domingo, 30 de janeiro de 2011

Palpite ou conselho: depende da sabedoria

Eu não gosto de palpite. De pessoas intrometidas e evasivas, que se acham no direito de falar sem ser chamado, opinar sem ser questionado, e pior ainda, pessoas que despejam toneladas de coisas sem conteúdo em cima de outrem, pelo simples desejo de palpitar.

Gosto de receber conselhos. De pessoas sensatas, evoluídas, maduras e entendedoras da vida, que sabem chegar de mansinho e nos deixar belas lições, que agregam, que nos fazem pensar e que nos levam a evolução.

Estes últimos dias foram muito bons para mim. Apesar do calor que tem me tirado o humor, tive o privilégio, o prazer e a alegria de estar com pessoas que agregaram.

Na quinta-feira, passei boas horas conversando com uma pessoa especial. Vizinha querida, muito mais velha que eu, com idade de mãe, que me contou coisas particulares da sua vida que me fizeram refletir muito sobre a minha.

Sexta-feira tive outra boa oportunidade de conversar por horas com uma pessoa também mais velha que eu, que serenamente me ensinou a enxergar algumas coisas da vida com outros olhos.

Sempre tive afinidade com pessoas mais velhas. Desde criança, sempre gostei de avós e de suas histórias. Sempre gostei de aprender com a sabedoria das pessoas que estão nesta passagem há mais tempo que eu.

Não faço distinção entre as pessoas, e para estar comigo, basta chegar. Porém, se eu estiver em uma festa e tiver a possibilidade de escolher entre a roda de pessoas mais velhas e a de pessoas mais novas, ficarei sem dúvida com as mais velhas, para poder absorver suas experiências e buscar meu crescimento como indivíduo em evolução.

Ontem estive rodeada de pessoas as quais ainda são novas em minhas vidas. É sempre uma boa oportunidade para ouvir mais que falar, de observar para conhecer, sentir, aprender.

Hoje, porém, foi um dia para fechar com chave de ouro. Recebemos em nosso Solar uma família que gostamos muito. Uma família também de quatro membros, como os Hummel, e cujas afinidades podemos ficar listando por muito tempo.

Almoçamos, comemos a sobremesa na varanda; passamos mais de seis horas conversando, trocando, ouvindo, falando, aprendendo.

A parte que me marcou, porém, foi o momento em que nosso amigo começou a falar da vida e dos problemas dela, e fez colocações sobre problemas os quais enfrentamos de forma maestrina! Talvez ele não saiba o quanto agregou e me ajudou.

Nós, pais, temos sempre a difícil e árdua tarefa de conduzirmos nossos filhos no caminho do bem, e não medimos esforços para tal. Só que erramos no afã de acertar, e é importante quando alguém nos coloca nos trilhos de volta, com tanta sabedoria.

Quando tomei banho e deitei, achando que tinha terminado meu ciclo de aprendizado, recebi um telefonema muito especial, de alguém que gosta muito da minha filha, e cuja filha é muito importante para a vida da minha Bibizoca, e alguém que todos nós queremos muito bem. Uma pessoa simples e humilde, mas formada na faculdade das mães com nota máxima, que eu admiro muito e que já há alguns anos tem me aconselhado, às vezes sem saber, mas que faz a diferença com suas colocações.

Obrigada Papai do Céu, por colocar pessoas que acrescentam tanto na minha vida. Espero sempre poder retribuir, influenciando de maneira positiva na vida das pessoas, sem jamais saber onde é o meu lugar. Pois conselho é uma delícia de ouvir. Mas palpite, este eu dispenso.

3 comentários:

  1. Boa, gorducha. Acho que essa escolha das companhias prova um pouco da personalidade. Quem quer aprender, procura viver entre os mais sábios. Quem quer parecer sábio, procurar viver entre os tolos.
    bjoca

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  2. Putz MV...falou pouco mas disse TUUUDOOO!!!! Viva a sabedoria, que só se aprimora com o tempo! Lov

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  3. Depois do comentário do mano... recolho-me à minha insignificância. Ziper na boquinha.

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