segunda-feira, 31 de maio de 2010

Espírito de Porco - finalmente

Passei alguns dias anunciando a chegada do espírito de porco, deixando pessoas curiosas e sem saber do que se tratava. Queria fazer um link no bloguinho para escrever só histórias de espírito de porco, já que sou uma espécie genuína da raça. Minhas limitações, porém, deixam a desejar, e contarei as aventuras de um espírito de porco em forma de Panda por aqui mesmo. E se alguém tiver uma boa história de espírito de porco, mande para meu email que publicarei.
Começarei hoje com o Marquinhos. Conheci o Marquinhos na internet, acho que no Almas Gêmeas do Terra, que nem sei se existe mais. Ele estava trabalhando na GM americana, eu em Sampa. Conversamos muito, ficamos amigos. Assim eu achava. Marquinhos, um alto executivo de multinacional, voltou de viagem e quis me conhecer no mesmo dia. Marcamos um encontro e quando chego ao encontro, chega Marquinhos com muitos presentes para mim: perfume importado, bicho de pelúcia, chocolates importados. Odiei, pois o que era para ser uma amizade, começava a levar o nome de segundas intenções. Naquela noite, jantamos no Quinta da Mandioca e eu sou tão iluminada que encontrei um querido casal de amigos no bar da Oscar Freire, em plena segunda-feira. Marquinhos me adorou. Eu o odiei. No dia seguinte, combinei com a minha amiga: "vamos passar um trote para o Marquinhos?"
O cara não se chamava Marquinhos, mas por algum motivo escolhemos esta alcunha para o pobre rapaz. Assim, começamos a divulgar o número do celular do Marquinhos para qualquer pessoa que conhecéssemos. E pedíamos para que a pessoa ligasse no número e chamasse pelo Marquinhos. A coisa se espalhou de Norte a Sul da cidade. Marquinhos começou a ter medo de sequestro, pois já naquele ano de 2001, com um belo Passat importado blindado, tinha pavor de acontecer alguma coisa por ser um executivo tão novo e tão bem sucedido (ele tinha 31 anos). Um dia, meu sobrinho nasceu. Sexta-feira a noite, bem a noite, praticamente meia-noite. Havia jantado com o Marquinhos no shopping Morumbi e fui para o hospital Santa Joana. Estávamos eu e o pai do meu sobrinho, ávidos por fotos do bebê na tela. E na falta de ter o que fazer, vamos brincar de Marquinhos.
As pessoas ligavam para o telefone do Marquinhos e diziam: "alô, é o Marquinhos?". O cara respondia que não. E a cada dia que passava, ele ficava mais preocupado, afinal, quem era o Marquinhos que estava divulgando seu telefone? Só que o pai do meu sobrinho pegou pesado naquela noite. Ligou para o cara e intimidou: "seguinte Marquinhos, tô ligado no esquema dos bagulhos, ou você entrega minha parte ou conto tudo para os caras".
Marquinhos, com sua boa influência, rastreou o número chamado e descobriu que a ligação veio de um celular que ligou de dentro da maternidade Santa Joana. Como havíamos jantado há poucas horas, associou logo o início dos trotes com o dia em que me conheceu. E me mandou um email dizendo que estava pensando em se casar comigo, mas não esperava uma atitude daquelas.
Claro que não respondi. Claro que fiquei triste porque acabou a brincadeira de Marquinhos. Claro que achei o cara um louco, pois jamais pensei sequer em beijar o cidadão. Claro que nunca vou me esquecer deste episódio cômico da minha vida. Talvez o mais engraçado que já vivi.

Alguém ainda quer ser meu amigo?
p.s.: essa história pode até não parecer tão engraçada. Mas as mais de 30 pessoas que brincaram de Marquinhos no período de aproximadamente dois meses foram muito felizes! E o que teve de gente fazendo xixi nas calças...

9 comentários:

  1. Credo... eu achava que eu era perversa, mas sou uma santa se comparada a você...hhehehehe

    Boa semana,

    Beijos

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  2. Carolzinha, sempre que estiver inspirada, contarei minhas aventuras... sou imbatível...rs... beijokas

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  3. Obrigada por ter se interessado pelo meu cantinho e por tê-lo lido todo... lí boa parte do teu, mas não deu tempo de ler todo, e também me identifiquei com muito...

    Vc vai estar no encontro dos blogueiros de sampa que a Dri Viaro está organizando? Em caso negativo, ficaria muito contente em te conhecer pessoalmente... podemos combinar.

    E vc é realmente imbatível...

    Beijos

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  4. hahahahahaha......essa foi de doer...uahuahuahuaha...fiquei imaginando o pobre do Marquinos...kkkkkk
    Espirito de porco TOTAL!

    Bjos

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  5. meu Deus !!!!
    tô com medo !!
    quero morrer sua amiga, rsrsrsrs

    Ursula, eu sei que a gente tem muuuita coisa em comum, não saberia nem por onde começar, mas acho que pelo Ápice, que afinal de contas foi onde te encontrei, se bem que poderia ter te encontrado várias vezes por aí... Acredite meu chefe era um dos sócios do Quinta do Mandioca, eu ia muito lá.. rsrsrs bons tempos... este mundo é muito pequeno... morri de rir com a história...

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  6. Carol, conheci hoje o blog da Dri. Não estou sabendo do bloguencontro. Onde tem detalhes?

    Than, VIVA O MARQUINHOS que tanto me fez feliz...kkkkk...

    Xiiii Marquinhos!

    Beijos

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  7. Mi, seja minha amiga sim, imagina o qt podemos aprontar no Ápice? Vários Marquinhos...rs... amiga, será que vc estava lá neste dia? Eu era uma linda que estava com um cara feio, baixinho, e PODRE DE RICO... to rolando de rir. Amiga, vamos conversar MUITO, temos uma boa vida pela frente! Bejaum

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  8. Isso dá cadeia. No meu tempo, trote era só pra mandar pizza errada pra casa alheia...

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  9. E eu nem comecei a contar sobre trotes...

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