terça-feira, 23 de novembro de 2010

O dia em que conheci a Thalita Rebouças

foto: Carlos - marido da Thalita
Já era a quarta vez que a Thalita vinha autografar em Sampa. Nas três primeiras, por mais que eu tivesse me programado, os imprevistos surgiram. Quando ela lançou "Fala Sério, Pai", comecei a me programar com dois meses de antecedência para comparecer à FNAC Pinheiros, em plena sexta-feira, 18hs. E lá veio o imprevisto. Desta vez, não planejei, não programei, não me iludi.

Marido Toruboi chegou do trabalho na sexta-feira, comunicando-me que trabalharia no sábado. E em casa. Logo, eu teria que arrumar o que fazer com as criancinhas Hummel. Assim, levantamos, tomamos café, banho e...shopping, lá fomos nós. Chegamos ao Center Norte e o relógio marcava 09h45. Isso mesmo, as portas sequer estavam abertas, mas uma grande multidão de pessoas aguardava do lado de fora, mais exatamente próximo ao cinema, onde sempre paro meu carro. 

As portas se abriram e lá fomos nós à Playland. Criancinhas brincaram, divertiram-se, mamãe Panda junto provando que não basta ser mãe, tem que participar e às 13 horas estávamos famintos. Fomos comer em uma trattoria que há ao lado da Saraiva. Almoçamos lentamente e falei pra Bibizoca: "filha, a Thalita Rebouças chegará na Saraiva daqui duas horas. Se a gente conseguir enrolar o Peteleco até lá, esperamos por ela". Não sei qual o par de olhos que brilhava mais de ansiedade, Panda mãe ou Panda filha.

Almoçamos, paradinha básica na Starbucks para um frapuccino e a sessão infantil da Saraiva nos aguardava. Enquanto eu lia zilhões de livros para o Peteleco, Bibizoca foi se informar se precisava ficar na fila, onde aconteceria, como seria o evento. Descobriu que só teria acesso ao auditório pessoas que adquirissem na loja, NAQUELE EXATO DIA, o último título da escritora. Detalhe: Bibizoca ganhou o livro no dia do aniversário e terminou de lê-lo no dia seguinte. Só que como sempre digo, quem tem mãe, tem tudo. Dei o dinheiro para que ela comprasse um novo exemplar. Faltavam vinte minutos para as três horas e fomos para o tal auditório. Os seguranças nos pediram para formar fila e de repente, começou a juntar gente sem parar atrás de nós. Auditório liberado, sentamos de frente à mesa que ela autografaria.

Um misto de ansiedade e dor de barriga se misturavam dentro de nós e eis que surge a nossa deusa. Sorridente como ela só, adentrou o auditório, acompanhada do marido Cal (um fofo igual a ela). Dentro de poucos minutos, ela voltou e começou um delicioso bate-papo com os leitores e fãs presentes.

Thalita é igualzinha na vida real e nos livros. Quem está diante dela, sente-se dentro das suas obras. Quem está lendo seu livro, sente-se diante dela. Simpática, cordial, natural, enfim, só coisas boas. Bibizoca mal conseguia conter a emoção. Gravou, filmou, fotografou. E finalmente, chegou a hora do autógrafo. Claro que não me contive em ser a "mãe da miss"; tive que ter meu momento "miss", ao pedir também para fotografar com ela, ganhar botons e beijinhos.

Espanta-me mães de adolescentes que não acompanham, tampouco incentivam os filhos em uma vida literária. Não é devido à minha formação que ensino meus filhos a gostar de livros, e a importância da leitura. Sempre achei que a leitura é o grande passaporte para viajar o mundo, sem necessidade de visto, e que todo mundo pode ter acesso. Basta querer. O resto é poder.

Aqui em casa, procuro inserir nas crianças, além do desejo de conhecer livros, o gostar dos livros. Ruth Rocha, Ziraldo, Ana Maria Machado, Monteiro Lobato, Marcos Rey e outras dezenas de escritores fazem parte da nossa biblioteca pessoal. E claro, toda e qualquer coleção de livros "teen", uma febre recente e que dominou quem gosta de ler: toda a obra da Thalita Rebouças, Querido Diário Otário (já está no número 10), As Garotas da Rua Beacon (que, infelizmente, só teve até o momento cinco livros traduzidos para o português), Diário da Princesa (e todas as ramificações). 

Para mim, estar diante de um escritor que gosto, é o mesmo que estar diante de um ídolo musical. Para se ter uma idéia da minha fascinação pelas Letras, vivi dois momentos que me marcaram muito: o primeiro deles foi estar diante do túmulo de Camões, dentro do Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa. E o segundo, foi entrar em uma sala de aula dentro da Universidade de Coimbra. Fiquei imaginando quanta cultura caminhou naqueles corredores, quantas pessoas ilustres sentaram naquelas cadeiras e deixaram história escrita para uma humanidade.
Foto: Fotógrafo da Saraiva Mega Store Center Norte

Como diz minha amiga (reparem na ousadia) Thalita, "LER É BACANA". Experimenta só pra ver se não vicia!

5 comentários:

  1. Oi pandoca... ela é realmente fantástica.. já foi a Ribeirão na feira do livro duas vezes... infelizmente não pude estar presente em nenhuma das duas, mas os livros dela são um exemplo e tanto de boa literatura para essa geração doida que está crescendo no nosso mundinho...

    Beijos, saudades

    ResponderExcluir
  2. Eu adoro ela! :)
    Fora q é engraçadissima...rs

    Bjoooos

    ResponderExcluir
  3. Oi Úr. Tudo bem?
    Que legal. Adoro a Thalita, inteligente, bonita, engraçada.
    Beijos

    ResponderExcluir
  4. a thalita é linda e inteligente!
    unica!

    ResponderExcluir