domingo, 21 de fevereiro de 2010

Nostalgia


Canso de dizer que não tenho qualquer problema com idade. Até porque ainda tenho trinta e cinco anos e se for pensar na expectativa de vida da mulher brasileira nos dias de hoje, não cheguei nem a metade da minha vida.

No dia em que fiz trinta anos, morávamos na Europa, e acordei meio triste. Não pela idade, mas por entrar na idade de Balzac longe das pessoas que eu gostaria que estivessem comigo. Minha tia, a caçula por parte de pai, juntamente com a minha prima, prepararam um delicioso jantar árabe para mim. Minha prima já está por lá tem dezoito anos. Puxa, mais da metade da vida dela. Minha tia chegou lá no dia do atentado às torres gêmeas, quando minha priminha nasceu. Foi um dia muito importante para mim.

Nunca escondi meu jeito nostálgico de ser. Não é que vivo de passado; é que há coisas no meu passado que foram tão boas, tão maravilhosas, que vivo recordando. Semana passada, quando fomos ao SESC Consolação, passamos pela Avenida Ipiranga, em frente ao Hilton. Que tristeza ver aquele hotel fechado. Um hotel maravilhoso, que tive o privilégio de assistir a um bom par de peças teatrais naquele maravilhoso teatro. Restaurante espetacular, piano-bar idem. É um pedaço de um passado bom que deixa de existir fisicamente. Outro hotel que infelizmente fechou foi o Cad’Oro. Trabalhei por quase três anos na Alameda Gabriel Monteiro da Silva e descer a Rua Augusta sentada no ônibus elétrico foi minha rotina naquele período dos 15 até os 18 anos foi parte da minha rotina. Olhava aquele lindo hotel e dizia que um dia me hospedaria lá. Não só me hospedei como também organizei um dos eventos mais importantes da minha vida lá, anos mais tarde. Comecei a pensar como o tempo passou depressa. Nem sei se o Gallery ainda existe, lugar que era frequentadora de carteirinha e onde realizei a última grande festa de aniversário que fiz: vinte e sete anos. Hoje os points são outros. Tomar um “brunch” no Macksoud, algo que eu AMAVA fazer, agora é coisa de tiozinho. Será que virei a "tiazinha"? A moda é apreciar a vista da cidade do alto do Unique, tão distante do circuito antigo de bons hotéis da cidade. Os grandes lustres do Gallery devem ter dado lugar aos belos espelhos com efeitos 3-D das novas casas noturnas em voga.

Outro dia passamos pela Avenida Paulista, lugar que trabalhei também por três anos, de 1995 até 1997. Fui cliente do Banco Nacional, na esquina da nossa avenida com a Rua Pamplona. Este não existe mais faz tempo. Como também não existe mais o Bank Boston, o Banco Real e a Nossa Caixa. Acho que se alguém me colocar na rua hoje para pagar uma conta, vou me perder. Vou pagar mico, com certeza.

Sei que não sou o único ser nostálgico do planeta. Vejo pessoas que vibram ao ler o “Manual dos Anos 80”. Que bom que não sou a única que foi feliz! O tempo vai passando e as coisas mudando. Mudanças são sempre bem vindas e geralmente ocorrem de modo que as coisas evoluam. Mas a saudade de bons momentos sempre existirá no meu coração.

5 comentários:

  1. Tenho até medo de voltar e não reconhecer minha cidade. Ainda bem que agora tem google maps. Uma das coisas que são melhores agora do que nos anos 80...

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  2. Putz, até vc tá por fora... agora por aqui até fusca tem GPS...alias, até eu tenho GPS...

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  3. Q merda...rs...meus comentarios nao apareceram mesmo. Fiz dois enoooormes, mas deu erro no final e dai vim aqui conferir se eles tinham aparecido, mas nao. Treva! rs

    Bjosoos

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