quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O mundo acabará ou não, eis a questão


Não é a primeira vez que toco neste assunto e, com certeza, não será a última. Ano passado, postei na íntegra um trabalho que fiz na faculdade, no qual narrei minha experiência sobre o fim do mundo, que aconteceria no ano 2000.

Alguns anos se passaram e agora há a nova teoria. Até o momento, para mim é a teoria do meu irmão, pois só ouvi a ele dizendo que o mundo acabará em 2012.

Se ele é a reencarnação de Nostradamus ou fala com propriedade no assunto, já não sei. E como o tempo é curto para pesquisar, vamos aproveitar.

Para aproveitar de verdade, sem perda de tempo, ele criou o blog: http://www.2012lavoueu.blogspot.com/. A melhor parte? Estarei por lá não apenas como comentarista das mensagens dele, mas também colocando meus devaneios enquanto aguardamos o fim. Mas não sou eu a única "estranha" no "2012". Todos os leitores, amigos de leitores, inimigos, protestantes, gays, lésbicas e transexuais serão bem vindos!

Então, está esperando o que para visitar o blog? O mundo acabar? Depois não reclama que é tarde demais...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sonhos de uma vida de inverno ou verão ou primavera ou outono...


Meu irmão vai ao show do Paul McCartney. E a declaração pública dele em seu blog (http://www.madrugaemclaro.blogspot.com/) foi realmente emocionante. Cheguei até a fazer apostas comigo mesma, para ver se ele conseguiria ou não os ingressos. Na verdade, em nenhum momento duvidei, pois para minha cunhadinha, nada é impossível. Ela é capaz até de ressuscitar John Lennon para um show particular. Não duvidem. Aliás, apesar de ela ser excelente Jornalista, acho mesmo que estaria na profissão certa se fosse Relações Públicas. Está quase ali, ambas fazem parte da Comunicação Social.

Mas voltando ao meu irmão e a declaração dele. Fiquei intrigada. Ele disse que tinha três sonhos na vida: viver na Europa, fazer cinema e assistir ao show de um Beatle. Foi aí que viajei em meus sonhos.

Acho que a vida tem que ser feita de sonhos. Até a boa e velha Mocidade (carioca) já cantou que sonhar não custa nada. Realizar sonhos sim, custa e muito. Para cada sonho, existe sempre uma batalha pela vida. Acredito que por conta das batalhas travadas em busca das realizações dos sonhos, é que o sabor de vitória quando os mesmos se tornam realidade é mais gratificante.

Pensei nos sonhos da minha vida e de repente descobri que já tenho tudo que sonhei.

- Sonhava em ter uma carreira, ser uma executiva, viajar de avião, participar de reuniões, ter um trabalho importante, de status. Realizei.
- Sonhava em ter dois filhos perfeitos. Tive.
- Sonhava em viver fora do Brasil. Morei. Em dois países, em dois continentes diferentes.
- Sonhava em fazer faculdade de Direito, que para mim, era uma utopia. Fiz e, apesar de ter parado no quinto ano e não concluído, não concluí por ter descoberto não ser minha praia.
- Sonhava, desde os dezessete anos, em cursar Letras. Daqui três semanas estou formada.
- Sonhava em ter um marido bonito, trabalhador, que trabalhasse de terno e gravata, que fosse bom pai, que fosse bom marido, fiel, amigo, companheiro. Que entendesse as paranóias femininas, que secasse minhas lágrimas, mesmo quando não existisse nenhum porquê de elas existirem.
- Sonhava em ter uma casa própria. Durante toda a minha vida, moramos de aluguel. Meus avós viveram de aluguel, meus pais viveram de aluguel. Não só conseguimos nosso apartamento, como estaremos nos mudando nas próximas semanas para o apartamento dos meus sonhos, aquele com uma varanda enorme com churrasqueira, com um quarto legal para cada um dos filhos, com escritório, com dependência de empregada, com uma boa área de lazer. Foi o meu último sonho.

Será que a vida acabou? O que mais posso sonhar? Acho que tenho tudo que alguém precisa para ser feliz. Claro que sou muito estressada e preciso cuidar disso, para então, melhorar minha saúde. Mas se não fosse todo o meu estresse, não teria realizado tudo que sonhei para uma vida inteira, aos trinta e cinco anos.

Agora, vou deixar a vida me levar... eu só quero é ser feliz!!!!!

Crer ou não crer, eis a questão


Não acredito em Santos, afinal, sou Sãopaulina!

Brincadeiras a parte, de tudo que já vi, ouvi, li e freqüentei e que dizia a respeito de religiões, resolvi criar minha própria religião: sou devota a Deus e ponto. Acho que se tenho Ele, não preciso de intermediários. Porém, respeito muito a fé das pessoas e acho muito válida a movimentação que acontece nos dias de comemoração aos grandes santos.

Hoje é dia de São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis. Até tentei ser devota dele, por três vezes. Já tem anos e anos, pedi pela causa, fui à igreja, orei, acendi velas. Nada. Definitivamente, minha causa não era impossível, só queria um emprego novo, podia ser até com o mesmo salário. E aos 20 anos, não é difícil (ou ao menos não era) arrumar emprego. Só que aquela troca, em particular, me custou promessas e mais promessas. Mas eu colocava prazo. Sabia que um dia o emprego chegaria, e como saber se foi pelo santo ou não?

Pelo dia de São Judas Tadeu, quebrei minha promessa de nunca enviar correntes. ODEIO. ABOMINO. Mas recebi a corrente de um ex-professor, ex-diretor de escola e uma pessoa bastante respeitável. Achei melhor não quebrar. Meu irmão praguejou: “é assim que começa”. Se eu começar a enviar correntes por aí, peçam para seu santo de devoção para que eu pare. Pode dar certo.

Nota Fiscal Paulista


A parte boa de ficar doente e obrigatoriamente estar na cama, é poder fazer coisas que nunca fazemos. Eu, por exemplo, nunca consigo ver televisão. Com meu marido levando as crianças para a escola, posso até assistir aos noticiários matinais, que adoro. E foi assim que hoje descobri que sábado próximo é o último dia para "resgatar" os créditos do programa "Nota Fiscal Paulista".


Confesso que acho meio baixaria, toda vez que paro no caixa, a atendente me perguntar: "Nota Fiscal Paulista, senhora?". Isso deveria ser obrigatório. Mas estamos engatinhando e chegaremos lá. Em abril passado, meu marido disse que eu deveria pedir a tal nota em toda compra, pois alguém havia dito para ele que resgatou quinhentos Reais. Achei lorota, mas não me custava nada informar o CPF em toda compra.


Eis que após ouvir que o prazo final do resgate se aproximava, entrei no site da Fazenda. Não tinha a senha e não lembrava qual havia colocado. Pedi no site um link para recadastramento. Deu certo. Em minutos, a Fazenda me reenviou uma opção de cadastramento e na mesma hora pedi o resgate do crédito. Pasmém, não sei se tudo parece a Ilha da Fantasia, se foi alguma pegadinha, mas no próprio site, coloquei os dados do banco e em dez dias (segundo informações da Fazenda), terei o crédito de SEISCENTOS REAIS em conta. Gente, é Brasil??????

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A vida na Irlanda do meu irmão


Já conheci gente de tudo que é tipo, raça, religião, nacionalidade. Já conheci inglês, italiano, alemão, americano, ucraniano, português, polonês, afegão, libanês, turco, chinês, holandês, belga, indiano, até paquistanês. Mas nunca um irlandês. Na verdade, mal tinha ouvido falar sobre a Irlanda, não fosse lá a terra natal do maior escritor da língua inglesa, James Joyce. Até que um dia, meu irmão resolve morar na Irlanda. Isso já tem um ano e meio e, desde então, venho conhecendo cada dia mais particularidades sobre a ilha de Joyce. Que meu irmão já se apossou de sua.

Ele costuma dizer que o povo lá é pra lá de vagabundo. Sem nenhum caráter, no melhor estilo Macunaíma. Que Mário de Andrade me perdoe no túmulo se eu ofender ao seu herói. Porém, por tudo que meu irmão conta, Dublin é a terra de Macunaíma. Lá, as pessoas só vão trabalhar se estão com vontade. Quer dizer, às vezes também vão sem vontade, para rir da cara dos manés brasileiros que ficam se matando. Meu irmão é um deles. Se bem que ele conta que se mata, mas eu não acredito muito. Ou será que ele já se esqueceu dos bons tempos de jornalista, jornada dupla entre Globo e Band e ainda faculdade? Ou de quando morávamos no Horto Florestal, ele estudava na Zona Leste e a Globo se mudou para a Berrini? Chamar “fritar uns ovinhos” de trabalho, para mim, é para querer parecer trabalhador. Ok, ele está na Irlanda.

Vagabundices a parte, estou tão cansada de viver na terra dos manés, que tenho pensado seriamente em me mudar para a Irlanda. Para que o estresse que vivemos aqui diariamente? Não levaremos nada desta vida. As notas da faculdade ficarão arquivadas no sistema e, quiçá, impressas em uma folha de papel, denominada histórico escolar. Não vai para o túmulo. O dinheiro que ganhamos a vida toda, se for muito, servirá para a discórdia entre os filhos. E se for pouco, também. Não vai para o túmulo. Tudo que fizemos de bom durante a vida ficará na memória das pessoas. Mas ficará mesmo em evidência qualquer mínima pisada de bola que tenhamos dado. E não levaremos os louros para o túmulo.

Desculpem-me pelo excesso de anáforas; é que cada vez que meu irmão fala da vida boa que é na ilha dele, tenho vontade de apertar a tecla “FODA-SE” e me mudar para lá. Desde que na Irlanda tenha antialérgicos para a família toda, senão, teremos de continuar como manés por aqui mesmo. E Mané no Brasil trabalha tão mais que um brasileiro dando de Mané na Irlanda...

Fala sério, Presidente - um apelo pelo Rio de Janeiro


A jornalista e escritora “teen” carioca Thalita Rebouças, cuja carreira internacional começa a deslanchar pela Europa, após estrondoso sucesso no Brasil, deveria voltar atrás em sua decisão de aposentar a personagem Malu, que protagonizou dez livros da série “Fala sério” e trazer um último e polêmico título à tona: “Fala sério, Presidente”.

O número de leitores hoje da Thalita é realmente grande e seu público só tende a crescer. Ela fala a linguagem do jovem, usando exatamente coisas sobre a vida dele. E política, por acaso, é coisa para jovem? Não sei, mas bem que poderíamos tentar. Afinal, qual era a faixa etária dos jovens brasileiros que pintaram suas caras e foram às ruas, em 2002, pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor? Tratavam-se de jovens, o futuro, o amanhã, aqui ou em qualquer outro lugar.

O que acontece no Rio de Janeiro é trágico, é triste, é insano. Particularmente, acho o Rio um dos lugares mais lindos do mundo. Enquanto muita gente sai do Brasil para conhecer o mundo sem colocar seus pés logo ali, sugiro que a postura mude. Conheçam o Rio de Janeiro. A cidade é um cartão postal, arquitetonicamente desenhada por Deus. Quer obra mais bela? O carioca é acolhedor, é um povo tranquilo, gostoso para se conviver. Tenho muitos amigos cariocas, outros amigos com outras naturalidades que vivem na Cidade Maravilhosa. Eu mesma adoraria viver lá. Se não fosse...

Se não fosse o crime organizado instalado no país por décadas, o Rio seria não só a Cidade Maravilhosa, mas a Cidade Perfeita para qualquer um viver.

Em 2004, meu irmão me emprestou o livro recém-lançado pelo jornalista global Caco Barcellos. Chorei durante a leitura e ao terminar, dividi com meu irmão a piedade que tive dos bandidos cariocas. Ele disse que eu não fui a única. O Caco escreveu o livro, talvez, com a intenção de provocar no leitor exatamente esse sentimento. Para mostrar que os bandidos são seres humanos, e que matam, roubam e traficam para pagar a comida do dia-a-dia e os advogados enquanto estão detidos.

A situação é caótica. E ninguém faz nada. Por quê?

Meu marido tem um amigo que é Doutor. Dá aula em uma universidade federal e acabou de passar trinta dias pelo interior de um estado nordestino. Voltou indignado com a miséria e a pobreza que encontrou por lá. Tentou encontrar uma pessoa para trabalhar em sua residência, para ajudar a esposa a cuidar da casa e dos filhos gêmeos. Não conseguiu. As respostas eram sempre as mesmas: “o governo nos dá o Bolsa Família, não precisamos trabalhar”.

Quando será que existirá no Brasil, uma política que pune o verdadeiro bandido, o político que rouba o contribuinte diariamente, e nada faz para dar uma solução para o problema do Rio de Janeiro? O problema do Rio é político e social, mas a sociedade nada pode fazer. Nós elegemos nossos representantes, porém, as cabeças pensantes do país não ganham bolsa família. O topo da pirâmide apenas paga impostos. A base, muito maior, recebe os benefícios dos impostos e cada vez mais tende a viver da esmola que o país lhe propicia. Aquilo é o suficiente. Ponto. Para que mais? Enquanto isso, nossa Cidade Maravilhosa é notícia no mundo todo.

Acorda Brasil, acorda Governo, povo brasileiro, vamos fazer alguma coisa? No “Estadão” de domingo, havia duas imagens e o título: “Jogo dos Sete Erros”. Eram imagens muito semelhantes. Só que uma foi tirada no auge da guerra do Iraque. A segunda, na semana passada, no Rio de Janeiro. O que será da cidade, se alguém não fizer algo rápido?


Enquanto ninguém faz nada, o jeito é contar com a fé e a proteção de Cristo. Na cidade e nos corações de cada cidadão.

O remédio? Ler, sempre ler


Semana passada, decidi que faltaria na faculdade por duas semanas. Queria colocar meus estudos em dia e me preparar para as avaliações finais. Mas com febre, dor de ouvido, dor de garganta, nariz entupido e peito doendo, quem é que consegue se concentrar em estudos? Se alguém conseguir, me passe a técnica.

Apesar de minha amiga Jaque achar que estou doente porque leio demais, nada como uma cama e um bom livro. Aproveitei ontem para ler “Vestido de Noiva”.

É até vergonhoso dizer que vivo em Sampa, a terra dos bons teatros, e nunca ter visto a uma montagem do clássico Rodrigueano. É a mais pura verdade, nunca assisti nem a peça nem tinha visto o filme. Então, ontem resolvi assistir ao filme. Quando chegou na metade, desisti. Ler o livro antes é sempre a melhor maneira, na minha opinião, de conseguir entender por completo uma obra, quando se finaliza com a dramatização, seja no palco, seja na tela. Terminei o livro ontem mesmo. São menos de cem páginas e uma leitura alucinante, como toda obra do Nelson Rodrigues.

O autor é comparado à Shakespeare; dizem ser ele o nosso Shakespeare. Com todo o respeito, o inglês foi um prodígio, foi um inovador e quinhentos anos após sua morte, ele é o ícone do teatro, não há o que se dizer. O nosso autor também inova, e muito. É completamente ousado, mas são estilos diferentes. Eu poderia amar Nelson Rodrigues e odiar Shakespeare e seria natural. Mas amo ambos. Quem não tem contato com a literatura, vale a pena conhecer e se esforçar um pouquinho. Garanto que não haverá arrependimento.

E para não achar que a vida é um grande teatro, resolvi ler meu livro de cabeceira. Mas antes, tenho de explicar o motivo de “A Hora da Estrela” ser meu livro de cabeceira. Há quase um ano e meio, entrei na Saraiva, pleno dia de semana, e resolvi ler Clarisse. Quis começar por sua obra-prima. Comprei o livro e iniciei a leitura diversas vezes. Há fatos na vida de Macabéa que são mais presentes em minha memória, do que fatos da minha própria vida. A questão é que não levei a leitura adiante em todas as vezes. E agora, finalmente, sai das vinte primeiras páginas e estou apaixonada pela história. Se ler me deixa doente, podem começar a chorar pela minha partida, pois o fim está próximo. Mas ler continua a ser o elixir da minha alma!

Na saúde e na doença


Ter febre é algo muito incômodo. Na verdade, acho que o pior estágio é quando a febre começa a baixar. Eu transpiro tanto, que fico incomodada. Ontem, já tinha tomado três banhos e não tinha mais forças sequer para ligar o chuveiro. Oito horas da noite, meu marido chegou do trabalho. Eu transpirando sem parar. Bom sinal, a febre estava passando. Mau sinal, transpirar é horrível. Pior ainda, dos três banhos, nenhum tinha sido de cabeça e corpo, de modo que minha cabeça fedia a Bastião.

O que é feder “a Bastião”? Bastião é meu avô paterno, quem acompanha esse blog, já ouviu falar nele. Meu avô sempre viveu em sua terra natal, Passos, MG. Vinha para São Paulo vez ou outra e revezava nas casas de três dos quatro filhos que aqui moravam, dentre eles, meu pai. A briga dos filhos e da nora, minha mãe, com o Bastião, sempre foram em relação a banho. Ele é totalmente europeu. Não toma banho e pronto, acha isso uma bobagem, algo totalmente desnecessário. Portanto, podem imaginar o cheiro que às vezes seu corpo exala? Se é que algo pode piorar, meu avô tem os cabelos lisinhos, e para deixá-los no lugar, usa a velha e boa banha de cozinha para assentar e dar brilho. Imaginem isso por dias sem lavar? Esse era o meu cheiro ontem, cheiro de Bastião.

Se meu pai fosse vivo, não estaria publicando este texto. Acho que ele não se sentiria confortável vendo o pai ser difamado pela rede. Mas não é difamação, é fato. Meu avô não deve nem saber que computadores existem. Vive isolado na roça, lá para as bandas das “Gerais”. Tenho uma única prima por parte de pai, que vive na Europa e também não tem contato com computadores, portanto, estou a salvo de críticas da família Lemos.

Contei tudo isso para dizer que não poderia lavar a cabeça tão tarde, com uma bela virada de tempo que deu em Sampa (pleonasmo vicioso) e a pneumonia. Tinha de dormir com a cabeça cheirando Bastião. E meu marido resistiu bravamente à noite toda, às minhas tosses, ao odor da minha cabeça, aos meus espirros noturnos. Disse que me ama de qualquer jeito e isso não importa para ele. Até me beijou. Isso é que é amor.

O pulso ainda pulsa (será?)


Semana passada, minha filha ficou doente. Levei à pediatra e era apenas uma gripe. Isso na segunda-feira. Na quarta, quando tínhamos retorno na otorrino, já era sinusite. Ela foi medicada e sarou. Na quinta, meu filho começou a dar sinais da gripe e na sexta eu já estava completamente congestionada. O fato é que os dois sararam e eu fui para o Pronto Socorro ontem.

Não sabia que ainda estava tão em voga o assunto “gripe suína”. Quando entrei no Oswaldo Cruz, a atendente já pediu que eu e minha cara óbvia de gripe forte higienizássemos as mãos e fizesse uso da máscara. Acatei o pedido. Antes mesmo de minha ficha médica estar completamente preenchida, já me colocaram em uma sala de isolamento, quando veio uma enfermeira fazer a triagem. Passei no teste. Afastada a suspeita da gripe H1N1, fui encaminhada para o setor “normal” de triagem e fui atendida por uma médica “especialista em gripe”. Foram pedidos dois exames de imagens, seios da face e pulmões, os quais estavam prontos em dez minutos. Diagnóstico: pneumonia e sinusite. Medicação, casa, repouso. Claro que não. E meu medo de as crianças, que estavam com uma tosse semelhante a minha, estarem doentes? Peguei os dois na escola e fui até o Samaritano. Fiquei horrorizada com a fila que estava no PS de adulto. Ainda bem que tenho direito a um hospital vazio. Agradeci a Deus. Mais ainda, após os dois terem sido examinados e não terem sequer uma gripe comum. Voltei para casa para começar meu repouso.

Minha amiga Jaque me ligou quando estava na porta da farmácia para comprar os remédios. Disse que eu fico doente porque leio muito. Na verdade, fico doente porque minha resistência cai; não tenho tempo de me alimentar direito, estou com vários problemas que independem de mim para serem solucionados. E antigamente, eu gritava, brigava, chutava o balde. Agora, finjo que não é comigo. Fico pensando que o fato de minha pressão não subir por não estar brigando, é sinal de que tudo está bem. Mentira. Quando a gente não grita, vira pneumonia.

Aliás, problemas, quem não os tem? Preciso aprender de verdade a desligar a tecla PREOCUPAÇÃO; preciso deixar a vida me levar, antes que a vida se vá!

Surpresa


Há nove dias que não acessava a internet. Tenho respondido alguns emails e mensagens do Orkut apenas pelo iPod. Meu sumiço não foi falta de assunto. Muito pelo contrário, a cabeça borbulhou nos últimos dias. Só que há doze dias, sofri um “acidente”. Parece patético, mas minha perna ainda tem marcas brasileiras... depois do tombo, fica roxo, vai ficando preto e quando começa a melhorar, torna-se tudo meio verde, meio amarelo. Estou neste estágio. Fora algumas escoriações em braços e pernas. Mas o pior foi o que aconteceu com meu computador. Para não machucar o rosto, na hora da queda, protegi meu rosto com o meu computador. Eis que ele começou a esquentar (o computador) e desliga repentinamente. Fiquei sem computador. Na verdade, ainda estou. Mais verdade ainda, na minha casa há quatro notebooks, sendo que três são única e exclusivamente meu. O pobre lesionado no acidente é uma verdadeira Ferrari. O outro, pode até chegar a um motor 1.6 qualquer, se eu desinstalar o Windows Vista. E o terceiro, um HP de última geração, comprado há cinco anos na Europa, se tornou peça de museu. Ainda tem o computador do meu marido, mas gosto mesmo é da minha Ferrari. Até que a HP conserte minha máquina, que ainda está na garantia, terei minhas resistências com as outras, mas cá estou eu hoje.

E por que o título “surpresa”? Vim falar sobre alguns assuntos pendentes e eis que vejo que meu blog recebeu mais de quinhentas visitas neste tempo em que fiquei ausente. Em seis meses, desde que meu irmão colocou para mim o contador, foram mais de dez mil visitas. Fiquei feliz por saber que tanta gente acessa o Blog da Pandinha. Afinal, ninguém escreve para não ser lido, nem que seja apenas por menos de cem pessoas, como já dizia Brás Cubas. E já que toquei em Machado, estou parecendo a personagem (que não me lembro o nome agora) que o Brás acaba não casando: bonita, mas cocha.

Obrigada por todos que me visitam e acompanham meus devaneios! Agora deixa eu continuar, pois tenho muitos assuntos!

domingo, 18 de outubro de 2009

Não quero ter um milhão de amigos

Quero apenas meus amigos de sempre. Meus amigos que, mesmo longe dos olhos, estão sempre perto do coração.

Na correria do dia-a-dia, vamos nos distanciando das pessoas que amamos. É casa para cuidar, é trabalho, é faculdade, é marido, são filhos, troca de empregada toda hora, alguém que fica doente em casa, as burocracias da vida, as quais não podemos simplesmente deletar. Não sobra tempo para viver.

Minha comadre, madrinha do meu filho, é minha amiga desde que eu tinha 10 anos de idade. Para quem tem (apenas) 35, é tempo pra caramba. Nossos filhos estudam na mesma escola e moramos muito distante: levamos três minutos com trânsito para chegar uma na casa da outra. E não nos visitamos.

Ora eu corro, ora ela corre. Ultimamente, nem em aniversários conseguimos mais nos ver. Ao telefone, fica difícil, pois ela usa muito o tal meio de comunicação que eu ODEIO para o trabalho, nunca conseguimos concluir um assunto.

Eis que ontem, fui tomar café da manhã na casa dela. Minha filha foi passar o final de semana na casa da minha madrinha e meu marido foi trabalhar. Peguei o pequeno, tomamos banho e fomos para a comadre.

A mãe dela está passando uma temporada por lá. Ela vendeu seu apartamento e comprou outro. A família que lhe vendeu o novo imóvel é uma das afortunadas clientes da Cyrela, aliás, do mesmo empreendimento que eu vou morar (um dia, quiçá) e, portanto, esstá desde o dia PRIMEIRO DE JUNHO aguardando sua morada. Então, a vovó Diva foi pra casa da filha e está gentilmente deixando com que a família continue a ter um lar, até que a Cyrela decida instalar a ela, a nossa família e as outras 238 infelizes famílias que devem estar em situação semelhante.

Gente, casa com avó é TUDO. Chegamos lá e tinha: frutas diversas cortadinhas, lavadinhas, picadinhas. Pãozinho fresco, bolo quentinho, arroz doce. E no almoço teve macarrão com molho de verdade, não os tais "pomarolas" da vida.

Tirando a parte da comida, tive uma manhã como não tinha fazia tempo. Conversamos muito, conseguimos colocar 2% dos assuntos em dia, as crianças (meu filho e o dela) se divertiram e voltei para casa quase 3 da tarde, com gostinho de quero mais.

Minha meta para 2010? Ter mais tempo para passar ao lado das pessoas que amo!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Inovando no mundo virtual


Há algum tempo, recebi um comentário em um post aqui no blog e sempre que um blogueiro novo posta algo, vou conhecer o blog da pessoa. Assim, conheci o blog da Thania. Gostei do blog, coloquei nos meus favoritos e passei a acompanhá-lo.

Tem dias que o blog dela vem fazendo um anúncio sobre uma colcha de retalhos e eu, como boa geminiana, estava curiosa para saber do que se tratava, até que no último domingo, veio a apresentação daquilo que a Thania vinha chamando havia dias: um novo blog, feito por dez mulheres brasileiras, que se conheceram virtualmente. Das afinidades entre elas, foi surgindo uma amizade, até que veio essa idéia do blog.

Só blogueiro entende a paixão que é blogar e acompanhar a outros blogs. Eu, particularmente, AMEI a idéia das meninas, e tenho lido todos os dias. Conheço pouco da Thania, mas será gostoso conhecer um pouco mais sobre cada uma delas.

Pode ser que alguém leia este post e pense: “nossa, como ela está atrasada, quantas pessoas já não se uniram para fazer algo semelhante”. Ok, respeitarei a opinião da pessoa, mas para mim, é uma idéia inovadora, a qual parabenizo a todas as meninas pela iniciativa.

Para quem acompanha a Pandinha, não deixem de conhecer: http://umacolchaderetalhos.blogspot.com/. E que “Uma Colcha de Retalhos” vire um sucesso internacional. Boa sorte, meninas!

Jornada de Educação - Fechamento


Hoje foi o fechamento da Jornada de Educação 2009 - no campus Marte da Uniban. A primeira apresentação do dia foi uma encenação do conto "O Corvo", de Edgar Allan Poe, adaptado por um grupo de alunos. Qual a adaptação? Literatura de Cordel.

Havia pedido para uma das professoras organizadoras, se poderia levar minha filha. Ontem, tive um sim como resposta e fiquei muito feliz. Ela, mais ainda, não só por faltar na escola, mas por ir à faculdade junto comigo. Minha filha sabia apenas que veríamos uma apresentação de "O Corvo", conto o qual já havíamos feito juntas a leitura, tal qual como "O Gato Preto", também do Poe.

Chegamos ao campus e eu na minha marcha lenta. Ontem, sofri um pequeno "acidente" e além de ter torcido o tornozelo direito, fiz um belo estrago no joelho e algumas batidas pelas coxa e quadril. Meu rosto foi salvo pelo meu notebook, que caiu antes e protegeu a face de qualquer escoriação. Em compensação, a cabeça está bastante sensível. Portanto, me restava apenas andar em passos de tartaruga. O importante era estar lá.

Qual não é minha surpresa, ao adentrar o auditório com minha filha? Ela olhou para o palco e me questionou: "Vai ser uma apresentação de Literatura de Cordel, mamãe?". Olhei para ela e perguntei como ela sabia. A resposta veio de maneira rápida e inteligente: "mamãe, se estudamos a cultura do Nordeste, também estudamos Literatura de Cordel, pois faz parte das tradições locais." Depois, tem gente que acha que não vale a pena estudar ou forçar os filhos a estudar até que entenda, até que compreenda aquilo que está em sua frente. Isso é construir o conhecimento e guardá-lo para sempre.

A apresentação foi MARAVILHOSA. Quero parabenizar meus colegas que organizaram e participaram da montagem. Caso haja a autorização do grupo, publicarei o vídeo no Youtube. Toda a encenação do personagem principal, que interpretou o "eu-lírico" Poeano foi impecável e emocionou aos presentes. Que outras iniciativas como a de hoje surjam nos próximos anos. Eu, como fã incondicional do Poe, sou suspeita para falar, mas surpreendeu até os leigos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Magistério: profissão ou sacerdócio?


Hoje, comemora-se no Brasil o dia de uma das profissões mais importantes em todo o mundo, porém, uma das menos valorizadas, ao menos aqui no nosso país.

O questionamento sobre magistério ou sacerdócio tem uma justificativa: elevar os professores a um degrau maior, muito além daquele que eles ocupam. A palavra sacerdócio tem origem grega, oriunda da tradução da palavra “kohén”, que no hebraico designa pessoas encarregadas das funções religiosas. No dicionário Aurélio, encontramos a palavra magistério, em uma de suas definições, como autoridade moral, doutrinal e intelectual. Mas quem realmente é o professor?

Professor é a primeira pessoa, após o núcleo familiar no qual uma criança está inserida, a qual ela prestará respeito, obediência e devoção. Professor é aquele ilustre ser que exerce sua profissão por dom, por um ideal de vida. Professor é aquele profissional prostituido no mercado de trabalho, desvalorizado pelo governo, marginalizado pela sociedade: “não sabia fazer nada na vida, virou professor”.

Não é qualquer um que pode ser professor. Poucas pessoas imaginam o que é chegar em uma sala de pré-escola, com dezenas de crianças muito pequenas, com as mais diferentes dificuldades, e ensiná-las, pouco a pouco, decodificar cada número, cada letra. Pacientemente, ensiná-las como juntar cada sinal gráfico para que palavras sejam formadas. Ver a evolução de cada pequeno indivíduo descobrindo o prazer ao dizer: “tia, eu já consigo ler meu nome”. Não há valor para pagar um prazer como esse.

A primeira professora é a tia querida de todo pequeno. Madalena Freire, educadora e filha do ilustre educador brasileiro, conhecido internacionalmente por suas obras e teorias educacionais, Paulo Freire, é contra as crianças chamarem assim, carinhosamente, aos seus professores. Eu, na minha humildade, discordo da Professora Madalena Freire. O fato de uma criança chamar aquela pessoa que está fazendo as primeiras intermediações no seu conhecimento formal de “tia”, não mudará o seu respeito por ela, não mudará o seu modo em vê-la. Ao contrário, ao meu ver, a relação com a “tia” só reforça o vínculo entre a criança e o adulto.

Com o passar da vida, mais e mais professores vão passando pela vida acadêmica de cada indivíduo. Cada um na sua especialidade, mas todos com a mesma função: ensinar.

Meus inúmeros professores me ensinaram várias coisas que estavam nos livros. Porém, o que ficou guardado dentro de mim como conhecimento, foram as coisas que me ensinaram sobre a vida. E ensinam até hoje, seja uma dica sobre um filho, seja uma nova maneira de enxergar os problemas, seja simplesmente na forma de me ouvir e me enxergar, como eu sou, respeitando o meu ser, sem crítica.

Para todos os professores que conheço, para todos que tive o prazer e a honra de chamar de “tio”, “tia” ou de professor, para todos os professores que passaram pela vida dos meus filhos, para aqueles que ainda passarão por elas, para aqueles que estão em processo de formação e para tantos que ainda virão: honrem com dignidade e amor a profissão que formará qualquer outro profissional; seja o que for que cada um queira ser na vida, ele só será se houver em sua jornada, a figura ilustre do PROFESSOR.

FELIZ DIA DOS PROFESSORES - Úrsula Hummel

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Parlendas


Há algum tempo, meu irmão postou no blog dele uma dúvida: “hoje é domingo, pé-de-cachimbo”, ou “hoje é domingo, pede cachimbo”?

Vou ter que confessar hoje, e ele vai ler minha confissão, que nunca havia pensado na segunda possibilidade. Para mim, desde a infância, domingo, pé-de-cachimbo. Mas ao ler a indagação, comecei a rir. Onde já se viu um pé-de-cachimbo? Ficava óbvio que usava-se o verbo pedir, e não o substantivo composto pé-de-cachimbo. Aproveitei a oportunidade para rir um pouco dele e chamá-lo de burro. Perde-se até o parente, mas jamais a piada.

Ontem, após chegarmos da festa e colocarmos as crianças para dormir, meu marido ligou a televisão na Cultura. Estava passando o programa do professor Pasquale e falava-se sobre as Parlendas. Claro que assistir a um programa assim, até para quem não é da área de Linguística ou goste de aprender curiosidades da própria língua, é sempre enriquecedor, culturalmente falando. O programa de ontem, porém, foi hilário.

O primeiro tema foi exatamente a parlenda questionada por meu irmão tempos atrás. Ainda mostraram vários desenhos de supostos “pés-de-cachimbos”. A explicação, óbvia, foi que o usado é o verbo, e não o substantivo.

O mais curioso, porém, foi outro clássico de qualquer infância, “batatinha quando nasce”; nessa, acho que nem meu irmão, que tem tempo de sobra para pensar em questões tão fundamentais para a vida, pensou. Todo mundo recita: “batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão”. O professor brincou muito, passando ao fundo da tela da televisão, imagens de batatinhas se esparramando por um chão qualquer. Então, qual é o correto? “Batatinha quando nasce, espalha rama pelo chão”. Eu e meu marido demos boas risadas com as descobertas até o final do programa. E ao dormir, sonhei com um grande pé-de-cachimbo.

Dia das Crianças

Foi-se o tempo em que feriado em São Paulo era sinônimo de paz. De uns anos para cá, por mais que as estradas estejam lotadas e congestionadas, a cidade não fica diferente. Assim, fica impossível fazer qualquer programa com a esperada paz de outrora, quando tudo estava vazio.

Há alguns anos, minha cunhada e um grupo de amigas tiveram a idéia de fazer a festa do dia das crianças, já que neste dia a possibilidade de levar os pequenos para brincar em qualquer lugar que não esteja lotado, é praticamente nula.

Minha cunhada é pedagoga e diretora de uma escola de teatro. Mas ela não é pedagoga por possuir um diploma de tal. Nasceu realmente para a profissão, portanto, a festa das crianças é apaixonante. Ela programa várias oficinas. Vai à 25 de Março fazer as compras e volta com muitas novidades, sempre. Na festa deste ano, houve oficina de biscoitos: com uma lata de leite condensado industrial, garrafas de leite de côco idem, várias latas de leite Ninho, canecas dos personagens favoritos das crianças e corante, os pequenos fizeram biscoitos coloridos. Não sei se alguém teve a coragem de comer, depois do manuseio de tantas mãozinhas remelentas manuseando a “meleca”. A segunda oficina foi de pintura de tela, com aquarela, a dedo. Cada criança recebeu sua tela, sua aquarela de tinta guache, copo de água e sugestões diversas de como fazer desenhos apenas com as impressões digitais. Eles amaram e cada um saiu satisfeito com sua obra de arte. Houve a famosa mesa de doces, quando cada pequeno avança com seu saquinho para encher de guloseimas, como se nunca tivessem visto em suas vidas algo parecido. Além das diversas brincadeiras que as duas animadoras contratadas fizeram, como as famosas tatuagens, esculturas de balões e outras corriqueiras das festas de aniversário, ainda havia uma gigante piscina de bolinhas e uma enorme cama elástica. As crianças ainda contaram com um piquenique cheio de coisas gostosas, que claro, os adultos também quiseram experimentar. No ano passado, havia barracas de cachorro-quente, hambúrgueres, pizza, pipoca e algodão-doce. Para os adultos, churrasco. Este ano, houve crepes variados, doces e salgados, servidos até as barrigas explodirem. Ao final da festa, tem o bolo com os parabéns para os homenageados do dia e logo após, vem a distribuição dos presentes. No ano passado, a coqueluche era o diabolô, que todos amaram. Ontem, ganharam a massinha que pula (e para quem ainda não conhece, corra até a loja de brinquedos mais próxima, pois ela é fantástica).

A iniciativa, na minha opinião, é genial. A festa começa na hora do almoço e vai até a hora que ninguém agüente mais e decida ir embora. Todos saem da festa almoçados, com lanche da tarde e jantar muito bem servidos. Além dos presentes que as crianças levam. Os custos da festa são divididos entre todos os presentes, adultos e crianças. E o valor é muito baixo. Com o valor que pagamos neste ano, que foi o mesmo do ano passado, não pagaríamos o almoço da nossa família em uma churrascaria. Então, valeu a pena pelo dia de diversão.
Para não ficar na diversão apenas entre as crianças, teve campeonato de truco e de dadinho, o qual meu marido foi o campeão e ganhou um troféu, recebido das mãos da nossa pequena sobrinha! O único inconveniente foi fazer com que as crianças acordassem hoje. Apesar de não ser segunda-feira, foi dia de branco e a vida voltou ao normal.

Aniversário do Gugu


Nosso feriado foi cheio de agitações, começando pelo sábado, com a comemoração do primeiro aniversário do Gugu. O Gugu é meu “primeiro neto”. Na verdade, ele é neto da minha querida amiga Alda, e filho da “nossa” filha do meio, a Lila.

Eu e a Alda nos conhecemos no primeiro ano da faculdade de Direito, em 1998, e ainda naquele ano, começamos a passar por momentos difíceis em nossas vidas. No final do ano, passamos as festas juntas, na praia, comemorando e tentando espantar as “zicas” do ano que entraria. Passei alguns dias sozinha na praia com as “nossas” filhas caçulas, a Lila e a Maguinha. Assim, adotei as duas para mim. A Alda ainda tem a filha mais velha, a Cris, que não adotei como filha, mas as quatro fazem parte da minha família espiritual, que Deus me abençoou alegremente. A Cris é casada com o André, o marido mais fofo do planeta. Sou apaixonada pelo André desde o momento em que o conheci. O casal começou a namorar quando morávamos fora do Brasil e casaram-se no mês em que voltamos. Não fomos ao casamento. Então, vim a conhecer o André só no chá de bebê do meu filho. Os dois têm uma princesinha, nossa amada Dudinha, que completou dois anos em fevereiro. E foi no aniversário do Gugu que minha filhotinha Maguinha me deu a notícia de que ficará noiva daqui quinze dias. Como assim? Ela não era uma criança? Era. Quando conheci a família “do Céu”, ela tinha a idade que minha filha tem hoje. Os anos se passaram, tantas coisas aconteceram, separações, casamentos, nascimentos e agora o último casamento daquela família. Do lado de cá, na casa dos “Hummel”, oxalá o primeiro casamento tarde ainda muitos anos.

Há um ano, fomos abençoados com a chegada do Gugu e após duas intermináveis semanas, ele saiu da UTI, dando graça às vidas de todos aqueles que o cercam.

A comemoração foi no salão de festas do condomínio que a Lila e a sua irmã mais velha, a Cris, moram. O tema? Cocoricó. A mesa estava linda, a festa estava estritamente familiar e ficamos muito felizes por poder fazer parte de um momento tão íntimo.

Os sogros da Lila, a única evangélica da família, são pastores. Pela primeira vez, vi uma homenagem de verdade em um aniversário: o agradecimento à Deus pela vida da criança e pela graça de ela estar com saúde e integrando com alegria sua família. Na hora dos parabéns, o pastor falou sobre uma passagem bíblica, para dar a voz para sua esposa, que fez uma oração pela vida do Gugu e pela felicidade do nosso pequeno junto aos seus pais, Lila e Lelo. O casamento dos dois aconteceu quando o meu filho ainda era um bebê de seis meses, exatamente no dia do aniversário de 37 anos do meu marido. Então, para nós, foi uma grande comemoração.

Gugu, que sua vida seja sempre uma bênção, com tantas pessoas que te amam cercadas ao seu redor. E que nossas famílias possam estar juntas por toda esta vida.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

E mais notícias do dia

Enquanto a págima principal de alguns jornais online destaca a notícia do dia, que é sobre o ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2009, entra repentinamente na Globo.com uma notícia de última hora. Não tive como deixar para lá. Dei um "print screen" na página para deixar registrada a situação da cidade que sediará as Olimpíadas em 2016. Vamos lá governantes, comecem fazendo pelo seu povo. Não deixem para 2016, para mostrar ao mundo que o Brasil é um grande país. O dia-a-dia, a realidade, é o que está abaixo:

Obama – Nobel da Paz em 2009


Enquanto o Brasil comemora as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, não em clima de “ganhamos”, mas sim de “os EUA perderam”, veja só quem é que ganha o que.

Enquanto o Brasil investirá dinheiro do contribuinte para fazer bonito para o mundo inteiro, li hoje na home page da minha amiga, no Orkut, que um conhecido seu faleceu hoje na fila do SUS, e o Brasil comemora ter trazido dois grandes eventos.

Enquanto o Brasil não possui meios de transportes descentes, o prefeito da maior cidade do país, com apenas 11 milhões de habitantes, proíbe e restringe a circulação dos ônibus fretados, fazendo o trânsito piorar. Mas vamos nos preocupar em juntar dinheiro para reformar o Morumbi.

Enquanto o Brasil aplaude o Lula, que trouxe em sua gestão os dois maiores eventos esportivos do mundo, o país nunca viu tanta roubalheira, tanto descaramento na política, e até censura em meios de comunicação, tal como na época da ditadura.

É isso aí minha gente, vamos comemorar mesmo. Viva as Olimpíadas. O nosso país deixou Chicago para traz e o Obama deixou todo mundo de boca aberta hoje. Vamos ver quem vai rir dele agora. Afinal, o ditado é “quem ri por último ri melhor”.
“Obama foi anunciado pelo Comitê Nobel como ganhador do prêmio por conta de seus esforços diplomáticos pela não-proliferação nuclear e pela paz.” – www.globo.com

Desabafo de mãe


Nunca pensei que ser mãe fosse algo tão difícil. Acho que a parte de sustentar um filho é a mais simples de todas. Não tenho medo dos meus filhos passarem fome. E não é arrogância falar isso. É que sempre haverá uma casa precisando de uma boa empregada doméstica e, apesar de nunca ter exercido a profissão, sei muito bem cuidar de uma casa, portanto, comida não faltará.

As dificuldades da maternidade, no meu caso, concentram-se no campo emocional. Como é difícil ver filho sofrer.

Minha filha me faz sofrer muito com os sofrimentos dela. Tenho vontade de voar no pescoço das meninas da idade dela, cada vez que ela volta da escola triste, ou passa um tempo brincando no condomínio e sobe magoada. Por que fazem mal a ela?

Ano passado, cheguei ao absurdo de descer no condomínio para brigar com uma criança. Disse que se ele chegasse perto da minha filha novamente, iria se ver comigo. Quanta insanidade fazer uma coisa assim.

Não sou o tipo de mãe super protetora. Pelo contrário, acho que crio meus filhos livres demais. Só não suporto a dor de vê-los sofrer.

Hoje, os dois voltaram felizes da escola. Houve festa de Dia das Crianças. Minha filha sai uns minutinhos antes do irmão e entrou no carro dizendo que o irmão chorou na escola, pois não foi sorteado nenhuma das vezes que a escola distribuiu brinquedos. Na verdade, a escola deu presente para todas as crianças, e apenas três brinquedos, jogos da Estrela, foram sorteados. Ele se sentiu excluído. Entrou no carro magoado.

Ontem, estava na faculdade e a enfermeira da escola me ligou. Disse que meu filho havia batido a cabeça. Sou tão desencanada com algumas coisas, que não dei grande importância ao fato. Se fosse grave, com certeza, ela não estaria falando comigo calmamente. Sei que é apenas um procedimento da escola. Desliguei o telefone e nem me lembrava mais do ocorrido.

Mas hoje, quando ele entrou no carro triste, por não ter ganhado um brinquedo no sorteio, sofri. O pior é que os três jogos sorteados, são jogos que eles as crianças têm em casa. Ou seja, ele não queria o brinquedo, queria ser sorteado, poderia ser até para ganhar uma caixa vazia. A questão era ganhar algo, e não o que ganhar. E ganhar algo no tal sorteio, não aquele brinquedo que todos os outros amigos ganharam.

Assim é ser mãe. É sofrer intensamente pelas mínimas coisas que fazem com que nossos filhos sofram.

A diferença entre TER poder e PENSAR que tem poder


Em seu significado mais geral, a palavra PODER designa a capacidade ou a possibilidade de agir, de produzir efeitos. Tanto pode ser referida a indivíduos e a grupos humanos como a objetos ou a fenômenos naturais.

A palavra PODER deriva do latim “possum, potes, posse", poder, ser capaz de; significa, entre outras coisas, “ter a faculdade ou a possibilidade de” e “possuir força física ou moral; ter influência, valimento”. [Fonte: Dicionário Eletrônico Houaiss]

E para nós, o que é o poder? Como tudo, cada indivíduo tem sua interpretação sobre o que vem a ser poder. Para mim, o poder é uno e vem apenas de Deus. Não é aqui um discurso religioso. Esse Deus pode ser qualquer Deus que exista dentro de cada um, independente de credo, de raça, de religião. Deus não proíbe. Deus não pune. Deus orienta e nos dá o livre arbítrio.

Há pessoas que pensam ser Deus e acreditam ter o poder em suas mãos. Oxalá seja só uma crença. Não somos nada em nossas vidas, pois em qualquer momento, aquEle que realmente tem o poder, pode nos tirar tudo, pode nos tirar a única coisa que vale a pena: a própria vida. E ela se vai, sem hora marcada, sem importar-se com sexo, com cultura, com dinheiro. Vai a hora que Deus decide e pronto.

Nos dias de hoje, é comum ver pessoas na briga pelo poder. Na verdade, a luta por ele existe desde que o mundo existe; só que na época dos gregos e romanos, os Imperadores eram mais explícitos ao mostrar que achavam ter o poder. Agora não. Basta que alguém ascenda a um cargo melhor na empresa, para que se desfaça do colega que até então era seu par, mas tornou-se seu “inferior”. Inferior, para mim, é aquele que se acha superior a outrem. A pessoa que subiu um degrau na escada, torna-se “suprema” perante aqueles que estão no degrau debaixo. E para os ex-colegas, que sentirem-se lesados, para quem vão reclamar?

Até e inclusive em ambientes acadêmicos podemos enxergar, em muitos professores mundo afora, a sede pelo exercício do poder. O professor imputa faltas em aulas, para alunos que não as fizeram. Pois ele subentende ter o poder em suas mãos. Ele também acredita ter o poder na hora da correção de uma avaliação. Mesmo que se trate de um aluno que se esforce, que tem um histórico respeitável com relação às notas naquela disciplina. Para quem o aluno reclama?

Vivemos em um mundo que tudo podemos. Lembro-me no segundo ano do curso de Direito, quando iniciamos a disciplina de Direito Penal I. O Professor nos explicou que temos direito a tudo, inclusive, a matar. Nossa legislação não proíbe ninguém de matar, apenas pune, nem sempre, aqueles indivíduos que o fazem.

Assim é a sociedade e o poder. Nós podemos tudo. Temos a liberdade de expressão, mesmo que um dos maiores jornais do país esteja sob censura há quase três meses. O simples fato de “O Estadão” expor diariamente em seu jornal virtual ou impresso tal notícia, já lhe garante uma liberdade de expressão. Mesmo estando sendo punido, de alguma maneira, por ter dito algo que não agradou a alguém, o jornal se libertou da opressão e disse o que queria. Assim continuarei. Mesmo que eu seja punida de forma arbitrária por aqueles que julgam ter poder, exercerei o meu ser político, o meu direito de expressão. Mesmo que eu não tenha a quem recorrer contra a arbitrariedade. Direi aquilo que eu achar que devo, sem a intenção, jamais, de ofender ou prejudicar alguém. Mesmo que a moeda da troca seja algo que possa a vir me prejudicar. Mesmo que alguém julgue realmente, ter algum poder sobre outrem. Viva a liberdade de expressão e abaixo ao poder e a repressão.

Profissão: ser criança


Meu filho é simplesmente apaixonado por militares. Moramos próximo ao quartel da CPOR e também do quartel do Campo de Marte. Ver homens fardados então é algo muito rotineiro. Todos os dias, quando saímos de casa, encontramos dezenas de soldados fardados, que entram nos quartéis no mesmo horário em que as crianças entram na escola. O pequeno vai com os olhos brilhando, procurando e apontando na rua a cada “marcha soldado” que ele encontra no caminho.

Ano passado, comprei uma roupa camuflada para ele e é sua preferida, faça sol, faça chuva. Ele quer ser igual a um “marcha soldado”.

Dos militares, o que ele mais gosta, porém, são os bombeiros. Essa é sua grande paixão e ele sempre diz que será bombeiro quando crescer. O pai já o levou algumas vezes a um posto dos bombeiros que há em frente ao Campo de Marte. Bombeiros são caras legais. A gentileza deles, principalmente com as crianças, é algo que deveria ser aprendido por muitas pessoas. A profissão é das mais importantes: salva-vidas. Toda profissão que salva vidas, é, para mim, de suma importância.

A paixão do meu filho pelos bombeiros me fez lembrar meu irmão quando era pequeno. Morávamos em um condomínio aberto, que tinha dezenas de prédios, cada um com oito apartamentos. O nosso, ficava no térreo. E diariamente, meu irmão esperava pelo caminhão de lixo na janela do seu quarto. Os lixeiros também são amigáveis, como os bombeiros. Meu irmão era amigo de todos. Conforme foi crescendo, podia brincar sozinho nas ruas e ficava cada vez mais perto dos seus ídolos. Em épocas de Páscoa e Natal, quando os lixeiros pediam as caixinhas, ele fazia questão de entregá-las em mãos. Porém, ao contrário do meu filho, que afirma que será bombeiro quando crescer, meu irmão nunca alimentou o sonho de ser lixeiro. Era apenas uma admiração.

Se meu irmão tivesse virado lixeiro e se meu filho tornar-se bombeiro, a mim, não importa. Toda profissão é digna e para tudo na vida, há que se ter respeito. Acho importante que as crianças aprendam a respeitar todas as profissões. Assim, tornar-se-ão adultos menos arrogantes do que os inúmeros que encontramos, mundo afora.

Papo de sala de aula


Eu e o Murillo temos uma teoria: em toda relação, há um interesse, não importa qual seja. Ninguém se relaciona com ninguém, simplesmente por prazer. Há sempre o tal interesse por trás.

Nossa amiga Andréa fica horrorizada. Ela ainda não é gente grande e vive no mundo do conto de fadas, portanto, acredita nas amizades puras, verdadeiras, sinceras, transparentes, honestas e fieis.

Não dizemos o contrário. Existe, sim, amizade com tudo isso. Eu tenho amigos. Poucos, não dá para encher uma mão. Ainda bem. Se passar disso, já acho que não é amigo. Pode-se dizer que todo mundo tem muitos colegas, mas amigo é aquele que ri o seu riso, que chora a sua dor, que sofre sua tristeza, que vibra com suas conquistas. Amigo é aquela pessoa que não tem inveja, que te aceita com seus milhões de defeitos e com suas mínimas qualidades. Não importa se tenha bigode de foca ou nariz de tamanduá.

Sei o porquê de nossa amiga Andréa ter se chocado. É triste ver que o mundo não é como sonhamos.

Nos diversos ambientes os quais vivemos, trabalho, escola, condomínio, escola dos filhos, a sociedade de uma maneira geral, sempre há alguém que se aproxima de outro por puro interesse. Já vivi isso na pele infinitas vezes. Fui o sujeito passivo, mas sei que, mesmo que negue e tenha sido inconsciente, também já fui por outras tantas vezes, o sujeito ativo do jogo de interesses. Não importa.

Para mim, porém, a única regra do nosso jogo chamado “Vida” deveria ser a transparência.

Eu e o Murillo somos amigos por interesse. Eu tenho interesse nas histórias que ele conta; acho que ele também deve ter pelas minhas. No primeiro ano, fiquei amiga dele quando ele saiu de um grupo de trabalho que estava se desmanchando na sala. Ele se aproximou de mim por interesse, já que eu havia acolhido a outros membros do mesmo grupo. Eu o acolhi por amor, sabe que nem um cachorrinho que pegamos na rua, levamos para casa, damos banho e passamos a amar? Foi assim. Sem contar que, naquela ocasião, ele tinha dezessete aninhos, idade para ser meu filho.

O tempo foi passando, fomos nos conhecendo e descobri que ele trabalhava em escola pública, melhor ainda, em contato direto com a Diretoria. Foi assim que, no segundo ano, decidi que seria amiga dele até o final do curso: ele assinaria todos os estágios para mim.

Com o tempo ainda caminhando, o Murillo descobriu sua dificuldade em entender as aulas técnicas de Língua Inglesa. E mesmo tendo várias pessoas “feras” em nossa sala, como professores de inglês, fui eu quem lhe estendeu as mãos e, mais uma vez, o acolhi para tentar lhe ensinar. Mas não fiz isso de graça. Apesar de já ter garantido a assinatura dos estágios, o Murillo é fera em Literatura Portuguesa, que não é o meu forte. Continuamos amigos.

Estamos no último ano da faculdade. Na verdade, daqui cinco semanas, daremos início às provas finais. E eu e o Murillo continuamos amigos. Neste ano, tenho interesse em que ele me ensine a matéria de Estrutura Básica do Ensino. Como ele já trabalha tem muitos anos em escola pública, entende toda a burocracia e acho muito mais fácil aprender com ele, do que com a professora, que se mata preparando suas aulas e faz o seu melhor pelos alunos. A troca de conhecimento entre mim e o Murillo, é o que Vigotsky chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal.

O interesse dele por mim neste ano é muito grande; ano que vem, ele realizará o grande sonho da sua vida, que é morar fora do país. O passarinho de dezessete aninhos já virou um homenzinho de vinte. E como suas asas cresceram, voará para bem longe. E o que eu tenho que ver com o tal vôo? É que meu irmão e minha cunhadinha vivem há um ano e meio na terra que o Murillo, que eu carinhosamente digo que é “Murinaína, um vagabundo sem nenhum caráter”, viverá daqui quatro meses. Então, é importante que ele mantenha a amizade comigo, até que vire amigo do meu irmão.

No ano que vem, não precisarei mais que ninguém assine estágios para mim. O Murillo estará em um reino muito distante, e também não precisará mais de mim para fazer grupo de trabalho, para ensinar-lhe inglês, tampouco para intermediar o maior vôo da sua vida. Mas quero continuar sendo amiga dele. Pois se meu irmão e minha cunhadinha se mudarem para outro país, quem vai me mandar notícias daquela Ilha? Por parte dele, acho que também continuará sendo meu amigo, afinal, quando ele morrer de vontade de comer alguma coisa que só existe no Brasil, quem poderá fazer o contrabando?

Minha amizade com o Murillo é apenas uma amizade de interesses. O amor que temos um pelo outro, é algo que se pode desprezar e ignorar. Afinal, a vida é um jogo de interesses.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um mundo cor de rosa


Sei que minha criticidade chega muitas vezes ao extremo. Mas só eu sei quantas coisas deixo passar no dia-a-dia.


Vivemos hoje em um mundo cada vez mais individualista e não acho que isso seja egoísmo do ser humano, mas sim, uma questão de sobrevivência.


Às vezes, para não gerar mais estresse em nossas vidas, vamos deixando as coisas para lá. E isso vai acumulando muita coisa dentro de nós, que vai entalando na garganta.


Sou de lua; sou de fases; há fases em que resolvo reivindicar. Em outras, deixo tudo para lá. Decidi buscar o meio termo e acho que está dando certo.


Semana passada, como já disse, a Vivara me ligou e reporá o diamante no meu anel, sem cobrar o valor que estavam querendo.


Agora, acabo de receber a resposta do Instituto de Educação da UNIBAN, com relação à mensagem que enviei semana passada, sobre uma situação arbitrária a qual nós, alunos, fomos expostos.


Sinto-me aliviada quando vejo que não é o reclamar que funciona; não é fazer anarquismo. É fundamentar todos os pontos das coisas as quais enxergamos erradas, mostrando nossa razão, e sem descer do salto. Nem sempre dá certo, mas não custa tentar.

domingo, 4 de outubro de 2009

Fim de Semana


O fim de semana acabou. Que pena! Há muito tempo que não tinha um final de semana tão gostoso e tranquilo. Apertei a tecla DANE-SE para os problemas e para as obrigações. E assim, consegui fazer até minhas obrigações, sem pressão nenhuma.

Ontem, minha filha teve prova. Já acho terrível criança ter prova. Eles passam por uma tensão desnecessária. As escolas deveriam avaliar a construção do conhecimento dos alunos ao longo do bimestre. Mas lá foi o super pai levá-la as sete da matina para a escola. Quando a prova terminou, ela ligou em casa... hora do passeio!

Fomos fazer nossa peregrinação até a nossa obra, que continua sendo construída por uma equipe de tartarugas burras: moles e sem planejamento algum, já que houve mais um atraso. Já sabemos o final da história, e será igual a história do apartamento da minha cunhada, só que com a GAFISA: quando o prazo acabar, e ele se expira em um de dezembro, a Cyrela entregará o apartamento, pronto ou não. E passarão os cinco anos que a empresa dá de “garantia”, fazendo manutenções, enquanto nosso apartamento estará pago, quitado, sem dívida e cheio de problemas. Faz parte.

Na sexta-feira a noite, recebi um telefonema da Vivara, pedindo que eu levasse meu aparador de alianças; o diamante será reposto sem custo algum. Não me garantirão nenhum prazo, portanto, pegarei o anel e guardarei a sete chaves. Um anel cujo diamante já caiu duas vezes, não pode dar sopa para cair a terceira. Levei o anel na loja, que foi enviado para a execução de um trabalho manual, em envelope especial e separado de qualquer outro. Espero que dê certo.

As crianças foram brincar no Parque da Mônica, enquanto eu e meu marido fazíamos compras. Consegui comprar umas sapatilhas para mim, de várias cores. Não consigo dar aulas de salto, pois fico quatro horas andando sem parar. É impossível dar aulas sentada e as sapatilhas me quebram um galho bem grande. Comprei os presentes de dia das crianças da minha sobrinha e do meu sobrinho. E também os presentes dos meus filhos. Ah...ainda tinha dois amiguinhos do meu filho que fizeram aniversário e eu estava devendo o presente. Matei tudo!

Fomos para nosso reduto sagrado familiar: a livraria. Saímos de lá com as crianças felizes. Eles amam comprar livros. Minha filha ficou feliz, já que chegou ao Brasil mais um livro da série “Garotas da Rua Beacon”. Nos EUA, são muitos os livros da série já lançados; aqui, ainda estamos no quarto. Mas chegaremos lá. Meu marido também comprou livros que ele queria muito e achou por um bom preço.

Almoçamos pelo shopping, ainda compramos alguns chocolates para as crianças (foi realmente o fim de semana da besteira) e viemos para casa. Quando cheguei, foi a vez de comprar coisas para mim. Havia alguns áudio-livros que há tempos que eu estava atrás. Encontrei todos e comprei. Também dei um presente para meu marido: a coleção inteira do Seinfeld. Ele adora e, sem querer, soltou que “um dia, ele faria o investimento da sua vida, comprando toda a série do Seinfeld”. Para que esperar um dia? O dia é apenas aquele o qual estamos vivendo.

Hoje, todos acordaram cedo. As crianças foram com o papai para a evangelização dominical infantil, enquanto a mamãe, euzinha, fiquei em casa. Joguei paciência, tomei um demorado banho, fiz tratamento nos cabelos com alguns produtos novos da linha Loreal Profissional que comprei e AMEI. Já uso outros produtos da mesma linha e não foi surpresa ver como meu cabelo ficou macio e brilhante.

Meu marido voltou para me buscar e fomos almoçar na minha sogra. As crianças já tinham ficado por lá. Não via minha sobrinha desde o aniversário dela, em maio. Minha cunhada preparou um almoço delicioso. Ainda deu tempo de discutir um pouco de política e a performance do nosso querido (??????) presidente!

Desde sexta-feira, estou sem cozinhar. Cachorro-quente no jantar daquele dia. Almoço no shopping ontem. Janta? Pizza. Almoço na sogra hoje. E a janta? Meu marido está preparando vitamina de frutas para a família, já que todos estão com a barriga cheia, de tantas vezes que repetimos o almoço da titia. E como já está quase na hora das crianças dormirem, será a hora de deitar juntinho com meu marido para assistir a uma de nossas séries favoritas.

Estou descansada e renovada. Precisava há muito tempo de um fim de semana assim, tão relax. Que a semana seja cheia de bênçãos e glórias, para mim e para todos que passarem por aqui!

sábado, 3 de outubro de 2009

Raiva? Eu?


Tem gente que, assim como eu, faz parte de uma geração que ia para a escola e quando a professora pedia para fazer uma interpretação de texto, buscavam-se trechos do texto para a resposta. Foi o tempo do “não pensar”. A coisa foi mudando. Ainda bem. Hoje, interpretar um texto é um assunto bem mais complexo. É buscar elementos dentro daquele texto que estejam implícitos, para que realmente haja uma profunda análise da mensagem que o leitor pressupõe que o escritor desejava ter passado.

Infelizmente, muitas pessoas ainda buscam as tais respostas prontas. E fico realmente chateada quando escrevo alguma coisa no blog e recebo mensagens, via e-mail, perguntado o que aconteceu comigo e o porquê de tamanha fúria. Assim aconteceu com o texto “Qual o rumo da educação no Brasil?”.

Não escrevi o texto em momento de raiva, não briguei com ninguém e não foi uma situação isolada que me levou a divagar sobre o assunto. É simplesmente algo em voga, que todos nós deveríamos parar alguns minutinhos para refletir e disseminar a discussão. Ponto.

Sei que para cada texto, há uma leitura. Mas não façam leituras de “raiva” da minha parte, em cada desabafo que faço. Salvo quando se tratar da Cyrela. Aí sim, é raiva mesmo!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Amizade é assim: amor, amor, amor....


E agora, a mensagem recebida da minha amiga Eliana, que enviou-me com o pedido de postá-la aqui. Ei-la!


"Me casei apaixonadíssima, jovem, bonita, do jeito que eu quis, na igreja que eu quis, com o vestido deslumbrante que eu escolhi e paguei, tive uma festa de arromba para 360 convidados, com tudo que eu poderia querer, mediante o que a situação financeira do meu pai e sogro, ambos honrados e trabalhadores, puderam nos oferecer, não digo que tive luxo, mas tive o que imaginei e isto me trouxe felicidade, pude viajar para uma lua-de-mel fantástica, e viver minha época de conto de fadas.Deus me deu a oportunidade de gerar dois filhos ainda em plena juventude e que são minha certeza de ter feito algo bom na vida, eles são meu mundo, meu legado. E hoje mais madura, pude colocar minha energia em meus planos pessoais, pois já vivi boa parte das experiências que muita gente ainda nem começou ou pensou em viver.


Meu casamento passa por altos e baixos, sei lá se mais baixos do que altos, mas sei do meu esforço para continuar a jornada. Sempre admitindo que nem sempre foi assim, e que já houve momentos lindos, que são justamente os pilares que sustentam minha paciência e perseverança.


Se sou angustiada, sofrida, ora alegre, ora triste, talvez seja porque assim como Fernando Pessoa, precisei me dividir para sentir tudo plenamente. Certa vez, uma pessoinha me acusou de ser Álvaro de Campos; eu encarei como elogio, visto tamanha genialidade de seu criador. Assim como deveria ter sido comparada também a Alberto Caeiro, visto as conquistas materiais, todas alcançadas através do trabalho, mas não acho que isso seja relevante para ser mais ou menos feliz, me preocupo com as sensações da vida, com o amor ao próximo, com o abraço que eu posso oferecer, e receber, com a simplicaidade em geral. Sou Ricardo Reis, quando percebo o tanto de conhecimento eu já tinha antes de ingressar na faculdade, e que foram lapidados e enriquecidos; porém, mais uma vez: nunca, jamais, fiz uso disso para me sobrepôr a absolutamente ninguém. Calei-me muitas vezes para não parecer soberba.


Vivo a vida em pequenos passos, planejados, para não errar tanto.


Como Bernardo Soares, sinto a vida pulsar e tenho urgência em SER, EM SENTIR, me doando muito mais do que recebendo; talvez isso me faça algumas vezes parecer angustiada, por me decepcionar com pessoas que não tem sensibilidade e respeito à diversidade.


O tamanho do meu amor é o tamanho da minha dor, e as sentirei plenamente sempre, não sei ser CINZA, para mim só existe O PRETO OU O BRANCO. E não me arrependo por ser assim, pois foi justamente isso que me trouxe o MAIOR PRESENTE QUE ALGUÉM PODERIA ALMEJAR NA VIDA: O prazer de desfrutar de uma amizade sincera, encontrar na figura de uma amiga, a irmã, o encanto, o alento, o bálsamo, a comediante, a conselheira, alguém ouvinte, e um alguém que diz aprender comigo também.


Saber que tenho a MINHA PESSOA ESPECIAL, para quem sempre poderei voltar, seja para ouvir broncas ou elogios, pois tamnha grandeza genialidade e honra no coração não perimitiriam que nossa amizade fosse menor do que isso. EU TENHO A HONRA DE ANDAR COM VOCÊ: ÚRSULA HUMMEL, e te agradeço por todas as broncas que me fizeram melhorar, e você sabe disto, e por todas as gargalhadas.


Tendo a plena certeza de que os sorrisos superaram nossas lágrimas. E sempre será assim, caminhando juntas.Com amor sua amiga, histeroneurastênica:


ELIANA CASSIA GENOVEZE LIMA - mãe, esposa,filha, amiga, irmã, professora, mulher!"


Depois de uma declaração de amizade assim, é preciso mais alguma coisa?

Se for Cyrela, fuja, pois é fria!

O meu apartamento, que seria entregue em 01 de junho deste ano, e cuja entrega foi adiada para 30 de setembro, sem qualquer chance de um novo adiamento, ainda não foi entregue. Pior que isso, a Cyrela simplesmente ignora o consumidor. Não temos satisfação, não temos data, não temos prazo, não temos nada de concreto. A única certeza que temos é que até o dia 01 de dezembro, a Cyrela fará a entrega do imóvel, pronto ou não, uma vez que a partir dessa data, eles começam a pagar multa para cada um dos duzentos e quarenta compradores. O interessante é que, justamente hoje, que estou com tempo para reclamar com eles, recebi um comentário em um post que fiz já há algum tempo, o qual publico aqui na íntegra, para que o público tome ciência de que a Cyrela engana todas as partes, seja lá, seja cá. Fiquem atentos!

"Se vocês tivessem vendido um terreno para Cyrela que significa o futuro de toda uma grande familia, ai sim estariam preocupados. Conheço a história de uma familia que foi completamente enganada de todas as formas e maneiras possiveis e inimaginaveis, inclusive com o próprio advogado de cumplice no golpe que deram. Levaram anos para entender o que fizeram. Já somam mais de 4 anos de stress, noites mal dormidas, discussões extra judiciais e processo judicial, além é claro de um futuro incerto. Graças a eles a saúde da familia toda está muito abalada e seus sonhos destruidos em migalhas. Ainda ameaçam que se continuarem brigando na justiça vão acabar sem nada, pois vão tirar tudo o que sobrar. E no meio disso tudo ainda jogam as pessoas da familia uns contra os outros, sugerindo até o assasinato dos familiares que não querem desistir do arriscado processo contra eles!Uma dica, nunca confiem em ninguém da Cyrela! Exploram cada oportunidade de enganar os outros e levar vantagem em tudo, sem escrupulos ou moral alguma! Se puderem arrancar sua carne, furar seus olhos, beber seu sangue e roer seus ossos não pensam duas vezes! Cuidado com a Cyrela!Vejam também o caso do Dominio Marajoara, que teve a aprovação do projeto cassado pois foi descoberta mais uma malandragem deles. Felizmente dessa vez desmascarada publicamente, para desespero dos compradores que nem foram informados do que aconteceu!E isso é só o começo, aos poucos a mascara vai caindo e verdadeira Cyrela vai mostrando sua bizzarra face." - autor anônimo

Signo: Gêmeos


Como ficarei em casa pela manhã, aproveitarei para colocar um pouco dos meus mil e um assuntos em dia. E um deles é um conselho que há tempos venho querendo dar.


Para aquelas pessoas que estão programando ter filhos, prestem atenção: programem para que o filho jamais venha a nascer sob o signo de Gêmeos.


Eu e meu marido nos entendemos tão bem, exatamente pelo fato de sermos dois geminianos, portanto, são quatro pessoas no mesmo casamento. Nunca dá para ficar brigando todos os quatro de uma vez.


Mas como é difícil viver eternamente a dúvida Shakesperiana: "to be or no to be?"

Mensagens de amor


Comecei o dia hoje de ótima maneira. Meu marido ainda estava em casa quando o relógio tocou. E me deu uma notícia que amo: ele levaria as crianças à escola. O que significaria, normalmente, eu poder dormir um pouquinho mais. Só que hoje estou dispensada das duas primeiras aulas, então, ganhei uma manhã inteirinha na cama, com meu computador e meu iPod. Eis a surpresa, quando ligo o computador: recebi um cartão virtual do meu marido, que publico a foto aqui, e uma carta de uma amiga, pedindo-me que eu também a publicasse. A carta segue no próximo post. Que a sexta-feira seja de ótimas vibrações para todos os que lêem o meu blog, e para todos que habitam o Planeta Terra!