quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sobre ganchos


Há coisas que não estou preparada para enfrentar. Aliás, há várias coisas. A filha da minha amiga, uma adolescente de quatorze anos, pediu para a mãe se pode namorar. A mãe respondeu que era melhor não.

"Filha, se você começar a namorar agora, vai querer transar!"
"Credo mamãe, que nojo!"
"Não tem nada de nojo filha, é gostoso, você vai ver, o namorado vai passar a mão em você, você vai sentir uma coisa gostosa e vai querer transar, e depois não vai parar mais!"

Fiquei boquiaberta com a conversa. Mais ainda, com a sabedoria de uma mãe para se colocar tão claramente, tão abertamente, para a filha.

Não estou pronta ainda para ter conversas tão abertas com a minha filha. Brinco com ela às vezes sobre beijo na boca. E só. Nossa conversa para por aí. Tudo bem que ela ainda vai fazer onze anos, ainda é precoce falar sobre transas. Mas dos onze até os quatorze é um pulinho. Tenho muito a evoluir.

Aproveitando o gancho e falando em evolução, fui assistir "Nosso Lar" com o marido no final de semana. Há muitos bons livros transformados em filmes. A saga "Harry Potter", ao se transformar em filme, foi fiel até nos diálogos. Uma das mais fieis adaptação que já assisti no cinema foi "Código Da Vince". Agora "Nosso Lar"...

A mensagem é bem clara: não é uma filmagem da obra, e sim, um filme baseado na obra de Chico Xavier, o que, para mim, já peca um pouco. Achei o filme ruim, deixou muito a desejar. A obra do finado Chico é muito rica para uma adaptação cinematográfica tão pobre em conteúdo. Confesso, porém, que a produção é muito boa. Somando prós e contras, não recomendo. Salvo para quem queira falar mal.

E já que estamos falando em ganchos, vale uma colocação sobre religião. Sou Cristã, nascida, criada, batizada e casada na igreja católica, mas não sou católica. Tampouco sou evangélica ou espírita. Acredito na lei da causa e efeito e encontro na metafísica muito mais explicações para tudo o que vivemos, que em qualquer religião. Mas sou Cristã e como tal, sempre procurei conhecer um pouco de todos os segmentos do cristianismo. Há um ponto no espiritismo que não me convence: por que temos que viver novas vidas para consertar erros das vidas passadas, se não sabemos quais foram para irmos direto ao ponto? Eu e minha objetividade.

Para encerrar com um último gancho, desta vez religioso, estamos em pleno feriado judaico. Eu já quis muito ser judia, afinal, eles aproveitam os feriados católicos, os judaicos, os pátrios, e mais alguns que ainda não conheço. Viva o feriado!

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