segunda-feira, 31 de maio de 2010

Agradecimentos


Senhor, obrigada por ter colocado a Japinha na nossa família e ter feito meu irmão se casar. Mesmo que ele seja gay, agora ao menos tem um documento pra dizer que é casado. E com uma mulher. Não que eu seja preconceituosa, Papai do Céu, pois tenho vários amigos gays, mas sempre tive medo que as pessoas descobrissem a verdade sobre meu irmão e me isolassem dos seus convívios. Amém.

O antes e o depois



A primeira Copa dele foi em 1982. Agora já é um homenzinho casado com a Japinha.
Alguém consegue perceber que o cara é meio japonês, ou sou só eu?

Ele disse sim, claro

Claro que ele diria sim, mas não porque ela é engraçada, não porque ela faz a dancinha, não porque ela é humilde, ele disse sim, pois a ama e o amor faz com que as pessoas digam sim até para coisas que jamais imaginariam dizer sim.
Meu irmão se casou. Com a Japinha. Lá em Cascais, cidade na qual a família Hummel, antes de chegar o Petelequinho, viveu por um ano. Quem diria. Não meu irmão se casando, mas se casando em Cascais, lugar onde nos restou o último vínculo da nossa infância, muito mais da minha do que da dele e da minha irmã.
O casório foi no último dia 28, e eu sem conseguir falar com ele ou com a Japinha, sem saber como tudo ocorreu. Olhando aqui no blog de meia em meia hora para saber se tudo deu certo, se a Japinha conheceu a Boca do Inferno, um grande sonho seu.
Casaram-se no mesmo cartório que eu, seis anos atrás, briguei para conseguir transferir o documento do meu carro. Cartório não, conservatória. Afinal, tudo aconteceu em Portugal. Foram comemorar no restaurante da Guia, em frente ao nosso apartamento de Cascais. E tiraram a foto na Boca do Inferno, que de inferno passa longe tamanha a beleza.
Um brinde aos noivos, um brinde à minha agora oficial documentada titular e para sempre cunhadinha que tanto amo. Que meu irmão faça ela feliz, tanto quanto eu faço o Toru feliz, afinal, somos Lemos ou não somos?

Espírito de Porco - finalmente

Passei alguns dias anunciando a chegada do espírito de porco, deixando pessoas curiosas e sem saber do que se tratava. Queria fazer um link no bloguinho para escrever só histórias de espírito de porco, já que sou uma espécie genuína da raça. Minhas limitações, porém, deixam a desejar, e contarei as aventuras de um espírito de porco em forma de Panda por aqui mesmo. E se alguém tiver uma boa história de espírito de porco, mande para meu email que publicarei.
Começarei hoje com o Marquinhos. Conheci o Marquinhos na internet, acho que no Almas Gêmeas do Terra, que nem sei se existe mais. Ele estava trabalhando na GM americana, eu em Sampa. Conversamos muito, ficamos amigos. Assim eu achava. Marquinhos, um alto executivo de multinacional, voltou de viagem e quis me conhecer no mesmo dia. Marcamos um encontro e quando chego ao encontro, chega Marquinhos com muitos presentes para mim: perfume importado, bicho de pelúcia, chocolates importados. Odiei, pois o que era para ser uma amizade, começava a levar o nome de segundas intenções. Naquela noite, jantamos no Quinta da Mandioca e eu sou tão iluminada que encontrei um querido casal de amigos no bar da Oscar Freire, em plena segunda-feira. Marquinhos me adorou. Eu o odiei. No dia seguinte, combinei com a minha amiga: "vamos passar um trote para o Marquinhos?"
O cara não se chamava Marquinhos, mas por algum motivo escolhemos esta alcunha para o pobre rapaz. Assim, começamos a divulgar o número do celular do Marquinhos para qualquer pessoa que conhecéssemos. E pedíamos para que a pessoa ligasse no número e chamasse pelo Marquinhos. A coisa se espalhou de Norte a Sul da cidade. Marquinhos começou a ter medo de sequestro, pois já naquele ano de 2001, com um belo Passat importado blindado, tinha pavor de acontecer alguma coisa por ser um executivo tão novo e tão bem sucedido (ele tinha 31 anos). Um dia, meu sobrinho nasceu. Sexta-feira a noite, bem a noite, praticamente meia-noite. Havia jantado com o Marquinhos no shopping Morumbi e fui para o hospital Santa Joana. Estávamos eu e o pai do meu sobrinho, ávidos por fotos do bebê na tela. E na falta de ter o que fazer, vamos brincar de Marquinhos.
As pessoas ligavam para o telefone do Marquinhos e diziam: "alô, é o Marquinhos?". O cara respondia que não. E a cada dia que passava, ele ficava mais preocupado, afinal, quem era o Marquinhos que estava divulgando seu telefone? Só que o pai do meu sobrinho pegou pesado naquela noite. Ligou para o cara e intimidou: "seguinte Marquinhos, tô ligado no esquema dos bagulhos, ou você entrega minha parte ou conto tudo para os caras".
Marquinhos, com sua boa influência, rastreou o número chamado e descobriu que a ligação veio de um celular que ligou de dentro da maternidade Santa Joana. Como havíamos jantado há poucas horas, associou logo o início dos trotes com o dia em que me conheceu. E me mandou um email dizendo que estava pensando em se casar comigo, mas não esperava uma atitude daquelas.
Claro que não respondi. Claro que fiquei triste porque acabou a brincadeira de Marquinhos. Claro que achei o cara um louco, pois jamais pensei sequer em beijar o cidadão. Claro que nunca vou me esquecer deste episódio cômico da minha vida. Talvez o mais engraçado que já vivi.

Alguém ainda quer ser meu amigo?
p.s.: essa história pode até não parecer tão engraçada. Mas as mais de 30 pessoas que brincaram de Marquinhos no período de aproximadamente dois meses foram muito felizes! E o que teve de gente fazendo xixi nas calças...

História inventada

Chego a ser tão velha, que na minha infância ainda havia a diferença entre história e estória. Hoje é tudo a mesma história. Seja qual for, a grafada com E ou com H, gosto de ambas. Se não tivesse optado por ser Panda por profissão, seria contadora de estórias.
Sempre exerci meu lado "Pink Dink Doo" com as criancinhas Hummel e adoro a fascinação deles por minhas maluquices.
Quando minha filha era pequena, sempre foi muito chorona e escandalosa. Por qualquer coisa chorava e abria aquela boca enorme e eu morria de raiva. Quando fomos morar na Europa, ela tinha 4 anos e marido morria de medo dos escândalos dela, medo de alguém chamar a polícia e pensarem que eu espancava a criança. Como sair da situação? Inventei para ela que em Portugal havia o Disk Cuca e o Disk Saci. Ambos tinham a dinâmica de funcionamento semelhantes.
Todas as vezes em que ela começava o escândalo, pegava o telefone e fingia discar para o Disk Cuca ou para o Disk Saci. Contei para ela que, ao serem solicitados, enviavam imediatamente uma "carrinha" (como os portugas chamam as lotações escolares) para nossa casa, e a levariam para o reino de Monteiro Lobato. Lá, ela seria transformada em Cuca ou Saci. Se fosse Cuca, deixariam-na verde e com cara de jacaré; se fosse em Saci, jogariam nela um balde de tinta para que ela ficasse da cor do Saci, e cortariam sua perna. Com o passar dos tempos, os escândalos diminuiram. E somente agora, aos 10 anos de idade, que ela parou de gritar.
Quando minha filha era pequena, pegava o pé dela e dizia que era uma saborosa bisnaguinha comprada na padaria. Com meu filho, dizia que era um bife bem suculento. Ele foi crescendo e perguntou onde eu tinha comprado o resto dele, já que o pé era um bife. Contei que comprei ele todinho no açougue. "Como mamãe?". "Simples filho, a mamãe chegou no açougue e pediu a carninha mais gostosa e saborosa que eles tivessem. Então comi a carne e de lá do Céu, o Papai do Céu jogou uma sementinha, que caiu na minha barriga bem onde estava a carne, e se transformou em um bebê". Ele pede várias vezes para que eu reconte a história de vida dele, tão bonita e romântica.
Hoje a mais velha já não acredita mais, só que o pequeno ainda sim, na história de formação da nossa família. "A família era só a mamãe. Aí veio a Tatá (irmã) e éramos uma família bem pequena. Um dia, passando na rua, vi um cachorro bem sujo e sarnento. Peguei o cachorro, levei pra casa, dei banho, tosei os pelos e dei um beijo nele. De repente, o cachorro se transformou no papai. E quando faltava ainda alguém muito especial para nossa família ficar completa, a mamãe foi no açougue."
Alguém aí duvida da minha sanidade? (rezando para o Conselho Tutelar nunca ler meu bloguinho e tirar meus filhotes de mim)

E na foto de hoje...


... eu já fiz parte da fanfarra da escola!

Promoção

A palavra promoção vem do verbo promover, e na grande parte das vezes é usada no afã de premiar.
Sou um tremendo azarão em promoções. Nunca ganhei nenhum prêmio. Quer dizer, mentira, já ganhei sim. Está em algum post aqui do bloguinho (que estou com muita preguiça de localizar) que ganhei um par de ingressos para um show, tempos atrás. Só que como esqueci de colocar meu telefone na hora da inscrição, só descobri um mês depois que o show havia terminado. Ultimamente, tenho feito inscrição em todas as promoções que cruzam comigo: de blogs, do cabelereiro, da loja de roupas, do dia das mães da escola. E nada. Então resolvi fazer uma promoção aqui, só que diferente das que vejo nos bloguinhos. Vou explicar:
Sou blogueira de carteirinha e quando criei meu blog, não tinha a pretensão de ser lida por ninguém, só que todo mundo gosta de estar presente nas loucuras e devaneios da vida alheia (loucuras e devaneios era o nome original do meu bloguinho). Tenho sido mais visitada nos últimos tempos e recebido recados de blogueiros de várias partes. Amo, não só pelos recados, mas pela oportunidade de conhecer novos blogueiros. Eis a promoção: deixe um comentário para a Pandinha, caso você tenha interesse em me ter como leitora do seu blog. Não se esqueça do link. Se o blog for bem legal, escreverei um post especialmente para ele, indicando-o por aqui.
Esta promoção não tem prazo para término, não tem número de ganhadores, pois todos que quiserem, ganharão. Basta participar!

domingo, 30 de maio de 2010

De olho na vida do vizinho


Copa do Mundo é a maior paixão do brasileiro. Sim, pois brasileiro gosta de futebol e carnaval, mas como o carnaval acontece todo ano (e em algumas regiões do país, todo mês), o futebol acaba trazendo mais fascínio.
Eu tenho 35 aninhos, nasci em ano de copa, então significa que estou em minha décima Copa. Não gosto de futebol, e quem me conhece sabe disso. Só que QUEM SOU EU perto de tanto brasileiro alucinado? Ninguém.
Eis que no meu condomínio de alto-padrão decidiram que não poderão ser colocadas bandeiras nas sacadas, durante o período da Copa. As bandeiras poderão, sim, dar o ar da graça uma hora antes de cada competição DO BRASIL, e retiradas ao término da partida. Coisa de louco?
Moro em um condomínio, como já disse outras vezes, em um bairro da periferia da Zona Norte, que só perde para a Brasilândia. Um lugar que tem muita gente boa, onde estou fazendo bons amigos. Só que não quero ser amiga de gente que come cocô. Somos um conselho formado por cinco moradores, e eu sou a louca da história. Sou sempre a pessoa que vota sozinha em várias ocasiões, pois há pessoas que se sentem donas do condomínio.
Conselheiro ou síndico não é dono do espaço que administra. São pessoas que representam a vontade do povo, no caso aqui, dos moradores. E quem ouviu algum morador para, arbitrariamente, impetrar tal regra de colocação de bandeiras? Só eu, a que votou a favor das bandeiras, mesmo sem gostar de futebol.
A polêmica está tão grande, que foi decidido por um grupo que as bandeiras serão instaladas, sim. E em caso de multa por ordem do fabuloso conselho, convoca-se uma assembléia para decidir a anulação das multas. E a convocação de um novo conselho.
O mais engraçado estão sendo os comentários paralelos. Disseram que no Natal, o conselho decidirá pela quantidade de lâmpadas que poderão ter cada pisca-pisca, qual a cor, a intensidade do brilho das lâmpadas, para que lado cada lâmpada deverá ser posicionada e o intervalo entre um pisca e outro. Duvidam? Aguardem dezembro! Este condomínio e o conselho estão parecendo o Brasil, muita gente mandando, muita bobagem sendo ouvida e muita gente insatisfeita do outro lado. Ou, como no Brasil, estão tentando desviar o foco de coisas realmente importantes, enquanto ficam de olho na bandeira do vizinho!

Dica de português

Hoje trago muito mais um apelo que uma dica. Sei que cometo erros, ainda bem, pois só eles garantem que eu tenha algo a aprender, sempre. Só que me incomodo MUITO quando ouço duas coisas:
A primeira é a palavra GRAMA: grama, substantivo feminino, é o matinho que nasce no nosso jardim. GRAMA, substantivo masculino, é unidade de medida. Portanto, dizemos DUZENTOS GRAMAS, SEISCENTOS GRAMAS. Pois é O GRAMA!
A segunda coisinha, também relacionada ao gênero da palavra, é quando ouço: MEIO-DIA E MEIO. Não é MEIO, e sim MEIA, pois estamos falando de metade da hora, MEIA HORA. Deu para entender? Ufa! Então me ajudem a divulgar a força correta!

Mais um post sem título

Não tenho nenhum problema em escrever ou em encontrar assunto para o bloguinho. Meu grande problema é dar título aos meus posts. Quem sabe encontro um curso para aprender a dar títulos objetivos aos meus textos. Enquanto o curso não acontece...
Ontem foi aniver da Rafinha no salão de festas infantil do condomínio. A Rafa é uma menina fofa, que parece a Branca de Neve, amiguinha do Peteleco. As crianças todas se divertiram muito e há pessoas que fazem a diferença em suas festas. A Dani, minha amiga e mamãe da Rafa, é uma pessoa muito desencanada. Conforme os convidados chegavam, a pequena abria seus presentes e ali mesmo, com os amiguinhos, brincava e se divertia. É para isso que servem os brinquedos: PARA BRINCAR. A família toda é nota mil, e não posso deixar passar batido aqui o fato de o Miguel, o papai da Rafa, não usar cuecas. Ok, não ia contar nada, mas já que ele disse que é leitor do meu blog, preciso homenagear meu amigo querido!!!!
Hoje fizemos uma boa limpeza nos armários de roupas das crianças, e claro que me estressei com a empregada e as sujeiras encontradas. Toda empregada é boa, desde que a patroa seja cega. Lá vou eu amanhã ter que acertar os ponteiros com ela. Ou pegar balde, vassoura e pano de limpeza e levantar as mangas das blusas! Almoçamos em um lugar MARA, comidinha bem caseirinha, depois fomos trocar o presente do marido. Ontem ele já tinha ido até a Fast Shop trocar o som, que veio novamente com defeito. Fiquei muito brava, pois ele não levou nenhum iPod para testar, e o defeito foi o mesmo do aparelho anterior. Estranho, pois Philips não é uma marca ruim, e o único aparelho com funções similares era um da Sony, cujo design não agradava os nossos olhos. Eis que vem o Gerente da Fast Shop e muda a voltagem do aparelho, que sai de fábrica em 220wts. E tudo funcionou maravilhosamente. Peguei as criancinhas Hummel de fininho e sai da loja; só não vesti uma peruca por não ter uma em mãos. Ainda bem que não tenho nada pra comprar naquela loja tão cedo, já que nem sei se um dia terei coragem de entrar lá de novo. E pensar que eu também já fiz isso... que mico!

sábado, 29 de maio de 2010

Quando cada um vai para um lado


A dissolução de um casamento é algo muito triste. Vivemos em um momento no qual as mulheres idealizam verdadeiros momentos de princesas para o dia do enlace. Será, porém, que dentre tantos e tantos meses gastos para planejar um único dia, existe também o planejamento de como será a vida a dois? Casamento é o momento onde duas pessoas serão responsáveis cada um por sua vida e cada um pela vida do seu companheiro. Para tanto, não basta apenas ser feliz, há também que se fazer o companheiro feliz, no sentido mais amplo que a felicidade pode chegar. Pessoas estão cada vez mais intolerantes, cada vez mais individualistas e cada vez conversando menos.
Já passei pelo momento do divórcio, e duas vezes; conheci meu marido apenas quinze dias depois do fim do seu casamento, e vivi com ele todas as dores de uma separação. Era só um pouco mais experiente que ele, por já ter vivido a minha separação três anos antes. Mas dói e ponto. É o fim de um sonho de vida.
Não tenho a fórmula de um casamento perfeito. Procuro reclamar de tudo que não gosto no marido e mesmo que eu seja uma pessoa difícil para ouvir críticas, sei que tenho muitos defeitos também. Busco ser companheira dele, ouví-lo e grito para ser ouvida, já que homens têm certo probleminha em dar atenção às nossas críticas e resmungos. Participo da vida do marido tudo que posso e mesmo que ele não goste, tem que participar da minha, pois enxergamos o casamento como uma união, uma parceria. Infelizmente, a intolerância, o individualismo e a falta de companheirismo são fatores que têm levado sonhos ao pesadelo.
Ontem soube de um casal que se separou e mesmo sendo gente que não tenho contato, foi uma notícia que me abalou muito. A única coisa que me faria separar-me do marido seria traição, pois ela é algo que um ser em evolução como eu ainda não aprendeu a perdoar. Qualquer outro motivo levaria a mim, e acredito que a ele também, a uma luta incansável para manter nossa união e nossa família.
Um brinde ao casamento, ao amor, ao sexo, à tolerância e aos casamentos duradouros!

Dica de português

Na dica anterior, falei sobre a queda do acento diferencial em algumas palavras e citei o verbo parar e a preposição para. Falando em acento, como fica o uso da crase? A crase permanece inalterada, pois trata-se de um acento que designa a contração da preposição PARA e o artigo A. Portanto, nada de tirar a crase pessoal, e para quem tiver dúvidas quanto ao uso, basta ver se na sua sentença, desmembrando-se o "À" e transformando-o em "PARA A", a oração fica com sentido completo. Entenderam?

A foto de hoje


Para tentar levantar meu astral e minha alto-estima - 10 anos atrás!

Espelho, espelho meu


Lembro-me de ser fascinada pelo universo dos gêmeos desde muito pequena. Nunca fui uma criança que brincava de bonecas, mas meus filhos gêmeos, meus bonecos imaginários, chamavam-se Letícia e Leonardo. Claro que uma criança não se liga em como funciona a gestação, nem sabe como gêmeos vão parar na barriga de alguém, só que no meu íntimo eu sabia que um dia, cresceria e teria meus gêmeos. Então eu cresci, descobri como se fazem os bebês e a idéia dos gêmeos se distanciou. Quando fiquei grávida da minha filha, fiquei muito feliz ao ver apenas um bebê na ultra, já que a grana mal ia dar para bancar as despesas de uma criança. O sonho dos filhos gêmeos não foi embora, só não há mais planos para criancinhas na família Hummel, portanto, o sonho virou apenas um sonho.
Por mais difícil que seja ter dois filhos ao mesmo tempo, a longo prazo a dificuldade deve sumir, já que uma criança sempre fará companhia para outra. Sei que a psicologia afirma não ser bom vestir crianças gêmeas da mesma maneira, mas não há como negar que é tão bonitinho ver um parzinho de vazos. Ainda mais quando são duas meninas trajadas com belos vestidos e ornamentos na cabeça. Muitos gêmeos sentem-se incomodados com as comparações e as confusões entre as pessoas. Faz parte.
Para quem se interessa, assim como eu, por este fantástico mundo, descobri um blog muito legal, que fala tudo sobre gêmeos, curiosidades, gêmeos famosos e o que mais interessar. Dá um pulinho lá: Vizinhos de Útero.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dica de português

Ao final do último parágrafo da mensagem anterior a esta, grafei propositalmente a palavra PÁRA. De acordo com a nova grafia da nossa língua, não há mais o acento que diferencia o verbo parar, conjugado na terceira pessoa do presente do indicativo (eu paro, tu paras, ele para) da preposição para. Como fazer então a distinção? Sempre no contexto, sempre no contexto. Bendito seja o contexto!

Coincidência?

Bom, hoje é aniver da Japinha e neste momento, ela e meu irmão estão em Cascais se casando. Como um casal de brasileiros, sendo a noiva japonesa, que moram em Dublin, vão se casar em Portugal? Poderia dizer que é fruto da globalização. Mas minha cunhadinha é filha de pai japonês e neta de avós portugueses. A mãe tirou cidadania portuguesa e o benefício se estendeu aos filhos. Os dois então estão contraindo núpcias na terrinha, para que meu irmão tenha também o direito ao passaporte europeu. E onde entra a coincidência?
Sete anos atrás nos mudamos para Santiago. A gerente do flat em que moramos contou que já conhecia o Brasil, mas o único lugar que conhecia era um chamado Alto de Pinheiros. Exatamente onde morávamos antes da mudança. Precisamos apenas de mais cinco minutos de conversa para que descobríssemos que ela era amiga de uma ex-vizinha minha, cujo marido chileno, expatriado para o Brasil pela Siemens, havia sido repatriado. A gerente ligou para a amiga dela e ex-vizinha minha e fizemos uma grande festa com o encontro no flat. Coincidência?
Alguns meses depois, nos deslocamos 900 quilômetros da capital chilena rumo ao vulcão Villa Rica, em Pucón, ao Sul do país. No segundo dia da viagem, fomos escalar o vulcão e além de nós, havia um grupo de turistas brasileiros. Aproximei-me deles para pedir uma foto minha e do marido com o vulcão ao fundo. Papo vai, papo vem e eis que a "esposa" daquela família era chefe da minha dentista, que além do consultório particular, trabalhava como voluntária para a terceira idade na USP. Minha dentista, lá do Morumbi, com a chefe passeando no mesmo fim de mundo que eu. Coincidência?
Com este tamanho todo de mundo, 18 anos atrás minha única prima por parte de pai mudou-se para Portugal. Na época, namorava o sobrinho do Moacir Franco e o Guto Franco estava indo trabalhar na terrinha com o primo, o Fred. Minha prima foi junto com o namorado. O namoro acabou, ela conheceu o Val, um holandês, casaram-se, tiveram duas filhas e se radicaram em Cascais. Quando tivemos que ir embora do Chile, havia três possibilidades de país para nos mudarmos: China, Japão e Polônia. Estava bem provável irmos para a Polônia, quando do nada vagou um cargo no Carrefour Portugal. Marido foi então expatriado para lá. E onde fomos morar? Cascais, há 2 minutos de carro da casa da minha prima. Cidade esta que, dentre tantas neste mundo enorme no qual vivemos, está sediando hoje o casamento do meu irmão e da minha cunhadinha. Coincidência?
Um dia, conversando com a nossa otorrino, ouvi sua teoria sobre coincidências: não existe coincidência, nem mundo pequeno. O que existe são poucos burgueses com oportunidades para conhecer lugares privilegiados. Burguesa? Eu? Pára tudo. Onde estão os meus quinhões?

Simplicidade x Felicidade

Meu filho de quatro anos está doente há oito dias. Ontem acordou muito feliz, tomou leite, suco, comeu pão e só uma mãe com criança doente sabe a alegria que é ver o filho comendo após longo período de jejum. Não foi só a melhora que fez com que ele se alimentasse, mas a felicidade pelo aniversário do papai. Fomos até o distribuidor de embalagens e ele queria uma festa surpresa de futebol. Compramos pratinhos lisos e com o tema de futebol trouxemos copos, guardanapos, sacolinha surpresa, apito, chapéu, óculos e nariz de palhaço, tudo verde e amarelo. Compramos um bolo e uma vela na padaria. A alegria dele era radiante e contagiante, pulou o dia inteiro de alegria. Preparou com a irmã as sacolinhas surpresas, dispôs tudo sobre a mesa de jantar. Preparei chilli beans para comermos e o pequenino disse que precisávamos de um convidado para a festa. Vejam bem: UM CONVIDADO. Ligou para o amigo Yuri que ficou muito feliz com o convite. Jantamos na companhia do Yurinho e da Jacquerida, sua mamãe e cantamos parabéns. Os meninos correram, brincaram e se divertiram, afinal, minha vizinha Fê Papai Noel tinha baixado aqui com outra caixa de brinquedos: carros lindos, telefone novinho do Relâmpago Mcqueen, carro do Batman, uma caixa de Hot Wheels, jogo de dominó e Super Trunfo. Antes que alguém pense que a Fê é realmente Papai Noel, fica a explicação: ela está se mudando para cá e seus filhos, com 8 e 9 anos, já não brincam mais com algumas coisas. Hoje, filhotinho acordou e disse: "mamãe, a festa do papai foi muito feliz, todos os convidados se divertiram muito".
O episódio e a alegria do pequeno me remeteram à minha festa de 15 anos. Papai ficou desempregado naquele ano e a idéia de a festa acontecer ficava cada vez mais distante. Até que, em meados de maio de 1989, minha tia mais velha reuniu os outros irmãos e incubiu: um pagaria o aluguel do salão da igreja, outro daria o vestido, outro arcaria com as bebidas e para meus pais sobrariam as comidas. Meus amigos também colaboraram: um servia o exército e trouxe catorze amigos fardados para a valsa, juntamente com o Tenente, para bailar com a aniversariante. Dois amigos que tinham aparelhos para som e iluminação cuidaram da parte da animação. Foi uma festa linda, muito distante dos casamentos sem marido que vemos as meninas de 15 anos realizarem hoje. Foi uma festa simples, bonita e, acima de tudo, muito feliz.
Dinheiro traz felicidade. E muita. Só que a simplicidade da vida ainda está nas pequenas coisas. Ou nas grandes, aquelas cujo valor monetário não são mensuráveis: AMIGOS!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A foto de hoje


Como vocês podem perceber, o tempo está passando e já estou completando
meus quinze aninhos! Meu cabelo lisinho deu lugar à permanente
que se usava 21 anos atrás. Brega? Não, é o tempo!

O aniversariante do dia

Já contei como ele entrou em minha vida, através de um conto de fadas. E um ano se passou desde a última homenagem. Já tinha feito outra meses antes. Será que sobra algo pra dizer? Claro que sim. Cada dia que passa é um dia a mais de história, de amor, de paixão, de crescimento, de conhecimento. Reclamo tanto do marido, pelo simples fato de ele ser homem e mulheres reclamam dos homens. Mas se pudesse classificá-lo dentre as espécies humanas que conheço, poria-o no pódio (não no primeiro lugar, mas bem ao meu ladinho, em segundo). Brincadeiras a parte, meu marido é um grande amigo que Deus me deu a oportunidade de dar as mãos nesta trajetória chamada vida, e alguém que muito admiro por inúmeras coisas. Tirando o fato de que ele trabalha muito e levanta muito cedo, tirando as bagunças que ele deixa espalhadas por todo canto da casa, e tirando que ele é um pouquinho pão duro, então eu gasto o dindin dele com todo mundo e forço ele a se presentear, pois da vida nada se leva, o Toruboi é um excelente pai, um amante incrível, um amigo para todas as horas. Mas acima de tudo, ele é o meu marido, que hoje completa 41 anos. Então pensei no que comprar de especial. Roupa não dá, perfume tampouco, relógios nem pensar, cds e dvds já não usamos mais como presentes entre nós, o carro só vem no segundo semestre (sim, pois tive vontade de comprar um carro surpresa, mas para dar o carro dele na troca, dependeria da assinatura dele no documento e a surpresa iria por água abaixo). Comprei algo que ele queria há muito tempo, e que pelo detalhe da pãodureza (ou por pensar demais antes de comprar), não havia adquirido antes. Um dock station para iPod, que também toca cds e tem um design MARA. Só que como nem tudo na vida são flores, o presente veio com defeito e sábado vamos até a Fast Shop trocá-lo. Se vale um adendo na mensagem: aqui em casa temos o dom de comprar eletro-eletrônicos com defeitos. Toruboi, felicidades hoje e sempre. Deus já te abençoou muito quando me colocou em seu caminho e te deu uma esposa tão maravilhosa como eu, que aguento seus resmungos e cuido de você, dou Biskrok todo dia, toso o pelo e até corto a unha dos pés (viu VEMCHA???). Vê se retribui e seja um bom marido todos os dias, assim Papai do Céu te dará muitos e muitos anos ao meu lado. TE AMO ATÉ O INFINITO, MAIS QUE CHOCOLATE, MAIS QUE MEUS NOTEBOOKS, MAIS QUE NOVELA DAS SEIS, MAIS QUE A CASA DAS MASSAS DO PACAEMBÚ, MAIS QUE COMPRAR BRINQUEDO PARA AS CRIANÇAS, HOJE E SEMPRE, ATÉ O CÉU!

Viagem pelo mundo


Acordei bem cedinho, não eram quatro da madruga. Corri até Campinas para saborear maboque com minha amiga escritora. Não é todo dia que temos o privilégio de termos amigos escritores. Depois peguei um vôo até Lisboa, para despedir-me do meu irmão, seu último dia de solteiro. Aproveitando a estada em terras lusitanas, visitei a querida Mônica, uma dona de casa perfeita. Dei um pulinho rapidinho até Sintra para energizar as forças na Casa Claridade e já que estava na Europa, dei uma subidinha até os Países Baixos; estamos longe da Primavera, mas sempre há belas flores na Holanda, e lá bati um papo com minha amiga brasileira. Achei que seria mais fácil, de lá de onde estava, parar em Dublin. Ok, meu irmão não está lá, mas minha amiga paulistana que lá reside tinha belas obras para mostrar do seu trabalho como designer. E já que estava em Dublin, por quê não visitar uma amiga carioca e saber o que está rolando na cidade? Ufa, cansada, já que o dia estava por amanhecer, ainda precisei correr até Lyon, afinal, França é sempre França, e minha amiga mineira não me perdoaria por esquecê-la. De volta à realidade, vim aqui no meu cantinho contar pra todo mundo o quanto é importante a vida na blogsfera. Que todos possam viajar tanto quanto eu, com oportunidades de conhecer lugares e pessoas, sem gastar um centavinho sequer. Bom dia!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Papai Noel bateu na porta


Eu e as criancinhas em casa, esperando o tempo passar e o papai voltar do Rio de Janeiro. De repente, toca a campainha e quem era? A Fê, minha vizinha que FINALMENTE vai se mudar na próxima semana. E o que ela tinha escondidinho atrás dela? Uma enorme pista de Hot Wheels, da serpente, para presentear o Peteleco. As crianças AMARAM, sentaram no chão e ficaram montando a pista, que já veio até com pilha. Agora temos que tirar algum brinquedo do armário para presentear as criancinhas que não têm brinquedos. É a praxe, já que não podemos ganhar sem dar. Alguém tem uma vizinha como a minha? Vizinha Noel!!!!

O primeiro causo da Valentina


Na apresentação da minha amiga Valentina, disse que ela era todo mundo e não era ninguém, que poderia ser alguém real, mas poderia não ser. Hoje trago a Valentina aqui em uma história para reflexão. Até outro dia, Valentina morava na Zona Leste e se desfazia do local. Quem foi que disse que a Zona Leste é menos importante que a Zona Sul? Será que pessoas que discriminam a região já ouviram falar em Tatuapé? Móoca? Anália Franco? E será que quem supervaloriza a Zona Sul já ouviu falar em Jardim Ângela? Capão Redondo? Pois acho que Valentina não. E pior, acha que a Zona Norte é melhor que a Móoca; pior ainda, Lauzane Paulista é só Lauzane e para Valentina, é chique sim, pois lembra lugar francês (e Lauzanne francês se desmanchando de raiva). Além de toda a falta de humildade da Valentina, ela ainda sofre de um grande mal, que é a síndrome do pequeno poder. Outro dia, o guarda de trânsito pediu para que ela parasse e ela já achou que ele estava lhe dando autonomia para dirigir o DETRAN-SP. Sem contar na solidão. Como não tem família, não tem marido, não tem ninguém, Valentina agora deu para querer se reunir periodicamente com um grupo de pessoas para dar pitaco na vida dos outros. E vocês, conhecem alguma Valentina?

Dica de português

"Manhêeee, estou no telefone". Como assim, NO telefone? Dentro do telefone? É gente, preposição é uma das coisas mais difíceis da língua portuguesa. Na inglesa eu já desisti, pois só apanho e nunca acerto (menos, às vezes consigo). Não adianta achar que é bobagem, pois falar corretamente, e principalmente escrever de maneira correta é um diferencial na vida das pessoas comuns. Não para mim, que sou quase prima do vizinho da irmã da cunhada da mãe do Barack Obama. Mas aos comuns mortais...
A preposição EM indica um ambiente interno, algo interno, tem a ver com DENTRO. A preposição PARA indica direção, posicionamento. Quando falamos através daquele aparelinho que eu detesto, falamos AO telefone.
Para quem ficou meio confuso, olha só: NO = EM + O e AO = PARA + O. Combinado então, que ninguém fala DENTRO do telefone, mas PRÓXIMO ao aparelho?

Eu não tenho vergonha do meu passado...


... mas que ele me condena, ah, isso condena! Aos 13 anos... modelinho C&A (reparem no tênis - Bamba)

Que título dar a este post?

O dia começou como todos os outros. Eram 5h40 da madruga e eu no banho. Vesti-me e fui conferir se as crianças já estavam em algum estágio avançado para sairmos. Eis que o pequeno começa a vomitar MUITO. Sinal bem claro: mamãe não vai trabalhar hoje. Fiquei super frustrada, pois tinha uma atividade muito legal com meus alunos dos 8o e 9o anos hoje. Fazer o quê? Lavei o pequeno e coloquei-o para dormir comigo. Ele dormiu e eu fiquei velando seu sono. Até que ele começou a soltar gases matadores no quarto, que inpestiaram closet, banheiro e fui para a sala. Rezando para que ele não fizesse xixi na minha cama com a força dos punzinhos (punzinhos? aquilo eram rojões). Ele levantou quase nove horas. Diarréia. Das feias. Banho de cocô, banho de chuveiro, lava-se banheiro, roupas de molho. Agora a coisa acalmou. Depois de eu mandar meu pedido de desligamento da escola por email. Odeio gente que falta no trabalho quando há outras pessoas envolvidas esperando. Neste caso, alunos! Não tenho condições de trabalhar, não tenho um back-up quando preciso com as minhas crianças de barriga, e assim, deixo na mão minhas crianças de coração. Vou estruturar minha vida, tenho fé!
Entre um cocô e outro, fiquei navegando nos bloguinhos novos. O da Tarsila, que vive na Irlanda (e é formada em Letras, como eu) e o da Gabriela, que vive na Holanda. Ambos países que tenho ligação direta, já que no primeiro vive meu irmão e o segundo é onde vai morar minha prima, casada com um holandês há nove anos (os primos moram em Cascais).
Não me canso de dizer o quanto sou apaixonada pela blogsfera. Se eu tivesse tido a oportunidade multicultural que ela oferece hoje, teria sofrido muito menos de solidão e o livro da minha vida poderia ter sido BEM diferente.
E falando em livro da vida, assistindo ao Mais Você hoje, me emocionei ao ouvir a história da Dulce, uma angolana que veio fugida para o Brasil quando tinha 17 anos. Hoje ela tem 52 e contou sua história em um livro que comprei imediatamente: "Sabor de Maboque". Quando eu ler toda a história, postarei uma resenha aqui, mas pelo pouquinho que vi, a história parece fantástica! É aguardar. Ah, em tempo, a Dulce Braga também bloguinho!

Selo: COMENTE MAIS


Depois de receber da Lilly um pedido para aderir à campanha anti-bullyng, roubei um selinho no bloguinho dela, pela campanha "Comente Mais". Eu navego em vários blogs diariamente, deixo uns 15 comments por dia, pois não dá mais do que isso. Prometo me esforçar mais, se a recíproca for verdadeira. É tão gostoso saber que alguém leu nosso bloguinho. Deixem comentários, mesmo que seja para dizer: "detestei o que você escreveu". Menos, Úrsula, menos...

CAMPANHA: Não ao Bullyng


O bullyng é a prática de violência física ou psicológica que humilha, constrange ou discrimina uma pessoa. Diga NÃO ao bullyng.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dica de português

Seria muito banal da minha parte abrir uma das tantas opções de gramáticas que temos e ficar buscando o que dizer no blog. Estou buscando colocar aqui erros que vejo as pessoas cometerem e registrando o alerta. Assim, falarei hoje sobre o verbo ASSISTIR.
Para fazer uma mínima observação no uso de um simples verbo, preciso de uma introdução, abordando um assunto que muitas pessoas não gostam: transitividade do verbo.
O verbo é transitivo (transita) quando precisa de um complemento para ter sentido completo. E intransitivo quando o verbo sozinho diz tudo. Costumo dizer aos meus alunos que o verbo intransitivo é super poderoso, não precisa de ninguém ao seu lado. Claro que qualquer poeta pode mudar a transitividade de um verbo em meio aos seus versos, mas aí é outra história. Sendo transitivo, o verbo então pode ser direto, quando não existe preposição entre ele (o verbo) e o objeto direto. Ou transitivo indireto, quando necessita de uma preposição que "leva" o verbo até o seu complemento. Voltemos ao verbo ASSISTIR.
Quem assiste, assiste alguém. No sentido de dar assistência a uma pessoa. "Eu assisto meus filhos nos deveres escolares". Contudo, quem assiste, assiste à alguém ou à alguma coisa: "Eu assisto aos meus filhos nas apresentações das festas juninas". Quando usamos o verbo ASSISTIR no sentido de ver, observar, ele tem transitividade indireta, portanto, precisa sim de preposição. "Eu assisti Ao programa de televisão".
Agora com licença, vou assistir minha empregada nos afazeres domésticos, para poder assistir ao meu programa favorito logo mais.

Aluga-se


Aluguel é uma coisa terrível na vida das pessoas e só quem já pagou ou ainda paga é que sabe o drama vivido. Mensalmente, parte da renda da família é destinada ao bolso de outra pessoa, que cedeu seu imóvel em troca de um alto valor, para vivermos nosso dia-a-dia. Paguei aluguel por doze anos e durante todos eles vivi obstinada para conseguir ter um lugar "onde cair viva", já que depois de morto, todo mundo pode ir para a Vila Alpina.
Hoje em dia, as coisas estão bem menos difíceis do que no passado. Claro que não é fácil comprar um imóvel, só que atualmente há facilidades em financiamentos e taxas bem menores que em tempos de outrora.
Por quê este papinho hoje? Descobri que alguns apartamentos foram alugados aqui no condomínio pela bagatela de três mil e quinhentos dinheiros. Fiquei boquiaberta. É muito dinheiro, e eu, sinceramente, jamais buscaria status em detrimento da segurança.
Sim, as pessoas pensam que estão morando em um apartamento gigante. Aqui é maior que o outro que morávamos, mas tem 120m², tamanho de muita casa térrea por aí. Outra coisa: moro no Lauzane Paulista, periferia da Zona Norte, bairro cercado de favelas por todos os lados, que tem uma única linha de ônibus que serve a avenida em que moro, longe do metrô, buraco para todo lado, morro que sobe, desce e não tem fim e nego ainda paga três mil e quinhentos dinheiros para morar?
Cada cabeça uma sentença, há pessoas que não se incomodam em pagar aluguel por toda uma vida. Mas com tanto dinheiro disponível, alugaria um apê com metade da metragem no condomínio ao lado, pagaria mil dinheiros pelo aluguel e terminaria o ano com trinta mil dinheiros a mais para dar entrada em um bom imóvel. E teria, no próximo ano, parcelas mensais de dois mil e quinhentos dinheiros, com uma sobra de mil dinheiros a cada mês para investir em uma poupança.
Papo de economista? Ou de economia?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dica de português

Estou buscando colocar aqui dicas sobre erros que vejo as pessoas cometerem no dia-a-dia. E um dos que mais ocorre é o uso do verbo VER no futuro do subjuntivo. O que o povo diz? "Se eu VER você na próxima semana...". O correto é "se eu VIR". Parece estranho, sim, mas há verbos que quando usados no subjuntivo (modo que indica hipótese, incerteza ou dúvida), causam certa estranheza ao serem usados de maneira correta. Só que usados de maneira incorreta causam dor no ouvido alheio. Vamos tentar corrigir isto?

Uma nova semana

Sempre tenho esperanças de começar uma nova semana e colocar as pendências em ordem. Nem sempre tenho sorte de ver minhas esperanças tornarem-se fatos. Filhote doente, frio de lascar em Sampa, não deu para mandá-lo para a escola. Assim, parte das coisas que tenho que resolver na rua ficam presas junto comigo em casa. Então vamos fazer o que dá por telefone, que tal? Comecei conseguindo agendamento com a homeopata. Dia 31 retorno à pediatra, dia 2 tem homeopata e dia 8 tem horário na PF, para fazer os passaportes. Como é bom ser dona de casa e não fazer nada. Melhor ainda é ouvir isso das pessoas. Mas pessoas a parte, fiquei refletindo algumas coisas ontem. Questiono constantemente o fato de alguns anos atrás, mulheres conseguirem ter vários filhos e darem conta do recado. Eu quase não consigo só com dois. Vejamos os poréns:
- filhos iam para a escola de carro?
- mulheres trabalhavam fora?
- filhos ficavam constantemente doentes?
- mães precisavam estudar com os filhos?
- mães se desgastavam falando diariamente as mesmas coisas? Ou bastava uma única vez?
- filhos tinham atividades extras, tipo inglês, natação, esportes etc.?
- mulher fazia compra de mercado ou comprava arroz, feijão e carne na vendinha do fim da rua?
- mulher fazia tudo sozinha ou filho ajudava em casa?
- mulher que tinha empregada (só rica), precisava treinar uma nova funcionária por mês?
- filhos tomavam o tanto de vacina que se toma hoje?
- existiam shoppings? vídeo-games? festas em buffet toda semana?
Claro que era muito mais fácil, pois mais fáceis que possam parecer hoje as coisas. O ser humano não se dá conta de que quanto mais ele inventa, mais precisa trabalhar para poder ter acesso às facilidades inventadas, e mais exige que o filho seja genial para poder ter suce$$o na vida, e mais se trabalha por estes filhos, e mais poluição se joga na natureza, que mais adoece os filhos, e... e... e... e podería ficar aqui por horas listando as coisas. Mas concluo dizendo que a vida simples de outrora fazia com que as pessoas fossem felizes e com bem menos problemas. Alguém discorda?

domingo, 23 de maio de 2010

Um dia de domingo

Não foi um domingo no parque. Aliás, o fim de semana foi, digamos assim, bem chatinho aqui no Solar. A criancinha Hummel menor doentinha, medo da febre aumentar e acabamos chocando em casa sábado e domingo. Hoje saímos para ir ao supermercado. Eu tenho um GRAVÍSSIMO problema: enjôo muito fácil das coisas, principalmente das comidas. Pedi ao marido para irmos ao Zaffari fazer compras e a escolha foi perfeita. Adoro encontrar coisas diferentes para comprar. Comprei muffins, frios, queijos, snacks, tudo que não encontro nem no Pão de Açúcar. Ah, que saudades de morar na Europa e poder comprar coisas deliciosas a preço de banana. Já tinha decidido que não iríamos comer fora hoje e decidi fazer comida. Tempos atrás, tinha alguns bifes de filé mignon e, sem saber o que fazer, busquei uma receita na internet. Testei e gostei. Resolvi adaptar com o filé de frango e, ao meu paladar, ficou bem gostoso. É uma receita rápida, diferente, prática e gostosa. Meu filho chamou meu prato de "pântano fedido". Eis a receita:
Ingredientes: um quilo de filé mignon ou filé de frango em bifes, 1 pacote de sopa de cebola, 1 litro de água, meio quilo de mussarela.
Preparo: dissolver a sopa de cebola no litro de água. Quando ferver, colocar os filés e, ao levantar fervura novamente, baixar o fogo. Cozinhar por 30 minutos. O caldo reduzirá pela metade. Tirar os bifes, arrumá-los na travessa. Jogar a mussarela bem picadinha no caldo (que estará bem quente). Colocar esta mistura sobre os bifes e levar ao forno para gratinar. DELICIOSO! Servir com arroz branco bem fresquinho e salada da preferência da família (no caso da nossa, NENHUMA!).
Ainda bem que o final de semana acabou! Ufa.

Desejos

Estava hoje refletindo sobre a vida e descobri que tenho vários desejos. Um deles, o mais forte talvez, é não dirigir. Sempre disse que dentro das minhas ambições não havia lugar para ser milionária, mas para ter um motorista, ahhhhh. Então fiz uma proposta para o marido: a de eu não ter mais carro. Como assim? Duas crianças, Sampa e sem carro? Simples. As criancinhas Hummel vão se mudar de escola. E como todas são ruins, colocá-los para estudar na porta de casa me ajudaria um bocado. Eu vou parar de trabalhar em 30 de junho. Moro ao lado de uma padaria, tenho supermercado que dá para ir a pé, tenho marido para fazermos compras grandes quando preciso, compro muita coisa pelo Pão de Açúcar pontocom, há uns dez salões de beleza e estética na avenida em que moramos, tudo bem pertinho; tenho papelaria colada ao condomínio, material de construção e nosso dentista fica há um quilômetro de distância; moramos em um condomínio cuja infra-estrutura possui tudo que precisamos (inclusive salão de beleza, massagens, ateliê de pintura e artes); enfim, acho que me viraria bem sem carro. Tem a parte de médico, que vira e mexe preciso correr. Para isso, existe o disque-táxi. Vou amadurecer a idéia, a mais ecologicamente correta que posso ter no momento, e pensar seriamente em entrar 2011 desmotorizada. De quebra, me forçaria a andar, mesmo que curtos trajetos, mas são trajetos que não percorro hoje. Tirando a diminuição da poluição (um carro a menos nas ruas) e as atividades físicas forçadas, ainda deixaria de pagar ao ano: cerca de 3 mil dinheiros entre IPVA, inspeção veicular, seguro de carro; 120 dinheiros/mês de combustível (eu gasto MUITO pouco), o dindin da revisão anual e o dindin da venda do meu carro pode ser usado para investir na poupança. Se eu mudar de idéia e ver que é inviável ficar sem carro, o dindin estará guardado para uma nova compra.
p.s.: sem carro, nenhum motoqueiro vai mais bater no meu carro e me dar prejuízo, nenhum garagista vai abaixar o portão sobre meu carro e diminuirei a tensão que passo cada vez que saio nas ruas
p.s.2: só para se ter uma idéia de como faço pouco uso do carro (e os gastos com ele não valem a pena), meu carro tem 25 meses de uso e está marcando 9.500 quilômetros rodados.

O certo e o errado da nossa língua


O que é certo e o que é errado ao falar e escrever uma língua? Eu, particularmente, sempre fui muito preconceituosa ao ouvir e, principalmente, ao ler coisas erradas. Até que um dia tive o prazer de viajar na leitura do linguísta Marcos Bagno - "A Língua de Eulália". Minha visão mudou desde então, pois descobri a importância de respeitarmos cada tipo de comunicação, respeitar as condições textuais para cada produção. Vale lembrar que texto não é apenas algo escrito, que texto é imagem, texto é fala, texto é comunicação. O livro de Bagno leva o leitor a uma viagem a qual muitos de nós já vivemos em algum momento de nossas vidas. Fica minha dica de leitura cultural.

A foto de hoje

Aos 10 anos, na minha Primeira Eucaristia. Sim, um dia eu fui magrela de cabelo liso, sem precisar de chapinha, sem precisar de regime.


Dicas de português

A dica de hoje é a mais simples de todas, o uso correto da palavra . Dó é um substantivo MASCULINO, portanto, dizemos: "tenho muito dó de uma pessoa, me dá um dó de certa pessoa".
E já que estou falando de certa pessoa, vale pontuar que é redundante dizer: "uma certa pessoa". Dizemos "certa pessoa" ou "uma pessoa". Fazer uso de expressão tão popular, UMA CERTA, é errado, pois cada uma das palavrinhas acima já limita a quantidade de coisa ou pessoa falada.
Para aproveitar o post, fica mais uma dica de gênero: óculos é um substantivo masculino plural, portanto, dizemos MEUS ÓCULOS, ou UM PAR DE ÓCULOS. Sacaram?

Quanto custa?


Sexta-feira, 14/05/2010 - filha vomitando
- Consulta na pediatra - 200 dinheiros
- Estacionamento - 14 dinheiros
- Soro - 20 dinheiros
- TOTAL: 234 dinheiros
Sexta-feira, 21/05/2010 - filho com febre repentina
- Consulta na pediatra - 200 dinheiros
- Estacionamento - 14 dinheiros
- Antibiótico e antitérmico - 100 dinheiros
- TOTAL: 314 dinheiros
- Desfalque do mês na conta dos Hummel: 548 dinheiros
- Desfalque no sono da Pandinha: muitas horas
- Desfalque na resistência das crianças: muito
- TOTAL: vamos tentar a homeopatia. Pray for us!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vida comum: não é comigo

Recebi emails, comentários e até direct message no twi querendo conhecer minha história de casamento em um dia. Então vou contar minha história:
"Era uma vez, eu. Casei-me aos 18. Separei-me aos 25. Grávida de 2 meses. Assumi minha filha sozinha (eu e as nove babás que ela teve até seu 9o. mês de vida). Um belo sábado de maio, estava trabalhando em casa. Em meio ao trabalho, entrei na sala de bate-papo da UOL. Conheci o Toruboi, mas não estava interessada nele. Estava arrumando o Toruboi para namorar a madrinha da bebê, que já tinha dois anos. Foi dia 18 de maio de 2002. Toruboi estava no fim de um casamento de quase sete anos e ao final daquele mês, o casal, que já estava separado de corpo há um ano e meio, separar-se-ia de casa. Dia 7 de junho foi meu aniversário e comemorei com uma grande festa no Gallery. Convidei Toruboi, que não quis ir. Disse ele depois que me queria com exclusividade. No dia 15 de junho, convidou-me para um cinema. Foi me buscar em casa. Quando o vi dentro do carro, foi amor à primeira vista. De ambas as partes. Depois do cinema rolou uma pizza, na minha casa. E depois da pizza, dormimos. E quando acordamos, desfrutamos da sobremesa. Naquela noite ele voltou. E na outra. E na outra. Nunca mais nos separamos. O casamento no civil aconteceu um ano e meio depois, quando morávamos no Chile. Só que nem eu e nem ele pudemos comparecer. Recebemos a certidão de casamento por Sedex, sete dias após a data do casório, 31/01/2004. E vivemos felizes para sempre. Colorim colorado!"

Campanha: compre outro presente pra Japinha

Você, que está lendo este blog neste momento, acha que a Japinha deveria ganhar outro presente no dia 28? Dê o seu voto!

A foto de hoje

Eu e meus oito aninhos de vida!

Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus


Quem não leu ainda o livro que leva o mesmo nome deste post, precisa correr. A obra é um divisor de águas para que a relação homem/mulher nunca mais seja a mesma. Somos diferentes, sim, graças ao Criador. São tão diferentes quanto o líquido e o gasoso.


Achei o máximo os comentários que recebi no post de ontem, que só corroboraram minha idéia sobre as diferenças.
Já falei aqui da minha melhor amiga, irmã, marida, companheira de vida, comadre e tudo mais que uma relação entre duas pessoas pode receber de nome. Outro dia, conversávamos sobre nossos maridos e as reclamações são tão idênticas, que disse para ela que tínhamos de nos tornar lésbicas e assumir nosso amor. A colocação dela foi a melhor: "melhor continuarmos solteiras, senão a relação fede". Assim, surgiu outro elemento que mostra o desentendimento entre os sexos: o casamento.
Sou completamente a favor do casamento. Casar é MARAVILHOSO, é muito bom acordar e dormir juntinho, é muito bom ter alguém para compartilhar a vida, mesmo que este alguém não compartilhe conosco todos os comprimissos e as obrigações que temos. Casar é bom, sim. O único problema é que, no caso de nós, meninas heteros, casamos com homens, e homens gostam de futebol, homens não sabem ler os balõezinhos que temos (ei, que tal a invenção de um chip para que eles possam ler nossos balõezinhos?), homens são superficiais, por mais românticos que sejam. Nós, formadoras do universo da complexidade, vivemos os mais profundos sofrimentos por conta de coisas que julgamos ser descaso total. E não são?

Sobre a Língua Portuguesa

Nossa língua deveria chamar-se Língua Brasileira, pois muito se difere daquela usada na Terrinha. Temos diferenças não apenas lexicais, mais também em sintaxe. Mas o que é léxico? Léxico é o conjunto de palavras de uma língua. A sintaxe é a parte da língua que estrutura cada uma das palavras em uma frase, oração ou período. Ué, mas frase, oração e período não são tudo a mesma coisa? Não. Vamos ao exemplo:
Frase: "Bom dia!" - trata-se de um enunciado com sentido completo. Só que NÃO TEM VERBO. Portanto, é uma frase.
Oração: "Gostei!" - aqui temos o exemplo de uma oração. Apesar de fazer uso de uma única palavra, esta palavra é um verbo, portanto, é oração.
Período: "Vou escovar os dentes e tomar café." - temos TRÊS verbos neste pequeno período: VOU + ESCOVAR + TOMAR. Temos então TRÊS orações neste período. Sacou? Cada verbo de um período, que tiver SENTIDO COMPLETO, é responsável por uma oração dentro do período. Neste caso, o verbo IR (vou) + ESCOVAR formam uma locução verbal (dois verbos juntos para especificar uma única ação). Mas o verbo IR possui sentido completo, claro que faltando o objeto direto (pois quem vai, vai para algum lugar). Mas de objeto direto falaremos outra hora!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Consegui!!

Ou melhor, meu irmão conseguiu. E eu nem vi ainda. Vou ter uma surpresa quando olhar meu próprio blog e descobrir que o vídeo está aqui...


Minha participação via twitter no programa Happy Hour da GNT

Eu e o Happy Hour

Gente, JURO que tentei por uma tarde inteira postar o vídeo aqui ou o link no youtube. Mas NÃO CONSEGUI. Então, quem quiser ouvir o Fred do Happy Hour lendo meu twi ao vivo, basta colocar meu nome no youtube. É o primeiro vídeo!

Novidade 2 - Dicas de Português

Há muito tempo que alimento a idéia de escrever dicas de português aqui no blog. Não vou determinar um dia da semana para o acontecimento, nem de quanto em quanto tempo os posts acontecerão. Simplesmente acontecerão. Quero deixar claro que professor de português também escreve errado, e que deixo o blog aberto às críticas ou aos erros que eu mesma venha a cometer.

Vamos à dica de hoje:
"Eu nasci há dez mil anos atrás" (Raul Seixas) - Em um poema, tudo pode, tudo fica bonito, não precisa ser figura de linguagem, mas tudo é possível. Uma música nada mais é que um poema cantado, no qual cada indivíduo tira sua poesia (diferença entre poema e poesia fica para outro post). Só que no título da música há uma redundância, que mostra a intenção do autor em afirmar que o tempo é realmente muito distante. Na prática, no dia-a-dia, não é correto usar HÁ + ATRÁS. Ou nascemos há dez mil anos, ou nascemos dez mil anos atrás.
Sacou? Dúvidas? Escreva para a Pandinha! Até a próxima

Sim, um dia me casei. De noiva.


Eu e meu papaizinho, 18 anos atrás. Como os vestidos mudam a cada temporada não? Cá estou eu com meus 36 aninhos quase!

Novidades

Todos os dias em que eu conseguir, postarei uma fotinho nova no blog. Começo hoje com esta:



Eu tinha apenas alguns meses aqui e este é o único registro que existe da minha infância! Que sorriso mais engraçado! E os dentes, cadê?

Feelings

Sempre fui uma pessoa muito bem humorada, mas de uns anos para cá, bom humor é figurinha carimbada no meu estado de espírito. Perdi o saco com as coisas e com as pessoas, perdi o saco com a mentira e a falsidade, perdi o saco com a falta de objetivo e enrolação. E hoje acordei mal humorada.
Ontem sai cedo de casa, dei seis aulas contínuas, pensando, falando e agindo em outra língua (agir em outra língua? como assim?), peguei um trânsito de cão para me deslocar da Zona Norte para a Zona Leste e na volta a situação piorou. Cheguei bem atrasada para buscar as crianças, voltamos para casa, descarrega a mochila de um, confere agenda dos dois, assina bilhetes, manda novos para a escola, bota pra fazer lição de casa, outro para estudar. Ufa, quase quatro da tarde e eu CAI na cama. Passei um líquido milagroso no corpo, que me ajuda a relaxar muito, chamado "água quente", que vem direto da ducha. Deixei as crianças vendo desenho e dormi. Por cinco minutos, já que o telefone tocou e era minha empregada (que costuma ir embora por volta das 14hs, já que a casa está bem limpa neste horário): "Úrsula, você vem me buscar amanhã em casa, pois haverá greve de ônibus?". CLARO QUE NÃO foi minha resposta. Nem se a casa estivesse pura crosta de gordura (se bem que não sei o que é isso, pois nunca morei em um lugar sujo), eu me deslocaria para buscar a empregada na casa dela. Ela disse que daria um jeito. E deu, pois hoje está aqui. Mas meu sono foi interrompido.
Marido chegou cedo, eram oito da noite. Trouxe dois DVDs com ele, com músicas que me lembram MUITO meu pai. Eu, que já não estou muito bem de humor e de amor nos últimos dias, comecei a chorar, fui dormir triste e tive uma noite perturbada. Noites perturbadas não deixam ninguém relaxar, e acordei com sono. Troquei o pequeno, preparei tudo para a escola, marido saiu e cinco minutos depois, sai eu com as criancinhas. CINCO MINUTOS DEPOIS. Tirei meu pijama quentinho, peguei o carro e fui até Santana, deixar as crianças na escola onde marido tinha passado CINCO MINUTOS ANTES. É assim que se faz um casamento, com ajuda mútua, com cooperação.
Voltei pra casa com mais raiva do que fui, com raiva porque há coisas que não mudam nas nossas vidas, são simplesmente engessadas. Ou mudamos de vida, ou aceitamos as coisas. Como não quero mudar algumas coisas na minha vida (dentre elas o marido) e não sei aceitar algumas coisas (como a falta de cooperação), acabo sofrendo e me angustiando.
Acho triste quando pessoas prometem mudanças e não mudam nunca. Programamos de passar as férias de julho no Chile. E usaríamos milhas para as passagens aéreas (temos o suficiente para os oito trechos, ida e volta, quatro pessoas). Quem pode resgatá-las? Marido. Estou pedindo o resgate DESDE FEVEREIRO. Ele disse que esperaria voltar da China para fazê-las e vinte e dois dias depois, NADA. Só que: passagens ACABAM, quartos nos hotéis TAMBÉM. E eu fico me consumindo de ansiedade, e de raiva por não ver nada andar. Acho que vou até a CVC e comprar um pacote para eu viajar com as criancinhas para algum lugar nas férias, que tenha recreação em tempo contínuo, e onde eu possa arejar minha cabeça sozinha.
Foi só um desabafo com o computador!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O dia em que eu estive AO VIVO no GNT

Nossa, hoje estou me achando, morrendo de rir. Já tinha visto no Twitter que a Nívea Stelmann estaria no programa Happy Hour, do canal GNT. Assisto ao programa diariamente (salvo nos dias em que tenho a maldita reunião de conselho do condomínio). Adoro a Nívea e me programei para estar diante da tevê pontualmente 19 horas. Começa o programa, a discussão é "como manter um casamento". Eu, a garota multimídia, acompanhando tudo pelo Twitter também. De repente, alguém citou: "Eu bati o record, pois namorei, noivei e casei em apenas 10 dias". Não pude deixar de retwittar: "Eu ganho, pois me casei no mesmo dia em que conheci meu marido e estamos juntos há oito anos!". Eis que o Fred, que apresenta o programa junto com a Astrid Fontenelle, não só coloca minha frase no ar, como cita meu nome. UAU, DELIREI, FOI O MÁXIMO.
Hoje, definitivamente, era dia de eu estar na televisão. Durante a tarde me ligou uma produtora do programa Hoje em Dia, da Record, para participar de uma matéria sobre como impor limites para filhos. Infelizmente não pude participar, pois procuravam a família que não consegue impor os tais limites e por mais problemas que enfrentemos com as crianças, os dois são adestradinhos.
Moral da história: FIQUEI FAMOSA! Para quem quiser (e conseguir), o programa Happy Hour reprisa duas horas da madrugada e amanhã, uma da tarde.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Topblog


Pessoas, é o seguinte, tenho recebido na minha caixa de lixo do Hotmail algumas mensagens dizendo que a URL do meu blog foi indicada para participar do prêmio. Não sei como funciona a premiação, tampouco sei quem me indicou (ou se é "trote"), de qualquer maneira, estou postando aqui o selo de participação. Votem na Pandinha e se eu ficar rica, prometo parar de escrever bobagens por aqui, pois terei muito dindin para viajar!

Turismo nacional forçado

Chego a achar que a dificuldade encontrada nos dias de hoje para conseguir renovar um passaporte (ou emitir o documento pela primeira vez) é uma forma de forçar o turismo interno. Agendamento em qualquer posto da Polícia Federal é IMPOSSÍVEL. São dias e dias na tentativa, ou o famoso jeitinho brasileiro: emite-se logo o bilhete para forçar a emissão imediata do passaporte. Pela bagatela de 157 dinheiros (um absurdo), acho que a coisa deveria funcionar melhor. Primeiro foi a desculpa da mudança de passaporte (do verde para o azul), depois a migração do sistema e depois a falta de pessoas capacitadas. E a próxima, qual vai ser?

Animal de estimação, amigo e filho


Qual a diferença entre as três classes de seres citados no título deste post? Nenhuma. São seres que conhecemos, nos apaixonamos e pegamos amor. E quando se reúne todas as três classes em um único ser? É possível? Sim, aí teremos amor triplo. Assim é meu amor pelo meu amigo que é como um filho e não deixa de ser um animal de estimação, um cachorrinho bem pulguentinho. Quem é novo por aqui ou está só de passagem, nunca ouviu falar em Murillo Mandelli, o vagabundo sem nenhum caráter. Vale então dar uma clicadinha no nome dele (que máximo que a Than me ensinou) e saberão de quem estou falando. Peguei este bichinho pra criar no primeiro ano da faculdade. O que diferencia meu bichinho dos outros bichinhos da sua espécie (espécie caipira do interior de Sampa) é que este bichinho tinha um sonho. Como boa amiga, tinha que ajudá-lo a sonhar. Mas como boa mãe, tinha que guiá-lo ao seu sonho. E lá foi ele, em março deste ano, rumo ao seu sonho, desbravar o mundo. O poeta chileno Pablo Neruda já disse muitos anos atrás que o mundo é muito grande para nos limitarmos a aceitar um mísero pedaço dele. Então Muris colocou sua mochila nas costas, deixou sua mamãe aqui chorando e foi desbravar o mundo. Desembarcou em Dublin, após uma passagem pela Cidade Luz, sem saber muitas palavras em inglês. Arriscava com fluência um "gudimorningui", pois prestou bastante atenção em uma, apenas uma, aula de pronúncia na faculdade (durante todos os anos do curso). Dois meses depois, batendo de porta em porta a procura de um emprego, eis que meu menino do mundo me liga para dar a boa notícia: arrumou emprego. A emoção em suas palavras era latente e a distância sumiu perante a alegria demonstrada. Agora, o vagabundo sem nenhum caráter que carregou sua mochila nas costas com poucos pertences, mas carregou um cérebro cheio de conhecimento e um coração cheio de sonhos, trabalha no área de Marketing lá na ilha do tal de Lemos: é o mais novo plaqueiro (entenda-se HOMEM SANDUÍCHE) da cidade! Muris, meu filhotinho de piolho, trabalha muito, pois daí vamos para o Canadá! E com sua experiência internacional, você poderá me sustentar como filho mais velho e eu ficarei em casa realizando o meu sonho: aprender a tricotar!

O que você carrega em sua bolsa?

Já tentei por várias vezes trocar de carteira e por outras tantas tentei migrar para a micro bolsa. Não dá. Sou mulher e fica redondante dizer que, por esta causa, tenho a necessidade de carregar a casa nas costas. Será que mulher tem síndrome de tartaruga? Morro de medo de perder minha bolsa ou, pior, tê-la roubada. Quando almoço em lugares abertos (como quiosques de shoppings centers), fico com a bolsa no colo. Vai que um trombadinha passe correndo e leve minha bolsa, o que farei sem ela?
Doze anos atrás, fui passar o dia dos namorados em Buenos Aires. Empolgada, gastei no Duty Free tudo que podia. E principalmente o que não podia. Ainda em tempos de máquinas fotográficas "de rolinho", comprei uma Olimpus minúscula, a qual ainda guardo como preciosidade, e a qual nenhuma outra máquina digital conseguiu me dar fotos tão belas. Paguei a bagatela de 500 dólares. Também trouxe um par de óculos Giorgio Armani MARA, que usei o mesmo e comprei outro igualzinho quando aquele já não dava mais.
Chegando ao Brasil e no auge da chegada dos telefones celulares, comprei o primeiro aparelho que discava com a voz. Outros muitos dinheiros. Andava com este trio valioso dentro da minha bolsa e calculava que carregava um mês de salário junto comigo.
Alguém já calculou em valores aquilo que carrega na bolsa? O prejuízo é muito maior do que o dinheirinho que costumamos ter na carteira, sem contar o próprio valor da bolsa (neste momento, abandonei as bolsinhas Victor Hugo e aderi à Kippling - mais leves e beeeemmmm mais baratas).
Eu carrego na minha bolsa:
- guarda-chuva portátil, que vem em uma caixinha tipo caixa de óculos
- máquina de fotografia, que varia dependendo de qual está com a bateria carregada
- par de óculos de Sol (agora estou com um Fendi lindo que marido deu no dia das mamys)
- par de óculos de grau (um Armani, que vale a pena o valor alto pago no ato da compra, visto que há dois anos não preciso trocar de armação)
- necessárie bem vagabunda, com alicate de cutícula, lápis de olhos, pó, blush, base (Natura) e batom e gloss (Avon)
- carteira com pouco dinheiro, um cartão de crédito e um de débito, carteiras de assistência médica e odontológica (minhas e das criancinhas), carteirinhas do clube, do SESC, da Zelo, da Le Postiche, da PBKids, da Drogaria São Paulo, da Drogaraia, do Sams Club, do Makro, da Livraria da Vila, da Siciliano e só. E você, o que carrega em sua bolsa?
Em tempo, vale dizer que não carrego celular e chaves dentro da bolsa. Aderi aos breguíssimos acessórios de pendurá-los em volta do pescoço. Prático, pesa menos na bolsa e estão sempre às mãos!

A crise mundial


Durante muitos e muitos anos, Portugal viveu um regime ditatorial e empobreceu. Com o surgimento do bloco econômico europeu, houve grandes investimentos no país para mudar seu cenário que rumava à miséria. Agora o país enfrenta uma grande crise e, segundo o jornal matinal da Globo, Cavaco Silva - presidente daquele país - aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo para desviar a atenção do povo para a situação real em que se encontram. Será? É para se pensar. Portugal é um país católico ferrenho. Fato é que a crise está lá, e também na Espanha, na Irlanda, na Grécia.
Na minha visão de economista, de cidadã, de leitora, questiono a injeção de dinheiro que o Banco Mundial fará na Grécia. Até para países vale a máxima: ENSINAR A PESCAR E JAMAIS DAR O PEIXE.
Enquanto isso, o dólar sobe. Toda vez que marido viaja e compra muita coisa, o dólar dispara às vésperas de pagar o cartão de crédito. Já vi este filme antes e me rasgo de raiva!
Não temos muito do que reclamar, porém. Quando voltamos ao Brasil, após dois anos fora, trouxemos uma boa quantidade de dinheiro. Foi com o trabalho lá fora que compramos aqui dois carros zero quilômetro e nosso ex-apartamento de Santana. Mais ainda, foi com o câmbio que tivemos na nossa chegada: 4 dinheiros brasileiros para 1 Euro, e 3 dinheiros brasileiros para 1 dólar. Quanta alegria...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Comédia da vida privada

Eu sou igual ao Nelson Rubens, aumento mas não invento. Marido fala que sou exagerada e sei que sou mesmo, mas o dia de hoje foi cagado, sem aumento e nem exagero. Vou contar aqui porém só duas situações engraçadas (para quem não as viveu).
Fui resolver uns assuntos na rua pela manhã e resolvi entrar no shopping para comer fondue de frutas com chocolate. Eu sei que só os gordos entram em um shopping e pagam 4 dinheiros para estacionar e 4 dinheiros para comer um fondue, então eu fiz isso sim. Como estava atrasada para pegar as criancinhas Hummel na escola, praticamente engoli todo o fondue. Ou quase todo, pois consegui fazer uma sujeira na minha camiseta que fiquei com vergonha de descer na escola das crianças.
Bom, só fazendo um adendo para contextualizar a situação, nunca na vida passei tanto cheque sem fundo. Claro que tratam-se de pré-datados, mas se existisse o dinheiro, seriam cheques à vista e com desconto. Como não são, são cheques sem fundos. E na felicidade de ver os últimos 20 caindo neste mês de maio, decidi também fazer uma economia bem grande em casa. Não dava para tirar a NET (pois nosso condomínio de alto-padrão Cyrela não tem antena coletiva), não dava para cortar a empregada (questão de sobrevivência), nem a energia elétrica (preciso justificar?), tampouco tirar as criancinhas Hummel da escola. Sobrou então a conta do mercado para reduzir. Como não dá para parar de comer, decidi que esvaziaria armários e freezer e tenho feito comidas criativas. Abro o freezer, vejo o que tenho disponível, misturo com o que há no armário, coloco no fogo e vira um delicioso jantar. O cardápio de hoje tinha arroz com ovos mexidos e linguiça calabresa e legumes de acompanhamento. Como tinha uma canja na geladeira, achei mais nutritivo alimentar as criancinhas com ela e fazer o restante para marido e eu. As criancinhas jantaram na cozinha, eu terminei o arroz, deixei os legumes cozinhando no vapor, liguei a máquina em um ciclo para lavar e secar e sentei na sala para "internetar". Depois de duas horas, levantei para ver em que estágio estava a máquina e por mais silenciosa que possa ser uma máquina moderna, sim, ela faz ruídos. (para que eu continue, preciso que você, leitor, respire bem fundo e sinta o cheiro que vou narrar; respirou? Ok, vamos continuar) Então a porta da cozinha estava fechada. Quando abri a porta, além da luz de fundo do fogo aceso, quase fui morta pelo cheiro de queimado. Corri e desliguei o fogo. A água dos legumes evaporou, os legumes sumiram na parte de cima da panela, e esta foto abaixo é o que restou da minha panela de inox. Infelizmente não consigo passar pelo computador o cheiro. Só estou com dó do meu próprio nariz.

A festa de aniversário dos Hummel

Marido fará 41 aninhos no próximo dia 27. E eu completarei 36 no próximo dia 7. Assim, acordei sábado e decidi fazer uma festa surpresa para mim e para o marido. Conversei com ele e marido não quis festa surpresa e nem sem surpresa. Mas eu sim. Só que em casa não ia caber todo mundo que eu queria convidar (mais os convidados do marido que não quer festa). Então aluguei o espaço gourmet do condomínio. Decidi fazer buffet de crepe. Doces e salgados. Também uma mesa de doces para as crianças. Além de um espaço reservado para os pequeninos brincarem em uma noite de inverno. Depois de fazer as contas:

- aluguel do salão: 250 dinheiros
- buffet de crepes: 1200 dinheiros (para umas 40 pessoas)
- mesa de doces e lembrancinhas: 200 dinheiros
TOTAL: 1650 dinheiros

Achando muito dinheiro, optamos então por cancelar a festa surpresa e passarmos um final de semana em algum hotel fazenda muito super hiper legal. Na verdade, convidei o marido pra irmos ao Grande Hotel São Pedro, local onde já me hospedei e AMEI. Porém é longe. Então pensamos no Villa Rossa. Só que não é pra criança. Então pensamos no Mazzaroppi. Mas também é longe. Sobrou o Bourbon Atibaia.
O que gastaremos em um final de semana, unzinho finalzinho de semana em qualquer dos hotéis citados, dá para fazer uma viagem de quatro dias até Buenos Aires. Então decidimos viajar para Buenos Aires com as crianças.
Como sempre há o porém, o porém aqui ficou por conta de não haver pacotes disponíveis para daqui 2 semanas. Abortamos a idéia e da minha festa surpresa que não seria nenhuma surpresa, resolvemos de uma vez por todas passar só um final de semana em Curitiba, só para passearmos de avião. Acontece que as passagens para irmos no sábado pela manhã e voltarmos no domingo a noite estão absurdas. Migramos para Brasília, já que minha filha quer conhecer a cidade. Faríamos surpresa para as crianças com o dinheiro da minha festa surpresa. Só que as passagens também têm valores UM POUCO MUITO ALTOS para os horários desejados.
Então o que vamos fazer? Voltamos à idéia da festa surpresa. Dois geminianos caseiros como marido e eu, no entanto, são bem capazes de terminar o final de semana do aniversário DORMINDO! Boa noite!

Apresentando: BERNARDO


Como a personagem Valentinha não pode estar sozinha (pois não existe mulher feliz sem a feliz companhia de um homem), este é o Bernardo, que também fará parte de alguns "causos" do Blog da Pandinha.

O poder de um blog

Situação 1: minha comadre fazendo um curso de especialização para securitários. O professor, sumidade na área e docente em grandes instituições de ensino superior, coloca para seus alunos a importância de terem um blog e mostrarem suas caras ao mundo.

Situação 2: um estudante do curso de Rádio e TV, do interior de SP, após assistir ao filme "Julie & Julia", decide fazer o mesmo que uma das personagens do filme: testar todas as receitas de um livro e colocar suas experiências em um blog, com tempo determinado para o início e término do projeto. O livro de receitas escolhido é a edição comemorativa dos 10 anos do programa "Mais Você". Um dia, a apresentadora global Ana Maria Braga chega até o futuro radialista através do blog. E, quem sabe, realizará o sonho do rapaz de ter um programa gastronômico.
Situação 3: eu, morando no exterior, decido colocar situações em um fotolog, que devido às inúmeras situações narradas em cada foto, ganha aspectos de blog. Mais tarde, as fotos passam a ser coadjuvantes, tendo as palavras lugar de destaque. No blog, começo a narrar passo-a-passo as peripécias de uma vida. Depois de alguns anos, surge um elemento que muda o rumo do meu blog, e passa a ter cada dia mais visitantes. Foi a (infeliz) compra de um imóvel da empresa Cyrela que fez o Blog da Pandinha ficar conhecido em várias esferas. Ao ponto de ontem, minha vizinha estar em uma festa e conversando com outro (infeliz) cliente Cyrela. Quando ela conta onde mora, o rapaz indaga se, por acaso, ela conheceria a tal da Pandinha. Assim, clientes infelizes e insatisfeitos passam a ser amigos.
MORAL DA HISTÓRIA: Não importa qual a finalidade que tenha o seu blog. Um dia, ele terá visibilidade de alguma maneira. Portanto, sigam o conselho do tal professor, lá da situação 1: tenham um blog.

sábado, 15 de maio de 2010

Apresentando: VALENTINA


Esta é a Valentina. Para quem não sabe, Valentina era o nome que daria a minha filha, não fosse a intriga da oposição, dizendo que era nome de velha, nome feio. Tive medo de minha filha crescer traumatizada, então guardei a Valentina dentro de uma caixa secreta e hoje trago ela ao público. Este avatar aparecerá todas as vezes que eu precisar contar histórias da Valentina. Mas quem é a Valentina? Valentina somos todos nós, indivíduos, que somos cheios de defeitos que se destacam nas nossas personalidades. A partir deste post, ao invés de eu usar o velho jargão "tem gente", direi apenas "a Valentina". Ela é todos nós e não é ninguém. Assim, não vou ouvir ninguém achando que está sendo perseguido por esta humilde Panda.

O dia em que brinquei de John Lennon

É, o sonho acabou. Fomos hoje até a KIA para ver novamente o Soul. Nossa visita não tinha nada muito além de visita, mas nunca se sabe e nunca se descarta possibilidades. Eis que chegamos e tinha uma cor de carro MARA. Semana que passou, o Palito Cebrian, produtor do Caldeirão do Huck, postou no Twitter que o carro está aquém daquilo prometido, e assim baixei minhas expectativas. Só que quando me vi frente a frente com o meu objeto dos desejos, não percebi nada de aquém. O carro é fabuloso do princípio ao fim. Mas (contudo, porém, entretanto)... tudo na vida tem um senão... o carro custa nada menos que setenta mil dinheiros. Ok, a vendedora tentou me empurrar a versão de cinquenta e cinco mil dinheiros, com câmbio manual e itens básicos de série. Não era a mesma coisa. O detalhe? Com setenta mil dinheiros hoje é possível comprar um bleo SUV e por mais bonito que seja o Soul, ao meu ver, não vale tanto dinheiro. Vou pensar em um novo sonho.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Declaração de Amor

Há muito tempo que tenho medo de amar as pessoas. Não medo de amar um homem, pois amo o marido Toruboi com tanta intensidade e tão profundamente, que não consigo imaginar a vida sem ele (mas imagino todos os dias como é a vida sem ter que acordar antes das seis da matina). Só que já sofri muitos percalços na vida, já amei muitas pessoas que me decepcionaram. Nenhuma amizade é para sempre e acho que ela deve ser vivida intensamente enquanto dure. A mais provável (eu disse provável) amizade eterna é aquela entre pais e filhos. Mas depois de muitos anos sem ceder meu amor a ninguém que não seja do meu sangue ou ao meu Toruboi, eis que amo minha cunhadinha.
Meu irmão passou a vida cercado por frangas. Só namorou meninas riquinhas, mimadinhas e deprimidinhas. Isto, porém, não vem ao caso. A questão é que sempre achei que ele se casaria com um tipinho destes (se é que cheguei a achar que ele se casaria). Até que um dia, veio a Japinha, chegou de mansinho e roubou o seu coração.
E por quê amo a Japinha? Porque ela é de uma simplicidade ímpar, é espontânea, é engraçada, divertida, é natural. Acima de tudo, ela é humilde. Não precisa se aparecer para ninguém, é inteligente, determinada, batalhadora. Sei que no ano passado já disse tudo isto por ocasião do aniver dela. Mas vale ressaltar aqui que tenho muito orgulho por saber que ela será a mãe dos meus sobrinhos, e passará seus valores para eles. Só tem um porém, e tudo na vida tem um porém, que é o timinho que ela torce. Fazer o quê? Não existe perfeição.
Vejo todos os dias tantas pessoas por aí afora com valores vazios. Vangloriam-se pelas boas escolas que estudaram, por suas formações, por suas conquistas, mas no fundo, bem lá no fundinho, falta muita coisa. A Japinha não, é completa: tem uma família que lhe ama, aliás, duas, um marido (mesmo sendo pescoçudinho) que lhe ama, é inteligente, culta, bem sucedida, vive na Europa e o melhor de tudo, TEM EU COMO CUNHADA. Não é o máximo?
VEMCHA, TE AMO MUITO PRA CACETE SEMPRE!
(escrito para minha cunhadinha Japinha engraçadinha que fará o favor de se casar oficialmente com meu irmãozinho veadinho daqui apenas 13 dias)

Mentira, inveja, doença ou os três juntos?


Dentre meus devaneios, tive um bem profundo hoje. Ok, eu disse que iria dormir e não voltaria hoje, mas menti e todo mundo mente. Eis algo que me enlouquece, a mentira. Não consigo entender o porquê de ela existir. Para mim, todo mundo deveria fazer um pacto de sinceridade, como eu tinha com a minha amiga Fê: quando a gente não quer ir a algum lugar, não quer fazer alguma coisa, temos que dizer a verdade. O interlocutor tem que aceitar a verdade, mesmo que não seja o que ele deseja. É assim: minha amiga me convida para ir até a casa dela no domingo. Eu não quero, mas se disser que não vou, ela vai insistir, prometer fazer a comida que eu gosto, que vai me dar presente. Para sair da situação, o que eu faço? Digo que vou. No domingo ligo e dou uma desculpa qualquer. Tem gente que pede para ser enganada, mas eu ainda voto no pacto.
Há outros tipos de mentira. Há aquelas pessoas que mentem onde moram. Claro que ninguém que mora no Morumbi mente dizendo que mora no Capão Redondo, mas o contrário acontece. Tem gente que mente por doença. Uma doença psíquica na qual as pessoas precisam mentir para se auto-firmarem, para sentirem-se superiores perante àquelas pessoas as quais idolatram e acham milhas e milhas distantes da sua realidade.
É fácil saber se a pessoa é bem resolvida ou não. Tenho uma conhecida que nasceu em berço explêndido. Ela nunca me disse isso diretamente, mas pesquei as coisas nas entrelinhas. Um dia, por acaso, soube que ela estudou em um colégio tradicional de SP. E mais, morou em uma das ruas mais tradicionais. Em silêncio. Quando brinquei sobre a rua, ela ficou envergonhada e disse que morou na parte pobre da rua (que de pobre não tem nada). Nesta mesma rua mora a irmã de uma outra conhecida. É porém como se a conhecida é que morasse na tal rua milionária, pois se eu a encontrar todos os dias, todos os dias ela dirá para mim ou para quem passar do lado onde é que a irmã mora. Na verdade, ela nunca falou em rua, mas falava em bairro. Até o dia em que descobri o nome da rua e soube que o bairro era outro, tão bom quanto o primeiro, mas mais glamouroso.
Já houve tempo em que pessoas assim me incomodavam. Hoje simplesmente oro por elas, pois são pobres de espírito e precisam de elevação espiritual. Só não consigo ficar perto de gente assim por muito tempo, pois a inveja, mesmo que diagnosticada como doença, é algo que destrói qualquer indivíduo.