a Cyrela, e o calvário de uma jovem menina que ficou paraplégica. O que estou tentando expressar aqui, é minha alegria ao saber que a propaganda boca-a-boca tem peso, tem serventia, e, acima de tudo, cumpre objetivos, mesmo que a longo prazo.

Estou feliz por saber também que o motorista que atropelou a Aline teve a oportunidade de voltar atrás e mudar seu destino no além-Terra.

Continuemos acompanhando a vida da Aline e torcendo pelo final feliz, pois a esperança é a maior companheira das nossas vidas.

Uma foto para pensarem que sou adepta às práticas esportivas radicais...


Sim, eu já fui fazer rafting e rappel com meus amigos queridos da época da KPMG... mas claro que amarelei na hora "H", e só sobrou a foto com o chapéu na cabeça...

Sorvete de manga com caldo de feijão e calda de arroz doce

O título deste post não tem nada a ver com o que vai ser escrito nele. Mas para não começar falando de vizinhos de novo, resolvi chamar a atenção do leitor com algo mais... digamos assim... mais... mais sem a ver com nada.

Hoje, porém, não vou reclamar. Pelo contrário, vou elogiar. Ontem, a DaniDani, do blog Amor Amor, escreveu sobre os seus vizinhos, e ao ler seu post, percebi que deixei uma imagem negativa dos meus vizinhos, portanto, vou tentar desfazê-la.

Dia 7 de junho, dia do meu aniversário, fez seis meses que estamos morando no Solar. Neste tempo, passei por situações muito difíceis. Mudamos para cá no contra-piso, início de férias de verão, duas crianças alérgicas, tudo para fazer no apartamento. Não fosse já a dificuldade de se colocar em funcionamento um apê zero quilômetro, houve a série de problemas enfrentados com a construtora, que nos entregou um condomínio sem funcionar nada das áreas comuns, com problemas de infiltrações, vazamentos, fora outros problemas estruturais. Houve algo positivo nisso tudo? Sim, houve. Ter vizinhos.

Conheci aqui no condomínio pessoas maravilhosas, que valeram a pena, e que por elas, faria tudo novamente. Fiz amigas muito legais, pessoas as quais quero levar para uma vida inteira. Semana passada, houve uma reunião entre condôminos e me senti orgulhosa por morar onde moro, por ver que há pessoas idôneas, íntegras, honestas, comprometidas.

Tenho passado dias muito difíceis por aqui, por conta de uma situação bem desagradável (a tal novidade); por conta do desgaste que estou tendo, minha cabeça tem doído dia e noite. E graças a esta dor, pude contar com a solidariedade das minhas vizinhas, que me indicaram bons médicos, que me socorreram na noite de quinta-feira, enquanto eu passava mal na reunião, que me trouxeram para casa, que estavam comigo no meu aniversário, que estão comigo no dia-a-dia. Claro que há pessoas desagradáveis, mas não é prerrogativa de se morar em condomínio, pois pessoas desagradáveis, infelizmente, estão em todos os lugares em que estivermos. A sabedoria da vida está em conseguir ignorar as pessoas desagradáveis, e agradecer a Deus por ter pessoas tão maravilhosas ao meu redor.

Há muito barulho por aqui? Sim, há. Tenho certeza, porém, de que uma hora todos os apartamentos estarão prontos, e passarei meses sem ouvir martelos, marretas e Makitas.

Há pessoas as quais gostaria de jamais ter cruzado nesta vida? Sim, há. Mas poucas. Dá para contar nos dedos de uma mão e sobram muitos dedos.

E foram os problemas enfrentados que, mais uma vez, fizeram-me crescer como ser humano, fizeram com que eu usasse todas as pedras no caminho para construir uma fortaleza ainda mais resistente ao meu redor.

Se eu faria tudo de novo? Não. É uma das únicas vezes na vida que afirmo que não faria tudo de novo. O desgaste físico, emocional e psicológico que tive, custou caro para minha saúde. E acredito que, se estava escrito que tais pessoas maravilhosas teria que cruzar meu caminho, cruzaria com elas em outras estradas da vida...

O chá de bebê da Maria Fernanda


Depois da excursão ao parque de diversões, chegamos em casa e eu, com a cabeça doendo constantemente, fui resolver umas coisinhas sobre a tal novidade que publicarei ainda nesta semana. Voltei pra casa, tomei banho e desci para o espaço gourmet do condomínio, para o chá de bebê da Maria Fernanda.

A banqueteira que organizou o evento, a mãe da bebê, está simplesmente de parabéns, pois cada detalhe foi cuidadosamente pensado e organizado de maneira a trazer aconchego aos convidados.

Passei, acredito eu, o melhor dia dos últimos seis meses dentro deste condomínio. O astral na festa estava ótimo, parecia que alguém jogou pó de pirlimpimpim dentro do salão, tamanha a energia boa no local.

Fiquei conversando com pessoas ótimas e, para minha surpresa, saí de lá com a cabeça sem doer, após sete dias de dores consecultivos.

Que a Maria Fernanda venha com muita saúde, e que seja tão linda, feliz e amada quanto a irmã, a Maria Eduarda, menina que amo de paixão!

O dia em que não fomos ao Playcenter


Há várias coisas que detesto fazer, mas no Top 10 está: "ir às festas escolares". Detesto demais. E ontem tinha festa junina na escola das crianças. Eu já detesto as festas, agora imagina que as criancinhas Hummel ficarão apenas mais uma semana (Graças à Deus) na escola, e eu ter que encontrar pais e mães insatisfeitos tentando me convencer a deixar meus filhos na escola ruim, só porque eles não tem coragem de mudar o mundo social dos seus filhos. Tô fora. Decidi que iríamos levar as criancinhas Hummel ao Playcenter e eles, vendidos como são, concordaram.

Acordamos cedo, tomamos café, nos trocamos e saímos. Passamos antes na Alô Bebê para comprar o presente do chá de bebê que teríamos a tarde e seguimos rumo ao parque. Nós, a torcida do Corinthias e a do Flamento. Na minha santa ingenuidade, pensava ainda que o Playcenter era um parque frequentado por famílias. Ledo engano. Dez horas da matina, uma hora antes da abertura do parque, seus arredores estavam completamente tomados por adolescentes de todas as tribos imagináveis. Eu, com a fobia de multidão que tenho, já senti certa falta de ar.

Meia volta, volver. E agora? Bom, tínhamos outras alternativas: Parque da Xuxa - não serve mais para a Bibizoca com 10 anos - abortado; Hoppy Hary - estrada até Vinhedo? No way. Abortado; Market Place - há um bom parque dentro do shopping - opção 1; Shopping Internacional de Guarulhos: o maior parque dentro de um shopping, e ninguém da família Hummel conhecia: ELEITO!

Seguimos pela nova pista da Marginal, que está um tapetão, ótimo para se guiar, mas péssima sinalização. Chegamos. O parque, chamado Neo Geo, é realmente muito grande. Fomos bem atendidos, os brinquedos funcionavam bem, ótima variedade, inclusive, uma montanha russa em meio ao parque, que quase fez Bibizoquinha desmaiar na saída.

Permanecemos no parque por quatro horas. As criancinhas Hummel e marido brincaram bastante, e eu também teria me divertido, não fosse a dor de cabeça que anda dentro de mim sem querer me deixar por nada.

Saldo do dia: positivo, família ficou feliz, e eu idem por ver a todos contentes.

Saldo do dia 2: tenho dois passaportes da tristeza, ops, alegria para o Playcenter, válidos até o dia 27 deste mês. A quem interessar, posso doá-los!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sobre a piada interna

EXPERTA a garota. É a tal piada interna de quem convivia com carioca tirando sarro de paulistano. Cariocas dizem que nós, paulistanos, puxamos muito o S para falar. Já o paulistano ri que o carioca puxa o R. A letra X para escrever EXPERTA é uma gozação de amigos cariocas comigo, e vice-e-versa. Mas vale mesmo a grafia correta: ESPERTA, senão, vão começar a rir da pobre Pandinha!!!!! (este post é dedicado a uma amiga muito querida, carioca da gema, moradora já há muitos anos da Terrinha, minha amiga dos tempos de Cascais: beijos Jaque!!!)

Fotografia


Uma imagem alegre, para alegrar meu dia de hoje que será bastante tenso!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Eu prometo...

... que é o último post do dia. O lobinho parou de uivar. Vou tomar banho quente, ligar o aquecedor no quarto, tomar algo bem quentinho para descer o remédio da dor de cabeça causada pelos MÁS (martelos, marretas e Makitas) e pelo lobinho, agradecer ao Papai do Céu por um dia abençoado, por estar em minha casa na companhia dos meus filhos, pelo marido estar em um lugar seguro, mesmo que tão distante de mim, e dormir com os anjinhos. Amém.

Dica de português

Segunda-feira, estava lendo o blog "Colcha de Retalhos", que sigo desde a inauguração, e que muitas vezes traz coisas bem legais. As redatoras (sim, AS, pois é formado apenas por menininhas) fizeram uma maratona para o dia dos namorados e várias leitoras postaram dicas de artesanato, receitas, histórias de amor. Tirei um período para ler tudo de uma vez só. E fiquei impressionada com o número de vezes em que as pessoas escrevem o advérbio MAIS, quando na verdade precisam usar a conjunção MAS. Vamos aos babados:

- a conjunção MAS é usada para uma situação adversativa (talvez seja por isto que é chamada de CONJUNÇÃO ADVERSATIVA); pertence àquele famoso grupinho que temos que decorar na (antiga) sétima série: MAS, CONTUDO, PORÉM, ENTRETANTO. Pensem comigo: eu digo para o Mané: "Nossa, você é tão bonito, mas pena que...". Quando surge qualquer conjunção adversativa, já sabemos que a segunda oração do período trará uma idéia contrária à primeira. Consegui explicar?

- o advérbio MAIS dá a idéia de junção (um mais um é igual a dois), de intensidade (a roupa mais bonita da festa), e também pode ser usado como pronome adjetivo que modifica o substantivo (mais vezes).

Para não complicar, basta lembrar que o MAS, sem o I, é aquele usado por gente que reclama de tudo: "adoro meu apartamento, MAS os problemas que enfrento por aqui me esgotam..."

O misterioso caso das fotos do blogger

Tudo começou quando tentei postar algumas fotos de dentro do carro, em meu netbook, enquanto aguardava o sinal da escola das criancinhas Hummel bater para a saída. Apareceu tudo bagunçado e codificado. Pensei que o netbook não estava batendo bem da bola. Mas também lembrei-me de que havia saído de casa e deixado o notebook carregando algumas fotos. Conflito, só podia ser. Desliguei o netbook e aguardei minha volta para casa. Só que a coisa continuou da mesma maneira: eu clicava em "postar foto" e aparecia uma sopa de letrinhas; e nada da foto. Depois de ouvir do meu irmão que eu estourei a capacidade para fotos, da minha amiga Than que meu irmão estava enganado, e da minha amiga DaniDani que era temporário, resolvi fazer outra tentativa e clicar naquela sopa de letrinhas. E o que aconteceu? A foto apareceu. Não sei porque mudaram a maneira de postagem, só sei que estou feliz por poder continuar colorindo o meu bloguinho (e o cachorro continua uivando, estou digitando parecendo uma bipolar maluca...)

Tentativa de postar uma foto

Nos tempos em que eu era famosa e andava na night, muitos anônimos faziam fila para fotografar ao meu lado. Eis aqui os anônimos Carla Vilhena e Chico Pinheiro, ainda antes dos gêmeos nascerem, no aniver do meu irmão e do Tramontina. Agora que ambos são famosos e eu sou uma anônima, restou a lembrança...

Dicas de português

Se alguém pensou que:

1. Eu só falo de vizinhos; ou
2. Eu havia desistido das dicas de português

Pode ter certeza de que as duas alternativas anteriores estão erradas. Hoje vou falar sobre duas coisas.

A primeira é a palavra . é substantivo masculino. Muita gente fala que está com "uma dózinha" de alguém. E quando um infeliz (como eu) fala certo, o povo olha com cara de paisagem. Só que o correto é dizer: ESTOU COM UM DÓ, TENHO UM DÓ, ME DÁ UM DÓ. Sempre no masculino.

Outra coisa é sobre a preposição ENTRE, quando usada para separar o falante do falado. Deixa eu tentar explicar: diz a regra que não se usa pronomes pessoais (eu, tu, ele, nós, vós, eles) após pronomes, EXCETO quando usamos verbos no infinitivo (para EU fazer, para EU comprar, etc.). Diz a regra também que quando vamos falar de algo que ocorre entre nós e alguém, a pessoa que fala vem primeiro. Vamos ver se dá certo a explicação com os exemplos:

1. Entre você e eu (ERRADO)
2. Entre você e mim (DOEU, PÁRA)
3. Entre eu e você (NÃO SE USA PRONOME PESSOAL DEPOIS DE PREPOSIÇÃO)
4. Entre mim e você (SE VOCÊ CONSIDEROU ESTA ALTERNATIVA, ACABA DE GANHAR UM BISKROK)

O correto é sempre dizer: entre mim e Fulano, entre mim e Ciclano, entre mim e Beltrano (e se você leu o post anterior a este, entre mim e o lobo uivante existe alguma indisposição que está me causando loucuras)...

Superfantástico no balão magico

Para quem não aguenta mais ler posts sobre vizinhos, pule este.

Para quem pouco se importa, vá até o fim.

Para quem tem piedade de mim, façam campanha ao meu favor.

E para aqueles que acham que "vizinhos" é meu único assunto, peçam para meus vizinhos pararem de dar assunto.

O que preciso dizer é que não aguento mais barulho. Lógico que a cabeça de alguém dói. Moro há seis meses em um lugar de obras intermináveis. Já tenho vizinhos de andar (o andar está completo), em cima (andar também completo), para baixo não tem como, para frente tampouco. Mesmo assim, sem ter ninguém à frente ou abaixo, sou perseguida pelo barulho dia e noite.

Agora tenho um vizinho lobo. Um cachorro que uiva na porta da casa do vizinho, e o som ardido e irritante entra direto na minha porta. Semana passada fiquei assustada, o cachorrinho bebê latiu por horas seguidas. Enviei um email para meu vizinho preocupada, achei que o pet estava preso em alguma coisa, pois era desesperador o latido. Recebi a resposta alguns dias depois: ele está se acostumando com a casa nova. O filho do vizinho disse que o cachorro uiva mesmo quando não tem ninguém em casa, não tem nada que ver com acostumar-se com o novo barulho. Prefiro acreditar no pai e rezar para que o cachorro se acostume rápido, até porque, segundo o filho, "a gente não ouve mesmo quando sai".

Fico me perguntando que mal eu fiz. Hoje contei os segundos para dar seis horas da tarde e acabar o barulho de marreta, de Makita, de martelo... e desde então, tenho um lobo uivando na minha porta.

Ah, já ia esquecendo. Como já disse, tenho dificuldade em nomear meus textos. E como preciso pensar em coisas boas, pois o uivo do cãozinho abandonado está me enlouquecendo, pensei em uma música de infância e dei nome ao post. Ok, concordo. Sou louca. Mas existe alguém normal? Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

Meu dia de gente grande

Acordei cinco e trinta da matina. Com muito sono, já que ontem alguns vizinhos gentis, educados e com bons hábitos para convívio social, ficaram até dez horas da noite com um som absurdamente alto. Tudo bem que para muitos, dez horas da noite seja dia, mas marido levantou as quatro da matina para ir para o aeroporto. Tomei banho, despertei as criancinhas Hummel, troquei o Peteleco, dei café, remédio e fomos para a escola. Deixei os dois por lá e corri para City Lapa. Dei seis aulas initerruptas, sai cansadinha e fui fazer compras. Aproveitei e fui até o Sams Club, paguei o cartão, peguei os dois na escola e voltei pra casa. Corrigi cem provas, fechei todas as médias, lancei no sistema, dei lanche para as criancinhas, coordenei o trabalho da empregada (pois se não for assim, nada anda), lavei roupas, enchi os baldes de água (estamos sem água no condomínio), fiz canjica mineira (cheinha de amendoim), preparei uns nuggets, já troquei as criancinhas (já que não vamos tomar banho hoje), agendei uma grande reunião para amanhã, respondi a todos os meus emails pendentes, consegui postar dois textos aqui no blog e agora vou colocar meu pijaminha, pois marido dormirá em Bento Gonçalves e, neste frio, vou me esquentar com aquecedor!

A gratidão de uma profissão

Semana passada se foi tão rapidamente, que faltou dizer várias coisas, dentre elas, que meus alunos do 8o e do 9o ano fizeram festinha surpresa de aniversário para mim. Amo minhas crianças, são umas fofas, dedicadas, inteligentes e queridas.

Hoje foi dia de prova bimestral. Não sei se já disse aqui o quanto sou contra a formalidade de uma prova. A pessoa fica tensa, nervosa, sofrendo e não consegue render tudo que pode.

Ano passado, fui aplicar uma prova para um aluno do 5o ano, com 10 anos de idade. Era a última prova deles naquele ano, na minha disciplina. Quando entreguei as provas e disse que podiam começar, o Raul começou a chorar desesperadamente. Disse-me que se não tivesse boa nota na prova, não ganharia presente de Natal e não viajaria ao Rio de Janeiro. Presente de Natal é bobagem, mas perder uma viagem para o RJ, nem pensar. Perguntei quanto ele queria tirar e ele respondeu na lata: "DEZ"! Coloquei a nota DEZ naquela prova em branco. Pedi para que o menino fosse tomar água, lavar o rosto e fazer a prova quando se acalmasse. Ele voltou e respondeu a prova em segundos. Se eu pudesse, teria dado ONZE, tamanha a perfeição de todas as respostas. Quando tirei a pressão do lombo da pobre criança, tudo ficou mais fácil.

Dia de corrigir prova é dia de várias sensações; algumas provas dão calafrios, ao pensar como é que o indivíduo consegue viajar tanto nas respostas. Outras, são verdadeiros orgasmos a cada sinal de certo nas questões.

Tem aluno que é aluno dez, mesmo que a nota na prova não seja o dez. O professor conhece o aluno que participa, que presta atenção, que estuda e que sabe, e não são as respostas da prova que vão mudar o posicionamento do professor.

Hoje minhas turminhas de espanhol me surpreenderam, nunca dei tanta nota boa, e de quatro turmas, só um aluno teve nota abaixo da média exigida pelo colégio. Mas para ele, nem eu, tampouco a escola, vemos mais solução... uma pena!

E eu que achei que não entendia nada de futebol...

Foi um jogo emocionante. Posso dizer que foi a melhor partida da minha vida. Desci com as crianças para assistir ao jogo no salão de jogos do condomínio, junto com uma parte bem animada da torcida feminina de vizinhas. Logo no elevador, questionei as criancinhas Hummel sobre a cor da Coréia do Norte, e percebi que estava trajando exatamente as tais: vermelho, branco e azul. Mera coincidência, ou culpa de quem resolveu colocar as três cores norte-coreanas no meu Adidas. Chegamos ao salão munidos de estoques de pipocas, amendoins, refris, salgadinhos e muita animação. Enquanto todas as crianças se arranjaram nas caderias, a mulherada se juntou ao fundo para conversar. Já tinha uns 20 minutos de partida, quando perguntei para que lado o Brasil faria gol. O que me impressionou foi que já sabia, sem ninguém me dizer, que o homenzinho parado era o goleiro, responsável por segurar a bola quando alguém chutasse pra ele. Na partida de ontem, o homenzinho parado de olhos puxados deixou duas vezes de segurar a bola. O do outro lado só uma. Já sabia, também sem ninguém me contar, que o tal lance recebe o nome de gol. Dei tanta risada com a minha torcida organizada de gols falsos, que agora posso confessar: saiu um pouquinho de xixi nas calças. Bem pouquinho. Chorei de tanto rir, literalmente. Eu organizava todos do salão e contava até 3. No 3, todos tinham que gritar gol e as várias pessoas que circulavam pelo condomínio, sem qualquer interesse no jogo, apenas nos gols, corriam para dentro vibrando. Alarme falso. Tudo bem para quem não achou graça, o que valeu foi rir quando eu estava lá, pois agora também não acho graça nenhuma.

Ao fim da partida, fomos brincar de casinha: cada uma levava toda a mulherada na casa da outra para trocar figurinhas sobre decoração. Amei a casa das minhas amigas, principalmente a da Mi, a qual estava enrolando para conhecer e sempre acontecia alguma coisa.

Na outra sexta-feira, tem mais animação por aqui!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sobre ter vizinho e sobre ser vizinho

Todos nós, seres humanos, devemos fazer o possível e o impossível para manter boas relações com as pessoas que permeiam nossas vidas. Em particular, acho que as relações com os vizinhos devem ser as mais amigáveis possíveis. Não sou o tipo de vizinha que pede o açúcar emprestado para fazer o bolo. É muito mais fácil eu pedir um bolo inteiro, até porque também não terei o açúcar em casa para emprestar caso meu vizinho precise.

Apesar de não ter açúcar em casa (mas tenho adoçante líquido), procuro cumprir algumas regras básicas de convivência em sociedade. Não gosto de música alta, pois podem incomodar aos vizinhos. Faço com que meus filhos saibam o quanto é importante fazer silêncio no corredor, afinal, não sabemos e nem é da nossa conta saber, quando o vizinho estará ou não repousando. Moro já há alguns anos no primeiro andar, então podemos andar a vontade em casa que não incomodaremos a ninguém. Meus vizinhos de cima colocaram manta de isolamento acústico, então não ouvimos nada que venha diretamente de cima de nossas cabeças.

O que me levou a refletir sobre vizinhos hoje foi o fato de ter recebido dois telefonemas, em horários distintos, cada um oriundo de uma parte da cidade, mas ambos moradores do mesmo condomínio que eu. O primeiro reclamava do vizinho de cima, que era barulhento, andava com salto alto, cachorro raspando no chão e pediu que eu desse um jeitinho. O que me ligou mais tarde foi o vizinho barulhento, o que mora logo acima do primeiro que ligou, fazendo exatamente as mesmas reclamações.

Dei risada da situação, e pensei comigo mesma: "será que as pessoas têm consciência do incômodo que causam às outras?". Você já experimentou perguntar ao seu vizinho, e estar pronto para ouvir um belo SIM, se você é um vizinho barulhento?

Vou perguntar aos meus, e estou preparada para ouvir o SIM, e também para mudar. Tudo o que podemos fazer para preservar a harmonia no convívio dentro de um condomínio, devemos fazer, pois amanhã pode ser que nos falte mais que uma xícara de açúcar para o bolo, e se não tivermos a relação harmoniosa com o nosso vizinho, para quem pediremos socorro?

O que aconteceu com o blogger...

... que não consigo postar fotos? Alguém me ajuda???? Please?????

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Quando a regra ultrapassa o bom senso

Estava anotado na minha agenda, dentre as tarefas de hoje: imprimir os exames médicos das criancinhas Hummel. Eis que vou pegar o protocolo dos exames e não os encontro em parte alguma. Solução? Pegar o carro e ir até o laboratório. Deixei a Bibizoca na escola, para fazer uma das 150 mil provas que ela tem semanalmente, e fui até a avenida Brás Leme para pedir o resultado dos exames. Cheguei, estacionei e como não tinha ninguém além de mim, como cliente, dirigi-me até a atendente. "Boa tarde, você poderia...". Fui interrompida. Sem esperar o que eu tinha para dizer, a mocinha foi logo me dizendo: "a senhora aguarda por gentileza, que já deu o meu horário?". Algo a dizer? Não. Esperei. A próxima que veio foi a enfermeira. Expliquei que perdi o protocolo, e queria o resultado dos exames. Fui informada de que eles não costumam entregar os exames sem o protocolo. "Dá para então, por favor, imprimir outro protocolo? Assim saio, entro novamente e peço-lhes os mesmos resultados, mas com protocolo nas mãos!" A enfermeira sorriu, pegou as identificações das criancinhas e imprimiu todos os exames. Tenho a sorte de já há alguns anos fazer todos os nossos exames nesta rede de laboratórios, considerada a melhor do Brasil. O procedimento deles é totalmente impecável, e a primeira atendente jogou parte do árduo trabalho de toda uma equipe, ralo abaixo, quando deixou de me atender. Era melhor inventar que estava com diarréia.

Outro caso desses que me acontecem, foi com relação ao cartão Hipercard. Tiramos este cartão nem sei porquê, já que nunca usamos. Mas por conta da viagem à China do marido, e da nossa obra e gastos de muitos e muitos dinheiros, fiz uma compra de roupas de cama e usei este cartão. O coitado é tão esquecido no fundo da carteira, que nunca mudamos o endereço para correspondências na administradora dele, assim, me esqueci completamente de fazer o pagamento. Ligaram para o marido cobrando, e lá fui eu, conforme instruiram marido, até a loja mais próxima do Sams Club efetuar o pagamento.

Quem conhece qualquer loja do Sams, vai visualizar a cena que vou descrever, já que o layout de todas as lojas são iguais. Há uma divisória que separa a entrada da saída. O balcão da administradora Hipercard fica bem na saída. Entrei, eu, as duas criancinhas Hummel e as três barrigas que roncavam famintas. Dirigi-me diretamente ao balcão Hipercard. Veio a "porteira": "Senhora, a entrada é por ali.". Disse a ela que iria no balcão Hipercard efetuar uma troca de endereços. Ela insistiu: "a senhora tem que entrar por ali e dar a volta!". Mas o balcão é aqui, bem na minha frente - ainda tentei argumentar, mas ela insistiu para que eu desse a volta. Sem a menor educação, mediante a falta de bom senso da funcionária, disse para ela chamar o segurança, enquanto isto trocaria meu endereço e faria o pagamento.

Claro que sai de lá exalando fumaça. Caramba, sei que regras são regras, mas como disse a Bibizoca, naquele dia, na sabedoria dos seus dez anos: "duvido que essa mulher nunca descumpriu uma regra da empresa em que ela trabalha, mamãe".

Sou uma pessoa que respeita e muito as regras, acho que precisamos delas para viver em sociedade. Mas deixar o bom senso de lado, em detrimento de uma regra, é abuso de poder!

O dia em que conquistei um condomínio de mansões com ofurô...

... mas lá no Céu!

Dia de buscar os passaportes. Lá fui eu com as criancinhas Hummel: carro, metrô, baldeação, escadas, mais escadas, Vale do Anhangabaú, Polícia Federal, e caminho de volta pra casa.

Quem foi o jumento que projetou as escadas do Shopping Light? É impressionante a burrice da coisa, deve ter dedinho de uma certa construtora porcaria que não quero dizer o nome, mas que o querido leitor e a própria construtora sabem de quem estou falando. Estamos em um lado do Shopping. Para passar do 5o. para o 4o. andar, temos que ir ao lado oposto para descer um lance de escadas. E quando chegamos ao 4o. andar, temos que voltar ao outro lado oposto até chegar ao 3o. E assim por diante, até alcançar o térreo. Ao todo, subimos e descemos 30 lances de escada, e nem acreditei quando sentei no meu super carro mosquito na volta!

Passaportes em mãos, agora estou apta para ganhar uma passagem de ida e volta para a Austrália. Todo mundo está perguntando para onde vamos viajar. Vamos para o Chile, daqui menos de um mês. Hospedaremo-nos no mesmo flat o qual moramos quase quatro meses, visitaremos os mesmos museus, os mesmos shoppings, reviveremos o ano em que ficamos em Santiago e que foi tão bom. Vamos até Viña del Mar, Valparaíso, uma passadinha na casa do Pablo Neruda, vamos ao Valle Nevado para que o Petelequinho coloque suas mãozinhas na neve e sinta uma das melhores sensações climáticas: o gelinho da neve nas mãos!

Para ir até o Chile, não precisamos de passaporte. Mas sou uma pessoa precavida, e estava com o documento vencido há um ano. Então, resolvi tirar agora. Vai que de lá do Chile, marido decida dar uma esticadinha até o Tahiti. Já pensou que delícia?

Posto as bolhas nos pés que conquistei semana passada, e mais as de hoje, juntando todos os problemas que estamos enfrentando aqui no condomínio, e mais os que já existem nas vidas de todo mundo, adquiri o direito a um condomínio com seis casas, todas com várias suítes, várias regalias, lá no Céu. Quem quiser ganhar o direito de ser meu vizinho, participe da promoção: VOU PARA O CÉU COM A PANDINHA. Basta deixar seu comentário aqui, dizendo: "O que você faria para dar boas risadas no Céu". As cinco melhores respostas ganharão a escritura da mansão celestial. As outras, ganharão o direito a visitas permanentes.

domingo, 13 de junho de 2010

Momento brega total

Não sei o que aconteceu comigo, mas hoje acordei surtada, com vontade de ouvir as mais bregas canções de amor. Tipo Karametade, Bruno e Marrone e afins. Chama o Juqueri... pirei de vez! Saudades dos tempos de outrora... mais um pouco e estou ouvindo e cantarolando os hits do Falcão e do Odair José!

Sobre travesseiros, bidês e roer unhas

Eu tinha três assuntos pra comentar, então vou tentar falar sobre todos em um único texto. Começando pelos travesseiros:

Desde que nos mudamos para o Solar, seis meses atrás, comecei a ter problemas para dormir, mais do que eu já tinha. Trocamos a nossa cama, e como a cama nova é tamanho king, comprei também travesseiros king. Começou minha saga. Não me adaptei ao travesseiro, e como em meio à mudança já tinha feito várias doações, devo ter doado meu velho e bom travesseiro no meio do caminho. Comprei então o tal travesseiro da NASA, e continuei tendo dores cervicais; optei por um de plumas de ganso genuínas, mas foi em vão, a dor continuou; então comprei um travesseiro de viscolástico, e mesmo assim continuei com dor. Até que encontrei em meio aos dez travesseiros que eu já tinha algum que confortasse meu pescocinho (imagina se fosse o pescoço de girafa de um certo parente que eu tenho que mora na Irlanda, coitado!). E foi em meio às várias noites mal dormidas que pensei no bidê.

Quando era criança, todas as casas tinham bidê. Inclusive na minha, mas acho que meu irmão nem era nascido naquela época. E para que servia o bidê? Na nossa casa servia para armazenar a roupa suja, aquela que tirávamos antes de entrar no banho. Também servia para apoiar o papel higiênico quando quebrava a molinha do suporte de papel higiênico. Utilidade mesmo, aquela para qual o tal bidê foi confeccionado, nunca vi ninguém usar. Então inventaram a ducha higiênica e o bidê morreu pra sempre (eu acho). Só que pensem comigo: se o bidê servia para higienizar as partes íntimas, ou o bumbum após um alívio de número 2, como fazemos com a ducha higiênica? Usamos o vaso sanitário como apoio? E fazemos aquela lambança com água? Não sei, no outro apê tínhamos ducha higiênica e nunca usamos, preferíamos o chuveiro mesmo. E aqui não temos a ducha e nem o bidê, o jeito é tirar toda a roupa e se enfiar sob o chuveirão, velho e companheiro. E já que o papo de bidê é meio que papo de merda, me vieram as unhas.

Quem roeu unha na infância, ou mesmo já como adulto? Eu fui uma criança roedora, e não tinha como fazer meu vício cessar. Minha mãe tentou. Mergulhou meus dedos feridos pelo meu canibalismo (já que além das unhas roía também as peles ao redor do dedo) em um pote de pimenta. Deixou meus dez pobres dedinhos queimando por uma hora. Depois entrei no banho, esfreguei sem parar e o sabor da maledeta saiu. Só de raiva, comi mais unha ainda. E minha mãe, só de raiva, decidiu mergulhar meus dedos, os dez, todos juntos, de uma vez só, nas fraldas do meu irmão. As fraldas lotadas de merda, de cocô, de bosta, de número 2, de coisa gosmenta de irmão gosmento. Tive que esfregar os dedos por três dias, para voltar a colocar as mãos na boca. E de raiva, fazia questão de, quando minha mãe pedia para eu pegar algo, usar os dedos que estavam mais sujos, só para que ela sentisse o sabor doce da minha bosta de vingança. Só parei de roer unhas quando eu quis, por ocasião da minha festa de 15 anos. E nunca mais comi nem unha, nem pimenta, nem bosta, porque deito a cabeça tranquila no meu travesseiro, mesmo que não tenha dado uma sentadinha antes no bidê.

sábado, 12 de junho de 2010

Festa infantil


Marido e eu (mais eu que o marido, já que ele já era contra) decidimos que não faremos uma grande festa para as crianças. Quer dizer, não foi que conversamos e batemos o martelo, mas como sei que ele concorda comigo, não vai se importar de eu escrever aqui que ele também decidiu. E como sou geminiana, posso mudar minha decisão até novembro, mas estou escrevendo HOJE e a decisão é de agora. Bibizoca fará 11 anos, já passou da fase de festinhas em buffet. Peteleco está no auge delas, e eu gostaria de, pela primeira vez, fazer uma festa só para ele. Só que cansei. Cansei de festas infantis, de comer salgadinhos, tomar suco, refrigerante, bolos, voltar pra casa cheia de doces e lembrancinhas. Não sei quantos finais de semana que estamos tendo festa, festa, festa. Hoje tivemos uma, amanhã teremos outra. Já perdeu até a graça nas crianças. Pretendo fazer um bolo em casa, com mesa enfentada, algumas guloseimas para comer, algo que dure lá suas duas ou três horas, como antigamente. Bexigas para animar a criançada. Pedaço de bolo no pratinho de plástico para que as mães comam no dia seguinte, quando a pança esvaziar. Ao invés de gastar cinco mil dinheiros em um buffet para fazer festinha, pode ser que façamos uma viagem com as crianças. Ou pode ser que nem tenhamos este dinheiro, nem para a festa, nem para a viagem, ou ainda, pode ser que decidamos guardar cinco mil dinheiros no porquinho, para alguma coisa no futuro. Tudo pode ser. A única coisa que eu gostaria que não fosse, é a minha mudança de idéia quanto a festa. Porque além da de amanhã, ainda temos no outro final de semana, e no outro, e no outro. Quando finalmente viajaremos para as nossas tão sonhadas férias. E apesar de já termos encontro marcado em outro país com conhecidos de outrora, lá não se tem "la costumbre" de fazer festinhas assim. Ufa. Que venham as férias!

Uma foto para animar o dia dos namorados das solteiras


Durante os três anos em que estive solteira, eu e minhas amigas tínhamos cartão de frequentadora VIP do Clube das Mulheres. Nem sei se ainda existe o lugar, mas demos boas risadas por lá. Também, dá uma olhada no bofe...

Ainda sobre a Copa do Mundo

Quem não tolera sequer ouvir falar em Copa do Mundo, melhor desconectar o computador até o próximo dia 12. Pois se eu, que sou a mais convicta detestadora de futebol, consigo falar no assunto duas vezes no mesmo dia, é realmente sinal de que o mundo acabará em 2012. Mas não podia deixar de comentar o que li. Um post no blog da Mirelle fazia alusão à pizza grátis e cliquei no link (o mesmo que espero que você faça agora). O anúncio é a mais sublime maneira de ver o mundo globalizado: a cadeia americana de pizza, comida inventada pelos italianos, ou pelos japoneses (seriam chineses?), com filiais na Irlanda, que perdeu para a França a chance ir para a Copa (dizem que foi roubada), anunciada por uma brasileira que mora na França, mas que tem amigos na Irlanda, que ama futebol, ama o Brasil, mas não gosta dos françolas, e nem assim conseguiu torcer ontem para os uruguaios, por conta deles terem tirado o Brasil da brincadeira em 1950, quando nem sei se a pizza já tinha sido inventada.
E por que eu disse tudo isso? Sei lá, para encher meu blog de linguiça, já que não tinha nada melhor pra falar, e enquanto escrevia, perdi o foco e o que eu ia dizer.
Bom, antes de eu clicar para publicar este post, marido chamou os tocadores de vuvuzela de "porqueiros de corneta".

Sobre a Copa do Mundo e o Dia dos Namorados

Há cada quatro anos, no mês de junho, a metade masculina dos brasileiros fica atenta para a grande paixão mundial, canalizando suas energias na Copa do Mundo. A metade feminina dá a mesma atenção ao Dia dos Namorados, mais uma data comercial inventada para esquentar as vendas em um mês cujos gastos com quermesses e afins já estoura o orçamento financeiro de qualquer família.
O ser humano é gregário por natureza. Thomas Hobbes já teorizou isto alguns séculos atrás, e John Lock afirmou pouco tempo depois. Um humano precisa do outro para viver, aprender, trocar e acasalar.
Muitas pessoas levam a necessidade de se ter um par ao pé da letra. Sofrem 364 dias do ano, e hoje sentem a mais profunda vontade de morrer, pelo simples fato de não ter seu par. Sabem por quê? Porque muita gente não aprendeu que cada um é a melhor companhia para si mesmo. Se não conseguimos entender e compreender a felicidade por completo enquanto estamos sós, como vamos praticar com um parceiro?
Acho o sofrimento da solidão do dia 12 de junho, no Brasil, uma grande bobagem. Claro que vão dizer que falo isto porque tenho o Toruboi como companheiro. Mas nem sempre foi assim. Quando tinha 14 anos, completados cinco dias antes do dia dos namorados do ano de 1988, comecei a namorar. Não foi o primeiro namorado, mas foi o primeiro que eu achei que levaria a sério. Ele me pediu em namoro exatamente naquele 12 de junho, e estava tão certo de que eu ia aceitar, que levou junto com o pedido um ursinho de pelúcia, com a inicial do nome dele bordada na roupa do ursinho, junto com uma caixa de bombons Garoto e um vaso de flor. Nem sei se eu gostava dele de verdade, mas o gesto tão romântico fez com que o namoro durasse por seis meses. No dia dos namorados seguinte, já namorava aquele que seria meu primeiro marido, com quem comemorei os próximos nove dias dos namorados. No último o qual estávamos casados, mas já sem viver um casamento, comprei uma passagem aérea e voei para Buenos Aires. Comemorei o 12 de junho no Planet Hollywood junto com minha ex-chefe e foi muito divertido.
No ano de 1999, estava grávida da minha filha, e separada havia dois meses. Experta (e humilde) que sou, marquei uma baita festança para comemorar meus 25 anos bem no final de semana do dia dos namorados. Assim, não passei a data sozinha. No ano seguinte, reuni todos os meus amigos homens solteiros (e eram muitos), e convidei-os para pagar um jantar para mim. Como faço aniversário cinco dias antes do dia dos namorados, aproveito a desculpa para nunca estar sozinha, e quando fiz 27 anos, tive o melhor dia dos namorados de todos. Reuni 120 pessoas no Bourbon Street (como eu conseguia ter 120 melhores amigos??????). Nunca houve uma data na qual eu ganhasse tantos presentes, flores e paparicos como naquele ano. Em 2002, quando completaria 28 anos, chamei um grande amigo para me pagar um jantar. Fomos para a Oscar Freire, a um belo restaurante e demos muitas risadas, principalmente falando de negócios. E três dias depois me casei com o Toruboi.
Dia dos namorados é uma grande bobagem, assim como o dia das mães, dos pais, das crianças e do Natal, data esta que muita gente esquece de agradecer, ao menos uma vez no ano, a oportunidade de estar vivo.
Dia de namorar é todo dia. Dia de amar também. Amar primeiramente a si próprio, e depois amar alguém. Namorar debaixo do edredom é gostoso todos os dias, principalmente em dia de inverno. Um jantar romântico, um café da manhã na cama, uma bela tarde de sexo apimentado, tudo isso seduz muito mais se acontecer fora do dia 12 de junho, pois ninguém espera nada nos outros dias do ano. E é aí que mora a surpresa.
Vou deixar um conselhinho registrado aqui. Para as pessoas solteiras, que sofrem pela solidão, convidem um amigo, uma amiga, um familiar, para fazer alguma coisa legal. Surpreenda! Para as pessoas que já encontraram seu par, deixem que hoje seja apenas mais um dia, e daqui a uma semana arrasem na criatividade. E para mim, não há conselho a ser dado, pois preciso fazer as contas para pagar o meu presente... de aniversário!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Minha viagem para a Polônia

Tem gente que fala que sou puxa-saco da Japinha. Mas não dá para não ser, ela é uma das pessoas que mais me faz dar risada no mundo, só perde para o Peteleco, para a Than, e para a Mi (minha amiga/vizinha).
Meu irmão e minha cunhadinha casaram-se em Portugal. Ok, não é novidade. E foram, dentre outros lugares, para Óbidos, cidade que eu www.amei.com.br. Hoje, a Japinha postou no blog dela as dicas de viagem para aquela cidade. Eu fui lá e comentei que amei a cidade, e quero voltar lá depois de ir para a Polônia. A Japinha, muito das afoitas e curiosas (e geminiana e minha cunhada) me mandou um email imediatamente, querendo saber se vamos para a Polônia. Chorei de rir. O que me fez lembrar que marido já foi para a Polônia.
Morávamos em Monte Estoril, em Portugal e surgiu a viagem para lá. Eu decidi que iria junto com ele, com todas as despesas pagas por mim (com o dinheiro dele). Só que o marido decidiu falar com o chefe dele antes, e pedir permissão para a minha viagem. Claro leitores, claro, concordo com todos vocês, O QUE O CHEFE TINHA QUE VER COM A MINHA IDA À POLÔNIA? Nada. E o chefe disse: "sua esposa não pode ir". E marido não me levou. (versão contada por ele).
Como Papai do Céu está sempre ao meu favor, sempre, mesmo que pareça o contrário algumas vezes, marido chegou no aeroporto de Lisboa e perdeu sua carteira. Embarcou primeiro para Frankfurt, só com um passaporte em mãos, mais nenhum documento, cartão ou dinheiro. No aeroporto, encontraram a carteira e o telefone do flat em que morávamos. Ligaram para lá e me comunicaram da perda da carteira.
Como boa (e idiota, e burra, e estúpida, e cretina) que sou (e já era seis anos atrás), liguei desesperada para a sede da empresa. Falei para a secretária do marido que estava desesperada, pois marido chegaria na Polônia sem ao menos ter como sair do aeroporto, por não ter dinheiro nem para o táxi. A secretária, muito gentilmente, disse-me para que não me preocupasse, pois a "colega" que estava viajando com ele estava munida de dinheiros e cartões, e que o "Senhor" Milton não passaria nenhuma necessidade fora de casa.
Se marido teve amor, naquele momento, àquilo que faz dele um homem, o medo e o arrependimento de fazer coisas escondidas foi tão grande, que a "máquina" não deve ter funcionado. Também, não tem como saber, pois não é preciso ir até a Polônia para trair a esposa. Ou é?

Momento 4: a família Ribeiro Toni




Estes são meus amigos que moram em Curitiba, na festa de 2 anos da Bibizoca. Telma Maria (a mãe), Sérgio Francisco (o pai), Gabrielle Christinne (a filha), e Rodrigo Manuel (o filho). Eu sou a bonitona de preto (quer dizer, a lindona). Ah, podem falar a vontade sobre os nomes deles, pois eles nem sabem que tenho blog!

Momento 3: futura mamãe e amigas queridas


Esta foto foi tirada na minha festa de 25 anos. Estava grávida da Bibizoca e junto comigo minhas amigas da faculdade de Direito, Sâmia e Aldinha. A pequenina que está junto é minha filhinha postiça, a Maguinha, e filha de sangue da Aldinha. Ela se casará no próximo dia 24 de outubro. O tempo passou? Ou voou?

O motivo de postar fotos + o que você levaria com você em um incêndio

Fui questionada sobre o porquê de mexer no meu baú de fotos. E o incêndio tem tudo a ver com as fotos. Sou uma pessoa muito organizada, não daquelas que tem TOC, mas gosto de cada um no seu quadrado, cada coisa em seu lugar.
Quando era criança, meus pais não tinham máquina fotográfica, nem dinheiro para ficar comprando e revelando fotos. Quase não há recordações da Pandinha filhotinho. Acho que por isto, quando a Bibizoca nasceu, me acabei de tirar fotos dela. Era pelo menos um rolo de filme revelado por semana. Peteleco já nasceu na era digital, e podemos tirar quantas fotos quisermos.
Decidi que iria digitalizar todas as fotos que tenho em casa, para poder levar no dia do incêndio. (muita calma nessa hora, não estou louca, ops, totalmente louca).
O que você levaria com você se, de repente, sua casa começasse a pegar fogo? Bom, eu, na minha santa organização, penso sempre nisso e as únicas coisas que pegaria seriam: as criancinhas Hummel, minha bolsa e meu HD (se o fogo ainda estivesse longe, pegaria também meu notebook e alguma comida pelo caminho). Portanto, gostaria de ter todas as minhas fotos digitalizadas e dentro do meu HD portátil, pois se um dia minha casa pegar fogo, não perco as lembranças dos meus filhos.
Já pensei muito a respeito, e sinceramente, acho que fui Joana D'arc na outra vida, para ter tanta cisma com incêndio. E em meio à minha cisma com incêndio e a necessidade de não apagar a infância das criancinhas Hummel, comecei a digitalizar tudo e cheguei às fotinhos tocas que tanto tem feito este bloguinho feliz. E colorim colorado.
p.s.: e você, o que levaria se começasse um incêndio na sua casa e tivesse que sair correndo?

Saudosismo

Sou uma pessoa saudosista e vivo de lembranças. Não é que o presente não seja bom, mas foi o passado que me trouxe até aqui, que moldou e armazenou minha experiência de vida, portanto, adoro o passado e, principalmente, amo relembrá-lo.
Ontem foi a estréia da Copa do Mundo e nada mudou em minha vida. Minha dor de cabeça sumiu, mas não foi em homenagem à Copa. Dormi bem, mas foi graças ao pretinho básico que engoli. O que mudou minha vida foi eu ter comprado mais um agasalho Adidas para mim.
Amo agasalhos Adidas. Acho que é uma coisa que trago de lembrança da infância pobre, que nunca tive condições de ter um. E o que a Copa tem que ver com o Adidas? Tudo.
Quatro anos atrás, meu irmão ainda trabalhava na Globo e foi todo feliz participar de sua primeira Copa fora do país. Eu fiquei toda eufórica, e pedi para que ele me trouxesse um agasalho Adidas, direto da terra dos Adidas. Quarenta e tantos dias depois, volta meu irmão. Sua primeira parada foi na minha casa. Eu toda excitada na abertura da mala. Ele tirou um agasalho Puma e me mostrou. Minha reação: "nossa, detesto Puma". Olhava feito criança para dentro da mala, esperando o momento de ele me entregar meu agasalho Adidas vindo da Alemanha (pois já tive Adidas que veio da França, de Portugal, do Chile, mas da Alemanha NUNCA). E eis que meu irmão me responde: "este agasalho é pra você". E qual era o agasalho? O horrível da Puma. Ele fez isso de vingança, pois um dia dei um casal de peixes de presente pra ele, mas ele detestou.
E o que tudo isso tem a ver? É que ontem, em homenagem ao meu irmão que nunca me trouxe um agasalho Adidas da Alemanha e me frustrou, eu comprei um agasalho Adidas pra mim de presente, de uma cor que eu já tinha tido alguns anos atrás. E estou muito feliz, já vestindo o bonito hoje. Acho que por isto minha dor de cabeça passou!
Ah, meu agasalho é: calça preta e blusão azul lindão, sabem qual é o azul lindão? Qualquer hora tento explicar melhor. Vou buscar as criancinhas Hummel na escola. Fui

Momento 2: só eu quero ser tosca


Olhem a legenda que encontrei por detrás desta foto: "aqui foi quando eu concorri no concurso de Miss Simpatia/87, representando a sétima B, foi super demais!". Duvido que alguém me supere nesta foto!

Momento: sou tosca


Esta foto é do meu chá de cozinha, em 17/10/1992. Reparem em toda a minha roupitcha. Foi assim que me fizeram sair com uma corneta em mãos, mais um balde, pedindo dinheiro nos estabelecimentos comerciais. Aos 18 anos, vale TUUDOOO!

O novo layout

Queridos leitores da Pandinha, apesar de estar recebendo elogios sobre o novo layout do blog, queria dizer que foi mero acidente. O blogger colocou como opção alguns novos templates, e eu, bobinha, cliquei sem querer em um deles e... e.... mudou me bloguinho que meu irmãozinho fez com tanto amor e carinho. Fiquei tão tristinha, pois gostava muito daquele outro. Acho que todo mundo está gostando, pois novidade é sempre legal, mas passado um tempo, se aquele outro layout aparecer, tenho certeza de que vão preferir...

Serviço de utilidade pública - tarifas bancárias

É com muita frequência que vejo pessoas reclamando das tarifas exorbitantes que os bancos cobram por qualquer tipo de serviço. Quando preciso pagar algo para alguém, utilizo o mesmo meio no qual pago minhas contas: a internet. Entro no site do banco e envio um DOC. Quando alguém precisa me dar algum dinheiro, paga em espécie, em cheque ou depósito bancário que leva alguns dias para eu ver os números positivarem na conta. E por que não pago tarifas bancárias? Muito simples. Primeiro porque pago todas as minhas contas pela internet, assim, não gero despesas para o banco em ter mais funcionários sentados na agência. Depois porque não faço saques de dinheiro, utilizo o cartão de débito para pagar qualquer valor. Cada vez que passo o cartão na maquininha de débito, o dono do estabelecimento engorda a conta do dono do banco em muitos dinheirinhos. Assim, o banco fica feliz comigo e não cobra nada de mim. Experimentem o cartão de débito. Hoje em dia, é difícil encontrar algum estabelecimento que não o aceite, e para quem utiliza, é muito mais seguro que andar com o dinheirinho em mãos.

Enxaqueca

IMPORTANTE: neste post, falarei de novo sobre minha dor de cabeça crônica, portanto, quem é leitor assíduo e se cansou do assunto, pule este texto e aguarde o próximo!
Perdi a conta de quantos dias estou com dor de cabeça contínua e ininterrupta. Foram muitos mesmo. Ontem encontrei uma vizinha na garagem e conversamos sobre o assunto. Minha cabeça tem doído dia e noite e por conta dela, tenho dormido pior ainda. Sei que cansa ouvir alguém reclamando todos os dias da mesma coisa, e assim parei de reclamar da minha pobre cabeça doendo. Tem gente que ainda pode reclamar para o marido, só que nem isso eu posso, pois o meu só sabe dizer que tenho que me cuidar. Como vivo cuidando dele e dos seus dois filhos, não tem sobrado tempo para mim. Até que hoje...
... bem, hoje acordei sem dor de cabeça. Estou com vontade de andar, dançar, correr, pular, brincar, me divertir, com uma felicidade que está pulando para fora de mim.
Sobre a vizinha da garagem, ela tem a solução para minha dor de cabeça, porque é amiga da filha de um dos papas da neurologia no Brasil, e vai me encaminhar para ele. Já fui a um médico muito bom, não era o papa, mas era um bom sacerdote. Fiquei três meses para conseguir a consulta e no dia dela, aguardei por cinco horas para ser atendida. O cara era bom, me medicou e disse que meu problema não era enxaqueca, mas sim estresse. Deu-me antidepressivo e calmante para tomar durante dois meses e pediu que eu fizesse um diário, durante aqueles sessenta dias, dos sintomas e depois voltasse lá. Só que quando os sessenta dias se passaram, tinha que aguardar mais noventa para conseguir nova consulta. Foram dois meses sem dor de cabeça, portanto, o sacerdote tinha razão. Só que a impaciência fez com que eu não voltasse nele.
Hoje vou marcar com o pai da amiga da vizinha. Disse que ele me atenderá na próxima semana. Isto significa que sairei de lá com várias receitinhas de cor azul, para comprar remédios para o estresse, o que, por consequência, resolverão também meu problema de dormir.
A coisa estava tão tão tão tão (e mais 1000 vezes tão) grave comigo, que quarta-feira quase cai da escada, andava até sem enxergar direito. Dei uma batida em uma das bandas do traseiro que quase me aleijou o sentador. E por conta da dor no sentador, ontem virei a perna, quando fui entrar no carro e não conseguia sentar direito, torci a perna que ficou pra fora.
Mas como disse anteriormente, hoje tudo está cor de rosa: o sentador me permitiu ficar sentada, a cabeça sem doer, a perna funcionando e percebo o quanto a vida é bela, o quanto é divino ter tudo funcionando no nosso organismo. Obrigada Papai do Céu, pelo dia de hoje. Que eu possa levantar vários dias da minha vida assim. Amém.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Selinho da Pandinha

Há algum tempo queria criar o Selinho da Pandinha, para oferecer às pessoas que, diariamente, me proporcionam bons momentos de leitura, de risada, de conhecimento, de diversão. Eis ele aqui:
A regra para postá-lo é: NENHUMA. Se eu passar pelo seu blog e deixar o selinho por lá, é porque, de verdade, visito seu blog diariamente! Agora vou passar em alguns bloguinhos e presentear os blogueiros!

Sabor de Maboque

Há algumas semanas, comentei aqui sobre o livro que encomendei, "Sabor de Maboque", da escritora angolana Dulce Braga. O livro demorou para chegar, acredito que a loja virtual deva ter encomendado da editora após minha compra, devido ao tempo de espera. Espera esta que valeu muito a pena. Recebi o livro no início da semana e estava afoita para iniciar a leitura. Iniciei-a ontem a noite, e terminei na noite de hoje. Que história sensacional. Foi a leitura mais sinestésica da minha vida. Consegui sentir o cheiro, o sabor, visualizar, tocar. Sempre fui aficcionada por biografias, e tenho certeza que a vida da autora é muito mais rica que o breve relato desta sua obra de estréia. Breve, mas completa, complexa, rica em detalhes, rica em conteúdo de vida, histórico e geográfico. Se alguém tiver algum receio antes de comprar, indico o blog da Dulce: www.sabordemaboque.blogspot.com. O livro está entre os mais vendidos já em alguns lugares no Brasil, e não estranhem se, em breve, o virem por todo o país. Parabéns querida Dulce! Espero em breve encontrá-la em Campinas para ter seu autógrafo no meu exemplar, que guardarei em minha biblioteca com grande carinho.