quarta-feira, 9 de junho de 2010

Na madrugada, iPod rolando um blues...

... mas sem tocar BBKing. Ok, é uma versão adaptada/moderna da grande canção de outrora, mas foi a que me inspirou.

Ontem, após o episódio do Vale do Anhangabaú com as criancinhas Hummel, eu já sabia que minha cabeça doeria, afinal, ela dói até sem ir até o Vale do Anhangabaú. Mas o que danou tudo na minha vida foi o nervoso que passei.
Acho que nunca narrei explicitamente um dos casos do Solar dos Hummel. Quando compramos nosso apartamento da Cyrela, nem eu, nem os outros 247 condôminos, muitos deles advogados, nos demos conta de que é feita uma venda casada: você leva o apartamento e, de quebra, a imposição por ter a Cyrela como síndica do seu condomínio por DOIS LONGOS ANOS. Isso só nos demos conta - eu e os outros 247 compradores - no dia da assembléia de constituição do condomínio. Pois bem. Além da venda casada imóvel x síndico, a Cyrela traz a administradora que ela quer. E a administradora é ruim. E já tem algum tempo que sinto que há um conchavo entre a administradora e o resto do Conselho do condomínio, do qual faço parte.
No dia 7, dia do meu querido, idolatrado, salve, salve aniversário, recebo a visita de uma vizinha que não sabia que era meu aniversário. E como não veio me dar os parabéns, não convidei para fazer parte da festinha, até porque ela se encontrava muito nervosa, com o filho a tiracolo. Veio me narrar o acontecido naquela manhã: o portão da garagem se fechou mais uma vez sobre um carro, e desta vez, do filho dela. Só que o prejuízo não foi "pequeno" como o meu. O carro do filho da minha vizinha, que é meu vizinhinho, foi RASGADO com o abaixamento do portão. Então me estressei quando recebi um email, ao final de muitos trocados durante o dia, da administradora, dando a entender que eu estava dramatizando, uma vez que a empresa de segurança (que emprega a pessoa que fechou o portão sobre o terceiro carro em quatro meses) já tinha contactado a moradora (após OITO horas do ocorrido e um dia de trabalho perdido) para que fossem feitos TRÊS orçamentos para o conserto. Foi onde minha pobre cabecinha começou a doer. MUITO. MUITO. MUITO. Tamanho o descaso da administradora que leva VINTE DOIS MIL E QUINHENTOS DINHEIROS para administrar nosso condomínio.
Como não estava afim de ir até algum pronto socorro descente, decidi tomar todos os remédios que me dariam por lá: analgésico, antiinflamatório e anti-vômito (eca!). Eis que o anti-vômito dá sono, muito sono. E dormi antes das sete da noite. Agora estou eu aqui, acordadinha da silva sauro narrando minha insônia para mais algum insone presente na blogsfera.

2 comentários:

  1. aaahhh... agora entendo o recado sem sentido que apareceu no meu orkut de madrugada...

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