sábado, 25 de setembro de 2010

Saudades

Tantos poetas já versaram sobre ela. Não consigo transformar esta palavra em poesia. A poesia da saudade é intrínseca. Palavra curta que não se traduz para nenhum outro idioma do mundo. Sentimento que não se mata, que não se destrói. Saudade é saudade. Como matá-la? Não há como. Há a saudade infinita, aquela que sentimos de alguém que temos a certeza de que nunca mais veremos. Há a saudade de alguém que está longe, e que não podemos estar juntos. Há a saudade de alguém que está perto, mas vai para longe, sem data para um reencontro. Minha saudade é tão peculiar. Acho que a de todo mundo é. Saudades dos tempos de outrora, quando eu e meu irmão deitávamos na cama, no chão, no sofá, no mato e matávamos o tempo rindo, contando, trocando. Coisa de irmão. Ainda bem que pude dar para cada um dos meus dois filhos um irmão. Para que um dia, eles possam sentir saudades um do outro, e mesmo que este sentimento traga dor e sofrimento, é um sofrimento gostoso, uma dor boa de sentir, pois só sente saudades quando se ama, quando se constrói história com alguém. Eu construí uma história com meu irmão que só pertence a nós dois. Aquela coisa gostosa de falar através dos pensamentos, de um saber o que o outro está sentindo. É coisa de irmão. De quem já estou com saudades...

Um comentário:

  1. Foda, gorducha. Tá foda... o único jeito é pensar que a gente se vê já já, aqui ou ali, pra aliviar essa saudade que nunca dá pra matar. Valeu por tudo. Nossa história é como um vinho de ótima qualidade e, como tal, só melhora com o tempo. Te amo!

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