sexta-feira, 28 de maio de 2010

Coincidência?

Bom, hoje é aniver da Japinha e neste momento, ela e meu irmão estão em Cascais se casando. Como um casal de brasileiros, sendo a noiva japonesa, que moram em Dublin, vão se casar em Portugal? Poderia dizer que é fruto da globalização. Mas minha cunhadinha é filha de pai japonês e neta de avós portugueses. A mãe tirou cidadania portuguesa e o benefício se estendeu aos filhos. Os dois então estão contraindo núpcias na terrinha, para que meu irmão tenha também o direito ao passaporte europeu. E onde entra a coincidência?
Sete anos atrás nos mudamos para Santiago. A gerente do flat em que moramos contou que já conhecia o Brasil, mas o único lugar que conhecia era um chamado Alto de Pinheiros. Exatamente onde morávamos antes da mudança. Precisamos apenas de mais cinco minutos de conversa para que descobríssemos que ela era amiga de uma ex-vizinha minha, cujo marido chileno, expatriado para o Brasil pela Siemens, havia sido repatriado. A gerente ligou para a amiga dela e ex-vizinha minha e fizemos uma grande festa com o encontro no flat. Coincidência?
Alguns meses depois, nos deslocamos 900 quilômetros da capital chilena rumo ao vulcão Villa Rica, em Pucón, ao Sul do país. No segundo dia da viagem, fomos escalar o vulcão e além de nós, havia um grupo de turistas brasileiros. Aproximei-me deles para pedir uma foto minha e do marido com o vulcão ao fundo. Papo vai, papo vem e eis que a "esposa" daquela família era chefe da minha dentista, que além do consultório particular, trabalhava como voluntária para a terceira idade na USP. Minha dentista, lá do Morumbi, com a chefe passeando no mesmo fim de mundo que eu. Coincidência?
Com este tamanho todo de mundo, 18 anos atrás minha única prima por parte de pai mudou-se para Portugal. Na época, namorava o sobrinho do Moacir Franco e o Guto Franco estava indo trabalhar na terrinha com o primo, o Fred. Minha prima foi junto com o namorado. O namoro acabou, ela conheceu o Val, um holandês, casaram-se, tiveram duas filhas e se radicaram em Cascais. Quando tivemos que ir embora do Chile, havia três possibilidades de país para nos mudarmos: China, Japão e Polônia. Estava bem provável irmos para a Polônia, quando do nada vagou um cargo no Carrefour Portugal. Marido foi então expatriado para lá. E onde fomos morar? Cascais, há 2 minutos de carro da casa da minha prima. Cidade esta que, dentre tantas neste mundo enorme no qual vivemos, está sediando hoje o casamento do meu irmão e da minha cunhadinha. Coincidência?
Um dia, conversando com a nossa otorrino, ouvi sua teoria sobre coincidências: não existe coincidência, nem mundo pequeno. O que existe são poucos burgueses com oportunidades para conhecer lugares privilegiados. Burguesa? Eu? Pára tudo. Onde estão os meus quinhões?

6 comentários:

  1. Oi Ursula!!!
    Pois é, como já descobrimos a "nossa" coincidencia e tb chegamos a conclusão de que o mundo é mesmo bem pequeno...rs
    Felicidades ao casal!!!
    Sobre o post de aniver surpresa, que legal o pequeno estar se recuperando... É mesmo muito engraçado como eles ficam felizes com coisas simples que as vezes nós, com os problemas de gente grande, nem percebemos...
    Beijos enormes em vcs!

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  2. Nossa, eu não sabia que o tal de Lemos e a japinha iam se casar... Tô emocionadaaaaaaa!!
    Que legal!!!!
    Nossa, amiga, quantas coincidências! E que felizes coincidências, certo?

    Beijocas!

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  3. Oi Ursula!
    estou de cara aqui com tamanhas coincidências.. heim?
    Aqui ja aconteceu algumas coisas parecidas também, e vejo que esse mundo é realmente pequeno.
    beijos, ótimo post.

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  4. Dani, somos cunhadas de varejo...rs... é Ká, o tal de Lemos agora tem uma tal de Lemos que o acompanha... Gabi, o mundo é feito de coincidências!!! beijos em todas

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  5. Sem vergonha! Só agora vi que vc entregou tudo antes que eu pudesse contar. Mulheres....

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  6. Em algum momento vc falou que era segredo, orelhudo do KCT, seu pescoço de girafa!

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