quinta-feira, 25 de março de 2010

Caso Isabella Nardoni

Gente, está me dando nojo acompanhar por blog, por sites, pelo twitter. Estou impressionada com a cara de pau do (como chama a mídia) pai biológico da menina. O cara é frio, calculista, mentiroso, contraditório, sórdido. O pai e o advogado do cara são os piores. Como conseguem sustentar por dois anos tantas mentiras? Pena que o advogado não foi apedrejado ontem. Pena. Por falar no infeliz, estava voltando do trabalho e ele estava entrando no Fórum. Acho que voltava do almoço. Dá uma vontade de cuspir na cara de gente assim.
Quando entrei na faculdade de Direito, comecei a me apaixonar por tudo que aprendia, por tudo que tomava conhecimento. Aprendi coisas históricas fantásticas em Direito Romano, Constitucional, em Teoria Geral do Estado. Eis que chega o 2o. ano e sou introduzida à cadeira de Direito Penal. O professor, dr. Guaracy, foi um dos melhores professores que já tive, desde o jardim da infância e incluindo as quatro faculdades que estudei. Mas a matéria me dava nojo conforme o tempo passava. No terceiro ano, começamos a ter mais uma disciplina nojenta: Direito Processual Penal. Quando se começa a entender o jogo sujo por detrás de tudo, dá vontade de vomitar em toda aula. Também tive um professor maravilhoso nesta disciplina, que foi o dr. Marco Aurélio. E no quarto ano, as duas disciplinas continuaram. No quinto ano tranquei a faculdade. Nunca mais voltei.
Muita gente me pergunta o porquê de ter trancado e não voltado mais, já na reta final. O Direito me ensinou muito. Me fez crescer demais. Me deu subsídios para uma vida mais justa, mais íntegra, e mais revoltante. Por quê? Porque não nasci para defender bandido, tampouco para ver alguém defendendo-os. Sei que há outras inúmeras áreas no Direito, que para mim é uma das mais bonitas ciências. Só que há coisas que bastam. Foi o que aconteceu comigo. Bastou.
Continuo nas minhas orações, pela condenação absoluta dos réus.

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