sábado, 27 de dezembro de 2008

Marcas do que se foi...


Lembro-me de maneira bem forte e marcante as viradas de ano da minha infância. Claro, sem saber precisar com exatidão desde quando, mas cantávamos “este ano, quero paz no meu coração... marcas do que se foi, sonhos que vamos ter...”.

O que é a vida, senão um grande sonho? Uma sucessão de erros que nos levam a aprender todos os dias. Se o erro de um fosse o suficiente para que todos não errassem mais, acredito que não haveria a evolução da nossa espécie e seríamos todos iguais. É o erro e a forma peculiar que cada indivíduo lida com ele, que transforma a vida, que traz crescimento, aprendizado, dores e vitórias. Assim, dois mil e oito se acaba, deixando marcas de um ano difícil em muitos aspectos. Porém, dificuldades as quais devemos ser gratos por enfrentar e, mais uma vez, saídos todos com a cabeça erguida.

Agradeço muito a Deus pelas pessoas que cruzaram meu caminho em 2008, em especial, minhas queridas amigas da GAIOLA DAS LOUCAS (Antinha, Danisam, Jaquerida, Marcinha, Miraccquinha, Pat) e o CLUBE DAS NOVE LULUS (Belíssima, Fer F., Lé, Ledinha, Madá, Mida, Mô, Li, Tã e Panda = eu). O agradecimento maior, porém, fica pelas pessoas que eu tive a sorte de conseguir banir do meu convívio. Sempre digo e repito: é muito melhor estar só, do que estar mal acompanhada. Não se trata de autossuficiência (olha as novas regras do acordo ortográfico); apenas me conheço o bastante para gostar da minha companhia e fazer de mim a minha melhor amiga. Agradeço de maneira profunda por, mais uma vez, saber ouvir a voz que vem de dentro de cada um de nós, que muitos chamam de “intuição”, e ter feito uma grande limpeza ao meu redor.

Queria pedir muita luz, paz e energia positiva em 2009: aos meus filhos e meu marido, ao meu pai (in memorian), à minha mãe, aos meus avós, irmãos, primos e primas, tios e tias (perto ou longe de mim, independente se no plano terrestre ou celestial), a todos os queridos amigos que me fazem rir ou chorar, mas principalmente àqueles que secam minhas lágrimas. A previsão é de muitas dificuldades mundo afora neste ano. Que as pessoas compreendam que a união será o melhor e menor caminho para enfrentar as conseqüências das crises que o mundo enfrenta.

UM FELIZ ANO NOVO PARA TODOS. Que aquele último segundo do dia 31 de dezembro de 2008 emane em todos uma grande corrente de pensamento positivo, para um 2009 próspero e feliz.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

E após o Natal...

Reitero o meu dito dos anos anteriores: o rito de comilança e exagero foi repetido. Não ouvi ninguém orando ou agradecendo àquele ser superior que cada um acredita, por mais um momento de vida. Particularmente, acho necessário agradecer. Tirei o menino Jesus do presépio e escondi. Ele só reapareceu no dia 25, quando nasceu do ventre de Maria. Ali, ensinei ao Leleco o verdadeiro significado do Natal e o porquê do Papai Noel trazer-lhe um presente. Ensinei o nome dos Reis Magos e o que cada um trazia à Jesus, o que faziam os animais naquele cenário e, de forma lúdica, mostrei aos meus filhos mais uma vez que o significado do Natal é o nascimento, a simplicidade e o amor ao próximo.

Passamos o dia 24 em casa. Talvez tenha sido a melhor véspera de Natal que tive. Digo talvez, pois não consigo lembrar de todas as 33 anteriores. Mas esta, em especial, foi marcante. Pela manhã, fui com a Danisam comprar algo para nosso jantar de Papai Noel, pois até aquele momento, não tinha sequer em mente o que seria nossa noite. Acreditem, eu mesma, Úrsula, aquela que, segundo minha amiga Fê, deixarei até a caixinha do coveiro paga quando morrer, estava totalmente despreocupada com a ocasião. Chegamos no Gaúcho por volta de 10h30 e já não era possível fazer nenhuma encomenda de “coisas de Natal”. Pedimos uma maminha na brasa, compramos uma cesta de doces folhados, já tínhamos um espumante em cada casa, refrigerantes, fiquei de fazer uma farofa e a Danisam um arroz. Lembramos que não tínhamos papel para embrulhar os presentes dos meninos. Passamos na Kalunga para comprar papel e pilha e cada uma foi para sua casa, esperar o fim do dia.

Quase 18h, chega Danisam com nossa carne (que eu belisquei vários pedaços, pois estava cheirosa e muito saborosa). Enquanto ela dava banho na turma do 52, eu fazia o mesmo na turma do 12. As 19h, nossa mesa estava pronta, a comida muito cheirosa, o Pedroca dormindo, o Leleco gritando desde as 17h na varanda (“papai Noel, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”). Jantamos, acordamos o Pedroca e demos a impossível missão aos papais de colocarem os presentes e as cartinhas próximos aos sapatinhos que se encontravam na varanda do 52. Ficamos na portaria um bom tempo esperando. Soube depois que foi muito difícil para meu querido Juliano conseguir colocar os pacotes na lavanderia. Tão difícil, que ele esqueceu o presente do Leleco. Cansadas já de esperar o sinal combinado para subirmos, subimos sem o sinal. Encontramos Toru e Coiote no elevador e fomos todos para o 52. Enquanto o Pedroca começava a despertar para o espírito do Papai Noel, o coração do Leleco estava completamente disparado. A Bibi doida para abrir seu presente, sem saber o que ganharia. A pequena Gorducha no meu colo, sem entender toda aquela confusão, no auge dos seus dez meses de vida. Começamos a ler as cartas. Um parênteses: as cartas foram inventadas de última hora. Pedi à Bibi que pegasse minhas matérias da faculdade, que viram folhas de rascunho ao término do ano letivo, e colocasse uma folha qualquer dentro de cada envelope. Como os pequenos não sabem ler, qualquer coisa que disséssemos estar escrito seria uma máxima dita pelo Bom Velhinho. Fizemos a leitura imaginativa dos textos e cada criança abriu o seu presente, todos extasiados com aquilo que encontravam.

Voltamos para o 12, para a segunda parte da ceia: jantar novamente. Comemos mais comida, sobremesa, as crianças destruíram a casa com brinquedos novos e velhos para todos os lados e nós encostamos cada um em um “rincón”, para rir e contar boas histórias. Bem antes das doze badaladas, as famílias Hummel e Ota Sanchez já estavam cada qual de volta ao seu lar doce lar, as crianças felizes, dormindo de forma singela e com a felicidade estampada em seus rostos.

Dia 25, piora minha gripe/rinite/sinusite/dor de garganta/falta de ar. Fomos para a casa dos meus sogros, onde almoçaríamos com parte da família. O Papai Noel passou por lá na noite anterior, deixando um grande exagero de pacotes para todos e, como sempre acontece quando se há muita opção, não se aproveita nada. As crianças ficaram excitadas com tanto pacote e sem saber com o que brincar. O melhor brinquedo, acabou sendo a companhia que um fazia ao outro. Almoçamos todos e fomos para o Pronto Socorro. Claro que a espera foi grande, pois tive a infelicidade de ter três emergências chegando logo em seguida à minha entrada. Triagem, consulta, radiografia, consulta de novo. Sinusite, amidalite, faringite, bronco alguma coisa que não lembro o nome. Antibióticos por duas semanas, anti-inflamatório por uma, antitérmico se necessário, um pouco de repouso e assim se foi mais um Natal.

Em 2009, esperamos comemorar a passagem mais uma vez de forma simples e com muito amor em nossos corações, quiçá em nossa casa nova e com mais pessoas que tenham o espírito de simplicidade natalina, como nós.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Carta ao Bom Velhinho


Querido Papai Noel,

Gostaria muito de entender algumas coisas. Se o senhor é capaz de fazer tantos presentes para todas as crianças que lhe pedem, será que poderia atender ao meu pedido, respondendo a algumas coisas?

Por quê as pessoas misturam o Natal, uma festa cristã, a qual comemoramos (ou ao menos deveríamos) o nascimento do menino Jesus, com consumo exacerbado e excesso de comida, se Jesus nasceu em uma manjedoura, ganhou três presentes dos Reis Magos e em nenhum momento se menciona comida durante o acontecimento?

Por quê no dia de Natal, muita gente fica triste, lembrando dos entes queridos que partiram e sofrendo a distância e a saudade, se este ente está tão mais perto de Deus e, portanto, muito mais feliz que nós? É inveja? Ou falta de conhecimento da situação espiritual?
Por quê as pessoas passam o ano inteiro brigando, se desentendendo e exatamente no dia do Natal, sentem-se na obrigação de estarem todos reunidos, muitas vezes a contra-gosto, transformando um momento que deveria ser totalmente sublime, em situações hipócritas?
Agora a pergunta final: por quê todo mundo quer comer no Natal um monte de comidas diferentes (que demoram tanto para preparar), gastando um precioso tempo que poderiam usar para ajudar pessoas carentes e necessitadas, dando mais realidade ao verdadeiro espírito natalino?

Meu bom Velhinho, agradeço imensamente se conseguir responder a quaisquer das perguntas que fiz. Porém, serei muito mais grata se o senhor conseguir jogar aí do Céu, enquanto estiver em seu trenó entregando tantos presentes, aquele mágico pó de pirlimpimpim no coração das pessoas, para que tenhamos um mundo de mais amor e respeito ao próximo, respeito à nossa natureza preciosa, sem falsidade, sem hipocrisia, sem guerra e de prosperidade, com muita saúde e amor para todas as pessoas que estão ao meu lado, para as que não estão, para todas as pessoas que tanto amo e cujo sentimento é recíproco.

Um Feliz Natal para todos!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Por onde anda o Mainardi?

Nunca foi segredo o quanto gosto do jornalista Diogo Mainardi, encontrando sempre um tênue caminho entre sua linha de pensamento e a minha, principalmente no que tange ao Excelentíssimo Senhor Presidente da nossa nação.
Também sem reclamar de barriga cheia. Apesar de ex-jurista e sabedora de que não é o Poder Executivo o detentor de idéias geniais que viram leis, é o Executivo quem dá a palavra final para que tudo entre em ação. E só tenho a agradecer ao nosso Presidente: no ano em que comprei dois carros zero quilômetro, com motores abaixo de duas mil cilindradas (sendo um de mil), de repente, para aumentar o consumo do povo (rumo a uma nova dívida externa, caso não haja uma conscientização econômica para os menos esclarecidos), há uma brusca redução do IPI; tudo bem, sorte de quem esperou. Azar o meu. Também no ano em que quitamos uma dívida com a Fazenda, dívida esta que não era devida por nós, uma vez que moramos fora do país legalmente e pagamos todos os impostos, descontados pela empresa, que não declarou tais pagamentos, a Fazenda ZEROU quaisquer dívidas inferiores a R$ 10 mil. Era o nosso caso. Bom, tenho muito a agradecer, afinal, o IR para pessoa física baixou no próximo exercício e com os menos de R$ 100 reais que economizaremos, não fosse a crise econômica, estaríamos estudando a melhor forma de investir em Wall Street.
Passado o desabafo, volto ao assunto que me leva a tais linhas, o Mainardi. Acabei de ler sua “crônica” na última edição da revista Veja e, pela primeira vez, discordo do autor em gênero, número e grau. Ele faz uma crítica ao global Luiz Fernando Carvalho na minissérie recém-terminada, Capitu.
Há uma diferença semântica entre “baseado na obra de” e “da obra de”. Se a minissérie fosse uma cópia fiel à obra machadiana, chamar-se-ia Dom Casmurro, e não Capitu. Apesar de não ter assistido a nenhum dos cinco capítulos da trama, ficou muito claro por tudo que li e acompanhei nas chamadas, que a adaptação não seria fiel à obra original, e sim, uma crônica, tentando imitar as intenções de Machado de Assis, ao criticar a sociedade quando do início da escola literária Realista.
Desculpe-me, caro Diogo, mas acho que você realmente cansou do querido Presidente e ficou sem assunto em sua última coluna. Deixo aqui registrada a primeira vez que discordei de você, o que é bom para perceber que ninguém é perfeito.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Negativos


"Se for corujice, azar o meu. Se não for, sorte a dela. Minha linda filha."

O que é um presente?



Presente é aquilo que recebemos de alguém, com lindos embrulhos ou simples embalagens? Presente é algo comprado para firmar um compromisso social, coisas do tipo aniversário, dia das mães, Natal? Presente é o tempo em que vivemos, neste exato momento e só cabe a nós fazer deste tempo o melhor presente de todos? Cada um pode encontrar uma definição para a palavra presente, sem sequer consultar um dicionário. Para mim, presente é o que vivo diariamente com a minha família, nos momentos bons ou nas dificuldades.
Hoje vivi um presente. O Leleco sonha em andar de Metrô e como estamos em pleno início das férias, quando a mamãe ainda tem muito fôlego, decidi presentear meu pequeno com o tal passeio. Deixamos o carro em um estacionamento e fomos até um shopping. A emoção dele foi tão grande que o corpinho magrelinho enrijeceu, o coraçãozinho batia disparado, o sorriso só saia do rosto para dar lugar às palavras, que eram ditas sem sentido, sem coesão alguma, mas cheias de emoção. O ápice do passeio foi ao chegar frente ao Papai Noel: dentre tantos que ele já viu, resolveu hoje, impacientemente, perguntar ao bom velhinho se o seu PLABO (o pingüim dos Backyardigans) que ele pediu já estava pronto e obteve um SIM como resposta.
Em nosso passeio de ontem, antes de ver o Papai Noel, assistimos Madagascar 2. O filme começa contando como o leão Alex, protagonista, foi um dia parar em Nova Iorque. Meu pequenino chorou de emoção e eu, no escurinho do cinema, sequei minhas lágrimas maternas, colocando minha emoção à frente da dele. Dei uma volta no tempo. É tão gostosa essa fase de ilusão das crianças. Quando a Bibi era pequenina, tinha seus três aninhos, já havia decidido que profissão seguiria: seria chefe, igual ao papai. Uns dois anos depois, fomos jantar na casa do chefe do papai e ela se desiludiu; a supremacia do papai, de ser chefe e mandar em todo mundo, fez com que o reino dela desabasse. Naquele dia, ela decidiu ser caixa de supermercado, afinal, é a pessoa do caixa quem fica com todo o dinheiro. Mas a idolatria pelo papai não acabou. Ela chamava o papai de Lollo, que eu havia ensinado a ela que era o chocolate Milkbar na minha infância. O chocolate fofinho da Nestlé. Assim, o papai virou um Lollo. No Chile, ela passava horas na janela do quarto dela, que dava de frente para a janela dele no escritório, só observando. Se chegasse qualquer mulher perto do papai, lá gritava minha pequena: “mamãe, corre, tem uma ‘fanga’ perto do meu papai”. E este ano, tantos sonhos foram embora quando ela me contou que sabia que Papai Noel não existia, são os pais quem compram os presentes e fingem que é o Papai Noel.
Estes são verdadeiros presentes em nossas vidas, coisas, momentos, situações que ficam gravadas em nossas memórias e nos trazem à tona muitas emoções, cada vez que fazemos uma viagem ao tempo. É sensacional poder ter sido presenteada com um casal de filhos e ser chamada de “minha banca de nevi” cada vez que chamo o Leleco de “meu principito”; ver que a Bibi é imagem e semelhança do papai, copiando seus gestos, atitudes, ações. Oxalá ela tenha os mesmos princípios e valores do papai. Já terei então, cumprido minha função como mãe: formar o filho um ser que vale a pena ser!
Aqui é o balanço familiar de 2008: minha família é meu maior presente, presente em minha vida por todos os dias. E a ilusão juntamente com a infância, podem e devem estar presentes em todos os nossos momentos.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A hora do balanço



Quase me esqueci que tinha um blog e um compromisso comigo mesma: escrever, minha maior terapia. O excesso de compromissos nos leva a um estado de estresse mental e físico que passamos a viver dentro de um processo seletivo: selecionamos em todos os momentos o que fazer, o que deixar para amanhã, com quem furar, a quem socorrer. Nem sempre podemos usar o quesito prioridade, focado na emoção. Tem vezes que a razão é quem nos leva a certas escolhas. E assim vamos levando nossas vidas, o tempo vai passando e mais um ano acabando.

Quero agradecer aos inúmeros e-mails que tenho recebido já há alguns meses, em referência a este espacinho que registro minhas alegrias, tristezas, indignações, vitórias, conquistas, emoções. Muita gente reclamando que não consegue postar um comentário (até meu marido reclamou). Prometo responder a todas as mensagens aqui também postadas. Só quero poder agradecer de forma peculiar a cada um que esteve por aqui.
Tentarei, nestes últimos quinze dias do ano, fazer um balanço de 2008, com as coisas positivas, negativas, o que eu aprendi, o que eu errei, o que deixei para 2009, o que abortei para sempre.
Iniciarei então pela coisa mais positiva do ano: os nascimentos. Ano passado foi um ano marcado por muitos óbitos, até o último minuto de 2007. Na virada do ano, falei para o Milton que em 2008 tudo seria diferente e muitas vidas novas estariam ao nosso redor. Premonição ou não, quero agradecer ao Papai do Céu por todas as crianças que vieram alegrar nossas vidas. Pela ordem, Ana Laura (fevereiro), Júlia (maio), Murilo (julho), Guilherme (agosto), Thiago (setembro), Manuela (setembro), Gustavo, Mariana e Rubens (outubro), a bebê da virada, chegando em janeiro, como a maior surpresa do ano, nossa pequena Isabella e por último e tão importante quanto todos os outros, o bebê sem sexo que chegará em sete meses para alegrar tantos corações. Que os pequenos anjinhos iluminem os caminhos por onde passarem e se transformem em grandes seres de bem, pois é do que o mundo mais precisa.
Obrigada Senhor, pela saúde de todas as nossas crianças.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Dilema...

Acho que mudarei de time. Não aguento mais ser sãopaulina e todo ano ter que trocar a camiseta, pois sempre há uma nova estrela! Acho que não vou mais ter time nenhum!