quarta-feira, 2 de março de 2011

A criança que vive em mim

Tem uma coisa muito particular e que nunca contei aqui no blog: sou fanática por brinquedos.

Apesar da infância simples, sempre tive acesso a brinquedos. Tinha três tias, um avô, minha madrinha e meus pais para presentearem-me, bem mais pessoas do que meus filhos tem.

Infelizmente nunca gostei de brincar de nada que não fossem brincadeiras sem brinquedos. Escolinha era a preferida. Colocava meus dois irmãos e três primos sentados na minha escola imaginária e todos éramos felizes; divertia-me horrores brincando de gato mia, esconde-esconde, polícia e ladrão, barra manteiga.

Fisicamente, cresci. E aquele lado meu que não explorei na infância, invadiu minha vida adulta.

Quando minha filha nasceu, me realizei. Eu e todo mundo ao meu redor. Ela foi o tipo de criança difícil de presentear, pois graças a Deus tinha de tudo e principalmente muitos brinquedos. Hoje, acabo me culpando pelo tanto de brinquedo que dei a ela e que permiti que ela ganhasse. Marido sempre achou exagerado, mas lá estava eu comprando. Dez Barbies, dez caixas de Playmobil, dez fantasias diferentes, o mundo das Polly. Comprava tudo de monte. Com isso, nao permiti que ela desejasse, que ela aguçasse o desejo de ter. Ela foi uma criança (pois já é uma pré-adolescente) como eu, que não gostava de brincar; sempre doei seus brinquedos novíssimos e sem uso.

Quem pensa que eu aprendi, enganou-se. Com o Peteleco foi pior, por alguns motivos: ele nasceu em uma época com mais opções de brinquedos (a explosão da Mattel/Fischer Price no Brasil), nossas condições financeiras eram diferentes e ele não tem ninguém além dos pais para lhe comprar brinquedos. Salvo a tia paterna que lhe presenteia em aniversário e Natal, resta quem? Eu (e o marido). 

(um adendo: por isto ele AMA minha vizinha Noel. Não é que ele seja interesseiro, mas ela foi a primeira pessoa, além de mim, que o encheu de brinquedos, imagens que ele guarda muito fortemente na memória e no coração, excitação mais que natural para uma criança que pensa que só a mãe dá brinquedos aos filhos)

Ao contrário de mim e da irmã, Peteleco saiu ao pai, e ama brincar. Não importa com o que. Ele brinca muito e por horas a fio. É o menino das coleções. Coleciona Bakugan, Gormit, Might Beanz, Gogo, Playmobil, Hot Wheels, Lego, Max Steel. E eu que achava que meninos só brincavam de carrinhos. Ledo engano.

Brincar desenvolve a criança, estimula a imaginação, permite explorar vários campos cognitivos. É saudável e faz bem. Em tempos de videogames, fico feliz por ver meu filho brincando por tanto tempo, e melhor, convidando a irmã para fazer parte do seu mundo imaginário. E envolvendo a família inteira nas suas brincadeiras, marcando momentos importantes também em nossas vidas.

Um comentário:

  1. ah eu amamaaaaava brincar, principalmente sozinha. Pegava minhas bonecas, seus carrinhos e bercinhos e passava hooooras do dia sozinha no quarto, brincando!
    Isso só me fez bem!
    Pasme, mas brinquei de boneca (boneca e nao barbie, a qual eu nunca fui muito fã) até meus 15 anos. Me lembri
    o q eu ja tinha namorado e td mais, mas brincava de boneca e nem tinha vergonha disso. |Me lembro q eu aos 15 tinha 2 amigas q ja tinham filhos e eu ainda brincava q tinha. Menos mal! rs...(mamy agradece!!! rs)
    Mas brincar é uma deliiiicia e se eu pudesse ainda hj, brincaria por uma tarde toda!

    Bjooos

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