terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quem é vivo (ou ainda está vivo) sempre (re)aparece

Saudades do meu blog, saudades das minhas amigas blogueiras. Foram quase seis meses sem sequer logar no Blogspot e quando chego hoje, tudo está diferente. Vamos encarar, afinal, a vida muda, o tempo muda, o Facebook muda, por que não o blog mudar?

Tudo nas nossas vidas é muito efêmero. Vivemos hoje a era da ansiedade e da depressão. Porque os indivíduos estão preocupados em viver o ontem e o amanhã. Enquanto isto, o hoje passa e não o vivemos. Assim, estamos desperdiçando a vida.

Eu, que vivo no mundo de Pollyana, preciso aprender a crescer. Os quarenta estão cada vez mais próximos e não dá mais pra acreditar em Papai Noel. Achar que vou conseguir resolver problemas que existem desde antes de eu nascer. Sou apenas humana, e não uma super-heroína. 

Há dez dias, em uma consulta médica, com diagnósticos de saúde péssimos, ciclo que estou vivendo já há um ano e meio, tive que escolher entre ir ou ficar. Resolvi ficar, e para ficar, preciso aprender a não me importar com os outros. A não fazer nada pra ninguém achando que terei retorno. Continuarei exercendo a bondade, a caridade, a benevolência, mas a paciência, que já não existe em mim faz tempo, desisti de procurar.

A vida é cíclica. Hoje, neste exato momento, minha melhor amiga é a Maria. Minha colega é a Joana e minha conhecida é a Luana. Se as três precisarem de socorro, deixarei minha vida e farei o que estiver ao meu alcance, em pé de igualdade. Só que agora estou consciente de que amanhã, quando chegar a minha dor de barriga, não será com nenhuma das três que vou contar. Surgirá do nada a Suzana, que me estenderá mãos, braços, pernas, ouvidos. Foi duro entender e crescer neste sentido, mas descobri que amizades não são eternas. Podemos sim manter vínculos com pessoas por muitos anos. Amigo, contudo, é aquele indivíduo que estendeu as mãos pra você na hora em que você precisou. Às vezes, as pessoas que mais se distanciam são aquelas as quais mais você ajudou. Aprendi que só posso fazer as coisas por amor, e assim será de agora em diante. Sem esperar troco, pois não vivemos na padaria. Vivemos no mundo real, com pessoas egoístas e egocêntricas e onde poucas estão dispostas a estender as mãos ao próximo.

Infelizmente, sempre pensei diferente. Sempre achei que ao meu lado estariam as pessoas que sempre ajudei. Só que aconteceu exatamente ao contrário. Nos últimos dezoito meses, surgiram tantas pessoas boas na minha vida, tanta gente que surge do nada para ajudar, para ouvir, para doar. E foi após minha consulta médica e horas de reflexão, que resolvi mudar meu jeito de viver.

É difícil mudar. Porque nascemos sem tecla. Infelizmente. Mudar só depende de nós, da nossa força, da nossa vontade, do nosso desejo de ver o melhor. Isto é o que busco para mim. O resto, vou apertar a tal tecla que a médica me indicou. E quem viver, verá....

Saudades dos meus amigos blogueiros, pois só quem vive na blogsfera pode entender o quão grande é este mundo e quantos amigos podemos fazer. Algum blogueiro discorda?

2 comentários:

  1. Oi Ursula, que bom que voltou a escrever, senti falta de ler suas postagens, e todos temos momentos que precisamos fechar os olhos pro mundo e olhar só pra dentro, pra parar, ver e entender quem somos mesmo, é tanta coisa, informação e aborrecimentos que perdemos o foco, eu ao menos perco, nessas horas vejo só o lado ruim das coisas, tenho de me dar umas sacudidas, aí acordo e começo a ver tudo com mais clareza, que tem o ruim, mas o bom ainda bem está em maior número, e esses problemas de saúde que você esta passando, logo ficarão pra trás, e virarão historia, como li esses dias não foque no problema, e sim na solução dele, tudo de melhor pra você, abraço.

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  2. Panda
    Só queria deixar registrado aqui o quanto você sempre foi minha amiga; talvez a reciproca não seja verdadeira porque eu ultimamente estou beeeem ausente. Mas sinto muita falta dos nossos longos papos, dos seus conselhos, da minha "irmã" mais velha.
    Além de tudo, confiou em mim num momento em que precisei; me estendeu a mão, o braço, o corpo todo, rs.
    Sinto por te decepcionar, se é que isto aconteceu. Esses ultimos meses, além de puxados, tem sido delicados quando penso na relação PandaXDani. Fico com receio de me manter proxima demais e parecer que quero "comprar" a mulher do chefe (rs); tenho receio de invadir a privacidade de vcs, sei lá... é estranho pra mim, não sei se é pra você e nem sei se estou correta em meus devaneios.
    A Carol quer marcar o café que nós tanto prometemos a ela; sei q vcs estão de mudança e deve estar corrido; mas veja um dia em q vc puder, quero muito te ver.
    Grande beijo!!!

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