domingo, 28 de fevereiro de 2010

Alienação

Ninguém pode e nem deve se alienar de nada. Por mais que a televisão use e abuse de programas toscos, de uma programação chinfrim, é preciso saber o que se passa dentro dela, já que estamos falando da maior forma de entretenimento do brasileiro.

Já fui fã do BBB. O único que assisti do começo ao fim, porém, foi a quinta edição. Morávamos em Moema, havíamos acabado de chegar no Brasil. Assinamos a NET e ganhei o PPV. Naquela época, estudava Administração na UNIB e só ia para a faculdade a noite. Minha filha ficava o dia inteiro na escola e marido que a levava. A empregada só vinha depois do almoço. Como sempre acordei cedo, mas tinha de ficar deitada vomitando com a bacia do lado, a turma do BBB5 foi minha companheira.

Não assisto ao BBB10 por ser intelectual, como disse minha amiga semana passada. Fato é que nos mudamos e ficamos SETENTA DIAS sem televisão. Quem acompanha a epopéia do Solar dos Hummel sabe a história. Quando o cabo da NET finalmente chegou à minha residência, o BBB já estava meio caminho andado. E não tem graça assistir nada depois do início.

Novela sempre foi minha paixão. Só que a novela das 18hs não dá para assistir, hora de dar banho e janta. Das 19hs tampouco, hora de terminar o jantar das crianças e colocar para dormir. Das 21hs muito menos, hora que o marido chega e precisa conversar. Durante um bom tempo, assisti a novela da tarde, no Vale a Pena Ver de Novo. O problema é que para assistir a novela, perdia todas as minhas tardes. Quando fui estudar Letras na Uniban, decidi pela primeira vez fazer faculdade de manhã. Vendo novela a tarde. Não sobrava tempo para fazer outras coisas importantes e tive de abortar a novela. Deu uma tristeza...

Meu irmão e minha cunhadinha já vivem há dois anos em Dublin. E não têm televisão. Como? Não sei. Se eu sobrevivi setenta dias sem tevê com duas crianças em férias, eles sobrevivem dois anos. Agora, porém, decidiram comprar o eletrônico. Disseram eles para mim ontem que era para poderem assistir aos jogos da Copa. Eu acho que é mentira. Meu irmão ficou catorze anos vivendo dentro da televisão, entre a Globo e a Band. Agora é um cara multicanal. A internet não pode ser capaz de suprir a saudade. Na minha opinião, ele quer mesmo é assistir ao Jornal Nacional e matar as saudades dos tempos de redação. Já a cunhadinha deve estar ávida por uma novela...

Filhos prodígios, filhos poliglotas

Temos uma viagem programada para a primeira quinzena de julho deste ano; levar as crianças para esquiar e o pequeno para colocar as mãos na neve pela primeira vez. Sei que há neve em vários lugares do mundo, mas a neve do Chile é uma neve especial, pois é a neve do “nosso país”. Agora, com a tragédia ocorrida ontem, nem sei como ficarão os planos. Fato é que criança é muito inteligente. As crianças estão excitadas pelo fato de irem esquiar. Meu filho perguntou qual a língua que se fala no Chile e a irmã respondeu que é espanhol. Indignado, ele disse que não vai poder ir, pois só fala inglês. Com quatro anos.

Criança é cada vez mais prodígio. Sinto que ainda nascerão falando, já que a evolução do pensamento e da inteligência é tácita. Minha filha de dez anos desistiu de estudar inglês dois anos atrás. Achava as aulas entediantes. Tirei-a da escola. Acho linda a criança que faz balé, judô, vôlei, música, inglês, espanhol, teatro. Acho mais linda, porém, a criança que come, bebe, dorme e brinca. O que importa é que a criança tenha liberdade de escolhas, desde que suas escolhas sejam condizentes com aquilo que a família anseia para ela. Meu filho de quatro anos pediu para estudar inglês. São pouquíssimas as escolas que têm metodologia para criança tão pequena, mas vamos lá, pagar o preço de ter filhos. E minha filha resolveu ir junto com ele. Em turmas diferentes, os dois estão amando a nova escola, que tem metodologia bacana: trabalha tudo no concreto e de forma lúdica. Agora, graças a viagem do Chile, os dois querem estudar espanhol. Será que vou virar aquela mãe-motorista-agenda que tanto abomino?

Para incentivar ou desmotivar os estudos linguísticos das crianças Hummel poliglotas, fui hoje até a Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos comprar HQs em inglês e espanhol para os dois. Fala sério, ou o mundo tem mais gente que espaço para elas, ou toda a gente do mundo foi hoje para o mesmo shopping que nós. E olha que já estávamos almoçados. Shopping lotado, filas para entrar, mais filas ainda para sair, nenhum lugar para estacionar, atropelamento humano dentro da livraria. Um horror. E só consegui comprar duas revistas, uma em cada idioma. O importante é vê-los satisfeitos, com carinhas felizes. O que não somos capazes de fazer por um sorriso infantil?

sábado, 27 de fevereiro de 2010


Uma pequena lembrança de um grande momento: marido e eu em Saltos Del Laja, na VII región do Chile, próximo à Consa (como é carinhosamente chamada Concepción pelos chilenos).

Comoção

Fui trabalhar hoje. A escola que trabalho na City Lapa faz um trabalho muito legal com o Fundamental II, que é um acampadentro. Os alunos pernoitam na escola e há diversas atividades. A professora de língua portuguesa quem trouxe a idéia alguns anos atrás e é um verdadeiro sucesso. Não pernoitei, fui apenas hoje para a bagunça da manhã e foi EXCEPCIONAL. Sai da escola tão feliz, realizada. Entrei no carro e liguei o rádio, que fica direto na CBN. Foi com tristeza que recebi a notícia do terremoto no Chile. Fui da alegria total até a mais profunda tristeza em segundos.
Nunca fui patriota. Nunca fui brasileira. Um dia, fomos morar no Chile, um país o qual eu nada conhecia. E que me apaixonei. Quando deixamos o Chile para vivermos na Europa, um pedaço dos nossos corações ficou lá. Temos uma viagem programada para lá nas próximas férias. Íamos levar as crianças para esquiar. Espero que meu país de coração consiga se reerguer de mais esta catástrofe natural que atingiu seu povo. Àqueles que foram, que descansem em paz.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Gentileza gera gentileza

Vivemos em um mundo cão. Enquanto meu irmão fica ansioso esperando 2012 chegar para ver o mundo acabar, sei que já vivemos no fim dele. Assistindo ao seriado "The 4400", tive mais certeza ainda. Mas ainda tem salvação. Estava euzinha dentro do carro do marido. Ele desceu para pegar as crianças na escola de inglês. Na rua, passeava uma senhora, com sacolas em mãos, tranquilamente. De repente, a senhora deu um baita esbarrão no retrovisor do carro. Eu que estava lá dentro quietinha e distraída, tomei um sustão. Quando pensei em xingar internamente a pobre senhora, nos meus pensamentos, ela se virou e gentilmente me disse: "desculpa filha, foi sem querer". Quem é que não é capaz de refletir e mudar tantas atitudes perante uma situação destas?
Não sou uma pessoa mal educada. Estou passando por um momento difícil; sinto que todo mundo quer tirar vantagem das coisas e isso me deixa louca. Ando parecendo um leão raivoso (se é que existe leão raivoso). No geral, porém, sou uma pessoa educada, gentil, que peço licença sempre, agradeço a tudo, me desculpo se erro, elogio boas atitudes. Luto por um mundo melhor, já que é o mundo em que eu vivo e o mundo no qual meus filhos crescerão e viverão anos e anos. Por quê não transformá-lo em um mundo melhor cada vez mais?
Em casa, ensinamos que tudo precisa ser dividido, que sempre devemos ajudar as pessoas, cumprimentar quando se entra no elevador, ceder o lugar para quem está com pressa. Sinto que as crianças entendem o recado e fazem a lição de casa direitinho. Desde que meu filho não tenha que dividir o seu lanche da escola...

Inspeção veicular em carro zero. Para quê?

O Blog da Pandinha está bombando. Nesta semana foram mais de mil vizitas. Só tenho a agradecer por tantos leitores. Ou agradecer tantos problemas. Como disse meu vizinho, escrever sobre desgraça sempre dá IBOPE.
Mas mudando de assunto, fomos fazer a inspeção veicular do carro do marido, placa 1. Ano passado foi tão confuso para fazer a tal inspeção e licenciar; de modo que este ano, decidi que seria a primeira. Eu e todo mundo que tem como posto mais próximo o da Barra Funda.
A coisa mais revoltante que existe é inspeção veicular. Só não é pior do que a justificativa que o governo dá para a necessidade de um carro zero quilômetro fazer e um carro velho não: o carro velho já não licencia mesmo...
Compramos um carro. Pagamos impostos altíssimos na compra. Aí temos de licenciá-lo, senão o bichinho não sai na rua. E paga-se mais um pouco. Aí tem o seguro obrigatório. E o IPVA. E nem lembro mais em que ordem se faz tudo isso. E não dá para esquecer do seguro, o que não é obrigatório como o que o dinheiro vai para os cofres públicos, mas o que é obrigatório para garantir o bem quando o ladrão o levar. E tem o combustível, que está pela hora da morte.
Quando dizem que carro é igual filho, não duvidem!

Encontrando o caminho

Estou estressada. Desde que nasci. Mentira, nem sempre fui nervosa e estressada e irritada e ignorante. Mas o tempo e as circustâncias me transformaram. Antes, deixava tudo passar, relevava tudo. Passei a brigar pelos meus direitos. Fiquei gorda, careca, barriguda, com dor de cabeça. E não fiz valer meus direitos.
Resolvemos o caso do boleto de 157 mil com a Cyrela. Documentamos que ele não é devido. Mas para resolver isso... teve desgaste.
Fui hoje até a escola das crianças. Resolvi vários problemas que estavam ocorrendo. Fiquei lá por duas horas, fui bem tratada como sempre sou. Mas me desgastei.
Recebemos algumas áreas comuns hoje do condomínio. FINALMENTE. Estou feliz por isto. Mas houve tanto desgaste até aqui.
Conversei muito com o diretor da Tecnum. O cara é muito gente boa, sempre disse isso, desde o começo. É o tipo de cara que ninguém consegue ser ignorante com ele. Ele é tão humilde, de tamanha simplicidade, que desarma qualquer brigão. Até eu. Recebi vários conselhos: houve mudanças no mundo, no cenário geral. Aonde terminarei, se continuar tão nervosinha?
Vou relaxar. Ontem já havia decidido fazer algumas mudanças na minha vida. Há oito anos, deixei de ser a Úrsula para ser a esposa do Milton e a mãe da Isabela. E depois a mãe do Leonardo. E eu? Mulher? Profissional? Ser humano? Cadê? Vou retomar as rédeas da minha vida, pois minha felicidade plena e eterna só depende de mim. Aguardem-me!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Novidades Cyrela

Se alguém pensou que a Cyrela tinha se acertado e parado de dar problemas, ENGANOU-SE. Eis que recebemos uma cobrança no valor de CENTO E CINQUENTA E SETE MIL REAIS.
Referente ao quê? Não sabemos. Mas queremos descobrir.
Temos especulações:
  • O departamento financeiro da empresa não tem o que fazer desde que o SAP começou a ser implantado; então fica emitindo boletos de cobrança. Se alguém pagar, ótimo para enriquecer ainda mais um dos homens mais ricos do país (ver post “O fim do mistério” – neste mesmo blog – em 25/02/2010);
  • A empresa é composta de abobalhados (o que seria uma grande bobagem; imagina; abobalhados?);
  • A Cyrela nos vendeu outro imóvel, só não nos comunicou da compra do mesmo.
O grande problema é receber uma fatura deste valor, para cobrar algo de um imóvel que está QUITADO desde o dia 03 de dezembro de 2009. Mais um mistério para Sherlock Hummel (quem inventou esta foi o Daniel, meu vizinho). Se alguém descobrir algo antes de mim, me avise.
E como avisar é sempre bom, fica um para quem pensa em comprar um imóvel da Cyrela: FUJAM DESTA CYLADA!!!!!

Sempre tem gente boa

A vida é mesmo uma grande miscelânia. Enquanto passei toda raiva do mundo ontem com corinthiano buzinando até tarde da noite, de forma desrespeitosa, quando tentávamos dormir para acordarmos hoje antes das seis da manhã, tenho vizinhos maravilhosos. Acabei de receber um email do Daniel, marido da Fê, meus vizinhos de porta, pedindo desculpas pelo barulho. Que barulho? Nunca vi obra mais organizada que a deles. Sério. A Fernanda chega cedo para limpar o contrapiso antes de começar a obra. É tudo limpo. Tudo silencioso. Tudo organizado. Não se ouve peão falando palavrão, não se vê ninguém jogar nada pela janela. Mas será que os peões deles são diferentes? NÃO. É que tudo na vida precisa de dono para funcionar. E a Fê está aqui, constantemente, deixando outras coisas de lado para tocar a obra de maneira descente. UM EXEMPLO. Parabéns aos meus vizinhos!

Procuro meu clone para uso por três dias


Preciso hoje trabalhar, mas tenho que fazer uma contestação com a Cyrela, e também tenho que buscar as crianças na escola, e levá-las ao dentista, e levá-las ao inglês, e fazer compras de mercado, e fazer comida, e cuidar da casa, e responder aos 120 emails que ainda estão pendentes na caixa de entrada, e fazer uma tomografia urgente, e lidar com meu sono, após a noite mal dormida.

Preciso amanhã estar sete da manhã na escola das crianças para uma reunião, e preciso também trabalhar, e preciso estar as oito da manhã no condomínio para "tentativa de entrega das áreas comuns" pela Tecnum/Cyrela, e cuidar da casa, e fazer comida, e responder aos tantos outros emails que chegarão.

Preciso sábado estar as sete da manhã no trabalho, e as oito e quarenta na fono do meu filho, e as dez tenho de deixar minha filha no grêmio da escola, e preciso lembrar que ainda tenho que cuidar das roupas das crianças, das lições, encapar livros que ainda não o fiz, e fazer as contas de final de mês, e começar a separar os documentos para o imposto de renda.

PRECISO DO MEU CLONE. Só por três dias. Pois ainda preciso, nestes três dias, tomar banho, comer, dormir, orar MUITO, SEMPRE. E contar com as orações de todo mundo que passar por aqui (já que esta semana foram quase MIL visitantes). Amém.

Em que mundo vivemos?

Faço esta pergunta há tantos anos e a cada dia que passa ela fica mais latente na minha cabeça.

Vivemos no mundo da impunidade. Cada um faz o que bem entende e o mais forte vence. Entenda-se por forte aquele que tem mais poder, mais dinheiro, mais “q.i.”.

O assassino do garoto João Hélio foi solto. Uma ONG está dando-lhe proteção. A justiça também. Quem mantém a justiça injusta são as mesmas pessoas que não protegem milhares de famílias que tem seus entes assassinados. Sou solidária a família do pequeno João, assim como Glória Perez o é. A escritora que perdeu sua filha brutalmente assassinada em 1992, travou uma poderosa luta por anos. E mesmo assim, os algozes da sua filha receberam o indulto. É a “fichinha” que já comentei anteriormente faz todo mundo ter direito a matar uma vez na vida.

Há impunidade para a Cyrela. A construtora que vendeu por uma pequena fortuna, 248 apartamentos de 121 metros quadrados e entregou um prédio CAPENGA após seis meses do término do contrato de construção. A construtora que entregou apartamentos de péssima qualidade, construídos porcamente às pressas e que subestimou seus clientes. A construtora que ignora o que as 248 famílias têm passado. A construtora cujo proprietário se tornou um dos homens mais ricos do país nos últimos tempos. Às custas da construção. Ou de cidadãos descentes e descrentes como tantos que conheço hoje.

Vivemos em um país que paga para as pessoas não trabalharem. Que incentiva a mediocridade. Que não pune os culpados. Que protege políticos corruptos. Que cobra taxas absurdas de impostos, as mais altas do mundo. Que tem máquinas inchadas no governo. Que não oferece educação para seu povo, pois o saber constrói um homem questionador. Que não oferece saúde para o contribuinte, deixando milhares morrerem vagarosamente, convalescendo das suas doenças sem tratamento. Que usa do tal “jeitinho” para tudo.

Não podemos negar, porém, que vivemos no país do conhecimento. É o que há de mais latente no país: O CONHECIMENTO. Basta conhecer alguém, que conhece alguém, que conhece alguém. Depois, é só sair por aí, fazendo o que bem entende. Lei é para quem não tem conhecimento. Ponto final

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O fim do mistério



Enquanto ele enriquece, a gente sofre!

Cyrela, sempre Cyrela

Já cansei de comentar que cliente Cyrela tem surpresa diária. A surpresa de ontem: recebemos um boleto com a cobrança do condomínio do mês de março.

Pontos a esclarecer:

1. Ninguém pagará condomínio enquanto o mesmo não estiver entregue;
2. Ninguém da Cyrela aparece e dá as caras a tapa;
3. A Cyrela é o enrosco na vida de qualquer indivíduo.

Agora falando a administradora que a Cyrela nos arrumou... essa é uma outra grande história: induziu os proprietários, em assembléia de constituição de condomínio, a fazer as janelas da lavanderia COM UMA ÚNICA EMPRESA. Claro que houve cotações bem mais baratas que as deles, mas não foram aceitas. Fechamos a janela em TRÊS PAGAMENTOS. O primeiro venceu em 15/02. O segundo em 25/02. E o terceiro veio ontem, para ser pago em 01/03. Querem saber o nome dos caras?

MONDEX FLEX. Gravem bem e fujam deles.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Para olho gordo: colírio diet


Que piadinha mais besta e mais batida. É o que eu chamo de FALTA DO QUE ESCREVER. Na verdade, o post tem a ver com o tal olho gordo que ninguém acredita. Eu acredito. Acredito também que nem sempre olho gordo é maldade. Pode ser só olho gordo. Como? Simples. A gente chega na casa de alguém e AMA alguma coisa. Acha lindo e inconscientemente, joga alguma energia ruim para o ambiente. O olho gordo está lançado. Para prevenir, nada melhor que pimenteira, arruda, espada de São Jorge e outras simpatias. Ou todas juntas. Foi isso que minha tia fez, quando nos presenteou com um vaso de sete ervas, contendo todas as mandingas herbáceas existentes mundo afora. E olhem só o que já aconteceu com a arruda e a pimenteira!!!

Ainda no jornal matinal da Globo...


Alexandre Garcia disse que ficou três semanas no Chile sem encontrar um papel sequer jogado no chão pelas ruas. Quando falamos que o Chile é mais civilizado que muitos e muitos países europeus, as pessoas acham que é mentira. No Chile, as pessoas são civilizadas. O malandro que pensar em estacionar em lugar proibido, ficará só no pensamento, pois há fiscalização rígida em cada esquina do país. Sempre encontramos um “carabinero” (policial chileno) para coibir ação de espertalhão. Do mesmo modo que não se encontra um papel de bala jogado pelo chão, não se compra a mesma bala sem levar uma nota fiscal. Isso mesmo. Não tem a malandragem brasileira de perguntar: “senhor, gostaria de sonegar o imposto ou ajudar o governo a fiscalizar quem sonega e ter mais dinheiro para roubar?”. Na verdade, a pergunta é “nota fiscal paulista?”. Acho uma baixaria facultar ao consumidor querer ou não a nota fiscal.

Sexta-feira, durante a vistoria do condomínio, conversei com outro conselheiro. Falávamos sobre o Chile. Ele me contou que seu filho esteve no Chile ano passado e ficou maravilhado. Não há quem não fique. O Chile é um país modelo, seja na educação formal ou informal. As escolas são sérias. O governo é sério. O policiamento é sério. O país é sério. Um exemplo para o Brasil copiar! Se é que é possível.

De olho no Brasil


Fui levar as crianças à escola; eram seis e quinze da manhã. Como de costume, liguei o rádio na CBN e ouço a triste notícia: morte de um torcedor após briga entre as torcidas do Palmeiras e do São Paulo.

É vergonhoso ouvir um tipo de notícia assim. Nosso país se orgulha por ser o país do futebol e do carnaval. Às vésperas da maior festa do país, discutia-se como seria o desfile do carnaval paulistano, que conta com duas escolas oriundas de torcidas: Mancha Verde e Gaviões da Fiel. Futebol é esporte e esporte é saúde. Como pode acabar com morte por tiro, por bomba?

Policiais pagos com o dinheiro dos nossos impostos (e muito mal pagos, diga-se de passagem) que deixam suas famílias em um domingo, correm risco de morte por tentar apaziguar os bandidos que saem de casa dizendo que amam seus times, mas estão simplesmente em busca de arruaça, de guerra. No jornal matinal da Globo, os apresentadores Renato Machado e Alexandre Garcia se questionavam o porquê de tanta violência.

O motivo é simples: falta proibição, falta punição para os bandidos disfarçados de torcedores. Como coibir, porém, estes marginais de baixo calibre, quando nosso Congresso está cheio de outros tipos de marginais, que incham a máquina de empregados, roubam o dinheiro do contribuinte e matam milhares de pessoas por fome, por doenças, por falta de segurança?

Este é o Brasil que se orgulha de sediar Copa do Mundo, Olimpíadas. É o Brasil que camufla tanta coisa podre por debaixo dos panos. É o Brasil que condena o Kassab como bode espiatório às vésperas de eleições nacionais. Acho o Kassab um idiota, mas se é para prender, que prendam a todos os políticos bandidos. É o Brasil.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ganhe dinheiro com seu blog!

Quem já ouviu dizer que dinheiro é bom? E sem ter que trabalhar? Eis uma oportunidade. Como estou com preguiça de explicar, vou simplesmente copiar o que meu irmão escreveu. Quem me conhece, conhece meu irmão e sabe que ele é um cara idôneo e não perderia tempo com bobagens. Portanto, não vou também me dar ao trabalho de pesquisar a veracidade dos fatos. Vamos ganhar dinheiro?

Por Ernani Lemos - do blog Madruga em Claro: "Enquanto eu saboreava contar sobre o tal índice Big Mac, uma moça da Austrália me escreveu para propôr um negócio de gosto agradável. Blogueiro em geral morre de prazer em escrever e geralmente tem como grande (e única) recompensa a companhia de quem se dispõe a ler os posts. Isso já vale o esforço, mas, porém, contudo, entretanto... não é ruim a ideia de fazer uma verbinha usando esse espaço que ocupa tanto dos nossos preciosos tempos.A empresa que me propôs o negócio é uma joalheria australiana baseada no EUA, chamada LuShae. Chequei com a Interpol e o pessoal parece ter a ficha limpa. A idéia básica é usar seu canal (blog) para fazer propaganda. Ou seja, nada de botar a mão no bolso. Vc coloca um link e um banner dos caras no seu blog, direcionando para uma competição da joalheria. A cada 30 inscritos na competição por meio do seu link, vc recebe 100 dólares. O bom é que ninguém precisa comprar nada. O que eles chamam de competição é só uma corrente de propaganda. Uma vez inscrito, vc coloca o banner deles no seu blog e passa a concorrer a 200 dólares em sorteios mensais. E assim por diante, com todos os que se inscreverem por meio do seu endereço. E não é só para blogs. Vale também para websites e até, acho, para perfis de redes sociais, como facebook.Enfim, vou testar e proponho que todos façam o mesmo. Assim todo mundo ganha. Se não fizer bem, mal não vai fazer. Quem tiver qualquer problema para entender o esquema ou quiser ajuda com os links ou até mesmo com o inglês do pessoal da empresa, pode me pedir ajuda.
O selo (que passa a fazer parte do Madruga)

PS: Não há que se preocupar com as contas. O pessoal da empresa criará um endereço onde vc pode acompanhar quem se inscreveu pelo seu link. Good luck!"

Nostalgia


Canso de dizer que não tenho qualquer problema com idade. Até porque ainda tenho trinta e cinco anos e se for pensar na expectativa de vida da mulher brasileira nos dias de hoje, não cheguei nem a metade da minha vida.

No dia em que fiz trinta anos, morávamos na Europa, e acordei meio triste. Não pela idade, mas por entrar na idade de Balzac longe das pessoas que eu gostaria que estivessem comigo. Minha tia, a caçula por parte de pai, juntamente com a minha prima, prepararam um delicioso jantar árabe para mim. Minha prima já está por lá tem dezoito anos. Puxa, mais da metade da vida dela. Minha tia chegou lá no dia do atentado às torres gêmeas, quando minha priminha nasceu. Foi um dia muito importante para mim.

Nunca escondi meu jeito nostálgico de ser. Não é que vivo de passado; é que há coisas no meu passado que foram tão boas, tão maravilhosas, que vivo recordando. Semana passada, quando fomos ao SESC Consolação, passamos pela Avenida Ipiranga, em frente ao Hilton. Que tristeza ver aquele hotel fechado. Um hotel maravilhoso, que tive o privilégio de assistir a um bom par de peças teatrais naquele maravilhoso teatro. Restaurante espetacular, piano-bar idem. É um pedaço de um passado bom que deixa de existir fisicamente. Outro hotel que infelizmente fechou foi o Cad’Oro. Trabalhei por quase três anos na Alameda Gabriel Monteiro da Silva e descer a Rua Augusta sentada no ônibus elétrico foi minha rotina naquele período dos 15 até os 18 anos foi parte da minha rotina. Olhava aquele lindo hotel e dizia que um dia me hospedaria lá. Não só me hospedei como também organizei um dos eventos mais importantes da minha vida lá, anos mais tarde. Comecei a pensar como o tempo passou depressa. Nem sei se o Gallery ainda existe, lugar que era frequentadora de carteirinha e onde realizei a última grande festa de aniversário que fiz: vinte e sete anos. Hoje os points são outros. Tomar um “brunch” no Macksoud, algo que eu AMAVA fazer, agora é coisa de tiozinho. Será que virei a "tiazinha"? A moda é apreciar a vista da cidade do alto do Unique, tão distante do circuito antigo de bons hotéis da cidade. Os grandes lustres do Gallery devem ter dado lugar aos belos espelhos com efeitos 3-D das novas casas noturnas em voga.

Outro dia passamos pela Avenida Paulista, lugar que trabalhei também por três anos, de 1995 até 1997. Fui cliente do Banco Nacional, na esquina da nossa avenida com a Rua Pamplona. Este não existe mais faz tempo. Como também não existe mais o Bank Boston, o Banco Real e a Nossa Caixa. Acho que se alguém me colocar na rua hoje para pagar uma conta, vou me perder. Vou pagar mico, com certeza.

Sei que não sou o único ser nostálgico do planeta. Vejo pessoas que vibram ao ler o “Manual dos Anos 80”. Que bom que não sou a única que foi feliz! O tempo vai passando e as coisas mudando. Mudanças são sempre bem vindas e geralmente ocorrem de modo que as coisas evoluam. Mas a saudade de bons momentos sempre existirá no meu coração.

Pressa? Eu? Como assim?


Marido e eu somos fanáticos por séries. Não temos o hábito de assisti-las na tevê. Nunca temos tempo disponível para assistir naquele bate-horário, naquele bate-canal. Então compramos vários box de séries e vamos assistindo conforme dá. Fato é que todas as séries que gostamos em comum foram se acabando. Uns três anos atrás, minha amiga Andréa indicou a série “The 4400”. Comprei certo dia, em uma promoção na saraiva.com. Assisti a um episódio e guardei as quatro temporadas. Como marido está com todas as temporadas de “Família Soprano” e “Seinfeld” e como não gosto de nenhuma das duas séries, decidimos assistir “The 4400”. Começamos semana passada. Marido achando a série fraquinha. Eu, adorando. Iniciamos na sexta-feira a segunda temporada. De repente, as coisas começaram a ficar muito estranha. As situações não tinham nenhuma ligação. Tudo começou a perder o sentido. Sempre pulamos o tal “previously on The 4400” e partimos para a novidade. Fato é que sexta-feira fiquei meio intrigada. Cada episódio tem cerca de 45 minutos e em duas horas assistimos 4 deles. Ontem tudo continuou sem fazer sentido. Foi quando me deu um “click”: será que após o “previously” não estaria passando novidades? Dito e feito. Começamos a voltar os últimos sete capítulos assistidos e perdemos em média dez minutos em cada um deles. Mais de uma hora de série. Eis a explicação das lacunas que foram ficando; e a gente xingando os produtores, que fazem uma série sem sentido e sem explicação para várias coisas importantes. Eis o porquê do ditado: “a pressa é inimiga da perfeição”.


Não é que eu tenha pressa. É que sou totalmente vanguardista. Acho que sou a precursora do Futurismo. Quem duvida?

A triste vida de quem sofre com a insônia


Deitamos cedo ontem, como sempre, e começamos a ver televisão. Sempre tenho sono antes do marido, mas sem dúvidas ele dorme um sono muito mais saudável que o meu. Só quem sofre de insônia sabe o que é não ter uma noite de sono completa. Aliás, várias delas. Um dia, minha tia que é psicologia me disse que quem toma remédio para dormir não tem um sono completo, pois não completa todas as fases do sono. Achei que era papo de quem nunca teve insônia. Mas esta noite... ah... que delícia de sono. Em meio ao seriado que estávamos vendo (e que estava MUITO BOM), virei, dei boa noite pro marido e dormi. Eram dez e meia da noite. Fui até as sete da manhã de hoje. Sem fazer xixi durante a noite, sem ter sede, sem acordar quando o iPod desliga, sem me mexer. Acordei toda babada, parecendo bêbado no dia seguinte a ressaca. Acordei com um tremendo bom humor, uma vontade de abrir a janela e gritar: “EU DORMIIIIIIII”. Que delícia. Que meu dia seja tão bom quanto foi minha noite. E que Deus me permita ter mais noites de sono assim, tão saudáveis. Quem sabe não é a falta de boas noites de sono que faz tão mal para minha saúde?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O dia em que vi um pintor trabalhando. Ou não.

na foto: o "trabalhador"

Quem já viveu uma situação tragicômica, quando fica se questionando se ri ou se chora? Eu vivi. Hoje. Na presença da minha amiga Margarete. Estamos nós “pilhadas” e “iradas” fazendo a vistoria das áreas comuns. Ou melhor, recusando tudo, já que estava tudo um lixo. Entramos na academia. Tinha um pintor com uma lata grande de tinta, um rolo e um pincel (ambos apoiados na lata). Ele segurava em mãos... UM CELULAR. Como nunca vimos ninguém pintar nada com um celular, ficamos observando. Após algum tempo, o suposto pintor resolveu pegar o rolo na outra mão, a desocupada. Pintava um pedaço de parede; empurrava a lata com os pés para um próximo pedaço; pintava EM OUTRA DIREÇÃO mais algum pedaço; arrastava mais um pouco a lata (com os pés); parava com o pincel nas mãos para falar mais um pouco ao telefone. Pintava outro pedaço, em outra direção. Começamos a fotografar. Depois a filmar. E depois de SEIS minutos, ele desligou o telefone, como se nada tivesse acontecido. Se com QUATRO pessoas olhando o cara faz um serviço porco assim, imagina quando o indivíduo está sozinho. Está aí a explicação da qualidade Tecnum/Cyrela.
p.s.: tenho o vídeo do indivíduo trabalhando, mas preciso cortar um pedaço que aparece uma pessoa que não tem nada que ver com a história. E não sei cortar o pedaço. Portanto, não posso compartilhar a parte mais divertida com meus queridos leitores!

Criança feliz, feliz a cantar...


No final de semana, conheci uma nova vizinha do condomínio. Ela e o marido são amigos dos meus vizinhos de porta. Super gente boa os dois. E ainda têm um filhinho da idade do meu caçula. Amarramos aquele bate-papo básico e descubro que a mãe da vizinha mora no mesmo prédio que passei a melhor parte da minha vida, dos 9 até 18 anos. Foi naquele prédio que fiz grandes amigos (uma delas é minha comadre), foi naquela rua que brinquei tudo que pude, foi naquela rua que fui feliz. Começamos a comentar de como era diferente a nossa infância. Parece coisa de gente velha um papo tão nostálgico, mas não é. Na nossa infância, comprava-se folha de seda e vareta para fazer pipa. E todo mundo brincava. Hoje, compram-se até rabiolas prontas. E onde se empina pipa, se todo lugar é perigoso? Quando éramos crianças, os meninos passavam meses lixando madeira, juntando moeda para comprar rolamento e fazer carrinho de rolemã. Criança de hoje em dia nem sabe o que é isto. E jogar taco atrás do prédio? Que delícia. O mais engraçado foi encontrar a tia Berê, uma das nossas vizinhas, passeando hoje no meu condomínio. Além de vizinha de porta da mãe da comadre, a tia Berê foi minha professora de Direito. Foi ela quem se lembrou de um episódio cômico: eu, ensinando a sobrinha dela que era pequena, a dançar balé; de repente, minha saia rasgou inteira ao abrir um “spacatto”, ou “espacati” como é mais conhecido. Mico para o resto da vida. Minha infância foi muito feliz. Os recursos materiais e financeiros eram escassos, mas a alegria era infinita. Ah, que saudades da minha infância.

Dia do Circo




Hoje, uma amiga minha, que conheci no mundo dos blogs, fez um desabafo sobre pessoas que lêem o que escrevemos e depois ficam criticando. Desde quando alguém é obrigado a ler um blog? Em nenhum lugar. Nem livro de escola que é leitura obrigatória ninguém lê, quem dirá um blog? Portanto, antes que algum dia alguém me diga que só sei reclamar do prédio em que moro, antecipo-me fazendo um pedido: quando encontrarem nos marcadores os nomes Cyrela, Tecnum ou Mondex Flex, pulem a página. Ponto final.

Agora a reclamação: quinta-feira da semana passada, véspera do carnaval, tivemos uma reunião entre o conselho do condomínio (do qual faço parte), representantes da Cyrela, Mondex Flex, Thyssen Elevadores, Tecnum e GR Segurança. Lá, definimos várias coisas, dentre elas as datas de entrega dos espaços de lazer e áreas comuns do condomínio.

Então hoje acorda a Úrsula, levanta preocupada em despachar o que precisa ser despachado para encontrarem-se às oito da manhã na portaria com as demais pessoas que fariam o recebimento das áreas. Chega a Margarete, correndo, após deixar a bebê com a empregada; chega o Paulo, correndo para não se atrasar. Mas claro que os engenheiros se atrasaram. Chegaram sem nossa cópia do laudo expedido por um engenheiro, ou seja, não tínhamos como comprovar se as coisas foram ou não feitas. E quando finalmente conseguimos a cópia... iniciamos a vistoria, já sabendo que as piscinas não estavam prontas, tampouco o espaço fitness. E na verdade, não tinha NADA PRONTO.

Os caras fazem um serviço tão porco, que tentaram passar uma tinta por cima de áreas que foram infiltradas na chuva (já que os ralos não dão conta da vazão da água) e nos entregar. É aquela história do malandro, “vamos tentar, se não passar, fazemos direito”. Um dos engenheiros ainda teve a pachorra de falar que as coisas estavam mal feitas, pois estavam com pressão de tempo.

Minha gente, estamos falando de um condomínio que deveria ter sido entregue dia um de junho de 2009. Ou seja, NOVE MESES ATRÁS. Eu, se fosse dona da Tecnum, teria vergonha de tentar ludibriar os clientes, com um serviço porco e indecente. E se fosse da Cyrela, teria vergonha em aceitar que a Tecnum, terceirizada por ela, fizesse isso com SEUS clientes. Como não sou nem a Tecnum e nem a Cyrela, tenho vergonha em morar onde moro e chamar alguém para vir a minha casa, já que nosso condomínio é motivo de chacota no bairro. Alguém já viu favela de luxo? Fica aqui o endereço: ÁPICE SANTANA.

Tenho a sensação de que estou morando no circo, onde sou um dos palhaços principais. A diferença é que sou um palhaço que paga para que outros riam da minha cara.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Big Brother Condomínio

Vida em condomínio deveria ser como a vida no Big Brother: a cada mês, antes do pagamento da taxa de condomínio, haveria uma votação para mandar apartamentos para o paredão; então seria feita, entre os condôminos, uma votação para saber quem deve sair do condomínio e o vizinho mais votado teria direito a expulsão, sem chance de reclamar. Os candidatos? Vizinhos barulhentos, vizinhos mal educados, vizinhos que não cumprimentam os outros nas áreas comuns, vizinhos que não respeitam as regras de boa vizinhança, vizinhos que correm nas garagens, vizinhos que dirigem falando ao telefone ou sem olhar para frente e quase batem seus carros nos outros e vizinhos que jogam lixo pela janela da lavanderia ou da sacada. Tudo por um mundo melhor!

O regionalismo brasileiro

vaca atolada - versão paulistana

vaca atolada - versão mineira


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Você tem madrinha?


Quando era criança, me apresentaram para uma moça bem bonita e disseram que ela era minha madrinha. Com o passar dos anos, fui crescendo e aprendendo que madrinha era alguém que sempre dava mais presente que os outros, no aniversário, no dia das crianças e no Natal. Aos nove anos, fui fazer catecismo e a igreja não mudou a minha idéia de madrinha. Uma semana antes da primeira comunhão, tive uma cerimônia chamada de “confirmação de batismo”. A tia Inês, minha catequista, disse que tínhamos de levar nossas madrinhas para que disséssemos para Deus que era aquela pessoa mesmo que queríamos ter como madrinha. Eu levei a minha, gostava dela como madrinha. Acho que todo mundo levou aquela pessoa que os pais escolheram no nascimento. Muitos anos se passaram e um dia eu cresci. E mais uns anos se passaram até que eu me tornasse mãe. Quando fui batizar minha filha, tive de fazer um cursinho de batismo e só então descobri quais eram as funções de madrinha. Não tinha nada a ver com dar presentes. Tinha a ver com dar amor, com dar instrução, com ensinar o caminho de alguma fé. Descobri, então, que minha madrinha tinha cumprido seu papel. Minha madrinha foi e é um exemplo para mim, um modelo a ser seguido. Ela sempre esteve presente na minha vida, sempre me apoiou, nunca me criticou em nada. Para ela, o mundo já critica o suficiente e temos que amar as pessoas. Tenho trinta e cinco anos com minha madrinha ao meu lado, desde a barriga da minha mãe. Quando eu era criança, minha mãe me dizia que eu cresceria e me pareceria com minha madrinha. Quem me dera ser tão evoluída quanto ela. Não consigo passar nem perto de tudo que ela é, de todo o desprendimento material que ela tem e de toda a evolução espiritual que ela representa. Meus filhos também foram batizados na igreja católica. Escolhi a madrinha da minha filha no dia em que soube que estava grávida dela. Era minha melhor amiga? Não. Era uma amiga, não a melhor. Com o tempo, fui me arrependendo cada vez mais. O padrinho acabou abandonando a madrinha depois de treze anos de namoro. Ele casou e sumiu, já que eu tomei partido da madrinha na separação. Mas ela também sumiu, sem sequer casar. Magoou minha filha profundamente e podemos perdoar tudo na vida, menos quem magoa nossos filhos. Quem deveria ter sido a madrinha da minha filha é a madrinha do meu filho. Minha amiga, a única que tenho em qualquer hora e em qualquer ocasião. E já são vinte e seis anos de uma jornada de vida conjunta. Um dia, minha filha questionou o porquê de não ter a madrinha do irmão como sua. E a madrinha do irmão disse que a cerimônia do batismo é só um detalhe, que ela é madrinha dos dois. Minha filha quer fazer crisma só para consagrar oficialmente a madrinha postiça como real. Ter madrinha é muito importante. Para mim foi. Para meus filhos também. Hoje, os dois enchem a boca para chamar a madrinha. Amam a ela igual ela os ama. E sou grata a Deus que nos deu a oportunidade, aos meus filhos e a mim, de termos nossas madrinhas, boas, honestas, amorosas e fiéis. Para nós, nossas madrinhas são nossas fadas mágicas!

SAP - o dilema

Recebi um comentário no post "Cyrela - o sonho que virou pesadelo" que me fez refletir muitas coisas. Uma cliente da empresa reclama sobre a instalação do sistema de ERP, da empresa SAP, cujo sistema leva o mesmo nome. A Cyrela enviou comunicado em AGOSTO de 2009 para seus clientes, avisando-lhes da migração de sistemas. E até hoje eles estão atrapalhados e cheios de problemas. Acabei de encontrar com uma vizinha que AINDA NÃO CONSEGUIU PEGAR AS CHAVES DA SUA UNIDADE. Por conta das trapalhadas da instalação do SAP. Trabalhei em uma das "Big Five"; não trabalhei na auditoria, mas na consultoria. Na época, houve uma grande comemoração. Um dos cinco setores da área comercial da empresa (KPMG Consulting na época, hoje Bearing Point) fechou a conta de uma empresa gigante para instalar SAP. Durante um bom tempo, mantive contato com os engenheiros que estavam trabalhando no projeto. Não tinha problema. Nunca vi uma coisa que, para melhorar, precisa parar de funcionar por completo. A Cyrela implantou o sistema SAP sem estrutura para tal. Não usaram o sistema antigo como apoio, ou até mesmo paralelamente, para que a coisa não parasse de funcionar. Quem paga o pato? Nós, os consumidores. Como sempre.

Diferenças

Várias famílias se reúnem em uma roda, em volta da piscina, na última terça-feira de Carnaval. A conversa vai ficando boa, a roda vai aumentando, mais famílias vão chegando. As crianças caem juntas na piscina, outras brincam como se já se conhecessem há anos. Os homens vão sentando-se, um ao lado do outro. Chegando de mansinho, tímidos e quase sem assunto. As mulheres vão fazendo uma roda particular ao redor da roda grande. Como? Mulher consegue. Conversam sobre tudo e qualquer assunto. Ao despedirem-se, já marcam o café no dia seguinte, tamanha a amizade que fizeram naqueles minutinhos de prosa. Os homens despedem-se acenando com a cabeça. As crianças nem dizem tchau. Todos voltam para suas casas. Como o ser humano é diferente, seja nas fases da vida, seja no sexo...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O mundo dos maloqueiros

Tem gente que vem do submundo, da favela, do cortiço ou coisa parecida. Ganhou um pouco de dinheiro para dar entrada em um apartamento melhor, ou talvez comprar a primeira casa própria. Financiou o resto em trinta longos anos, não sabendo sequer se estará vivo até o final. E pronto, se acha no direito de fazer o que bem entende.

Estou ODIANDO o povinho que vai morar aqui no condomínio. Tem gente boa, tem gente descente, tem gente honesta. Mas tem gente SEM EDUCAÇÃO, IMPAFIOSA e que acha que o dinheiro é suficiente para desrespeitar e desmerecer o descanso alheio.

Estamos em pleno feriado de carnaval. Há uma maldição na minha cabeça. Apartamento fazendo obra O DIA INTEIRO. Com o silêncio que deveria imperar, a única coisa que se ouve é o barulho das serras, das máquinas. Ligamos na portaria para reclamar. O FILHA DA PUTA do morador (não tenho outra palavra para definir o indivíduo) desrespeita os funcionários, dizendo que “pode multar, eu pago”. Imagina só essa gentinha, quando estiver morando aqui? O fim do mundo. Gente pequena, gente baixa, gente mal educada.

Fora as festas que tivemos de aturar nos vizinhos. Fora as piscinas lotadas de intrusos, morador desrespeituoso que enche seu carro de povinho para entrar nas piscinas do condomínio. Gente pobre, pobre de espírito, pobre de caráter, mas acima de tudo, pobre de dinheiro. Pois se tivessem condições, construiriam sua casa privada, colocariam nela um grande tanque para afundar a baianada que está invadindo o condomínio.

Triste saber que vou ter que conviver com gente tão pequena. Mas berço é algo que o dinheiro não compra. Ou as pessoas nascem com, ou passam a vida achando que podem pagar por qualquer coisa. Fazer o quê?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Pobre mas limpinha


Não sou a pessoa que levanta a bandeira do “ecologicamente correto”; só não gosto de desperdício. Sou consciente de que há bens naturais que são finitos e que precisamos tomar cuidado deles. Não consigo imaginar o mundo sem água. Tomo vários litros de água por dia, faço xixi depois, dou descarga, evacuo e dou descarga, a louça dos alimentos que consigo é lavada, seja em casa, seja no restaurante, adoro nadar e não imagino como seria o mundo sem uma piscina; principalmente, porém, uma das coisas mais sagradas que existe é um bom banho. Quando compramos este apartamento, não planejei nada, não mudei nada, não fiz qualquer questão de nada, SALVO... de uma banheira. Até que faltando dois meses para a entrega, descobri que o banheiro da suíte não comportava uma banheira; seja em tamanho, seja em estrutura. No meu interior, chorei. Sou louca por banheira. E não precisa ser de hidromassagem, basta ser uma banheira. Pode ser até um ofurô. Quero um lugar para mergulhar meu corpo e refrescar, relaxar. O sonho da banheira acabou frustrado.

Estava agora no banho. Como não me imagino sem ele, tomo banhos rápidos. Sou a mais rápida de casa para banhar-me. E desligo o aquecedor sempre que alguém está demorando no banho. Hoje, porém, me dei o direito de relaxar e tomar um banho de 20 minutos. Sei que muita gente toma diariamente banhos de 20 minutos. No mínimo. Eu não. Deitei-me no chão, liguei a ducha bem quentinha (mesmo com o calor que faz em Sampa) e relaxei por completo. É, chão é banheira de pobre. Fazer o quê? Sai do banho e participei ao marido: assim que eu tiver coragem de encarar uma reforma, vou quebrar o banheiro INTEIRO e fazer caber uma banheira lá dentro. Nem que eu tenha que tirar o vaso sanitário!

sábado, 13 de fevereiro de 2010







Em uma noite de Verão... sem nada para fazer.... acabamos caindo na piscina... DELÍCIA!

Silogismo: se carnaval é cultura e teatro é cultura, logo teatro é carnaval!


Levantamos cedo hoje, para um sábado de carnaval em que não tínhamos nada programado para fazermos. Já tem algum tempo que queria ver a Banda Mirim, com a peça “Felizardo”. O grupo agora está em cartaz com a peça “Sapecado”, um espetáculo musical MARAVILHOSO, que resgata elementos da cultura sertaneja do Brasil. A apresentação foi no SESC CONSOLAÇÃO. E grátis. Tínhamos de chegar ao local com uma hora de antecedência para retirar os ingressos. Aí que entra a lerdeza em ação. Nunca imaginei que o SESC CONSOLAÇÃO (ou SESC ANCHIETA, como também é conhecido), ficasse atrás da Biblioteca Monteiro Lobato. Até que chegássemos ao local, o GPS nos levou até a conchinchina. Entretanto, conseguimos chegar a tempo não só de pegar os ingressos, como pegar ingressos para a segunda fila. O espetáculo é sensacional. Acho inacreditável que um tipo de montagem como esta não tenha maior divulgação. E tem o detalhe: É GRÁTIS. Adoramos, demos boas risadas. Terminou pouco depois do meio-dia. Como estávamos no Centro, pedi para o marido nos levar para comer em uma Cantina divina que tem em Higienópolis. Chegamos cedo, ainda não tinha muita gente. Saboreamos os couverts sensacionais, comemos uma bela massa e viemos para casa felizes pelo passeio!

Lembranças da adolescência


HINO DO MERCADOLOGIA

Letra: (acho) Dilson, hoje conhecido no meio artístico como SALL, o pagodeiro!


Mercadologia atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra

Será, que eu serei o dono desta festa?
No meio, no meio de uma escola tão modesta!
Eu vim descendo a escada
E no terceiro ano eu consegui chegar
Sou MERCADOLOGIA, é aqui mesmo que eu quero ficar

Levei autorização para o Zé Roberto assinar
Mas o tio Camilo eu esqueci de avisar (eu levei)
Levei autorização para o Zé Roberto assinar
Mas o tio Gilberto eu esqueci de avisar

Acredito, acredito ser o mais valente
Neste curso que eu pretendo detonar (e detonar)
É hoje, o dia,
MERCADOLOGIA
E a Maíra nem pode pensar em brigar

Saudades de muitos e muitos anos atrás. Quase vinte anos que ingressei no terceiro ano do ensino médio técnico, no curso de Mercadologia. Delícia, tínhamos uma turma MARA, gente boníssima, gente legal, gente de bem. Tivemos um trabalho de graduação importantíssimo para nossas vidas, para nossas formações profissionais futuras, para seguir cada um o seu caminho. Daquela época, ainda tenho o privilégio de encontrar muita gente, em ocasiões diferentes, que seguiram rumos diferentes, mas que jamais esqueceram os anos de 91/92 noturno naquela tão amada escola! E como é carnaval, vai a letra original da música. Divirtam-se!

É Hoje
Caetano Veloso
Composição: Didi e Maestrinho
A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
BIS Contra o mal olhado eu carrego meu patuá
Eu levei !
Acredito
Acredito ser o mais valente, nessa luta do rochedo com o mar
E com o ar!É hoje o dia da alegria
E a tristeza, nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu!
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O dia em que conheci ELE, pessoalmente...

Não poderia deixar de registrar um episódio cômico do dia de hoje. Fui de manhã à uma reunião entre os condôminos. Que não aconteceu. Deitei nos pufes gigantes do condomínio e comecei a ler uma revista, quando chegou minha amiga Shirley. Ela veio ver as últimas novidades do Solar, depois fui até a casa dela para ver as novidades da casa dela (amei uma mesa enorme que ela colocou na sacada, para umas 10 pessoas). Voltei para casa para fazer almoço (inventei de fazer algo que só eu sei fazer). Coloquei a carne para cozinhar e fui na casa da Fê. Eis que chego lá e ela me apresenta O PESTE. O cara é uma figura. Fiquei sabendo que O PESTE é o cara que vai pintar nossas maravihosas portas. O PESTE também é o morador do decorado. Que decorado? O do prédio que a Fê ainda mora, que por sinal, é o próprio decorado. O lamentável de tudo? É que a carne estava tão cheirosa, mas tão cheirosa... ia fazer meu prato que não tem nome e chamar a Fê com o peste para comerem aqui. Mas minha carne queimou. Fiquei sem comida, tivemos de almoçar MIOJO (que por sinal AMAMOS DE PAIXÃO) e perdi a oportunidade de dar boas risadas com O PESTE, já que com a Fê eu dou todos os dias! O PESTE que me aguarde!!!!

O dilema das portas


Desde o dia em que viemos ao nosso apartamento para fazer a primeira vistoria, ODIEI as portas. Todas. Pode parecer frescura para alguns, mas para mim, as portas de uma casa têm que ser bonitas. No outro apartamento, arranquei todas as portas brancas e coloquei porta camarão no apartamento todo. Ganhei MUITO espaço com isso. E tirando o hotel que tivemos de ficar enquanto o marceneiro fazia as portas (pois tínhamos bebê pequeno), gastamos muito pouco pelo ganho físico e estético que tivemos. Eis que eu implico dia e noite com as portas. Fui ao Gasômetro pesquisar preços. Marido não queria saber de jeito nenhum de trocar todas as portas. Decidimos trocar só a porta da entrada social e do living. Se bem que eu não estava convencida da decisão. Até que a Alê, minha vizinha da primeira torre, levou a mim e a Fê, minha vizinha de porta, para vermos suas portas. LINDAS. Ela contratou um profissional que faz trabalhos em portas. Todas em linhas retas, nada de talhações espalhafatosas, nada de rococós, tudo simples, singelo e bonito. Contratamos o cara na mesma hora. Nesta segunda-feira, ele veio talhar minhas portas. Já nem imagino como eram as portas antes do trabalho artístico do Marcos. Na casa da Fê, a talhacão foi na terça. Na mesma terça, o Alê, nosso vizinho de entrada de serviços também contratou o Marcos. Que talhou todas as portas do Alê. Agora só falta o vizinho de porta do Alê (que não é vizinho de porta principal meu e da Fê, sacou?) fazer também.

Na quarta-feira, a Fê foi para o Gasômetro comprar nossos puxadores. Vamos arrancar a fechadura da porta social, deixaremos apenas as fechaduras tetras. E colocaremos nossos maravilhosos puxadores. Ainda não vi o que a Fê comprou, pois como foi um modelo EXCLUSIVO (xisque né Fê?), vão entregar quando ficar pronto, por motoboy. Estou curiosíssima. Mais um passinho que demos para o embelezamento do Solar dos Hummel.


p.s.: ainda falta lixar e pintar todas, então, peguei uma foto qualquer de porta no Google, só para dar uma corzinha no post!

E no Ápice (que não alaga tem alguns dias)...

Ontem tivemos uma reunião de condomínio. O Conselho (do qual euzinha faço parte), diretoria da Cyrela, diretoria da Tecnum, conciérge, representantes das empresas Thyssen, GR (que faz a nossa segurança), crianças brincando do lado de fora.

Sai da reunião MUITO satisfeita. E mais ainda, cheia de esperanças. Na próxima sexta-feira, será feita a entrega de todas as piscinas do condomínio e mais o espaço fitness. Iuppiiii.... minha personal poderá acabar comigo (só na piscina aquecida, já que meu joelho foi para o espaço). Uma semana depois, serão entregues os três salões de festas e os dois de jogos. O melhor foi o dono da Tecnum (que é uma pessoa SUPER UMILDE, SUPER GENTE BOA), garantindo que até QUINZE DE MARÇO nosso condomínio estará completamente entregue.

É bom encontrar a luz no fim do túnel. Acredito que haja uma luz para todo túnel, por mais escuro que tudo possa parecer. A entrega do condomínio é uma vitória pessoal para mim. Por mais que tenha tido pessoas contra a constituição do condomínio no dia 30 de novembro de 2009, tenho a certeza de que, se não tivéssemos recebido o condomínio e, principalmente, se eu não tivesse pirado aqui nos últimos quase setenta dias, o tal dia 15 de março seria uma data que nem em sonhos estaria próxima.

Que possamos entrar no período de paz, de calmaria. Que agora eu comece a colocar minha vida nos trilhos. Que eu possa me dedicar à pós, ao trabalho, às crianças, ao marido. E que sobre tempo (e dindin) para continuar decorando nosso Solar. Amém.

Irritação ou incômodo?

Tem coisas que não sei se me irritam ou me incomodam, mas mexem comigo de alguma maneira:
1 - Falta de humildade;
2 - Falta de educação;
3 - Pobre achando que é rico;
4 - Rico dizendo que é pobre;
5 - Gente que não sabe dirigir e criando trânsito;
6 - Gente burra;
7 - Gente que acha que a conjunção “se”, usada como condicional, é preposição;
8 - Almoçar e ficar prostrada;
9 - Sujeira;
10 - Desorganização;
11 - Atraso;
12 - Falta de consideração com o próximo;
13 - Fornecedor que não respeita consumidor;
14 - Falta de profissionalismo;
15 - Criança mimada;
16 - Gente que gosta de exibir roupa de grife (acho que isso remete ao item 3);
17 – O barulho da Makita;
Bom... acho melhor parar por enquanto... depois eu penso mais...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma ajudinha...



Alguém sabe onde fica o sindicato das Makitas? Precisa existir um sindicato para as pobres Makitas. Porque se não existir, eu criarei um. Vou lutar por semanas com quatro dias de trabalho, com no máximo quatro horas diárias. E as horas só poderão ser cumpridas LONGE DOS MEUS OUVIDOS. Gente, não aguento mais Makitas trabalhando todos os dias, todas as horas. Estou enlouquecendo, ensurdecendo. A sensação é de que, quando param as Makitas, meus ouvidos continuam ouvindo seu som. Tipo reflexo, saca?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Repercussão


Marido é engraçado. Ontem, ficou bravo comigo por eu ter escrito um post totalmente dedicado a alguém que me deixou um recado e eu deletei. Disse que eu fico gastando energia a toa com quem não merece, que o cara é um desocupado, blá, blá, blá. Tentei argumentar, disse que o cara era um coitado, carente, frustrado. Marido não entende o universo blogueiro.

O caso do sofá. Lembram?


Tenho tanta coisa na cabeça, tanto trabalho, tanta coisa para resolver, que me esqueço de contar das coisas boas. Como dei um basta nas coisas ruins, vamos ao que resta. Depois do nosso problema com o sofá e com a Henri Matarazzo, a loja nos deixou um sofá de dois lugares em casa, enquanto leva seus quarenta dias para confeccionar nosso sofá. Agora sim, marrom, da cor que queríamos. Aproveitamos e mudamos o tecido. Saímos do “suedine” (é assim que se escreve) do sofá areia com defeito, para um tecido mais fino, com traços aveludados, totalmente marrom. O problema é a cortina, que fiz pensando no sofá areia. Que seja o que Deus quiser. Não dá para mudar a cortina agora. Não enquanto eu não pagá-la. E mais tudo que tenho de pagar em casa. Eu que estava na dúvida com relação à decoração da sala, acatei as sugestões da minha mente. Mandamos fazer o painel do “home theater” ocupando a parede inteira. Apenas um retângulo um pouco abaixo da tevê, onde ficarão as parafernálias (conversor, DVD, vídeo-cassete) e acima da tevê uma prateleira fina, que receberá dois spots de embutir, com cróica. O material? Madeira de demolição. Vai ficar SHOW (eu espero). Uma parede está resolvida. As outras duas... estou quase morrendo na dúvida entre a mica e a canjiquinha para a parede de acesso. Queria que alguém viesse em casa e instalasse uma, depois outra e só então eu pudesse escolher. Para não me arrepender, pois PRECISO VER OS RESULTADOS, vou aguardar o sofá e o painel. Depois defino esta parede. E por último, farei a sala de jantar. Sei que meu irmão acha que uma sala só precisa de sofá (ou rede) e um banquinho pra cerveja. Mas já que não bebo...

Hoje acordei cedo e...

Peraí, deixa eu começar de novo: hoje eu acordei muito cedo e fui trabalhar. Quanto é muito cedo? 5h40 da manhã. Para o marido, é até um pouco tarde. Ele acorda uma meia hora antes disso todos os dias. Para mim, é demasiadamente cedo. Gente, como alguém acorda tão cedo, e pior, sobrevive. Como? Durante vários anos, acordar 5h20 para mim era normal. Seis da matina já estava na academia, de maiô, toca e óculos para cair na piscina. Depois ainda encarava musculação, aulas de dança, aeróbica. E isso só tem oito anos. Putz, como oito anos significa MUITO TEMPO. Hoje já não sou capaz de fazer o que fazia.

Enfim, acordei, tomei banho semi-frio (para conseguir abrir os olhos), me vesti, deixei as crianças prontinhas e fui para o trabalho. Ah, que delícia. Amo meus alunos, tenho o privilégio de dar aulas para crianças MARA! Inteligentes, cultas, bom nível social, educadas, empenhadas. Meus colegas de trabalho também são MARA. Uma equipe super empenhada, todo mundo se ajudando, todo mundo preocupado com o resultado final: a educação e a formação daquelas nossas crianças.

Só que nem tudo são flores. Acordei com dor de barriga. Alguém consegue fazer o número dois quando está com pressa para sair? Parabéns. Eu não consigo. Além da dor de barriga e do sono, ainda dormi sem placa de silicone na boca (furei a minha com os caninos) e tencionei os dentes à noite. Dor de cabeça na certa. Mesmo assim, dei seis aulas MARA e voltei para casa (ah, pedi demissão no colégio que trabalhava às quartas-feiras pela tarde).

Cheguei em casa, tomei um Naramig básico (putz, tinha quinze dias que não tomava nenhum, desde a minha última quase morte). Dormi. Trinta minutos foram suficientes para me renovar. Decidi levar as crianças ao cine. Enquanto aguardava a hora, fui comer castanhas de caju com o pequeno. De repente... veio minha irmã correndo: “o olho do Leleco ta inchando”. PQP, família de alérgico é F... toda hora temos de estar de olho, atentos, alertas. Ministrei imediatamente uma ultra super mega dose de corticóide nele. Depois de quatro horas, melhorou. Fomos ao cine ainda com o olhinho inchado.

Gente, QUE FILME RUIM. Assistimos ao HSM Brasil. Nunca vi coisa pior. Assisti aos 3 HSM americanos. AMEI TODOS. Mas o brasileiro é uma das coisas mais mal feitas que já vi na vida. Os atores são ruins. A produção é ruim. O texto é ruim. A fotografia é ruim. As músicas são ruins. A coreografia é ruim. Bom, claro que estou instigando as pessoas a assistirem a porcaria, para conferirem. Espero que sim, pois não acredito que eu consiga ter achado aquilo tão ruim assim SOZINHA. Me ajudem!
Agora serão OITO DIAS DE FOLGA. Preciso. Só voltarei a trabalhar quinta da outra semana. Oxalá! Preciso descansar, preciso cuidar das crianças, do marido. Preciso relaxar. Preciso esquecer os problemas do condomínio um pouco e VIVER A VIDA. Ah, em tempo, não assisto novelas (unfortunatelly!!!!). Mas lá vou eu para minhas séries favoritas. Até já!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Resposta ao leitor/morador do apartamento da MRV

Recebi um comentário no blog que, INFELIZMENTE, apaguei. Como moderei agora os comentários, ainda estou bem lesada e estou com raiva de mim por ter apagado o comentário e não conseguir resgatá-lo. Vou tentar reproduzir aqui.

1. Um indivíduo escreveu que mora em um apartamento da MRV, e que conseguiu comprar o mesmo com muita luta. PARABÉNS MEU CARO. SÓ COM LUTA QUE SE CONQUISTA TUDO.
2. Disse que minha empregada deve morar no condomínio dele. SORRY, NÃO TENHO EMPREGADA, PARA SUA DECEPÇÃO.
3. Disse que a “minha piscina” deve ser maior que o apartamento dele. PRIMEIRAMENTE, EU NÃO TENHO PISCINA. E SE ELE QUER SE FAZER DE VÍTIMA E FAZER DE MIM UMA MADAME, A PISCINA DA FOTO É SÓ UMA DAS QUATRO QUE TEM NO CONDOMÍNIO QUE MORO.
4. Colocou que sou uma madame, que ao invés de ficar reclamando no blog ou enchendo o saco de síndico, deveria ir limpar a piscina. NÃO SEI SE JÁ OUVISTES FALAR, MEU CARO, MAS CONDOMÍNIOS PAGAM LIMPADORES DE PISCINA (E VOCÊ DEVE SER UM DOS IDIOTAS QUE LIMPAM QUE NEM O NARIZ)
5. E para finalizar, justifica morar em um puxadinho da MRV por ter gasto todo o dinheiro ganho em duas faculdades e outros cursos. PARABÉNS. PENA QUE DUAS FACULDADES NÃO TE FIZERAM GANHAR DINHEIRO PARA SAIR DA MISÉRIA E NÃO TE DERAM EDUCAÇÃO. QUEM SABE SE VOCÊ FIZER MAIS DUAS FACULDADES E SE IGUALAR AO MEU NÍVEL EDUCACIONAL, CONSEGUIRÁ MORAR EM UM CONDOMÍNIO COMO O MEU.

Meu ideal de mundo perfeito

- Chocolate importado é barato. E não engorda.
- Haggen Danz é barato. E não engorda.
- Todo prestador de serviços faz as coisas uma única vez. E perfeitamente.
- Filhos obedecem as mães. E não retrucam jamais.
- Maridos chegam cedo do trabalho. E nunca deixam coisas espalhadas pela casa.
- Existe mais salário que mês. E ainda sobra um pouco para a poupança.
- Não há políticos corruptos. E não há políticos.
- Todo mundo é amigo. E ninguém puxa o tapete de ninguém.
- Mentira é algo desconhecido por todos. E falsidade, idem.
- Não há pobreza. E nem miséria.
- Nenhuma mulher precisa se depilar. E homens também não.
- Mulher não menstrua. E nem entra na menopausa.
- Não existe trânsito. E não existe carro.
- Existe um controle rígido com relação à educação. E principalmente nas escolas.
- Todos têm direito a assistir uma temporada inteira da sua série favorita por semana. E, quiçá, a segunda temporada também.

E todos viveram felizes para sempre. FIM.
p.s.: a Cyrela não existe no meu ideal de mundo perfeito.

Só para constar nos autos...

... tive hoje MAIS UMA ENTREGA DEVOLVIDA pela portaria. O que me rasga de raiva é saber que não há ninguém para tomar atitude. Então, nós, proprietários, decidimos estipular um prazo para que tudo se resolva. E vamos torcer. Aliás, nem centrífuga de roupa consegue torcer tanto quanto estamos torcendo. O importante é saber que, dentro do condomínio, somos um time. Um por todos e todos por um. Mesmo que isso possa parecer coisa de criancinha.

Changes

Minha vizinha me disse hoje que é muito cagona. Sorte a dela. Como sofro de prisão de ventre, sofro também as consequências da ousadia. Se eu pudesse mudar algumas coisas em mim, mudaria várias; seria menos ansiosa, seria menos dominadora, menos autoritária. Tenho certeza de que sofreria menos. Mas principalmente, seria menos ousada, menos intensa. Tudo o que faço, faço com entrega total. Se há algo que não consigo encontrar na vida, este algo é o meio termo. E você, mudaria algo em si?

Profissão: Bolsafamilista


Bolsa família virou profissão. Em muitas regiões pobres do país, as pessoas não trabalham mais. É muito mais cômodo viver da esmola que o governo dá, a buscar trabalho. O Brasil (e não sei em outras partes do mundo) ainda tem um povo com uma cabeça celetista, ou seja, pessoas que querem ter emprego com carteira assinada e garantias. Trabalhar, que é bom, nem pensar. Vejo pessoas pedindo demissão de seus empregos. Pessoas que estão cada vez menos tolerantes com os desafios que são precisos enfrentar no mundo corporativo. Acham que tem emprego fácil na próxima esquina. Um amigo do marido, professor de uma universidade federal no nordeste, está em busca de uma empregada doméstica. Não encontra. Elas não querem trabalhar. A mãe do amiguinho do meu filho perdeu a empregada. Sua funcionária disse que não compensava mais trabalhar. Como ela tem cinco filhos, ela revende as latas de leite Ninho que a prefeitura lhe fornece por cada filho e ganha mais do que ficar limpando casa dos outros. Palavra da mulher. O governo está fechando os olhos para muitas coisas. Ou não. Minha filha, de apenas DEZ ANOS, fez uma colocação sensata: "mamãe, é a base da pirâmide, o Lula dá tudo para as pessoas pobres, que são muitas, e elas votam nele e ele sempre vai ser presidente e você e o papai sempre vão reclamar de pagar muitos impostos". Alguém duvida da sabedoria infantil? O consolo é ler em todos os jornais de hoje que muitos benefícios foram cancelados por falta de cadastro. Espero ser o fim da fraude. O governo precisa ensinar seu povo a pescar e parar de dar isca de sardinha pronta, pois as pessoas acham que é comida!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Alto-padrão? Compre Cyrela...

SPA - invadido por filho de proprietária e amigo não morador - Administradora MONDEX FLEX
Piscina aquecida de alto padrão Cyrela (o aquecedor nunca foi ligado)


Tábua solta nas piscinas

Acesso às piscinas, feito pela garagem: ALTÍSSIMO PADRÃO




O buraco mais de perto

Fui levar as crianças para brincar lá embaixo. Eles querem usar a piscina do empreendimento de alto-padrão da Cyrela; na ata de constituição do condomínio, tudo está liberado para uso. O que não quer dizer que esteja algo limpo ou APTO para uso. As piscinas são as coisas mais nojentas do mundo. Há pessoas que aparecem de qualquer lugar. Não são moradores. Não são proprietários. São invasores. E quem controla tudo isto? Ninguém. Já que aqui é terra de ninguém.

O fantástico caso do sumiço dos serviços NET

Essa eu me esqueci de contar no blog. Na verdade, não tive tempo. Na última sexta-feira, o técnico da NET esteve no nosso apartamento para instalar os serviços de internet, televisão e telefone. Saiu e tudo ficou perfeito. Até o dia seguinte, quando acordamos e nada funcionava. Mas a noite, tudo voltou a funcionar (sábado), mas pela manhã, nada funcionava (domingo), mas a noite, tudo voltou a funcionar (domingo), mas pela manhã, nada funcionava (segunda), mas a noite, tudo voltou a funcionar de novo (segunda), mas na próxima manhã, nada funcionava mais uma vez (terça), mas repentinamente pela noite, tudo funcionava (terça), mas quando acordei na manhã seguinte, nada funcionava (quarta), mas pela noite, tudo voltou a funcionar (quarta).

CHEGA. Cansei da palhaçada. Durante todos os dias, ligava para a NET, os incompetentes técnicos vinham e não conseguiam resolver o problema. Até que eu resolvi passar a noite em claro. Simplesmente não dormi de quarta para quinta-feira. Estava muito estranho o fato de a NET voltar com seus serviços todos os dias pela noite, com ou sem a presença de um técnico, e tudo parar de funcionar pela manhã. Captei o exato momento em que tudo desligou. Faltavam catorze minutos para as sete da manhã. Esperei até nove horas, quando a equipe da engenharia da Tecnum chega ao condomínio (sim, apesar de o condomínio estar entregue há dois meses e não termos NENHUMA área de lazer funcionando, ainda há obra aqui, ou gente recebendo para fazê-las). Fui até o mocó que eles estão instalados e narrei minha epopéia. O Engenheiro imediatamente chamou a pessoa da manutenção (já disse anteriormente, o pessoal da Tecnum sempre atende prontamente qualquer condômino em qualquer situação). Fomos até o quadro de luz que se encontra no térreo, próximo ao elevador de serviço. O rapaz da manutenção chegou e ligou uma chave de energia. E a NET voltou.

Ele disse que já tinha avisado aos seguranças para NÃO DESLIGAR AQUELA CHAVE, mas que avisou verbalmente. Precisava ser por escrito. Para mim, caso resolvido.

CLARO QUE NÃO. Estou eu deitada, vendo a um filme, antes das nove da noite quando DE REPENTE... TUDO SE APAGOU. Levantei, troquei de roupa, desci pelo elevador social, dei a volta pela parte externa da torre*, fui até a área do elevador de serviço e liguei a chave. Tudo voltou a funcionar.

Fui trabalhar hoje. Estava voltando para casa e precisava usar urgente a internet. Liguei para minha irmã, que estava em casa, e pedi para ver se tinha sinal. Ela disse que não. Já parei o carro na portaria e pedi para nossa administradora, que estava na presença do rapaz da manutenção, que tomasse providências. Achei que até entrar no condomínio e chegar no meu apartamento, eles já tivessem providenciado o acendimento da chave. ERREI. Burra eu não é mesmo?

Mesmo cansada, troquei de roupa, tirei o salto, coloquei uma havaiana, desci pelo elevador social, dei a volta pela parte externa da torre*, fui até a área de serviço, abri o quadro, religuei a chave, dei a volta por fora de novo e subi para minha unidade. E fim. Até hoje a noite, quando TENHO CERTEZA (e amanhã voltarei aqui para contar) que desligarão novamente a chave, já que ninguém tomará providência nenhuma. Como sempre. Como tudo por aqui. E fim de verdade. Por ora.

*como há muitos condôminos em obra e muita gente trabalhando, a nossa administradora TRANCOU a porta de acesso entre a área social e a de serviço. É melhor punir os moradores, impedindo-os de usar seu acesso, a educar e instruir os peões para não circularem nos elevadores sociais. Excelência em serviços.

Após o episódio ISOLADO de eu ter minha encomenda da Saraiva devolvido, após o episódio ISOLADO de eu ter tido uma encomenda das Americanas.com devolvida, após o episódio ISOLADO de eu ter recebido pela primeira vez em DOZE ANOS a fatura do cartão VISA com atraso, após o vencimento, após o episódio ISOLADO de eu ter recebido a fatura da faculdade vencida, após o episódio ISOLADO de eu ter visto nossa administradora abrir uma gaveta lotada de contas da Eletropaulo, ocorreu um episódio ISOLADO coletivo: sumiu um lote inteiro de correspondências. Quer dizer, de boleto de cobrança da própria empresa que emprega nossa administradora. Ocorre que depois de não ter recebido os valores emitidos (ou seja, os boletos não foram pagos), a empresa que administra nosso condomínio e emprega nossa administradora emitiu a carta de cobrança. Foi a revolução instaurada. Nem George Orwell teria pensado em algo tão genial para que os bichos se rebelassem. Se alguém souber por onde anda Sherlock Holmes, por favor, indiquem nosso endereço. Estamos precisando urgentemente dos seus serviços.

Dica de lazer



Durante muitos anos, mas muitos anos mesmo, amei, idolatrei, admirei e fui fã incondicional da Julia Roberts. Acho que foram meus tempos de linda mulher. O tempo passou, o meu gosto mudou. Nos últimos anos, fui descurtindo da Julia e o meu lado Rachel foi me dominando.


E que atire a primeira pedra quem não gosta da série “Friends”. Desde o último ano da série, a qual tenho todos os episódios, aguardo pela produção do filme com os seis amigos. Enquanto o filme não vem, me delicio com todos os filmes da Jennifer Aniston. Gosto tanto dela que desde a sua separação, passei a odiar seu ex-marido. Inclusive me recuso a assistir a qualquer filme com ele ou sua atual. Coisa mais besta! Sei que é uma atitude meio infantil, até imbecíl pode-se dizer. Fazer o quê? Assumo e pronto.


Ontem, meio que por milagre, a NET estava funcionando em casa. Liguei a tevê e estava começando a passar um filme com a Jennifer, Kevin Costner e Shirley MacLaine. O nome do filme é “Dizem por aí”. Há na história uma intertextualidade com o filme “A primeira noite de um homem”. A historinha é bem mamão com açúcar, mas não é óbvia. Durante o desenrolar da trama, em cada novo suspense, eu tinha certeza do que aconteceria, mas estive errada em todas as vezes. Para quem gosta de filmes de meninas, fica minha dica!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ensinar é...

Sabe aqueles dias que tem tudo para serem maravilhosos? E as coisas vão minando aos poucos no decorrer do tempo, até que, quando anoitece, você viveu um dia de pesadelo? Assim foi o meu dia ontem. Estava tão feliz e cheia de coisas boas para contar. Foi chegar em casa e receber um banho de água fria em tudo. Foi tanto problema que perdi o rebolado. Cá estou euzinha, hoje, mais bem disposta, depois de ter chorado muito de raiva.

Voltar ao trabalho foi super bom. Meu dia de ontem em número se resume em:

- 2 escolas diferentes
- 2 bairros distintos
- 5 turmas novas
- 3 turmas velhas
- Mais de 150 alunos
- Metade de alunos novos
- 8 livros didáticos diferentes
- Muito trabalho pela frente!

Amei a escola nova. É tão gratificante dar aula para alunos interessados em aprender. Até me assustei. Perguntei para o professor de Matemática se a galerinha estava quieta por ser prô nova. Não. Eles são assim. UAU!!!

A turma do nono ano é uma delícia. Batemos altos papos na nossa língua. A galera é afiada, já tem o idioma bem avançado. Flui melhor. A turma do sexto ano está ansiosíssima pelas aulas, muito bom. Agora o destaque do dia foi para a turminha recém chegada ao segundo ano. Umas graças. Tem pequeno com seis aninhos, todo ansioso para aprender a falar inglês, espanhol, francês. Para eles, serve qualquer língua estrangeira. Basta ser diferente.

Dar dez aulas seguidas não é moleza. Chego em casa morta de cansaço. As pernas doem, os músculos repuxam. Mas o cérebro está de bem com a vida. Como dar aula é coisa que só se faz por amor, já que o dinheiro não compra nada, posso me sentir uma pessoa bem amada!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A palhaçada do dia é...

Voltei do trabalho hoje super feliz e cheia de coisas legais para contar. Mas foi chegar em casa e toda a alegria de um árduo trabalho que se iniciou as seis da madruga foram por água abaixo.

Alguém já morou em condomínio de alto padrão, administrado pela empresa Mondex-Flex do grupo Cyrela? Se positivo, gostaria de um retorno.

O que acontece é o seguinte: venho de uma família pobre e que com muito esforço e horas e mais horas diárias de trabalho, meu marido e eu adquirimos um imóvel da Cyrela. Ok, todo mundo já sabe o que tenho sofrido. O que muita gente não sabe é que A CADA DIA TEMOS UMA SURPRESA.

O porquê de eu estar pedindo contatos, é para sanar uma dúvida no que diz respeito aos Correios. Aqui no condomínio, os caras só passam uma vez por mês. Sei que periferia é uma zona dotada de menos recursos, mas o condomínio é de alto padrão, segundo a empresa que nos vendeu, Cyrela. Portanto, deveria haver o mínimo de recursos.

Além de não ter nenhuma das quatro piscinas do empreendimento liberadas para uso, tampouco qualquer outra área das inúmeras de lazer que o condomínio tem, contrariando algo registrado em ata de constituição do condomínio que EXPLICITA a liberação do uso das mesmas, temos o problema dos Correios.

Os Correios só entregam contas atrasadas. Achei que fossem só as minhas, que estou atrás e aguardando. Descobri que contas neste condomínio tem um armazenamento “gavetário”. Não sabe o que é isto? É uma gaveta, onde todas as contas que chegam ficam trancafiadas até o vencimento. A certeza de que não é perseguição foi um email vindo agora de um morador, que acaba de receber contas vencidas. A culpa? Dos Correios. Pobres caras. Uma das únicas raças que atendem a esta POCILGA que moramos e que trabalha direito, leva a culpa pelo armazenamento “gavetário”. Se a moda pega...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Criança aprende rápido - A ENGANAÇÃO CYRELA

Minha vizinha Fê tem dois filhos, um de 7 outro de 9 anos. O pequeno, de tanto ouvir nossos comentários sobre o ALTO PADRÃO CYRELA, e acostumado a ver o lixo que é nosso condomínio, logo construiu um conhecimento que associa ALTO PADRÃO a coisas ruins. Achei o máximo. Quem sabe ele vire engenheiro quando crescer e possa salvar as pessoas de um dia passar por tudo que estamos passando. Xurumelas a parte, a questão é que o tempo passa e nada anda, nada caminha, nada melhora e nada evolui. A diretora da Cyrela falou para meu marido que não vemos a evolução, ela está em lugares que não podemos ver. Onde? Na estrutura do condomínio? Dentro dos esgotos? Em dois meses aqui dentro, não vimos NADA, ABSOLUTAMENTE NADA mudar. Aliás, mentira minha. As coisas pioram (se é que dá pra ser pior). Cheguei ontem com as crianças no meio da chuva. Elevador social parado. Elevador de serviço SABE LÁ DEUS ONDE ESTAVA. Escada nas pernas. A noite, porém, o elevador voltou. Levei meu filho para a escola hoje pela manhã, tive uma reuniãozinha na escola e voltei para trocar de roupa e ir trabalhar. Subi pelo elevador social, meti um saltão e quando chego no elevador... PARADO! Escada nas pernas. Das duas uma: ou emagreço tudo que engordei passando nervoso com a Cyrela, ou meus meniscos estouram de vez e não andarei nunca mais. O bom é que a nossa conciérge deu até dia CINCO DE FEVEREIRO para que as merdas dos elevadores funcionem 100%. Vou pagar pra ver. Aliás, já paguei mais do que devia, mas fazer o quê? E falando nela... amanhã vence a fatura do Visa. Temos o cartão desde 97. NUNCA houve atraso na entrega da fatura. Só que até o momento NÃO RECEBEMOS A FAMIGERADA. Coincidência? Azar? Incompetência? Liguei para a conciérge. Que também faz o papel de entregador de cartas. Não há um zelador, não há quem cumpra esta tarefa. E? Nada. Como assim? O telefone não atende. Como não sou de mandar recado, ainda mais por Nextel, junto recursos negativos para tirarmos esta bosta de administração. É isso aí, meu irmão que reclamava que eu não falava palavrão, vai se orgulhar de mim. Ou morrer de dó, vamos ver!