sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Gente que faz... a diferença

Costumo dizer que, em um primeiro momento em sala de aula, não importa o que se esteja fazendo lá, as pessoas se agrupam por proximidade; depois de um certo tempo, os grupos mudam e transformam-se, através de afinidades; mais um tempo ainda e enxerga-se que nem a proximidade, tampouco a afinidade, são elementos suficientes para manter tais grupos. É preciso mais. É preciso química, é preciso honestidade, é preciso transparência, é preciso amor, aquele sincero, que vem do fundo do coração.

Fora das salas de aulas, as relações não são formadas de modo diferente. Em um ambiente de trabalho, o ciclo é mais ou menos igual: proximidade, afinidade e mais tarde, o resto! Dentro de nossos condomínios, vilas, bairros, comunidades em geral, o processo também é assim.

Tenho dois grupos hoje que me fazem muito feliz, completam meus dias e transformam minha vida social. Sem ordem de prioridade, um dos grupos é a GAIOLA DAS LOUCAS, que, daqui a alguns dias, falarei sobre sua origem e o rumo tomado. O outro, tratado aqui hoje, é a turma das bruxas. No início deste ano, éramos três: eu, a Li e a Brunis. Veio a turma de Rudge, meio distante, meio ressabiada e muito hostilizada pelos demais colegas. A Leslye, voltando depois de um ano longe e, há pouco tempo, chegou a Morgana. A Margi é a grande liga, que nos motiva unanimemente, compensando nas últimas aulas das sextas-feiras, todas as dificuldades, tristezas ou decepções que sofremos nos outros dias da semana.

O que uniu toda esta turma, nove mulheres em idades diversas, estados civis variados, com filhos, sem filhos, cada uma vinda de um cantinho do mundo, não foi a proximidade e, em um primeiro momento, nem a afinidade. Foi algo muito importante chamado RESPEITO. Respeito pelas idéias do nosso próximo, respeito por suas opiniões, respeito pelas suas dores; foi o ombro amigo que nos consola de maneira sincera e, entre nós, há uma grande certeza: uma por todas e todas por uma, sempre, sem espaço para traição, pois o bem de uma é o bem de todas. Bruxinhas queridas, vocês são demais e cada uma tem um lugarzinho especial dentro do meu coração. Unidas, venceremos, sempre!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O caso do antimofo

Fiquei de dividir com todos esse cômico episódio que ocorreu na última terça-feira. Há dois anos, reformamos nosso apartamento, trocamos os armários embutidos de todos os quartos e um certo dia, começamos a perceber que havia roupas pretas mofando dentro da nossa suíte. Como alguns meses antes, ocorreu uma infiltração e o condomínio mandou impermeabilizar a fachada, entrei em contato com a administradora, que enviou-nos o engenheiro responsável pela obra. Acontece que, ao impermeabilizar o lado externo, nenhum produto foi aplicado internamente, de modo que trocamos os armários e a umidade ficou ali na parede. Desde então, para não desmontar tudo e remontar, usamos antimofos nas seis portas, trocados quinzenalmente.

Estou eu saindo correndo, duas crianças, duas mochilas, duas lancheiras, bolsa, sacola, material, celular, chave do carro, autorização da escola, enfim, mil coisas nas mãos e percebo que estou esquecendo algo. Abro a porta do armário, puxo uma caixa com as mãos lotadas, a caixa ameaça cair no chão, eu tento pegá-la e o que vem junto? A embalagem de antimofo, cheia, caindo aquela “lambrequeira” no chão. Para não me estressar aquela hora da manhã, deixei tudo como estava, abri a janela do quarto e fui embora. Dali a poucos minutos, a Nina chegaria e daria um jeito na situação.

Voltei para casa após o almoço e vejo a Nina passando roupa. Antes mesmo de entrar, perguntei-lhe sobre a “tragédia matinal” e vivi uma grande “tragicomédia”.

“- Então Úrsula, eu cheguei e vi tudo molhado. Eu sequei o chão, o armário, passei lustra-móveis, passei cera no piso, abri o potinho, lavei bem pois estava tudo sujo lá dentro, tirei as pedrinhas, lavei todas, sequei bem sequinho, enchi de água de novo e já coloquei dentro do armário de volta.”

Acho que a situação dispensa comentários. Sei que ninguém precisa saber o que é um antimofo, mas a história tem nos rendido boas gargalhadas!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Uma Cris que é o Máximo


Estou devendo uma mensagem para minha amada Mestra Cristina Máximo, que anda meio ressabiada comigo desde o dia em que lhe contei sobre uma comunidade no orkut em sua homenagem e que, já no primeiro dia, 150 membros associaram-se. Tudo mentira, mas deixei-a ficar pensando um pouquinho, coloquei uma pulguinha bem pequenininha atrás da orelha dela (a pulga tinha que ser bem pequenininha, pois nossa Cris também é fisicamente bem pequenininha). Mas pelo amor que tenho por ela, venho agora publicamente contar-lhe a verdade e a verdade é que não há comunidade alguma, foi simplesmente uma idéia que me veio ao adentrar a sala de aula naquele dia.

Já falei para a Cris inúmeras vezes o quanto gosto dela, da pessoa Maria Cristina Máximo de Almeida. E também das suas aulas de Língua Portuguesa. Em minha trajetória acadêmica, não houve melhor professora desta disciplina. Não sei como dentro de alguém tão pequeno, pode haver tanto conhecimento armazenado. Mas além do conhecimento, a Cris tem uma capacidade ímpar de ensinar a Língua Portuguesa e todas as suas complexidades, de forma simples e fazer-nos capaz de entender a tudo.

Como nada no mundo é perfeito, ao invés da Universidade deixar com que a Cris seja ÚNICA E SIMPLESMENTE docente desta disciplina, colocaram-na para ministrar Metodologia de Ensino da Língua Portuguesa. E a matéria é chata. Muito chata. Ainda não conheci alguém que goste da matéria. Claro que nem todo mundo fala isto para a Cris, mas como sei diferenciar muito bem professor de disciplina, continuo com a minha sinceridade e afirmo meu desgosto, sempre.

A professora Cristina é o Màximo. Máximo², por tratar-se do seu sobrenome. Adoro a Cris desde a primeira vez que a vi no ano passado, substituindo algum professor na nossa classe em dia de Avaliação da Coordenação (AC). Fiquei feliz neste ano, quando soube que ela seria minha professora. E continuo feliz por tê-la como docente. A disciplina por ela ministrada é extremamente teórica e todos se atrapalham na hora de colocar toda a teoria em prática. Vira tudo um grande nó. Sinto-me mal por ver o quanto àquele grande ser de um metro e meio se esforça para dar a melhor aula da sua vida todos os dias e, mesmo assim, eu consigo não gostar de nenhuma. Mas reforço, quantas vezes for preciso: ela é a melhor professora de Língua Portuguesa de todos os tempos. Não sei como alguém com aquela estatura é capaz de armazenar tanto conhecimentos gramaticais, lexicais, sintáticos etc. dentro do seu ser. Talvez, ela tenha um armário em casa cheio de cérebros reserva e “veste” cada dia um, de acordo com o conteúdo do dia.

Desejaria imensamente ter a oportunidade de estudar um ano inteiro na Uniban, tendo aulas diárias com a Cris e com a Neide, apenas Língua Portuguesa e Inglesa e, tenho certeza, não chegaria à genialidade destas duas professoras queridas, mas absorveria o máximo do saber de cada uma delas! Um brinde às professoras por excelência, por amor e por vocação.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O valor de uma amizade

Durante muitos anos da minha vida, acreditei que amizade era tudo de mais precioso que podia existir. Levei muitos tombos e ainda assim, faço deste pensamento uma máxima em minha vida. Mudei minha forma de encarar uma amizade, após tantos puxões de tapete; antes, bastava conhecer alguém e em cinco minutos, achar que estava diante de um “melhor amigo de infância”. Com a maturidade chegando, fui descobrindo que Papai Noel não existia (só em nossos corações). Descobri que as fadas estão presentes nos contos e também em nossas imaginações, mas na vida real, há muito mais bruxas. Antes, achava que a felicidade era estar semanalmente no Gallery, cercada de “amigos”; era jantar n’O Leopoldo, saborear uma lagosta e sair de lá em um belo conversível; era ser permanentemente VIP no Bourbon Street, pelo simples fato de conseguir reunir 150 pessoas em uma noite, para comemorar meus 10 mil dias de vida (sim, até isto eu comemorei); achava que o real prazer era fazer parte do “Clube do Uísque” do Charles Edward e ter minha cadeira cativa sempre garantida.

Em março de 2002, veio um estalo. Cansei da “vida mundana”. Resolvi experimentar a minha própria companhia e ver se eu era suficiente para mim. Passei a saborear de verdade cada dia, voltando às 23hs da faculdade e assistindo a bons filmes na televisão. Adquiri vários clássicos da literatura que há muito adiava a leitura e mergulhei neste mundo cultural. Troquei as lojas de roupas transadas pelos pijamas e camisolas da Any Any. Só então, encontrei aquilo que achei realmente gostar: ficar só.

Quando eu e o Milton nos casamos, tínhamos a mesma prioridade: momentos de solidão. Desfrutamos da mesma opinião de que um relacionamento só é perfeito se cada um sabe respeitar o momento do outro. E não quer dizer que deixamos de amar nosso parceiro, quando simplesmente dizemos: quero estar só. É na verdade, um ato de amor maior, pois a solidão nos leva à reflexão e esta, nos leva ao crescimento anterior.

As amizades sinceras permaneceram. As pessoas que realmente se importavam conosco, sabem compreender e respeitar qualquer fase ou transição que alguém esteja vivendo. E tantas outras novas fases foram surgindo, assim como novas amizades, que só vieram agregar valores ao meu ser.

Tenho hoje a sensação de que aprendi a equilibrar as coisas. Digo sensação, pois ainda quero aprender muito. Não tenho a necessidade de ter alguém ao meu lado. Sem auto-suficiência, pois acho que ninguém vive sozinho, mas eu me completo e eu me faço feliz. Só assim, consigo fazer feliz ao meu marido, aos meus filhos e aos amigos que amo.

Na minha fase de depressão, me afastei de muitas pessoas queridas. O fato de serem amizades sinceras fez com que o tempo não deixasse que nada mudasse entre nós. Apesar de me sentir feliz e completa dentro da minha solidão, sou infinitamente feliz ao lado dos meus amigos: Deus, meu grande companheiro de todos os momentos; meu marido e meus filhos, meu alicerce e porto seguro; Tchaquinha, minha comadre a amiga há 25 anos; Fezoca, o único ser neste mundo capaz de comunicar-se comigo por osmose; o picareta do meu irmão, lá longe e simultaneamente, tão perto; minha "marida", comadre, amiga e irmã para todas as horas, Tchaquinha; minhas amigas da GAIOLA DAS LOUCAS, as quais não saberia mais viver sem e que são, para mim, como uma grande panela de arroz papa: SEMPRE UNIDAS; os membros do NOSSO CLÃ: nós oito somos um único ser unidas diariamente e a vida com vocês tem outro sentido; minha professora Elisete e minha eterna educadora favorita, tia Sônia Vasconcellos; minha amiga Lourdes, também tão distante e tão presente; minha amiga Telma e sua família, eternamente presentes em meu coração; minha amiga Alda e sua família que cresce a cada dia, e em nenhum dia, deixo de pensar o quanto ela representa de lição de vida para mim; a família da Ave Maria e do Frei, sempre uma lição de vida; minhas amigas que, com certeza, são irmãs de outras vidas, Pops, Fofs, Érika Fefão, Lari Guirado; a Kitty, que me detona a cada encontro ou a cada telefonema e eu sempre a amo mais; tantas amizades que começaram de forma profissional e adentraram em minha vida para sempre, mesmo que passemos um milhão de dias sem nos encontrarmos: Mimi e Cris Alencar, Twin; a todos os meus amigos homens que tão distante estamos e que basta um e-mail para tenhamos a sensação de que nos vimos ontem a noite.

O equilíbrio encontrado entre o “estar só” e o “estar bem acompanhado”, surgiu quando encontrei prazer em sentar no chão da sala, conversar com quaisquer destas pessoas, seja sentada ao meu lado, seja por MSN ou Skype, seja por e-mail, seja por telepatia, seja através do “olhar uma estrela e saber que em qualquer outro lugar, esta pessoa está vendo a mesma estrela”. A maior verdade aprendida, é que um amigo é capaz de curar qualquer dor, pois basta saber que ele existe para que sejamos capazes de sentir uma felicidade ímpar, um prazer infinito. E minha maior alegria, sem dúvida, é estar ao lado do meu marido e maior amigo que encontrei na vida, mesmo que ele esteja na sala e eu no quarto, mas sabendo que em qualquer momento, temos um ao outro apenas para transpor energias através de um simples olhar.
Um brinde àqueles que são amigos e que sabem valorizar uma relação assim. Um brinde ao paradoxo que é ser geminiano e viver constantemente de maneira tão inconstante, mas com sentimentos tão profundos e verdadeiros. Um brinde à vida!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Tecnologia

A primeira vez que usei efetivamente um computador foi em 1988. Achei que era algo que jamais conseguiria lidar. Naquele mesmo dia, também aprendi a operar uma máquina de telex e um dos recém-chegados aparelhos de fax-símile.
Em 1995, chega o Windows e eu tive mais medo do mouse do que de um rato de verdade à minha frente. Este já levou menos de um dia para usar, era só uma questão de coordenação motora. Neste mesmo ano, conheci o notebook e achei tudo de mais incrível e fantástico que poderia ter sido inventado pelo homem. Sonhei um dia poder ser tão rica, tão rica, a ponto de ter um aparelhinho daqueles, só pra mim.
Quando completei 30 anos, ganhei do Milton um HP Pavillon, última geração de computadores do mercado e cuja configuração ainda nem sonhava chegar ao Brasil. Como morávamos na Europa, o valor não foi nada exorbitante, comparando-se com uma máquina bem inferior vendida aqui no Brasil. Ano passado, já achando o meu HP uma verdadeira tartaruga tecnológica, pedi que o Milton me trouxesse um novo note do Panamá. Ele resistiu e pensei que a máquina viria da China.
Em casa, temos uma grande “sorte” com eletrônicos. Tudo que compramos, ou vem quebrado, ou quebra no primeiro mês. Pensando nesta variante, optamos por comprar aqui mesmo meu novo brinquedo, com garantia estendida de três anos. Windows Vista, 1 GB, HD de 80 GB, webcan integrada, gravador de cd e dvd, tela de 12,1’’ e apenas 1,900 quilos. Transcorrido este um ano, tenho outro dinossauro em casa. No mês de maio, presenteei o Milton com uma máquina com o dobro de potência e configuração da minha. Mas também já ficou velha demais. Sei que ainda tenho dois anos de garantia do meu pequeno dinossauro branco, mas no momento, dedico-me a pesquisar a máquina mais moderna do mercado para me presentear em um futuro próximo. Quem sabe consigo sair dos primórdios por algum tempo. E quem acompanha a tecnologia?

domingo, 26 de outubro de 2008

Curtas

Fernanda Young
Adoro a Fernanda, desde o início da série “Os Normais”. Depois, passei a admirá-la ainda mais por sua autenticidade no programa “Saia Justa”; lembro-me de uma vez que ela disse que adorava livros e comprava todos que achasse bonitos, independente de serem lidos ou não por sua pessoa. Hoje em dia, no “Irritando Fernanda Young”, o show de talento e originalidade continua. Neste final de semana, a jovem escritora é o destaque nas páginas amarelas da revista Veja. Mais uma prova da autenticidade desta pessoinha tão única e tão cheia de talentos. Se mais pessoas fossem tão autênticas quanto a Young...

Segundo Turno
Sem mais nenhuma emoção, dirigi-me hoje ao meu posto de votação. Como já estou agora “doutrinada” no assunto votar, sem pensar digitei o número 25 e, assim, registrei o meu voto contra a Marta Suplicy. E que fique claro, não votei no Kassab, pois acho que ele também não é um político que merece o crédito do cidadão paulistano, mas na falta de opção, melhor ele que a Martaxa de volta...

Festas Escolares
Todo mundo sabe que tenho ojeriza às festinhas escolares. No caso dos pequeninos, da educação infantil, parecem uns montes de títeres, totalmente constrangidos e ali, à frente de diversas pessoas desconhecidas, dezenas de máquinas digitais e filmadoras e, em algum canto, seus pais, orgulhosos, tentando de toda forma fazer com que seu filho seja o personagem mais importante daquele “circo”. Ser mãe é um pacote completo, não dá pra escolher, na hora de engravidar, o botão “quero um filho que não participe de festas escolares”. Como tive dois, tenho trabalho dobrado e ontem, sábado, tive evento nas duas escolas. Fiquei feliz com a Exposição Cultural do SAA. Ver os pequenos aprendendo tanto sobre arte, estudando o Impressionismo, as três fases do Da Vince, o Cubismo, as fantásticas obras da Tarsila e a criançada lidando com tudo aquilo de forma natural. Senti que vale a pena a fortuna paga mensalmente pela formação da Bibi. Coincidentemente, após a apresentação musical do Leleco, na parte da tarde, vamos para a apresentação com a professora de Artes, tia Fafá. Qual não é a surpresa, quando encontramos o Abaporu também no meio dos trabalhos artísticos desenvolvidos por estes pequeninos que, como no caso do meu, nem três anos ainda completaram. Estas são as únicas heranças verdadeiras que deixamos aos nossos filhos: informação e cultura.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Momento de Integração

Um bom professor e o desejo de exercer sua profissão com amor, fazem toda e qualquer diferença na vida de um aluno. Como já disse anteriormente, ser professor é um ato de amor e doação. Ganha-se pouco, trabalha-se muito, valoriza-se quase nada. E mesmo assim, há muita gente boa dentro das salas de aula, seja de Educação Infantil, Ensino Fundamental ou Médio, com garra e vontade.

O amor à profissão que fez nossa manhã de hoje mais feliz. Nossa querida mestra Margibel teve uma idéia sensacional: cada um traz uma guloseima, encontramo-nos todos em uma sala inteligente na hora do intervalo, fazemos um café da manhã coletivo e assistimos a um filme, continuando a comilança. Depois, debateremos sobre aquilo que assistimos.

Foi muito gostoso ver que é possível fazer de uma aula, “a aula”. Com a participação, interesse e envolvimento de todos, sem que ninguém falte ao respeito com o seu próximo, respeitando a figura do Educador que ali se encontra e, ao mesmo tempo, sendo todos iguais, lembrando nosso querido Paulo Freire, usando o conhecimento de cada um para que todos possam aprender.

Margi, fica aqui hoje o meu “muito obrigada” por fazeres parte das minhas manhãs de sextas-feiras fisicamente e por fazer parte do meu mundo em muitos momentos. Da sua Pupila, Úrsula.

Minha Amada Família

Desde que o Leleco voltou da maternidade, com quatro dias de vida, dormiu sozinho em seu quartinho, com a porta sempre fechada, a babá eletrônica colada ao seu berço e o outro aparelho em nossas cabeceiras. Já se passaram três anos desde que isto ocorreu pela primeira vez. Mais um bebê indo embora da minha vida.

Ontem estava muito calor. Dei banho nas crianças e os coloquei para dormir. Quando o Milton chegou do trabalho, entrou no quarto de cada um, como de costume, para beijá-los e verificar se tudo estava bem. O Leleco estava muito suado e como o nariz dele está novamente escorrendo, não achei prudente ligar um ventilador. Optamos por deixar a porta aberta. Hoje, ao acordarmos, vemos nosso bebê-menino/menino-bebê dormindo ainda, após doze horas de sono, em posição única: bumbum completamente inclinado para cima (o que acentua o tamanho devido a fralda cheia), cabecinha virada de lado, bracinhos juntinhos ao peito, posição meio de bruço, meio fetal, meio sem identificação. Mas comovente.

Passado este momento, voltei para a cama, o Milton foi trabalhar e a Bibi entrou no meu quarto, com seu pijama de seda cor-de-rosa, cheio de babados, cabelos brilhantes, olhar profundo e, mais uma vez, percebi o quanto minha bebê já está no estágio mocinha, sem chance de voltar.

É gostoso e gratificante ver o crescer dos nossos filhos. Todos os momentos são vitoriosos, pois ter e criar filhos são atos de amor pleno e integral. Ter o privilégio de estar em casa com eles todos os dias quando acordam, me beijam, abraçam com aquele bafão de horas de sono, ligarmos juntos para falar bom dia ao papai, tomarmos nosso café da manhã e sairmos todos juntos, sem pressa, sem horário para irmos às escolas, são momentos que todo mundo deveria viver, pois fazem qualquer dia mais feliz. Um brinde ao amor da nossa família.

A natureza


Meus sentimentos em relação ao Verão são paradoxais. Acho lindo acordar e ter um belo e claro dia, iluminado pelo mestre Sol. Esta sensação de alegria, porém, dura poucos segundos, mais exatamente, até o momento em que saio do banho e me visto. Já começa o calor.

Momentos felizes da minha vida, marcados naquela página especial do coração, são os momentos em que acordava em Santiago do Chile e aquele friozinho matinal, que iniciava geralmente com 11 graus, se estendia até por volta das 9 horas. Depois o Sol vinha com força total e o calor nos dava a sensação térmica de 40 graus. Ao cair do dia, nosso Astro Rei começava a recolher-se e o arzinho gelado invadia nossos corpos. Deitávamos em nossa cama, 15o. andar de um edifício, há poucos quilômetros da Cordilheira dos Andes e ficávamos observando aquele espetáculo da natureza, juntamente com o frio que adentrava através da grande varanda do nosso quarto e com o edredon a postos.

Hoje, como todos os dias em que estamos vivendo, o dia amanheceu com uma temperatura. Bruscamente, o calor passou a fazer parte dos nossos momentos, de tal forma que meu corpo não resistiu. Tive uma brusca queda de pressão em plena sessão de cinema. Bendito ar-condicionado do carro, que me refrigerou até em casa, onde pude tomar um banho e ficar deitada sob o ventilador em alta velocidade, retomando os sentidos pouco a pouco.

Precisamos cuidar da nossa natureza, pois sim, ela é nossa, nos pertence e é através da preservação do meio-ambiente que, quiçá um dia, nossos filhos, netos, bisnetos, poderão viver dias de uma única temperatura, ter suas saúdes menos abaladas por constantes crises alérgicas e, principalmente, presenciar grandes espetáculos naturais.

Deixo aqui uma pequena amostra do show particular da nossa varanda, em pleno mês de dezembro, por volta de 22 horas. E que o Verão passe voando para que meu amado Inverno volte.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Novidades (ou não)

Adoro navegar na Internet. Poucas coisas me tiram o bom humor e ultimamente, uma das coisas capazes de me deixar realmente com raiva é a conexão sair do ar. Em junho passado, cheguei a ficar vinte e cinco dias sem conexão. Procurei várias alternativas, tentei trocar a empresa fornecedora do serviço e descobri que não há muitas opções. Temos apenas três operadoras e cada uma tem o seu lado imprestável. Tive meus momentos de saudades do tempo em que ficamos fora do Brasil e não me lembro de ter ficado sem conexão qualquer dia que seja. O jeito foi esperar o serviço voltar, com toda a paciência que, muitas vezes, me surpreendo ser capaz de exercer.

Gosto de navegar em todos os tipos de sites e portais. Tudo que é possível comprar pela web, eu compro. Há três anos, descobri a facilidade do supermercado virtual. Entro no site da empresa, faço as compras deitada no sofá e por uma média de R$ 10,00 pelo serviço de entrega, tenho tudo entregue em casa: frutas e verduras selecionadas, carnes embaladas e separadas de acordo com o meu pedido, produtos com um longo prazo para o vencimento e tudo isto com apenas alguns cliques.

Também gosto de descobrir novidades na rede. Muitos anos atrás, ainda na época da fita k7, comprei o áudio-livro “Confissões de Adolescentes”, da então jovem escritora Maria Mariana e avidamente, ouvi a obra no meu velho “walkman”. Dois anos atrás, meu marido me ofereceu “O Monge e o Executivo”, um álbum com alguns cd’s da obra na íntegra. Apesar de ser uma devoradora compulsiva de livros, essa idéia de áudio-livro me agrada e muito e em uma das minhas navegações, descobri um número incrível de obras hoje disponíveis neste formato. Comecei comprando a biografia de Gandhi. Como o formato é MP3, já não falamos de alguns cd’s, mas de apenas um, com toda a obra compactada. Transferi para meu IPod e no dia seguinte, lá estava eu em busca de novas obras. Ao todo, adquiri catorze obras em dois meses. Já nem sei mais o que é música no IPod. Passo todo o tempo com um livro ao ouvido, vivendo a emoção única de ter grandes obras narradas na íntegra, o que me remete a sensações muito diferentes daquelas sentidas ao fazer a leitura do livro de papel.

Aos amantes da tecnologia, para os curiosos pelo assunto, fica aqui a minha dica. As livrarias Saraiva e Fnac Pontocom, até onde eu saiba, são as únicas que trabalham aqui no Brasil com este material. Também há a possibilidade de comprar diretamente da editora http://www.audiolivro.com.br/. Os amigos que já ouviram minhas aquisições, gostaram e aprovaram a idéia.

Um pequeno mundo com grandes príncipes

Estávamos todos na aula da Cris, ávidos por encerrar uma das últimas terças-feiras do ano letivo e fazendo o fechamento daquela aula. Em um clima de despedida, o que nos fez realmente tomarmos ciência do quão próximo está o fim de mais esta etapa, a sábia mestra nos surpreende com uma citação de Saint Exupéry, em “Le Petit Prince”: “Aqueles que passam por nós, não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”. Iniciamos uma breve discussão, concluindo sem pensar que muitas pessoas passam por nossas vidas sem deixar nada; por um instante, refleti e humildemente, concordei com a afirmação do Principito. Quantas pessoas até hoje passaram pela minha vida? Dezenas, centenas? Posso afirmar que nos meus trinta e quatro anos, inúmeras pessoas passaram por mim. E tenho uma grande certeza de que, de alguma maneira, todas elas deixaram algo e levaram algo, de bom ou ruim.

Tenho em mente a idéia de sempre fazer o bem. Aprendi isto no seio familiar. Venho de família humilde, de pessoas simples e, como sempre digo: “pobre, mas limpinhas”. Até as gerações que consegui chegar no meu estudo genealógico, não fui capaz de encontrar sequer uma pessoa que fosse bandido, ladrão, traficante, delinqüente. E não me vanglorio por vir de família assim, afinal, só Deus sabe o que cada um tem a cumprir aqui. Só que a raiz do “fazer o bem” foi plantada em mim e assim, espero plantar em meus filhos.

Aprendi semana passada com minha amiga Tânia que quando damos algo a alguém, não temos o direito de querer sequer saber o que a pessoa fará com aquilo, seja um objeto, seja um valor financeiro. Quando damos, nos libertamos, passamos adiante e quem recebe é o responsável pelo que fará com aquilo que lhe foi ofertado.

Unindo os conceitos de marcas que deixamos e o de fazer o bem, gostaria sinceramente que, durante minha trajetória, eu tenha sido capaz de deixar marcas positivas nas pessoas. E quando esta máxima não tenha sido verdadeira, gostaria de ter a oportunidade de me redimir, de fazer de novo, de recomeçar. Gostaria de aprender também a dar àqueles que marcaram de forma negativa, uma segunda oportunidade para fazer de novo. Gostaria de ansiar por um mundo novo, por um mundo melhor, por um mundo de amor e paz. Por um mundo de marcas positivas. Nada melhor que o próprio Exupéry para encerrar esta reflexão: “O amor verdadeiro começa lá, onde não se espera mais nada em troca”.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Faça amor, não faça guerra

Alguns dias já sem blogar. A sensação é de que os pensamentos e sentimentos vão se perder no espaço, sem registro algum. Mas no caso destes últimos dias, não há como se perder nada, pois há coisas em nossas vidas que deixam marcas profundas.

Terça-feira da semana passada, deixei as crianças na escola e sem vontade alguma de ir à faculdade, de trabalhar ou de fazer qualquer outra coisa que usasse o cérebro, decidi ir para um lugar fantástico, chamado Shopping. Não que eu estivesse de baixo-astral, muito pelo contrário, estava feliz e queria prolongar aquele momento com algo que me fizesse mais feliz e lá fui eu às compras. Não comprei nada para mim. Ta bom, comprei. Mas foi só uma canga e nada mais. Só que o porta-malas do meu grande carro veio lotado de sacolas e caixas. Comprei muitas roupas para as crianças e fiquei mais feliz ainda. Do shopping, continuei o dia “futilidade total” e fui à manicure. Fiz minhas unhas (aliás, decidi ousar e usei uma cor que jamais me imaginaria usando, mas não consigo descrevê-la aqui) e enquanto discuto com a cabeleireira o que fazer nas minhas pobres madeixas, entra o plantão do jornal da Globo na televisão. Seqüestro de quatro jovens em Santo André, em um conjunto do CDHU.

Comentei com as pessoas no salão que eu, acredito, sou a pessoa que menos assiste a televisão dentre as pessoas que vivem ao meu redor. Infelizmente, todas as vezes que estou em frente a um aparelho, sempre tem notícias deste teor. Passei a acompanhar o caso pela Internet e meu amado Estadão on-line (que faz com que eu consiga ler diariamente um jornal, na íntegra, sem sujar minhas mãos).

Sou emocional puro. Acho que minha razão foi abortada quando nasci e apenas a emoção vingou junto a mim. Senti-me cada dia mais envolvida com o tal seqüestro. Vibrei na sexta-feira, quando tudo acabou. Ou quase. Ainda questionei dentro de mim, o porquê das garotas terem sido levadas para um hospital e não ficaram ali, com suas famílias, em momento de tanta necessidade de apoio emocional. Depois vem a notícia dos tiros, do tiro na cabeça da Eloá, da gravidade do seu estado. Passei a noite em claro, sempre buscando um motivo, uma explicação para que tais coisas aconteçam.

Ter filhos, desde sempre, é doação total. É uma mudança radical na vida, em nossos atos, em nossos modos de agir, de pensar e de viver. Talvez, o fato de eu ter filhos, tenha me deixado envolver tão intensamente com esta história. O drama continuou no sábado, até às 17 horas, quando veio a “pré-confirmação” da morte cerebral. Orei com toda a minha fé e devoção pelas famílias envolvidas, pelas vítimas e por toda a sociedade que estava, naquele momento, julgando e condenando, coisa que apenas Deus tem o poder e o direito. Continuo pedindo fortemente por um mundo melhor, por um lugar com menos atrocidades, menos perigos e mais amor, para que meus filhos cresçam de forma saudável e que sejam felizes em seus caminhos.

sábado, 18 de outubro de 2008

Apelidos

Sábado chuvoso. Pleonasmo puro. Mas eu, como boa mãe, acordei, tirei meu pijama de urso, entrei no chuveiro morno de cabeça (para despertar mais rápido), dei café para as crianças, troquei-lhes as roupas, fui de Santana até o Bom Retiro para comprar sabão líquido Ariel (pois a promoção estava imperdível) e de lá, partimos para o Center Norte, onde assistimos “Os Mosconautas no Mundo da Lua” – sessão das 10h50. Confesso que o filme não me interessava nenhum pouquinho, só que acho o máximo levar as crianças ao cinema. Qual é o programa que se faz em um dia com o tempo de hoje, que diverte, ensina, passa o tempo, educa e custa (para nós três) a bagatela de R$ 14,00? Se alguém souber, fico no aguardo. Fui preparada com o meu arsenal de blusas. Elas dão ótimos travesseiros durante a sessão e, com certeza, tiraria uma soneca durante o filme.

Não sei de onde vem essa minha mania de apelidar as pessoas. Acho que o papai tinha este hábito também, mas o meu é exagerado. Gosto de apelidos, porém, dos apelidos que eu dou. Sinto que crio um vínculo único com a pessoa apelidada, quando alguém chamá-la de longe por aquela alcunha, não importa se uma grave faringite tiver destruído a voz; ela saberá que sou eu. Ao invés de dormir no cinema, fiquei pensando no número de pessoas que já apelidei.

Sem dúvida alguma, o que mais pegou foi o do meu irmão, Kid. Não vou contar o porquê de Ernani ter se transformado em Kid agora, pois a história é longa. Tudo bem. Ficaram curiosos. Então vou contar. Meu irmão nasceu japonês e há 27 anos, minha mãe ainda não soube explicar o fato, uma vez que nem na família Almeida e nem na família Lemos, há indícios orientais. Desde pequeno, eu o chamava de Japa, Japôncio. Por volta dos seus 10 anos de idade, resolvi dar o apelido do apelido e Japôncio virou apenas Pôncio. Um casal de amigos, que não entendia exatamente do que eu o chamava, passou a chamá-lo de Múrcio. Eu adotei. Do Múrcio, virou Mumu. Na época, ainda passava “Os Trapalhões” e o saudoso Mussum se intitulava “Kid Mumu da Mangueira”. Meu irmão Ernani virou Kid Mumu e daí para Kid. Este apelido está debutando este ano de 2008 e muitos dos meus amigos sequer sabem seu verdadeiro nome, apenas o conhecem por Kid.

Muitos outros apelidos foram por mim colocados: Pops (Thaís), Fofs (Camila), Leleco, Bibi (meus filhos Leonardo e Isabella), Bimbo ou Toru Boi (meu marido Milton); teve a Cachorrona, a Neusinha, o Bicho Furão, a Chicken, o Pomba; minha irmã Bárbara é Barbarela Rosa; gosto muito de apelidos levando ao estrangeirismo russo: Muris, Brunis, minha cunhadinha é a Japildis (ou Cunhis), minha comadre, Tchakowiski. Meu sobrinho é Kabeção e não tem jeito, não consigo pronunciar seu nome, André. O apelido dele nada tem que ver com seus quase 99 centímetros de perímetro cefálico. Tive uma chefe (e neste momento, me salva o fato de ter tido muitas chefes mulheres), que o apelido (que ela até hoje não sabe) é RDP. Este não conto nem sob tortura. Mas para abreviar, passamos a chamá-la, entre nós da equipe, apenas de R. Aos professores chatos, sempre são dados apelidos menos convencionais. Aos alunos chatos também.

E como falar de todos os apelidos que já coloquei nas pessoas levaria dias de escrita, encerro contando de dois casais de amigos muito queridos: um deles, Cris e Everaldo, que para mim são simplesmente e carinhosamente, Frei e Ave Maria. E o último apelido dado por mim é para outro casal queridíssimo, Lucianta e Jilmento. Salve-se quem puder.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Dia dos Professores

A ordem da data das mensagens não alterará o valor das mesmas. Como ontem não tive tempo de escrever sobre o assunto, aproveito agora para falar do dia do Professor.

Todas as profissões tem seus dias comemorados. Algumas tem a data praticamente lembrada apenas por seus profissionais. Outras, recebem algum apelo da mídia, como o passado dia da secretária. O dia do professor é comemorado sempre. Não importa qual o lugar do Brasil, se a cidade é pequena, grande, se há um grande número de cidadãos alfabetizados ou não, dia 15 de outubro é o dia do professor.

Ontem, enviei mensagens para alguns queridos professores. Entrei na escola com 2 ou 3 anos (tenho que conferir com minha mãe) e, desde então estudando, posso dizer que tive pelo menos uma centena de professores. Vários deixaram suas marcas, mas uma pessoa, em especial, me marcou de forma profunda. Foi no ano passado, na disciplina de Metodologia e Prática de Ensino que tive o privilégio de ser aluna da professora Elisete Frigo.

Sabemos que nada mais fácil que entrar em uma faculdade privada. Basta fazer a inscrição e, após alguns dias, a matrícula. Dizem que há critérios de exclusão, mas como não conheço nenhum excluído, continuarei na dúvida. Com esta facilidade, todos os anos são lançados no mercado de trabalho um grande número de licenciados, ditos aptos à educar os meus, os seus, os nossos filhos. Sabemos também que a qualidade do ensino é ruim, que os professores possuem pouca autonomia para trabalhar em cima das regras das instituições particulares e muitas vezes, mesmo sendo bons, não conseguem expôr suas competências tal como gostariam.

A professora Elisete foi um divisor de águas na minha vida. Sua garra, emoção, empenho, amor, seriedade, disciplina, preparo, conhecimento, erudição, enfim, ficaria aqui escrevendo um sem número de predicados à sua pessoa profissional, me fizeram enxergar muitas coisas de maneira diferente. Me fizeram acreditar que é possível mudar. Um dia, ela nos disse que, se durante toda a sua jornada como educadora, conseguisse mudar apenas uma pessoa, já teria feito a diferença. Acreditem, ela muda todos os dias muitas e muitas pessoas e contribui para um mundo diferente. Para quem não assistiu, vale a pena conferir o longa "Escritores da Liberdade". Quem quiser ter alguma idéia de quem é a professora Elisete, imaginem que a protagonista do filme, Mrs. G., seria apenas 1% do que é nossa querida mestra.

Fica aqui minha homenagem para outras pessoas que marcaram minha vida acadêmica:

- Prof. Amabile Ruy - 1983 - 3a. série - E.E.P.S.G. "Fernão Dias Paes"
- Prof. Eunice - 1985 - 5a. série - Língua Portuguesa - E.M.P.G."Conte. Gastão Moutinho"
- Prof. Waldir - 1987/1988 - 7a. e 8a. séries - Ed.Física - "Gastão Moutinho"
- Prof. Camilo e Gilberto - 1990/1991 - Técnico em Mercadologia - "Derville Allegretti"
- Prof. Guaracy - 1998/1999/2000 - Direito e Processo Penal - Uniban Maria Cândida

E especialmente para minhas mentoras de profissão e de vida hoje: Cristina Máximo, Margibel, Plínio, Solange Leite, Neide, Ieda. Vocês são especiais e me guiam para um amanhã com mais sabedoria, mais competências, mais vontade e, acima de tudo, me ensinam que para ensinar, não basta saber, tem que ter amor por esta nobre profissão.

Um Feliz Dia dos Professores à todos os outros professores que tive, que ainda terei, às minhas amigas professoras, às professoras dos meus filhos e aos futuros professores que em breve, estarão formando novos professores.

PPP - poder do pensamento positivo

Desde que entendo o significado de concursos ou prêmios, tento ganhar algo. Para não dizer que sou a mais azarada neste quesito, exatos dezesseis anos atrás, quando a internet ainda era uma realidade muito distante à maioria de nós, pobres mortais, juntei muitas e muitas embalagens da Nestlé e ganhei um livro de receitas. Me senti premiada, mesmo que soubesse, lá no fundo, que não havia ganho nada, comprei o livro de forma indireta.

Este ano, decidi: "vou ganhar um prêmio". Tudo bem, não investi muita energia física neste projeto, mas estou sempre ligada em toda promoção que aparece na internet, sorteio de rifas, bingo de festa junina. O ano quase acabando e nada.

Hoje, cheguei à faculdade e fomos convidados à assistir uma palestra que abriria a Jornada de Pedagogia. Ao final da palestra, o sorteio de um livro. Nem sei qual era o título, também não me interessava, afinal, se eu ganhasse, teria minha missão cumprida. Eu concorria com o número 71. Minha amiga Tânia, com o 51. A Leslye, ao meu lado direito, com um número que, até o momento, não sabemos se era 06 ou 90. Quando a palestrante sorteia o número e fala SETENTA E... meu coração pulsou forte... OITO. Mais uma chance perdida. Ainda restam dois meses e pouco para o fim do ano.

Próximo à hora de buscar as crianças em suas escolas, comecei a navegar na internet, rever todas as reportagens publicadas por meu irmão e minha cunhada, lá do Velho Continente e, não sei por qual motivo, decidi colocar no Google o nome do meu irmão: Ernani Lemos. Apareceu de tudo: policial, bandido, médico, advogado, traficante, dentista, jornaleiro, enfim, uma infinidade de coisas. Achei legal quando, na segunda página, começa a aparecer o nome dele e da minha cunhada japinha, Juliana Yonezawa.

Já em cima da hora de sair de casa, mas curiosa por ter gostado da brincadeira, decidi colocar o meu nome, não delimitando a busca para apenas Brasil. Várias URSULA HUMMEL apareceram, mas qual não foi a minha surpresa quando me vejo como ganhadora de um concurso. Foi o seguinte:

Quando meu blog deu problema, fiz inúmeras tentativas para criar um novo blog legal e dinâmico e, nestas buscas, descobri um tal "bloglog". Neste dia, havia um concurso para ganhar um par de ingressos para um musical inspirado em Tom e Vinícius. Para ganhar, era necessário contar sua própria história de amor em apenas cinco linhas. A história mais interessante, levaria os ingressos. Escrevi a minha.

"Conheci o Milton em um site de bate-papo. Era um sábado a noite e conectei-me à internet para fazer uma pesquisa de trabalho. A janela pop-up apareceu, chamando-me a atenção pelo número de pessoas que se encontravam on-line naquele momento. Entrei com o sobrenome de Sedutora. Lá, encontrei o Romântico. Ele me contou que estava separando-se, após um casamento de quase sete anos. Eu já estava separada, também de um casamento de quase sete anos, havia três. Durante um mês, conversamos por telefone, trocamos e-mails e eu estava "arranjando" um encontro entre ele e minha comadre, uma vez que não tinha interesse algum em namorar naquele momento. Passados trinta dias, marcamos de conhecermo-nos. Quando o vi, estava diante do homem da minha vida. Fomos morar juntos naquele mesmo dia, após um cinema e uma pizza. Minha vida mudou completamente. Temos dois filhos e já estamos no sétimo ano de casamento. ÚRSULA HUMMEL"

Minha alegria ao me ver como ganhadora foi ímpar. Só que felicidade de pobre dura pouco. No caso da minha, poucos segundos. O musical foi apresentado em 19 de setembro passado e até hoje, ninguém me avisou que fui a ganhadora.

Fui buscar as crianças, liguei para meu irmão na Irlanda, contando o episódio. Participei meu marido do nosso prêmio e sem entender o porquê de me premiarem e me ignorarem, concomitantemente.

Cheguei em casa e decidi blogar. Ao buscar na minha caixa de "mensagens enviadas" a tal frase de amor, percebi que no email não mandei nenhum telefone ou qualquer outra forma de contato. Tudo bem, eles ainda tinham meu email. Me sacanearam.

MAS EU GANHEI. E para o ano que vem, canalizarei meus pensamentos em uma viagem internacional com tudo pago. Só que agora estou esperta e não deixarei nada passar em branco, nem sequer deixarei um dia de verificar se o sorteio já correu.

Boa sorte à todos e PENSAMENTOS POSITIVOS!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

TPM

Estou em um dia daqueles. Até a sombra me irrita. Minha empregada perguntou-me se estou para menstruar, pois além da irritação, a cabeça EXPLODE de tanto doer. Tem fundamento sua pergunta, mas não, não estou para menstruar. Aliás, a última vez que tive uma crise de enxaqueca como a de hoje, acho que nem tinha colocado o DIU ainda. A tal dor de cabeça já está há alguns dias me perseguindo e as pessoas começam a questionar-me: "por quê você tem tanta dor de cabeça?". Que tal perguntar a mesma coisa para a Cyrela, para a TVA, para o Condomínio em que moro, para a Uniban, para o SAA, para o Pão de Açúcar, para a Droga Raia, para a Notre Dame.

Fico pensando o porquê de tanta perseguição. Hoje, ao sair de casa, orei com toda a devoção que tenho, pedindo que Deus iluminasse meu caminho, tirasse tudo de ruim que pudesse ter ao meu redor e fizesse o meu dia feliz. Orei com fé e quiçá foi essa fé que fez com que o meu dia não fosse pior.

Continuarei meus delírios e devaneios, tentando entender a causa do serviço prestado de forma ruim, da falta de consideração que prestadores de serviço tem com seus clientes, de tantas vezes que temos que fazer reclamações e mais reclamações e nunca obtemos resposta de nada.

Agora, vou orar para um amanhã menos pior. Vou delirar!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Brincar de "faz-de-conta"

Vivemos em um mundo de "faz de conta". O consumidor, grande parte das vezes, "faz de conta" que é imbecíl, devido a sua falta de tempo para correr atrás dos prejuízos que sofre diariamente. O fornecedor "faz de conta" que é esperto demais, querendo sempre tirar vantagem em detrimento de seu cliente.

Há um ano e meio, compramos um apartamento de alto-padrão da construtora Cyrela. Na ocasião, as melhores unidades já haviam sido negociadas, restando unidades em andares baixos e com vistas ruins. Entre o andar baixo e a vista ruim, ficamos com o andar baixo. O apartamento, de quatro dormitórios, com suíte master, dependência de empregada completa e estas sacadas gigantes que estão em moda, foi adquirido com um "kit churrasqueira" (que vem a ser, além de todo o preparo elétrico e hidráulico para uma varanda gourmet, também a churrasqueira e a coifa). Eis que agora, temos que cravar um duelo com a Cyrela, que tenta barganhar nossa churrasqueira, dizendo que não temos o direito a ela (temos um documento assinado, escrito de próprio punho, em papel timbrado da empresa) e querendo nos agraciar com uma televisão de plasma (isto mesmo, nem uma LCD FULL HD, os caras-de-pau foram capazes de propor na tentativa de "suborno").

Até quando perderemos horas e horas dos nossos sagrados e corridos dias, desgastando nossa saúde e estado emocional, com fornecedores de produtos e serviços que brincam de "faz-de-conta" que somos legais, na hora da venda e que, logo após a efetivação do negócio, brincam de "faz-de-conta" que o cliente é trouxa?

Eleições em São Paulo

Ontem tive um misto de sensações, ao ver, surpreendentemente, o Kassab saindo à frente da Marta. Senti que, aos quarenta e seis do segundo tempo, todo mundo resolveu seguir meu conselho e pensar no paternalismo governamental antes de votar.

Confesso, sem o menor pudor, que me senti um extra-terrestre ao chegar no meu posto de votação. Sei que devem estar se perguntando: "ué, ela votou?". Sim, caros amigos, votei. Mas por um motivo. Ganhamos quatro trechos para voar na América Latina pela TAM e escolhemos conhecer a capital do Peru. Como a grana é curta, vai ser realmente um bate-e-volta, afinal, ganhamos apenas as passagens e sabemos que uma viagem vai muito além disso. Porém, meu passaporte venceu. E, me esquecendo deste detalhe antes das eleições, não fui renová-lo. Mentira. É que venceu o meu, o da Isabella e preciso fazer o do Leonardo. R$ 600,00 assim, de uma tacada só, em mês de rematrícula escolar, dia das crianças e todo mundo tomando antibiótico em casa, não há limite no banco que aguente.
Resolvi ir até a Uniban MR, meu domicílio eleitoral, ver como funcionava as tais eleições. Chego eu na porta e começo a procurar o passaporte (documento que possibilita a nós, alunos, adentrar no campus). Me dei conta de que as catracas estavam liberadas. Não tinha idéia de onde ir. Me dirigi à Coordenação, que havia uma placa "TRE". Mostrei meu título e fui orientada a subir ao primeiro andar. Cheguei e me localizei: "seção 487". Era ali. Entrei na sala, entreguei meu título e estava decidida a votar na Soninha Francine (outra hora, faço uma explanação dos motivos). A moça pegou meu título e me disse: "pode votar". Imaginei que o lugar de votação fosse aquela caixinha triangular no fundo da sala. Chego lá, olho para meu inimigo em frente e penso: "e agora, ferrou! o que eu faço?". Decidi instantaneamente. Apertei zero, várias vezes e confirmei. Novamente, zero e confirma. E a Soninha? Dançou. Achei que apareceria o nome dela, nem me dei conta que teria que levar um número. Passaporte garantido.

Continuo sem opinião. Nem acho que o Kassab seja o prefeito ideal. Porém, ainda não achei alguém que o possa ser. Então, que ele vença a MARTAXA no segundo turno e que todos se preparem para as maluquices que podem vir por aí! Um bom início de semana!

domingo, 5 de outubro de 2008

Privacidade, é possível?

Vivemos na era da invasão. As telas dos televisores invadem nossos lares diariamente com milhares de porcarias. Até alguns anos atrás, poderia considerar um programa televisivo realmente como uma distração. Hoje não. Trata-se de estresse constante. É propaganda eleitoral, milhares de produtos de todos os tipos e a qualidade da programação deixa a desejar. Tem a invasão da privacidade pelo telefone. A invenção do identificador de chamadas e da caixa-postal torna o ser humano escravo do aparelhinho. Há aqueles que dão um simples e rápido toque para "registrar" o seu retorno de chamada e também para fazer a chamada; há o torpedo, bombardeando as caixas de mensagens; há a cobrança constante, do tipo: "te liguei, fiquei esperando e você não me retornou".
E quem disse que eu tenho identificador de chamadas? No meu caso, decidi tirar o identificador e a caixa postal, que não tenho a opção de "não ter"; deixo um recado assim: "por favor, não deixe recado, pois não os pego". As pessoas acham que é gozação e deixam recado, cobrando-me pela falta de retorno.
Tem o orkut: no começo (quero dizer "no meu começo"), achei uma das maiores invenções da era digital. Amei reencontrar pessoas, ter notícias de amigos, aproximar-me de familiares. Morava na Europa na ocasião e passava horas navegando, buscando, conhecendo. De repente, começa-se o bloqueio de mensagens, bloqueio de fotos, bloqueio de pessoas, identificação de quem visitou ou não sua página, e, pior, o orkut se tornou uma das ferramentas mais poderosas de espionagem da vida alheia. Há a comunidade "se quer privacidade, saia do orkut". Se não for isso, é algo bem parecido.
Todos querem privacidade; poucos querem sair do orkut. Mas não querem ter suas vidas invadidas por pessoas que não fazem parte dela, querem usar o orkut apenas como um instrumento de comunicação com os amigos. Impossível. Imaginem se a Marta ganhar as eleições municipais em São Paulo, cumprir sua promessa de internet gratuita, como ficará a privacidade de cada indivíduo, com a acessibilidade de todos, para todos, sobre todos?
Sabem o que tenho a dizer? Como será o amanhã... responda quem puder!

Mudando de assunto, desejo para todos, boa votação no dia de hoje; que vença o candidato que puder ser mais imparcial, socialmente falando, e aquele que puder fazer um pouco para todos; que a classe média deixe de ser massacrada cada vez mais pela taxação de impostos; que a classe baixa deixe de ser privilegiada em tudo e que as pessoas deixem de fazer corpo mole, esperando que o governo assistencialista lhes ampare em suas necessidades! Que vivamos um mundo melhor.

Úrsula Hummel

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Amigos

"Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar" (Roberto Carlos)

Uma mulher apaixonada

Amor I Love You
Marisa Monte
Composição: Carlinhos Brown e Marisa Monte

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em vocêIsso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É o espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui
Amor I Love You

"Tinha suspirado... tinha beijado o papel devotamente.
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido.
Sentia um acréscimo de estima por si mesma,
E parecia-lhe que entrava enfim
Numa existência superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu encanto diferente
Cada passo conduzia a um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações"

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eleições

ANO ELEITORAL

Prometi que este "post" teriam notícias asiáticas, mas vai ficar, quiçá, para um próximo. Nesta, vou falar sobre eleições. Quem já era leitor do meu extinto blog, deve estar se perguntando: "a Úrsula, falando sobre eleições?. Calma pessoas. Nada mudou. Continuo sendo um ser apolítico. O tema é graças a um SPAM que recebi dia desses. O título da mensagem, ipsis literis, TSE informa: Seu Título foi Cancelado TSE9964-2008.

Tal mensagem não veio direto para minha caixa de mensagens; ficou armazenada na pasta de lixo eletrônico, a qual eu olho toda vez que checo minhas mensagens, afinal, sempre pode haver algum amigo que mudou seu endereço eletrônico e meu servidor direcionará para o lixo. E estava lá tal mensagem.

Minha primeira reação? Felicidade. Mas foi momentânea. Lembrei que o prazo de validade do meu passaporte expirou este mês e preciso renová-lo. Quem sabe, um dia eu resolva assistir ao Faustão e bem neste dia, ele esteja fazendo um sorteio de uma viagem para as Ilhas Gregas e também neste dia, eu resolva ligar para participar de um concurso destes e, finalmente, para que meu ceticismo vá embora, eu seja a sorteada e tenha que embarcar em dois dias. Não daria tempo de fazer o passaporte. Fora isto, não vejo outra chance de ir para o exterior tão cedo.

O caso do passaporte vencido me fez ler a mensagem inteira. Dizia que meu título de eleitor estava cancelado, pois havia uma irregularidade com o meu CPF, estando AMBOS os documentos cancelados. Como eram seis horas da manhã, por alguns momentos, parei de raciocinar. Fui tomar banho e apertei o play novamente. Divaguei.

Em ano eleitoral, muito se ouve a respeito do "pensar muito bem em quem votar". Estou com trinta e quatro anos. Tirei meu título, OBRIGATORIAMENTE, aos dezoito. Em dezesseis anos, nunca votei. E não tenho vergonha alguma em falar isto, afinal, não se pode ser engraçada e politizada ao mesmo tempo. É pleonasmo, é redundância, é qualquer coisa. Mas não dá. Por isto, não voto. Não voto, pois nunca achei um político que me convencesse a tal. Acho arbitrário ter que votar obrigatoriamente. Acredito e defendo a liberdade do indivíduo, o direito de ir e vir e o direito ao voto facultativo. Tá, ativistas políticos dizem que o voto é uma grande conquista. Concordo. Em gênero, número e grau. Mas discordo da obrigatoriedade, pois há pessoas que não sabem votar (nem precisamos citar números, porcentagens ou mencionar pesquisas que corroboram isto). Há pessoas que não estão afim de votar. Há pessoas que não tem candidato.

Não contei ainda, mas meu novo vício chama-se AUDIO-LIVRO. Em MP3, um livro vem inteiro compactado em um CD, com 8, 10 horas de gravação da obra na íntegra. E fiz a releitura de "Feliz Ano Velho". Sempre admirei o Marcelo e a família Rubens Paiva pela forma como superaram a perda do patriarca. Mas minha maior admiração pelo Marcelo é seu envolvimento e entendimento político desde a adolescência. Esta releitura veio em um momento bastante propício, que pude repensar minha posição política. E continuei com a mesma opinião. Não tenho candidato, não entendo de política, não quero entender de política e não votarei para Prefeito e Vereador nas próximas eleições.

Ontem, voltando da Vila Mariana, vim ouvindo uma reportagem da Soninha na Band News. Ela disse EXATAMENTE o que sempre pensei. As pessoas não sabem qual a função de cada político dentro da engrenagem governamental. O povo não distingue os três poderes e suas funções. Nossa população (e tantas outras) desconhece o que um Vereador pode realmente fazer, quais os trâmites para que um projeto seja aprovado, qual a diferença nas esferas municipais, estaduais e nacionais dentro do poder Executivo. Ouve-se candidatos falando das grandiosas mudanças que farão na área educacional e compra-se o peixe, sem entender que uma mudança nesta área é de suma importância para que nosso país caminhe para um lado evolutivo, porém, não é um prefeito que fará tal mudança, a coisa é muito maior do que se imagina.

Minha mensagem: reflitam, pensem, votem consciente, procurem saber qual a possibilidade do seu candidato viabilizar tudo aquilo que promete e cobre, faça a sua parte quando der a um político, a responsabilidade de representá-lo como cidadão. Faça seu voto valer a pena!