domingo, 31 de janeiro de 2010

Comédias da vida: para rir ou chorar


O domingo prometia. Apesar da noite mal dormida por conta dos pensamentos focados nos problemas, levantei cedo e bem disposta. Liguei o computador para por minhas idéias no papel. Conectei a internet. Nada de sinal. Desliguei o modem e liguei novamente. Nada de sinal. Desliguei tudo da tomada e liguei de novo. E nada de sinal. Reiniciei o computador. Nada de sinal. Repeti toda a via sacra dez vezes e... nada de sinal. Paciência. Fui para a sala e me esparramei no sofá. Liguei a televisão. Nada de sinal. Fui até o quarto do Leleco, era um problema do modem HDTV. Mas nada de sinal. Tentei o quarto da Isa. E nada de sinal também. Tomei banho para sair e quando saí do banho, marido tinha acordado já. Tentei ainda a tevê do quarto com um fiozinho de esperança. Nada. Sem sinal. Sem telefone, sem internet, sem televisão. Vamos até a Leroy comprar filtro de linha. Ufa, tudo sem trânsito, que beleza, o dia ainda tem salvação. Chegamos ao estacionamento. Sinto algo estranho. Meu brinco caiu. Sim, um brinco da Vivara. Excelência em tarraxas ruins para brincos. Compramos tudo o que precisávamos e pegamos o caminho de volta. Paramos na Di Cicco para tentar encontrar o que ficou faltando, suporte para as televisões. Achamos tudo o que já tínhamos comprado por menos da metade do preço. Mas não tinha suporte para tevês. Vamos para casa. Ponte do Limão, nosso acesso direto: fechada. A da Casa Verde é próxima. O trânsito, porém, está caótico. Domingo, não são nem onze da manhã, como pode? Chegamos. Ponte fechada. Paciência, só mais um pouco, a ponte das Bandeiras está chegando. Só meia horinha no trânsito. Ai meu Deus, ela também está fechada. Vamos até a da Cruzeiro do Sul. Também fechada. Encontramos um funcionário da CET e reclamamos. Ele riu, disse para reclamarmos por telefone. Conseguimos entrar na ponte da Vila Guilherme. Estávamos muito longe da nossa casa. Fazer o quê? Desisti de passar no mercado, preciso fazer o almoço. Vou assar um tender. Uma massa fresca com molho fresco. O tender está assado. Nossa, que dificuldade de tirar da forma. O que aconteceu? Ah, já sei: assei o tender com plástico. Paciência. Vamos comer o macarrão. E depois dormir para descansar. Senhor, festa no salão de festas do condomínio ao lado. Eu tenho fé. Vou conseguir. A NET só tem gente para vir em casa amanhã a tarde. De que adianta ligar novamente todos os aparelhos de DVDs se amanhã terão de desligar tudo? Vamos fazer pastéis assados de doce de leite. Quinze minutinhos no forno e tomamos um lanche da tarde. O que acontece hoje heim? Os pastéis abriram. O doce vazou. Já era. Vamos tomar sorvete. Tem um pote de sorvete lacrado na geladeira, que o Pão de Açúcar entregou as compras, feitas pela internet, sexta-feira a tarde. Quem deslacrou o pote? Como assim ninguém? Isso está aberto. E só tem metade. Ninguém tomou? Veio assim. Vamos jogar fora. Melhor irmos até o mercado comprar lanches para as crianças, já que as aulas começam amanhã. Ninguém na fila dos frios. Beleza. Como assim a balança quebrou? Tem certeza? De repente? Levamos apenas queijo branco então, obrigada. Ao menos algo de bom: o refrigerante está em uma super promoção. Vamos levar duas dúzias. Sem fila no caixa. Tem algo errado. A compra passou. Faltam os refrigerantes. Ah não, não vai me dizer que a máquina parou de ler os códigos de barra. Digitar um por um? Vinte e quatro garrafas? Fala sério! Como assim tem que dar baixa de um em um? Estamos na idade da pedra? Senhor, vai escurecer, o dia está acabando. Vou chegar em casa, dar um lanche para as crianças, tomar um banho e dormir. Lanche acabado. Vamos escovar os dentes. Acabou a água? Não é possível. Vou ligar na portaria. Boa noite, estamos sem água? Ah, o senhor não sabe se o condomínio tem caixa d’água. Claro que tem. Todo condomínio tem que ter caixa d’água. Ah, o senhor é novo. Tudo bem. Tenho certeza de que deve haver uma caixa d’água. Obrigada, boa noite. Crianças, vamos dormir todos fedorentos. E nada de descargas. Nada de comer doces para não dar dor de barriga. Marido foi até a portaria. Só nossa torre não tem água. A manutenção, que a diretora da Cyrela disse ser 24 horas não atende o Nextel. E já não bastava o problema de ontem com as janelas. Senhor, daí-me paciência. Vou rezar. Só Deus para salvar o dia de hoje.”

sábado, 30 de janeiro de 2010

E como andam as coisas no SOLAR...

Aqui, as coisas vão de mau a pior. O condomínio de alto padrão é conhecido agora como alagÁpice. Mas calma. Não é brincadeira de mal gosto. Tem um porque. Nosso condomínio alaga em dias de chuva. Como chove todos os dias na cidade de São Paulo, estamos vivendo em puro alagamento. Elevadores? Alagaram. Agora imaginem a situação, se já não funcionam sem chuva, com chuva então...

Nem tudo porém é de todo o mal. Nesta semana, só ficamos QUATRO dias sem elevadores. Vale ressaltar que o contrato da Thyssen com o condomínio custa VINTE MIL E NOVECENTOS REAIS MENSAIS. Para quê????? Vai saber. Os caras aparecem de vez em quando.

Agora temos uma comissão de moradores. Já que nosso Conselho (do qual faço parte) nada resolve. Vamos botar pra quebrar. Estamos elaborando um documento para ser entregue por um grupo de moradores em outras obras da Cyrela. COM FOTOS. E com direito a convite para visitar nosso alagamento, ops, condomínio.

Já são dois meses de entrega e sem entrega alguma. Brinquedoteca? Trancada. Espaço Fitness? Não funciona. Salão de jogos adulto e juvenil? Trancados e sem funcionamento. Lan house? O que é isto? Sei lá. Sem contar nas QUATRO PISCINAS SEM USO. Imagina o cidadão comprar um apartamento dito de alto padrão com entrega programada para UM DE JUNHO DE 2009. A Cyrela, que vendeu o apartamento e recebeu o dinheiro do infeliz, ops, do cliente, prorroga a entrega o máximo que pode, mas entrega na data limite: TRINTA DE NOVEMBRO. E crianças e mais crianças, de DUZENTOS E QUARENTA E OITO FAMÍLIAS ficam felizes por poder usar um parque aquático que... NÃO FUNCIONA.

Ou seja: temos um condomínio com uma administração terceirizada IMPOSTA, que os condôminos NÃO VÃO ENGOLIR POR MUITO MAIS TEMPO. Alguém já ouviu falar em QUEBRA DE CONTRATO? Por insatisfação com relação aos serviços prestados? Por incompetência? Por falta de serviço? Aguardem. Temos um condomínio que mais parece ruínas. Nem sei se ruínas têm um nível tão ruim assim. Temos uma imensa área de lazer DESATIVADA. Ou INATIVA. Temos dores de cabeça DIARIAMENTE. Somos cercados de coisas ruins. E enquanto nós, pobres consumidores/clientes/moradores do favelódromo nos descabelamos, a Cyrela realiza eventos de verão no litoral Norte. É isso aí minha gente!!!!! É o Brasil.

Larguei a caravela


A melhor coisa para achar a velocidade da internet rápida, é passar algum tempo ou sem internet, ou com internet discada, ou com internet 3G. Eu vivi as situações 1 e 3. E quando passei para a 3, decidimos “comprar” a internet 3G com a maior velocidade que tinha. Mesmo assim, dava desânimo. Meu irmão pode vivenciar o que era a “lentanet”. No outro apartamento, tínhamos 2 MB de velocidade, para um roteador e uso de três máquinas. Eis que ontem instalaram FINALMENTE nossa internet banda larga, o que nos fez sair da banda lenta, ops, da 3G. Quando conectei, desacreditei. A navegação é tão rápida, que se fosse navio no oceano, sairia do porto de Santos e chegaria no porto de Lisboa no mesmo dia. Aumentamos em 1 MB a velocidade, o que também ajuda. Como é bom voltar ao mundo real, em um mundo mais real do que o anterior. Viva a banda larga. Viva a velocidade.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Se eu tivesse trazido a casa nas costas...


Durante anos e anos da minha vida, minha visão sobre mudança era algo bem simples: colocava-se tudo em caixas, as caixas no caminhão (quando era caminhão) e a mudança seguia para seu novo destino. Caminho inverso fazia-se na nova moradia: desfazer as caixas e guardar tudo no devido lugar. Liga-se a geladeira na tomada, o botijão de gás ao fogão; para a televisão funcionar, além da antena era preciso no máximo (e em alguns casos) um pedaço velho de esponja de aço.

Os anos passaram. A Granero, que para mim era figura apenas de propaganda televisiva (“Alô, é da Granero? Eu queria fazer uma mudança”), passou a fazer parte da minha vida. E mais, entraram também os conteiners e navios para substituir caixas e caminhões. Até que um dia... bem, até que um dia, descobrimos o que é uma mudança complexa.

Hoje, para ligar a geladeira, é preciso primeiramente comprar um adaptador, já que o plugue da geladeira é um e a tomada da casa é de outro tipo. Se o modelo for side-by-side, é necessário também um ponto de água atrás do aparelho. Para instalar o fogão, é preciso chamar: o marmoreiro, que corta a pedra da pia para que o fogão se encaixe; o azulejista, já que o marmoreiro quebra alguns azulejos e precisam ser repostos; a equipe da Congás, para fazer a instalação do gás e especificar como instalar o fogão de maneira correta. Depois vem o marceneiro, que fará a peça para acoplar o fogão de acordo com as especificações. E por último, para um simples fogão funcionar, vem a equipe da Brastemp, trocar os bicos de gás daquela máquina que cozinhará nossas refeições. Ah, os velhos tempos. A velha televisão que reunia a família inteira, deu lugar a vários aparelhos, um para cada cômodo da casa. E quando a casa tem muitos cômodos, há muitos aparelhos para serem ligados. Mas não basta ligar na tomada. Além do lance do adaptador, tem o problema da conexão. A velha antena com a esponja de aço já não trazem a imagem. E se a casa não contar com antena externa, o jeito é contratar o serviço de televisão a cabo. Correto? Não. Errado. No nosso caso, o condomínio não tinha disponibilidade do serviço. Foi preciso esperar CINQUENTA E TRÊS DIAS para que chegasse o instalador. Que finalmente chegou hoje. E que após SETE HORAS DE TRABALHO, trouxe de novo ao nosso lar-doce-lar informação, notícia, filme, desenho, música. Trouxe vida nova ao Solar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Banheiro portátil




Para as neuróticas de plantão como eu, que odeiam sujeira ou coisas a vista de todos, eis o que encontro ontem na Globo.com: um banheiro portátil. A invenção é fantástica, já que a instalação da jeringonça é igual a de um armário planejado. Não precisa quebrar encanamento, parede, mexer em fiação, nadica de nada. Instala-se o banheiro e em uma peça única o cliente terá banheira, vaso sanitário e pia. E é tudo ecológico. Se alguém instalar um, me convida para conhecer ao vivo e a cores!

Chique é colocar a mão na massa


Minha amiga é legal. Mas... Quando se tem um “mas”, já virou situação adversa e a amiga já deixou de ser legal. Ela se enquadra em um padrão muito comum, o de gente que acha chique dizer que tem babá. Não sou contra este tipo de ajudante doméstica, muito pelo contrário. Minha filha teve babá em tempo integral, inclusive aos finais de semana, até os dois anos e meio de vida. E por quê? Porque euzinha aqui trabalhava feito uma condenada, praticamente todos os dias da semana. Viajava para vários lugares, fazia faculdade de Direito e era sozinha para sustentá-la. Meu filho nunca teve babá. E olha que não foi por falta de necessidade ou de dinheiro. Não tive babá simplesmente porque deixei de trabalhar e decidi ser mãe. Babá é, na minha opinião, um acessório de luxo para mulheres que querem desfrutar do status de ser mãe sem arcar com o ônus de ser mãe. É bastante prático ter filhinho bonitinho e cheiroso para mostrar para a visita. É maravilhoso não ter de dar comida na boca, limpar a sujeira do bebê, não participar EFETIVAMENTE da vida do filho e, para tanto, pagar um quinhão para que alguém o faça. E o lado efetivo da criança? E o lado emocional? Criança deve ter babá, claro que sim. Desde que a mãe trabalhe DE VERDADE, não apenas fazendo biquinhos cá ou lá. Senão, não é mãe de verdade, é barriga de aluguel.

Paradoxo 2 - no mesmo dia - na mesma manhã

A pior parte de eu ser eu mesma, é que muitas vezes me irrito comigo. Como assim? Simples: do mesmo jeito que sou 100% indecisa, sou 100% decidida. E quando decido uma coisa, não existe NADA e nem NINGUÉM que consiga me fazer mudar de idéia. E isso é um saco. Tem dias que até rezo para que eu me mude de idéia, mas não tem jeito, nem santo ajuda. E meu sofrimento agora é por conta da sala. Antigamente, ter uma sala era algo simples, colocava-se um sofá, cortina, alguns quadros, um tapete e pronto, a sala está completa. Hoje, o mundo da decoração oferece uma gama infinita de produtos. Vi uma sala decorada tem muito tempo e cismei com ela. Só que estou quebrando a cabeça para conseguir AQUELES produtos. Preciso de um papel de parede específico. Preciso de uma pedra específica. Preciso de um acabamento em madeira específico. Preciso de espelhos. E de tudo isso, só consigo os espelhos. Das duas uma: ou eu mudo de idéia, aceito sugestões de decoradores, arquitetos, engenheiros, maridos (meu e das vizinhas), das vizinhas, da família, dos palpiteiros, dos santos, ou fico com uma sala vazia, com uma televisão no chão. Ah, e nada de dar sugestões... preciso pensar, pensar, pensar, pensar.

Paradoxo


Meu sobrenome deveria ser paradoxo, pois assim é minha vida a maior parte do tempo. Ontem saiu com as crianças e estava começando a sentir o gostinho das férias. Dei graças a Deus que nenhuma das minhas coordenadoras me ligaram. Como dou aula em outra região, achei que do lado de lá da ponte, as aulas começariam mais tarde. Estava feliz pelo fato de minhas aulas começarem mais tarde, ia poder dormir pelo menos uma semaninha a mais. Estava feliz pelo fato de as aulas das crianças já começarem, ia poder viver tranquila pelo menos uma semaninha de férias. Mas... MIOU. Como minha mente é imã, mal terminei meu pensamento e toca o telefone: primeira coordenadora me convocando para segundona. Voltei pra casa desolada. Ligo o computador e tem um email da segunda coordenadora, me convocando para a próxima semana. O jeito é trabalhar. Lá se foram as férias. ADEUS FÉRIAS. Até julho, se Deus e os problemas do apartamento permitirem!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vamos pensar sempre antes de comprar!

Hoje, fui conhecer o apê da minha vizinha Alê. Ela e o marido são super gente boa e já estão no meu coração. Os filhos também são umas graças. Quando conheci o casal, início do mês de dezembro, o Djalma (marido da Alê) me falou com tristeza: "puxa, eu lutei tanto para passar o Natal aqui com a minha família". A situação é realmente triste. Nosso condomínio vai ser entregue em ordem, tudo que está errado aqui será consertado, não tenho dúvidas disso. O problema é que: MEUS FILHOS E OS DOS MEUS VIZINHOS PERDERAM AS FÉRIAS DE VERÃO. Nós, perdemos a credibilidade em muita coisa. Por quê é que a Cyrela já está MUITO atrasada, depois do prazo máximo que a empresa deu para a entrega do condomínio e até agora nada? A gente não vê a coisa andar, aqui nada progride, parece que é só regressão. Ontem, minha sacada ALAGOU. O ralo não aguenta com a água da chuva. É tanta coisa errada, que dá vontade de chorar, todos os dias. E a Cyrela fazendo evento de verão no Litoral Norte, para angariar novos trouxas, já que lá tem gente de dinheiro. CYRELA, PELO AMOR DE DEUS, CAIAM NA REAL, AO INVÉS DE FAZER EVENTO NA PRAIA, PÕE GENTE PRA TRABALHAR AQUI, DIA E NOITE. TERMINEM ESTE CONDOMÍNIO, PELO AMOR DE DEUS!!!!

Eu resmungo, mas também elogio!


Tenho algumas reclamações a serem feitas. Portanto, para ninguém ficar achando:
1. Que eu sou o próprio azarão e tudo que eu faço dá errado; ou
2. Que eu só sei reclamar de tudo...

Vou contar algumas coisas para contextualizar e mudar a imagem/visão do meu querido leitor.

Há quase três anos, estávamos meu marido e eu passeando com as crianças. Era mês de maio. Ano de 2007. Passamos em casa para descansar e continuar o passeio de domingo. Zapeando pela tevê, vimos no Shop Tour a propaganda de um apartamento próximo à nossa residência. Tínhamos terminado há pouco tempo a obra do nosso apê e a última coisa que passava pela nossa cabeça era mudar a família de lugar. Até porque não tínhamos UM PUTO SEQUER. Mas resolvemos visitar o empreendimento. E mais ainda, resolvemos vender meu carro, zero quilômetro, para comprar o imóvel. Claro que não era só a entrada, faltavam as prestações, as intermediárias e as chaves. Decidimos arriscar tudo que não tínhamos em um sonho. Nem preciso dar detalhes, já que o http://www.apiceoupurgatorio.blogspot.com/ conta um pouco da nossa saga.

Neste post, não vou falar mal de ninguém. Muito pelo contrário, vou aqui relacionar tudo que deu certo desde que nos mudamos.

AQUECENORTE: a empresa é espetacular. Toda a equipe é muito bem treinada, para vender, para instalar, para o pós-venda, para deixar o cliente feliz. E nós ficamos muito felizes, tanto que indicamos a empresa para todo mundo que precisava de aquecedor no condomínio. E para quem não precisava também.

KING STAR: queríamos uma cama king size. Como pegamos as chaves do apartamento dia 3 de dezembro, ao final do dia, e nos mudamos dia 7;tivemos portanto três dias para resolver tudo para a mudança. E dois destes quatro dias eram SÁBADO E DOMINGO. Comecei pela cama. A marcenaria do quarto já estava pronta e precisávamos da cama no tamanho certo. Eis que vou à primeira empresa e me dizem que só teriam a cama para janeiro. E a segunda, idem. Mas na terceira, a King Star, fui excepcionalmente bem atendida. O vendedor respeitou o meu gosto, respeitou aquilo que eu queria comprar. E na segunda-feira dia 7 de dezembro, nossa cama chegou. Sem problema, funcionando, nada rasgado. Foi a glória.

TK DECORAÇÕES: a empresa, na época de um antigo proprietário, já tinha feito a decoração do nosso apartamento anterior. Resolvemos não arriscar e contratamos a mesma empresa. Não erramos. Nossa cortina da sala foi entrega quase que de maneira expressa. Estamos totalmente satisfeitos com o trabalho.

Como agora é hora de cuidar da vida, já que eu não fiz nada o dia inteiro (além de resolver mil coisas e ter passado o dia fora de casa), vou encerrar os elogios por aqui. Já comprei o passaporte do Céu e amanhã posso falar mal de uma empresa, umazinha só!

Marketing


Dizem que a propaganda é a alma do negócio. Eu, como mercadóloga, deveria assinar embaixo. Mas é tudo clichê. A alma do negócio é simplesmente um negócio bem feito. Nada mais. Empresas gastam fortunas com propaganda e esquecem de algo primordial: o bom atendimento e o produto ou serviço entregue no tempo certo, de acordo com aquilo que foi contratado, são imprescindíveis para que o negócio vá adiante.


Estou insatisfeita com a escola dos meus filhos. Achei simplesmente um absurdo as aulas terem terminado dia VINTE E QUATRO DE NOVEMBRO. Nenhuma outra escola na região ou em qualquer outra região (e estou falando como educadora agora) terminou as aulas tão cedo. E ainda por cima cobrava-se MUITO para as mães que necessitavam deixar seus filhotes até mais próximo das FÉRIAS REAIS.


O fato é que até agora não fizemos matrícula das crianças. E como as aulas começam na próxima segunda-feira, tive de correr com as coisas. Fui atrás de todas as escolas que já fui tantas outras vezes. E cheguei a conclusão que muitas outras pessoas já chegaram: NA ZONA NORTE SÓ TEM ESCOLA RUIM. Fato. Tanto que qualquer escola da ZN fica com notas MUITO abaixo de outras escolas. Claro que estamos falando de Centro-Zona Sul.


Encontrei uma escola que gostei bastante. E minha vizinha de porta já teve seus filhos nessa escola. Na verdade, eu AMEI a escola. E fui pegar referências com minha vizinha. Estou boquiaberta com as coisas que ela me contou sobre a escola e sobre o dono da escola.


Tem gente que não pensa duas vezes: coloca os filhos diretamente no mesmo colégio que estudou, anos luz atrás. E pensa que a escola vai ser igualzinha ao que foi no passado. Não é. As coisas mudam, o mundo muda, tudo muda. E as escolas também. A questão é que hoje tudo caminha para a vala. Ninguém se importa com o cliente, ninguém está nem aí com nada.


Acabei novamente órfã de escola e, pelo visto, passarei um ano insatisfeita. Mas não perderei as esperanças e continuarei tentando... um dia eu acerto e chego lá!

O lado bom da coisa ruim


Apesar de termos idealizado morar em um lugar de luxo e termos vindo morar no lixo, apesar de termos pago (para nossos padrões) muito dinheiro para mudar de vida e subir um degrauzinho, apesar de ter engordado trinta quilos de nervoso, apesar de ser hipertensa por conta desta maldita obra e desta maldita empresa, apesar de tudo ruim que passamos, EU FARIA TUDO DE NOVO PARA CONHECER AS PESSOAS QUE CONHECI!


Estou gostando muito das minhas vizinhas. Claro que não são todas. Tem muita gente estranha e esquisita aqui e nem é música da Legião. Mas tem pessoas MARA! Meus vizinhos de porta são MARA, a vizinha é doida que nem eu. Nada melhor que se entender com os vizinhos de porta. Tenho conhecido pessoas muito legais aqui e é muito difícil, na idade madura, você errar quando conhece também pessoas maduras. É bom saber que, assim como nós, há muitas pessoas que se sacrificaram para mudar de vida; é bom saber que moramos em um lugar com um bom número de pessoas que têm valores éticos e morais tais como os nossos. E dane-se as pessoas estranhas!

O dia em que a televisão chegou


Eu nem acreditei! Ontem marido ligou e disse que entregariam hoje a televisão. E eu poderia recebê-la. Às 12h30 tocou o interfone e... tcharannnnnnmmmmm... ela chegou. Claro que fotografei para mostrar que tudo era verdade. E neste exato momento, o pintor está pintando as portas do Solar. Aguardem as fotos após pintura, limpeza das paredes, piso e portas!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Alegria de pobre dura pouco... por isso é melhor nem se alegrar!


Acordei hoje toda alegre, afinal, era o grande dia da entrega da nossa televisão, o que nos daria finalmente a liberdade de começar a mexer na decoração da sala. Eis que marido recebe ligação da Cyrela (ok, ao menos eles ligaram), dizendo que NÃO ENTREGARIAM HOJE A TELEVISÃO. Alguém tem idéia do que meu marido precisa fazer para deixar o trabalho em meio ao expediente e se dirigir até a ZN? Não? Nem queiram. O problema é que a Cyrela SÓ ENTREGA A TELEVISÃO NAS MÃOS DELE (palavras da pessoa que está intermediando a negociação). Detalhe: as chaves do imóvel, em nome do marido, fui EUZINHA quem pegou. Ah, mediante um gordo cheque para a quitação. Mas são detalhes. Problemas: 1. E agora, como reprogramar a agenda do marido? 2. E se adiarem de novo a entrega amanhã? 3. E se a NET finalmente chegar para instalar nossos pontos? Mas... cada um com seus problemas. O jeito é REZAR para que a felicidade de amanhã seja realmente uma felicidade... ah, noites mal dormidas...

O dia em que descobri a verdade sobre o café experimentando na pele


Tudo começou na manhã de ontem. No Santo Grão Café. Dentro da Livraria da Vila. Na Vila. Madalena. Pedi um milk shake de café MARA! Tão MARA que o barman nos ensinou como fazia um igualzinho em casa. Resolvi testar, mas com as minhas adaptações. Substitui o sorvete de creme por um sorvete de chocolate branco. E resolvi aumentar a dose do café. Dobrar a dose do café. Fiz dois copos grandes, não daqueles de milk shake de lanchonete. Aqueles de milk shake de casa, ou seja, grande, bem grandão. Tomamos e nos deliciamos. Passava das oito da noite, fim de feriado. Terminamos nosso manjar dos deuses e nos deitamos para assistir ao episódio piloto da série The 4400, indicada pela minha amiga Andréa há muito tempo. Uma hora e meia depois e eu, que estava MORRENDO de sono quando o seriado começou, não bocejei uma vez sequer durante todo o episódio. Quando terminou, eram quase onze horas. Marido e eu conversamos um pouco. Não, conversamos muito. E quando deu meia-noite, decidimos dormir, pois as cinco da matina despertam os relógios aqui no Solar. Virei-me de um lado para outro umas cem vezes. Decidi escutar um áudio-livro. E quando ele terminou, decidi ouvir outro. E decidi comer doce-de-leite. E depois biscoito. E depois marido reclamou que não conseguia dormir de jeito nenhum. O que aconteceu? Espíritos nos assombravam? Não. Foi o café. O maldito café. Aquela coisa inocente que acreditamos ser apenas um manjar dos deuses acabou com a nossa noite. E por consequência, nosso dia, que é hoje. As cinco da manhã, quando marido já ia trabalhar, decidi pegar um vidrinho de remédios para auxiliar a dormir. Antroposóficos, sem contra indicação. Virei uns dez na boca. E tomei também um antialérgico para minhas coceiras no colo. Um antialérgico que faz com que brinquemos de Bela Adormecida sem espetar o dedo na roca de tear. E assim, dormi até as OITO E UM, quando começaram as batidas do martelo nos meus vizinhos em obra.


p.s.: só para contextualizar a situação: sofro de insônia e não tenho o hábito de tomar café!!!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cozinha prática e econômica


Cozinhar é algo muito prazeroso, desde que fazer comida não seja uma obrigação diária. Adoro cozinhar e dizem as bocas (e estômagos) que cozinho bem. Só não faço comida por obrigação. Aqui em casa, todo mundo almoça. Agora jantar são outros quinhentos; as crianças substituem o prato de comida até por uma fruta. Acho que têm preguiça de comer. Marido, então, nem se fala. Eu e ele somos adeptos de uma boa taça de açaí a noite, salvo no inverno, que gostamos todos de tomar sopa. Como não temos o hábito de sentarmos à mesa duas vezes ao dia para o velho e bom prato de arroz com feijão (desde que o feijão esteja por baixo do arroz), em casa acaba sobrando muita comida. Comida que eu jogava fora. Coisa do passado. Tem alguns anos já que frequentamos um hotel cuja culinária é de primeira. Em todas as refeições, há filé mignon, filé de frango, filé ou posta de peixe, dentre outras coisas. O interessante é que na refeição seguinte, sempre percebemos que a sobra da refeição anterior virou algo mais elaborado, não havendo o desperdício. Assim resolvi fazer em casa. No almoço de ontem, abri a geladeira e encontrei: couve refogada para o almoço do dia anterior, sobras de linguiça do churrasco da noite anterior, arroz cozido de dois dias atrás. Coloquei azeite na panela, refoguei cebola, a linguiça bem picadinha, quebrei alguns ovos e fritei na mistura, joguei a couve bem picadinha, o arroz quase velho, temperei com pimenta do reino moída na hora e um caldo sabor calabresa. Um pouco de ajinomoto, mais um pouco de água e... tcharannnnnnnmmmm... o arroz ficou DELICIOSO. Todo mundo elogiou meu prato exclusivo, acabou tudo e não joguei nada fora. Tente inovar também. Ouse, invente, pois a cozinha é um dos tantos lugares que passamos na vida e que podemos fazer qualquer coisa que quisermos. Basta usar a imaginação!

Sou mais Jetsons


Na infância, sempre fui Jetsons. Até assistia aos Flinstones, mas meu jeito de ser sempre foi mais futurístico. Até o dia em que tive de voltar aos tempos da pedra. Estamos já completando DOIS MESES sem televisão (pois nosso condomínio de alto padrão NÃO TEM ANTENA EXTERNA), sem internet (sorry, mas BANDA LENTA, definitivamente, não pode ser considerada como internet). Como viver em pleno ano de 2010 sem recursos básicos de sobrevivência? Para mim, não é possível que ainda haja alguém que considere acesso a internet e a bons canais de televisão, como artigos de luxo. São gêneros de primeira necessidade. Se eu vivesse na era dos Flinstones, certamente teria participado da invenção dos computadores. Mesmo que tudo fosse de pedra ao redor. E que venha tecnologia para o nosso Solar. URGENTE!

A visita da minha tia

Desde que nos mudamos, temos recebido bastante visitas em nossa casa. É gostoso ter a oportunidade de compartilhar com as pessoas nossas conquistas. Semana passada, tive o prazer de receber, diretamente da Alemanha, meu primo-irmão que estava em férias no Brasil. Qualquer hora, vou falar especificamente sobre meu primo. Quem nos visitou ontem foi minha tia. A Kity, na verdade, não é minha tia. Ela foi casada (e já se separou há alguns anos) com meu tio mais velho, por parte de pai. Quando fiquei grávida da minha filha, começamos a nos aproximar e hoje temos um elo forte. Como sou a única família mais próxima a ela, acabamos mantendo uma relação gostosa. Minha tia é mexicana, oriunda de família quatrocentona da Cidade do México. Daquelas famílias tradicionais, com muitos filhos e muito dinheiro. Ela fugiu de casa muitos e muitos e mais muitos anos atrás, em busca daquilo que acreditava: a simplicidade. É a ovelha negra da casa. Conheceu meu tio em algum lugar do mundo, casaram-se e foi no aeroporto do Rio de Janeiro que ela deu, pessoalmente, a notícia aos seus pais. Mantém contato com sua família quase que diariamente, vai até seu país natal duas vezes por ano, mas sua terra amada é aqui, Brasil. São Paulo para ser mais clara. Ela me presenteou com um vaso de plantas enorme, com espada de São Jorge, pimenteira e mais várias outras plantas ESPANTA MAU OLHADO. Passamos uma tarde agradabilíssima. Que tenhamos muitas outras oportunidades de estar com nossa tiazinha.

Mini Blog ou Master Blog?

Cá estou eu novamente para falar "mal" do twitter. Pobre twitter. Mas o que posso fazer se sou incapaz de contar qualquer coisa em 140 caracteres? Também não me acostumo com a idéia de pessoas se fanatizarem para contar publicamente às outras cada passo que dão em suas vidas. Sei que tenho um jeito de velha ranzinza, ok. Assumo e pronto. Só que para contar coisas, há que se haver um jeito mais reservado de fazê-lo. Meu blog está aqui. Se alguém entrar na internet e quiser saber o que se passa na vida da Pandinha, entrará no meu blog. Agora o twitter é diferente, você entra lá e de cara vem todo o histórico da vida de quem você está seguindo. Pode ser que um dia eu me acostume. Pode ser que um dia eu vire adepta. Enquanto nada é, eu continuo escrevendo de maneira ilimitada aqui no meu blog. E para finalizar o assunto, deixo o agradecimento especial para todos os meus novos leitores, que tem me procurado para comentar sobre tantas coisas aqui por mim registrada! Beijo bem grandão para toda a galera.

E lá se foi minha inspiração do dia...

Agora que nosso Solar está criando cara de casa, começo a me animar para retomar a vida normal (se é que ela existe!). Ontem assistimos a dois filmes e com a nossa biblioteca QUASE (quase nada) arrumada, escolhemos novas obras para ler. Hoje acordei culturalmente inspirada. Fomos até a Livraria da Vila, na Vila, buscar um livro que, especificamente, só tem lá. Aquilo é o P A R A Í S O! Eu nunca sonhei em ter nenhum negócio próprio, exceto uma livraria. Babamos, divertirmo-nos, compramos, comemos (o ice coffee do Santo Grão é o melhor do mundo, que me perdoe a Starbucks) e saímos de lá para... comer. Meu marido resolveu almoçar em uma tratoria nas Perdizes. Já não gostei do lugar de cara. De nada me adiantou ver o lugar com matérias e mais matérias publicadas na mídia. O cheiro do lugar era ruim, e não é só pelos emblemas do Palmeiras espalhados no local. Os garçons tinham cara de sujos. Mas a comida... ah, a comida... o molho tinha cheiro de azedo, o nhoque era feito puramente de farinha de trigo e o gosto era INTRAGÁVEL. Não volto mais. Saí com fome, com enjôo e com raiva por ter pago por um almoço que não almocei. O combinado era sair da Livraria da Vila e conhecer a nova Megastore da Saraiva. O combinado foi por água abaixo. Voltamos para casa e cá estou eu com a minha internet Banda Lenta, exercitando a paciência.

Breakfast at Tiffany


Quem nunca se deliciou com as cenas de Aldrey Hepburn falando com um glamour peculiar sobre outro glamour, a joalheria Tiffany, que atire a primeira pedra. O filme é um dos grandes clássicos do cinema e não só merece, obrigatoriamente DEVE ser visto por qualquer amante da sétima arte. Ou não amante também. O que me surpreendeu ontem, ao assistir o clássico com meu marido, foi descobrir o autor da obra: Truman Capote. Capote, para mim, é um dos grandes escritores de todos os tempos. O jornalista e escritor possui uma forma única de passar suas idéias para o papel, levando seu leitor a viver suas histórias na pele. Eu, particularmente, recomendo "A Sangue Frio". Como sou ruim de resenha e quero contar logo o "viveram felizes para sempre", deixo aqui apenas a sugestão para o leitor-amigo buscar a resenha na rede e seguir a risca minha sugestão!

Aniversário de Sampa


É isso aí, hoje é aniversário da minha cidade. Cidade que tem nome de santo e dá nome ao melhor time do Brasil. E nada muda na minha vida. Se chover, rios continuarão transbordando, a cidade continuará alagando, o trânsito será sempre um caos, o transporte público ainda será precário e os governantes continuarão preocupados apenas com as placas que poluem a cidade visualmente. Mas só quem já viveu fora de Sampa para saber que a cidade é muito além do caos. Quem já viveu uma situação de precisar de remédio, de um simples analgésico, um sábado a tarde? Nós. E vivíamos na Europa, lá no primeiro mundo, onde não se encontra farmácia aberta após o meio-dia do sábado. E quem já teve desejo de comer chantily no sorvete por volta de meia-noite? Eu tive. E como morava em Sampa, fui até a Cidade Jardim, em um mercadinho próximo da ponte de mesmo nome, que com certeza teria o objeto do meu desejo. E tinha. São Paulo é um grande pólo cultural. Aqui é possível ter acesso às melhores salas de cinema, aos melhores teatros, é possível viver 24 horas sem perceber que o astro Sol dorme e acorda, pois a vida continua igual em todos os dias da semana, em todas as horas do dia. É essa a minha cidade, que deveria ser tratada com mais respeito por quem a governa. Parabéns, MINHA SÃO PAULO.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Inauguração da churrasqueira






















Nem só de coisas ruins a vida é feita. Estamos com a casa quase que montada. Perto de tudo que precisava fazer, faltam detalhes. E um deles é dinheiro. Enquanto esperamos o caixa se refazer, vamos curtindo. Ontem, estreamos nossa churrasqueira. Uma catástrofe, já que nem marido e nem eu temos idéia de como se faz um churrasco. Somos sempre a parte que come. Como minha paciência é MUITO CURTA, pedi ajuda para a George Foreman na metade do caminho, para agilizar. Assamos picanha, linguiça e (meu irmão vai torcer o nariz) filé mignon (eu amo churrasco de filé mignon). As crianças curtiram muito e tivemos a companhia da nova amiguinha da nossa filha. Foi muito gostoso. Há muito tempo que sonhávamos com o espaço físico o qual temos hoje e aos poucos, ele terá a nossa cara. E que venham muitos outros churrascos!!!!

E no Solar dos Hummel... a vida continua...

Parece que tudo entrará nos eixos. PARECE. Sou (ou estou) meio São Tomé. Conforme relatei, a Cyrela enviou a Tecnum para fazer uma vistoria no nosso imóvel. Isso foi terça-feira da última semana. Aguardamos solução. Também PARECE que haverá soluções externas. Ontem começaram a consertar a soleira da nossa sacada. Vamos aguardar o resultado. E sexta-feira ligaram para meu marido, agendando a entrega da nossa televisão para a próxima terça-feira. É triste, porém, saber de todo o estresse que tivemos de passar para chegar ao resultado positivo. Eu me tornei hipertensa, tive uma queda de cabelos acentuada e na última quarta-feira tive um surto nervoso, minha pressão foi às alturas e tive a certeza de que passaria dessa para outra. Graças ao meu Deus e a minha fé, estou aqui, firme e forte para aguardar os resultados. E brigar para que eles sejam positivos, já que concluímos que para que nossos fornecedores ajam de forma correta e honesta com o consumidor, temos de brigar, sim. E quem não gosta de briga, vai ter que me engolir!

A saga do sofá - parte III

Outro dia, meu irmão me cobrou a solução da saga do sofá. Não temos ainda solução, mas as coisas caminham para o fim. A Henri Matarazzo retirou o sofá com defeito e quatro dias depois deixou em nossa casa um sofá reserva, até que o nosso novo sofá fique pronto. Decidimos, já que teríamos de esperar, trocar a cor: do areia para o marrom, que era nosso desejo inicial. A confecção leva 40 dias e teremos nosso sofá, oxalá, depois do Carnaval. Vale deixar registrado que o pessoal da Henri Matarazzo é de uma educação EXCEPCIONAL. Ficou claro para nós que toda a equipe, desde quem entrega ou retira o sofá, até a diretoria da empresa, quer resolver o problema e deixar o cliente satisfeito. Não temos dúvidas de que, mesmo com o problema ocorrido conosco, seremos sempre clientes desta empresa.

Momento tiete



Enquanto a mídia sempre crucificou Adriane Galisteu, eu, particularmente, sempre achei a atriz/apresentadora uma vitoriosa. Ficou “viúva” muito jovem, quando já não tinha pai e na sequência perdeu o irmão. Mas jamais perdeu a garra. Sempre se mostrou uma pessoa do bem, namorou, casou, separou, namorou de novo e eu aqui, sempre torcendo por ela. Acho que moradores da Zona Norte sentem-se muito próximos ao seu ex, nosso grande campeão Ayrton Senna. E, portanto, acolheram sua última amada. Fiquei feliz com a notícia da gravidez da Dri e até comprei a Caras (nooooossssaaaaa... mas é verdade, eu às vezes compro Caras). E que gostoso vê-la hoje realizando a maior alegria de qualquer mulher: a maternidade. É isso aí, que o casal Galisteu-Iódice seja abençoado em sua vida familiar e que o bebê venha a unir ainda mais os dois!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Cyrela e os elevadores


Uma coisa importantíssima para ser comentada é o caso dos elevadores. A empresa Thyssen é a responsável pela instalação de NOVE elevadores no condomínio. E a irresponsável pela manutenção dos mesmos. Interessante foi ouvir uma Diretora da Cyrela dizendo na reunião que tivemos com eles, em dezembro passado, que não mentiria para nos. A empresa é ruim e ela teve inúmeros e incansáveis problemas com eles por dois anos. Mas depois disso, tudo estava resolvido e que nós, moradores, deveríamos ter paciência.

Não é estranho ver alguém dizendo que teve DOIS ANOS DE PROBLEMAS e mesmo assim, comprou DE NOVO com a mesma empresa? Não entendi. Nem meus vizinhos.

Ontem esteve o corpo de bombeiros no condomínio. É isso aí. O corpo de bombeiros veio para resgatar moradores presos no elevador final 3 e 4 da torre 3.

A empresa que a Cyrela/Mondex Flex colocou no prédio (sem consulta aos condôminos ou conselheiros) para fazer a segurança é péssima. A Thyssen não autoriza que ninguém abra qualquer elevador (informação dos gestores Cyrela/Mondex). E a administração que temos funciona de segunda até sexta-feira, em horário comercial (mas quando há problemas pessoais ou qualquer outro tipo com a administradora, ela não se encontra nem neste limitado horário). Portanto, o condomínio fica do final da sexta-feira até a manhã da segunda-feira a mercê... DOS BOMBEIROS.

A incompetência é dúbia. A Cyrela alega que a Thyssen não coloca BOTÕES PARA CHAMAR OS ELEVADORES. Básico não? Também acho. A Thyssen não faz o serviço. E nós, moradores, compradores, clientes, otários, ficamos SEM ELEVADORES, isso quando não há ninguém preso.

Já tivemos uma mulher grávida presa por quarenta minutos na torre 1.

Há três semanas, estou na rua com as crianças e toca meu telefone. Era um prestador de serviços que já havia feito serviço no meu apartamento e, portanto, tinha meus telefones. Pedia por socorro. Havia dois funcionários da empresa presos no elevador há TRINTA minutos e sem socorro.

É a Cyrela mostrando o seu serviço.

Enquanto isso na Cyrela...

Hoje completam sete dias que o atendimento ao cliente da Cyrela me contatou para falar sobre as reclamações que a assessoria de imprensa da empresa achou na internet. E, portanto, completam sete dias sem solução alguma.

Meu apartamento continua igual.

Ainda não temos elevador de serviço no condomínio que deveria ser entregue em UM DE JUNHO DE 2009. Ou seja, daqui 14 dias completam oito meses de INCOMPETÊNCIA EXPLÍCITA DA EMPRESA.

A sujeira que temos na área de serviço das torres é de impressionar. Tenho nojo de morar onde estou morando. Na verdade, tenho nojo de ser cliente Cyrela e ser tratada com o descaso que eles tratam o cliente.

Ontem conheci mais uma família insatisfeita. Bom, só burro para estar satisfeito. As torres estão sujas, inacabadas. O condomínio alaga TODA VEZ QUE CHOVE. Se contar que estamos em São Paulo, cidade que tem chovido diariamente, posso dizer que vivemos no alagamento.

O serviço é precário. A Cyrela OBRIGA o cliente a continuar seu cliente por mais dois anos, impondo uma administração de condomínio de uma empresa do grupo. A Cyrela quer dominar tudo e também é a responsável pela instalação nas janelas das áreas de serviço. Qual o problema? Tudo é problema. Moramos em um imóvel há quarenta dias SEM JANELA. Se eu tivesse autonomia para instalar a janela no meu apartamento, não teria: o armário da área de serviço estragando e as máquinas molhando. E o pior, apartamentos acima do meu lavando as janelas e INUNDANDO minha área de serviço.

A Mondex, empresa da Cyrela que administra o condomínio, na figura de seu representante, prometeu que seria enviado na última segunda-feira uma pessoa para medir a janela. A pessoa não veio. Mandei um email e NÃO OBTIVE RESPOSTA (tudo bem, em se tratando da Cyrela, não ter resposta é NORMAL). Na terça-feira, veio o representante. Disse que nós, moradores, não fomos inteligentes ao optar por uma única empresa para fazer todas as janelas. Pedi que a minha fosse instalada com urgência e me deram QUINZE DIAS. QUINZE DIAS. Fiquei indignada. Não tenho o telefone, o email, o contato da empresa. E ninguém me passa. Propus pagar a merda da janela a vista, em dinheiro vivo. Mas fui informada de que TENHO QUE AGUARDAR A MONDEX FATURAR A JANELA, para iniciar a confecção da mesma. O Gerente da Mondex havia me dito que a fatura viria para pagamento no dia 18 de janeiro. Mas hoje já é dia 17 e até agora não recebi a fatura.

É isso aí minha gente, quem quiser sofrer, COMPRE CYRELA.

A saga do sofá - parte II

Na última sexta-feira, recebi um telefonema da Henri Matarazo. Para resolver o caso do sofá com problema e sem impermeabilização. No mesmo dia, enviaram dois funcionários para retirar o meu amado sofá. Buáaaaaaa. Isso aconteceu meia hora depois de, FINALMENTE, ter chegado o tapete da sala. Eles estão se desencontrando (o tapete com o sofá).

Decidimos, meu marido e eu, que já que teríamos de esperar pelo conserto, trocaríamos a cor do sofá para a cor que queríamos desde o início. Ontem acordamos e meu marido foi até o Lar Center resolver a lide. Tivemos de voltar na parte da tarde, para que eu escolhesse o novo tecido. Tecido escolhido, levarão trinta dias úteis para confeccionar o nosso sofá. Mas para não ficarmos sem sofá, devolverão o sofá defeituoso como back up.

MORAL DA HISTÓRIA: apesar da insatisfação com o sofá defeituoso, estamos satisfeitos com o atendimento da Henri Matarazo. Nitidamente a empresa quer solucionar o problema e não lesar o cliente já lesado. Sacou??? Vamos aguardar o desfecho.

Compras na internet


Muitas lojas virtuais ainda não estão totalmente preparadas para atender o cliente virtual. Quem compra pela internet busca jogo rápido. Pesquisa e vai comprar já decidido. Assim sou eu e assim são muitas pessoas que conheço.

Duas semanas atrás, meu marido me ligou pedindo para comprar um GPS que estava em promoção. Para fazer a compra em uma loja que já era registrada, tive de alterar nosso endereço residencial. Ao fazer a alteração, deu pane várias vezes no sistema da loja e levei quarenta minutos. SÓ PARA MUDAR O ENDEREÇO. Endereço trocado, hora de finalizar a compra. Primeiro cartão de crédito: não deu “leitura” no site. Segundo cartão de crédito: não deu “leitura” no site. Terceiro cartão de crédito: não deu “leitura” no site.

Já muito puta da vida, mandei um email para meu marido xingando muito o falho sistema. Enquanto ele respondia, dizendo para que eu não fizesse a compra, consegui com um quarto cartão. Caso resolvido. Claro que não. Passadas algumas horas, recebo uma mensagem eletrônica da loja constatando que minha compra não foi aprovada. Preciso dizer que nunca mais vou comprar naquela loja?

Eis que hoje vou comprar uma televisão pequena para o quarto da minha filha. Já tínhamos visto ontem, nas lojas físicas, a marca, o modelo, o tamanho e após comparar o preço, fui efetuar a compra. Por se tratar de uma loja sem cadastro nosso, tive de passar por este passo. Mas eis que meu CEP entra como cidade de Niterói, Rio de Janeiro. Como? Não sei. Enquanto tento burlar o sistema, vou navegando em outras lojas e acho outra televisão. Não com preço melhor, mas com outra qualidade. A primeira loja perdeu a cliente. A segunda loja levou.

Quando uma loja virtual perde uma compra, não está perdendo apenas aquela compra. Está perdendo também futuras compras e dando a oportunidade para que o cliente seja levado para outras opções. Foi o meu caso. Já foi o seu?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A saga do sofá


Quando nos mudamos, às pressas, no início de dezembro, eu e minha prática decidimos que tudo ficaria pronto ainda no ano de 2009. Claro que eu não contava com MUITOS imprevistos. E muita incompetência também.

Primeiro final de semana do ano, fomos ao Lar Center comprar o sofá. Nada pior que ficar com uma sala enorme e vazia. Parece campo de futebol. Eis que fomos na primeira, na segunda, na terceira, na quarta loja e todas nos davam um prazo de 40 dias NO MÍNIMO para a entrega de um sofá. Entramos na Henri Matarazo. O sofá que escolhemos tinha disponível, para entrega na mesma semana, nas cores verde e areia. Verde não combinava com nada. Areia, com tudo. Mas areia é MUITO claro. Mas, contudo, porém, entretanto... existe algo chamado IMPERMEABILIZAÇÃO. Nada que um chequinho não pague. Decidimos pelo sofá areia, que seria entregue em cinco dias; poderia ser entregue antes, mas como tinha a impermeabilização...

Eis que chega o quinto dia, dia da entrega. Eu estava no hospital, mas cheguei em casa e vi o sofá lindo e maravilhoso na minha sala. Sentei e fui testar as reclinações dos encostos. E só metade funcionava. Tentei de várias maneiras. Nada. Os assentos também não travavam. E tinha um furo em um dos encostos, na parte de trás. E no dia seguinte, resolvi testar a impermeabilização, jogando um pouco de água no sofá. Água esta que foi sendo sugada pelo tecido e pela espuma.

Fomos no sábado até a loja e fizemos a reclamação. O atendimento foi tão bom quanto a venda e a entrega. Na segunda-feira, viria uma pessoa em casa para resolver. Ligaram na segunda, dizendo que houve um probleminha, mas a pessoa viria na terça no primeiro horário. E na terça, ninguém ligou. A tarde, quando meu marido ligou na loja, informaram a ele que a pessoa estava em férias e retornaria na quinta-feira. Que é hoje. E não tivemos satisfação de nada e nem de ninguém. Liga ele novamente na Henri Matarazo e avisaram que houve um probleminha, mas a pessoa vem segunda-feira.

Fiquei PUTA. MUITO PUTA. O que era para ser um prazer acabou virando um estorvo. Tenho um sofá de 2,60 metros no meio da sala, na cor AREIA (entenda-se “quase branco”), dentro de um condomínio em obras, com duas crianças em férias em casa, doentes (e que, portanto, não podem ir à piscina), sem televisão (já que a incompetência impera no mundo e um condomínio de alto-padrão é entregue sem antena coletiva e ainda não está pronto o cabeamento de tevê paga) e eu gritando o dia inteiro para que eles não cheguem perto do famigerado sofá. Estressei. Liguei na loja e disse que NÃO TENHO COMO ESPERAR ATÉ SEGUNDA-FEIRA, até porque, depois de UMA SEMANA DE ENROLAÇÃO, eu nem sei se a segunda-feira é um dia que existe no calendário.

Promessa de uma resposta para amanhã. Let’s wait for it!

Luto pelo Haiti

Não dá para ficar indiferente ao mundo, ao que ocorre nele, principalmente depois da tragedia que abateu o Haiti na noite do último dia 12. Vejo-me de braços atados, mas minha mente é capaz de orar e pedir ao nosso bom Deus que ajude nossos irmãos que permanecem no país, aguardando por ajuda, e aos que aos céus caminharam. Que neste exato momento, pessoas no mundo inteiro consigam enxergar o quanto somos pequenos diante das grandezas divinas e que neste mundo, na verdade, não somos, apenas estamos, apenas enquanto Ele quiser.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Erro de projeto


O instalador de piso laminado veio em casa confirmar as medidas. Confirmou que havia um erro no contra-piso, o que atrasaria e encareceria a instalação, já que seria colocado outro tipo de manta.

O instalador dos boxes veio confirmar as medidas. Quebrou a cabeça para saber como instalaria os boxes nos banheiros, já que havia um erro na instalação da pedra no chão, o que impediria de colocar os boxes de maneira “normal” e padrão.

O instalador de janelas, enviado pela própria empresa que construiu o prédio, veio fazer a medição. Disse que levará MAIS DUAS SEMANAS, fora as cinco que já espero, para que a janela seja confeccionada e instalada na lavanderia. Questionando a demora, soube que há um erro de projeto, não tendo um batente correto para a instalação da janela.

O instalador de cortinas veio fazer a colocação no último sábado. Mediu tudo, furou e colocou a cortina. De um lado, ficou tudo certo, mas do outro, ficou curto. Ele mediu e mediu várias vezes. Há a diferença de UM CENTÍMETRO E MEIO do chão até a parede, comparando o lado direito e o esquerdo. Diagnóstico: erro de projeto.

Este é o PROJETO ALTO-PADRÃO CYRELA. Para quem quiser ver de graça ou pagar para ver!!!

Infância, doce infância


Qual o gosto da infância? Infância é uma das coisas mais sinestésicas que existe na vida de um ser humano. Duvido que exista alguém que não sente cheiro de infância, não enxergue a infância em vários momentos da vida adulta, que não escute uma música que remeta diretamente aos bons momentos da doce infância, que não sinta a boca salivar ao se lembrar de uma comida amada quando criança.

Sempre fui um pouco cidadã do mundo. Nasci no Alto de Pinheiros. Na verdade, nasci no Hospital do Servidor Público Estadual, mas depois do hospital, fui levada para o Alto de Pinheiros. Como meus pais trabalhavam, sobrava para meus avôs maternos a feliz tarefa de cuidar de mim durante a semana. Assim, morava no Largo de Santa Cecília nestes dias e depois na Vila Madalena com meus pais aos finais de semana. Quando fiz sete anos, já tinha meus dois irmãos e minha mãe parou de trabalhar remuneradamente, para virar mãe integralmente. Assim, me mudei para a avenida Rebouças.

É péssimo morar na Rebouças. Ao menos na infância. O prédio em que morávamos já não existe tem alguns anos. Era um prédio simples, desses que não tem parquinho, piscina, jardim, porteiro. E, claro, sem espaço para o lazer infantil. Quando fiz nove anos, nos mudamos para o Alto do Mandaqui. Foi o meu divisor de águas. Conheci doces de bairro: maria mole, teta de nega, paçoca; lá na Rebouças não tinha um mercadinho que vendia essas coisas, tampouco tinha ouvido sequer falar em tubaína. Ah... que delícia que foi minha primeira tubaína e todas as outras que vieram. Meu pai passava no mercadinho e comprava picolé de bairro. Aqueles que na primeira chupada o suco acaba e sobra só o gelo. Nós amávamos. E falando no gelo, foi no Conjunto dos Bancários que também fui apresentada a outro manjar dos deuses infantis: GELINHO. Lá podíamos brincar na rua, andar descalços, jogar taco atrás do prédio, enfim, podíamos viver a infância.

O lugar hoje é muito diferente. Os prédios já não são livres, engaiolaram todos. As crianças não ouvem mais falar dos gelinhos. O tio que vendia quebra-queixo em sua velha Variant já não deve pertencer a este mundo. Nem o seu João, o baleiro da escola.

Queria muito que meus filhos tivessem tão boas lembranças de infância, lembranças da simplicidade que não existe mais. Em algum lugar ainda deve existir a velha e boa tubaína, mas onde? Então eu invento: coloco xarope de guaraná no guaraná e ele fica bem docinho. Chamo a mistura de tubaína. Levo as crianças para comer churros lá na Vila Mariana (quer maior sabor de infância do que churros com doce de leite?). Até aquele suquinho na embalagem plástica, que tem carrinho, espada, telefone (celular nos dias de hoje, pois até o suco se modernizou) eu já encontrei para eles. E claro, nunca deixar de brincar de amarelinha, de barra manteiga, de duro ou mole, de bafo. Afinal, a infância é a base de toda uma vida e por isso, precisa ser a melhor de todas as fases.

Morrendo em pé


Devido aos corridos ocorridos, tive que abandonar um pouco os blogs que lia diariamente. Estou voltando aos poucos a fazer minhas leituras. E hoje fui lá no 2012...

A Mirelle escreveu uma carta para o Papai do Céu, pedindo que o mundo não acabe, pois ela ainda tem muita coisa para fazer. Me dei conta que já escrevi meu livro, já tive filhos, mas ainda não plantei a árvore. Em compensação, tive dois filhos. Existe a lei da substituição???

O pior, porém, não foi me dar conta de que não plantei a árvore em pleno mundo poluído, que exige que as pessoas plantem muitas árvores. Foi me dar conta da preguiça ao ver a extensa lista da Mirelle.

Ela tem vários desejos legais. Eu também tenho. Só que a preguiça impera. Será que o mundo já acabou para mim? Será que eu morri e me esqueci de deitar? Será?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Do ápice ao nadir

Meu apartamento continua um ponto de peregrinação. Mas ninguém morreu por aqui. Ao menos, até o momento. E assim espero continuar. A questão é que sou procurada TODOS os dias da semana pelos compradores do empreendimento em que estamos morando. Todos querem brigar, reclamar, criticar, chorar as mágoas. Tenho a sensação de ter um contato direto com o todo poderoso para que todo mundo me procure, pensando que eu tenho a solução. A solução será dada para todos. Assim espero. Para quem quiser saber mais, acompanhem www.apiceoupurgatorio.blogspot.com.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Nosso novo ano


Começar o ano em casa nova e com tudo novo é realmente inovador. Como é a primeira vez em que estamos vivendo uma situação assim, ainda temos a sensação de estarmos todos em férias, não vivendo as realidades dos nossos corridos dias.

O condomínio em que estamos morando, como todo e qualquer outro, tem gente de todo tipo; tem o pobre que acha que é rico, tem o rico que chora para parecer pobre, tem o rico que não conta pra ninguém sobre sua fortuna (este é rico e inteligente), tem o pobre que faz questão de contar as desgraças da vida.

Fomos a primeira família a se mudar. Desde o dia 7 de dezembro, mudaram-se mais seis. E este mês promete ainda muitas mudanças. Até que os 248 apartamentos estejam totalmente tomados, deve levar um ano, sem exagero.

Já conhecemos algumas famílias que viveram a mesma situação que a nossa: ficaram desabrigados, sem-teto, após vender seu sagrado teto contando com a data que a Cyrela havia dado para todo mundo. Mas ninguém se arriscou a mudar-se no contra-piso, como nós. Não foi fácil, mas valeu a pena.

Valeu a pena porque neste interím, conhecemos muitas pessoas legais, minha vizinha de porta é minha melhor amiga de infância e vai decorar o hall social sozinha, sem que eu tenha que gastar nada além de folhas de cheques. Para mim, que sou muito mais pagar a fazer, é o céu. Já tenho uma personnal, que se mudará no próximo mês. Já tenho dois alunos quase que devidamente matriculados em aulas de inglês. E um de espanhol.

Até a semana passada, estava aflita, queria ver tudo instalado e funcionando. Mas comecei a perceber que minha pressa estava sendo burra. Tudo que fazemos dá o chamado re-trabalho... até agora, nenhum fornecedor ou prestador de serviços que entrou aqui, fez a coisa certa. Entendo que por várias vezes, não foi incompetência de ninguém. É que simplesmente depois de se fazer uma coisa, alguma anterior precisa ser refeita para ficar perfeita. Esperar será a minha virtude no ano de 2010.

Nossa casa está ficando muito aconchegante. Com simplicidade e dentro daquilo que nossas posses nos permite, estamos conseguindo ajeitar tudo, sem deixar as outras obrigações da vida de lado. E que 2011 seja o ano só da curtição, já que meu marido disse que levaremos até o final deste ano para nos ajeitarmos. O jeito é ter paciência... e curtir os novos amigos!

O perigo mora ao lado


Férias, mudança, obra, trabalho, filhos, marido... assim é a vida de uma mulher desocupada: EU. E para aproveitar ao máximo o circuito filhos x férias, claro que tenho de estar presente em todas as estréias. Na última 6a.feira, fui com as crianças assistir o lançamento do Alvim e os Esquilos 2. Como não tinha visto a primeira parte do filme, não tinha grandes espectativas, e confesso que foi bom, pois AMEI o filme. Levei meus dois filhos e meu sobrinho. Minha vizinha levou seus três. Só que como eu havia comprado as entradas pela internet e ela na bilheteria, ficamos em salas diferentes e nos encontramos na saída. Por sorte, já que dois trombadinhas a cercavam com as três crianças e vieram para cima da gente, fechando o cerco para assaltar, primeiro a ela, depois a mim. Começamos a gritar feito duas doidivanas dentro do shopping. Vieram seguranças, pagaram nosso estacionamento, escoltaram-nos até o carro, colocando criança por criança de cada uma das seis dentro do meu grande super hiper ultra mega carro portátil e nos escoltaram até que entrássemos na nossa rua. Sentimo-nos seguras e protegidas com a prestação de serviços do shopping, mas nem por isso deixaremos de ficar atentas, pois se não fosse nossa absurda atenção, nossas bolsas já eram...

Ah... em tempo... ASSISTAM AO FILME!

Encontro por acaso


Fui ao Lar Center. Além de ir reclamar pela falta de impermeabilização que entregaram meu sofá, também precisava comprar um dispenser para cereais. Reclamação feita, fui até a Camicado. Encontrei o dispenser logo que cheguei. Pedi ajuda à vendedora, que com muita má vontade, disse só haver aquela única peça DETONADA na loja. Fui até a Bia Gallo Presentes; os preços são parecidos e lá tinha na cor vermelha, tal como eu queria. Mas também havia acabado e me indicaram a Beauty Home, uma loja MARA que tem no shopping. Fui super hiper mega ultra bem atendida, lá era o lugar mais barato (e as pessoas torcem o nariz porque parece loja de gente rica) e ainda tinha 10% de desconto. O melhor, porém, foi reencontrar Mariza Freire.



Mariza Freire, que de Freire não tem nada, é conterrânea de Madá (lena Freire). E de tantos outros baianos mundo afora espalhados. Veio com o marido para São Paulo para que ambos estudassem. Deu um duro danado, acordou cedo, trabalhou todos os finais de semana durante três anos, ficou alguns sem fazer nada por conta do desemprego, mas levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Agora, ela e o Léo estão se formando. Ele em Radiologia. Ela, minha ex-colega de sala, com quem tive a honra de estudar. Enquanto tantas pessoas se apegaram em mesquinharias, Mariza ria, se divertia, resmungava mas estava sempre de bem com a vida.



Sei que existem muitas Marizas e Léos por aí. Só que nem todos passam pela minha vida, portanto, deixo minha homenagem para a Mariza, a baiana guerreira que lutou e chegou lá!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O mundo descartável no qual vivemos


Quando era criança, minha mãe me contou que no Japão as coisas eram descartáveis: ninguém mandava nada consertar, jogava-se tudo fora e comprava-se tudo novo. Na época do auge dos aparelhos de vídeo-cassete, sonhava dia e noite em encontrar um lixo japonês no caminho. Anos se passaram e a irmã da minha Dinda foi morar no Japão. Disse realmente que era comum andar pelas ruas e encontrar um rádio dentro do coletor de lixos. Achei o máximo. Mais alguns anos se passaram e fomos morar na Europa e vi com os meus próprios olhos: havia, sim, coisas de valor nos lixos das cidades. Só que, mais madura, descobri que as coisas eram jogadas fora não por existirem só pessoas ricas (como pensei que era no Japão). Simplesmente, não havia ninguém para consertá-las. Assim, perdiam a utilidade e serventia.

Vivemos na era dos descartáveis e acho que a foto que encontrei não tardará a ser realidade. Há coisas que quebram e que não tem sentido algum em se pagar para consertá-las. Quando me casei pela primeira vez, comprei um microondas da marca Gold Star. Durou dez anos COMIGO e depois dei o aparelho para minha irmã, que usa até hoje. FAZ DEZOITO ANOS QUE ELE FUNCIONA. Depois do velho Gold Star, comprei CINCO aparelhos novos de microondas. O penúltimo foi um Panassonic, a Mercedez da cozinha. Compramos o aparelho mais caro, com mais recursos, estendemos a garantia. Mas ele quebrou quando os dois anos também se acabaram. E lá fomos nós, por recomendação, ao velho e bom Brastemp. Domingo, vou esquentar água para um chá e o bonitinho nada de funcionar. Chamei a autorizada. Placa em curto. Ligarão depois para passar o orçamento. E vem o famigerado: R$ 219,00 para trocar UMA PLACA. Fico pensando e buscando uma explicação: se o aparelho todo custa R$ 400,00 (pois este é um modelo simples, básico, branco, o fusquinha dos microondas) e a placa equivale a mais de 50% do valor total do bem, quanto custam: o aparelho sem a tal placa, mais o prato, o gril, a mão-de-obra, os impostos, o lucro do fabricante, o lucro da revenda, a comissão do vendedor?????

É o Brasil em tempos de Japão!

Uma questão de não planejar


Há coisas na vida que só os irmãos para entenderem e rirem. No caso, aqui, eu e o meu irmão, que teria a mesma reação que tive hoje ao viver uma situação.

Vou completar oito anos de casada e em todas as passagens dos anos, eu e meu marido fizemos uma relação com as nossas metas para o ano seguinte. Na última, porém, não quis fazer meta nenhuma. O ano de 2009 foi um ano muito difícil e não colocamos nada em prática aquilo que tanto planejamos. Achei melhor deixar a vida me levar e vivê-la da melhor maneira possível, sem planejar, para depois não me frustrar. Meu irmão havia escrito alguma coisa sobre não planejar em seu blog e me identifiquei imediatamente.

Eis que chega meu marido do trabalho, tira algumas coisas do bolso da camisa e, dentre elas, um papel com coisas escritas à mão. Curiosa, peguei para ler e lá estavam as metas dele. Li e comecei a rir. Todos os anos temos as mesmas PRIMEIRA META: a dele, correr; a minha, emagrecer. E assim passam-se os anos.

Cansei de lutar contra a balança. Agora, vou cuidar da cabeça e as consequências chegarão ao corpo. Como sempre. Mas espero que de maneira positiva. Sem planejamento, sem ilusão, sem frustração. Apenas vivendo.

O dia em que aderi ao “tolerância zero” e segui os conselhos do meu irmão para falar palavrões


“Aviso aos intolerantes e menores de idade: este texto contém palavras de baixo calão que não fazem parte do meu vocabulário e estão sendo usadas em caráter temporário com o intuito de desabafar!”

Alguns posts atrás, meu irmão deixou uma crítica, de que eu devia falar mais palavrões, para descontrair meus escritos. No último domingo, porém, descobri que falar palavrões alivia o acúmulo de estresse causado pela ignorância alheia. Estava eu com minha filha e meu sobrinho, NOVE HORAS DA MANHÃ, na Leroy Merlin, comprando coisas da nossa casa em obras. Recebo um torpedo ridículo de uma das pessoas ridículas (uma das, já que foram muitas), que estudou comigo nos últimos anos. Não pensei, não pestanejei, respondi na lata: “enfia no cú”. Até eu me assustei com minha agressividade. Mas aquilo me fez bem. Recebi a réplica e trepliquei: “enfia no cú”. Assunto encerrado.

Estou de saco cheio da atitude e da falta de atitude de muitas pessoas. Estou cansada de ouvir nego falando que eu levo vida de madame, que não trabalho, que sou mulher de executivo bem sucedido. Quando casamos, meu marido e eu não tínhamos nada de material na vida. Tinha meu carro, zero, quitado, mas várias dívidas no banco. Ele, um carro, zero, carnê com 35 prestações para pagar e várias dívidas no banco. Estamos para completar oito anos de casados. Saímos do país e fomos morar fora, com uma criança de três anos de idade. Enfrentamos tudo com a cara e a coragem. Na Europa, enquanto as mulheres dos outros expatriados passavam os finais de semana em Paris fazendo compras, eu, a madame, ficava em casa, estudando inglês, francês, batalhando para encontrar comidinhas brasileiras para agradar ao paladar da família, cuidando da casa e do bem estar de todos. Após dois anos de MUITA LUTA, voltamos e conseguimos comprar nosso apartamento. E três anos atrás, vendemos meu carro e compramos uma ximbica velha para eu me locomover. Compramos nosso apartamento, este o qual nos mudamos há um mês. Para pagar as prestações, cortamos tudo: telefone (e mudamos para o Livre, da Embratel), reduzimos a velocidade da internet, deixamos de pagar o clube o qual somos sócios, tiramos os pontos digitais de televisão à cabo, cortamos pizzas, passeios, viagens e afins. Tudo por um sonho. Meu marido sai de casa antes das seis da manhã todos os dias e nunca volta antes das oito da noite, salvo em caso de força maior. Eu acordo cedo e por volta de seis e meia da manhã, já estou com as crianças na escola. Estudo sem parar desde que minha mãe me matriculou no maternal, aos três anos de idade. Minha casa está sempre limpa e arrumada, meus filhos alimentados, cuidados, acompanho religiosamente a escola, médicos e tendo ou não empregada, nunca faltou camisa limpa e perfumada para meu marido trabalhar. Ah, ia me esquecendo: também sou professora e dou aulas de inglês e espanhol. Só tenho hora para acordar, e jamais para dormir. Tudo na minha vida foi e é galgado com muito esforço e sacrifício, pois nasci pobre, cresci pobre, estudei em escola pública e nunca tive ninguém para estender as mãos financeiramente para NADA na minha vida.

Enquanto isso, há gente que nasceu pobre, mas que através dos esforços dos pais, teve condições de vida muito melhores que as minhas. Estudou em boas escolas e teve todas as oportunidades possíveis para estudar em boas faculdades: bons cursinhos, apoio financeiro, casa com comida e roupa lavada e passada. Tem gente que casa com tudo pronto e de mão beijada: ganha apartamento dos pais, com direito a reforma, decoração, mobília. E quando o casamento não dá certo, por motivos muito diferentes aos que levaram o fim do meu primeiro casamento, ainda há o suporte material da família, coisa que eu nunca tive e agradeço por isto, pois foi assim que aprendi a buscar o pão nosso de cada dia.

Estou cansada de ouvir merda e fica aqui o meu desabafo, seguindo o conselho do meu irmão: VAI TOMAR NO CÚ!!!!! E vai tomar no cú meu irmão também, já que está fazendo hora para me dar um sobrinho!!!!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O dia em que quase fui tia de novo


Se há algo que muitas pessoas que eu conheço (e muitas que também não conheço) torcem, este algo é o nascimento do meu japa sobrinho ou da minha japa sobrinha (ou, quem sabe, a bênção de um casalzinho de gêmeos em uma tacada só). Estou eu em casa na companhia da minha amiga Jaque, de uma vizinha, da minha irmã e toca o telefone. Era meu irmão. Ligando da Irlanda. Saquei na hora que ele queria algo de mim. Não que ele me ligue apenas quando quer algo, mas o tom de voz dele já dizia tudo. Primeiramente ele negou. Perguntou da casa nova, dos sobrinhos, do cunhado, dos vizinhos, da faculdade, da pós, das chuvas em SP, das chuvas no RJ, falou da chuva em Dublin, da neve, do chip do celular que estava ruim. Já não me restava dúvidas, quando tentei desligar e ele veio com um “então, deixa eu te falar uma coisa”. Gritei toda feliz, “vou ser tia, a japa está grávida”. Não era bem isso. Na verdade, era exatamente o contrário. Eles queriam falar da não gravidez da japa. Simultaneamente a minha conversa, meu filho gritava, “oba, o tio Kid vai ter neném”, minha irmã ligava para minha mãe, que ligava para a japa sogra (que de japa não tem nada, já que ela é portuga) e tive que cessar a alegria brasileira com um “oh oh, pessoal, alarme falso, nada de japas babies por enquanto”. E todos viverão na espera até o dia em que a maldita pílula falhe, a camisinha estoure e recebamos a feliz e esperada notícia do sonhado bebê.

O bom filho a casa torna


Bom voltar ao mundo real. Os últimos dois meses foram de uma intensidade de acontecimentos, que, confesso, me senti bastante alienada de tudo.

Hoje completamos um mês como moradores do Solar dos Hummel. Um mês de trabalhos árduos, dos quais passamos a colher alguns confortos. Temos eletricidade e gás instalados, aquecedor funcionando e, consequentemente, chuveiros; os armários e pisos estão em seus devidos lugares. Temos água filtrada (que luxo!) e essa internet 3G que comprei (muito a contragosto, mas por necessidade), tem quebrado um galhão. Ainda falta bastante. Os próximos dias prometem nos trazer televisão, seja por cabo ou por antena coletiva, varais na área de serviço, devidamente acompanhados de janelas (sim, estamos sem janela em meio às intensas chuvas de janeiro). Parece que aos poucos, tudo voltará a ser como era antes.

Fevereiro se aproxima e a volta ao trabalho junto. Hora de pegar no batente. Não só profissionalmente, mas academicamente também: inicio a pós-graduação em Psicopedagogia no próximo dia 2. E foi pensando em vôos maiores que escolhi a dedo a instituição que cursarei a pós. O núcleo de Educação é realmente muito bem estruturado e tenho certeza de que, durante a pós, plantarei várias sementinhas para outras especializações, seja na área de Psicologia, seja na Pedagógica.

Espero poder estar presente mais assiduamente e retomar meu cantinho que tanto gosto.

Para todos, um 2010 cheio de sonhos, fantasias e desejos! E força para transformar tudo em realidade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dreams come true


Três anos se passaram e eu até achei que tivessem voado. Foi só quando parei para listar os acontecimentos, que me dei conta do quão lento foi o processo. Mas meu sonho se realizou e para coroar o momento da vitória, convido vocês, pessoas especiais, para fazer parte dele.

Engraçado é ver que tudo está terminando praticamente onde começou: com a compra do nosso apartamento. Sai de casa para realizar o desejo de estudar Letras, vontade esta que nutria desde os meus dezessete anos. Fui estudando outras coisas, fui me aprimorando profissionalmente, e sentia que o sonho só crescia. Meu filho, hoje com quatro anos, era apenas um bebê e minha filha, uma menina. Hoje, ele é um moleque saudável e feliz e minha filha, uma pré-adolescente rebelde. Ambos cumprindo seus caminhos.

Em três anos, perdi meu pai e a dor me fez pensar em desistir. Meus professores não deixaram; deram-me suas mãos e continuei.

Em três anos, vivi o processo de adoção da minha filha, com visitas à fóruns, assistentes sociais, psicólogas, reuniões com advogados; também tive vontade de parar, mas continuei.

Em três anos, meu marido começou e concluiu um MBA na Fundação Getúlio Vargas; foram horas de estudo e dedicação, mas encaixei meus estudos nos intervalos dos dele e continuei.

Em três anos, minha filha sofreu um acidente grave e teve uma pneumonia complicada. Foram meses de sessões de fisioterapia no braço fraturado, mais outras tantas de fisioterapia pulmonar; foram consultas e mais consultas aos médicos; foram várias injeções quando, muitas vezes, não tinha quem as aplicasse; mas eu continuei.

Em três anos, tive meu filho doente por inúmeras vezes. Crises alérgicas, tratamentos, vacinas de beriglobina e eu batendo de porta em porta para conseguir quem fizesse as aplicações; foram consultas semanais, tarde da noite, mas me mantive firme e continuei.

Em três anos, meu marido esteve por três vezes na China, outras vezes na França, nos EUA, e eu tocando a casa, as crianças, a vida e os estudos. Continuei.

Em três anos, tive de me afastar por duas vezes da faculdade por ter contraído pneumonia. Ainda tive crise de hipertensão, emagreci sessenta quilos e engordei trinta, fiquei careca, tive depressão e não tive de onde arrancar forças para levantar e seguir em frente. Mas segui, continuei.

Em três anos, conheci um mundo que eu achava não existir. Vivi uma prova de fogo junto aos colegas de sala e a noite, em minhas orações, questionava a Deus o que ele queria me mostrar com tanto sofrimento. E mais uma vez, mesmo sem ter a resposta, segui o caminho e continuei.

Hoje, sei que Deus colocou tantas dificuldades no meu caminho, para que eu soubesse reconhecer meus esforços, minhas honrosas notas mesmo com tantas pedras no caminho. Mas acima de tudo, que eu soubesse agradecer aos meus Mestres pelas horas de ensino, pelos perdões às faltas oficialmente injustificadas, pelo carinho e amizade de cada um deles. E para que eu fizesse dois amigos especiais, que seguirão os rumos da minha vida onde quer que ele me leve: Eliana e Murillo.

É com muito carinho que agradeço cada pessoa que fez parte do processo, mas principalmente ao meu marido que financiou o meu sonho, que soube entender todos os dias minha ânsia pelo estudo, minha gana por boas notas, meu mau humor por muitos dias dos mais de mil que se passaram, à doutora Maria Helena, pediatra dos meus filhos, minha amiga e conselheira, a quem recorri nos momentos mais difíceis. E meu agradecimento especial para Deus, meu guia espiritual para todos os momentos bons e ruins.