quinta-feira, 10 de junho de 2010

Inspirações

Todas as vezes em que leio algum blog, me inspiro a escrever algo sobre aquele texto lido. Não é plágio, não é falta de assunto, muito pelo contrário, sinto-me inspirada sempre que um assunto é interessante.

Li dois posts que me chamaram a atenção. O primeiro diz respeito ao Twitter. Fui uma ferrenha crítica da ferramenta. Um dia, porém, vi que havia coisas legais por lá, e ao contrário do que dizem, não considero aquilo como um blog, mas já escrevi sobre isto muito tempo atrás. Mais uma blogueira se rendeu ao Twitter, não por achar a sétima maravilha do mundo moderno informatizado, mas para não ficar de fora. Assim como eu.
O segundo é sobre ter filhos e assim fazer com que todos os dias das nossas vidas sejam diferentes. Cuidar de filho é tarefa árdua, que exige sacrifício, renúncia, dedicação. Não é algo ruim, pois se fosse, ninguém cuidava. É algo cansativo e estressante, que tem suas recompensas, mas só quem cuida de filho consegue se auto-recompensar. Muitos maridos (inclusive o meu) vêem a função da mãe enquanto "mãe" como algo sem a menor importância. Levar e buscar na escola, cuidar de tudo que se refere a ela, cuidar da saúde, medicar, vacinar, comprar roupas, calçados, manter a educação das crianças alinhada aos valores familiares, falar todos os dias da sua vida as mesmas coisas (já que filho é deficiente auditivo materno por natureza), alimentar, participar, brincar, incentivar, tudo isso é em vão. Só uma mãe é capaz de entender o quanto tudo é trabalhoso. Filho não é batata, não se joga no mato e cresce se chover ou se fizer Sol. Vai tão além. Mas só mulher entende. E este papo de filhos me levou à outra reflexão.
Estava pensando em algo que aconteceu hoje. Meus dois filhos tiveram a primeira infância de maneira totalmente distinta. Minha filha foi criada por babás; foram nove até seus dois anos e meio; estudou em escolinha de bairro que a última coisa que se fazia era incentivar, motivar. Só aos três anos e meio é que teve mãe de segunda a segunda, em tempo integral. Aos quatro anos e meio, já tinha passado por sete escolas. Nasceu sem pai, fruto de uma gravidez rejeitada e que nem precisa ser psicólogo para saber que as consequências de uma gravidez assim são para a vida inteira. Meu filho nasceu de uma mãe que não trabalhava. Foi incentivado, motivado, teve mãe e pai sete dias por semana. Foi cedo para escola e para uma boa escola. Teve toda a segurança afetiva e emocional que minha filha não teve. Lógico que filhos são diferentes até se forem gêmeos criados da mesma maneira. Imagina só no caso dos meus, com histórias tão diferentes.
Meu filho hoje escreveu uma carta para o pai. Ditada por mim, letra por letra, mas toda escrita por ele: "Papai, amanhã leva a gente na escola. Te amo. Leonardo". Com apenas quatro anos escreveu tudo isso e, claro, babamos. Só não se pode comparar ele conseguir um feito assim, com a irmã, que teve muito mais oportunidades materiais que ele, mas muito menos oportunidades afetivas. Só para pensar o quanto é importante a presença da mãe.
E tudo isso para dizer que, finalmente, foi aprovada a lei da licença maternidade de 180 dias. Quem sabe, com o passar dos anos, ainda possamos ver mais mães dando oportunidades para seus filhos terem segurança emocional, através do contato direto e diário com elas? É esperar pra saber.

4 comentários:

  1. Boa, gordulha! Parabéns pela reflexão. Acho que isso ajuda a entender muitas outras coisas..

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  2. Entao menina, na verdade minha relaçao com o twitter durou menos de 24h! hahahah

    nao aguentei aquilo nao. pensei pensei e vi que estava era me enroscando ao arrumar mais um trampo p minha cabeça! o blog ja da trabalho demais! e sinceramente? nao quero ficar seguindo a vida dos outros tao de perto nem que ngm siga a minha assim, ao vivo! hehehe

    entao deletei a conta no twitter e o post!

    :D

    sou uma velha mesmo, nada moderninha!

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  3. Oi Úrsula,

    Eu sou a Nivea e cheguei ao seu blog através do blog do seu irmão. Estou acompanhando há pouco tempo mas ainda não tinha comentado.

    Não sou mãe ainda, mas consigo pelo menos imaginar o quão árduo e importante é o seu trabalho. Infelizmente minha mãe não teve muita escolha e precisou trabalhar durante toda minha infância/adolescência. Hoje eu sei o quanto senti falta de ter passado mais tempo com ela.

    Espero ter essa oportunidade quando os meus chegarem.

    Um beijo e parabéns pelo blog,
    N.

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  4. Mi, achei q estava enlouquecendo, mas foi vc que enlouqueceu e me fez morrer de rir...

    MV, o jeito é pensar, pensar e pensar...

    Olá Nívea, muito prazer em tê-la como leitora e comentadora do meu blog. Obrigada pela visitinha, volte sempre!

    Beijos em todos

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