domingo, 28 de fevereiro de 2010

Filhos prodígios, filhos poliglotas

Temos uma viagem programada para a primeira quinzena de julho deste ano; levar as crianças para esquiar e o pequeno para colocar as mãos na neve pela primeira vez. Sei que há neve em vários lugares do mundo, mas a neve do Chile é uma neve especial, pois é a neve do “nosso país”. Agora, com a tragédia ocorrida ontem, nem sei como ficarão os planos. Fato é que criança é muito inteligente. As crianças estão excitadas pelo fato de irem esquiar. Meu filho perguntou qual a língua que se fala no Chile e a irmã respondeu que é espanhol. Indignado, ele disse que não vai poder ir, pois só fala inglês. Com quatro anos.

Criança é cada vez mais prodígio. Sinto que ainda nascerão falando, já que a evolução do pensamento e da inteligência é tácita. Minha filha de dez anos desistiu de estudar inglês dois anos atrás. Achava as aulas entediantes. Tirei-a da escola. Acho linda a criança que faz balé, judô, vôlei, música, inglês, espanhol, teatro. Acho mais linda, porém, a criança que come, bebe, dorme e brinca. O que importa é que a criança tenha liberdade de escolhas, desde que suas escolhas sejam condizentes com aquilo que a família anseia para ela. Meu filho de quatro anos pediu para estudar inglês. São pouquíssimas as escolas que têm metodologia para criança tão pequena, mas vamos lá, pagar o preço de ter filhos. E minha filha resolveu ir junto com ele. Em turmas diferentes, os dois estão amando a nova escola, que tem metodologia bacana: trabalha tudo no concreto e de forma lúdica. Agora, graças a viagem do Chile, os dois querem estudar espanhol. Será que vou virar aquela mãe-motorista-agenda que tanto abomino?

Para incentivar ou desmotivar os estudos linguísticos das crianças Hummel poliglotas, fui hoje até a Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos comprar HQs em inglês e espanhol para os dois. Fala sério, ou o mundo tem mais gente que espaço para elas, ou toda a gente do mundo foi hoje para o mesmo shopping que nós. E olha que já estávamos almoçados. Shopping lotado, filas para entrar, mais filas ainda para sair, nenhum lugar para estacionar, atropelamento humano dentro da livraria. Um horror. E só consegui comprar duas revistas, uma em cada idioma. O importante é vê-los satisfeitos, com carinhas felizes. O que não somos capazes de fazer por um sorriso infantil?

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