quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sobre futebol, carnaval, política, profissão, religião, influências e afins

Minha vida não foi marcada por futebol. Filha de mãe sem time e de pai sem time, não me recordo de uma tarde sequer de domingo que havia reunião frente à televisão para assistir a um jogo. Neta de palmeirense desencanado por parte de pai, e de corinthiano fanático por parte de mãe, nunca me liguei em futebol. Até que um dia senti-me na obrigação de escolher um time e o eleito foi: Portuguesa. Por quê? Porque foi no estádio da Lusa que vi o primeiro grande show da minha vida, e foi lá que a Xuxa pegou na minha mão (ok, eu tinha 15 anos). Quando estava no 3o ano de Mercadologia, meu pai me perguntou se eu tinha interesse em conhecer os escritórios do nada mais, nada menos que Washington Olivetto (alô alô, W Brasil). CLARO! Mas descobri que o cara era corinthiano e perdi o interesse. Daí nasceu minha birra com o Corinthians. Depois virei sãopaulina, por achar que era um time chique e de elite (pois já não basta nascer pobre e ainda ter que conviver no meio deles). Assim nascia uma torcedora tricolor paulista! Só que estou pouco me lixando se o Tricolor ganha ou não. Nada muda em minha vida, só muda mesmo a conta-corrente dos jogadores, que enriquecem mais a cada dia, enquanto eu me mato de estudar para ser alguém na vida.

A grande paixão da minha vida sempre foi o Carnaval. Que eu me lembre, desde uns 10 anos de idade era fanática. Recortava as letras dos sambas enredos das escolas cariocas (pois são as únicas que gosto) e sabia todos os sambas de traz para frente. Mangueirense alucinada, delirava ao assistir a entrada da verde e rosa. Nunca me simpatizei com a Portela, tampouco com o Salgueiro. De vermelho e azul, só mesmo Garantido e Caprichoso (outra coisa que amo!). Raiva mesmo eu tinha da Beija Flor, ainda mais quando foi classificada na frente da minha Mangueira fazendo um carnaval sobre lixo e luxo. Me poupe! De tanto a Mangueira perder, fui perdendo o fanatismo e hoje só tenho boas lembranças de bons sambas que marcaram minha vida, dentre eles, o de 1995, quando a Estácio de Sá cantou em alto e bom som o meu time carioca: Mengão! Só que desde o último sábado, troquei o Flamento pelo tricolor carioca. Em outro post direi o porquê.

Política? Nem pensar. A influência familiar é muito grande e fica por toda uma vida. Meu avô era Janista fanático, Malufista alucinado. Eu, por minha vez, adorava eleições, pois era a época em que meu avô materno trazia vários broches em formato de vassourinhas e eu enchia minhas camisetas com elas. Lembro-me da minha mãe dizendo que um certo partido não prestava, pois seu fundador era um aproveitador de meia tigela. Como sempre digo para meus filhos, mães são tão sábias. Com o passar dos anos (e de tanto ver malandragem), me afastei cada vez mais deste tema, assim, não voto, não tenho candidato, não tenho partido e nem me influencio por mais ninguém (só em política).

Acabei não me tornando publicitária. Acho que a história da W Brasil realmente mexeu com o meu futuro profissional. O importante é que na busca de uma profissão, estudei várias e não me tornei nada, apenas alguém com mais conhecimento, o que me instigou a buscar sempre mais. Assim, concluo que morrerei estudando.

Uma das coisas que gosto de estudar é religião. Nasci no seio de uma família católica. Mais uma vez, a forte influência do meu avô materno. Fiz minha primeira comunhão aos 10 anos de idade. Aos 18, casei-me na igreja católica. Aos 19, descobri que não acreditava em Deus. Aos 20, conheci uma senhora evangélica que falava sobre Deus de uma forma que me instigava. Aos 24, conheci o Deus dela e fui batizada pela Igreja Bíblica da Paz. Aos 27, conheci meu marido, filho de pai católico e devoto de todos os santos, e de mãe estudiosa da doutrina espírita; passei a me interessar por esta e daí entendi muitas coisas. Só que dentro de mim havia o preconceito com a umbanda e com o candomblé. Para mim, era algo do mal. Aos 34 anos, num trabalho sobre Discurso Religioso, na disciplina de Análise do Discurso, aprendi que não era nada daquilo que eu pensava. Aprendi a respeitar cada religião, cada credo, e, acima de tudo, aprendi a crer em um Deus que é único para mim, que não tem sexo, não tem forma, não torce pra time nenhum (e nem é brasileiro como dizem por aí), não se importa com o carnaval e não tem religião, apenas é o Meu Deus, a maior verdade da minha vida.

4 comentários:

  1. amiga, concordo com o que disse, menos com a parte dos tricolores... eu ODEIO todo os times tricolores...hauhauhahua

    E amo meu corinthians...

    tudo bem, não vou deixar de te amar por isso tá...rssrsrs

    Beijos

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  2. Minha conclusão é a mesma da Carol. Nada a acrescentar....

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  3. Oi Úr.
    Que post hein, adorei.
    Devo confessar que sou corinthiana, mas penso como vc, a minha conta corrente vai continuar igual.
    Te adoro!
    Beijos

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