quinta-feira, 8 de abril de 2010

A última vida do Chico

Muitos anos antes de entender um pouquinho o funcionamento da doutrina espírita, já muito ouvia falar sobre seu maior divulgador. Fiz minha primeira viagem a trabalho em 1992. Sim, eu tinha 17 aninhos ainda e passei 30 dias em Uberaba organizando um evento internacional (ah, bons tempos). Desde o momento em que cheguei na cidade, só sosseguei quando o motorista da empresa para qual eu estava trabalhando me levou até a casa do Chico. Não tinha um monte de gente. Era tudo muito simples e confesso que me decepcionei. Até aquele momento eu acreditava que fama e dinheiro caminhavam juntos. Ledo engano. A fama do famoso médium é internacional, porém, ele levou a vida na maior simplicidade possível. Quando o motorista da Fosfértil parou o carro na porta da casa do Chico, me pediu para olhar para cima. Apareceu um lindo arco-íris. Com uma máquina de fotografia dos primórdios, consegui capturar a beleza natural, que guardo comigo por 18 anos. Olhem que lindo:

Acabei de ler a biografia dele, escrita pelo jornalista Marcel Souto Maior. E confesso que me decepcionei muito, não com o Chico Xavier, mas com a triste e sofrida vida que ele levou. Claramente que não foi uma vida de doações voluntárias. Ele sempre foi forçado e obrigado a fazer tudo que não queria por conta do espírito de Emmanuel que o atormentava dia e noite. Que saco.

É por conta de algumas coisas que ainda não me convenço do espiritismo como algo bom. Puxa, se eu tenho que pagar pelos meus pecados, por quê não saber das minhas dívidas e pagar quando eu quiser? Por quê é que as pessoas precisam sofrer para se redimir com Deus? Tem alguma coisa errada por aí, já que eu ainda acredito em Deus como uma força suprema que não pune, apenas recompensa o bem. E por este bem continuarei minha trajetória, sem encanar com os pecados desta ou de outras vidas.

2 comentários:

  1. 18 anos atrás... isso sim é como se fosse outra vida. vou exercitar minha mediunidade pra ver se consigo falar com vc adolescente...

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  2. Ei, não era outra vida? Vc tinha mais orelha que pescoço e cabeça juntos....kkkkk

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