quinta-feira, 15 de abril de 2010

Acidente

Infelizmente, algumas atitudes são tomadas apenas após um acidente. Tudo desabou no RJ. Só agora é que as autoridades dão um pouco de atenção àquilo que já deveria ter sido prevenido. Fazer o quê? Rezar. E esperar sempre pelo melhor, quando o pior se torna inevitável.
Estou fazendo uma analogia até mesquinha, se comparando com tantas mortes que ocorreram naquele Estado. Estava saindo para levar as crianças para a escola na terça-feira. Quando passo pelo portão da garagem e o mesmo é fechado sobre meu carro.
Foi uma das situações mais tensas que já vivi. Não sabia, quando vi o portão se fechando, se parava, passava ou retrocedia. Passei. E para minha sorte, que naquele dia sairia com o carro do marido, não o fiz. Como meu carro é baixo, pequeno e compacto, não houve estrago no chassi, mas o carro do marido teria tido um prejuízo muito grande.
Dano físico? Além da tensão que ficamos, nenhum. Dano psicológico? Estou com medo de passar pelo portão, meu filho de quatro anos acha que vai morrer amassado e não dormiu direito nas duas últimas noites. Quem paga por tudo? Ninguém.
Ontem retiraram meu carro para conserto. Vamos esperar para saber como e quando ele voltará. Enquanto isto, pago os pecados tendo que usar o carro do marido, que é grande, que não cabe em lugar nenhum, que eu odeio dirigir. Só que odeio mais ainda andar a pé ou de ônibus. E deixar um carro na garagem para usar táxi chega a ser absurdo.
Depois do ocorrido, o Conselho do condomínio, o qual eu faço parte, se reuniu com a administração e deu o ultimato para todas as empresas prestadoras de serviços, incluindo eles. Demos até dia 30 de maio para que tudo se conserte por aqui. E falamos sério. Eles entenderam o recado. O administrador atual foi afastado ontem e vieram dois. Pela primeira vez, botei firmeza, pois senti que realmente agora a coisa vai andar. Acredito que dois fazem melhor que um. E quando são dois fortes, como me pareceu, aí ninguém segura.
Gerir um condomínio não é fácil. É preciso paciência, experiência e inteligência. Mais ainda, é preciso pulso firme, pois é a única empresa onde todos os inúmeros donos querem ao mesmo tempo ter seus direitos cumpridos. Agora é torcer. Para que as coisas andem, para que meu carro volte e continue andando por aí, sem correr risco de parar no Lata Velha.

2 comentários:

  1. Putz! Passei a vida com medo de isso acontecer comigo. Que merda! Ainda bem que não desgraçou tudo...

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  2. Só desgraça a esperança, mas aguça o desejo de estar no Canadá!

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