terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Educar: a missão

Educar um indivíduo vai além de mandar à escola. Vai além de ensinar bons modos. Educar é uma missão 360 graus.

Temos de estar atentos o tempo todo aos nossos gestos, nossas falas e nossas atitudes, que precisam condizer com aquilo que ensinamos às crianças.

Criança é esperta e a cada ano que passa, as novas crianças que chegam são mais e mais evoluídas. Comprovo isto diariamente com meus filhos, cuja diferença de idade é de seis anos completos. Ela, a mais velha, era um gênio quando nasceu. Depois, quando ele chegou, aquela genialidade sumiu perante ele. Não quer dizer, contudo, que ele seja mais esperto que ela. É só a evolução.

O segundo filho é sempre passível de menos erros de criação. Minha filha dormiu na minha cama até os dois anos de idade. Ele foi para o berço quando chegou da maternidade. Errei com ela? Talvez, segundo os manuais. Mas nem sempre os manuais contém aquilo que o coração manda. Os dois anos foram suficientes para que ela não criasse dependência afetiva. Pois se eu tivesse continuado com ela em minha cama, estaria sendo egoísta e pensando apenas em mim, e não prevendo os danos de dependência que poderiam causar nela. Hoje, vejo os dois, aos 11 e aos 5 anos, tão independentes.

O fato de o pequeno nunca dormir comigo faz com que tenhamos bons momentos na minha cama. Ele adora acordar e se "en-minhocar" sobre meus lençóis. E sempre temos algo legal a fazer. Hoje, após tomarmos café na cama juntinhos, viajamos no túnel do tempo.

Tudo começou quando ele me perguntou se eu, quando criança, preferia Discovery Kids, Cartoon ou Nick. Expliquei que nada disso existia na minha infância. Ele então ficou feliz: "puxa, então você só assistia a Fox?". Minha resposta foi negativa, e ele ficou horrorizado. Como uma infância pode existir sem Fox? Foi a deixa para brincarmos no Youtube por boas horas. Assistimos ao Bozo, à Família Dinossauro (que ele amou), aos Barbapapas e até a Turma do Lambe Lambe. Tudo com grande encanto e brilho nos seus olhos. Ele queria saber o número do canal que tudo passava, e fui dizendo o que lembrava. Foi uma manhã mágica.

Eu não sou daquelas mães que senta no chão para brincar. Meu tempo com meus filhos são outros. Minha filha gosta muito de cultura, e procuro dar o máximo que posso. No domingo, separamos vários filmes clássicos, os quais assistiremos juntas a um por semana. Começamos por Doutor Jivago. Aproveito a deixa para contar sobre a Revolução Russa e introduzir um pouco de história. Tudo tem seu fundamento. Já temos nove grandes filmes separados para vermos juntas, pedacinho por pedacinho, para termos a oportunidade de conversar sobre a obra como um todo. Um filme por semana nos rende muita cultura.

No último domingo, fomos ao Teatro Bradesco assistir ao musical Aladim. Muita gente deixa de fazer programas culturais com os filhos por preconceito, por achar que custa caro e que não é acessível. Pagamos dez dinheiros por cada meia entrada e tivemos uma tarde maravilhosa. Levamos as crianças bastante ao teatro, mas foi a primeira vez da minha filha em um teatro grande (o pequeno já tinha ido ao Teatro das Artes assistir ao Charlie e Lola). Eles ficaram encantados. Comprei lugares no balcão, pois eram os mais baratos. Por sorte, eram excelentes lugares, não havia ninguém a nossa frente e conseguíamos visualizar o palco inteiro bem de pertinho. Foi muito divertido, custou pouco e rendeu muito. Depois do espetáculo, conversamos sobre a montagem, sobre as histórias das Mil e Uma Noites, sobre a antiga Pérsia. É assim que criança aprende. É assim que a gente ensina. Participando, dando asas para que eles voem.

Quero que meus filhos cresçam grandes pássaros, aptos a voar este mundo enorme que temos ao nosso redor, sem medo, sem dependência, e com grande responsabilidade sobre ele.

Obrigada, Deus, por ter me dado dois passarinhos tão especiais! E por me ensinar que livros são acessórios para educar meus passarinhos, pois temos um horizonte infinito para voar.

7 comentários:

  1. Eu penso da mesma forma... ainda não tenho pequenos que vieram de minha super barriga, mas tenho os meus pequenos que vieram das barrigas das minhas cunhadas e irmã... ajo com eles como se meu fossem no quesito incentivo a cultura... é uma pena que meus irmãos não pensem da mesma forma e revertam tudo o que eu faço...

    Duro amiga... muito duro ter irmão com cãimbras no cérebro (uma forma carinhosa de dizer que um ser é meio que desprovido de inteligência, neste caso cultural)

    EU EXIJO QUE VC RESPONDA OS MEUS E-MAILS URSULA HUMMEL.

    Beijos, amo vc.

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  2. Vemcha, vc e uma super mae!!! Te admiro muito por isso

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  3. Vemcha, vc e uma super mae!! Te admiro muito por isso

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  4. Oiiiii,
    difícil é só o apelido pra esta missão. Ja fiz de um tudo nesta minha curta vida, mas ser mãe definitivamente foi e ainda é o mais difícil. Mas indo ao assunto tb curto mt ver filmes históricos com minha filha e depois falar sobre os assuntos ali abordados. Agora temos assistido em inglês e to orgulhosa, é o terceiro idioma dela.

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  5. Posso ser mae como voce quando eu crescer?
    Beijos
    N.

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  6. É tãaaao bom quando fazemos escolhas e depois não somente aprendemos com as erradas, mas também vibramos com as certas!!!

    Os meus são duas tracinhas de livros... e infelizmente nossos momentos já não são tão frequentes, já que os passarinhos cresceram e voaram. Mas quando podemos... ah, é uma festa!

    Beijoooo

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