sábado, 2 de outubro de 2010

Por que temos filhos?

Tenho muita certeza de que pessoas e mais pessoas já se perguntaram isso. Eu tenho a resposta e ela é bem simples: temos filhos para aprender a exercer a paciência e a tolerância. Pois tem dias que nem Jó aguenta!

Mas não vim escrever ou lamuriar sobre meus filhos, e sim, sobre filhos em geral. Há pessoas, porém, que simplesmente "tem" os filhos. Existe um caminho muito longo entre "ser mãe" e "ter filho".

Para ter filho, basta parir. Ok, sei que não é bolinho parir. Não é fichinha carregar nove meses no ventre. Só que isso tudo é a parte simples da "brincadeira". O complicado é educar. É aí que entra o "ser mãe".

Conheço pessoas que tiveram filhos, mas que por força das circunstâncias, precisam trabalhar para sustentá-los. Outras, como é o meu caso hoje, tiveram filhos e o marido é capaz de prover todas as necessidades básicas e não básicas da família. E a mulher faz o quê? NADA.

Tem tanta criança abandonada por aí. Não falo aqui das crianças que vivem nas ruas, sob pontes e viadutos, mendingando nos faróis. Falo de crianças cujas mães não são capazes de educar, de participar, de vivenciar, de dar limites. A forma mais bonita de amor para um filho é esta: O LIMITE.

Um dia, estava deitada com as criancinhas Hummel, uma em cada perna, e perguntei o que cada um mais amava em mim. Surpreendeu-me absurdamente a resposta da Bibizoca: "eu amo quando você briga comigo, mamãe". Perguntei o porquê e ela disse rapidamente: "mamãe, sempre que vou à casa das pessoas, sou convidada para voltar, e todo mundo me elogia dizendo que sou muito educada; e isso é porque você briga comigo!". Sacou?

Filho quer atenção. A forma mais fácil e simples de criar é largar. É dizer que não se tem tempo. Quando optamos por termos filhos, temos também que optar por sermos mães e pais, e para isso, temos a obrigação de administrar o tempo para dar conta de tudo. 

Estamos diante de uma geração de crianças largadas. Todas elas desfilam roupas de grife, estudam em colégios caros, possuem uma infinidade de brinquedos e jamais um único videogame. São vários, um de cada marca. E o amor? E a educação? E o limite? E a carência afetiva? 

Fica o questionamento aqui para quem pensa em um dia ter filhos!

2 comentários:

  1. Por isso que eu gosto mesmo é de ser tio! Nada melhor no mundo... hehehe.

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  2. Adorei este post querida.
    Realmente, acho que ter filho é fácil, mas educar é que é o difícil.

    beijos

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