quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sobre o Facebook

Hoje tinha em mente um tema totalmente diferente para postar, mas as circunstâncias nas últimas 24 horas fizeram-me "mudar de assunto". 

Todos os dias, quando acordo, dou uma olhadinha no Face para ver os últimos acontecimentos. É vício, mania, chame do que quiser. É minha rotina.

Tenho novecentos contatos na minha rede. São muitos? Sim, claro. Eu interajo com todos? Claro que não. Então por que mantenho tanta gente assim? 

Por muitas vezes me fiz esta pergunta. Cheguei aos novecentos contatos ao acaso. Reencontrando amigos de escola (foram anos entre ensino Fundamental e Médio e mais quatro faculdades), pessoas que trabalharam comigo em catorze anos de profissão, amigos que a vida trouxe através de outros amigos. E os amigos que fui fazendo virtualmente.

Posso chamar a todos de amigos? SIM. 

Meu conceito de amizade vem mudando muito com a maturidade. Amigo não é aquele que está ali ao seu lado todos os dias, mas aquele que está na hora e no momento em que você precisa.

Quantas coisas já precisei e encontrei no Face? Colo, afeto, médico, dentista de plantão, gente pra ajudar alguém que precisasse.

Quando abri minha timeline pela manhã, vi que a Facefriend Rogéria, que mora lá no RJ, estava fazendo uma limpeza com quem ela não interagia. Na hora pensei: "puxa, acho que vou fazer o mesmo". E fui olhar meus novecentos contatos. Não encontrei ninguém que eu quisesse excluir. Ao rever todos os meus contatos, percebi que cada um deles, inclusive as pessoas as quais não conheço pessoalmente, têm um papel especial na minha vida. E não são apenas pessoas que eu peço ajuda e me socorrem imediatamente. São pessoas as quais também posso ajudar.

Agora a tarde, vejo a notícia de uma pessoa que está com o filho entre a vida e a morte. A notícia veio de longe, mas esta pessoa está aqui, no hospital ao lado da minha casa. E pode precisar da minha ajuda, logo, me disponibilizei e fiquei de prontidão.

Há muita gente chata na internet. Entretanto, eu posso mudar as pessoas? Eu sei que muita gente me acha uma Facechata. Posto muitas coisas, compartilho outras tantas e tem gente que não tem saco. Tira do feed de notícias. Mas não exclua.

Pessoas são importantes nas nossas vidas, em qualquer momento. Em questão de poucos segundos, muitos problemas podem ser solucionados através de um pedido de socorro. É assim que eu enxergo esta rede social.

Continuarei aceitando novos amigos, amando reencontrar os antigos, mas principalmente estar disponível, dando e recebendo, como faz a lei do Universo!

À minha Facefriend Rogéria, obrigada pela reflexão do dia! E ainda estou entre seus amigos!

3 comentários:

  1. E se não fosse o FB eu não teria minha mãe Panda!

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  2. Oie, agora do note vou poder comentar... eu "desamiguei" de algumas pessoas pois nunca falaram comigo ou curtiram alguma coisa, não creio que essas mesmas pessoas pudessem me ajudar ou precisar de mim algum dia.
    Tem pessoas que estão distantes por vários motivos e essas permanecem. O Face trouxe amigas incríveis para minha vida, pessoas que encontro sempre e que me ajudam em muitas coisas... me fez tbém reencontrar amigos queridos de tempos de adolescência... ficaram todos lá... desfiz mesmo dos que só me tem como um número para aumentar a sua popularidade...
    Um beijo e achei o máximo ter te inspirado a escrever... Bjs!!! Vc é uma das pessoas legais que a internet me proporcionou conhece!!! Boa sexta!!!

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  3. Por conta da profissão, eu aceito quase todo mundo que me adiciona. Mas existem pessoas que não posso chamar de amigos. É muito complexo... e assim fiz uma listinha de "conhecidos", que não precisam saber (ou não quero que saibam) de detalhes da minha vida e algumas opiniões sobre assuntos específicos. Nessa, incluo os alunos. E quando quero "me proteger", compartilho para "amigos exceto conhecidos". Se tenho certeza que isso é o melhor? Não. Mas por enquanto vou levando.
    Beijo, querida!

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