domingo, 25 de abril de 2010

Comer, Rezar, Amar, Transar, Viajar

Acho que a Liz Gilbert, quando elegeu o título do seu best-seller, deveria ter incluído mais dois verbos, pois assim entendo a obra completa. Quem sou eu para dar palpite? Apenas uma leitora apaixonada pela aventura que a autora viveu. Tem gente que tem medo de arriscar. Tem gente que sabe que a vida é curta e que pode acabar no próximo segundo, então, melhor mergulhar de cabeça. Por quê o medo? Eu não entendo. Sou uma cidadã do mundo ávida por aventuras, sempre. Mas voltando à Liz. Nem sei dizer quantas vezes já li e reli o livro e aguardo ávida pelo lançamento do filme, no próximo semestre. Duvido que alguém leia e não faça uma leitura cinematográfica a todo momento, viajando junto com a escritora. Duvido que a mulherada não fique morrendo de inveja da porralouquice da Liz. Eu não fico com inveja no conteúdo total, fico com inveja da coragem dela em querer morar um tempo na Itália para aprender italiano. E a inveja não é pelo italiano em si. É: POR QUÊ APRENDER ITALIANO?
Muita gente aprende outro idioma por necessidade. Outras vezes por paixão mesmo. Mas para que aprender italiano? Uma língua que só se fala em um país do mundo? Como a própria Liz coloca no livro (conta 14 até 16), cada idioma, ao ser formado, pegava características da capital do seu país. O italiano, porém, levou séculos até se estruturar como língua, pois cada região da Itália usava seu próprio dialeto. Foi só depois que Dante Alighieri escreveu sua Divina Comédia que a coisa andou pro lado de lá. Só que gosto é gosto e tem que ter peito para investir grana pra aprender ITALIANO. E na Itália.
Toda a explanação foi feita para chegar a conclusão: todo mundo deveria criar oportunidades em suas vidas para viver intensamente os cinco verbos. Comer é muito bom, é legal conhecer gastronomias diversas; rezar é necessário, não importa como, defendo a necessidade de se crer em algo maior. Sem amar não existe o viver, para mim, é fator "sine qua non". Transar é parte integrante da vida, juntamente com o amor. Acho que é a parte mais legal. E viajar... ah, como é bom viajar, nem que seja "viajar na maionese", divagar, sair da realidade. Afinal, a vida é apenas uma grande viagem sem hora marcada para a volta.

2 comentários:

  1. Belo acréscimo. De repente vc lança a segunda versão da obra...

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  2. Só que a minha versão será: Viajar e transar; vou para o Canadá, aprendo francês e de quebra faço o marido feliz todos os dias.

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