domingo, 20 de junho de 2010

Sobre o poder

Sempre fui e espero ser para sempre, defensora da descentralização do poder. O poder não pode, jamais, concentrar-se nas mãos de uma única pessoa. É preciso que exista sempre um órgão colegiado, que seja proporcional ao número de pessoas que representa, para decidir sobre todas as questões.

De que adianta o Legislativo passar meses lutando por uma lei que melhore algo em um país, sendo que a decisão para que a lei entre ou não em vigor fica nas mãos do Executivo, que se resume a uma pessoa?

De que adianta câmeras espalhadas por um estádio, e um jogo tão absurdamente violento acontecendo em campo, um jogo esportivo, quando esporte deveria se associar à coisas boas, se o juiz é um ladrão descarado? Não deveria haver mais pessoas, que através da visão de outros ângulos, pudessem decidir entre a razão, a emoção, e o roubo?

A mesma coisa acontece em um condomínio. Não se pode concentrar o poder das decisões nas mãos de um síndico. Mais uma vez, é preciso que haja representatividade para votar e resolver as lides, sempre proporcional ao número de pessoas representadas.

Pode ser utopia de uma tarde de domingo, ao fim de um semestre exaustivo, de uma doidivanas como eu, mas que seria melhor, ah, seria!

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