quinta-feira, 23 de maio de 2013

Pedidos de Natal

Assim como meu irmão, DETESTO NATAL. Odeio árvore de Natal, morro de preguiça de montar, fico irritada com o pó que junta em presépio e enfeites natalinos. Não gosto do consumo exagerado que invade o espírito das pessoas. Só que nem tudo é ruim. Há um detalhe na história do Natal chamado TENHO FILHOS. E filhos exigem Natal.
Minha filha já não acredita mais em Papai Noel, está no seu segundo ano. Mas meu pequenino ainda tem alguns anos de crença pela frente. E seus pedidos foram engraçados. Ele começou pedindo UM PINGUIM DE PELÚCIA, que depois foi trocado por uma RENA DE PELÚCIA. Como o pinguim já estava comprado, disse para ele que o Papai Noel não trocaria presentes. Depois, ele descobriu que precisava MUITO de um NOTEBOOK (ok, ele tem quatro anos, mas é uma criança geração computador). Como tenho um HP que trouxemos da Europa quando o moleque não era nem projeto, darei o LENTBOOK para ele. Embrulhado, claro. Mas ele não sabe. No condomínio novo, há uma ciclovia, pequena, mas suficiente para ele. E a bike dele, que foi do meu sobrinho, já foi para doação. Assim, comprei a bike nova, mas ele também não sabe. E comprei vários bonecos de Max Steel, para complementar um pouco mais a coleção dele. Tudo surpresa. Para minha filha, comprei um celular da chinoca. Vi várias alunas minhas, da faixa etária dela, com o tal telefone. É um MPTUDO. Tem televisão (e pega super bem), cabem dois chips (ela não tem nenhum), toca música, tem rádio, filmadora, gravador, enfim, várias bobagens. O preço foi um pouco salgado, por ser um chinoca, mas se fize-la feliz por um dia, para mim, valeu o preço. Ela também ganhará o seu note, só dela. Branquinho, para combinar com o quarto branquinho que estou fazendo para ela (e que ela ainda não viu). E mais perfumes do Boticário de meninas de 10 anos, alguns jogos que ela estava querendo. Mas ela não sabe de nada. Como andou pisando na bola com a escola, perdeu o direito de escolha. Só que uma aluna que fecha com a média menor 8,5 (não vou considerar a imbecil da professora de educação física que puniu minha filha de forma persecutória por um ano inteiro), merece vários presentes.
Sei que meu marido ABOMINA meu exagero natalino com as crianças. Também sou consciente de que não é o mais correto o que faço. Mas meus filhos são bons filhos, crianças que doam seus brinquedos antigos sem apego algum, que fazem o bem, que merecem ter o que eu posso dar e enquanto estou ao lado deles. A felicidade dos meus filhos é a minha.

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