segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Antes que 2012 acabe....


Este foi um no de definições na minha vida e muita coisa foi e será definitiva.

Comecei o ano em férias num hotel maravilhoso com as crianças, onde passamos dias incríveis enquanto marido trabalhava na China.

Meio a contra gosto do marido, colocamos nosso apartamento à venda depois do Carnaval. Anunciei em três imobiliárias. Eu e meu imediatismo achamos que em 15 dias ele estaria vendido. Como isto não aconteceu, anunciei em mais 30 imobiliárias. Ao todo, visitei mais de 150 imóveis, mas foi no segundo dia de busca que escolhi onde moraria. A casa que eu queria estava anos luz de nossas posses, mas querer é poder. Meses de negociação. Vendemos nosso apto no dia 1 de junho, às 9 da noite e em menos de 24h, a casa que eu achei ser dos meus sonhos, mas descobri ser o sonho de toda a minha família era nossa. A burocracia atrasou, mas desde o dia das bruxas vejo meu marido e meus filhos vivendo em êxtase total. É aqui que queremos envelhecer e partir.

Outra resolução definitiva foi com relação à família do meu marido. Depois de uma década tentando, desisti. Minha mãe diz sempre que "quem beija nossos filhos, nossa boca adoça". Não aceito mais que meus filhos sejam excluídos, então demos, eles e eu, um foda-se bem grande e decidimos que eles não fazem parte de nós. Dói toda vez que vejo meus filhos lamentando algumas coisas e eu cansei de ve-los assim. Minha função na vida é protegê-los, assim o farei. Eles têm minha mãe, minha irmã, meu irmão e minha cunhada. Minhas tias, meus tios, meus primos, todos que os amam e se importam com eles. Para que chorar por gente morta? Só vale a pena pelo meu pai, a quem a alma está sempre presente em nossos corações.

Vivi a experiência mais fantástica da minha vida em um terapeuta holístico. Foi libertador, consegui elevar meu coração aos céus e perdoar coisas que há muito tempo me corroíam, e perdoar é divino. Descobri porque certas coisas aconteciam em minha vida e encaminhei solução a todas elas.

Foi um ano que minha mãe e eu ficamos mais próximas. Eu entendo melhor a relação dela com meu irmão, porque filho homem é anos luz melhor e mais simples de criar. Ponto.

Marido fez vasectomia, e eu sofri. Chorei sozinha, chorei na terapia e chorei com a Dra Lu. Foi o fim do meu sonho de ter quatro filhos. Mas eu decidi que pararia nos dois, então chorei por quê?

Meu filho ainda faz xixi na cama e agora estamos com uma nefro infantil investigando as causas. Já não é normal. Ele estuda no colégio alemão, é inteligente e adora a escola. Para a vida ser completa, temos que tirar este xixi do caminho dele.

Minha filha ainda faz escândalos e todos dizem que é normal. Ela faz escândalos desde que nasceu, então deve ser o normal dela. A ficha caiu que ela precisa estudar, então passou de ano direto. Agora ela tem 13, definitivamente uma ‘teen’. Esta mais malcriada do que nunca, mas continua sendo meu anjo da guarda, a pessoa que cuida de mim sempre e em qualquer circunstancia. Esta com um corpo que parece a Barbie e eu morro de orgulho por tê-la feito tão linda, tão bondosa, tão cheia de sentimentos bons em seu coração.

Meu marido continua trabalhando muito, este ano, mais que todos os outros. Esta nele o trabalho, ele é feliz, que Deus lhe dê saúde, sempre.

Falando em saúde, a minha só piora. Tenho a Dra Lu, meu anjo incondicional. Não teria chegado ate aqui sem ela. Depois de ter descoberto que estou com cirrose hepática em primeiro estágio, de ter pedra na vesícula e sentir uma dor canina, minha pressão chegou a 24x18 e quase fui desta pra outra. Fo graças a ela e os exames imediatos que descobrimos que tive um enfarto, mas sem dano nenhum na área coronária. E pra fechar com chave de ouro, tem vezes que nem os remédios produzem toda a serotonina que eu preciso, então, de repente, comecei a entrar num poço muito escuro, que se chama depressão. Este poço escuro eu conheço muito bem, e não gosto de viver nele, então corri em busca de socorro. E meu socorro, meu anjo, minha amiga, é sempre a Dra Lu, que acertou a dose da minha medicação e estou lutando com tudo pra sair 100% desta. Meu marido ainda não a conhece nestes quinze meses que ela me acompanha. Quem sabe um dia...

Foi um ano difícil para uma pessoa muito importante pra mim e estivemos juntas o tempo necessário para ela. Para mim, o tempo para estarmos juntas é infinito, pois é uma amiga que comemoraremos bodas de prata. Somos comadres. Somos afilhadas. Somos a Pink e o Cérebro. E se ela esta ao meu lado, a vida fica engraçada, divertida, feliz, ao ponto de achar arroz com passas gostoso.

Chorei de saudades do meu irmão pela primeira vez em quase cinco anos que ele foi embora. Pedi pra ele voltar. Ele não vai voltar. Queria muito ele e minha cunhadinha ao meu lado. Mas a vida não é o que queremos.

Chorei menos de saudades do meu pai. Libertei-o, para que ele viva ao lado da minha avó, da minha tia e da minha prima que já estão na morada do Senhor.

Aprendi a lidar melhor com as amizades. Descobri que vivemos num momento em que o mundo é individualista. Não chorei nenhuma vez pelas decepções com as pessoas (tirando a família do marido). E continuo de peito aberto para quem quiser entrar na minha vida. Contudo, agora tenho a sensação de que cresci, e gente grande olha melhor para as pessoas. Seleciona o joio do trigo. É...minha amizade não é mais para qualquer um.

Vivi dois momentos importantíssimos: meu reencontro com os amigos do Gastão, 24 anos depois da nossa formatura. O amor transbordou, a essência da galera é a mesma e foi simplesmente maravilhoso. O outro foi reencontrar minhas amigas de um ex-trabalho. Ri de fazer xixi nas calças. Estes dois momentos me deram serotonina necessária para semanas de vida, então, preciso vive-los mais.

Conheci minha sobrinha de um ano e sete meses e me emocionei. A vida é assim....faz-nos sofrer, mas quando são os nossos que nos magoam, temos de perdoar e seguir em frente. Confianças que se vão são como vasos que se quebram. Mas descobri que é possível ainda colocar flores em vasos colados.

Assim eu termino meu ano. Com esperanças de um 2013 com muita saúde. É só o que peço. Saúde, saúde,  saúde. Aprendi que sem ela não sou nada, ela é minha melhor amiga, minha maior aliada neste projeto imenso que Deus tem pra mim, chamado VIDA.

Viva a vida, hoje, amanhã e sempre! Com saúde e amor!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uma foto para o dia de hoje



Bom, esta foto já deve ter no meu blog, mas estou com pressa pra sair e com preguiça para procurar, portanto, eis a família um ano atrás, no casamento da Pops! (foto especialmente postada para a Than)

Sobre pessoas indesejadas

Eu já li em vários blogs algo semelhante ao que vou escrever agora. Há pessoas que leem meu blog e se sentem incomodadas. E volta. Pior, deixam recados ANÔNIMOS por falta de coragem de expor sua real maneira de pensar. Gente que saiu da Cohab Itaquera para morar no Lauzane Paulista e acha que enriqueceu, morando em um condomínio podre, cheio de problemas, com apartamentos infiltrados, com coisas ruindo, e longos anos de financiamento pela frente. Ainda tem mais, gente que não conhece algo previsto em nossa Constituição Federal chamado de LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Aqui eu falo que este condomínio em que moramos é uma porcaria, que não vale o preço que pagamos, e quem não estiver satisfeito com os meus comentários, pare de ler este blog, já que nunca foi bem vindo aqui.

Ah... aguardem as surpresas, pois acabo de conversar com um super hiper mega amigo meu que é advogado (claro, além de todos os outros vinte moradores advogados deste condomínio) e... e... e vem novidades por aí.

Para bom entendedor, o recado foi dado!

Ser mãe: uma escolha

Muitas mulheres planejam engravidar. Outras, engravidam sem planejar. Cabe a cada uma delas decidir ou não ter o filho. Mas parir não significa ser mãe.

Ser mãe é tudo de mais complexo que há no curso da vida. Quando estava grávida dos meus filhos, não pensei o porquê de eu decidir parir. Ainda não sabia se seria mãe ou parideira. Acredito que sou mãe.

Cada uma das criancinhas Hummel, ao nascer, foram agraciadas por mim com uma caixinha surpresa. Dentro dela, havia várias coisas, que eu os ensinaria (e os ensino) a usar ao longo da vida.

Uma das coisas que havia na caixinha era o kit de boas maneiras. Neste kit estão incluídas várias palavrinhas mágicas que os ensinei a usar direitinho, como por favor, com licença, obrigada, pois não, claro, com certeza. 
Uma das sensações mais ingratas que tenho, é a de ter sido passada para trás. Não só eu, mas muita gente que conheço. É uma mistura de impotência com burrice. Contudo, quando somos honestos, somos capazes de reverter a situação, ajudar ao nosso próximo e não deixar com que outras pessoas vivam seus mesmos pesadelos. Essa é a minha história do ano de 2010.

Começamos o ano com o pesadelo de morar em um condomínio entregue inacabado pela construtora Cyrela. Além de tudo, fomos surpreendidos (quando digo "fomos", me refiro aos outros 247 compradores do empreendimento) pela venda casada: a Cyrela entrega o condomínio e ela mesma o administra, pelo prazo de dois anos (cláusula contratual que NINGUÉM lê ao comprar o imóvel).

Vivi os piores pesadelos da minha vida. Os valores cobrados pelos prestadores de serviços, que na verdade não prestavam nenhum serviço, estavam muito, mas muito além da média praticada pelo mercado em um empreendimento de nível semelhante. Vi meu sonho sendo destruído diariamente. O paisagismo morrendo (o contrato com a empresa de jardinagem, firmado entre a Cyrela/administradora/síndica e a empresa  não incluia REGA DOS JARDINS), pessoas ficando presas nos elevadores (até bombeiro foi acionado para resgate), um condomínio LOTADO de ratos (pois a empresa de limpeza não limpava nada), tudo encardido, tudo sendo destruído, entrou ladrão no condomínio (e a segurança DORMIA, só um morador percebeu a invasão), enfim, o caos.

Com a ajuda dos moradores do condomínio Allore Vila Romana, também vendido/construído e administrado pela Cyrela/Mondex*, conseguimos exterminar este mal das nossas vidas. E a partir daí, fomos procurados, através da internet, por outras dezenas de compradores Cyrela na mesma situação: condomínio Central Park Móoca, condomínio Humanari no Brooklin,condomínio Reserva Jardim no Jardim Avelino, condomínio Viva em Jurubatuba. Formou-se uma comissão de extermínio. Após o Allore sair vitorioso e livre, foi a nossa vez, o Ápice Santana, seguido do Reserva Jardim e por último o Viva. O Humanari e o Central Park Móoca ainda continuam suas lutas.

*Mondex Flex é o nome da administradora de condomínios, criada em parcela da Cyrela com o Grupo Itambé, para administrar (ou fingir que) os condomínios entregues pela Cyrela. Com valores exorbitantes, promessas mirabolantes, a dupla Cyrela/Mondex apenas cobra, e deixa seus clientes a ver navios.

O poder do pensamento

Alguém duvida dele? Se duvidar, pode começar a rever seus conceitos...

Muito antes de existir "O Segredo", eu já tinha a filosofia de que tudo que pensamos, atraímos.

Espírito de porco - ele veio para ficar

Estava eu conversando com meu irmão sobre a polêmica que alguns assuntos geram em um blog. Em especial, quando se trata de custo das coisas, há uma grande discussão. Eu e meu espírito de porco, que anda ao meu lado desde o dia em que nasci, tivemos uma idéia: vamos inventar alguma história? Na verdade, o espírito de porco é muito mais dono de mim do que eu mesma. Sempre gostei de aprontar, de inventar, de sacanear. Quando criança, o dia mais feliz da minha vida não era o do meu aniversário, o das crianças ou o Natal. Era o dia da mentira. Fui a rainha do trote, as coisas que aprontei com um telefone foram de arrepiar até os espíritos de porco mais elevados do mundo celestial. Por conta da conversa, das lembranças e do grande número de visitantes que tenho recebido aqui, decidi lançar no blog a sessão "espírito de porco". Se você tem uma história de espírito de porco de arrepiar, mande para mim no email: ursulahummel@hotmail.com. Publicarei sua história, com os devidos créditos, para que todos possam entender que o mundo é muito mais divertido do que se imagina.

Quando a boa prestação de serviços é melhor que a propaganda

Há muito já se diz que a propaganda é a alma do negócio. Pode até ser, desde que esta propaganda seja feita no boca a boca. 

Vejo diariamente inúmeras empresas invadindo nossas leituras com propagandas: revista, jornal, televisão e, pasmem, até os bons blogs são hoje hospedeiros de propaganda.

Olhem meu exemplo: comprei um apartamento que custa muitos e muitos dinheiros de uma conceituada construtora. O apartamento é um lixo. Em um ano, foram 3 vazamentos, um armário apodrecido por infiltração, áreas sociais alagadas, os batentes das portas de todos os cômodos estão CAINDO...e a empresa gastando dinheiro com propaganda.

Meu questionamento: por qual motivo a tal empresa não gasta seu dinheiro investindo em qualidade em seus produtos milionários? 

Enquanto empresas lixo gastam dinheiros e mais dinheiros em publicidade, eu convido pessoas e mais pessoas a conhecerem meu apartamento, o condomínio onde moro, e a contra-propaganda funciona muito mais que palavras bonitas que custam fortunas para certas empresinhas de fundo de quintal, que fizeram nome e, depois de famosas, tratam seus consumidores como lixo.

A construtora que tive a infelicidade de ser cliente é conhecida de qualquer pessoa que esteja lendo este post agora: CYRELA. Fuja, pois é fria!

Quem é vivo (ou ainda está vivo) sempre (re)aparece

Saudades do meu blog, saudades das minhas amigas blogueiras. Foram quase seis meses sem sequer logar no Blogspot e quando chego hoje, tudo está diferente. Vamos encarar, afinal, a vida muda, o tempo muda, o Facebook muda, por que não o blog mudar?

Tudo nas nossas vidas é muito efêmero. Vivemos hoje a era da ansiedade e da depressão. Porque os indivíduos estão preocupados em viver o ontem e o amanhã. Enquanto isto, o hoje passa e não o vivemos. Assim, estamos desperdiçando a vida.

Eu, que vivo no mundo de Pollyana, preciso aprender a crescer. Os quarenta estão cada vez mais próximos e não dá mais pra acreditar em Papai Noel. Achar que vou conseguir resolver problemas que existem desde antes de eu nascer. Sou apenas humana, e não uma super-heroína. 

Há dez dias, em uma consulta médica, com diagnósticos de saúde péssimos, ciclo que estou vivendo já há um ano e meio, tive que escolher entre ir ou ficar. Resolvi ficar, e para ficar, preciso aprender a não me importar com os outros. A não fazer nada pra ninguém achando que terei retorno. Continuarei exercendo a bondade, a caridade, a benevolência, mas a paciência, que já não existe em mim faz tempo, desisti de procurar.

A vida é cíclica. Hoje, neste exato momento, minha melhor amiga é a Maria. Minha colega é a Joana e minha conhecida é a Luana. Se as três precisarem de socorro, deixarei minha vida e farei o que estiver ao meu alcance, em pé de igualdade. Só que agora estou consciente de que amanhã, quando chegar a minha dor de barriga, não será com nenhuma das três que vou contar. Surgirá do nada a Suzana, que me estenderá mãos, braços, pernas, ouvidos. Foi duro entender e crescer neste sentido, mas descobri que amizades não são eternas. Podemos sim manter vínculos com pessoas por muitos anos. Amigo, contudo, é aquele indivíduo que estendeu as mãos pra você na hora em que você precisou. Às vezes, as pessoas que mais se distanciam são aquelas as quais mais você ajudou. Aprendi que só posso fazer as coisas por amor, e assim será de agora em diante. Sem esperar troco, pois não vivemos na padaria. Vivemos no mundo real, com pessoas egoístas e egocêntricas e onde poucas estão dispostas a estender as mãos ao próximo.

Infelizmente, sempre pensei diferente. Sempre achei que ao meu lado estariam as pessoas que sempre ajudei. Só que aconteceu exatamente ao contrário. Nos últimos dezoito meses, surgiram tantas pessoas boas na minha vida, tanta gente que surge do nada para ajudar, para ouvir, para doar. E foi após minha consulta médica e horas de reflexão, que resolvi mudar meu jeito de viver.

É difícil mudar. Porque nascemos sem tecla. Infelizmente. Mudar só depende de nós, da nossa força, da nossa vontade, do nosso desejo de ver o melhor. Isto é o que busco para mim. O resto, vou apertar a tal tecla que a médica me indicou. E quem viver, verá....

Saudades dos meus amigos blogueiros, pois só quem vive na blogsfera pode entender o quão grande é este mundo e quantos amigos podemos fazer. Algum blogueiro discorda?

domingo, 11 de março de 2012

Clichê?

Dizer que o tempo passa depressa já deixou de ser clichê faz tempo. Porque o tempo realmente voa e já estamos nós chegando à metade do mês de março, quase encerrando o primeiro trimestre do ano.

Ao contrário do ano passado, este primeiro trimestre foi produtivo demais. Estou firme nos meus exercícios físicos, que não têm o intuito de perder peso (se bem que seria um 'plus'), mas sim, de fortalecer meus músculos, de me fazer ganhar resistência, força, e acima de tudo, saúde!

O plano de mudança de casa, que começou a florescer há dez meses, finalmente vai se concretizar. Devemos nos mudar nas férias de julho, para um apartamento maior, no mesmo bairro, mas para um lugar limpo, organizado e, aparentemente, sem confusões. A área de lazer é maravilhosa, com o sol batendo pela manhã na área infantil, com muito verde, com piscina sob o sol o dia inteiro. O cheiro de mata virgem dentro do condomínio é o que mais me encanta. Enfim, 'habemus tetus'. 

Março é um mês agitadíssimo. Muitos aniversários acontecem e a conta do cartão chega em abril completamente fora da curva. Começa com meu paizinho aniversariando no início do mês (que ganha de presente nosso amor e nossas orações, o que vale mais que qualquer presente, e não nos custa nada). Depois, dia 5, é aniversário da minha Dinda. No dia 8, aniversariam os gêmeos mais fofos do planeta (e hoje vamos comemorar numa grande festança). Dia 9 é dia do meu sobrinho Felipe, que fez 11 anos já (sim, sou uma velhinha e cada vez que vejo os filhos e sobrinhos crescendo tanto, a idade pesa sobre mim). Amanhã é aniversário da minha secretária do lar, meu braço direito e esquerdo, que já foi devidamente presenteada. No dia 19, temos os 2 aninhos do bebê Samuca e os 3 aninhos do não tão bebê assim, Erick. Ainda teremos os 6 aninhos da Gabi, amiga do Peteleco, para comemorar, e no final do mês os 8 anos do Gian, outro amiguinho dele! Sei que estou me esquecendo de alguém, pois fui tantas vezes ao shopping comprar presentes...e teremos o mês inteiro de festas. Mas o 'alemão' parece dominar meu cérebro às vezes.

Falando em alemão...meu filhote está amando estudar no colégio alemão. Apesar do alto custo, tenho a certeza de que estamos investindo no negócio certo!

Ontem foi um dia muito gostoso, que gostaria de deixar registrado aqui. Fomos à festa do meu sobrinho Felipe, e é sempre muito bom reencontrar tantas pessoas que conheço desde a infância. São 30 anos de vida em comum, de histórias pra contar. Meu sobrinho mais velho está prestes a fazer 20 anos, namorando sério. Juro que doeu o coração. Ver as filhas das minhas amigas fazendo 15 aanos é de doer. Mas ver que uma amiga, quase da minha idade, pode ser avó a qualquer tempo, me faz enxergar rugas onde não existe. É o tempo, voando, voando, e sem querer, muitas vezes, deixamos passar coisas importantes.

O importante de tudo é poder estar em paz com a minha família, ver que estamos criando filhos saudáveis, que podemos prover a eles educação, estudo, valores, alimentos, diversão, e acima de tudo, nossa companhia sempre que precisam, e principalmente quando não precisam.

Um brinde ao tempo!

sexta-feira, 2 de março de 2012

2 de março

Desde o domingo de carnaval, sabia que no dia de hoje escreveria este texto, com o que me viesse à cabeça. 

Como me afasatei muito do universo blogueiro, não tenho visto nada além daqueles links que a galera posta no Facebook. Então hoje, quando vim escrever, dei uma passadinha no blog do meu irmão, e assim resolvi qual o nome teria este texto.

Naquele domingo, resolvemos levar as crianças para conhecer o SESC Belenzinho, por recomendação de uma pessoa muito querida. Endereço no GPS e lá fomos nós. Pegamos a Marginal, a Salim Farah Maluf e quando contornamos quase que a quadra inteira do cemitério da Quarta Parada, meu filho perguntou o que era aquilo. Respondi que era um cemitério, um dos maiores que existe. Ele quis saber mais. 

Disse pra mim que tinha achado cemitério um lugar muito bonito, e perguntou se eu poderia levá-lo para visitar o vovô Ernani no cemitério que ele estava. Respondi que um dia iríamos, mas ele não se contentou. Questionou tudo: como se morria, como foi a morte do meu pai, como é um enterro, e quis saber se poderíamos abrir o caixão, só pra ele ver como o vovô era. Respondi a tudo chorando muito, e sob a ótica espiritualista, o pai explicou-lhe que o espírito do vovô já estava no céu, e no caixão só estavam ossos, porque os bichinhos comeram toda a carne. E eu chorando.

Ele parou, refletiu um pouco e perguntou: "Nossa mamãe, a vovó Vera é que deve ter ficado muito triste quando o vovô Ernani morreu. É triste morrer um pai, mas também é triste morrer um marido né?".

Então expliquei que a vovó e o vovô já eram separados há muitos anos quando o vovô foi embora. E foi neste momento que ele se emocionou e chorou muito. Ficou sentido, magoado. Creio que naquele momento, ele só pensava em um dia seus pais se separassem. Que a separação escolhida pelo homem dói bem mais que a separação escolhida por Deus. 

Ambas as separações dóem. Ambas precisam do seu momento de luto. A separação dos meus pais foi triste, os dois estavam infelizes juntos, e continuaram infelizes separados. A vida, com toda certeza, tinha uma missão para com eles, e espero que esta missão tenha sido cumprida.

Meus pais se separaram no dia de Natal, no ano de 1991. Não dá pra esquecer esta data. Mas também não dá pra esquecer que eles se casaram no dia 2 de março, de 1974, ano que eu nasci, e um dia depois do meu pai completar 18 anos. Desta união nasceram três filhos, e destes filhos já são quatro netos, dos quais, infelizmente, meu pai não pode fazer parte do crescimento.

Contudo tenho minhas convicções de que ele está lá, em algum lugar, vendo como ele é presente nas nossas vidas, inclusive na vida do neto que ele não conheceu, mas que eu não tenho dúvida, seria a pessoa que ele mais amaria nesta vida. 

É triste ver que há tantos avôs por aí que podem fazer parte da vida de um neto, e ver meu filho sem avô presente na sua vida, quando meu pai teria com ele a mais perfeita simbiose, a mais completa cumplicidade, pois ele é a cara de tudo que o avô gostava.

Coisas da vida, que a gente não entende, mas vai vivendo e levando...


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quando a morte chega

Eu era muito pequena. Estava dentro de um táxi, saindo da casa da minha avó que morava em Santa Cecília para voltar para minha casa, na Avenida Rebouças. Meus irmãos ainda eram bebês. O rádio anunciou a morte da Elis. Ali foi a primeira vez que lidei com a morte.

...

Muitos anos se passaram. A morte já havia se tornado "persona non grata" na minha vida. Já havia perdido pessoas muito queridas para o plano superior. E naquele dia, estava feliz. O ano era 2001, e faltava pouco para entrar no ano mais importante da minha vida. A energia era ótima, o astral magnífico. Mais de quarenta pessoas, cuja maioria não se conhecia, compartilhando dos últimos dias daquele ano num enorme sítio em Itapecirica da Serra. Dividimos toda a turma em equipes, para coordenar refeições e limpeza. Era hora da folga da minha equipe e brincávamos de karaokê na sala, quando alguém de outra equipe entra gritando: "liguem a televisão, rápido. A Cássia Eller morreu".

Naquele momento, a sala lotou. Não apenas de pessoas, mas também de silêncio. Ninguém se atreveu a perguntar a causa, o motivo, a circunstância. Foi-se embora uma das mais belas vozes da música brasileira.

...

Já estamos em 2012 e ainda não esqueço do dia em que a Elis morreu. Não sai da minha mente todas as imagens que vi na televisão, e tudo que ouvi sobre sua partida. Foi triste chegar em casa ontem e saber que a única cantora que realmente gostei, que amei, que vivi intensamente suas músicas e as letras com mensagens fortes, únicas, verdadeiras, calou-se para sempre. Foi triste pensar nas circunstâncias destas três partidas, tal como de tantas outras que não me marcaram tanto, mas que partiram para o andar de cima de uma forma não natural.

Dentro de mim, apenas o silêncio e o questionamento: o que fazemos das nossas vidas?

...

*Volto a escrever, esporadicamente ou diariamente, no Blog da Pandinha. É aqui que comecei a blogar de verdade, é aqui a minha casa, e quem não estiver satisfeito com a "decoração" deste meu espaço, faça-me um favor: vá às favas!