quinta-feira, 29 de abril de 2010

Casamento como antigamente


O que desencadeou o pensamento que coloco aqui agora foi um email que recebi da minha querida amiga Cris, que trabalhou comigo "a long time ago" na KPMG. Fiquei chocada quando soube que seu filho já está com 14 aninhos e indo fazer um intercâmbio no Canadá. Como assim? Até ontem, o filho dela era pequeno. De repente me dei conta de que minha filha também era, e fará 11 anos muito em breve. Minha amiga me contou que as menininhas já ligam na casa dela para falar com o filho. Senti arrepios por todas as partes do meu corpo. E como é um corpo BEMMM grande, imaginem só quanto arrepio! Definitivamente, não estou preparada para minha filha namorar. Preconceito ou não, não quero ver minha filha chegando em casa com um cara magrelo, de bigodinho, barbichinha, cabelo arrepiado, usando brinquinho e, se bobear, me cumprimentando: "e aí tia, belê?". Belê o escambau. Quer brincar de lobo mau com a minha filhinha e vem me chamar de tia? E de sogra então? SALVA-ME-PAI! Por quê eu e a Cris não fazemos um combinado? Minha Isa casa com o Fê dela, lavramos o contrato e todos vivemos felizes para sempre! Ao menos estaríamos nos precavendo da linhagem de netos, sabendo que nossos filhotes seriam bem acolhidos por suas famílias novas e formaríamos uma grande família!
Canso de dizer que sou muito antiga, e muitas coisas mudaram para piorar o mundo. Terça-feira, enquanto esperava as crianças sairem do inglês, conversava com outras mães sobre o excesso de tarefas que nós, mulheres, temos. MALDITAS FEMINISTAS que lutaram para trabalhar fora e se esqueceram de lutar para que o homem trabalhasse dentro. E não dentro da mulher, dentro de casa mesmo. Assim, temos que produzir feito máquinas de trabalho incansáveis, inquebráveis, intermináveis... sem contar que ainda temos TPM e menstruamos. SALVA-ME-PAI - parte II.
Ao meu ver, muitas coisas funcionavam melhor no passado. A família era mais valorizada, as pessoas eram mais civilizadas, não existia trânsito, não existiam prédios e, portanto, ninguém fazia barulho sobre nossas cabeças, não existiam tantos cachorros e havia a garantia de os sapatos voltarem para casa mais limpos. O melhor de tudo, porém, era a autonomia que os pais tinham para escolher entre eles as pessoas que fariam companhia para seus filhos.
Tenho certeza de que meu pai escolheria meu marido para mim; já não posso dizer o mesmo de mim com relação ao meu sogro, já que sempre tive a sensação (ops, por quê será?) de que ele não gosta de mim. E como antigamente as mulheres não apitavam em nada, não poderia contar com a ajuda da minha sogra.
O único porém (melhor reescrever, com letras bem grandes)... O ÚNICO PORÉM dos casamentos arranjados, seria terem me arranjado com um corinthiano. SALVA-ME-PAI. Viva os tempos modernos!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Exercendo a paciência

Juro que tenho tentado não reclamar, tenho tentado exercer a paciência, tenho tentado relevar as coisas. Mas têm dias que não deveriamos sair da cama, definitivamente. Levantei hoje no maior bom humor. Levaria as crianças para a escola, pois o marceneiro viria cedo para instalar minha despensa e o vidraceiro viria cedo para trocar os vidros que empenaram na minha sacada. Até que... minha filha fechou a porta de casa com as chaves de casa e do carro do lado de dentro. Lá vou eu ligar pra "cumadi" antes das seis e meia da manhã e pedir socorro. Ela tem a cópia da chave de casa, é questão de minutos. Só que eis que ela não acha as chaves. Talvez tenham sido aspiradas pelo lava-rápido na última limpeza do carro. Sobrou a carona. Ela veio, levou as criancinhas pra escola e fomos tomar café na padaria, até minha supermegasuperhiper assistente do lar chegasse. Entrei na minha casinha, UFA. Chegou o cara do vidro: o fato de ter empenado quatro folhas de vidro, condenou todas as folhas. O forno que tempera os vidros quebrou NA HORA DE TEMPERAR OS MEUS. SEMPRE OS MEUS. SENHOR, QUE MAL EU FIZ? São mais 15 dias para fazer vidros novos. Lado bom: garantia de serviço bem feito. Lado ruim: preciso dizer? E onde está o marceneiro? Onze da manhã e nada. Fui clara com ele que o serviço precisava ser começado e terminado hoje. E cadê o cara? Onde está o outro marceneiro, que não conserta o gaveteiro do quarto do meu filho que despencou e estou com tudo espalhado pela casa? E onde está o pessoal da engenharia que ATÉ hoje não voltou para fechar o banheiro da suíte? SENHOR, DAI-ME MAIS PACIÊNCIA!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Este bloguinho está me irritando!

Estou cheia de recadinhos para postar, mas por algum problema no blogger, não estou conseguindo. Mas fiquem todos tranquilos e continuem deixando recadinhos, pois vou conseguir resgatar TOOODOOOSSS... ou volto para o Zoo!

A primeira vez a gente nunca esquece


Claro que o pervertido do meu irmão, quando ler o título deste post, vai pensar em sexo. Ledo engano my brother, estou aqui hoje para comemorar o primeiro selinho recebido pelo Blog da Pandinha. Estou super mega feliz, agradeço a Lilly, do Blog da Reforma, que me ofereceu este mimo. Sabe o que é o Prêmio Dardos? "O Prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agrega valor à Web.".
Cada ganhador deve:
- Exibir a imagem do selo em seu blog
- Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação
- Escolher outros quinze blogs para entregar o Prêmio Dardo
- Avisar os escolhidos
Vamos lá então para as indicações da Pandinha:
- Coisas de Thania (temporariamente fechado)
- Blog Isabella Nardoni (pelo excelente trabalho jornalístico prestado durante o julgamento)

Votem na Pandinha

Pessoal, o blog da Ná e o blog da Vivi estão com uma promoção imperdível e eu estou concorrendo com uma delícia que preparei especialmente para fotografar e fazer parte da promoção. Portanto, visitem oo blogs e votem em mim!

domingo, 25 de abril de 2010

Precisa-se: UM COMPANHEIRO

Fui almoçar com as criancinhas Hummel na praça de alimentação do Center Norte. Eram 20 pessoas para cada mesa de quatro lugares, de modo que a fila de espera estava gigante e eu com os pratos nas mãos. Avistei uma moça sentada sozinha, perguntei se tinha alguém com ela e a resposta foi positiva. Mas gentilmente me cedeu a outra metade da mesa. Foi só arranjar mais uma cadeira e nos acomodamos todos. Agradeci a gentileza e simpatia da moça e dei-lhe as costas, de modo a não atrapalhar o almoço dela e ficar de olho nas criancinhas. Meus braços trabalhavam, minha boca também, olhos atentos nas crianças e ouvidos totalmente voltados às duas moças bonitas. Aparentando seus 25, no máximo 30 anos, as duas discutiam sobre o rapaz que uma delas está saindo. A amiga advertia: "você aguenta isto só mais um mês, para a relação se firmar, depois, você quem dá as cartas". A outra rebatia: "mas assim ficarei sempre sozinha, você não se arrepende de ter jogado o relacionamento com fulano fora? Já está há um ano sozinha e sofrendo". Assim foi a conversa das duas. Juro, fechei meus olhos e agradeci imensamente. Por ter uma família, por ter meus filhos, por ter meu marido, por ter encontrado o amor da minha vida e ter o privilégio de não estar mais "no mercado", nesta busca incessante que as pessoas vivem para encontrar um companheiro ideal.
Relacionamento é muito difícil, não existem duas pessoas iguais no mundo e para uma relação ser duradoura, tem que existir amor, parceria, desejo de abrir mão de muitas coisas e muito sexo. Sim, muito sexo.
Quando casei com o marido, perguntei para ele o quanto ele achava que sexo era importante em uma relação. Ele me respondeu: "fifty fifty". Argumentei que era mais. Ainda antes de ele viajar, voltamos ao assunto, quase uma década depois. Sexo é a coisa que mais sustenta uma relação em crise. Pode estar tudo uma porcaria, mas a afinidade sexual entre duas pessoas vai dando equilíbrio à relação, vai afinando o entrosamento das pessoas. Mas o assunto não era sexo.
O que importa é que as pessoas aprendam a ceder para terem relações duradouras. E sejam verdadeiras, desde o primeiro instante. Não adianta fingir que AMA comida japonesa para agradar alguém, pois um dia a máscara cai. Este é só um bobo exemplo, poderia dizer coisas mais sérias.
(alguém já terminou o assunto sem dar sentido final ao texto escrito? Aconteceu com este, agorinha, não sei mais o que escrever... tentando... tentando... tentando... vamos lá).
De verdade, fiquei com dó das duas moças, bonitas, bem vestidas, inteligentes, e sozinhas. Acho que os solteiros de plantão deveriam aparecer mais nas praças de alimentação dos shoppings. Fica minha sugestão!

Domingo no Parque

Foram quatro horas initerruptas de muita diversão. Andamos de jet ski, avião, jogamos basquete, brincamos muitas vezes no carrinho bate-bate, jogamos fliperama, video-games diversos, ganhamos 1550 fichas e trocamos por vários brinquedos. E ainda sobraram 100 dinheiros para brincarmos outro dia. Ou seja: pagamos 120 dinheiros, dobramos o valor com o bônus, levamos os sacos de bala, dois passaportes da alegria para o Playcenter, brincamos na 4a. feira do feriado (três pessoas), hoje novamente (as mesmas três) e ainda sobrou 100 para mais um dia todo de diversão (fora os passaportes, que ainda não foram usados). E vem o tio Kid e a tia Jú acharem 120 dinheiros muito? Deixa só eles chegarem aqui em setembro e vão ver quanto custa passar um dia ao lado das criancinhas! Por estas carinhas felizes, já valeriam 120000 dinheiros!!!!

Você vai gostar!


ESPÍRITO DE PORCO. ESTÁ CHEGANDO.

Comer, Rezar, Amar, Transar, Viajar

Acho que a Liz Gilbert, quando elegeu o título do seu best-seller, deveria ter incluído mais dois verbos, pois assim entendo a obra completa. Quem sou eu para dar palpite? Apenas uma leitora apaixonada pela aventura que a autora viveu. Tem gente que tem medo de arriscar. Tem gente que sabe que a vida é curta e que pode acabar no próximo segundo, então, melhor mergulhar de cabeça. Por quê o medo? Eu não entendo. Sou uma cidadã do mundo ávida por aventuras, sempre. Mas voltando à Liz. Nem sei dizer quantas vezes já li e reli o livro e aguardo ávida pelo lançamento do filme, no próximo semestre. Duvido que alguém leia e não faça uma leitura cinematográfica a todo momento, viajando junto com a escritora. Duvido que a mulherada não fique morrendo de inveja da porralouquice da Liz. Eu não fico com inveja no conteúdo total, fico com inveja da coragem dela em querer morar um tempo na Itália para aprender italiano. E a inveja não é pelo italiano em si. É: POR QUÊ APRENDER ITALIANO?
Muita gente aprende outro idioma por necessidade. Outras vezes por paixão mesmo. Mas para que aprender italiano? Uma língua que só se fala em um país do mundo? Como a própria Liz coloca no livro (conta 14 até 16), cada idioma, ao ser formado, pegava características da capital do seu país. O italiano, porém, levou séculos até se estruturar como língua, pois cada região da Itália usava seu próprio dialeto. Foi só depois que Dante Alighieri escreveu sua Divina Comédia que a coisa andou pro lado de lá. Só que gosto é gosto e tem que ter peito para investir grana pra aprender ITALIANO. E na Itália.
Toda a explanação foi feita para chegar a conclusão: todo mundo deveria criar oportunidades em suas vidas para viver intensamente os cinco verbos. Comer é muito bom, é legal conhecer gastronomias diversas; rezar é necessário, não importa como, defendo a necessidade de se crer em algo maior. Sem amar não existe o viver, para mim, é fator "sine qua non". Transar é parte integrante da vida, juntamente com o amor. Acho que é a parte mais legal. E viajar... ah, como é bom viajar, nem que seja "viajar na maionese", divagar, sair da realidade. Afinal, a vida é apenas uma grande viagem sem hora marcada para a volta.

Em breve: NÓS EM DUBLIN


É isso aí galera. Tudo começou quando a Japinha e a Cleidoca decidiram cortar seus cabelos. Depois veio a polêmica do blog do marido da Japinha nos comentários. E de repente chega a Karine e sua fantástica idéia de fazer um encontro de blogueiros em Dublin. GENIAL, claro que amei e claro que não posso ficar de fora dessas. Já que a Ká deve deixar as crianças com o Rosinha (entenda-se: o marido), vou precisar embarcar com o meu Toru a tiracolo para cuidar das criancinhas Hummel, que claro, vão querer visitar a terra dos tios. Já temos a presença da Mirelle e do Léo, diretamente de Lyon. Só um detalhe, caros prisioneiros da jaula da Pandinha: dêem uma espiadinha nas fotos do casório do Léo e da Mi na capital francesa: MARA! É isso aí, qualquer pessoa que seja seguidora de todos estes blogs (e o da Cleidoca, que não estou achando o link), estão convidados para o grande encontro, com data ainda a definir pela Karine. Europa, aí vamos nós!!!!

sábado, 24 de abril de 2010

Etiqueta de blog - a explicação

Queridos leitores (nossa, me senti agora editora de grandes revistas), vou contar como tudo começou: semana passada, entrei no Blog da Lilly e tinha uma enquete. Nem importa qual era ela, o que importa aqui é que eu respondi a enquete no final de semana. E na segunda-feira, fui surpreendida por uma resposta extremamente simpática e personalizada, diretamente no meu email, pela dona do blog. Achei demais. Neste universo blogueiro que já vivo há tantos anos, nunca vi nada igual. Amei a atitude da Lilly, sua delicadeza e atenção especial com uma leitora que ela nunca viu mais gorda (porque mais gorda que eu explode!).
Daí que comecei a pensar: puxa, que demais, será que eu sou mal educada com pessoas que comentam no meu bloguinho? Respondo a 90% dos comentários deixados, no próprio blog e respondo a todos os emails que recebo. Mas mandar email para cada resposta foi o ápice da gentileza.
Vamos a minha opinião: eu não costumo voltar aos blogs para ler se foi respondido algo para meus comentários, e por isto, me sinto falando sozinha quando respondo aos comentários no meu. Comecei a ler blogs de grandes publicações, tipo Estadão, Globo, Folha e percebi que ninguém jamais responde pra ninguém. Me senti mais tonta ainda.
Vou continuar respondendo, sim, salvo na falta de tempo. E para quem comenta aqui na minha jaulinha da Pandinha, fique a vontade para voltar e saber o que respondi. Ah, meninas que ainda estão sem resposta no post sobre etiquetas, a resposta é esta aqui!
Beijos da Panda

Ursula Kuka

Acho que nunca falei de receitas aqui no blog. Quem me conhece dos tempos de outrora, sabe que já fui uma boa mão na cozinha. Não a perdi, continuo sabendo cozinhar bem. O que foi embora foi exatamente a vontade de cozinhar. Gente, dá tanto trabalho ir ao mercado, comprar, pagar, descarregar o carro, guardar, cozinhar, lavar a louça e saber que depois vai tudo vaso sanitário abaixo. Assim, aderi já tem algum tempo por algo muito simples, chamado "comer fora". Os gastos ficaram elas por elas, não tem mais desperdício em casa, não jogo nada fora, ganho tempo e todos vivem felizes para sempre. Ou não.
Na semana do carnaval, estávamos saindo com as crianças da escola de inglês, quando uma das alunas aparece na porta distribuindo picolés. Cada uma das criancinhas Hummel entrou no carro com um. E cada um dos pais das criancinhas Hummel ficaram olhando pelos espelhos retrovisores. Pedimos para experimentar. Quem foi que disse que queríamos devolver os picolés? Foi a coisa mais saborosa que experimentamos. Como as criancinhas Hummel são muito boazinhas, viram que seus pais sofriam com as lombrigas se debatendo nas barrigas e abriram mão de suas guloseimas. Marido e eu nem pensamos em rejeitar. Só não engolimos os palitos para não dar indigestão.
Semana seguinte e eu estava desesperada atrás da menina picolé e a receita da delícia. Encontrei a mãe, que riu e deu a receita. Pensei que chegaria em casa e faria várias no mesmo dia. Só que me aproveitei do fato de não ter forminhas de picolé, para adiar minha ida à cozinha. Comprei as forminhas e adiei a compra dos ingredientes. Só que já tem semanas que tenho tudo em casa, as crianças pedem e a preguiça me chama: "vem, não levanta, fica aqui no sofá".
Mas hoje, estou eu em casa de castigo com as criancinhas, sem muitas opções de coisas gostosas para comer, e o envidraçamento da sacada que era para ter terminado terça passada, mas que só começou ontem, está longe de terminar. Decidi usar todas as minhas armas para combater a minha inimiga. Avental no corpo, chapéu de mestre-cuca, ingredientes sobre a pia e lá fui eu.
Mal pude acreditar quando a delícia ficou pronta. E foi TÃO TÃO TÃO fácil que me deu até certa vergonha pela demora. Vamos lá? Uma lata de leite condensado, outra de creme de leite com soro e tudo, uma medida de leite e quatro gemas. Misturar tudo na panela e levar ao fogo. Desligar antes de ferver, despejar nas forminhas, esperar 12 horas para endurecer (e estou esperando há 12 minutos já) e se deliciar.
Claro que provei a meleca quente. Se vai dar caganeira eu não sei, mas que ficou MARA, isso ficou. Tente também. E não se esqueça de mim.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Etiqueta de blog


Gostaria hoje de pedir uma opinião às pessoas que vivem no mundo dos blogs. E para as que não vivem também. Sempre me preocupei em dar um retorno para todo mundo que lê meu blog e me deixa recadinhos ou manda emails. Na verdade, meu blog seguiu caminho inverso da maioria dos que vejo, ele era lido por pessoas do meu mundo real e só há muito pouco tempo é que passei a receber visitinhas de blogueiros. Quando alguém deixa um comentário, será que aguarda que o dono do blog responda? Eu comento em vários blogs, mas NUNCA volto ao local para saber se a pessoa respondeu algo sobre aquilo que postei. Por várias vezes, sinto que quando respondo aos comentários deixados aqui, é porque sou maluca e estou falando sozinha. O que fazer? Qual é a etiqueta para uso de um blog, como leitora e como autora?

Teste do link

Prezados leitores, queria agradecer imensamente a todas as pessoas que me enviaram os tutoriais: Thania, Thania, Thania e Thania. Vamos ver se dá certo?

Quem nunca foi?



ESPÍRITO DE PORCO

Você é um deles?



ESPÍRITO DE PORCO. FALTA POUCO.

Você conhece algum?


ESPÍRITO DE PORCO. EM BREVE.

Vergonha, sim!

Por vários dias, acordo e vou dormir com vergonha de ser brasileira. Não falo isto com orgulho, tampouco com desdém. É apenas uma constatação. Há muito que estou cansada do povo passivo com o qual divido minha nacionalidade. E não é passivista, é passivo mesmo, aquele que recebe as ações que o deixa insatisfeito, mas nada faz para mudar. Para quê? Tentar mudar o que está errado é uma luta que muitas vezes se luta sozinho e para se vencer uma batalha é preciso que haja exército, do contrário, é uma "competição" absurdamente desigual.
Em SP, cidade onde nasci e morei a maior parte da minha vida, pergunta-se quase todas as vezes em que se faz uma compra: "nota fiscal paulista?". No Chile, país sério e que desenvolveu-se absurdamente a frente do Brasil, nota fiscal é obrigatória até para se comprar uma bala. Isso mesmo, UMA ÚNICA BALA. Os produtos são muito mais baratos que aqui, já que os impostos são bilaterais. O jogo de sonegação por aqui é absurdo, assim como tantas outras coisas.
Diariamente, levo meus filhos à escola, seis e meia da manhã. Quando volto para casa, faço uma oração agradecendo a Deus por ter sobrevivido mais um dia. O que acontece no trânsito também é absurdo. Ninguém respeita nada e nem ninguém. Não há fiscalização para se cumprir leis de trânsito. Qualquer "mané" pode ter habilitação e colocar a vida dos outros em perigo. Ontem, um motorista de ônibus entrou dentro de um carro, matando mãe e filha. Foi levado à delegacia e pagou fiança de 1200 dinheiros brasileiros. Voltou para casa tranquilo. É isto que valeu a vida das duas mulheres: seiscentos dinheiros brasileiros a de cada uma. Muitas chegam a valer menos. Ainda ontem, vi na televisão sobre o rapaz que foi preso ao ser parado em uma blitz de moto e morto pela nossa polícia após a soltura. Essa história é velha: a polícia que deveria nos proteger, corrompe, mata, rouba. Infelizmente é a minoria.
Como posso dizer que tenho orgulho de ser brasileira, em um país cujo curso de formação de professores leva três anos, não alfabetiza as pessoas que entraram na instituição de ensino sem saber escrever, tem média cinco para aprovação, mas 4,75 já está valendo? Em um país cujo governo não tem a intenção de educar, pois o indivíduo alienado interfere menos na roubalheira? Em um país cujas escolas particulares se alastram em cada esquina e cobram somas absurdas, com professoras que falam: "menas, pra mim fazer, meio-dia e meio, duzentas gramas de mortandela"? Professoras que, muitas vezes, foram aquelas que usaram todo o seu limite de faltas na faculdade, forjaram trabalhos escolares, colaram nas provas e "compraram" seus diplomas. Sim, pois não vejo nenhuma diferença neste tipo de aluno ou naquele que vai descaradamente na Praça da Sé e paga por um diploma falso. Acho que este é ainda mais honesto que aquele. Ou não.
A coisa não precisa ser tão macro, posso falar simplesmente do condomínio em que moro. No próximo dia 7, completa cinco meses que estamos aqui. Quando chegamos, encontramos uma administração que veio junto no pacote. Uma empresa que cobra o dobro das outras da região, para fazer 1/4 do trabalho. Se é que faz. Somos 248 apartamentos e a grande maioria se mostra MUITO insatisfeita. E o que as pessoas fazem para mudar? Escutam tudo de bico calado, em meio a uma assembléia, quando é hora de botar a boca no trombone e pedir mudanças. Para que se expôr? É isso, as pessoas têm medo do julgamento, da exposição, do que os outros vão achar. Têm medo de dizer aquilo que todos gostariam de dizer. Melhor gritar bem baixinho com o vizinho do lado, e torcer para que ele não espalhe para os outros a sua insatisfação, pois tais atitudes podem não ser bem vistas.
Ontem conversei por horas com um americano, dono da franquia onde meus filhos estudam inglês. Questionei o porquê de ele estar há 29 anos no Brasil e ele me explicou: o amor. Se apaixonou por uma brasileira que não abriu mão de estar aqui e aqui ele foi ficando. Contei a ele que vou morar no Canadá, mas que vislumbramos agora uma passagem pela Holanda. Ele começou a me falar sobre o Canadá, o que só fez com que meus olhos brilhassem ainda mais.
Tenho recebido muitas mensagens de pessoas queridas, dizendo-se tristes pela nossa partida. Vale esclarecer: somos cidadãos do mundo, eu sempre fui, sempre acreditei que o mundo é grande demais para nos limitarmos a passar a vida inteira plantados em um só lugar. Nasci humana, e não árvore, portanto, não preciso de raízes. Casei-me, felizmente, com um geminiano que assim como eu, pertence ao mundo. Assim estamos criando nossos filhos. Temos que tentar, arriscar, conhecer. Não adianta nada sentar a bunda na cadeira e reclamar que tudo está errado. Não posso mudar uma nação de quase duzentos milhões de habitantes. Mas posso mudar minha família, de apenas quatro, para outra nação que satisfaça meus ideais de justiça, de educação, de cidadã.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Offline - HOTMAIL


Pessoas queridas da jaula da Pandinha... meu hotmail simplesmente está fora do ar. Não sei por qual motivo, causa ou circunstância, mas estou já há algumas horas tentando acessá-lo e NADA. Começo a ficar desesperada, já que consigo acessar normalmente o email do marido e o da filha. Então, vamos fazer o seguinte? Quem tiver algo para me dizer, anota aí o endereço temporário e alternativo: ursulahummel@netcabo.pt. Pray it for me, please!

Preguiça de ser menina


A vida é muito mais fácil para as pessoas do sexo masculino. Fazem a barba diariamente, usam sempre terno e gravata e não precisam pensar na combinação dos calçados, das bijus, da maquiagem. O melhor, porém, é: não ter que se depilar. Senhor, como tenho preguiça de ir até a depilação. Graças a Deus que tenho muito poucos pelos nas pernas, e só na parte de baixo. E mesmo assim, não tenho saco. Estou aqui sentada em sessão besteirol no Twitter e imaginando: POR QUÊ NÃO NASCI HOMEM? Mulher sofre por todos os lados: menstrua, depila sobrancelhas, pernas, virilha (AI, QUE DOR), axilas. Detesto homens metrossexuais, que passam por toda essa tortura gratuitamente. Estou com vontade de virar a mulher macaco. Será que marido vai me abandonar? Ele também poderia deixar a cabeleira crescer, a barba, o bigode e viraríamos o casal macaco. Acho que vou mandar um email lá para a China fazendo a proposta. Em troca, prometo sexo diariamente. Será que rola?

Vem aí...


ESPÍRITO DE PORCO. AGUARDEM!

Alguém me ajuda?

Gente, sou super lesadinha com coisas de internet. Não totalmente, confesso que me viro melhor que muito neguinho por aí, mas tenho tanta preguiça de descobrir as coisas sozinhas. Fico pensando no seguinte: "por quê preciso sofrer para descobrir algo que tanta gente já sabe?". Pode ser pensamento de vagabundo, mas dane-se. Viro vagabunda e assumo. Então é o seguinte: por várias vezes, quero citar blogs, sites ou links no meu blog e não sei. Vejo em todo e qualquer site que basta clicarmos em cima daquele nome e PUM, somos remetidos para outra telinha. E aqui, nada. Aliás, já contei que só tenho um layout que não é o básico dos básicos que o blogger oferece, porque faço uns favores para meu irmão e ele, em troca, coloca um pandinha para mim no blog. Claro que não é de graça. E como no momento ele não me deve nada, acho que não me ajudaria com este problema enorme que estou enfrentando. Alguém se habilita a fazer um tutorialzinho básicão? Sabe o que vale? Pontos no céu por ajudar alguém. Ficarei ansiosamente aguardando. Não demorem! ursulahummel@hotmail.com

O tempo não passa


Vivemos reclamando que não temos tempo para nada, que o tempo voa, que tudo passa rápido demais. Só que de vez em quando, o relógio resolve dar uma trégua. A moça da foto não sou eu, mas bem que poderia. Estou parecendo uma tonta, não paro de olhar o relógio, o calendário, contar os dias, contar as horas. É fogo quando a ansiedade do tempo bate a minha porta. Fico só pensando: amanhã é sexta, vou levar as crianças para a escola, resolver uns problemas de rua, buscá-los, vamos assistir a estréia de Alice, voltaremos para casa, tem excepcionalmente inglês no final do dia, voltamos, jantamos e dormimos. Sábado vamos provavelmente ao Playcenter e o dia acabou. Domingo ainda não decidi o que faremos. Preciso pensar. Rápido, para me programar e escolher as companhias (já que ninguém me convida para fazer nada, lá vou eu agitar). Segunda voltamos a nossa rotina: trabalho, escola. Terça a mesma coisa. E na quarta, quando eu voltar do trabalho, marido vai estar em casa. IUPPIIII. Claro que depois de uma semana, voltarei a contar os dias para que ele volte para a China, e rezando para que ele fique um mês. Coisas de meninas, todas são assim. Falei pro marido que estou com saudade de dormir juntinho, de abraçar, de conversar. E ele correspondeu: não vejo a hora de chegar e fazer amorzinho. Homens... só pensam nisso!

Gente que ri


Muita gente acumula riqueza, seja em forma de jóia, de imóvel, de automóvel. Minha riqueza é formada por algo que não se compra com o dinheiro (será?): pessoas! Sou apaixonada por pessoas, adoro conversar com pessoas, conhecer pessoas novas, ouvir histórias. Sempre fui tida como boa ouvinte, daquelas que presta atenção aos detalhes da conversa e é capaz de se lembrar deles dali muito tempo. Infelizmente, a recíproca foi verdadeira muito poucas vezes. Tudo bem, nem ligo. Não é o descaso dos outros que me transformará em alguém cheia de rancores. Atualmente, vivo uma fase muito boa neste sentido de conhecer pessoas. Mudar para um condomínio com duzentos e quarenta e oito apartamentos significa conhecer muita gente nova. Claro que, como tudo na vida, não é tudo que se aproveita. É preciso saber separar o joio do trigo. E quem disse que eu sei? Que nada. Vou quebrar a cara com muita gente por aqui, mas deixo com que todo mundo entre na minha vida 100%. Quem não gostar, vai se retirando de mansinho, seja fisicamente, seja através de gestos, atitudes, palavras felinas. Outro lugar que tem servido para que eu conheça pessoas legais é a escola de inglês das crianças. De verdade, nunca me imaginei mãe que passa a tarde tricotando em escola de inglês. Mas é fato. Duas vezes por semana, lá estou eu com os dois. E passo as melhores três horas da semana, dou boas risadas, falamos de amenidades, é muito bom. Não gosto de pessoas baixo-astral, daquelas que só reclamam de tudo. Quem quer reclamar, cria um blog e reclama nele. Aí, se alguém quiser, lê, senão, vira a página. Hoje é quinta-feira, pós-feriado, véspera de final de semana, uma semaninha pro marido chegar, dia de inglês. Lá vou eu a tarde dar minhas risadas. Muita gente fala que tenho uma pele boa. Aos praticamente 36 anos, não tenho rugas, pé de galinhas ou linhas de expressão. Também nunca fiz nenhum tipo de tratamento de pele, nem limpeza, não uso cremes, protetor solar, NADICA DE NADA. O que faz minha pele ser boa, acredito eu, é o número de vezes que dou gargalhadas por dia. E para rir, preciso de pessoas. Quer creme melhor? É grátis! Ah, ninguém precisa ficar com inveja da minha pele... pois é só a do rosto. O resto do corpo é a cópia aumentada casca de laranja. Nada pode ser perfeito.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sensibilidade infantil


Meu filho não é só uma criança sensível. É a pessoa mais sensível que já encontrei na vida. Estava o pequeno no seu quarto, assistindo ao Ben 10. Marido e eu ODIAMOS que ele veja este tipo de desenho, mas não podemos colocar as crianças dentro de uma redoma, o mundo das crianças de 4 anos AMA Ben 10, não dá para proibir. E eu aqui no quarto, brincando no computador. Começa a sessão da tarde na Globo e o filme é A MENINA E O PORQUINHO. O Leleco gosta muito de bichinhos de pelúcia, e chama a todos de família. Fiz um lugarzinho especial no quarto dele, para que a "família" não tivesse muito contato com o pó, e ficasse vizível para que ele pudesse manusear. Chamei-o até meu quarto e quando ele viu um leitãozinho na tevê, correu para buscar o porco da sua "família". Está agora aqui ao meu lado, fazendo carinho no porco de pelúcia e chorando pelos sofrimentos do porquinho do filme. E eu me divertindo, pois acho lindo ele conseguir externar esta emoção toda. Limpa a alma e o coração. E me deixa mais apaixonada por ele. Nunca vi este filme antes, mas está MUITO LEGAL, vale a pena ficar até o final hoje e abortar a piscina, que deve estar LOTADA de "turistas".

Vida de solteira

Não é fácil passar tantos dias sem marido. Não quando se sabe que o marido existe e está em algum lugar do mundo, trabalhando. A pior parte, para mim, é dar conta das manhas das crianças. O pequeno fica um chato de galocha, sente muito a falta do pai. Eu preciso rebolar para fazer o tempo passar. Como o cinema não anda colaborando conosco, combinamos de ir hoje a um Playland qualquer. Eles AMAM. Brincaram muito, jogaram games diversos e nem acreditei quando pediram espontaneamente para irmos embora. Acabo gastando muito dinheiro nos nossos diversos passeios, mas hoje fiz um bom negócio. Carreguei o cartão do Playland com 120 dinheiros e o crédito dobrou. Ganhei 240 dinheiros. Mais dois passaportes adulto para o Playcenter (cada um custa 45 dinheiros). Mais duas garrafas squeeze personalizadas. Mais cinco pacotes de balas 7 Belo gelatinosa. Eu ainda tinha uns 60 dinheiros de saldo no cartão, mais 240, fiquei com 300. Brincamos nós 3 por duas horas sem parar e ainda sobraram 200 dinheiros. E para completar a diversão com o Playcenter, só preciso gastar 25 dinheiros em um passaporte infantil. Bom negócio, ao meus eu achei. 120 para dois dias de diversão, 3 pessoas. Onde posso achar mais barato?
Além dos passeios que fico inventando (e sempre pensando se não teremos trânsito para chegar até os lugares escolhidos), também preciso de artimanhas para que o pequeno não fique perguntando a cada instante quantos dias ainda faltam para o papai voltar, faço o seguinte: quando marido viaja, vamos até a doceria. Ele escolhe um docinho para cada dia que o papai ficar fora e todos os dias, ao voltar da escola, come um docinho. Quando comer o último docinho, o papai chega. Desde que bolei esta história, ele não teve mais febre e não ficou mais doente durante as viagens do pai.
Aliás, acho que meu filho é um vendido. Ele estava há alguns meses fazendo fono para aprender a falar. Não tinha jeito da letra R vibrante sair da língua dele. E semanalmente, lá íamos nós para a fono, sem ver QUALQUER evolução. Chamei-o de lado e prometi: se você aprender a falar as palavras corretamente, vamos ao shopping e compraremos DOIS presentes. Em duas semanas, ele passou a tagarelar: BRINQUEDO, COMPRAS, PREÇO, APRENDER; foi como se num passe de mágica, o R encaixase no meio das palavras, para não sumir nunca mais. Compramos duas caixas com 20 Gogo's cada uma e mais um Banco Imobiliário para pequenos (é do Cocoricó, SENSACIONAL). Com o dinheiro de uma consulta da fono, pago os dois brinquedos e economizo o tempo.
Ai, como filho gasta... ou faz a mãe gastar!

Cúmulo do absurdo

Estive em reunião com o coordenador da escola da minha filha nesta segunda-feira. Foi simplesmente absurdo. Ele me chamou de grosseira pela maneira como me expus após a nota DOIS dela de inglês. Chamou para participarem da reunião: a professora de português e a de inglês. Para quê? A resposta dele foi a seguinte: a matéria da prova substitutiva será a mesma da prova que sua filha tirou dois e nós não vamos dar nenhum tipo de retomada, pois o sistema Etapa retoma constantemente todo o conteúdo. E finalizou: não se preocupe com nota, isto não é importante.
Cacete! Preciso desabafar. Como educadora, sei que nota não é importante. Só que minha filha não aprendeu NADA. E aprender, também não é importante? No conceito dele, provavelmente não. Afinal, caso eu fosse uma mãe relapsa, minha filha provavelmente repetiria de ano e a escola lucraria mais um ano. Ensino virou negócio, não é mais educação.
Este é o motivo maior pelo qual anseio ir embora do Brasil. Hoje fiquei muito feliz, recebi a notícia de que minha prima, que mora em Portugal, está vindo ao Brasil em agosto, com as filhas e o marido holandês. E após DEZOITO ANOS vivendo na terrinha, finalmente eles se renderam e se mudarão para a terra natal do marido. Acabei de falar com o meu marido, que ainda está na China e ele se animou todo. Quem sabe a Holanda possa ser um destino intermediário entre Brasil e Canadá?
Minha família é muito pequena. Esta minha prima é a única que tenho por parte de pai. Por parte de mãe, somos nove primos. Eu, meus irmãos e mais seis. Um dos meus primos mora na Alemanha já há dois anos e tralalá... e meu irmão que está em Dublin alguns meses antes do meu primo. O mundo é muito grande e cheio de bons lugares para educar meus filhos.
De verdade, cansei de ficar dando cabeçada por aqui, pagando as fortunas que pagamos de impostos, mais outra fortuna de escola, para quê? Em casa, gastamos 2300 dinheiros por mês com escolas. Sem computar: transporte, uniformes, materiais e lanche. É só a mensalidade e o almoço. Para as crianças ficarem até as 15hs diariamente. Meu filho faz natação e judô na escola. Minha filha não faz nada. Nem estuda, já que a escola, pelo visto, não está interessada no resultado final. Fica aqui a pergunta: PARA QUÊ?????

O aniversário de Brasília


Pensei, pensei, pensei. O que escrever sobre uma data tão importante? Na verdade, não tinha me dado conta do número redondo de anos que completa nossa capital. Tem já algumas semanas que ouço na CBN uma série de mini-reportagens falando sobre a cidade, mas não havia me tocado do porquê. Ontem a ficha caiu!
Brasília é um dos lugares mais bonitos que conheci. Ok, não conheci tantos lugares assim, mas também não me limitei a estar só em Sampa. A primeira vez que houve a possibilidade de eu estar lá foi em 1988, quando eu tinha só catorze anos. Ia com minha tia que já nem está mais entre os vivos, mas de última hora AMARELEI. Vim conhecer a cidade doze anos depois.
Desembarquei sozinha. Estava a trabalho e ficaria por lá uma semana inteira. Tinha vinte entrevistas para fazer, um projeto para a área comercial de uma grande multinacional de tecnologia. Para não ficar sozinha durante a semana toda, fiz vários amigos pela internet e marquei encontro com todos eles. Fui super paparicada, me buscavam no Blue Tree (SHTN) que havia sido inaugurado por aqueles dias, me levavam aos melhores restaurantes do Lago e ainda voltava para casa com a conta paga. Se bem que isto não fazia diferença no meu bolso, já que estava com tudo pago pela minha cliente.
Quando o motorista de táxi saiu do aeroporto, foi me explicando tudo a caminho do hotel. Pedi um tour pela pequena cidade, totalmente fascinada com aquela história de "asas". Encantei-me com a Catedral e quando cheguei em frente a Esplanada dos Ministérios, pedi para parar o carro. Desci. Estava de frente a um complexo de prédios, todos padronizados, limpos; só faltou o perfume. Estar em frente ao Congresso me trouxe arrepios. Tudo que se decide no nosso país passa por lá.
Durante toda a semana, fiz meu trabalho com os pés nas costas. Os executivos que entrevistei eram todos inteligentes, fluentes em inglês, com boa formação cultural, acadêmica. Desejei que todo processo seletivo fosse como aquele. Na semana seguinte, partiria para o Recife e sabia que encontraria algo oposto daquilo que estava vivendo.
A viagem acabou. Voltei depois de um mês para finalizar propostas e contratações. Depois de um tempo, voltei pela 3a. e última vez, agora para contratar um advogado para uma multinacional brasileira, que trabalharia entre Brasília e... ÁFRICA! Foi outro processo fácil e dos dois trabalhos ficou a enorme saudade da cidade.
É uma pena saber que um lugar tão bonito é tido como sinônimo de roubalheira, de escândalos públicos, de corrupção. Mas deve fazer parte do "jogo", para que nada seja perfeito.
Parabéns Brasília pelos 50 anos, parabéns Niemayer pelo seu mais belo projeto!

terça-feira, 20 de abril de 2010

A mãe dos meus filhos é uma sereia

Há quem diga que precisamos despirocar, mudar, deixar o comum e o óbvio de lado e ousar, fazer algo que você acredita jamais ter coragem de fazer. Hoje resolvi seguir este conselho. Pode parecer coisa boba, mas já estou há dez horas tentando me "aceitar" com minha loucura. Há algumas semanas que estou ensaiando para passar um esmalte diferente. Sempre fui adepta das cores bem escuras, vermelhões, marrons. Só que a modinha agora são esmaltes de cores QUE NÃO PERTENCEM AO MUNDO DOS ESMALTES. Ousei. Ainda não sei se me acostumaria, mas todo mundo comentou: no condomínio, na escola das crianças, na escola de inglês. O que será que marido vai achar? Não sei, pois a fotinho que ilustra este post é a tal cor que passei: AZUL; a foto não me pertence, não é minha mão. E até marido voltar ao Brasil, já terei voltado ao meu estado "normal". Quem arrisca?

Papo de bêbado


Quem gosta de Campari? Eu não bebo, já disse que minha única droga é a comida. Só que já senti o gosto de Campari, uma bebida com gosto amargamente peculiar. E que se fosse ruim como tanta gente prega, a bebida não estaria completando 150 anos. É isso aí, um século e meio de amargura. Tiro o chapéu para uma marca que consegue ir tão longe. Para comemorar, foi convidado nada menos que o artista pernambucano Romero Brito para desenvolver o rótulo comemorativo, em edição limitadíssima. Quem não sabe de quem se trata, PELAMORDEDEUS, coloca o nome do cara no Google e descobre. É um dos ícones da arte contemporânea. Eu, particularmente, AMO o seu trabalho. E como sou V.I.P., ganhei uma garrafinha da bebida, da tal edição superultramega limitada. Não é pra qualquer um. Esta, guardarei por gerações, para leiloar daqui alguns anos. Minha chance de ficar rica!!!!!

Contando carneirinhos. E tudo mais que aparecer pela mente...


Minha habilidade para os números sempre foi muito natural desde pequena. Enquanto me esforçava para ser uma ótima aluna nas letras, levava a matemática como uma brincadeira. Tem gente que abomina a mãe das ciências exatas, e confesso que ela não é minha grande paixão, é só uma facilidade natural que tenho. Já as letras, de tanto sofrimento para entender as análises sintáticas da vida, resolvi anos mais tarde ir para a faculdade para entender definitivamente o universo das palavras e seus mistérios. Deu certo. Só que continuo vivendo dos números. Faço contas de tudo, sempre de maneira rápida, adoro uma planilha de Excel, gosto de planejamento financeiro. Minha maior paixão, porém, é contar. E desta vez não tem nada que ver com contas. Apenas contar. Como sofro de insônia, passei anos da minha vida testando os carneirinhos na hora de dormir. Mudava a cor deles, desenhava estampas nos meus carneirinhos imaginários, imaginava cada carneirinho que passava pela cerquinha de um tamanho diferente. Continuava acordada. Até que comecei a contar outras coisas. No afã de pegar no sono rápido, contava quantos alunos tinha na sala de aula, de quantos eu sabia o nome completo, quantos professores eu tive na vida. Passei para o mundo da televisão. Contei quantas novelas eu já assisti, os personagens de cada uma delas, os personagens de uma série de tevê. Fui para os moradores do condomínio e contei quantos eu conhecia, quantos moravam, quantos não moravam. Ok, concordo quem chegou a conclusão, neste momento do texto, que sou definitivamente maluca. Eu também contei isto: quantos malucos existem na família. A conclusão? Meu caso ainda é leve, mas pode ser contagioso. Cuidado.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Dia do Índio


Eu nem sei porque se comemora o dia do índio hoje, também não estou com vontade de procurar. Só porque marido está fora e posso dormir até seis da manhã, insisto em acordar cinco e estou ficando irritada. Vou dormir um pouco depois do almoço. Ao menos assim espero. Hoje, para comemorar o dia do índio, teremos programa de índio: ASSEMBLÉIA. É até engraçado ver que véspera de assembléia as coisas andam aqui que é uma maravilha. Tem multirão de limpeza, tem multirão de jardineiro, tem tudo bonito, limpo, organizado. Só a segurança que não vai, de jeito nenhum. Sai para ir até a famigerada reunião na escola das crianças. Além de os portões estarem escancarados, não tinha segurança na saída do condomínio. Coisas que já encheram o saco. Só que não estou com vontade de brigar. Aliás, não estou com vontade de nada. Falei com marido bem cedinho. Depois recebi um monte de emails dele, comentando meus posts aqui do bloguinho. Só faltou o comentário "vou comprar seu carro vermelho". Tudo bem, eu nem queria mesmo. A reunião terminou em pizza, com a escola dizendo que não tem tempo hábil para ensinar minha filha até o dia da prova, mas se ela for mal, não tem importância, prova é bobagem e nota também. Este é o ensino privado do nosso país. Os vidros para fechamento da sacada chegariam hoje. Cadê? Também não estou afim de brigar com o vidraceiro. Quero que chegue logo a hora de buscar os remelentinhos na escola, para brincarmos um pouquinho. Hoje é dia de colocá-los cedo para dormir! E eu vou comemorar o dia do índio!

domingo, 18 de abril de 2010

Meu novo objeto de desejo

Não é lindo? Eu estou apaixonada por ele. Confesso que quando tivemos na concessionária vendo o bonito ao vivo, meu encanto não foi tão grande. Mas vê-lo circulando por aí é TUUUDOOOO. E vermelho, como eu sempre sonhei! Só há dois poréns: o primeiro é que meu carro, também da Kia, tem só NOVE MIL QUILÔMETROS. Dá dó trocar! E o segundo é que vou embora logo logo, para que investir em carro agora? Ai ai ai, será que vou resistir?

Pote de desejos


Hoje resolvi fazer uma lista das coisas que quero, pois tenho a certeza de que querer é poder e conseguir. Então, simbora lutar pelo que desejo:

- Mudar-me para um lugar onde não haja trânsito (pode ser no Canadá; deve ser no Canadá)
- Ter uma boa escola para meus filhos
- Ter o mesmo marido, com menos trabalho
- Reativar uma vida social saudável
- Cuidar da minha saúde; tem muita gente soprando no meu ouvido: "acumpuntura, acumpuntura, acumpuntura"
- Voltar a nadar diariamente
- Ser menos estressada
- Viver a vida!

sábado, 17 de abril de 2010

Escolas na Zona Norte

Já disse e torno a insistir que uma das coisas que mais me entristecem é a banalização das escolas e a prostituição do ensino privado no Brasil. Vou, porém, enxugar um pouco a extensão, o alcance da coisa e trazê-la ao meu mundo. Mais exatamente no Estado de São Paulo, na cidade de mesmo nome, na Zona Norte da cidade. Das escolas elitizadas, uma é a que meus filhos estudam. Apostilou pelo Etapa que, na minha opinião, é o melhor apostilamento, mas se torna o pior quando a equipe não tem a capacidade de aplicar o que o sistema propõe. Eles não têm. Um colégio de padres que demitiu boa parte do quadro para contratar professores inexperientes e recém-formados, a preço de banana. Outra de freiras, que está largada às traças. Outra católica, ligada à PUC, largada às moscas. Mais uma católica (estranho não?), que não é mais nem cogitada entre as melhores. O colégio alemão que desandou após a morte do patriarca. Por último, um colégio com algumas unidades, onde cada criança é um número e cada professor... ensina errado e corrige errado. Tudo que estou pontuando foram coisas que EU VI, COMPROVADAMENTE, não se trata apenas de coisas que ouvi. Vivenciei com pessoas de perto, de cada uma das instituições. Gastamos 2300 dinheiros por mês com a escola das crianças. Para quê? Desisti e optei por procurar uma escola menor, mais barata, que vai ser tão ruim quanto a que eles estão. E comecei por uma na porta de casa. Colégio CERMAC. Cheguei eu, meus dois filhos, minha vizinha com um de seus três filhos. CINCO CRIANÇAS NOVAS. É dinheiro ou não é? Para o CERMAC não. Depois de aguardar por quinze minutos sem satisfação de ninguém, fomos informadas GROSSEIRAMENTE pela recepcionista: "podem aguardar pela coordenadora, ela não desceu ainda porque vocês não agendaram horário". Não estou falando do Porto Seguro, do Cervantes, do Santa Cruz, do Arquidiocesano, do Dante Alighieri. Estou falando do CERMAC, uma escolinha situada no humilde bairro do Lauzane Paulista na periferia da ZN de Sampa. Ao questionar a recepcionista, obtivemos a resposta: "são normas da escola...". Viramos as costas e não esperamos mais, pois era capaz de vir o complemento: "... se não gostou, procura outra!". O que fazer? Quem fiscaliza isso tudo? Ninguém. É Brasil minha gente! O que eu acho de verdade? Que as escolas privadas são hoje uma maneira de a classe média se vangloriar de ter um pouco mais de dinheiro, onde os pais se ferram mais que os de alunos do ensino público, já que este custa muitos dinheiros menos que aquele.

O engraçado que se torna triste

Marido já está na China há sete dias. As crianças sentem saudades, mas meu filho sofre, chora, fica doente, é super barra aguentar estas viagens longas do marido. Segundo semestre do ano passado, ele viajou pela primeira vez com o chefe a tiracolo. Acontece que o chefe gostou e quiz ir de novo. Acontece que marido e o chefe devem ter algum caso, pois marido não pode ligar para casa na frente do chefe. Estranho não? Também acho. Como alguém que se ausenta de casa por quase um mês, que diz trabalhar de domingo a domingo, pode ter interferência do chefe para ligar para casa, falar com a esposa, com os filhos? Ok, não engulo esta. E não fico esperando ligações. Quero viver a vida e ser feliz, não sofrer e não esperar. Já esperei 18 meses para ter dois filhos, fora os dois abortos que tive e que, somando, foram mais seis meses de espera. Fico triste pela falta de consideração do marido com o filhote de panda, que foi dormir chorando hoje. Fico feliz, pois coloquei filhotinho pra dormir aqui na minha jaula, ops, na minha cama, junto comigo, abraçadinho, com aquela cara linda, deliciosa, serena. Terei uma bela noite, já que sou infinitamente apaixonada pela fisionomia dos meus filhos dormindo. E que eles acordem com a cútis ÓTEMA; amanhã vamos fazer sessão de fotos para escolher a foto do painel fotográfico. Oba!!!!!

Festa no apê... dos vizinhos!

Apesar de todos os problemas que enfrentamos no Solar, valeu a pena uma coisa: as pessoas que conhecemos aqui. Como bem disse meu vizinho Daniel ontem, acabamos formando uma grande família. Eu nunca tive amizade com vizinho, não por ser antipática ou anti-social. Por falta de oportunidade. E aqui não procurei, a coisa surgiu, aconteceu. Quinta passada foi aniver do Alê, vizinho do 14. Nossa torre, a 3, é a mais legal, animada e divertida. Em todo o condomínio há gente legal, mas aqui na 3 parece que nos enturmamos mais. Lá fomos nós comemorar o aniver do Alê: a turma do 11 (Fê, Dani, Lipe e Guto) e a turma do 12 (Panda - EU, panda filho e panda filha). Marido encontra-se na China. Só tinha gente boa na festa: a Gi e o China, a Dé e o Jr. e a família da Babi, esposa do Alê com a família do próprio Alê. Demos altas risadas, gente boa, divertida, animada, vista para a Serra da Cantareira. As crianças estavam nojentas de tanto suor, brincaram pacas. Pena que filhotinho de panda começou a sentir-se mal (abstinência pela falta do pai) e tivemos de voltar para casa. O site de hoje? www.amomeusvizinhos.com.br.

Teatro grátis


Quem não gosta de coisa grátis, pare agora de ler este post. Puxa, todo mundo continuou? É isso aí gente, apesar de achar que aquilo que é grátis nunca presta, minha máxima não vale quando se trata de serviços oferecidos pelo SESC. Fui novamente levar as crianças para assistir uma peça totalmente free. A primeira tinha sido SAPECADO, da Banda Mirim. Hoje assistimos "A Assembléia dos Bichos". A montagem é excepcional, a sonoplastia é envolvente, iluminação e cenários simples, mas suficiente para prender e envolver as crianças. A peça traz valores éticos, morais, ecológicos, fala de cidadania, de como ser alguém melhor. Meu pequeno de 4 aninhos AMOU. Fomos eu, filho, filha, a amiga Marcinha e o "sobrinho" Gabriel, que junto com o "sobrinho" Yuri são os amiguinhos que meu filhote mais gostam. O passeio foi MARA. Depois fomos ao shopping almoçar e...tchan tchan tchan... encontramos minha amiga/vizinha Fê. Passeios completos. Para quem se interessar, o espetáculo tem mais duas apresentações, neste feriado de Tiradentes e no sábado (27/04). SESC Anchieta - Rua Doutor Vila Nova, 295, Consolação, SP/SP. Bom divertimento

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A gente é assim: amor, amor, amor


Olhem que lindo! Este adesivo foi encomendado por mim para a empresa RM Adesivos (http://www.rmadesivos.com.br/). Comprei adesivos de cinco empresas diferentes. Nenhuma teve um atendimento tão EXCEPCIONAL quanto a Karina da RM. Fizeram a arte, me enviaram a prova, eu ODIEI por conta do meu nariz de batata, pedi outra e outra e eles me atenderam na maior paciência. Fechei o trabalho na 2a. feira, pela manhã. Fiz o pagamento quando o banco abriu. Ontem, cheguei do trabalho e o adesivo estava na portaria, enviado por Sedex, devidamente embalado e, o melhor, LINDO. Eu amei o trabalho deles, agora vou mandar fazer um das crianças e quando ficar pronto, mostro pra todo mundo por aqui. O meu está com uma RISCA no meio da imagem, que foi um problema que eu tive para instalar, pois não soube juntar as duas partes. Mas já estou resolvendo o problema, quando estiver definitivamente pronto, posto outra foto. Espero que gostem: marido e eu (espero que ele não leia meu blog lá na China, senão, BYE BYE SURPRESA).

Fazendo a diferença

Dentre tantas decisões, nenhuma me dói mais que parar de trabalhar. A profissão de professor é eternamente prostituida e desvalorizada. Não trabalho por dinheiro, graças a Deus, pois se dependesse dele para viver, morreria de fome. Trabalho por ideal, por distração, por realização.
Ontem foi dia de avaliação dos meus alunos. Uma das minhas disciplinas foi a que abriu as provas bimestrais. Enquanto uma turma fazia provas, corrigia as das turmas anteriores. Tenho alguns alunos especiais. A escola é inclusivista e o trabalho que fazemos lá é um dos mais bonitos que já vi na educação, o qual me orgulho muito de fazer parte. Há um aluno com 15 anos e com dificuldades em diversas matérias. Tenho outro, três séries abaixo dele, que é uma porta, não deixa passar nenhuma informação. O primeiro tirou dez, o outro, oito. Chorei ao corrigir as provas dos dois. Cresci feito um gigante, pois parecia um sonho possível de se realizar. O aluno mais velho pegou a prova dele e saiu pela escola, mostrando de professor em professor a sua evolução. A diretora chorou junto com ele. E eu chorei atrás. Não foi uma nota dez, foi a construção de conhecimento que ele teve, foi a superação de obstáculos.
Já tinha comentado com os demais colegas o destaque que este aluno vinha tendo comigo e a nota foi a comprovação. Os pais vão se orgulhar, assim como nós, do corpo docente.
Tudo no mundo seria mais fácil se cada professor entendesse que os alunos são únicos, são diferentes uns dos outros e o trabalho de professor, por mais difícil e árduo que pareça, é um trabalho de formiguinha, é um dia de cada vez. Apesar de meu breve afastamento, sei que voltarei, e continuarei fazendo a diferença.

Vivendo a minha vida

Estou cansada, estafada e esgotada e há muito tempo venho dizendo isso. O corpo dá sinais de que é hora de parar, e antes de ele se cansar de dar sinais e resolver parar por conta própria, resolvi tomar uma atitude.
Já tinha trancado a pós, já tinha saído de um dos trabalhos, já tinha decidido não fazer nenhum freela, de tradução, de revisão, de nada. Agora decidi sair do último trabalho que me resta e virar madame.
Claro que não é bem assim. Abandonando trabalhos e estudos, ainda me restam filhos, casa e marido. Contas que vencem, problemas que acontecem e, acima de tudo, ainda resta EU.
Como resolvi colocar a casa em ordem, preciso começar pelas crianças. Infelizmente, terei de mudá-los de escola. São mais de dois mil dinheiros por mês para que minha filha tenha uma nota DOIS em inglês. Cantei a bola para a escola: a professora é ruim, despreparada e incompetente. Minha filha não tem problemas de aprendizado, mas precisa ser ensinada. Eu a preparei em língua portuguesa e ela se tornou a melhor aluna da sala. E inglês? Terei também de dar as aulas? Chega. Acho que eles mudam ainda este semestre, só preciso encontrar uma melhor alternativa, mas está tão difícil.
Agora que estou com uma boa secretária do lar, voltarei para a terapia. Pode ajudar no equilíbrio. Preciso voltar a nadar. Natação é o meu ponto de partida para conseguir o tal equilíbrio. Vou colocar as contas em débito automático e rezar para que não debitem mais do que foi consumido. Chega de cheques, eles serão rasgados, não preciso deles. Comida aqui será terceirizada. Uma lista com pré-compras e os congelados são entregues na porta de casa, debitados em cartão e o cartão debitado no banco. Acho que conseguirei me focar em coisas mais importantes: brincar com meus filhos, passear com a família, namorar o marido, viver enquanto a vida me permite. Antes que seja tarde.

Acidente

Infelizmente, algumas atitudes são tomadas apenas após um acidente. Tudo desabou no RJ. Só agora é que as autoridades dão um pouco de atenção àquilo que já deveria ter sido prevenido. Fazer o quê? Rezar. E esperar sempre pelo melhor, quando o pior se torna inevitável.
Estou fazendo uma analogia até mesquinha, se comparando com tantas mortes que ocorreram naquele Estado. Estava saindo para levar as crianças para a escola na terça-feira. Quando passo pelo portão da garagem e o mesmo é fechado sobre meu carro.
Foi uma das situações mais tensas que já vivi. Não sabia, quando vi o portão se fechando, se parava, passava ou retrocedia. Passei. E para minha sorte, que naquele dia sairia com o carro do marido, não o fiz. Como meu carro é baixo, pequeno e compacto, não houve estrago no chassi, mas o carro do marido teria tido um prejuízo muito grande.
Dano físico? Além da tensão que ficamos, nenhum. Dano psicológico? Estou com medo de passar pelo portão, meu filho de quatro anos acha que vai morrer amassado e não dormiu direito nas duas últimas noites. Quem paga por tudo? Ninguém.
Ontem retiraram meu carro para conserto. Vamos esperar para saber como e quando ele voltará. Enquanto isto, pago os pecados tendo que usar o carro do marido, que é grande, que não cabe em lugar nenhum, que eu odeio dirigir. Só que odeio mais ainda andar a pé ou de ônibus. E deixar um carro na garagem para usar táxi chega a ser absurdo.
Depois do ocorrido, o Conselho do condomínio, o qual eu faço parte, se reuniu com a administração e deu o ultimato para todas as empresas prestadoras de serviços, incluindo eles. Demos até dia 30 de maio para que tudo se conserte por aqui. E falamos sério. Eles entenderam o recado. O administrador atual foi afastado ontem e vieram dois. Pela primeira vez, botei firmeza, pois senti que realmente agora a coisa vai andar. Acredito que dois fazem melhor que um. E quando são dois fortes, como me pareceu, aí ninguém segura.
Gerir um condomínio não é fácil. É preciso paciência, experiência e inteligência. Mais ainda, é preciso pulso firme, pois é a única empresa onde todos os inúmeros donos querem ao mesmo tempo ter seus direitos cumpridos. Agora é torcer. Para que as coisas andem, para que meu carro volte e continue andando por aí, sem correr risco de parar no Lata Velha.

domingo, 11 de abril de 2010

Profissão: JORNALISTA

Quem me conhece, sabe que meu irmão e minha cunhadinha são jornalistas. Afinal, não canso de dar carteirada de imprensa, exibindo as credenciais dos dois. Meu irmão abraçou esta profissão por puro acaso do destino e por certa imposição minha. Ele queria fazer faculdade de música. Como morava comigo e eu era a responsável por ele, disse que primeiro viria algo que lhe desse dinheiro, depois o prazer. Não que ele tenha ficado rico como jornalista, mas se tivesse sido músico, talvez ainda tocasse na banda do Gastão*.
Várias jornalistas passaram pela vida dele: Patrícia Poeta pediu-o em casamento, Carla Vilhena acabou ficando com o Chico Pinheiro após ser preterida por ele tantas e tantas vezes, Fátima Bernardes só resolveu ter filhos com o Bonner depois de ter recebido um NÃO do meu irmão e até a Glória Maria resolveu se afastar da tevê quando tomou um fora. Até que um dia, veio a jornalista Juliana Yonezawa e de mansinho levou o cara. Ela não era famosa, mas os dois juntos...
Bem, os dois juntos formam uma dupla de arrebentar! Mudaram-se para a Europa pouco mais de dois anos atrás e estão estourando na imprensa internacional. As matérias deles são super acessadas e fazem um super sucesso.
Ontem, estávamos no restaurante almoçando quando recebemos um email dos dois, comemorando mais uma contratação na imprensa internacional. É isso aí família, vamos trabalhar e ganhar dinheiro, pois lá no Canadá vamos viver de brisa... e de neve!
Parabéns para o meu casal 20, não da televisão brasileira, mas da imprensa mundial!!! Love mucho os dois!
* o velho e bom Gastão Moutinho, escola municipal de primeiro grau situada na Zona Norte de São Paulo, onde meu irmão e eu tocamos nossos primeiros instrumentos

Acordes de Chopin

Apesar de o mundo inteiro conhecer o que popularmente chamamos de "marcha fúnebre", quem é que já participou de uma cerimônia fúnebre com a tal marcha? Tudo bem que aqui no Brasil ninguém celebra a partida de um ente querido como em outras várias partes do mundo, com comes e bebes para a despedida. Mas marcha fúnebre é demais. É triste e chocante. E foi assim que me senti ao ouvir a marcha de Chopin tocando no último adeus ao presidente da Polônia, que deixou o mundo de maneira tão trágica no dia de ontem. Que Deus abençõe quem se foi e quem ficou!

Sem marido de novo


Lá se foi marido. Ligou tem 20 minutos avisando que estava entrando no avião e iria desligar o celular. Agora falaremos só quando ele chegar em Chicago, quando o dia aqui já terá amanhecido. Após alguns dias na terra do Tio Sam visitando feiras e exposições, embarcará para a China, onde viajará por todo o interior pobre e fabril do país, comprando, negociando, trabalhando. Serão dezessete dias de viagem, dezessete dias com a gigante cama só para mim, com direito a oito travesseiros, nenhum despertador tocando, podendo dormir a hora que eu tiver sono e sem ter de esperar marido chegar. Serão dezessete dias que começam com uma alegria incalculável e que dura somente a primeira noite, que passarei virando de um lado para o outro e quando o dia amanhecer, terei percebido que não dormi a noite toda por não ter quem abraçar, quem me abrace. O lado bom destas viagens tão longas? A renovação do casamento. A saudade é tanta, tanta, tanta, que quando marido volta passamos infinitos tempos sem discussão nenhuma, onde tudo e qualquer coisa está bom para ambos. Amo meu marido infinitamente, mesmo com todos os defeitos que ele tem, afinal, qual é o ser humano que não tem? Saudades marido... muitas!

Puta que pariu é palavrão?


Nossa casa não é um lugar imaculado, mas também não é um local onde as pessoas têm o hábito de falar palavrão. O máximo que solto umas "muitas vezes por dia" é um tal de puta que pariu. Minha filha com 10 anos e o pequeno com 4, já sabem que, apesar de não ser palavrão, não é algo bonito de se dizer, a mamãe só diz para expressar raiva, nervosismo, insatisfação ou algo ruim. Hoje fomos almoçar naquela cantina que AMODEPAIXÃO lá no Pacaembú. Eis que estamos voltando pra casa e meu filho solta, sem nenhum erro fonético, um PUTA QUE PARIU hiper super mega sonoro. Marido, bravo como ele só, virou para trás e começou a repreender a pobre criança. Eu fiquei sem reação. Foi a coisa mais engraçada que já ouvi. Meu pai deve ter se remexido no túmulo de orgulho de ter um neto tão boca suja. Meu irmão terá as calças molhadas pela alegria de saber que seu sobrinho/afilhado é um moleque tão maloqueiro. Ok, sei que não foi legal, mas foi a espontaneidade da criança que tornou a cena hilária. A propósito, não tenho idéia de qual foi o motivo que o levou para PUTA QUE PARIU...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Eu tenho medo!!!!


O Espiritismo está em alta graças às comemorações por conta do centenário do nascimento do médium Chico Xavier. Eu queria muito ver ao filme, só que estou com medo de ver sozinha. Quase fui com a Fê assistí-lo hoje, mas ela preferiu ficar em casa aguardando um chamado de socorro. Fizemos até algumas brincadeiras, já que finalmente, depois de CENTO E TRINTA dias de entrega do nosso condomínio, instalaram os carrinhos para compras. Como os mesmos estão trancados, ela me questionou como usar e respondi que sou médium, destranco por telepatia (se não foi essa a brincadeira, foi mais ou menos isto).

Agora a noite, estou eu e as crianças navegando em um blog de brinquedos. Começamos a achar as coisas mais inusitadas e os três se divertiam no mesmo nível. De repente, meus companheiros desistiram e decidiram dormir. Continuei a brincadeira sozinha. Eis que acho um brinquedo inusitado: O JOGO DO COPO. Lá fui eu de carona no passado.

Quem nunca brincou da brincadeira do copo? Eu brinquei e muito. Claro, como peste que eu era, sempre fingia ser a mais séria e em meio a concentração geral, lá ia eu andar discretamente com o copo. SACANAGEM.

Hoje, com os conhecimentos que tenho, jamais permitiria que minha filha fizesse tal brincadeira. Há coisas que não conhecemos, tampouco sabemos muito bem como funciona. Na dúvida, melhor deixar quieto.

E você, tem medo?

Nada é coincidência; tudo é providência


Apesar de não ter o hábito de usar frases prontas, a máxima acima é verdadeira. Estava em casa com as crianças de pijama, nós três, deitados e assistindo filme. Bateu os tais cinco minutos. Liguei na padaria e perguntei quais seriam as sopas da noite. Caldo verde, sopa de feijão e creme de mandioquinha. Todo mundo topou. Tiramos nossos pijamas e fomos para a padaria, tomar sopa acompanhada de suco de laranja (dupla estranha heim?).

À nossa frente sentou-se uma mulher com seu filho. Conversávamos a respeito das sopas e quando demos uma pausa, minha filha perguntou se a moça vivia em nosso condomínio. Repassei a pergunta para ela e a resposta foi negativa. Começamos a falar sobre o condomínio em que moramos.

Contei para minha mais nova amiga de infância sobre os dissabores que passamos e ainda estamos passando. Disse que estou esgotada, cansada, chateada e tudo que passei e ainda estou passando é um dos fatores desencadeadores da minha constante crise de enxaqueca. Enquanto recolhia seus pertences para ir embora, a moça pegou um pedaço de guardanapo e fez algumas anotações. Pensei que deixaria com a Ana, a simpática atendente que nos serve todas as noites sopas, sanduíches e pizzas. Ledo engano. Ela dirigiu-se até mim e me entregou o papel com seu nome, telefone, email e a informação mais importante: um mantra budista para que eu atingisse paz e sabedoria para lidar com as dificuldades que estou lidando.

Achei um gesto único. Contei para ela que marido e eu queríamos muito ser budistas, procuramos por certo tempo (inclusive no Chile) um lugar para frequentarmos, mas nunca o encontramos. Eis a providência. O grupo se reúne na rua debaixo da qual moramos.

Foi um encontro muito gostoso, saí da padaria com outro astral e com muita esperança de este ser mais um passo que vou dar, dentre tantas mudanças que estou provocando na minha vida, para atingir a tão sonhada serenidade.

Tarda mas não falha

Estava na escola aguardando as crianças descerem para irmos embora. A recepcionista da tarde fez algum comentário do tipo "estou encalhada". Dei risada, perguntei quantos anos ela tinha e ela disse envergonhada: 26. Dei mais risada ainda. Se minha amiga Pops casou-se aos 46 do segundo tempo, todas casarão. Não que minha amiga Pops seja feia, burra, ou tenha qualquer motivo para encalhe. É que ela escolheu tanto, tanto, tanto, que já tínhamos perdido as esperanças. Até que um dia... ela se apaixonou pelo tipo de homem que ela mais abominava. E eles viveram felizes para sempre.
Vida de mulher é sofrida. Sempre tem cobrança por todos os lados e dentre elas estão duas que pesam: casamento e maternidade.
Ok, 26 anos, em tempos atrás, seria um motivo para a pobre menina ter virado a megera de Shakespeare. Mas hoje em dia? Tem mulher casando aos 40, aos 50, aos 60... e não duvidem do que vou dizer: para mim, a Hebe ainda se casa com o Roberto. Aos 80 e tralalá.
O que eu sempre digo é que tem gente que vive em meio a muitos casamentos naufragados e começa a ficar com trauma, achando que casamento não presta. Conheço um cara que fugia de casamento mais que o diabo da cruz. Até que um dia, apareceu uma certa Japinha... e todos viveram felizes para sempre. E colorim colorado.

Adolescência ou falta de educação?

Se há uma coisa que me irrita PROFUNDAMENTE, é o comportamento dos adolescentes. Quando estou em fila de supermercado ou na entrada do cinema, faço questão de mostrar para minha filha como é feio o comportamento "aparecido" dos teens, para tentar com que ela NUNCA faça igual. Como ela já saiu da minha barriga há 10 anos e meio e não tem como voltar, nunca mais terei o controle sobre algumas coisas, ainda mais quando ela não estiver na minha companhia.
Hoje está TANTO barulho no Solar que está insuportável ficar lá. Para quem está em crise de enxaqueca, não dá. Peguei meu computador e vim para a padaria. Sentei quietinha e escondidinha em um canto e comecei a falar com minha cunhadinha. Eis que chega a galera do puleiro. Nove meninas e um menino (?). Todos gritando, falando alto, se mostrando, se exibindo. Acho lamentável saber que os pais de cada uma dessas meninas, que estudam em um colégio particular relativamente caro, estejam trabalhando tranquilos e sem saber o que os filhos efetivamente fazem.
Tive que desligar a chamada. Estou aqui aguardando a galerinha super hiper mega demais sem educação limpar a área para eu continuar. O barulho de obra lá no Solar estava MUITO menor.

Reflexão

Só uma dor maior para curar uma dor que estamos sentindo. Quando achava que minha enxaqueca era tudo de pior, vi no Twitter a divulgação da entrevista da Ana Carolina no programa da Luciana Gimenez. Me acabei de chorar. Muito triste e muito emocionante. Que bom que Deus é grandioso ao ponto de nortear as pessoas quando as mesmas se vêem sem nenhum chão. Acho que minha enxaqueca acabou!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O que fazer em um dia de frio?


Acordei hoje cedo e fui levar as crianças para a escola. Com um baita aperto no coração. Escolas deveriam fechar em dia de frio. Como vou morar no Canadá e preciso me acostumar com o frio 365 dias por ano, levantei da cama, troquei as crianças e eles foram tomando o leite no carro. Passei pelo episódio da pomba, abasteci meu carro e voltei para casa. Adivinhem o que eu fiz? Liguei o computador e comecei a trabalhar. Semana que vem é semana de prova e apesar de as minhas estarem prontas, preciso fechar as notas mensais da galera e tinha que passar uns exercícios para a escola. Entre uma postada e outra, um delírio de consumo e outro, lembrei-me de duas coisas importantes. A primeira: tinha que pagar 2 cartões de crédito no dia 5 e adivinhem quantos eu paguei? Um. Ainda bem que paguei o mais caro. Pena que o que não paguei também tinha uma conta alta. Paciência. É o que acontece com alguém que tem que concentrar todos os afazeres de quatro pessoas em uma única cabeça.
Sempre gostei de mancebos, aqueles cabideiros que penduramos as roupas quando não estão sujas, mas também não podem voltar para o armário, pois já foram usadas. Ao invés de mancebo, optei aqui por um cabideiro que vai bem discreto atrás da porta. Eis que marido achou que aquilo era exposição de loja de shopping e foi colecionando calças jeans, ao ponto da porta do closet não abrir mais. Coloquei tudo para lavar e voltei para a labuta.

Minha vizinha Fê tinha marcado de irmos comprar os pisos para o hall social. Mas acho que o frio a desencorajou, uma vez que o Peste disse que ela só dorme, deve ter feito o certo e ter ficado dormindo. Gostei de não ter que sair, mas lamentei ter que protelar a compra do piso e a procura por uma campainha. Os seres inteligentes que projetaram nossos apartamentos (ou os que construíram) colocaram a mesma campainha na sala e na cozinha. Ou seja, quando a infeliz toca, temos que abrir uma porta e pela lei de Murf sempre tem gente na porta que não foi aberta.

Terminei todo o meu trabalho. Meio dia e meia. O que fazer agora? Nossa, que pergunta difícil. Tenho duas horas antes de ir buscar as crianças.

ALTERNATIVA NÚMERO 1: deitar e dormir.
ALTERNATIVA NÚMERO 2: deitar e dormir.
ALTERNATIVA NÚMERO 3: deitar e dormir.

Votem, por favor. Quando eu acordar, dou uma espiadinha para ver quem leva o milhão de hoje! Fui.

Ávida por uma certa fruta


Desde ontem que não consigo parar de pensar na loja da Apple; pode parecer loucura, mas até sonhei com a loja, com os produtos. Meu site do dia? http://www.queroirparaoseua.com.br/. Que tal eu me inscrever no Vaquinha para conseguir?
Estou eu, Ursulinda Panda, navegando no Apple Store quando vejo de repente, assim, olhando para mim, como quem não quer nada, uma chamada: "oferta especial para a área da Educação". Tudo bem, professor pode ganhar mal, mas tem desconto na Apple. Coisa que nenhuma outra profissão dá, ao menos que, creio eu, sejam profissionais da empresa. E eu que comprei meu netbook há 48 horas...
O que me encantou no computer da maçã: bateria de LOOOONNNNNGGGAAA duração. Que tudo, poder sair de casa sempre sem ter que levar fio a tiracolo. Não recebe vírus. Não é demais? O melhor: eu ainda vivia na era dos dinossauros, quando os aplicativos Office conflitavam com as maquininhas da mação. Coisa totalmente do passado.
Quando eu virar gente grande, vou comprar um Apple. A Dinda também. Aguardem!

A pomba e o saco de pão


Fui levar as crianças à escola. Meu carro estava entrando na reserva e tinha que ir até a Brás Leme abastecer, já que o único posto de combustível que confio fica lá. Deixei as crianças e desci para a avenida. Parei no farol e vejo um pai, um filho e uma pomba. No rabo da pomba, tinha um saco de pão, desses de padaria. Pai e filho se aproximavam lentamente e a pomba se afastava quando percebia a proximidade dos humanos. Carros pararam para assistir a cena. Mais pessoas foram tentando cercar a pobre pomba, no afã de livrá-la do saco de pão. A pomba, muito mais esperta, apertava seus passos. Quando se viu quase que capturada, voou. Mas caiu. O saco de pão pesava no seu rabo. A cena foi cômica. Quem estava mais atrás, sem assistir aquele triste espetáculo, começou a buzinar. Tivemos que andar com nossos carros e não tenho o desfecho da história. Tenho apenas um comentário a fazer: quando um indivíduo descarta porcamente um saco de pão no meio da rua, não imagina que além de entupir bueiros, ralos, valas e causar enchentes, ainda pode prejudicar um animal no seu processo natural de vida - voar livremente!

A ignorância pode ser um caminho

Não sou a pessoa mais informada do planeta. Estou longe, contudo, de ser a mais desinformada. Ouço rádio apenas quando estou indo ou voltando do trabalho, não assisto televisão, mas leio várias vezes por dia as principais notícias dos principais portais de internet. Em uma das minhas idas ao trabalho, escuto na CBN uma pessoa da ONU (que não me lembro nem o nome e nem o posto ocupado) pedindo para que cessassem as campanhas de arrecadação de alimentos e remédios para o Haiti, uma vez que já havia coisas o suficiente, mas não havia um sistema de distribuição, e comidas começavam a estragar. Chego no trabalho e meus alunos estão fazendo uma campanha para arrecadar leite para o Haiti. Expliquei para eles o que eu havia acabado de ouvir e perguntei quem estava organizando a campanha. Caramba, virou um rebuliço na escola que já dura três intermináveis semanas. Até a diretora da escola teve que interferir. A escola começou uma campanha para o Haiti sem se informar sobre como fazer chegar os alimentos até os necessitados. Acho o máximo fazer com que as crianças exerçam a cidadania, a caridade, a ajuda ao próximo. Só que processos precisam ser completos desde os seus inícios: como, quando, para quem, para que, para onde. São perguntas que precisam estar respondidas no cronograma de trabalho antes que o trabalho se inicie. Mas, contudo, porém, entretanto... vamos arrecadar. Precisando sempre há alguém. Se eu não ouvisse rádio, teria poupado meus ouvidos de tanto assunto em torno de latas de leite...

A última vida do Chico

Muitos anos antes de entender um pouquinho o funcionamento da doutrina espírita, já muito ouvia falar sobre seu maior divulgador. Fiz minha primeira viagem a trabalho em 1992. Sim, eu tinha 17 aninhos ainda e passei 30 dias em Uberaba organizando um evento internacional (ah, bons tempos). Desde o momento em que cheguei na cidade, só sosseguei quando o motorista da empresa para qual eu estava trabalhando me levou até a casa do Chico. Não tinha um monte de gente. Era tudo muito simples e confesso que me decepcionei. Até aquele momento eu acreditava que fama e dinheiro caminhavam juntos. Ledo engano. A fama do famoso médium é internacional, porém, ele levou a vida na maior simplicidade possível. Quando o motorista da Fosfértil parou o carro na porta da casa do Chico, me pediu para olhar para cima. Apareceu um lindo arco-íris. Com uma máquina de fotografia dos primórdios, consegui capturar a beleza natural, que guardo comigo por 18 anos. Olhem que lindo:

Acabei de ler a biografia dele, escrita pelo jornalista Marcel Souto Maior. E confesso que me decepcionei muito, não com o Chico Xavier, mas com a triste e sofrida vida que ele levou. Claramente que não foi uma vida de doações voluntárias. Ele sempre foi forçado e obrigado a fazer tudo que não queria por conta do espírito de Emmanuel que o atormentava dia e noite. Que saco.

É por conta de algumas coisas que ainda não me convenço do espiritismo como algo bom. Puxa, se eu tenho que pagar pelos meus pecados, por quê não saber das minhas dívidas e pagar quando eu quiser? Por quê é que as pessoas precisam sofrer para se redimir com Deus? Tem alguma coisa errada por aí, já que eu ainda acredito em Deus como uma força suprema que não pune, apenas recompensa o bem. E por este bem continuarei minha trajetória, sem encanar com os pecados desta ou de outras vidas.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nem sempre o dinheiro nos faz feliz, já o amor...

Ando super down, baixo astral, chateada, magoada, triste, enfim, poderia escrever uma série de adjetivos negativos aqui. E não adianta aquele papo piegas de "para que reclamar se você tem casa, filhos perfeitos, saúde, marido, etc." pois comigo ele NÃO COLA. Tenho o direito de reclamar o quanto eu quero e já falei que quem não gosta de reclamações, pula o post. Mas vai perder o desfecho da história.
Ontem fui comprar meu tão sonhado netbook. Ok, sei que pode parecer ridículo alguém que tem QUATRO notes querer um mini computadorzinho portátil. Então sou ridícula, já que o aparelhinho era meu objeto de desejo há muito tempo. Não tive coragem de investir no modelo novo da Sony. O negócio é MARA, mas o teclado compatível com uma tela de 8 polegadas não é funcional. Comprei outro HP, super legal, uma boa configuração e um precinho MARA MARA MARA.
Fui trabalhar hoje bem cabisbaixa. Preciso replanejar toda a minha vida e, infelizmente, comecei trancando a minha pós. Não dá para tocar as coisas com a barriga. Não sei estudar de qualquer jeito, gosto de coisas bem feitas. Já pedi demissão em uma das escolas e infelizmente (parte 2) sairei da outra. É muito difícil ser mãe solteira de dois filhos, mesmo tendo um marido. A próxima coisa que deixarei será o conselho do condomínio. Estou com o saco bem cheio de trabalho não remunerado enquanto quem está ganhando para trabalhar não o faz. São já quatro meses de condomínio entregue sem NADA funcionando e sempre a promessa de melhora e o pedido de espera. É filho, por acaso, para ter que esperar tanto?
Meus alunos me fazem muito feliz. São carinhosos e amigos. Inteligentes e dóceis. Fico muito triste por saber que que vou deixá-los, só que faz parte daquela história de que "temos que deixar algo para ter outro algo". Quero QUALIDADE DE VIDA. Quero não, PRECISO.
Sai do trabalho quase chorando. Estava indo para o Shopping Villa Lobos para comprar uma bolsa na Kipling (dois anos que não compro nenhuma bolsa para mim, uma heresia para uma mulher). Liguei para minha Dinda e ela foi imediatamente ao meu encontro.
Almoçamos, conversamos muito, claro que eu chorei. Amo tanto minha madrinha. É um amor sem fim. E tenho certeza de que, além do meu pai que não mais está aqui, minha Dinda é a única pessoa que me ama sem desejar nada em troca. Ela é um ser iluminado e especial e quantas vezes puder, vou falar dela. Uma pessoa que nunca me julgou, nunca me criticou, sempre me incentivou e me apoiou. Só para se ter uma idéia, quando aos 30 anos e com um bebê resolvi estudar de novo, ela chegou a prestar vestibular comigo. E é tão inteligente que fez uns 10 pontos a mais que eu. Pena que ela não se matriculou.
Depois do almoço, fomos até a loja da Apple. Putz, que tudo que é aquela loja. Acho o Steve Jobs um gênio e qualquer pessoa que conheça a história dele vai achar também. Tudo que ele criou é realmente apaixonante, inusitado, inovador. Dinda e eu decidimos que um Mac será nossa próxima aquisição. Vai demorar um pouco, devido ao número de computadores que ela e eu temos. Mas vamos ter um bichinho de maçã.
Voltei para casa, peguei as crianças na escola no caminho e estou tão aliviada. É tão bom alguém entender nossas dores sem julgamento, que não há dinheiro que me faça feliz como minha Dinda me faz.
O melhor de tudo? Semana que vem marcamos de passarmos um dia inteirinho juntas! O roteiro eu só vou contar depois...