quinta-feira, 21 de maio de 2015

Sobre a Vivara e a grande farsa

Há seis anos, escrevi sobre minha decepção com a Vivara. Decidi que não compraria mais nada naquela loja.

Minha decisão ganhou força ainda maior quando, seis meses após a colocação, pela segunda vez, do diamante no meu porta-alianças, ele caiu. De novo. Novamente. Mais uma vez. Assim mesmo, redundantemente. Uma jóia cara, mas não apenas pelo valor material. Pela dificuldade que Toruboi teve em comprar tal presente. Dar um diamante para a mulher que lhe deu seus filhos. Como reza a lenda, o diamante que sela o amor verdadeiro.

Sentimentos confusos: o material, o emocional, a raiva pela farsa.

Os anos se passaram. Ano passado, quando Toruboi mudou-se de cidade, decidi presentea-lo com algo que "meninos" gostam e que não é carro: relógio. Passando pelo shopping, achei um quiosque com diversas marcas e modelos. Escolhi um que achei combinar com a ocasião. Para que ele usa-se em seu primeiro dia no novo trabalho.

Efetuei o pagamento e qual não foi minha surpresa ao pegar a sacola? O quiosque pertence a maldita Vivara. Compra paga, melhor relevar e ir embora. Fui.

Semanas se passaram e o relógio parou de contar a passagem do tempo. Fomos a uma loja da Vivara. Quase dois meses se passaram até que devolvessem o relógio. Voltamos para casa, mas só a gente. O tempo do relógio parou antes de entrar em casa. O que fazer? Ir direto ao "pequenas causas", entrar com uma ação pedindo danos morais, materiais, psicológicos, emocionais, temporais? 

Voltamos na semana seguinte. Deixamos novamente o relógio. Mais três semanas para o conserto. Dessa vez, chegou em casa funcionando. E começou a semana funcionando. Contudo, trabalhou menos que Deus ao fazer o mundo. Toruboi tomou a frente e deu o ultimato: QUERO UM RELÓGIO NOVO. Deram. Vamos ver quanto tempo funciona.

Enquanto isto...

Bibizoca ganhou um relógio no seu aniversário de 15 anos. Localizamos quem o ofereceu: os avós paternos. E eis que descobrimos que o relógio está sem funcionar. Com CPF do meu sogro em mãos, lá vamos nós para a Vivara. O relógio ainda está lá. Há um mês. Eles não ligam para dizer se ficou pronto, se precisa jogar fora. Temos que ligar. Esperar localizarem o pedido de reparo. E ouvir que não foi localizado. Aguardamos a ligação. Ela não vem. Então vamos nós até a loja.

Relógio reparado. Vamos ver por quanto tempo funcionará. Meu porta-alianças agora é usado com o buraco do diamante para baixo. Assim não fico lembrando que falta a pedra. Qualquer hora, coloco uma pedra sintética para vira-lo para cima. Vivara? Estamos dispensando até os presentes!

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