terça-feira, 1 de março de 2011

Quem paga a conta?

Semana passada, o jornalista Marcelo Rubens Paiva postou em seu blog sua revolta e indignação sobre o descaso da concessionária de energia elétrica no Estado de São Paulo. 

Vivemos no empurra-empurra. O culpado nunca é encontrado, mas quem paga a culpa é sempre o contribuinte, o usuário, o cidadão, o eleitor. 

Milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica por um período longo. Daqueles que são capazes de descongelar geladeiras, freezers, e ainda deixar estragar toda a comida armazenada em seus interiores.

Olha o absurdo: o indivíduo é obrigado a pagar para a AES Eletropaulo, pois não há outra que preste o serviço. É obrigado a pagar impostos, senão é preso por sonegação. É obrigado a votar, senão paga multa por não comparecer. Este mesmo indivíduo trabalha e abastece sua geladeira, para depois jogar tudo fora por conta das obrigações anteriores que teve. Sim, o indivíduo teve sanção nas vezes em que não cumpriu com suas obrigações. E o governo, quem pune pela falta de cumprimento das suas?

A (atriz) Mel Lisboa estava a caminho do aeroporto de Guarulhos. Após encenar por meses uma peça em São Paulo, e se desdobrar por mais duas cidades para a gravação da série Sansão e Dalila, chegou a hora das férias. Pegou seu bebê e o marido e rumou ao aeroporto, de onde embarcaria para Londres. Devido às chuvas na cidade, não chegou. Porque a única via de acesso, a Marginal Tietê, alagou. De novo. Pelo milésimo ano consecutivo. Sem que NINGUÉM pague pelos prejuízos, além do contribuinte. Ela não conseguiu chegar. Perdeu o vôo. A (companhia aérea) TAM alega não ter culpa. A atriz também não. Quem paga a conta?

Semana passada foi a baixaria da vez. Milhares de palhaços brigando para manter o salário mínimo miserento que tem nosso país. Venceu o menor salário. Na mesma semana em que, novamente, houve aumentos milionários nas contas-salários dos vagabundos cidadãos eleitos para o Executivo e para o Legislativo.

Ainda no mesmo período, a mídia noticiava o aumento do salário mínimo para a jornada de 40 horas para um professor. Quase mil e duzentos dinheiros. Valor pago em pinga por estes cachaceiros sem-vergonhas que o povo vota e coloca lá para tomar conta deste país de merda. Pois a educação é a base para qualquer sociedade sair deste limbo que o Brasil se encontra. Mas quem paga a conta? Nós, sempre nós, cidadãos que acordam cedo diariamente para engolir sapos, lagartos e aranhas dos chefes que cobram por resultados e resultados. Claro que o lucro também não vai para as mãos deste proletariado.

Se o povo parar para pensar um pouco, vai se dar conta de que estamos regredindo, voltando às sociedades feudais, ou quiçá para regimes de escravidão, mas com nome diferente para não ferir a Constituição.

Não seria a hora de o povo reagir? ACORDA BRASIL!

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