domingo, 20 de junho de 2010

Sorvete de manga com caldo de feijão e calda de arroz doce

O título deste post não tem nada a ver com o que vai ser escrito nele. Mas para não começar falando de vizinhos de novo, resolvi chamar a atenção do leitor com algo mais... digamos assim... mais... mais sem a ver com nada.

Hoje, porém, não vou reclamar. Pelo contrário, vou elogiar. Ontem, a DaniDani, do blog Amor Amor, escreveu sobre os seus vizinhos, e ao ler seu post, percebi que deixei uma imagem negativa dos meus vizinhos, portanto, vou tentar desfazê-la.

Dia 7 de junho, dia do meu aniversário, fez seis meses que estamos morando no Solar. Neste tempo, passei por situações muito difíceis. Mudamos para cá no contra-piso, início de férias de verão, duas crianças alérgicas, tudo para fazer no apartamento. Não fosse já a dificuldade de se colocar em funcionamento um apê zero quilômetro, houve a série de problemas enfrentados com a construtora, que nos entregou um condomínio sem funcionar nada das áreas comuns, com problemas de infiltrações, vazamentos, fora outros problemas estruturais. Houve algo positivo nisso tudo? Sim, houve. Ter vizinhos.

Conheci aqui no condomínio pessoas maravilhosas, que valeram a pena, e que por elas, faria tudo novamente. Fiz amigas muito legais, pessoas as quais quero levar para uma vida inteira. Semana passada, houve uma reunião entre condôminos e me senti orgulhosa por morar onde moro, por ver que há pessoas idôneas, íntegras, honestas, comprometidas.

Tenho passado dias muito difíceis por aqui, por conta de uma situação bem desagradável (a tal novidade); por conta do desgaste que estou tendo, minha cabeça tem doído dia e noite. E graças a esta dor, pude contar com a solidariedade das minhas vizinhas, que me indicaram bons médicos, que me socorreram na noite de quinta-feira, enquanto eu passava mal na reunião, que me trouxeram para casa, que estavam comigo no meu aniversário, que estão comigo no dia-a-dia. Claro que há pessoas desagradáveis, mas não é prerrogativa de se morar em condomínio, pois pessoas desagradáveis, infelizmente, estão em todos os lugares em que estivermos. A sabedoria da vida está em conseguir ignorar as pessoas desagradáveis, e agradecer a Deus por ter pessoas tão maravilhosas ao meu redor.

Há muito barulho por aqui? Sim, há. Tenho certeza, porém, de que uma hora todos os apartamentos estarão prontos, e passarei meses sem ouvir martelos, marretas e Makitas.

Há pessoas as quais gostaria de jamais ter cruzado nesta vida? Sim, há. Mas poucas. Dá para contar nos dedos de uma mão e sobram muitos dedos.

E foram os problemas enfrentados que, mais uma vez, fizeram-me crescer como ser humano, fizeram com que eu usasse todas as pedras no caminho para construir uma fortaleza ainda mais resistente ao meu redor.

Se eu faria tudo de novo? Não. É uma das únicas vezes na vida que afirmo que não faria tudo de novo. O desgaste físico, emocional e psicológico que tive, custou caro para minha saúde. E acredito que, se estava escrito que tais pessoas maravilhosas teria que cruzar meu caminho, cruzaria com elas em outras estradas da vida...

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