sexta-feira, 14 de maio de 2010

O dia em que eu escrevi um post sem título

Quando se escreve um livro, a última coisa que se faz é dar-lhe o título. Afinal, no decorrer da trama, tanta coisa pode mudar. O mesmo se faz com uma redação. E um post não deixa de ser uma forma de redação, mas que eu sempre começo pelo título. Este post, porém, vai ficar sem título. Porque tenho vários assuntos e não consigo um título que combine.
Estou acordada desde três da madruga. Minha filha ficou doente, vomitou a noite toda, fomos à pediatra e ela está com virose, desidratação, pressão elevada e retorno do batimento cardíaco atrasado. Mas já está tudo sob controle, com canjinha da mamãe, soro Pedialite e amor.
Meu sobrinho, porém, me deu um susto enorme. Começou com febrinha sábado passado. Marida levou-o ao PS e, aparentemente, era virose. Ontem as coisas pioraram. Foram até a dra Maria Helena e ela já o encaminhou ao Sabará. Do PS para o centro cirúrgico: apendicite. Que foda que é, uma criança com nove anos, super saudável e cheia de energia, ser operada para a retirada de um apêndice assim, do nada. Enquanto ele saia do centro cirúrgico, eu estava com a dra. Maria Helena no consultório. Ela me acalmou, me tranquilizou e disse que não era nada grave, tampouco sério. Dar anestesia em criança é sério sim, e mata qualquer mãe (ou tia).
Fiquei super mal o dia inteiro. Minha amiga-irmã-comadre-marida Tchaquinha está comigo em toda e qualquer situação de aperto. Senti-me impotente por não estar lá, nem que fosse para contar piada. E quando estamos longe, não sabemos e tampouco estamos vendo o quão grave ou não é a situação. Agora pouco recebi um telefonema dela: o Fê já está pedindo feijoada para o almoço de amanhã, ou seja, ESTÁ ÓTIMO. Obrigada Senhor!
Felipe é meu sobrinho de não sangue. Só que é praticamente meu único sobrinho. Sua mãe é minha amiga há apenas 27 anos. Nossos filhos estudam juntos e são amigos. A Isa e o Fê se amam, e o Leleco veio para completar a paixão. Eles chamam o Fê de primo, na escola as crianças sabem que eles são primos, a direção da escola se refere às crianças como "sobrinhos", falando comigo ou com a Tchaquinha. E, ao contrário do meu sobrinho de sangue, que tem a mesma idade do Fê e disse na minha cara que não gosta de mim, sei que o Fê gosta. E a recíproca é verdadeira. E quando a gente gosta de alguém, sofre por saber que este alguém está sofrendo. Ainda bem que o susto passou.
Hoje estou com tantas reflexões, que seria capaz de escrever uns 10 posts. Só que daqui vinte minutos começará a novela das seis e assim que ela acabar, vou dormir. Guardarei minha inspiração para amanhã, desde que ela não seja fruto do excesso de sono. Tenho que aguardar amanhã para saber.

2 comentários:

  1. Bah. Aposto que tem amor bastante aí pra tudo que é sobrinho... bjunda

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