terça-feira, 6 de agosto de 2013

Sobre indignação

Foi esta a palavra que meu terapeuta hoje usou para "disgnosticar" o meu estado: indignação. E insistiu comigo o porquê de estar tão indignada com as situações cotidinas da vida.

Feliz ou infelizmente, fui criada com valores morais, sociais e materiais, digamos que não rigorosos, mas corretos.

E quem sou eu para dizer o que é ou não correto? Então, jogo aqui algumas questões:

1. É correto que os pais repreendam os filhos de modo que estes ajudem nas tarefas coletivas que envolvem o bem estar da família?
2. É correto que uma professora de inglês, ao retornar das férias, junte um grupo de quatro crianças, em detrimento de outras vinte, para falar exclusivamente sobre a Disney, como se as crianças que ficaram em casa, ou viajaram para qualquer outro lugar, não fizessem parte daquele contexto?
3. É correto que um médico que tem valores os quais você não concorda - mas respeita - sobre como criar filhos, interfira no seu modo de educar, uma vez que você respeita o médico e sua for,a de criar filhos, mesmo discordando?
4. É correto que pessoas sejam tratadas como mercadorias descartáveis, sendo usadas por seus semelhantes quando e como bem entendem, e depois não servem para mais nada?

Poderia passar o dia aqui elencando além dos oito pontos que discutimos na terapia. O que não mudaria em nada minha indignação, pois meus valores estão arraigados em mim. E não há amigo, familiar, médico, terapeuta ou ninguém que mudará meu modo de ser, agir e sentir. E eu? Não lutarei para mudar o mundo, pois se trata de missão impossível. Minha luta será apenas comigo. Para que eu consiga continuar andando de cabeça erguida e dormir com a consciência tranquila!

5 comentários:

  1. Tenho, basicamente, os mesmos valores que você. E fico igualmente indignada. Só que estou ficando cansada de lutar... na maioria das vezes, simplesmente me recolho, e isolo pessoas com esse tipo de atitude. Claro que existem momentos em que não dá pra ficar quieta, aí... "rodo a baiana" dicumforça!!!
    ;)

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  2. Ah Ursula,
    A indignação é porque você é rara.
    Você é uma das poucas que se propõem a pensar. E pensar nesse mundo de valores invertidos, é dor de cabeça e decepção na certa.
    Embora muita gente pregue o respeito, poucas são as pessoas que realmente o colocam em prática (vide os itens 2 e 3 do seu post).
    Tento sempre pensar nas características boas, nas qualidades dos que estão à minha volta, e assim sigo os meus dias pra não me decepcionar tanto... e vamos praticando o exercício da paciência...

    Beijo grande

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  3. Infelizmente, muitas atitudes como estas acontecem mesmo.
    E como não ficar indignada, né!
    Bjns
    :)

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  4. Eu acho que no caso da professora de inglês eu perguntaria à ela o porquê de escolher apenas 4 crianças para conversar um assunto tão bacana e deixar as outras de fora da panelinha. E se ela viesse com um papo de que não escolheu, apenas falou com as crianças que estavam "ao acaso" perto delas... eu diria que, ou fala com todas, ou não fala com nenhuma!!! É óbvio que as crianças reparam nisso e se sentem excluídas e menos queridas! Exemplo: se as outras professoras ficassem conversando e deixassem ela de fora, duvido que ela não se sentiria excluída! Que falta de tato dessa professora, sem noção!

    Agora, com relação ao que não podemos interferir ou mudar nos outros...cada um vai ter as consequências de seus atos.

    Nem todo mundo compartilha de nossos valores, infelizmente.

    Se a gente for analisar friamente tudo o que acontece no mundo... indignação é pouco!

    Foque nas coisas boas da sua vida, nos seus valores (que vc pratica todo dia com afinco e honestidade)e principalmente no quanto vc é importante para sua família!

    bjs!

    Lena

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  5. Nós, bem educadas, sinceras .... vivemos dando "murros em ponta de faca". Como você falou, não vamos mudar o mundo, mas nossos valores ficarão para sempre.
    Indignação é pouco!
    Beijos querida.

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