terça-feira, 31 de março de 2009

INFORMATIVO: percevejo de cama

Semana passada, fui buscar meu filho na escola e uma das donas me disse que estava acampada na casa da sua mãe, pois a sua estava dedetizando. Hoje, encontrei com a mãe, e soube que a filha ainda se encontrava por lá. Questionei o tipo de dedetização, tão demorada, quando faço uma em casa que leva menos de trinta minutos e não é preciso tirar nada do lugar. Foi então que soube da praga. Percevejo de cama. Você já ouviu falar? Então vale a pena conhecer um pouco sobre o assunto assustador. Veja o site: http://www.pragas.com.br/pragas/geral/percevejo_cama.php. Cuidado, pois nunca sabemos quem é o próximo. Divulguem se acharem necessário.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Fechada para balanço


Sinto que o ano mal começou e 25% dele já se foi. Outro dia, meu marido voltou da aula contando sobre a teoria de uma professora (ou será que foi algum estudo?) sobre o tempo passar tão rápido: com o passar dos anos, as coisas vão se tornando mecânicas em nossas vidas, de modo que não existe mais a ansiedade em aprender aquilo que já se incorporou ao nosso dia a dia. Preciso pensar a respeito, afinal, nem sou tão velha ainda e sinto o tempo voar feito um passarinho...

domingo, 29 de março de 2009

Será que há vez para o pinguim?


A geladeira é um eletrodoméstico que, a priori, tinha as funções de conservar e gelar alimentos. Agora é um aparelho com mil e uma utilidades. Dizer “vou comprar uma geladeira” é algo que há muito tempo deixou de ser tarefa simples; tomar tal decisão implica em ter que escolher não mais apenas a voltagem correta, a cor (bege, branca ou caramelo) e se duplex ou não. Antigamente, dentre as poucas opções, havia também pouca variação de preço. Ainda na época da minha avó (nem vou dizer da minha mãe, que é praticamente a mesma que a minha), acho que era mais fácil ainda, bastava gostar do azul ou do vermelho. Pronto. E fogão então? Não sei dizer ao certo, mas deveria ter apenas a opção de comprar com abas ou sem (e é hilário lembrarmos-nos das caixas de fósforo que ficavam sobre as abas).

Comprar um eletrodoméstico nos tempos em que vivemos exige quase que curso universitário. A variedade existente é infinita. Para adquirir uma geladeira e um fogão, são necessárias semanas e mais semanas de pesquisa, envolvendo um complexo trabalho que vai muito além de efetuar o pagamento. Se a opção da geladeira for por um modelo “side-by-side”, pode se preparar, pois até no encanamento será necessário mexer. Pode-se escolher para que lado a porta abrirá e em um modelo duplex, ainda se escolhe se o freezer ficará na parte de cima ou de baixo do refrigerador; escolhe-se se haverá saída de água pela porta e um computadorzinho de bordo para programar o tempo que cada item levará para gelar. Claro que não para por aí. Pode-se optar por um modelo com bar portátil, descongelamento automático, tipos e quantidades de compartimentos e divisórias interna, adesivos decorativos e a porta ainda pode servir de lousa para crianças desenharem. Há até a opção de geladeira com televisor de LCD já embutido na porta. Não se pode esquecer também que é necessário verificar o consumo de energia do aparelho e saber se ele foi fabricado de forma ecologicamente correta. Vale dizer que além de tudo citado anteriormente, as geladeiras de hoje em dia ainda servem para conservar os alimentos.

Estamos em fase de mudanças e no afã de manter a estabilidade da nossa casa por um longo tempo, estamos pesquisando todo e qualquer modelo e possibilidades de combinações, afinal, não se pode jamais esquecer que se trata de dois geminianos. Podemos adquirir uma geladeira simples (digo sem freezer) e com um freezer a parte, já que os modelos “side-by-side”, apesar de unirem dois aparelhos em um, tem o inconveniente de serem mais estreitos, porém, são mais bonitos e modernos. Podemos optar por um fogão de quatro bocas, que poderá ser embutido ou de piso. Ainda de quatro bocas, podemos escolher um modelo “cooktop” ou fogão de mesa, tendo então que escolher o tipo de forno: elétrico ou a gás; se escolhida essa opção de fogão, há ainda que decidir onde embutir o forno, se na parte de baixo do “cooktop” ou em um nicho separado da cozinha. Com o trabalho de compra quase que terminado, só falta escolher o sistema de exaustão, se usaremos coifa ou depurador, embutido ou não, qual a velocidade da sucção e qual o método de filtragem e limpeza.

Depois de toda a demora, indecisão na escolha e finalmente efetuada a compra, basta aguardar os bens em casa e vê-los funcionar assim que chegarem, certo? Errado. Durante o complexo processo de aquisição, ainda é preciso acionar a marmoraria, para cortar a pia ou complementar a pedra que vai ao redor do fogão; a marcenaria ficará com a parte de confecção dos móveis onde se encaixarão os eletrodomésticos. E será preciso aguardar pela instalação de tudo, para que não se perca a garantia, uma vez que a tarefa de colocar todos os brinquedinhos em uso é das mais complexas.

E pensar que depois de todo o trabalho descrito, ainda temos que ir ao mercado, escolher o que cozinhar e guardar na geladeira, preparar as refeições e sujar toda essa maravilha. Posto tudo isso, que tal comer comida do restaurante? Assim, ainda pouparemos a parte da máquina de lavar louças. Mas na cidade de São Paulo, depois de trabalhar a semana inteira e pensar que domingo é o dia de descanso, nem um restaurante mais se encontra em paz. Há fila de espera que exige muita paciência. Será que no futuro, viveremos todos como astronautas, alimentando-nos apenas com pílulas e assim, conseguiremos um pouco mais de tempo para viver?

Casamento


2009 está sendo um ano marcado pelas uniões. Havia seis anos que não íamos a um casamento. Neste período, apenas meu cunhado casou, mas tinha dado à luz havia alguns dias e não fomos. De repente vem o casamento da Pops, o da Ágatha e o da Lari.

Casamento é um grande passo na vida da gente. É escolha e acredito ser a mais difícil. Quando temos filhos, amamos a eles de maneira incondicional; sabemos que filhos crescem e os criamos para o mundo, pois partirão para formarem suas próprias famílias. Nosso cônjuge é a pessoa que queremos passar todos os dias das nossas vidas, dividindo alegrias e tristezas, batalhando juntos pelo crescimento dos dois, construindo nossas próprias famílias.

Casei-me aos dezoito anos e nessa idade, o jovem se acha adulto, gente grande e conhecedor da vida. Ledo engano. Por muitos anos, disse que faria tudo novamente, mas com a experiência de vida e de um casamento feliz que tenho hoje, jamais faria novamente. E peço a Deus sempre para que meus filhos não cometam o mesmo erro que eu. Eu era imatura, casei com a pessoa errada e durante sete anos, arrastei uma relação sem amor, que acabou de maneira ruim.

Infelizmente, nem sempre existe o “viveram felizes para sempre”. Hoje em dia, é muito mais fácil e prático separar. O casamento não está dando certo, separa e arruma outro. Não é legal separar, pois sempre existem marcas profundas e feridas em ambas as partes, não importa a idade ou a causa da separação. O grande lance do casamento é lutar para aprender a ser melhor, para fazer o outro feliz em nome do amor.

Amo meu marido de forma incondicional. Estamos completando sete anos de casamento e temos sempre a impressão de que nada aconteceu em nossas vidas antes de nós acontecermos um na vida do outro. Nosso amor é puro, verdadeiro e completo. Pensamos, agimos e desejamos sempre o melhor dessa vida para o outro, que na verdade, é a nossa metade. Não vejo a vida de forma completa sem meu marido ao meu lado.

Devido ao seu trabalho, ele precisa fazer viagens longas algumas vezes e de certa forma, isso é algo positivo, pois quando volta, parece sempre que voltamos ao nosso primeiro dia de casados, a mesma paixão e a mesma intensidade de estarmos juntos, quando apenas um olhar repete de forma exaustiva o quanto nos amamos.

Somos muito gratos a Deus pela oportunidade de nos encontrarmos, nos amarmos, nos unirmos e construirmos nossa família, a qual tanto amamos. Sabemos que um dia, nossos filhos partirão do nosso ninho e voarão para construir os seus próprios ninhos. Esperamos viver para ver muita coisa boa acontecer para eles e torcemos para que ambos encontrem suas metades, podendo ser tão felizes para sempre como nós somos. Um brinde ao amor.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Assino embaixo

Passei o dia refletindo sobre a prisão da empresária Eliana Tranchesi, da Daslu, e buscando uma forma de expressar meus sentimentos com relação ao assunto. Li e reli a notícia em todos os portais nacionais e eis que agora, ao final do dia, vejo o texto do Dimenstein, que tomo a liberdade de replicar, não sem antes dizer que faço meus os seus sentimentos:


"Certamente está ocorrendo uma satisfação popular com a prisão da empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu. Natural: numa sociedade com tanta impunidade, especialmente para os poderosos, ver um milionário dormir na cadeia soa como se, enfim, se fizesse justiça. Ainda mais porque vivemos numa sociedade desigual e a Daslu é uma das traduções do extremo da desigualdade. Não tenho nada contra que se tire até o último centavo de quem fraudou e deve dinheiro ao poder público. O que não entendo, porém, como se prende alguém que está em meio a um tratamento de câncer, não oferece risco à sociedade e, até agora, não deu sinais de que pretendia fugir do país afinal, estava pagando suas multas. O que pode argumentar é que, se não fosse pobre, Eliana não chamaria tanta atenção é verdade. Mas a minha sensação é de que se trata de um espetáculo midiático." ("A prisão de Eliana Tranchesi é um espetáculo?", Gilberto Dimenstein, Folha Online, 26/03/2009)

Ávida por novidades

Uma semana se passou desde que comecei assistir “Prison Break”. Comprei as três primeiras temporadas já lançadas em DVD e imergi na tela do computador. A primeira temporada foi fantástica, fiquei impressionada com o tema, com o texto e com a produção e mergulhei de cabeça na segunda, que já assisti com menos intensidade. Comecei a terceira temporada e resolvi parar no quinto episódio. A coisa começou a ficar totalmente no sense, as tramóias repetitivas e a trama, cansativa.
Ontem, fui visitar meu sobrinho Pedro, que extraiu as amígdalas no dia anterior. Foi a Antinha, mãe do Pedro, quem me indicou a série e discutimos um pouco sobre o andar da carruagem. Concluímos de forma igual que boa parte das séries são fantásticas na primeira temporada e depois vão amornando intensamente. Só não caem no ostracismo, pois todo mundo quer saber como é o “felizes para sempre”.
Assim como “Lost”, “Prison Break” é uma série que até se pode acompanhar do meio do caminho em diante, mas se não se assiste desde o princípio, perde-se em entendimento. Ambas também deixaram a desejar depois de um certo tempo.
Por quê os produtores e roteiristas insistem em arrastar por anos a fio uma fórmula de sucesso que fica fadada ao fracasso depois de algum tempo? Não seria mais rentável para a indústria de séries investir em novas produções, novos temas, novas tramas?
Enquanto vivo o meu período sabático de “Prison Break”, darei seguimento ao “The 4400” e amanhã, com o retorno do meu marido, retomo também ao “House MD”. Espero que a coisa esquente por lá!

Profissão: criança

Criança deveria ser uma profissão, com direito a sindicato da categoria e tudo mais que pequenos seres necessitam. E quanto mais engraçada fosse a criança, maior seriam seus direitos. Não acho graça em palhaços, não gosto de piadas; dizem que não tenho senso de humor. Dou risada de coisas do cotidiano e quando se tem criança por perto, é gargalhada na certa.
Ser mãe é uma opção, mais ainda, uma abdicação da própria vida para cuidar de outro ser, aquele que vai levar a melhor fatia do bolo, o espaço mais confortável da cama, a prioridade na hora de comprar roupas novas, a única pessoa da casa, durante muitos anos, a escolher o filme que a família assistirá no cinema. Ser mãe é se doar integralmente para alguém ingênuo, puro e inocente, mas com o mais sincero amor para dar a outrem.
Meu filho está em uma fase muito engraçada. Costumo dizer que entre os dois e os quatro anos de vida, as crianças deveriam ficar congeladas, pois é a melhor fase. Não passei por muitas ainda, já que minha filha mais velha ainda tem nove anos, mas pelo que ouço das pessoas, acho que a coisa só volta a ficar divertida novamente quando chegam os netos.
Apesar de minha mãe ter apenas 51 anos e meu pai teria completado 53 se ainda estivesse vivo, tive uma criação às antigas em vários aspectos e um deles foi o de que criança não participava da conversa de adulto. Devido a isso, para mim é irritante estar conversando e me sentir invadida com a intromissão de uma criança. Falo muito em casa para meus filhos, quando querem se intrometer, que aquilo não é de suas contas. Como criança e papagaio são todos repetidores do que ouvem, pedi ao meu filho que guardasse um par de calçados que estava na sala e ele, sem titubear, me respondeu: “esse sapato é da minha conta?”. O detalhe aqui é que o pequeno mal sabe falar para responder assim.
Tem muitas horas que ficamos sem reação com as respostas dele. Realmente, as crianças nascem cada dia mais prodígio, com o raciocínio mais rápido e tudo na ponta da língua. Quando tive minha filha, achava-a um gênio, o supra sumo da inteligência infantil. Meu “sobrinho” mais velho já tinha oito anos e desde o seu nascimento, não havia mais nascido criança no meu círculo de amigos. Passamos todo esse tempo sem conviver com a sabedoria dos pequeninos e isso me fazia achar que minha filha era a mais inteligente de todas as crianças. Depois de seis anos, tive a sorte de ser mãe novamente e fico impressionada com a diferença entre os dois. Minha filha continua sendo muito inteligente, mas se comparar com o irmão, ficará anos luz atrás dele. O que acontece?
Um ano atrás, comecei a ler sobre crianças índigo e já não achava mais que meus filhos eram prodígio, mas que o pequeno era a própria criança índigo. Agora, convivendo diariamente com todos os seus amiguinhos, percebo que se ele é um índigo, estamos cercados de índigos por todos os lados, pois todos os dias fico surpresa com tudo que presencio das crianças.
Oxalá tanta inteligência um dia possa se unir para que o futuro viva a utopia de um mundo de paz e união entre todos os povos.

quarta-feira, 25 de março de 2009

A união faz a força

Tudo que fazemos em nossas vidas gera energia, seja a positiva ou a negativa. O cosmo é movido pelas energias que emanamos em nossos sentimentos e pensamentos. Não é uma constatação, apesar de a física quântica poder se embasar melhor no assunto. Trata-se de um modo de pensar, um sentimento. A lei da causa e efeito existe e está aí nos livros para quem duvidar. Energia não tem qualquer ligação com credo ou religião. Independente do nome que cada um dá ao seu Deus, sabe-se que nada surge do nada, nem os humanos, nem os animais, nem os vegetais. Nosso pensamento tem um poder infinito de atingir aquilo que queremos. Se ele for positivo, canalizado naquilo que desejamos alcançar, as chances são grandes de as coisas darem certo, mesmo que o resultado final não seja exatamente aquilo que inicialmente almejávamos.

Sou cristã, tenho Deus dentro do meu coração e uma forma peculiar de conversar com Ele em todos os momentos da vida. Aprendi que devemos pedir tudo que queremos a Ele. O que peço sempre é que eu seja capaz de tomar a decisão certa e quanto mais a vida caminha, mais tenho a certeza de que estou sendo ouvida. Peço diariamente pelo bem das pessoas, de maneira igual, para as que eu conheço ou não. Quando peço saúde e paz aos meus filhos, peço também para todos os outros filhos que vivem mundo afora.

Sei que tudo tem um porquê de acontecer e nada é por acaso. Minha filha passou por dez escolas diferentes, antes de estar na atual, a qual se encontra estudando pelo terceiro ano consecutivo. Troquei-a de escola muitas vezes por problemas educacionais, pedagógicos ou por mudanças físicas da família. Ela teve a infelicidade de ter muitas professoras ruins. Acho que a única professora que me marcou foi a primeira, a tia Marli, em uma escolinha de educação infantil muito simples, na Avenida Santa Inês. Depois, já na escola em que está, teve a professora Adriana, que acabou sendo promovida à coordenadora pedagógica, o que prova que não estou tão ruim assim de percepção.

Já meu filho teve muita sorte. Sua primeira berçarista, a tia Aline, era muito carinhosa e amorosa com ele. Depois veio a tia Ágatha, que infelizmente mudou de escola, mas felizmente, veio a tia Kátia para cuidar dele em uma fase tão importante, o seu segundo ano de vida. Junto com ela, tinha a tia Melina, a tia Thatá e a tia Lívia. Ano passado, no maternal I, ficou aos cuidados da tia Marina, uma louca desvairada que eu amo muito. Este ano, voltou a tia Lívia e fiz todo o enredo até aqui para falar dela.

A Lívia é uma dessas pessoas únicas, que Deus fez e jogou a receita fora. Tem um coração gigante, uma capacidade ímpar em lidar com problemas. É uma menina de 21 (22?) anos e talvez ela nem saiba disto, mas é muito querida não só pelos pais dos seus alunos, ex-alunos, mas também pela direção da escola e, tenho certeza, pelas colegas de trabalho. Meu filho gosta muito dela e, tenho certeza, ela sempre estará em um lugar especial no coração dele e de toda a nossa família.

Seus pais são separados e do novo casamento do pai, tem o seu irmãozinho de apenas um ano de vida. Há algumas semanas, o bebê ficou doente, internado e foi diagnosticada uma doença rara, de tratamento caríssimo, porém, tratável. Eis que semana passada, com o pequenino já em casa, reações estranhas foram observadas e em uma nova internação, foi constatado que o quadro agora é meningite bacteriana. O agravante é que a primeira doença impede que o neném possa tomar antibióticos para combater a segunda. Agora, os médicos tentarão uma nova dose do medicamento da primeira doença, que é caríssimo (falamos de alguns mil Reais), para que o antibiótico possa ser introduzido sem agredir a primeira doença.

E por que contei tudo isso? Para pedir que cada um que passe aqui, envie sua energia positiva para esse pequeno ser inocente que não sabe de nada, não entende o que está passando ao seu redor, que com certeza está sofrendo muito, assim como todos que o amam, mas que precisa lutar para combater suas duas enfermidades e ter uma bonita história para contar amanhã.

Que todos os nossos corações emanem energias boas, não apenas para o bebezinho dessa história, mas também para tantas outras vidas enfermas que se encontram mundo afora.

terça-feira, 24 de março de 2009

Ecologicamente correto

foto: www.cambito.com.br

Não tenho dúvidas de que tenho muito mais cuidado com o meio ambiente do que com a minha saúde. Como de forma errada, como mal e como de tudo que não presta. Já disse anteriormente, não sou fã de nada verde (exceto sorvete de pistache), frutas eu ingiro desde que já venham picadas, lavadas e prontas para consumo.

Por outro lado, sou uma defensora da natureza. Brigo em casa o tempo todo pela economia de energia, de água, uso sacolas recicláveis para ir ao supermercado e distribuo sacolas para quem eu sei que não tem o mesmo comportamento.

No condomínio em que resido, não há coleta seletiva e confesso que não sei o motivo, pois não participo das reuniões; mas nos mudaremos em breve e terei na casa nova, agora com mais espaço, aquelas lixeiras com divisórias, para que até os preguiçosos reciclem. Um litro de óleo chega a durar seis meses em casa.

Apesar dos péssimos hábitos alimentares, não faço fritura e consumo o mínimo de óleo necessário. Nas raras vezes em que fiz fritura nos últimos quatro anos, aguardei o resfriamento do óleo e coloquei em uma garrafa plástica, para levar à estação de reciclagem de uma loja Pão de Açúcar. E é sobre ele que gostaria de falar.

Fui a tarde comprar sorvete com as crianças, mas como sempre acabo pegando mais do que fui buscar, pedi para que minha filha fosse até o carro, enquanto aguardava na fila do caixa, para pegar minha reciclável. A atendente do caixa, extremamente gentil e muito eficaz, me disse que eu ganharia cinco pontos no programa de fidelidade, por fazer o uso de sacolas ecológicas. Nem sei o que os cinco pontos me trarão, tampouco me importo com eles. Fiquei contente por saber que há um incentivo para reduzir o consumo das sacolas de plástico em supermercados, mercearias e afins. Lá em Portugal, não existem sacolas plásticas. Quando fazemos compras, temos que pagar por nossa embalagem, que vai e volta por várias compras, tem um baixo custo e alta resistência. Senti-me mais cidadã com a economia das sacolas e agora, estudo uma maneira de reduzir meu consumo de garrafas PET, as quais faço uso diário e acho que só a reciclagem, neste caso, não é o suficiente.

Sei que um dia deixarei este mundo, mas quero deixar um mundo com mais alternativas e menos destruição para meus filhos, netos, bisnetos e tantos outros frutos que farão parte da minha árvore genealógica.

O reflexo da vida


O tema “ética” rendeu boas discussões e, portanto, gostaria de apimentar um pouco mais, inserindo assuntos inerentes ao caráter de cada um. Frequentar um curso, seja ele técnico, universitário, de culinária, de idiomas, de artesanato ou de qualquer natureza, faz com que o indivíduo não apenas aprenda aquilo que a entidade educacional se propõe. Os ensinamentos que a vida coletiva fomenta em cada cidadão vão muito além. Para aqueles que são questionadores, analíticos e observadores, é possível aprender mais e mais.

Estava na sala de aula e comemorávamos os aniversariantes do mês de março. Cada aluno leva alguma coisa para um lanchinho coletivo. No começo, era tudo uma grande festa. Hoje, é um grande sacrifício que cada um oferece para o aniversariante, com sua rápida presença. Há também aqueles que não estão oferecendo nada, nem uma contribuição com os comes e nem presença para o aniversariante. Temos uma colega que é boleira profissional e sempre faz o quitute principal do lanche. A parte em que cada um tem que levar um come, quase nunca acontece. São sempre as mesmas pessoas que contribuem com as guloseimas e sempre o mesmo grupo a ser o primeiro a atacar. Coisas de quem não tem educação. Não é gente que não tem condições ou possibilidades financeiras. São os espertalhões (ou ao menos assim se julgam) que querem sempre tirar vantagem de tudo. Aliás, o bolo da comemoração de hoje era cortado e embrulhado em papel alumínio e quando a bandeja se aproximava do fim, vi um elemento ATACAR a bandeja, pegando... um...dois...três pedaços e colocando dentro da imensa bolsa de camelô, para provavelmente se juntar a outras guloseimas lá escondidas. E olha que havia colegas que nem tinham comido ainda.

Para que pensar no próximo? Vivemos na era da vantagem. Tudo que cada um faz é em benefício próprio, jamais pensando na coletividade. É um salve-se quem puder, pois eu estou pulando do barco sem me importar com quem se afoga. Até quando a humanidade será assim?

Em 2007, tivemos alguns casos de fofoca na classe e, infelizmente, algumas pessoas foram prejudicadas, abandonando o curso. Ano passado, a coisa se repetiu e, finalmente, muitas máscaras caíram. Quem é bom, nasce bom e não há sociedade que corrompe, não adianta John Lock achar o contrário.

Tem gente que confunde boa educação e bons princípios com dinheiro e quem pensa assim, está totalmente equivocado. Há pessoas afortunadas de caráter, de dignidade e de bons princípios e sem um tostão sequer no bolso, enquanto outras pessoas com o bolso cheio vivem sem um pingo sequer de caráter. Tem pessoas que não medem esforços para chegar aos seus objetivos, passam por cima de outras, envolvem nomes de pessoas inocentes e muitas vezes até sabem das consequências que suas mentiras terão, mas pouco se importam se conseguirem aquilo que desejavam.

Sabe aquela história de berço, de sangue azul? Sangue azul é sim, algo que pertence aos nobres. E nobreza é ser do bem, é ser bom, é saber que caminhamos sempre em direção a algum lugar, e somos nós os responsáveis pela trilha que seguimos. Vamos seguir em frente de forma digna e refletir um pouco em respeito ao período sagrado cristão o qual estamos vivendo. Se Cristo doou sua vida por cada um de nós, que tal doarmos algo de bom que temos para nossos irmãos? Nossas vidas sempre será um reflexo das nossas atitudes. Pensem nisso!

domingo, 22 de março de 2009

Modéstia a parte

Toda família tem os inteligentes e os bonitos. Na minha, há ainda uma terceira turma, a que entende de computadores e parece que o gene da informática só existe na ala masculina, pois só meu irmão e meu primo são os membros dessa ala. Como meu irmão está na Irlanda e meu primo na Alemanha, sobraram os inteligentes para quebrar a cabeça, e aí, modestamente, entra minha parte.
Viver sem computador é uma possibilidade inexistente para mim, só que como já disse antes, sou mera operadora de coisas prontas. Como a informática avança diariamente, preciso quebrar minha cabeça para conseguir lidar com as novidades. Já fiz avanços, consigo instalar um programa, sei comprar softwares, baixar arquivos e até tenho um blog, que seria 100% de minha autoria, se não fosse o tal contador de visitas. Tive que contar com a ajuda do meu irmão e, pior que isso, tive que lhe enviar minha senha e login, tornando-me escrava dele para que o pilantra não use meus acessos para me sacanear. Eis que me surpreendo com mais de duzentas visitas em apenas uma semana e confesso que fiquei feliz.
Não fiz um blog com a intenção de ser lida ou comentada, mas é gostoso saber que as pessoas lêem nossos textos. Melhor ainda, é saber que não são apenas os amigos e familiares que o fazem, há também pessoas que nunca vimos em nossas vidas e estão lá, participando da nossa intimidade. Aliás, soube nesta semana que até as mães das minhas amigas lêem meus textos e me enviam carinhosamente suas mensagens.
Agradeço às mensagens que recebo no blog, no Orkut, por email, pessoalmente. Adoro quando me enviam sugestões ou temas para serem desenvolvidos e blogados. Gosto das piadas e tiradas relacionadas aos meus textos. Mas acima de tudo, adoro escrever e expor minhas opiniões e pontos de vista sobre alguns assuntos.

Tenho todas as sugestões de temas anotadas e espero, muito em breve, conseguir postar todos os pedidos.

Um abraço enorme para todos os meus leitores!

O sumiço da Pandinha

Andei sumida por alguns dias, por causas justas. As férias acabaram, a tal lista de presença reapareceu na faculdade, e agora, adeus dormir até tarde. Mesmo com a correria do dia-a-dia, ainda consigo administrar meu tempo de acordo com as prioridades e nesta última semana, a prioridade foi assistir “Prison Break”. Aliás, agradeço às mensagens que recebi com indicações de séries. Comprei as três temporadas já lançadas da série citada e ainda as quatro temporadas de “The 4400”. Ambas as indicações foram excelentes, mas a primeira tem prendido minha atenção com a inteligência da trama. Desde quarta-feira, quando recebi minha encomenda expressa, assisti a quase duas temporadas inteiras. Se não fosse o detalhe da volta da lista de presença, já teria acabado tudo, e teria que investir em novas séries.
Minha filha, finalmente, tirou o gesso do braço e estamos quase retomando nossas vidas de forma normal, se é que viver em São Paulo pode ser considerado assim. Sexta-feira, fomos ao aniversário da Dudinha. Fiquei feliz ao ver que a pequena, aos dois anos de idade, se tornou tão sociável depois da troca de escola. Uma boa base na educação infantil será a chave do sucesso na vida do adulto. Depois de uma hora no trânsito caótico para percorrer quase cinco quilômetros, chegamos ao local e nos divertimos muito, mas o melhor de tudo foi rever minha amiga querida, vovó da aniversariante e minha filha adotiva, tia da criança.
Acordei ontem e estava programada para levar as crianças ao teatro. Como o dia amanheceu com a temperatura mais baixa, fui colocar roupa de frio nos dois e SURPRESA: nenhum dos dois tinha uma calça sequer que lhes servisse. O jeito foi vestir bermudão e calça pescador e correr para o Shopping. Lá, enfrentamos o desespero de tantas outras famílias que devem ter vivido o mesmo drama que a nossa. Eram apenas onze horas da manhã e o estacionamento já estava lotado, lojas empanturradas de gente, quase uma hora na fila do caixa para pagar, hora do teatro perdida, crianças querendo brincar no Playland, trombadinhas freqüentando o Center Norte para amedrontar clientes, fila para almoçar em qualquer restaurante e não conseguimos achar uma calça jeans para minha filha. É a tal adolescência que faz isto com o corpo das crianças: não há roupas nem na ala infantil, tampouco na adulta. Calças capri e moletons farão parcerias com saias e meias-calças de lã, até que achemos a tal calça jeans.
Finalmente, o programa de índio, com direito a carteirinha VIP da FUNAI acabou e pude voltar para meu lar doce lar, onde minha cama me aguardava quentinha com o computador prontinho para continuar exibindo “Prison Break”.

A boa conduta


O que vem a ser ética? O Aurélio define ética como o “conjunto de normas e princípios que norteiam a boa conduta do ser humano”.
Para mim, ética é puramente uma questão de princípio e deveria ser matéria obrigatória na vida. Quando cursei Ciências Jurídicas, tive no quarto ano uma disciplina chamada Ética Forense. As faculdades de medicina também incluem tal disciplina em seus currículos. Mas apenas os advogados e médicos precisam de ética em suas profissões?
Ano passado, entrei no elevador da faculdade com mais algumas alunas do curso de Pedagogia. Estávamos em período de avaliações e a conversa que ouvi me deixou indignada. Uma aluna disse para a colega que estava sem tempo o suficiente para estudar para as provas, pois não tinha um minuto sequer de folga em seu trabalho. Um detalhe: ela usava um uniforme de uma das mais tradicionais escolas de educação infantil da região em que moro. A colega então lhe deu a grande dica: “vá ao médico e diga que você está muito cansada, que chora muito todos os dias, fica pensando que vai morrer, tem medo de sair de casa, não quer ver ninguém a sua frente. O médico dirá que tem depressão e te afastará por quinze dias, pelo menos. Você poderá estudar e quando as provas acabarem, poderá voltar ao trabalho”.
Fiquei perplexa com o que ouvi, por ouvir de um adulto, por ouvir de uma pessoa que já está na área da Educação e que, muito em breve, poderá ser educadora de um dos meus filhos. E a ética, por onde anda?
Durante muitos anos, estudei a noite, trabalhando durante todo o dia. E não fui mártir. Essa é a realidade de milhares de estudantes mundo afora. Nunca precisei faltar ao trabalho para estudar e nem por isso fui uma aluna medíocre ou uma profissional desleixada. Tinha que encontrar o equilíbrio entre aquilo que necessitava – o trabalho – e aquilo que queria fazer por prazer, por necessidade de um futuro melhor, por satisfação – o estudo.
Vejo cada vez mais pessoas tentando burlar as regras para se dar bem. Somos muito éticos em nossa casa e procuramos passar princípios e valores aos nossos filhos. Mas a sociedade corrompe e a futura professora é a maior prova dessa afirmação. Enquanto nos preocupamos em falar mal de políticos e achar que só eles roubam, temos a tal aluna e mais muitas pessoas como ela sendo lançadas todos os anos no mercado de trabalho.
Não seria a hora de revermos para onde caminha nossa sociedade?

terça-feira, 17 de março de 2009

O casulo e a borboleta


O que é vida? Para mim, é uma das palavras mais difíceis de traduzir, de difícil leitura e compreensão. Vida pode ser compreendida como momento, onde cada um fará o seu, intenso, longo, curto, feliz, triste.
Há uma dicotomia nessa interpretação, pois por mais que se diga que cada um tem o livre arbítrio em suas vidas, é mentira. Somos todos filhos de um ser superior, onipotente e senhor de todos nós. É Ele quem decide o início e o fim das nossas vidas. A doutrina espírita ensina que cada um é responsável por seus atos. Por tudo que li em muitos anos, somos sim, responsáveis, mas Deus define a hora de encerrar cada momento, de adormecer cada vida. O momento é agora, para ser intenso, para agradecer por tudo que temos e que somos, para fazer o bem, amar intensamente, perdoar as mágoas, eliminar os rancores e fazer de cada momento, o momento. O único momento.
O jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, em seu livro “Feliz Ano Velho”, faz uma passagem linda, que li ainda adolescente e guardo profundamente em meu ser: “a vida dura poucos segundos; a história da humanidade se fará, com ou sem a sua presença; a morte é apenas um grande sonho, sem despertador para interromper”. Deixei a citação entre aspas, pois o autor diz algo muito parecido, não ipsis literis o que escrevi, mas a idéia pertence a ele. Façamos de cada momento de nossas vidas, um único momento, marcado de coisas boas e intensas. Deixemos que nosso casulo se transforme em uma bela borboleta constantemente.
E que hoje seja mais um grande momento para cada um de nós, marcado de profundidades, de amores, de perdões, de alegrias infinitas, de saúde, mas acima de tudo, de muita fé no ser maior que cada um acredita.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tudo são flores


Há dias em que tantas idéias permeiam nossas mentes, que o melhor a fazer é esperar o momento certo, para que cada coisa fique em seu lugar.

domingo, 15 de março de 2009

Não apenas cultural. Fundamental!

Foto: www.fotosearch.com.br
Gosto de escrever e faço da escrita minha terapia diária. Tenho três notebooks e não sei o que seria da minha vida sem esse brinquedinho que tanto me encanta. Escrevo desde muito pequena. Ainda guardo em uma pequena caixa, com recordações de outrora, meu primeiro caderno de poesias.
Hoje, ao reler alguns escritos, dou risada com a falta de regra, mas quem sabe eu teria inaugurado um novo estilo de escrita se tivesse dado continuidade ao meu besteirol.
Saber ler e escrever são duas das mais importantes coisas que um ser humano aprende durante sua vida. Não importa de onde veio ou para onde vai. Não importa que caminho profissional a pessoa decida trilhar. O analfabetismo é uma das piores chagas da humanidade. Só nos damos conta da riqueza que temos por sabermos ler e escrever, quando ouvimos uma história como a que ouvi ontem, de uma amiga que trabalha no aeroporto internacional. Um homem embarcaria para o enterro do seu pai, mas como não sabia ler, não sabia como chegar ao embarque. Minha amiga acompanhou o senhor até dentro da aeronave, indicando-lhe o toalete e as sinalizações necessárias para uma viagem segura. Cumpriu o seu papel de cidadã e fiquei orgulhosa dela pela atitude.
Agora imaginem só a situação de alguém, desesperado de tristeza por estar viajando para a despedida dos restos mortais do pai, sem sequer conseguir encontrar o meio de transporte? Muito humilhante.
Há algumas semanas escrevi sobre um assunto, mas infelizmente, não consigo publicar todos os textos que escrevo. Em suma, estava na fila de um caixa, aguardando minha vez para pagar. Havia no local, a exposição de algumas revistas e dentre elas, uma Contigo com a cantora Sandy na capa. A chamada atentava para sua formatura em Letras na PUCCamp. Duas senhoras atrás de mim pegaram a revista desdenhando da artista e de seu canudo: “não sei para que “fazer” Letras, nunca vi curso mais inútil, não serve para nada, só para ler receitas para a cozinheira analfabeta”.
Discriminação é crime conforme nossa Constituição Federal e com punição de acordo com o ato discriminatório, previsto em nosso Código Penal. Senti-me ofendida com tamanha ignorância, arrogância, prepotência, e um grande grupo de outras más qualificações às duas cidadãs. Perguntei a elas se haviam estudado alguma coisa em suas vidas, pois se passaram pelo Ensino Fundamental II e Ensino Médio, sem dúvidas, tiveram uma professora formada em Letras. A opinião delas não mudou e não me levava a nada prosseguir com a discussão. Estava atrasada para a sessão de cinema que entraria com as crianças.
Só lembrei-me desse episódio horripilante hoje, ao ver o programa Soletrando, no Caldeirão do Huck, dar início à temporada 2009. Além do cantor Tony Belotto e do filólogo e professor Sérgio Nogueira, quem é a terceira pessoa do “júri”? A Sandy. Quando questionada sobre o motivo que a levou a cursar Letras, ela respondeu que ao terminar o Ensino Médio, entrou na faculdade de Psicologia, mas queria mesmo cursar Letras. Durante quatro anos, aprendeu a falar, ler, interpretar, escrever, de acordo com as regras. E não só isso, aprende-se outras culturas, o porquê de nossa língua ser como é hoje, as regras que existiram ontem para uma escrita correta e o que vem mudando ao longo da história.
Disciplinas que envolvem a boa escrita e a interpretação de textos deveriam ser obrigatórias em quaisquer cursos de nível superior, não apenas em cursos de Letras ou Comunicação Social. Escrever bem é extremamente fundamental. Mas saber ler, é uma questão de sobrevivência.

sábado, 14 de março de 2009

Vícios ocultos


Não ter equilíbrio e ser desequilibrado tem o mesmo significado? Quando dizemos que alguém não tem equilíbrio, a mim remete uma pessoa com alguns problemas para manter a estabilidade. Já a pessoa desequilibrada soa pejorativo, é como dizer que alguém não tem controle algum sobre seus atos.
Estou buscando em qual das duas categorias me encaixo, mas acho que sou uma desequilibrada total. Não conheço o meio termo e vou do ápice ao nadir em questão de segundos, sendo intensa em tudo que faço. Quando falamos em vícios, logo enviamos nossos pensamentos aos narcóticos ou ao álcool, porém, em um segundo instante, basta um pouco mais de reflexão para saber que vício é tudo que é intenso demais em nossas vidas. Eu, por exemplo, não consigo ficar sem computador e isso é um tremendo vício.
Quando fui morar em Portugal, tenho certeza de que entrei em pânico pelo fato de não ter computador disponível. Morávamos no Novotel, em Lisboa, e naquela cidade tudo é muito difícil para quem vem da cosmopolita São Paulo. Se bem que eu vinha de Santiago, no Chile, uma cidade que, assim como a nossa querida São Paulo, funciona 24 horas. Depois que nos mudamos para o Monte Estoril, tinha computador disponível no hotel, mas só comecei a me sentir medicada para minha síndrome de abstinência, quando meu marido me presenteou com um computador portátil. Foi um divisor de águas na minha vida, tanto que hoje, cinco anos depois, ainda guardo aquele velho brinquedinho no baú do túnel do tempo, com amor e carinho, com sua carcaça intacta e sem qualquer risquinho.
Há uma infinita lista de vícios, que passam por jogos, drogas, remédios (outra forma de vício oculto), comida (preciso confessar, sou viciada em açaí), até ver televisão demais é um vício. Não sou adepta da jogatinha, não tenho preconceito com quem se droga e acho que cada um sabe o que faz da sua própria vida. Claro que não é problema meu. Só fico extremamente incomodada com cigarro, pois acho desagradável (melhor dizer inconveniente) ser obrigada a inalar o cheiro do vício alheio, deixando minha rinite à flor da pele.
A profundidade com a qual me entrego a tudo na vida tem a ver comigo, com a minha essência e meu interior. A terapia não mudou em nada essa paixão com que me entrego a tudo, a acupuntura tampouco, muito menos os florais. Sou assim, ponto. Computador é apenas um dos meus vícios e, graças ao meu Senhor, não tenho nenhum vício químico, porque com a profundidade em que vivo tudo, com certeza, já não estaria aqui hoje para contar história alguma.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Texto sem título



Quantas pessoas falam mal de novelas? Muitas. Acredito até que boa parte da turma do contra assista novelas diariamente e morra de vergonha de confessar o tal pecado. Afinal, novela é o maior símbolo anticultural para muitos que se julgam intelectuais. Claro que o preconceito é pura ignorância. Novela é uma obra de arte como outra qualquer. Algumas vezes, é uma música perfeita, regida pelo mais competente maestro. Outras nem tanto, fadadas ao fracasso, são alvos da mídia durante os meses em que literalmente se arrastam, até o dia do “felizes para sempre”.
Eu adoro novela, mas nos últimos anos, nem sempre consigo acompanhar aquelas que me interessam. Gosto de alguns autores em particular, mas para mim, sem dúvida alguma que todo e qualquer escritor, que é capaz de passar meses e meses dando vida para algumas dezenas de personagens, é sem dúvida, o maior de todos os artistas. Sempre choro em último capítulo de novela. Por mais banal que possa parecer, por mais surrealista que seja o desfecho de cada uma das personagens, cedo ou tarde as lágrimas invadem meu rosto.
Há alguns meses, começou a passar no horário das 18 horas da Vênus Platinada, a trama escrita pelo poli artista Miguel Falabella. Felizmente, tive a oportunidade de acompanhar vários momentos do cara e ele é fantástico, trabalha com competência, coloca não uma pitada, mas colheradas de amor em toda poção em que põe as mãos. Dirige, escreve, atua no cinema, na televisão, no teatro.
Quem nunca teve seu momento gargalhada com o Caco Antibes, que atire a primeira pedra. Assistir o Miguel ao vivo no palco é um privilégio para quem admira o seu trabalho. Infelizmente, neste trabalho que encerra hoje, uma teledramaturgia chamada “Negócio da China”, o autor não deu grande sorte. Após idealizar a história e a trama, viu o protagonista ter que se afastar repentinamente, por problemas pessoais, e precisar do dia para a noite dar uma reviravolta em sua história. Todo mundo que estudou, teve que fazer uma redação, algum dia na vida. Criar a história, os personagens, o mundo em que a narrativa passaria. E duvido que todo mundo sempre tenha realizado seu dever escolar sem dificuldade alguma. Há sempre dúvidas de como prosseguir.
Escrever não é para qualquer um, muito menos, chegar a uma das maiores emissoras de televisão do mundo para escrever uma telenovela. Problemas inesperados existem na vida de qualquer um, problemas profissionais são constantes hoje na vida de todo trabalhador. E mesmo achando que houve viagens e devaneios do meio para o fim dessa história da China, parabenizo o autor por tê-lo conseguido concluir. Eu, por exemplo, tenho dificuldade até para dar nome aos meus textos. Portanto, deixarei aqui algo sem nome, quase que inacabado, para dar espaço à imaginação de cada um.

Quem sabe fazer barquinho de papel?


Há coisas que acontecem em nossas vidas que nos afetam gravemente, muda o curso de nossas vidas e destrói parte do nosso eu. E não estou fazendo drama; hoje ocorreu um fato inusitado, algo que jamais pensei que viveria pra contar.
Não é segredo para ninguém que o ano letivo ainda não começou em definitivo para mim, fato que faz com que eu vá seriamente para a faculdade apenas às 5as. e 6as. feiras, para as duas primeiras aulas. As outras treze aulas semanais que tenho, decido no dia se vou ou não, mas Literatura Inglesa é sagrado. Mas não tão sagrado que me faça chegar no horário. Quando me acho a pior criatura, chegando quando o pobre professor já está começando a liderar alguma discussão entre os alunos, chega a Carine, bem depois de mim. Nada mal se não fosse o caso dos barquinhos.
Diz minha amiga que, no processo seletivo o qual participou recentemente, para trabalhar em uma das maiores empresas brasileiras, tinha que fazer um barquinho na dinâmica de grupo. E ela não sabia faze-lo. Minha outra amiga, Morgana, exibida que só, disse que fazia barquinhos até com papel de Halls. E minha outra amiga Eliana disse que também não sabia fazer barquinho. Achei uma coisa de outro mundo, afinal, quem é que passou a vida sem aprender a fazer barquinhos? Só a Carine e a Eliana, certo? Errado. Éramos duas fazedoras profissionais de barquinhos e duas ávidas candidatas a aprendizes, inconformadas com a nossa hostilidade em relação ao assunto.
Resolvemos perguntar para outras colegas: Fê, sabe fazer barquinho de papel? NÃO. Érika, sabe fazer barquinho de papel? NÃO. Edson, sabe fazer barquinho de papel? NÃO. Olhei para todos os lados, achei que era pegadinha ou coisa do tipo. Perguntei em voz alta para a sala, se alguém ali sabia fazer barquinhos de papel e a resposta foi unânime: NNNNÃÃÃÃÃÃOOOOOOO. Ainda chegou a Tânia para salvar a pátria e engrossar a dupla Ursula x Morgana, as fazedoras de barquinhos. Ela também sabia fazer barquinhos, o que significou, naquele momento, sermos oriundas do mesmo planeta. Iniciamos a aula de fazer barquinho.
Particularmente falando apenas do quarteto inicial dessa conversa, estamos falando de pessoas inteligentes, cultas, estudadas. A Eliana e a Carine são duas alunas excepcionais, como podem ter chegado ao último ano da faculdade sem aprender a fazer barquinho? A Morgana iniciou a aula para a Eliana e juro que fiquei com dó, pois ela consegue ser mais afobada que eu e tive que interceder, para ajudar minha amiga Eliana a entender bem cada um dos cem passos que envolvem a confecção de um barquinho de papel. Acabei me distraindo por um minuto, para tentar justificar o auê que a sala se transformou, para o professor. Foi tempo suficiente para que minha amiga Eliana tentasse abrir o seu barquinho e ele voltasse a ser, simplesmente, uma folha de fichário da Hello Kitty.
Decidimos acabar a brincadeira, pois lá do fundão, começaram a jogar aviõezinhos e senti, realmente, que muitos outros meios de transporte poderiam ser colocados na jogada. Melhor parar no ponto que sabia e deixar que o professor prosseguisse com a aula. E você, sabe fazer um barquinho? Publique no Youtube um vídeo mostrando a confecção de um barquinho feito com suas próprias mãos, e concorra a todos os barquinhos que ilustram este post (e o aviãozinho também).

quinta-feira, 12 de março de 2009

O mistério dos números

Números são mistérios e adoro os números. É através deles que são revelados os maiores mistérios. Só de pensar que os números são infinitos dentro de um universo com tantas finidades, fico fascinada. Em toda história policial, há sempre números envolvidos, cuja evidência é mostrada em dada parte do enredo. Agatha Cristie sempre usa dos números, muitas vezes de forma sutil, para complicar seus casos. Até Alan Poe brincou com números.
Uma das séries de maior sucesso nos últimos anos brinca com números o tempo inteiro, através de uma sequência que aparece sempre, em várias situações, mas que até o início da quinta temporada, ainda não se mostrou o porquê do mistério. Se estou usando um computador agora, é porque algum físico ou matemático trabalhou em cima do sistema binário; usando tão somente dois números, em infinitas combinações, é possível desenvolver até o inimaginável para uma máquina tão misteriosa.
Tenho por hábito contar tudo, adoro fazer contas e talvez o motivo de sempre ter tirado as melhores notas em matemática, seja minha fascinação pelos números. Aqui em casa, eu e meu marido temos o mesmo número de letras nos nossos nomes e sobrenomes. Igualmente, nossos filhos também, sendo que eu e ele não temos os mesmos sobrenomes das crianças, que levam os nomes das minhas famílias materna, paterna e do meu sogro, enquanto eu e meu marido temos apenas esse último. Gosto de contar os meses, de brincar com pares, de enumerar dias do ano para saber quantos ainda faltam para o fim.
Em 2001, completei dez mil dias de vida, conta que aprendi a fazer na HP 12C e não pensei duas vezes: reservei algumas mesas no Bourbon Street e lá fomos eu e meus trinta amigos comer, beber, dançar e, claro, comemorar. Adivinhem quem dividiu a conta no final? Claro que eu, não apenas naquele, mas em tantos outros dias em que saia com grandes grupos. Minha cabeça é praticamente uma calculadora, penso rápido, divido, somo, multiplico e tenho um resultado exato. Nada pode ser mais fascinante que uma regra de três, fórmulas mirabolantes cujo resultado é sempre simples, basta raciocinar.
Em casa, administro todas as contas e é incrível como faço o dinheiro render. Amigas já sugeriram que eu ministre aulas de economia doméstica, mas aí envolve o quesito aula e começa a complicar minha vida. Muitas pessoas me questionam o motivo o qual me fez escolher dois cursos que envolvem tanto a escrita, como Direito e Letras. Simples resposta. Lidar com números é uma habilidade natural, um dom. As letras são fascinantes, mas preciso ralar muito para lidar com elas de olhos fechados. E ainda tenho um longo caminho, que vou contar e qualquer hora escrevo aqui.

Qualquer idade é idade


Quantos assuntos podem fazer parte da vida de um único ser em um mesmo dia? Infinitos, se os tais seres forem do sexo feminino. Impressionante como um simples intervalo entre as aulas podem virar um emaranhado de discussões dos mais variados temas. E a moral da história é sempre a mesma, o sinal bate, os assuntos ficam para amanhã e juntam-se às tantas novas temáticas que surgirão.
Fora isso tudo, tenho uma encomenda hoje a entregar. Trata-se de um assunto que me levou a algumas horas de reflexão. Não sei se funciona assim com todo mundo, mas eu, em particular, conheço pessoas tão parecidas comigo, que tais semelhanças chegam aos extremos. E não falo de semelhanças físicas não, falo de pensamentos, de gostos, de atitudes.
Há pouco mais de dois anos, uma mulher muito interessante cruzou minha vida. Cruzou é pouco. Invadiu minha vida e tomou meu coração por inteiro, tornando-se figurinha indispensável no meu álbum de celebridades. Intelecto de trinta anos, sessenta de idade cronológica e, diria eu, uns cento e vinte anos em sabedoria de vida. Somando tudo, temos mais de duzentos anos de experiência em uma só pessoa. É muita sabedoria e, quisera eu, um dia chegar só a metade disso tudo. Nossas afinidades vão desde as marcas de sorvete, o amor por um balde de açaí, somos antissociais ao extremo, detestamos festas e eventos tumultuados, fazemos qualquer coisa para ficar em nossas casas, nosso verdadeiro paraíso. Somos devotas de nossas famílias e eu, assim como ela, sou usuária do banheiro de empregada. E foi o banheiro de empregada que a levou a pedir que escrevesse algo em sua defesa.
Quando criança, chegamos a morar em dez pessoas na mesma casa, quando minha tia caçula se separou e veio morar conosco, juntamente com meus quatro primos. E de quantos banheiros dispúnhamos? Apenas um. E não me lembro, jamais, de ter passado aperto. Acontece que vamos crescendo, ficando velhas (ou experientes) e também mais críticas. Hoje, moro em uma casa com dois banheiros e quatro pessoas. E adivinhem? Acordei com a bexiga estourando de tão apertada e meu marido estava no nosso banheiro lendo a Veja, para matar o tempo, antes das seis da manhã, enquanto minha filha fazia hora no outro banheiro. Dei graças a Deus que em alguns meses, mudáramos para uma casa com quatro banheiros, ou seja, um por cabeça. E que não chegue nenhuma visita apertada, pode dar briga.
No caso da pessoa a qual me refiro, que chamo carinhosamente de tia Sônia, ela já tem o privilégio de ter o banheiro de empregada, lugarzinho tranqüilo e afastado do resto dos demais, onde ela pode, se quiser, ler sua revista em paz, desde que a empregada não esteja em casa. Há quatro anos, moramos em um apartamento com três banheiros e como meu filho ainda não era nascido, tinha um para cada membro da família. Todos rejeitavam o banheiro da empregada, então, transferi todos os meus apetrechos para lá. Com o passar do tempo, aquele lugar foi se tornando algo disputado aos berros. A ventilação lá era melhor, não tinha barulho e era como brincar de esconde-esconde, alguém só encontrava outrem por lá, se já conhecesse o esconderijo.
Desculpem-me, mas que papo de doido. Comecei a escrever e, inspirada no meu irmão, um fanático e alucinado por banheiro, deixei a imaginação correr solta, mas o que quero falar realmente é sobre o poder que os filhos acham que exercem sobre os pais, quando estes ainda estão em plena ativa, com total domínio de todas as suas sanidades mentais. A mesma tia Sônia ganhou um presente. Na verdade, ela e cada uma das duas filhas ganharam um pacote, todos com o mesmo conteúdo: um vestido. Só que a pobre não teve nem o gostinho de abrir o seu pacote, tampouco usufruir do seu presente. E só ficou sabendo que também havia sido presenteada, porque achou estranho todo mundo ganhar presente e ela não. Foi quando sua filha mais velha confessou que ela também havia ganhado um vestido, mas como era muito de perua, resolveu confiscá-lo, sem sequer perguntar o que a mãe achava.
Sorry, se fosse minha filha, mesmo com os trinta e muitos anos que ela completa hoje, ficaria sem presente de Papai Noel este ano, para aprender a não fazer mais coisas assim. Mesmo com tanta indisciplina, desejo a ela mais um ano de vida cheio de glórias e sucessos!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Um dia eles crescem



Ainda falando sobre filhos. Quando era criança, nunca gostei de brincar de bonecas. Aliás, nem me lembro de ter brincado com elas algum dia. Portanto, nunca fiquei planejando quantos filhos teria, tampouco seus sexos. A única coisa que tinha definido é que, se tivesse um casal de gêmeos, chamar-se-iam Letícia e Leonardo e se fosse apenas uma menina, seria a Graziela.
Aos 24 anos, engravidei da minha filha e queria colocar-lhe o nome de Valentina, por achar um nome forte e imponente. Mas meus oponentes me fizeram desistir da idéia e cai na mesmice de nomes da sua geração: Isabella, que depois, por um erro de cartório, virou Isabela. Na ocasião, tinha a mais absoluta certeza de que não teria outro filho e ela seria filha única. Talvez seja por isso que demorei tanto tempo para ficar grávida, quando decidimos ter o segundo filho. Mas a criança veio e, para nossa surpresa, era um menino. Saímos do hospital Santa Joana meio catatônicos, o Milton e eu, tamanha a frustração.
Tive que rezar durante toda a gravidez, pois achava que não gostaria da criança. Sempre questionei como é que minhas amigas, mães de meninos, conseguiam gostar de seus filhos, afinal, em meninos não se colocam laços, tiaras e fivelas. Para os meninos, não se compra uma infinidade de sapatos e vestidos. Consumista como eu só, definitivamente, não estava preparada para ser mãe de menino. Eis que nasce o Leonardo, que deveria se chamar Bernardo, mas meu oponente também me venceu. Quando o dr. Adriano tirou o bebê da minha barriga e o trouxe até os braços, chorei de arrependimento, mas acima de tudo, de emoção. Perfeito, lindo, limpinho, gordinho. Uma gestação de 34 semanas, um bebê com quase 4 quilos, 50,5cm, totalmente saudável. Que glória, que benção. E lá estava eu, com o desafio de criar um menino.
Como sou privilegiada pelo presente de ter um casal de filhos. Os dois são completamente diferentes e algumas vezes, me sinto tão onipotente por tê-los, que tenho a impressão que entendo tudo e qualquer coisa da vida. Um é tímido, o outro é extrovertido. Um é quieto e o outro, não para sossegado um minuto sequer. Um nasceu e foi criado como batata, joguei na terra e brotou, enquanto o outro me fez ir semanalmente ao hospital até os seus dois anos de idade. Um adora verde e o outro gosta incondicionalmente do azul. Mas eles têm muitas coisas em comum: se amam infinitamente e passam por cima de qualquer coisa ou pessoa para defender o outro; ambos são sãopaulinos e, portanto, duas crianças totalmente inteligentes.
E eu e o Milton? Bom, nós dois agradecemos todos os dias por termos sido abençoados por dois filhos tão diferentes e que amamos tanto.

Meu tamanho é G, e o seu?

Quando meus pais me fizeram, não puderam optar pelo tamanho P, M ou G. Eu simplesmente fui confeccionada tamanho G, sem uso de moldes. Em partes é bom; vejo frequentemente minhas amigas reclamando do tamanho P.
Acham que é duro ser baixinha ou ser pequena. Na adolescência, achava o máximo ser baixinha. Meu raciocínio era o seguinte: as baixinhas podem namorar os meninos pequenos e os grandes e eu, como sou grande, só posso namorar os grandes, ou seja, havia certa limitação. Depois de chegar à vida adulta, me acostumei a ser grande e passei a tirar proveito do meu tamanho, com roupas, calçados e acessórios. Só que a vida não é só feita de flores e o tamanho grande continua tendo seus inconvenientes.
Vira e mexe, me pego pensando e questionando algumas coisas e tamanho de roupa é um dos meus questionamentos constantes. Toda vez que vou comprar alguma roupa, tenho que apelar para a sorte de encontrar aquela peça que gostei em tamanho G. Salvo quando chego em início de coleção, ouço sempre as mesmas coisas: senhora, o tamanho G já se esgotou e o M está no final. Oras, qual o motivo de não confeccionarem mais tamanho G e menos P?
Quando minha filha engessou o braço, nos deparamos com o problema roupa. Ela precisaria voltar à escola, mas era impossível entrar a camiseta do uniforme pelo seu braço. Vendo sua dificuldade, ela mesma deu a solução: “mamãe, tenho aqui uma blusinha que amarra no pescoço e não tem manga, não teremos problema”. Bingo para ela, mas havia apenas uma daquelas blusinhas no armário. Corremos até a C&A para procurar mais daquelas peças milagrosas. E qual não é a minha surpresa? Minha filhinha, que até ontem era um pequeno bebê, não encontra mais roupas na ala infantil. E olha que a loja diz vender roupas infantis até 14 anos e minha filha só tem 9.
“That’s the life”, minha filha também é tamanho grande. Não ainda, mas caminha para ser. Comprei na seção de adultos algumas blusinhas tamanho pequeno, mas trouxemos duas tamanho médio. Ela é magrinha, tem 32 quilos distribuídos em seus quase 1,40cm. Acho que, tal como a mãe, parte do peso se aloja na região dos quadris, outra parte nos ossos grandes e largos, o que faz com que uma menina da idade dela use uma roupa tamanho M. Tudo bem, não há padronização de tamanhos, uma coisa que me mata.
Ontem mesmo, fomos comprar uma rasteirinha para ela. Entrei na loja e pedi tamanhos 31-32 e 33-34. O problema é que a numeração maior já é de adulto e a menor já é de criança. Pedimos uma pequena variedade para ver o que ficaria melhor. Houve pares da numeração menor que ficaram, digamos assim, espaçosos e pares da numeração maior que ficaram justos.
Descobri que minha filha também tem o colo do pé alto e, assim como sua mamãe, terá dificuldades em encontrar calçados, pois apenas os de forma larga calçam bem. Tal mãe, tal filha. Agora sabe a pior parte dessa conversa toda? Minha filha está virando uma mulher, ou melhor, um mulherão.

terça-feira, 10 de março de 2009

Formando o amor e a verdade



Há um ingrediente que precisa, fundamentalmente, ser inserido em tudo que fazemos em nossas vidas. O nome do ingrediente é amor. Com amor, tudo se torna fácil, prazeroso, a vida passa a ter um gosto indiscutível de sucesso.
Estava hoje pensando no fim da minha licenciatura, que se aproxima. Têm pessoas muito legais, que não deixarão saudades simplesmente porque não deixarão de fazer parte da minha vida. Outras, que vou agradecer eternamente se não cruzar nunca mais em nenhum canto do mundo. Dos professores, sentirei saudades. Mesmo nos momentos de desavenças, sei que cada um estava lá dando o que podia de si e forçando a cada um dos alunos, para que cada um espremesse todo o seu sumo, dando o máximo também de si e fazendo o mais saboroso suco.
Cada um partirá para um caminho diferente, uns já trilham os concursos públicos, outros já têm suas vidas profissionais estabilizadas, outros ainda, estão lá por estar, e eu? Desde o início, já tinha meu caminho traçado e por ele seguirei.
Acredito na carreira de Tradutora, na carreira de Editora, na carreira de Mãe, na carreira de Consultora. Acredito que em tudo que fizer e colocar a pitadinha do tal amor, vai dar certo. Aliás, são trinta e cinco anos dando certo, nada vai mudar. Eu sou dona da minha vida, eu controlo tudo que quero e desejo. Só não tenho o controle perante a vontade suprema do nosso Pai.
Mas eu decido todos os dias se quero ou não ser feliz. E a resposta é sempre positiva. Tanto assunto veio a tona em meus pensamentos, quando fui parabenizar uma amiga que estudou no Ensino Médio Profissionalizante comigo, na época, colegial técnico. Ontem, estava em casa outra amiga que conheci naquela época. Um mês atrás, fui a uma festa de quinze anos da filha de outra amiga daquela turma.
Ano passado, na renovação da matrícula da minha filha na Cultura Inglesa, reencontrei outra amiga. Os padrinhos da minha filha também são dessa turma. Uma das melhores amigas da minha filha, que estuda na mesma sala que ela, é filha de outro casal de amigos, também do bom e velho colegial. Éramos três turmas do curso de Comercialização e Mercadologia. Durante os dois últimos anos, fazíamos um trabalho de graduação bastante abrangente, envolvendo desde a criação contábil de uma pessoa jurídica, até a composição de todo o organograma dessa empresa, onde cada aluno desenvolvia um papel, do Presidente à secretária. Investíamos certa quantia em dinheiro para que no último semestre, desenvolvêssemos o produto que nossa empresa criou; fazíamos toda a campanha publicitária, lançamento do produto, plano de exportação, enfim, um trabalho completo e complexo para jovens de 17 anos, que deixava qualquer adulto aplaudindo ao ver o resultado.
Havia desavenças, mas havia maturidade para resolvê-las. Havia maldade, sim; não acredito em grupos sociais que não tenham a figura do bem e do mal presente. Mas havia amor, aquele que vem lá do fundo, aquela ideologia de um grupo em acreditar poder fazer o melhor. Passei por alguns cursos universitários e, para meu bel prazer, conheci muita gente boa que faz parte da minha vida. Muitas pessoas comuns em busca da tal felicidade. Eis que de repente, passo a fazer parte do incomum.
Em três anos de Licenciatura, ouvi todos os professores dizendo que a minha turma era uma turma diferenciada. Alunos maduros, inteligentes, capazes, diferentes, com um nível cultural nunca visto antes. Cultura é importante sim. Notas compõem nossos currículos. Mas sinceridade, honestidade e bom caráter, são predicados inatos ao ser humano, não são possíveis comprar, simular ou fabricar. Claro que faz bem para o ego saber que você faz parte de um grupo de boas pessoas. Ou seriam pessoas boas?
Acho que em algum momento, o ego inflou de tal forma, que fez tudo desandar. As pessoas continham sendo boas, as notas continuam sendo as melhores, uma turma que tem um festival de notas dez nas avaliações. E a vida, é nota dez também? Não. Pois não há amor. Falta espontaneidade, falta naturalidade, falta verdade. É triste ver pessoas que chegaram aos quarenta anos vivendo da mentira, enganando ao seu próximo, tentando tirar proveito da boa fé das pessoas e, ainda assim, sentindo-se superior ao seu semelhante.
No jogo da vida, somos todos iguais, oriundos de um mesmo Pai que não diferencia o amor por seus filhos; o menos acaba sendo sempre mais. Quem sabe menos, aprende mais; quem tem menos, acaba ganhando mais; quem não se acha nada, uma hora se descobre o tudo; mas aquele que esteve no pedestal por todo o tempo, pode tropeçar e cair, quando suas trapaças forem descobertas por todos. Desejo sucesso a cada um dos formandos, que cada um consiga plantar uma única sementinha do bem nesta enorme semeadura chamada vida. E nunca, jamais, esqueçam que a verdade só existe se há amor e dentro de um canudo não se encontra amor. Apenas no interior de cada um.

Medicina + Bom médico = Amor



Têm dias em que nossa paciência é testada até a última gota do limite máximo permitido. Nossa, que pesado ler a oração anterior, mas foi exatamente como me senti hoje no hospital. Por ocasião do acidente da Isabela, estive no hospital Samaritano por duas vezes, passando por dois ortopedistas diferentes. O último que a atendeu, solicitou que fizéssemos novas imagens hoje, dia dez, e levasse até o seu consultório. O que pensei? Pensei que o médico estivesse lá, clinicando, mas também angariando clientes para o seu consultório.
Por não achar uma postura ética, decidi que ela seguiria seu tratamento, que durará três anos, com o ortopedista indicado por nossa pediatra. Como a primeira consulta está agendada para amanhã, achei prudente retornar hoje, conforme orientação do próprio médico, para radiografar os ossos fraturados. Passei pela recepção do pronto socorro infantil e fui encaminhada à ortopedia. Minha surpresa ficou por conta do atendimento médico. Um tal de doutor Sérgio (e não faço a menor questão de pegar o prontuário de hoje para saber o sobrenome do infeliz). O médico me disse que as pessoas são acomodadas, preferem muito mais ir até o pronto socorro, pois o atendimento é rápido (o meu então, foi um torpedo, levou apenas três horas), não precisa marcar hora e vai a hora que bem se entende.
Ok, nesse momento, me segurei para não gritar, não perder a compostura, mas gostaria de saber qual é o ser humano em sã consciência que vai para um p.s. quando bem entende. Vamos a um p.s. por necessidades médicas. A Isabela, graças a Deus, nunca precisou de atendimentos emergenciais, mas o Leonardo precisou de vários, e já passamos algumas noites no Samaritano com ele. Levo as crianças até lá por três motivos: nosso seguro-saúde é aceito, fica próximo a nossa casa e acho o atendimento excelente. E não é este medicozinho de quinta categoria que vai mudar minha opinião.
No dia em que a Isabela se acidentou, foi levada primeiramente ao São Camilo de Santana e, metaforicamente falando, tinha mais gente que enterro de artista. Fui ao Samaritano e, mesmo com o hospital lotado, ela foi atendida antes mesmo de ser aberta a ficha. A cadeira de rodas foi buscá-la no carro junto com três enfermeiras (acho que o número três está meio cabalístico nesse texto). Após os primeiros exames, interromperam imediatamente sua alimentação para o caso de uma possível cirurgia, enquanto aguardávamos o parecer de uma junta médica. Mas voltando ao cidadão que se dizia médico que nos atendeu hoje, ele chegou ao cúmulo de pegar as radiografias dela, olhar e me dizer que não emitiria parecer algum. Que pareceres médicos devem ser dados apenas por um profissional, pois cada um tem uma visão do que acontece. Ainda questionei, já saindo fora da minha razão, se gripe era gripe para cada profissional da saúde.
Meu marido disse que devemos reportar a atitude ao hospital. Eu, por minha vez, acho que também tem que haver um reporte à administradora do seguro-saúde, que tem uma conta gigante do tamanho que é a do Grupo Pão de Açúcar. Mas depois de nosso estresse em escrever e descobrir para quem enviar, será que algo vai mudar ou ser dada alguma importância? Se reclamar das coisas erradas, as quais vivemos diariamente, mudasse alguma coisa, acho que já teríamos um meio social melhor pelo número de vezes que reclamei. E desisti. Que o médico siga o caminho dele, com a frieza e amargura que lhe competem. E que minha filha seja curada por profissionais não apenas qualificados, mas também interessados em exercer sua profissão e cumprir com seu juramento. E para esperar a raiva passar, vou assistir a segunda temporada de House.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Se não tem remédio...

Nunca neguei minha queda por pessoas inteligentes. Portanto, nunca neguei meu amor pela minha amiga Fernanda, que mesmo dando as cabeçadas dela, é de uma inteligencia inegável. Lá se vão vinte anos de amizade e sabemos realmente que podemos contar uma com a outra, de forma incondicional, a qualquer forma do dia e da noite.
Hoje recebi a gostosa visita dela. Sou uma pessoa movida a fome, algo que me acompanha constantemente. Mas passo horas na companhia da Fe sem comer. Bom, demos boas risadas, conversamos pela voz, pela telepatia, seguimos nossas sessões de terapia em dupla e as promessas para mudanças prometem dar certo. Bom, falei da Fe aqui porque recebi agora um email da Andréa uma colega da faculdade.
E o que as duas têm em comum? Não sei. Como disse, a Andréa é apenas uma colega, que pouco conheço e que muito admiro, portanto, resolvi citá-la aqui. O email que recebi tem muito que ver com um dos mil assuntos que conversei com a Fê hoje. Achei bárbaro e reproduzo-o na íntegra; caso alguém tenha interesse, me manda um email que devolvo com a animação. “Enjoy it”!




“Quer transar? O governo dá camisinha;

Já transou? O governo dá a pílula do dia seguinte;


Engravidou? O governo dá o aborto;


Ta com fome? O governo dá o bolsa família;

Tá desempregado? O governo dá o seguro desemprego;

Vai prestar vestibular? O governo dá o bolsa cota;


Não tem terra? O governo dá o bolsa invasão e ainda te aposenta;
Agora experimenta estudar e andar na linha para ver o que te acontece: você vai ganhar uma bolsa de impostos nunca vista em lugar algum do mundo!

(AUTOR DESCONHECIDO)

domingo, 8 de março de 2009

Preguiça ou sustentabilidade?

Em tempos de economizar todos os bens que, muito em breve, sumirão literalmente do mapa, encontrei algumas maneiras de driblar o tradicional.
Sempre vou para a faculdade levando meu bom e fiel amigo computador. É mais prático e rápido. Na hora de estudar para as provas, a matéria está toda ali, digitada em cada arquivo catalogado por assunto, e, de lambuja, vem todo e qualquer comentário do professor, até aquele que parecia inútil no momento da aula. Porém, há vezes que nem digitar dá vontade.
Gente, com o calor que anda fazendo em São Paulo, sequer é possível usar o cérebro; corre-se o risco de derreter alguns pares de neurônios. No ano passado, alguns colegas tinham preguiça de copiar as inúmeras lousas de matéria então, com os seus celulares, simplesmente fotografavam. Eu, por vez, já achava melhor gravar a aula, fosse por imagem ou apenas áudio.
Mas realmente, tirar cópia da lousa com uma máquina fotográfica e com boa resolução, é a solução: economiza-se tempo, papel, força braçal e, de quebra, na hora dos estudos, tem-se a matéria ali, do jeitinho que o professor escreveu. Quer experimentar?

sábado, 7 de março de 2009

A crise ataca a Sétima Arte

Fiquei muito feliz com a notícia que recebi hoje. Na verdade, ainda não era uma notícia, era apenas um boato, que tratei de confirmar assim que cheguei em casa. Saí da faculdade com as minhas amigas Morgana e Leslye e fomos à loja de roupas indianas. Sempre gostei de vestidos e saias indianos e aproveitei a febre da novela para voltar a usá-los. Após a festa do provador, nos dirigimos à sala de cinema eleita, pelo Estadão, a pior de São Paulo, duas semanas atrás: Playart do Shopping Santana. Comentávamos que a sala era ruim; aliás, só quem já teve a oportunidade de assistir a um filme naquele lugar, sabe confirmar o quão ruim chega a ser. Mas há uma única vantagem (e tenho certeza que, para muitas pessoas, isto é um diferencial): o preço. É tão barato que dá até medo, mas meia entrada custa R$ 2,00 ou R$ 3,00 dependendo do dia. Uma das meninas aproveitou o assunto e disse que as salas UCI estariam com uma promoção às segundas-feiras, cobrando apenas R$ 3,00 a entrada. Fiquei muito feliz, afinal, vou semanalmente ao cinema com as crianças e há algum tempo conseguimos fugir da hegemonia do Cinemark, com a inauguração do UCI no Santana Shopping Park (aliás, eleito como o terceiro cinema com melhores salas, perdendo apenas para o Cinemark Iguatemi e o Unibanco Bourbon Pompéia). Já não era sem tempo, pensei comigo, mas achando muita esmola para pouco santo. Ao acessar o site http://www.uci.com.br/ e, em seguida, http://www.cinemark.com/, qual não é a minha surpresa, ao ver que os dois cinemas estão com promoções no primeiro dia útil das semanas? As salas UCI estão com valores entre R$ 2,00 e R$ 3,00, dependendo do cinema. Fiquei boquiaberta mais ainda com a promoção do Cinemark, que para a compra de quatro ingressos (dois adultos e duas crianças menores de 12 anos), paga-se a bagatela de R$ 30,00, levando ainda QUATRO, isso mesmo, deixei letras capitais para que não haja engano, QUATRO combos (pipoca e refrigerante). Não há entrelinhas, não há letras minúsculas, não há, ao menos no site, nenhuma pegadinha. É pagar para ver. Sempre achei que os preços do Cinemark eram abusivos. O atendimento é péssimo. Já estive em alguns cinemas, entre eles, Shopping Metrô Santa Cruz, Shopping D, Shopping Metrô Tatuapé, Shopping Eldorado, Shopping Marketplace, Shopping Center Norte, Shopping Pátio Higienópolis, Shopping Villa Lobos. É unânime, talvez até um padrão do grupo, atender mal as pessoas. Já pediram documento de identificação da minha filha, hoje com nove anos recém-completados, para comprovar sua idade. Como não tinha, paguei o valor cheio da entrada. Quem quer comer pipoca, tem que matar alguém antes e pagar suas penitências na fila. Um atendente para cobrar e servir, geralmente mal humorado, mal educado ou qualquer outra coisa de mal. Pede-se refrigerante sem gelo no colo e lá vem aquele copo pesado, metade gelo, metade água com xarope. Se pedimos para tirar o gelo, lá vem cara feia. Independente do valor ou da votação do conceituado Estadão, continuarei com as salas UCI (só não conheço as do Shopping Anália Franco, aqui em SP), ou as do Unibanco, Frei Caneca ou Bourbon. Não há cabine blindada, o atendimento é condizente com uma empresa prestadora de serviços que busca fidelizar seu cliente, as salas são espaçosas, não há espera e nem perda de paciência para comprar a pipoca. Mas, como nem tudo é perfeito, fica faltando a bendita manteiga do Cinemark.

Mataram meu filme

Dias atrás, não me lembro bem em qual situação, ouvi alguma coisa do tipo: “nostalgia é relembrar coisas erradas, das quais nos arrependemos, para que outras pessoas não cometam os mesmos erros”. Acho que foi uma afirmação imbecíl – desculpem-me – não consigo encontrar outra palavra para tal frase. Sou uma pessoa nostálgica e se gosto de relembrar o passado, é porque coisas boas aconteceram, a ponto de marcarem minha vida e que eu queira revive-las sempre. E como nostálgica assumida, e fanática por séries mais ainda, fiz minhas últimas aquisições na Saraiva: a segunda temporada de “House”, “Almanaque da TV”, “Almanaque dos Seriados” (ambos da Ediouro) e “1001 filmes para ver antes de morrer” (Sextante). Claro que toda vez que tenho em mãos um livro, objeto sagrado dos meus mais profanos desejos, quero colocar em prática minhas técnicas de leitura dinâmica. “A posteriori” é que sempre faço uma leitura detalhada, minuciosa. Afinal, aprendi que o perfeito entendimento de uma obra se dá após quatro ou cinco leituras, melhor colocar em prática a teoria. No primeiro momento, ao folhear o último livro, fiquei fascinada com a qualidade: papel, impressão, riqueza de detalhes. Quem é que gosta de ler um livro feio? Ninguém. Eis daí que surge a resistência de muitas pessoas ávidas por livros, de adquirirem seus exemplares em sebos. Encontrei um índice em que poderia encontrar as obras por ordem alfabética, ou então, folhear as 960 páginas, uma a uma, encontrando os 1001 filmes em ordem cronológica. Optei pelo índice. Consultei alguns filmes “água com açúcar”, especialidade minha e da minha cunhadinha nipônica e lá constavam todos. Quando começo a procurar por filmes mais, digamos assim, clássicos, eis minha decepção e fim da alegria com aquele objeto que se encontrava em minhas mãos. Em 1001 filmes, os organizadores da obra foram incapazes de listar “Sociedade dos Poetas Mortos”.
Pode ser – e assim espero – que eu ainda encontre o filme com outro nome, algum erro de impressão no índice, sei lá o quê. Achei um erro crasso e antes de criticar, decidi pesquisar. Entrei no Google e escrevi a palavra “sociedade”. Dentre as muitas opções que surgem, a primeira qual é? Muito bem, o nome do clássico filme. Conheço muitas pessoas, mas com poucas converso sobre cinema. E não conheço alguém que ainda não tenha visto o filme. Coloco aqui “o filme” para salientar o sentido único que esta obra teve, com sucesso absoluto não apenas no mundo real, mas também no mundo do cinema: foi ganhador do Oscar de melhor roteiro original. Em minha opinião, levaria todas as estatuetas possíveis. A atuação do elenco é impecável, cenário, trilha sonora, fotografia, enfim, para mim é um dos 100 filmes para serem vistos antes de morrer. E se por acaso alguém encontrar esse título no índice, por favor, me avisem. Ficarei feliz em saber que meu bonito livro veio com problema de impressão. Fica aqui o meu agradecimento ao meu irmão, que me presenteou com tão bonito filme alguns anos atrás.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Momentos de lazer total

Em tempos de Orkut, tenho a mania de dizer que tudo na vida se torna uma comunidade. Uma comunidade muito forte em minha vida é a que leva o nome de AFICCIONADOS POR SÉRIES ANÔNIMOS. Não sou de ficar no anonimato, afinal, pago meus impostos em dia. Portanto, sou uma aficcionada por séries, aqui para quem quiser ver e saber. Mais uma parceria minha e do meu amado. Começamos alguns anos atrás com “Friends”. Compramos as dez temporadas. Aliás, quando passou o último capítulo da última temporada, estávamos morando no Chile e assistir do nosso quarto, com aquela linda vista da Cordilheira foi fantástico. Quase que junto com “Friends”, veio “Sex and the City”. Mais seis temporadas adquiridas. Em Portugal, assistia diariamente e sagradamente “Hospital Central”, uma série gravada na Espanha, cujo nome já entrega qual o enredo da trama. De volta ao Brasil, meu marido me recomendou assistir “Ally McBill”; disse que eu me identificaria com a série, por se tratar da vida de uma advogada. Comprei a primeira temporada, mas não gostei. Veio a febre do “Lost” e no momento, estamos aguardando ansiosos pela quinta temporada. No ano passado comprei as seis temporadas de “Família Soprano”, para agradar meu amorzinho que chega cansado e estressado do trabalho, a pedido do próprio. Ainda em 2008, houve o lançamento (claro que anos luz depois de terminada a série em tempo real) do inesquecível “Beverly Hills 90210”. Comprei até a quinta temporada e aguardo roendo as unhas pelas próximas cinco, que devem levar dois anos ainda para aparecer por aqui. Semana passada, estava um pouco órfã de séries e liguei para meu consultor em séries “y otras cositas mas”, o tal do meu marido, em pleno expediente, para pedir ajuda. Ele me indicou “House”. Comprei no mesmo dia, com entrega turbo para receber até 21 horas. Bingo para ele, devorei os primeiros episódios e já encomendei a segunda e terceira temporadas. Quando estiver terminando, encomendo a quarta temporada e vou torcer para que haja o lançamento de “Melrose Place” em DVDs. No meio disso tudo, ainda assisti algumas temporadas de “Arquivo X” e “Six Feet Under”, séries que vou adquirir ao término de “House”. Já passei por momentos em que acordava cedo, aos domingos, para assistir séries no SBT: “Um maluco no pedaço”, “Três é demais”; e não é por minha filha que gosto de “Hanna Montana”; a série é muito legal. Mas como a vida não é só feita de lazer, encerro o texto com uma frase de Guttemberg Macedo, headhunter, em entrevista nesta semana no SP TV 1ª. edição: “Criatividade é saber alinhar suas próprias competências”. “Enjoy it”.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Calor Mata? Morri!



Sentir inveja é um pecado, um pecado capital. Sou uma pecadora sem remorso de confessar minha inveja. Estou com inveja de todos aqueles que estão vivendo longe do forno que me encontro. Nunca gostei do verão, muito mesmo antes de descobrir minha dermatite, que ataca todo o meu corpo sempre que a temperatura sobe; sou alérgica ao meu próprio suor. No momento, o calor deixou de afetar minha pele para afetar o meu organismo. Sinto-me cansada, mole, a cabeça dói, as pernas incham, as mãos formigam. Será que meu organismo está pifando? Não sei. Apenas entendo que a mãe natureza não está de brincadeira, o tal efeito estufa é real e precisamos da união e conscientização de todos os habitantes deste nosso imenso planeta, para um consumo sustentável, menor produção de lixo, menor consumo de água, menos poluentes no meio ambiente e a esperança de um futuro menos escaldante e mais refrescante. Enquanto nada disso é possível, vou tomar meu terceiro rápido banho do dia e tentar sobreviver por mais vinte e quatro horas. "God bless us".

Minha sagrada família


Recebi uma mensagem eletrônica de uma pessoa muito querida e que eu gosto muito. Preservarei sua identidade, pois se fosse para ser algo público, o recado teria sido postado aqui no blog. O teor principal da tal mensagem era a pergunta: por quê você nunca fala aqui sobre sua família? Querida pessoa, sinceramente, a pergunta que me foi levantada é de difícil resposta. Desde que comecei a blogar, e já tem um bom tempo, nunca fiquei pensando no assunto “o que irei postar”. As coisas simplesmente acontecem. Acho que a idéia de blog é exatamente a idéia de um diário eletrônico e que as pessoas possam ter livre acesso às idéias e pensamentos daquele que está escrevendo; um divã eletrônico; um analista unilateral. Eu penso e escrevo, não penso o que escrever, apenas escrevo o que estou pensando. Deu pra entender a diferença? Outra coisa: aprendi, ao longo da vida e com as sábias pessoas que já conheci, que nossa família é aquela que construímos, ou seja, marido e filhos. A família de onde viemos tornam-se simplesmente parentes. E não digo isso para menosprezar o que meus pais e irmãos representam para mim, pois um dia, também serei unicamente parente dos meus dois filhos. É a vida, faz parte do ciclo. Minha mãe sempre dizia que os filhos são criados para o mundo e sou fruto desta criação dela, cresci para que o mundo fizesse algo de mim. O mundo me fez uma esposa dedicada, amante incondicional do meu marido; o mundo me fez mãe, com a ajuda divina, de um casal de filhos que me ensinam muitas coisas a cada minuto. Segundo meus credos religiosos, você também é parte da minha família, só que não esta família sanguínea, mas sim, da minha família espiritual. É assim: minha vida, sua vida, nossas vidas e muito amor no coração de cada membro.