sábado, 5 de junho de 2010

Uma picadinha


Semana passada fui dar a vacina da gripe dos porquinhos nas criancinhas Hummel. Se tem coisa que eu odeio.com.br é dar vacina nas crianças. Quando a Bibizoca era pequena, levava sempre uma vizinha junto para segurá-la, já que meu sofrimento me impedia de fazê-lo. O Peteleco já tirei mais de letra, até porque ele tomou toda e qualquer vacina que já inventaram.
Particularmente sou contra vacinas. Não vejo o porquê de se injetar vários bichos em um organismo. A vacina dos porquinhos, porém, foi necessária, já que ano passado a Bibizoca teve uma pneumonia gravíssima e não posso bobear com duas crianças asmáticas.
Como o Peteleco estava tomando antibiótico, achei que não poderia tomar a vacina, então avisei aos dois que apenas a irmã tomaria. Mas a enfermeira do posto me disse que era bobagem e que os dois deveriam tomar. O moleque fugiu, saiu correndo e eu atrás, para agarrá-lo. Depois foram mais duas enfermeiras para me ajudar e uma terceira para aplicar a maldita. Mesmo com todo este apoio, a primeira picada escapou, a segunda entrou de maneira bem difícil e o braço dele já está roxo há 9 dias.
Hoje, fomos logo cedo ao laboratório para colher exames. Como comecei a tentativa com a homeopatia, lotada de esperança de um futuro melhor e menos contaminado para essas criancinhas podres que sairam da minha barriguinha, a médica pediu um check-up básico. E lá fomos nós. Sei que o sistema de saúde brasileiro é precário, e muitas vezes, mesmo com dinheiro, não é possível conseguir um bom profissional da saúde. O laboratório Fleury, porém, é uma das excessões que existe. O atendimento é excepcional, é de grande competência, com profissionais qualificados e amorosos. Bibizoca foi a primeira, tirou oito ampolinhas de sangue. O irmão precisava de apenas 5. E o que fazer para picar o bichinho?
Montamos o batalhão e lá começou a negociação: presente na PBKids, almoço no Mac Donalds, um dia inteiro jogando Wii, presentes do laboratório, uma semana sem precisar comer comida. Nada. O marido toruboi segurou a parte de baixo do corpo, eu a de cima, outra enfermeira para imobilizar o braço e uma quarta pessoa, a outra enfermeira, para fazer a coleta.
Ele gritava, gritava, todos suavam e já sem saber o que fazer, pedi que fechasse os olhos; tive meu pedido atendido em meio aos berros. Disse que já havia sido a picada e que, se contássemos até seis, tudo teria terminado. De repente, ele começou a se acalmar, o estresse foi diminuindo (claro que ainda havia muitos gritos), e apenas quando chegamos ao número cinco, é que a enfermeira picou. Ele não sentiu NADA, pois achou que já estava picado havia tempo!
Psicologia é tudo na educação de um pirralhinho escandaloso. E contra tais escândalos, não há remédio, o jeito é ter sempre um bom estoque de analgésicos, pois a cabeça certamente dói depois da luta!

2 comentários:

  1. esse meu sobrinho sãopaulino ainda acaba com meu coração....

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  2. Afe, nunca vi moleque mais parecido com o tio... senhor...

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