quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sobre nomes e sobrenomes

A notícia que mudou minha vida aconteceu hoje, por volta da hora do almoço. Nasceu em Nova Iorque o pequeno Lorenzo Gabriel Gimenez de Carvalho, ou simplesmente, o filho da Luciana Gimenez.

Piadas a parte (inclusive da minha parte), admiro muito a Luciana. Foi humilhada mundialmente quando todos achavam que seu primogênito não era filho do velho inglês. E era. Veio para o Brasil e tomou o lugar da Adriane Galisteu na RedeTV. Enquanto todos criticavam seus erros de português, apelidando-na inclusive de Lucianta, ela rebateu elegantemente, dizendo que quem fala seis idiomas não tem nada de anta. Mostrou que não mesmo. Fez um nome, está há anos a frente do programa, casou-se com o patrão e isto também é da conta dela. Uns tem beleza, outros tem dinheiro. Quando tudo se junta, pode-se nascer uma bela sociedade. Esta sociedade nasceu oficialmente hoje, com a chegada do primeiro filho do casal.

Coloquei um comentário no Facebook sobre o nome composto. Mas quem sou eu para falar do nome de alguém? Afinal, me chamo Úrsula.

Na vida adulta, pode não ser tão horrível estranho ter este nome. Só que não nasci adulta e sofri horrores com os maldosos apelidos na infância. Hoje sofro apenas com as diferentes grafias que insistem em dar para meu nome, dentre as quais já vivenciei: Hursula, Urssula (esta é uma das piores), Urçula, Hurçula. Sem contar quando me perguntam: com um L ou dois? Além do mais, só não fui a última da chamada em todos os meus anos como estudante quando era contemplada por ter algum colega na sala com os seguintes nomes: Vanessa, Vera, Viviane, Wilson e William. De resto, já fui até número 139 (na faculdade de Direito, no primeiro ano).

Já quis chamar Sônia. Por causa da música. Depois quis chamar Mariana, mas não Mariana Fatiminha. Só poucos anos atrás descobri que a Mariana não era Fatiminha, mas sim, Parte Minha. Delirei com o Humberto Gessinger cantando Ana, e lembro-me de mim e da minha prima Tati desejando chamar Ana. Aquela Ana passou e veio a Ana Júlia, nome que virou moda em todas as crianças nascidas naquela época. Nem ligava por ser pagode, pois também já quis chamar-me Caroline e até mesmo Jéssica. Quando pensei em me chamar Natasha, pensei até que o Dinho Ouro Preto cantaria para mim. Camila eu descartei, já que sofreria com os trocadilhos. Conceição nem pensar, é muita desgraceira para uma pessoa só (que me desculpem as "conceições", mas aprendi que este nome é matemático). Madalena eu já achava simpático e me identificava. Por não ir com a cara do Roger e nem do resto da banda, descartei Zoraide também, até porque só a Zuleika me salvaria do fim da fila. Decidi que, como não podia mudar meu nome, meus filhos se chamariam Léo e Bia, e assim, cantaria para os dois o Oswaldo Montenegro por horas e horas. Desejei completar minhas dezoito primaveras, assim mudaria meu nome para qualquer um destes.

Não, não mudei meu nome. Já tenho 36 anos e não mudei. Continuo com um nome estranho, não sou filha do Mick Jagger, nem da Gimenez, nem do marido dela. Então inventei a minha música, apropriando-me da Beth do Camisa de Vênus. Vesti minha camisa de força e cantei: "Úrsula bonita, gostosa...". Meu filho adora, e acha mesmo que existe uma música com meu nome.

Do mesmo jeito que fui feliz, e sou feliz, mesmo com o histórico de zombações lá atrás, espero que este bebezinho que veio hoje ao mundo seja muito feliz, assim como todos os bebezinhos e adultinhos, de nomes bonitos ou estranhos. 

Observação: li em algum site hoje, uma entrevista que a Gimenez deu e que serviu para calar a boca do entrevistador, que perguntou a ela se o enxoval do Lorenzo Gabriel havia sido comprado nos Estados Unidos. Ela respondeu que não, que no Brasil há muita coisa de boa qualidade, que criança pequena perde roupas rapidamente, e que ainda tinha muita coisa guardada do primeiro filho. Se é verdade, não sei. Mas que mandou bem, mandou!

(texto sem pé e nem cabeça, sem eira e nem beira, sem lenço e sem documento, na quase vigésima noite de solidão)

6 comentários:

  1. Adorei o post!!!

    Ri mto com o Urssula. Com 1 L ou com 2???? hahahaha O povo gosta de complicar.

    Bjss

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  2. Rapaz... acho que as noites de solidão estão fazendo bem pra sua inspiração!!! (riomu!)

    Ah, eu acho mesmo que vc devia ter colocado Leo e Bia nos seus filhos... Adoro Oswaldo Montenegro. Eu coloquei Aline e Abel, exatamente pra não sofrerem com agonias de troca de nome, e tb pra ficar no início de todas as filas, coisa que eu experimentei e adorei. Só passaram na minha frente as Anas, Aldo, Álvaro e Amanda. Nunca tive outros nomes antes de Anabel!!!

    Bjoooo

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  3. HAHAHAHA...MARIANA FATIMINHA É ÓÓÓTIMO AMIGA!!!!!!!!!! ADORO AQUELE PAGODIM...RS.....E O MELHOR É VC CANTANDO ASSIM Q QUERENDO SE CHAMAR ASSIM!

    TD BEM ELA PODE SER TDB SIM, ATE GOSTO DELA, MAAAAAAS LORENZO GABRIEL É PEGAR PESADO DEMAIS...RS....SE FOSSE SÓ LORENZO, LINDO, MAS O GABRIEL AI FUDEU COM TODO RESTO!!!!!!!!!!!!

    MASA COMO SEMPRE SEUS POST MÁÁÁÁXIMO!!! AMEI!

    BJOOOOOS MARIANA FATIMINHA....KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...ADOREI!

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  4. E Glenda? Até aparecer a Kozlowski sofri bastante.

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  5. huahuahuahuahuahuahua
    Puta viagem. Adorei!
    Bjo, fatiminha!

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  6. To esperando o post sobre a musica Sweet Caroline haahaha q ainda eh um hit parade na Irlanda, em casamento soh da isso e o povo ama hahaha.Mas qto a sobrenome, eu nao quero imaginar o nome dos meus filhos ja que se eu colocar soh o sobrenome do meu pai ou soh da minha mae eu sou deserdada! E ainda tem o do marido e os nomes de crisma que a crianca tem direito
    a escolher!!! Nao quero nem pensar nisso.. talvez seja por isso q eu to demorando. Eu tb sou dakelas que ai do meu marido se tirar o meu nome!! bjuuuuuus bom fim de semana

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