sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mentira, inveja, doença ou os três juntos?


Dentre meus devaneios, tive um bem profundo hoje. Ok, eu disse que iria dormir e não voltaria hoje, mas menti e todo mundo mente. Eis algo que me enlouquece, a mentira. Não consigo entender o porquê de ela existir. Para mim, todo mundo deveria fazer um pacto de sinceridade, como eu tinha com a minha amiga Fê: quando a gente não quer ir a algum lugar, não quer fazer alguma coisa, temos que dizer a verdade. O interlocutor tem que aceitar a verdade, mesmo que não seja o que ele deseja. É assim: minha amiga me convida para ir até a casa dela no domingo. Eu não quero, mas se disser que não vou, ela vai insistir, prometer fazer a comida que eu gosto, que vai me dar presente. Para sair da situação, o que eu faço? Digo que vou. No domingo ligo e dou uma desculpa qualquer. Tem gente que pede para ser enganada, mas eu ainda voto no pacto.
Há outros tipos de mentira. Há aquelas pessoas que mentem onde moram. Claro que ninguém que mora no Morumbi mente dizendo que mora no Capão Redondo, mas o contrário acontece. Tem gente que mente por doença. Uma doença psíquica na qual as pessoas precisam mentir para se auto-firmarem, para sentirem-se superiores perante àquelas pessoas as quais idolatram e acham milhas e milhas distantes da sua realidade.
É fácil saber se a pessoa é bem resolvida ou não. Tenho uma conhecida que nasceu em berço explêndido. Ela nunca me disse isso diretamente, mas pesquei as coisas nas entrelinhas. Um dia, por acaso, soube que ela estudou em um colégio tradicional de SP. E mais, morou em uma das ruas mais tradicionais. Em silêncio. Quando brinquei sobre a rua, ela ficou envergonhada e disse que morou na parte pobre da rua (que de pobre não tem nada). Nesta mesma rua mora a irmã de uma outra conhecida. É porém como se a conhecida é que morasse na tal rua milionária, pois se eu a encontrar todos os dias, todos os dias ela dirá para mim ou para quem passar do lado onde é que a irmã mora. Na verdade, ela nunca falou em rua, mas falava em bairro. Até o dia em que descobri o nome da rua e soube que o bairro era outro, tão bom quanto o primeiro, mas mais glamouroso.
Já houve tempo em que pessoas assim me incomodavam. Hoje simplesmente oro por elas, pois são pobres de espírito e precisam de elevação espiritual. Só não consigo ficar perto de gente assim por muito tempo, pois a inveja, mesmo que diagnosticada como doença, é algo que destrói qualquer indivíduo.

6 comentários:

  1. vagabundo cacareja quando a outra galinha é que botou o ovo...

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  2. Faço das suas palavras as minhas!
    Não suporto gente mentirosa e invejosa.
    No prédio em que moro tem muita gente assim. São pessoas que, com certeza de alguma forma, lutaram para estar aqui. Mas fazem questão de querer ser sempre mais. E esse mais é tão relativo, né?!
    A competição aqui vai desde quem bebeu o melhor vinho até os brinquedos dos filhos.
    Sinceramente, meu estômago não aguenta!
    Ainda bem que estou de saída.rsrs

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  3. Ká, to rindo com sua msg... amiga, vc está de saída... e euzinha, que ainda estou chegando? Mas sabe, isto não é o seu prédio, é o nosso planeta; só acho que no Canadá as coisas sejam mais lights... simbora?

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  4. Falou e disse, eu tenho inclusive MEDO de gente invejosa.
    Tinha uma guria que me perseguia no orkut, na verdade nunca soube o motivo, mas não pode ser nada muito deiferente da inveja, certa?
    O porém é que não sei inveja de quê!

    Mas ó, vou te contar uma coisa , baixinho: eu sou rainha, princesa e moro no castelo, mas lavo passo e cozinho, perdi a majestade?

    Continue rezando para almas assim...

    beijo meu

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  5. Amiga, quanto mais rezamos, mais chamamos assombrações ao nosso redor... vamos rezar para virem assombrações do bem...rs... beijo grande

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