domingo, 25 de abril de 2010

Precisa-se: UM COMPANHEIRO

Fui almoçar com as criancinhas Hummel na praça de alimentação do Center Norte. Eram 20 pessoas para cada mesa de quatro lugares, de modo que a fila de espera estava gigante e eu com os pratos nas mãos. Avistei uma moça sentada sozinha, perguntei se tinha alguém com ela e a resposta foi positiva. Mas gentilmente me cedeu a outra metade da mesa. Foi só arranjar mais uma cadeira e nos acomodamos todos. Agradeci a gentileza e simpatia da moça e dei-lhe as costas, de modo a não atrapalhar o almoço dela e ficar de olho nas criancinhas. Meus braços trabalhavam, minha boca também, olhos atentos nas crianças e ouvidos totalmente voltados às duas moças bonitas. Aparentando seus 25, no máximo 30 anos, as duas discutiam sobre o rapaz que uma delas está saindo. A amiga advertia: "você aguenta isto só mais um mês, para a relação se firmar, depois, você quem dá as cartas". A outra rebatia: "mas assim ficarei sempre sozinha, você não se arrepende de ter jogado o relacionamento com fulano fora? Já está há um ano sozinha e sofrendo". Assim foi a conversa das duas. Juro, fechei meus olhos e agradeci imensamente. Por ter uma família, por ter meus filhos, por ter meu marido, por ter encontrado o amor da minha vida e ter o privilégio de não estar mais "no mercado", nesta busca incessante que as pessoas vivem para encontrar um companheiro ideal.
Relacionamento é muito difícil, não existem duas pessoas iguais no mundo e para uma relação ser duradoura, tem que existir amor, parceria, desejo de abrir mão de muitas coisas e muito sexo. Sim, muito sexo.
Quando casei com o marido, perguntei para ele o quanto ele achava que sexo era importante em uma relação. Ele me respondeu: "fifty fifty". Argumentei que era mais. Ainda antes de ele viajar, voltamos ao assunto, quase uma década depois. Sexo é a coisa que mais sustenta uma relação em crise. Pode estar tudo uma porcaria, mas a afinidade sexual entre duas pessoas vai dando equilíbrio à relação, vai afinando o entrosamento das pessoas. Mas o assunto não era sexo.
O que importa é que as pessoas aprendam a ceder para terem relações duradouras. E sejam verdadeiras, desde o primeiro instante. Não adianta fingir que AMA comida japonesa para agradar alguém, pois um dia a máscara cai. Este é só um bobo exemplo, poderia dizer coisas mais sérias.
(alguém já terminou o assunto sem dar sentido final ao texto escrito? Aconteceu com este, agorinha, não sei mais o que escrever... tentando... tentando... tentando... vamos lá).
De verdade, fiquei com dó das duas moças, bonitas, bem vestidas, inteligentes, e sozinhas. Acho que os solteiros de plantão deveriam aparecer mais nas praças de alimentação dos shoppings. Fica minha sugestão!

5 comentários:

  1. começa a falar de sex and the city e no meio do caminho esquece a city, dá nisso... bagunça a idéia...

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  2. tenho uma musiquinha pra vc "dona aranha subiu pela parede...."

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  3. Então, devo admitir que eu amo demais o meu namorado(noivo,marido,companheiro,sei lá...), mas nunca tive problemas em ficar sozinha, sempre que terminava um namoro curtia minha solteirice e não pense você que o meu curtir era sair pegando todo mundo, porque não era!
    Curtia ir ao cinema sozinha, ter tempo pra mim, para os amigos, para planejar...

    Amo a minha vida com o rosinha, amo ainda mais meus filhos e acho que o problema da maioria dos solteiros é proucurar demais, planejar demais, sonhar demais.

    Eu achava que sexo era 85% da relação e hoje já não acho isso...tipo agora é 80% ! hahahaha
    Brincando....mas você sabe como cuidar de criança é cansativo e as vezes tudo o que eu quero são cudles, abraço e colo ! :)

    Mas é verdade, também agradeço todos os dias por ter encontrado o the one, porque esse lance de 'ficar na pista' uma hora cansa né?

    beijos !

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  4. ursula, é realmente uma pena o tanto de moças que andam sos, à cata de um home pra chamar de seu.
    a impressão que eu tenho é que os homens não estão masi namorando, paquerando, flertando.
    eles estão CATANDO, PEGANDO, FICANDO.
    estão morando na casa dos pais.
    e vivendo uma vida muito boa.
    tem medo de se relacionar.
    as moças então foram rebaixadas de namoradas e noivas a FICANTES E PEGUETES.
    ursula, como vc diz, se a gente estivesse no mercado, hoje em dia, com a nossa cultura comc erteza estariamos rejeitando não só este tipo de denominação como este tipo de macho primitivo.
    ahhhh, coloquei seu blog nos meus dois blogs...assim fica mais facil de eu acessar...
    e eu publiquei um selinho, o premio dardos e coloquei seu nome lá!
    bjs
    lilly
    http://coisadelilly.wordpress.com
    http://blogdareforma.wordpress.com

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  5. MV, vc fica quieto e seja fiel a sua esposa até os últimos dias! É assim que os homens tem que ser.

    Ká, as pessoas sofrem com solidão por não se auto-conhecerem e não conseguirem saber o quão bom é a nossa própria companhia... eu escolhi, escolhi e qd desisti de escolher, surgiu meu Toru, e assim vivemos felizes para sempre!

    Lilly, tenho medo do que vai ser dos nossos filhos... sabe que esta noite eu estava divagando: não seria melhor voltarmos aos tempos de outrora e arranjarmos casamentos para nossos filhos? EU TENHO MEDO DO FUTURO DELES!

    Beijos em todos, que são comprometidos e felizes para sempre. FIM

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