segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Delírios de uma Panda - parte 10000001

Ontem, ao voltar da festa de aniversário (pra variar), conectei-me ao Twitter e percebi que uma amiga blogueira estava desesperada por falta de inspiração para blogar. Uma pena estarmos a milhas e milhas distantes (leia sentindo a voz do Evandro Mesquita ao fundo). Eu, ao contrário, estou cheia de inspirações, vários temas se acumulando no meu cérebro e uma preguiça fenomenal de passar tudo para o computador.

Final de ano é sempre assim... a gente já está se arrastando, não aguenta mais e este ano, particularmente, foi um ano atípico. Ou não.

Estava refletindo a vida desde que me casei com o Toruboi, em 2002. Foi um ano muito difícil, o mais difícil da minha vida. Depois veio 2003 e o mundo virou de cabeça pra baixo. Nossa, nunca vi ano tão complicado. E mal entramos em 2004, e já tinha a certeza de que o ano seria marcado pelas dificuldades. E foi. Mas 2005 começou e que ano difícil. Gravidez dificílima, mudança de casa duas vezes, instabilidade emocional (ok, esta já dura 36 anos). Bom, que venha 2006, e ele veio cheio de dificuldades. Nossa, inventei obra no apê antigo, Bibizoca operou, Leleco teve suspeita de meningite e quase morri quando ele teve que tirar líquido da medula. Que 2007 seja melhor. Claro, a esperança é a última que morre, mas naquele ano perdi meu pai. E meu chão. Mesmo assim, mantive a tal esperança e entrei em 2008. O ano prometia ser o melhor, mas de repente, tudo virou e comecei meu anseio pela chegada de 2009. E ele chegou. Com a promessa de um sonho que se transformou no maior pesadelo. Pesadelo este que se arrastou em 2010. 

Durante toda a reflexão, percebi que o momento mais difícil das nossas vidas é marcado pelo momento em si que estamos vivendo. Pois quando os problemas se vão, ficam as lembranças e sempre me pergunto: "será que foi tão difícil assim? Porque dificuldade é o que estou vivendo agora.

Conclusão: viver intensamente cada momento, fácil ou difícil, pois na vida, tudo passa, até aquela dor infinita que sentimos com a partida de alguém que amamos, para o reino de Tão Tão Distante (leia com entonação do Shrek) passa e se transforma em lindas lembranças e eternas saudades.

O que fica de tudo é a lição, e o saldo positivo, que se eu fosse contar ano a ano, escreveria um livro para cada um deles que se passou.

Que venha 2011, com delírios e devaneios de uma Panda feliz, mas que está cansada e se arrastando até para escrever!

Um comentário:

  1. ânimo aí, malandragem! a vida é boa e fica sem graça se não tiver problema. vc precisa é começar a tomar uma cachacinha... ;))
    bjo

    ResponderExcluir