sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sobre cultura, economia e afins

Sou uma pessoa que gosta de cultura. Acho super importante ser culto, mas estou há anos luz de distância de atingir o que considero um nível ideal.

Só há uma forma de se adquirir cultura: lendo. E lendo de tudo, sem nenhum tipo de discriminação ou preconceito. Ouvindo de tudo, da mesma maneira. Assistindo a tudo, idem. Não se pode julgar algo como ruim baseando-se apenas na opinião dos outros. A leitura ajuda a formar a nossa cultura, os nossos conceitos sobre as coisas, a desenvolver nossa opinião crítica para a vida.

Tenho consciência do quanto sou crítica com as coisas. A comunidade da minha vida é "eu me irrito com...". Vivo irritada com muitas coisas e muitas pessoas e há algum tempo, uma das coisas que mais me irrita é a televisão.

Não há nada que passe de interessante. Da gama infinita de canais, principalmente os fechados, os quais se têm disponível, quiçá seja possível eleger um, com sorte dois programas "assistíveis" por semana. Por conta disto, fui abandonando a tevê.

Cada vez mais fui mergulhando em seriados, a ponto de hoje ter um número considerável de temporadas completas em um armário de casa. Deve estar beirando cem temporadas, se já não passou disto.

Até telejornais, que sempre gostei muito de assistir, abandonei. Vez ou outra, contudo, dou uma espiadinha para dar imagem àquilo que leio e nestas horas, "eu me irrito"!

Os assuntos presentes são sempre os mesmos: o grupo "crimes-assaltos-roubos-assassinatos-acidentes", o grupo "roubalheiras e patacadas do governo municipal-estadual-federal" e a economia mundial.

Neste momento da economia, "eu me irrito MUITO". Têm coisas que são matemáticas: o mundo é dotado de recursos naturais, e a grande maioria é escassa. Não se planta o maior bem do planeta: água. O povo consome mais rápido do que se pode produzir os bens renováveis. Os governos vivem na gangorra: para a economia crescer, dá-se crédito ao povo. O povo consome muito e se afunda. Os bens começam a se esgotar. É preciso conter o crédito. O país entra em recessão. A economia pára de crescer.

A economia é um ciclo e tudo, absolutamente tudo está calcado na natureza. Enquanto cada cidadão não tomar consciência de que as coisas acabarão, que a casa vai cair mais cedo ou mais tarde, os noticiários serão sempre os mesmos.

Estou desabafando porque todo ciclo econômico é um tanto confuso: os EUA, a Irlanda e mais algum outro lugar liberam crédito para a população. O país fali, fica desesperado ou retém o crédito do povo. A moeda desvaloriza. Outra moeda supervaloriza. O país da moeda valorizada precisa conter sua economia. 

Que tal resolver tudo apenas parando de dar crédito? Será que não facilitaria o fim do endividamento individual, e, consequentemente, atingiria uma escala mais macro?

Fica a dúvida!

3 comentários:

  1. Ursula, lendo agora seu post, reforcei a minha opinião, tv pra mim tbem virou objeto de decoração nao assisto nada, noticiários é só desgraça, perdão pelo uso da palavra mas não encontrei outra pra qualificar, nada se aproveita.
    E a economia todos andam dizendo que o Brasil é o país do futuro, que está crescendo e blá blá blá, mas como você disse o que acontece com a Irlanda e com os EUA e aconteceu com o Japão na década de 80, é o mesmo que vai acontecer ao Brasil se o governo não começar a por um freio nesse credito todo, estão comprando a base de financiamento e se de uma hora pra outro todos resolvem não cumprir com suas obrigações, o que acontece? Tomara que estejamos errados pois se sua duvida e minha suspeita estiverem certas ...

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  2. Olha amiga, se depender de eu escutar sertanejo e axé para me tornar uma pessoa culta, prefiro morrer ignorante...

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  3. Pois é Fernando...sabe a verdade? Tenho medo do futuro, e de um futuro próximo...

    Ká, coisa pior que a tv por aqui não existe amiga...acho que o fim do mundo chegou!

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