sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dicas de português - fevereiro

Você sabe o nome deste sinal gráfico: *

Durante muitos anos, para mim, ele chamava-se asterístico. Até que um dia, com a graça do Papai do Céu (e eu só tinha 21 anos), alguém me ensinou o nome correto: asterisco. O que vejo, porém, é que muita gente não sabe o nome correto deste sinal. E pessoas que sabem o nome certo, nem sempre tem intimidade ou coragem para corrigir o interlocutor que fala errado. Pode parecer prepotência, arrogância, e a pessoa que está sendo corrigida pode se ofender. 

Sou a favor de praticarmos a humildade no que tange à escrita e à fala. De aceitarmos e recebermos dicas de maneira positiva. Somos nós mesmos quem ganhamos, não é verdade?

Outra coisa que ouço e leio muito com erro, é o gênero da palavra DÓ. Sabemos desde que a professora de português da antiga 2a. série do também antigo primário, que substantivo é a palavra que dá nome às coisas, variando em gênero (feminino ou masculino), número (singular ou plural) e grau (aumentativo, diminutivo). O que pouca gente sabe é que o substantivo DÓ é masculino. Portanto, quando queremos mostrar compaixão ou demonstrar pena de alguém, dizemos: estou com MUITO DÓ de fulano. Muita dó, só se for a nota musical (dó, ré, mi... aí sim, palavras femininas, pois trata-se de notas musicais).

Continuando, outra coisa que leio com muita frequência, e que demonstra erro gráfico, é quando as pessoas querem se referir a elas mais outras. Então dizem: "agente gosta de passear". Se "agente" gosta de passear, então estamos falando  pessoa agente, que age, que opera, que agencia. No caso, o correto seria dizer: "a gente gosta de passear". A expressão "a gente", que usa o verbo conjugado na terceira pessoa do singular sempre (jamais a gente gostamos), substitui o pronome nós. Só. 

Vamos ver um erro super comum de flexão verbal? Flexão é a possibilidade que uma palavra tem de flexionar. Os verbos, assim como os substantivos, também são flexíveis, e flexionam quanto ao número (singular e plural), entre outras flexões. Demos então uma atenção especial ao verbo "fazer". Todas as vezes que este verbo exprimir tempo, ele não flexiona para o plural. Assim, temos: "faz dez anos que estou casada", "faz trezentos dias que não faz frio em Sampa", e "faz três séculos que o Brasil espera por mudanças". Jamais use FAZEM. Para tirar a prova dos nove, substitua o verbo fazer pelo verbo ter. Olha só: "tem dez anos...tem trezentos dias...tem três séculos...". Se a substituição for perfeita com o verbo TER, significa que o verbo FAZER está exprimindo tempo, e será usado sempre em terceira pessoa do singular.

Por hoje é só. Ficam aqui as dicas de fevereiro. Espero que todo mundo que passar por aqui, e que não conheça estas pegadinhas da nossa difícil língua, pratique o modo correto. Em março tem mais.

2 comentários:

  1. Adoro as dicas de portugues! Como podem ver, eu preciso;-)

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  2. Úrsula, adoro!
    Publica um novo para o mês de Março? :)
    Ah! E vc se acostumou com as novas regras da língua portuguesa?
    Beijocas.

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